| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| ***708978** | TIAGO MINARDI NASCIMENTO | 1900-01-01 | R$ 2,4 mil |
| ***404769** | FABIO DOS SANTOS MELO BARBOSA | 1900-01-01 | R$ 2,3 mil |
| ***053569** | LUCIA REGINA RIBEIRO | 1900-01-01 | R$ 2,0 mil |
| ***646401** | Tadeu Fernandes Sousa Godoy Carlos | 1900-01-01 | R$ 1,8 mil |
| ***926887** | JUNIO CELSO SANTIAGO DA SILVA | 1900-01-01 | R$ 1,2 mil |
| ***395088** | JOSE WILLIAM CAETANO SHUINA | 1900-01-01 | R$ 700,00 |
| ***100499** | RICARDO MARINHO | 1900-01-01 | R$ 620,00 |
| 14321907000167 | CLAUDIO ROGERIO DE OLIVEIRA 39422747791 | rogeriofreitas@gbl.com.br |
| 22105838000182 | DUETTO COMUNICACAO E PRODUCOES ARTISTICAS LTDA | wallaceurbano@gmail.com |
| 08636751000100 | GENESE GESTAO ARTISTICA E CULTURAL LTDA | alegasi@ig.com.br |
| 14469570000130 | JOAO BERNARDO FERNANDES CALDEIRA 08253329741 | joaobernardo@gmail.com |
Realizar uma temporada do espetáculo "Ânsia", texto de Sarah Kane, de nome original Crave, que será realizada de 08/06/2019 a 01/07/2019.
Quatro vozes intermitentes, A, B, C e M se encontram em um palco, dizendo frases que à princípio parecem ser de difícil compreensão. Gradualmente surgem lampejos de conexão entre as vozes; ligações instantâneas acontecem e se desfazem no ar, com a mesma fragilidade com a qual foram criadas. Com o aumento do ritmo e da fluidez dessas interações, aumenta também a quantidade de dados lógicos sobre a história ou as histórias. Desta forma, viajando entre passado e presente, se desdobra a trama de uma família marcada pelo abuso sexual e pelo desejo de transcender acontecimentos marcantes que não podem ser modificados. Envolvidos por essas memórias e as vontades do presente, os quatro procuram formas de evadir a realidade; por vezes seus anseios os fazem repetir a dor vivida e por vezes se acenam possibilidades de redenção. A cenografia conta com duas lumiánias que funcionam como dois sonares que sobem e descem para o acontecimento de duas cenas ao seu redor. Além disso, a iluminação com seus recortes específicos compõe a cenografia ao longo do espetáculo. Tempo de duração: 60 min Classificação indicativa: 16 anos Projeto cenográfico: Toda a cenografia da peça é contruída através da sua própria iluminação juntamente com duas luminária que fazem um movimento de descida e um de subida durante o espetáculo. Resumo das falas: M – Eu procurei você. Por toda cidade. B – Na verdade eu não M – Sim, sim A – Você acha M – Acho, sim C – Por favor, parem com isso. M – E agora eu te achei. C – Morreu alguém que não está morto. A – E agora somos amigos. C – A culpa não é minha, a culpa nunca foi minha. M – Tudo o que acontece, é pra acontecer (era pra ser). B – Por onde você andou? M – Por aí. C – Vai embora. B – Para onde? C – Agora. M – Para lá. A – Porque é da natureza do amor desejar um futuro. C – Se ela tivesse ido embora – M – Quero ter um filho. B – Não posso te ajudar. C – Nada disso teria acontecido. M – O tempo passa e eu não tenho tempo. C – Nenhum. B – Não. C – Nada. ……………………………………………. B – Olha. C – Escuta. B – Olha. Meu nariz. M – O que é que tem. B – O que você acha? C – Tá quebrado. B – Nunca quebrei um osso do meu corpo. B – Mas meu pai, sim. Arrebentou o nariz numa batida de carro. Tinha dezoito anos. E eu sou assim. Geneticamente é impossível, mas fiquei. Nós transmitimos essas informações mais depressa do que pensamos e de maneiras que parecem impossíveis. C – Se eu fosse Se eu Se eu fosse M – DEPRESSA POR FAVOR ESTÁ NA HORA …………………. B – Se você não quer que eu venha, eu não venho. Pode dizer, não importa. Quero dizer, importa, mas é melhor dizer pra eu saber, então. M – Pra lá do tolerável. A – Pra lá da dor. M – Escolha, foque, aplique. B – Eu encaro as minhas oportunidades. C – Compro um novo gravador e cassetes virgens. B – Sempre faço isso. C – Tenho umas fitas antigas que até serviriam, mas a verdade não tem muito a ver com a realidade, e a questão, se é que há alguma, é gravar a verdade. A – Estou tão cansado. C – Eu anseio branco no branco e preto, mas os meus pensamentos correm num tecnicolor fantástico, não me deixam dormir, arrancam o cobertor que me acolhe na invisibilidade cada vez que prometem abafar a minha mente no nada. A – A maioria das pessoas, B – Continuam, A – Levantam, B – Continuam. A – Meu coração vazio está cheio de escuridão. C – Um toque e gravando. M – Cheio de vazios. B – Satisfeito com nada. A – Um toque. M – Gravando. C – As minhas entranhas se contorcem quando ele me toca. A – Pobre, pobre amor. C – Não sinto nada, nada. Não sinto nada. B – Estou de volta. C – Se ela tivesse ido embora – A – Vou morrer. M – Chega de abusos, já chega. C – Larvas por todo lado. B – Não tem ninguém como você. C – Sempre que eu olho uma coisa de perto ela começa a se mexer, como uma massa de larvas brancas. A – Pretas são acrescentadas à massa. C – O uniforme de brim azul-marinho que vesti quando tinha seis anos, o cinto de elástico vermelho e azul apertado ao redor da minha cintura, as meias de nylon, as cascas de feridas nos joelhos, o trepa-trepa que subíamos pra brincar, David – A – NÃO. M – Não consigo te amar porque não consigo te respeitar. C – Passado apagado, amor duradouro. M – Eu ia pegar um avião. Um vidente previu que eu não ia naquele vôo, mas que ia o meu amado. O avião caía e ele morria. Eu não sabia o que fazer. Se eu perdesse o vôo eu estaria cumprindo a profecia e arriscando tirar a vida do meu amado. Mas pra quebrar a profecia eu teria que pegar o avião que parecia estar destinado a cair. A – O que que você fez? M – Começa outra vez. A – Começa outra vez. C – Um arbusto violeta arranhando minhas pernas. A – Qualquer coisa menos isso. ……………………………………… C – Duas mulheres aos pés da cruz. B – Uma flor se abre no calor do sol. A – Um rosto gritando dentro do vazio. B – É real, é real, totalmente real, totalmente real. M – Uma imagem particular que não consigo decifrar, A – Além da minha compreensão, C – Além da minha A – Além B – Há diferença entre articulação e inteligência. Eu não consigo articular essa diferença mas há. M – Vazio. A – Enjoado. C – Branco. B – Me ama. A – A culpa permanece como o cheiro da morte e nada pode me livrar dessa nuvem de sangue. ………………………………… A – Uma garotinha cada vez mais paralisada com as freqüentes e violentas brigas dos pais. Às vezes ela ficava horas em pé parada no banheiro, simplesmente porque era lá que por acaso estava quando a briga começou. Finalmente, nos momentos de calma, ela pegava garrafas de leite na geladeira ou da porta de casa e as deixava estrategicamente em lugares onde mais tarde ela poderia ficar presa. Seus pais não conseguiam entender porque achavam garrafas de leite azedo por toda casa. M – Por quê? C – O quê? B – Por que o quê? C – O quê? M – Por que é que você está chorando? A – Não há novidade aqui. B – Você foi tão persistente. C – Sou sempre eu. M – Você sempre soube disso. B – Está fora de controle. C – Como é que eu te perdi? A – Você me jogou fora. C – Não. M – Sim. B – Não. A – Sim. B – Não. C – Não. A – Sim. (Tempo) B – Não. C – Não. M – Sim. B – Não. C – Não. A – Sim. C – Não. (Tempo) A – Sim. C – Não. B – Não. M – Sim. A – Sim. M – Sim. C – (emite um pequeno grito de uma sílaba) (Tempo) C – (emite um pequeno grito de uma sílaba) B – (emite um pequeno grito de uma sílaba) M – (emite um pequeno grito de uma sílaba) B – (emite um pequeno grito de uma sílaba) A – (emite um pequeno grito de uma sílaba) M – (emite um pequeno grito de uma sílaba) C – (emite um pequeno grito de uma sílaba) (Tempo) M – Se você não falar, não posso te ajudar. B – Esse lugar. ……………………………….. C – Deixe o dia em que nasci perecer Deixe a escuridão da noite aterrorizá-lo Deixe as estrelas do seu amanhecer escurecerem Que ele não veja as pálpebras da manhã Porque não fechou a porta do ventre (útero) de minha mãe B – Aquilo que temo cai sobre mim. C – Odeio você, B – Preciso de você, M – Preciso mais, C – Precisa mudar. A – Toda a previsível e doentia futilidade que é a nossa relação. M – Quero uma vida de verdade, B – Um amor de verdade, A – Com raízes e que cresça à luz do dia. C – O que ela tem que eu não tenho? A – A mim. B – As coisas que eu quero, eu quero com você. M – Não. Sou. Eu. A – Não há segredos. M – Só há cegueira. A – Você se apaixonou por alguém que não existe. C – Não. M – Sim. B – Não. A – Sim. C – Não. B – Não. M – Sim. C – Eu sabia, B – Eu sabia, C – Por que é que não consigo aprender? A – Não aceito uma vida na escuridão. B – Não olhe para o sol, não olhe para o sol. C – Eu te amo. M – Tarde demais. A – Acabou. C – (emite um som de desespero sem forma) (silêncio) A – Nós não sabemos que nascemos. …………………. A – Eu não tenho sonhos. B – Ganhando luz, C – Atravessei um rio, M – Mas perdendo tempo. B – Não consigo dizer não pra você. C – Estar livre de memória, M – Livre de desejo, C – Menos, não provoque nada, B – Não diga nada. A – Invisível. B – Melhor esquecer. A – Atos randômicos de prazer sem sentido. ………………………. A – Queda-livre B – Em direção à luz C – Clara luz branca A – Mundo sem fim C – Você pra mim morreu M – Glorioso. Glorioso. B – E assim sempre será A - Feliz B – Muito feliz C – Feliz e livre.
Desejamos realizar a re-estréia da peça no Rio de Janeiro, tornando acessi´vel a obra dessa jovem autora ainda pouco conhecida no nosso pai´s, que se lançou no cena´rio teatral inglês como figura u´nica pela maneira que trata de temas ta~o pertinentes nos dias de hoje. Apresentaremos essa linguagem dramatu´rgica original que aproxima o espectador comum ao teatro e que pode estimular jovens e adultos à criaça~o e à expressa~o das pro´prias inquietudes. Sarah Kane conduz o pu´blico com seu texto de alto teor poe´tico, tocante e reflexivo que sera´ realizado por uma equipe de alta qualidade indo ao encontro de sua ma´xima potencializaça~o. O espeta´culo tem como objetivos especi´ficos:- Celebrar vida e obra de Sarah Kane 20 anos apo´s a sua morte.- Inserir no cena´rio teatral carioca uma dramaturgia ine´dita e de qualidade, trazendo à tona uma discussa~o se´ria e aprofundada de temas pouco debatidos na sociedade. - Realizar temporada com 15 apresentaço~es na cidade do Rio de Janeiro.- Movimentar a economia e gerar renda atrave´s da produça~o teatral.- Contribuir com opça~o de entretenimento na programaça~o teatral.- Formaça~o de plateia atrave´s dos recursos proporcionados pela dramaturgia contemporânea e por novas linguagens.
A Lei de incentivo a cultura se faz necessária nessa proposta para viabilizar os custos da produção de uma nova temporada do espetáculo. Sendo que este projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O projeto tambem visa os seguintes objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91: IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais. E´ atrave´s de obras que apresentem ao espectador temas que se aproximem da sua realidade, que podemos nos lançar com convicça~o na necessidade de colocar uma peça em cena. "Ânsia", espeta´culo dirigido por Cesar Augusto, teve sua primeira temporada no Rio de Janeiro em fevereiro de 2019, no Sesc Tijuca com o nome "Crave ou Ânsia". Agora com novo título, a peça "Ânsia" foi contemplada pelo chamamento da Secretaria Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro para temporada no Teatro Ipanema. E é com muito prazer que re-estrearemos a peça nesse teatro, um dos mais históricos da cidade. Escrito por Sarah Kane, dramaturga referência do teatro britânico do final do se´culo XX, o texto envolto em poesia, amor e o´dio, cria conexo~es, numa trama cruel e abusiva, onde sujeito, tempo e espaço se apresentam indefinidos e refletem anseios contemporâneos. E´ despindo a dramaturgia de barreiras tradicionais, que Sarah consegue, com seu estilo u´nico, proporcionar a quem presencia as suas peças, uma viagem atrave´s de seus pro´prios caminhos, labirintos, contrastes e relaço~es. Em ocasia~o dos 20 anos de morte da autora, decidimos homenagea´-la montando essa peça que trata dos mecanismos de violência dentro dos diversos modos de se relacionar. Desejamos proporcionar ao nosso pu´blico a oportunidade de se aproximar de uma visa~o contundente do espi´rito dos tempos em que vivemos e que atravessa, sem limites, as mais diversas realidades. Seja pela pesquisa da forma, que engloba va´rios tipos de linguagem e faz nascer novos modos teatrais, seja pelo conteu´do pleno de questo~es latentes ainda nos dias de hoje, Sarah deixa um legado importante para o pu´blico contemporâneo. Por encontrarem-se em sua obra diversos dilemas e buscas, mas tambe´m por oferecerem linguagens e formas de comunicaça~o inovadoras, as peças de Sarah potencializam o encontro entre ator e espectador, gerando debates relevantes sobre arte, linguagem, experiência e imaginaça~o. Construi´mos relaço~es. Estabelecemos ordens de dor e de prazer, ordens essas que sa~o passageiras e em detrimento dos nossos desejos, impossi´veis de serem fixadas no tempo. Sera´ isso culpa nossa, da sociedade ou por acaso? Temos controle sobre os efeitos que o passado pode ter no presente? Existe uma maneira de começar tudo do ini´cio? Perguntas desse tipo nos atravessam no dia-a-dia, e tentativas de respostas influenciam nossas atitudes e o modo pelo qual interpretamos o mundo. Temos poucas certezas e uma delas e´ que o que todos temos em comum e´ esse constante migrar entre incertezas e realidades proviso´rias.Tudo isso e´ abordado com maestria nessa obra de Sarah Kane, que priorizamos por nos dar a chance de deixar o espectador se deparar com caminhos que parecem ser traçados em solida~o, mas que sa~o exatamente o que nos une. Aumentamos a distância entre no´s por medo de sermos descobertos na nossa condiça~o mais humana e e´ exatamente essa condiça~o que temos em comum, que escolhemos mostrar. Pelas razões acima colocadas, a aprovação na Lei de Incentivo a Cultura em caráter de urgência será fundamental para a viabilização desta temporada, contribuindo com a continuidade do projeto e a remuneração dos profissionais envolvidos.
É importante frisar que a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, por estar tratando do período de transição da gestão dos teatros do Rio de Janeiro, realizou um edital de chamamento para que as produções fossem realizadas dentro de um cronograma bastante estreito. Portanto é necessário que frisemos a necessidade de aprovação do projeto na Lei de Incentivo a Cultura em caráter de urgência, para viabilizar a captação e dar prosseguimento no processo de pré-producão, que já está em andamento, mas depende de fundos adicionais para sua completa realização.
Medidas inclusivas de acessibilidade: Realizaremos uma sessão inclusiva com intérprete de libras. O Teatro Ipanema possui acesso facilitado aos usuários de cadeiras de rodas, assim como assentos prioritários dentro do teatro para portadores de deficiência e os respectivos acompanhantes.
Será realizado durante a temporada 01 debate após o espetáculo com alunos e professores de uma faculdade pública de artes cênicas. Os ingressos terão o preço popular de R$ 50,00 a inteira e R$ 25,00 a meia entrada.
TEXTO: Sarah Kane DIREÇÃO: Cesar Augusto ELENCO: Alexandre Galindo, Elisa Barbato, Rogério Freitas, Maria Adélia CENÁRIO: Cesar AugustoTRILHA SONORA: André PoyartFIGURINOS: Tiago CardozoDIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Alexandre GalindoPRODUCÃO EXECUTIVA: Elisa BarbatoIDEALIZAÇÃO: Alexandre Galindo e Elisa BarbatoREALIZAÇÃO: Gênese Produções BIOGRAFIA DA AUTORA Sarah Kane foi dramaturga inglesa nascida em 1971 e considerada uma das grandes responsáveis pelo impacto do movimento In-Yer-Face theatre. Seu estilo de teatro confronta o espectador com poucas respostas e explicações; simplesmente apresenta situa- ções austeras e extremas, o que é muitas vezes atribuído à sua sensibilidade clássica, fazendo-a transcender o movimento teatral de sua época. Sarah viveu uma vida acelerada pessoalmente e artisticamente. Suas quatro primeiras peças - “Blasted” (1993), “O Amor de Fedra” (1996), “Purificados” (1998) e “Crave” (1998) - são levadas à cena ao longo dos sete anos que precedem sua trágica morte em Fevereiro de 1999. Sua última peça “4:48 Psychosis”, foi levada aos palcos um ano depois, em 2000. Sua forte influência sobre o teatro foi muitas vezes erroneamente eclipsada por sua história de vida marcada pela depressão, mas sua capacidade de subverter a estrutura dramatúrgica acabou consagrando-a como escritora de talento único e visionário. Com cada nova peça ela mostrava resultados surpreendentes de sua investigação e exploração da forma teatral. Em “Crave” ("Falta"), se apresenta uma mistura de conteúdo emocional extremo e inovação. Embora o primeiro atraia mais atenção, a estrutura da peça permite a coexistência de variadas camadas de significado; o narrativo, o inconsciente, o emocional e o arquetípico; tornando-a rica principalmente pela sua potência cênica. “Criar beleza à partir do desespero, ou do sentimento de desolação, é para mim a coisa mais esperançosa e afirmadora da vida que alguém pode fazer” -Sarah Kane Cesar Augusto - Diretor e Cenógrafo Cesar Augusto é membro da Cia dos Atores desde a sua formação como ator, diretor, produtor e, eventualmente, como cenógrafo. Paralelamente, desenvolveu e participou de outros projetos e ações culturais: Riocenacontemporanea – Festival Internacional de Teatro da Cidade do Rio de Janeiro (membro da diretoria e curador), Festival de Teatro de São José do Rio Preto (curador). Dirige o TEMPO_FESTIVAL , festival internacional no Rio de Janeiro. Foi diretor artístico da Ocupação CÂMBIO, no Teatro Glaucio Gill, entre 2010 e 2011, a convite da Secretaria Estadual de Cultura, sendo indicado na categoria especial do prêmio APTR por este trabalho. Dirigiu a residência artística do Teatro Café Pequeno ao longo de três anos, dando prosseguimento à Ocupação Câmbio. Foi curador de artes cênicas do Galpão Gamboa, espaço dirigido por Marco Nanini e Fernando Libonati, agraciado pelo prêmio APTR na categoria especial. Dentro da esfera de curadoria no Instituto Galpão Gamboa, desenvolveu o projeto Dança Gamboa, junto com Marcia Rubin. Entre agosto e novembro de 2014, esteve à frente da ocupação Dulcinavista, no Teatro Dulcina, localizado no centro da capital carioca. Em 2016, foi indicado na categoria especial do Prêmio Cesgranrio pela curadoria do Galpão Gamboa. Ainda em 2016, foi idealizador, com a diretoria do TEMPO_FESTIVAL, do evento HOBRA - Residência Artística Holanda Brasil, que fez parte do calendário cultural dos Jogos Olímpicos da cidade do Rio de Janeiro. Em 2017, foi indicado ao prêmio Cesgranrio pela curadoria do Galpão Gamboa e recebeu o prêmio APTR 2017, categoria especial, pela multiplicidade de ações culturais. Como ator, fez inúmeros espetáculos de teatro ao longo de sua carreira, tanto no Brasil como no exterior. Por “Conselho de Classe”, de Jô Bilac, foi indicado ao prêmio APTR de melhor ator protagonista. Entre seus últimos trabalhos como diretor, estão: "LaborAtorial", processo colaborativo com os artistas Marcelo Valle e Diogo Liberano e Simon Will, do coletivo artístico Gob Squad/Alemanha; "Próxima Parada", baseado nas obras dos dramaturgos José Vicente e Antonio Bivar; “Talvez “e "Mamãe", trabalhos solos de Álamo Facó, "A Tropa", texto de Gustavo Pinheiro premiado no Festival Seleção Cena Brasil 2015, com Otávio Augusto e “Alair”, do mesmo autor, com Edwin Luisi no elenco, “Noite em Claro”, de Joaquim Vicente, que faz parte do espetáculo-evento Rio Diversidade, indicado os prêmios Shell e APTR, por inovação e categoria especial, respectivamente. Alexandre Galindo - Ator e Produtor Bacharel em Artes Cênicas pelo Instituto CAL de Arte e Cultura, Cursou um MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getulio Vargas (FGV) formado em Engenharia Civil pela Universidade Cruzeiro do Sul, SP e Pós-graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Nove de Julho, SP. Idealizou, produziu e protagonizou a peça “A Festa de Aniversário” de Harold Pinter, em 2017 e 2018, com a direção de Gustavo Paso, que estreou no teatro Poeira, um sucesso de crítica e público, com duas indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro nas categorias melhor atriz e melhor iluminação. Produziu também em 2017 os espetáculos “Animal Doméstico” com texto e direção de Hayla Barcellos e “A Viagem do Capitão Tornado” com adaptação e direção de Clóvis Levi”. Atualmente está trabalhando na produção do seu próximo projeto “Educação Siberiana”, que estreia em abril de 2019 no Rio de Janeiro e, na captação do projeto “The Party” de Sally Poter, com previsão de estreia para o segundo semestre de 2019. Elisa Barbato - Atriz e produtora Nascida em Milão, Itália em 1983. Estuda ballet clássico desde os 7 anos de idade, em academias no Rio de Janeiro e Chicago, EUA. Aos 15 anos começa a estudar teatro no Tablado, e logo depois no Curso Profissionalizante da CAL. Seu percurso formativo é permeado pelo teatro corpóreo, estudando em Companhias como o Odin Teatret em Holstebro na Dinamarca, o Teatro Potlach em Fara Sabina, Itália e a SITI Company em Nova York. No Brasil participa de oficinas com Miwa Yanagizawa, Stephane Brodt, William Nadylam, Silvia Pasello, Sérgio Modena, Eduardo Milewicz e Enrique Diaz. No Rio de Janeiro integra durante três anos a Companhia Studio Stanislavski, e sob direção de Celina Sodré atua em “Ferocidades” e como Ophelia em “Ophelia by Hamlet”. Atua também em “Assim é se lhe parece”, direção de Antonio De Bonis, em “Medeastories” direção de J. Ed Araiza “Enquanto o Mundo Acaba” e “Hotel Brasil”, ambos dirigidos por Joelson Gusson, e “Crave ou Ânsia”, texto de Sarah Kane, direção Cesar Augusto. Rogério Freitas - Ator Ator desde 1989, formado pela Escola de Teatro Martins Pena, recebeu em 1994 o “Prêmio Mambembe de Melhor Ator”, com o espetáculo “O Pássaro do Limo Verde”. Em 2015, “Prêmio Botequim Cultural de Melhor Ator de Teatro Infantil”. Conta também com várias indicações para os prêmios Mambembe, Sharp, Mollière e Coca-Cola. Dentre as mais recentes peças, podemos citar “A Revista do Ano”, de Tânia Brandão, direção de Sérgio Módena; “Estranho Casal” de Neil Simon (adaptação de Gilberto Braga), direção de Celso Nunes; “O Beijo no Asfalto”, direção de César Rodrigues; “Botequim ou Céu sobre Chuva”, de Guarnieri, direção de Antônio Pedro Borges; “A Porta da Frente”, de Júlia Spadaccini, direção de Marco André Nunes e Jorge Caetano; "Anti-Nelson Rodrigues", direção de Bruce Gomlevsky; "A Visita da Velha Senhora”, "A Festa de Aniversário", direção de Gustavo Paso e “Crave ou Ânsia” direção Cesar Augusto. Maria Adélia - Atriz Viveu 17 anos na França onde a convite de Ariane Mnouchkine integrou a troupe du “ Theatre du Soleil “ por 5 anos.Tambem trabalhou com Irina Brook, Cia Dos à Deux,Yann Dénece... Paralelo a carreira de atriz , é Artista Plástica de Teatro e colaborou com Irina Brook, Theâtre du Soleil, C.Harmuch, Cia Dos à Deux, G.Freixe, Cia Du Porte Voix, Les Trois Clés, Cia De(e)s Amorce(s), Dann Jemmett, Amok Teatro, Cia Ave Lola e Flavia Lopes. Foi dirigida por Ademar Guerra, Luiz Artur Nunes ,Edson Bueno, Antonio Abujamra, Andre Paes Leme...De volta ao Brasil atuou em, A Visita da Velha Senhora - de F. Dürrenmatt, Carmen de Cervantes de Marcos Arzua, O Casamento Suspeito de Ariano Suassuna, O Malefício Da Mariposa - de F. G. Lorca e A Festa de Aniversário de Harold Pinter. Tiago Cardozo - Figurinista Graduado em Artes Cênicas – habilitação em Indumentária pela Escola de Belas Artes/ UFRJ. Possui cursos de formação complementar, em Costume e Fashion Design, na Arts University Bournemouth, no Reino Unido. Com experiência em teatro, nas áreas de cenografia, ade- reçaria e figurino, realizou trabalhos como figurinista assistente ao lado de profissionais como: Beth Filipecki, Marcelo Marques, Ronald Teixeira, Thanara Schonardie, Cris Kangussu e Marcelo Olinto. E também ao lado de Diretores como: André Heller -Lopes, Sérgio Módena, Cláudio Botelho, Cristina Moura, Eduardo Wotzik e Cininha de Paula.Projetos realizados no teatro: “La Bayadère”, Theatro Municipal do Rio de Janeiro– 2014; “A Walkyria”, Theatro Municipal do Rio de Janeiro – 2013; “Édipo Rei” – 2012; “O Rouxinol e o Imperador” – 2012; “Amadeus” – 2010. TV e Publici- dade: “Schin, Porque Sim!”, campanha publicitária da cerveja Schin – 2013; “Lara com Z”, Minisérie TV Globo – 2011. André Poyart - Direção Musical Músico, produtor, arranjador e diretor musical, com bacharel em música pela UFRJ e mestrado em letras-poética pela UFRJ, trabalhando em espetáculos de teatro há 11 anos com diretores renomados como Gustavo Paso e Gilberto Gawronski. Dentre os seus últimos trabalhos estão o espetáculos “A Festa de Aniversário”, de Harold Pinter, “Casa Caramujo” e “Garagem” de Gustavo Paso, “Oleanna”, “Race” e “Hollywood” de David Mamet
DILIGÊNCIA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.PROJETO LIBERADO PARA DECISÃO DO ANALISTA.
Histórico inicial = baseline (situação atual no momento da primeira ingest). Próximas mudanças de status serão capturadas automaticamente a cada nova sincronização SALIC.