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PITANGA - 80 ANOS é uma mostra de cinema querealizará uma retrospectiva em homenagem a Antonio Pitanga, um dos maiores atores do cinema brasileiro, que no ano de 2019 completa 80 anos de vida e 60 de carreira. O eventoexibirá algumas das principais obras do cinema brasileiro que contaram com a atuação de Pitanga. A mostra tem o intuito de apresentar a importância da obra do ator, além de trazer à luz discussões fundamentais e atuais para o campo das artes.Além da exibição de aproximadamente 25 longas-metragens, a mostra contará com um curso, duas mesas de debate euma leitura de peça com a participação do próprio Pitanga. As ações serão realizadas nas unidades do Rio de Janeiro e Brasília do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).
A retrospectiva contará com dois debates abertos ao público: -"Cinema, política e a questão racial", a intenção será discutir o corpo como gesto político, a fala, o ato de filmar, movimentos que envolvem diretamente o trabalho de Pitanga. Avançando sobre os aspectos do trabalho de Pitanga no âmbito da questão negra e suas lutas no campo artístico e social ao longo de tantas décadas. Para essa mesa serão convidados, em suas respectivas cidades, artistas contemporâneos para debater sobre a arte negra e a importância de Pitanga nesse processo: as cineastas Viviane Ferreira e Yasmin Thayná, o diretor Neville d'Almeida, o coreógrafo Rui Moreira, o cineasta Joel Zito e o crítico Juliano Gomes. -A segunda mesa se chamará , onde alguns amigos do ator além de traçarem aspectos sobre a sua importância para o cinema, contarão uma série de anedotas sobre ele. Serão convidados personalidades que estiveram profundamente envolvidas com Pitanga profissionalmente: Cacá Diegues, Helena Ignez, Zezé Motta, Ruy Guerra, Walter Lima Jr. e Beto Brant. -Um curso sobre a história do cinema negro brasileiro que pretende apresentar um panorama do cinema de produção negra no Brasil, partindo de uma narrativa histórica que necessita ser mais abordada a partir de suas obras. Tendo Antonio Pitanga como um dos grande pilares dessa produção artística. Os cursos serão ministrados no Rio, SP e BSB pela professora Edileuza Penha de Souza, doutora em Educação pela UnB. -A leitura da peça "O poder negro", obra do autor norte-americano LeRoi Jones, sendo montada no Brasil pelo teatro Oficina em 68. A leitura será realizada com os atores que a encenaram: Ittala Nandi e Antonio Pitanga. -Ainda será confeccionado um livro-catálogo tripartido: Uma série de entrevistas com diversos profissionais e amigos que trabalharam com o homenageado, além de acompanharem sua carreira. Realizadas pelos curadores da mostra, algumas entrevistas serão inéditas, e outras utilizando o material bruto do documentário Pitanga.Artigos de arquivo e inéditos sobre Pitanga; e críticas de filmes que tiveram sua participação na época.Uma última parte do catálogo será designada a uma miscelânea de escritas e imagens. Contos, fotografias de bastidores, imagens de posters, e possíveis textos escritos pelo próprio Pitanga.
Objetivo geral PITANGA - 80 ANOS tem o intuito de apresentar a importância da obra do ator Antônio Pitanga, além de trazer à luz discussões fundamentais e atuais para o campo das artes. Objetivos específicos Exibição para o público de aproximadamente 25 obras fundamentais do cinema brasileiro que contam com a presença do ator Antônio Pitanga. Realização de um curso sobre o cinema negro brasileiro. Realização de dois debate que abordarão temas como cinema, política e questões raciais. Leitura aberta ao público da peça "O poder negro", com a presença de Antônio Pitanga. Produção de um livro-catálogo onde estarão organizados textos inéditos e de arquivo, além de entrevistas com os principais parceiros de Pitanga. Telecinagem do filme "Também somos irmãos" (1949), de José Carlos Burle. Restauração da cópia em 35mm de "Na boca do mundo" (1978), única direção da carreira de Antonio Pitanga.
Em dado momento do documentário "Pitanga" (2016), o protagonista que dá nome a obra comenta a Lázaro Ramos: "Eu não quero estar atrelado a este, ou àquele movimento. Eu prefiro ser um negro em movimento". A partir dessas palavras, pode-se dizer que Antonio Pitanga chega a seus 80 anos com a compreensão de fazer parte daquele raro grupo de artistas que não pode ser vinculado diretamente a nenhum movimento dentre os mais variados em que esteve envolvido durante a vida. Por outro lado, todos esses movimentos e seus realizadores devem inúmeras reverências a esse grande ator. Antonio Sampaio faz sua primeira participação no cinema em 1959 no filme "Bahia de todos os santos". Na obra precursora do Cinema Novo de Trigueirinho Neto, o jovem atua na pele da personagem Pitanga. Sobrenome artístico que adota, e o fará reconhecido nacionalmente. Muito além de suas atuações, Pitanga esteve envolvido diretamente com toda a cena artística de Salvador. Ao lado de Glauber Rocha, Roberto Pires e Walter da Silveira, inicia um cineclube, no qual todos os domingos eram exibidos clássicos de todo o mundo. Se formando assim, junto a todo um grupo de artistas que vieram a consolidar o Cinema Novo. "Na Bahia, sofríamos um preconceito cultural. Então, essa turma teve que se tornar muito aplicada. O cinema me deu não só afirmação, mas me tornou cidadão, já que eu venho na contramão da sociedade.", disse Pitanga em uma entrevista. Durante a primeira metade dos anos 1960, Pitanga tem participação imprescindível em obras essenciais do cinema brasileiro. Entre elas "O pagador de promessas" (Anselmo Duarte, 1961), único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro em Cannes; "Barravento" (1960), a primeira direção de Glauber; "A Grande Feira" (1961) e "Tocaia no Asfalto" (1962), de Roberto Pires; e sua narração em "Os Fuzis" (1964) de Ruy Guerra, filme que faz parte da chamada "trilogia de ouro" do Cinema Novo (ao lado de "Vidas Secas" e "Deus e o Diabo na Terra do Sol"). Nessa época, Pitanga se muda para o Rio de Janeiro e também passa a trabalhar ativamente com outros movimentos artísticos. Atua em peças como "Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come" (1966) de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar, e na censurada "O Poder Negro" (1968), do autor norte-americano LeRoi Jones, montada por Zé Celso Martinez e Fernando Peixoto. Além de filmes como "A mulher de todos" (1969), de Rogério Sganzerla e "Jardim de Guerra" (1970) de Neville d'Almeida. Criações que abordavam questões sociais e raciais fazendo um enfrentamento direto a ditadura que estava instituída no país. O forte vínculo de amizade com os cineastas cinemanovistas inspira Pitanga a dirigir seu primeiro e único filme. Em 1978, ele realiza "Na Boca do Mundo", filme que discute o tema do racismo a partir do grotesco mito do negro como procriador, em meio a uma narrativa que aborda o protagonismo feminino de forma inusitada para sua época. Ao lado de Zózimo Bulbul e Waldyr Onofre, Pitanga abre espaço para o cinema de realização negra no país. Questão de profunda desigualdade até os dias de hoje, quando no último estudo apresentado pela Ancine (01/2018) somente 2,1% dos longas metragens haviam sido dirigidos por homens negros em 2016, enquanto nenhuma mulher negra havia dirigido e roteirizado no mesmo ano. Pitanga, ao lado de atores como Milton Gonçalves, Ruth de Souza, Haroldo Costa, Léa Garcia, Jorge Coutinho, foi responsável por enfrentar um Brasil em meio a uma violenta ditadura militar, disputando seu espaço no campo artístico e utilizando de seu corpo como margem de potência para ser tão singular. Porém, muito além disso, unido a esses artistas negros, Pitanga ampliou a luta política e cultural dos negros nos bastidores das artes. Uma geração que é considerada um bastião para os artistas negros da atualidade, que disputam espaço em um país ainda extremamente racista. Por isso, Antonio Pitanga é um artista plural e necessário para se refletir os avanços e as disputas das questões negras na cultura do Brasil. Através de sua expressão corporal singular que marca obras como "Barravento". Sua capacidade de amoldar múltiplos personagens e arquétipos durante sua longa carreira. Pitanga sempre foi o artista que apontava discursos de enfrentamento primordiais para estremecer os pilares da arraigada aristocracia brasileira: "Essa negritude, é minha bandeira de luta! É a cuspida concreta que eu dou em vocês brancos. Nessa nojenta atitude de senhores de engenho, em plena era industrial. Pra vocês eu sou macaco, mas isso vai acabar! (...)", trecho de monólogo de Pitanga em "Jardim de Guerra" (1970), de Neville d'Almeida. Aos 80 anos, Pitanga deve ser homenageado por todo o legado no cinema e na luta racial. Para isso a mostra pretende tratar à luz do presente, através da voz de muitos pensadores e artistas de gerações posteriores a sua, a grande obra de um ator que sempre confrontou seu tempo. Por isso, se mantendo tão contemporâneo em meio a discussões chaves da atualidade.
Debate "Cinema, política e a questão racial" - 2h Debate "Pitanga e seu legado" - 2h Curso sobre a história do cinema negro brasileiro - 3 dias Leitura da peça "O poder negro" - 1h30 Livro-catálogo - 200 páginas
Acessibilidade física As unidades do CCBB possuem em sua estrutura mecanismos que facilitam a acessibilidade de pessoas idosas e portadoras de deficiências, sendo: CCBB Rio de Janeiro Rampa para pessoas com deficiência física – Entrada da Av. Presidente VargasSanitários para cadeirantes – Térreo e 2º andarBoxes para cadeirantes – Teatros, cinemas e videotecaElevadores especiais – Restaurante e videotecaTelefones públicos para pessoas com deficiência auditiva ou visual: térreo e 5º andar CCBB Distrito Federal Vagas exclusivas de estacionamento;Acesso por rampas ao Teatro e às Galerias;Elevador entre as Salas de Exposições;Banheiros adaptados atrás do balcão de informações. Acessibilidade de conteúdo Serão realizadas em cada praça uma sessão com janela de libras, uma sessão com audiodescrição e uma com legendagem descritiva
O valor do ingresso padrão será de $10,00. A meia-entrada no valor de R$5,00 será oferecida a estudantes, professores de instituições públicas e idosos. Além disso, o curso, os debates e a leitura da peça "O poder negro" serão gratuitos e aberto ao público. Debates (aproximadamente 2h cada): "Cinema, política e a questão racial" A intenção será discutir o corpo como gesto político - a fala, o ato de filmar, movimentos que envolvem diretamente o trabalho de Pitanga, avançando também sobre os aspectos do seu trabalho no âmbito da questão negra e suas lutas no campo artístico e social ao longo de tantas décadas. Para essa mesa serão convidados, em suas respectivas cidades, artistas contemporâneos para debater sobre a arte negra e a importância de Pitanga nesse processo: as cineastas Viviane Ferreira e Yasmin Thayná, o diretor Neville d'Almeida, o coreógrafo Rui Moreira, o cineasta Joel Zito e o crítico Juliano Gomes. "Pitanga e seu legado" Contaremos com a presença de alguns amigos do ator, que, além de traçarem aspectos sobre a sua importância para o cinema, contarão uma série de anedotas sobre ele. Serão convidadas personalidades que estiveram profundamente envolvidas com Pitanga profissionalmente: Cacá Diegues, Helena Ignez, Zezé Motta, Ruy Guerra, Walter Lima Jr. e Beto Brant. Curso (3 dias, 2h por dia): "História do Cinema Negro (panorama da produção negra no Brasil)" Um curso sobre a história do cinema negro brasileiro, que terá a duração de 3 dias, e pretende apresentar um panorama do cinema de produção negra no Brasil, partindo de uma narrativa histórica que necessita ser mais abordada a partir de suas obras. Antonio Pitanga será abordado como um dos grande pilares dessa produção artística. Os cursos serão ministrados no Rio e BSB pela professora Edileuza Penha de Souza, doutora em Educação pela UnB. Leitura da peça “O poder negro” (LeRoi Jones) por Ittala Nandi e Antonio PitangaA leitura da peça "O poder negro", obra do autor norte-americano LeRoi Jones, montada no Brasil pelo teatro Oficina em 68. A leitura será realizada com os atores que a encenaram: Ittala Nandi e Antonio Pitanga. AÇÃO DE FORMAÇÃO CULTURAL: Serão realizadas exibições em escolas públicas de um dos longa-metragens da mostra PITANGA - 80 ANOS. A exibição será seguida de debate com os alunos que versará sobre as temáticas racismo, representatividade e a trajetória do cinema negro no Brasil.
Curadoria Camila Pitanga é graduada no curso de Bacharelado em Artes Cênicas – Habilitação Teoria do Teatro (2008), com pós-graduação na Escola e Faculdade de Dança Angel Vianna. Atriz com longa trajetória no teatro, na televisão e no cinema, Iniciou sua carreira ao 11 anos no filme Quilombo (1986) de Cacá Diegues. Atuou em filmes como “Signo do Caos” (2005), de Rogerio Sganzerla, “Mulheres do Brasil” (2006), de Malu de Martino, “Saneamento básico, o filme” (2007), de Jorge Furtado, e “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios” (2011), de Beto Brant. É co-diretora do documentário “Pitanga” (2016), realizado em parceria com Beto Brant, sobre a vida e obra de seu pai Antonio Pitanga. Desde 2015 é Diretora do Movimento Humanos Direitos e Embaixadora Nacional da ONU Mulheres. -------------------------- Thiago Ortman é mestrando no programa de Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio onde realiza sua pesquisa acerca do tema: O Decolonial e o Pós-colonial na Arte Contemporânea Portuguesa. Cursou graduação em Cinema na PUC-Rio (2013). Curador das mostras “O cinema argentino conta suas histórias mínimas” (2018), "Corpos da terra - imagens dos povos indígenas no cinema brasileiro" (2017 e 2018), e "O samba pede passagem" (2015), no Centro Cultural da CAIXA - RJ, está produzindo a mostra “Buster Keaton - O Mundo é um Circo” (2018) nos CCBBs RJ, SP e DF. É roteirista do longa metragem de ficção “Madalena”, selecionado pelo FSA. Diretor e roteirista do documentário longa metragem "Cidade sem chão" (2012), que apresenta as transformações da zona portuária a partir do cotidiano de três moradores da região. Atuou nas áreas de pesquisa e idealização de projetos na Goritzia Filmes/ZOLA Produções; e no Projeto Imagens em Movimento, programa de oficinas de cinema em escolas da rede pública. ------- Coordenação Geral Diogo Cavour é graduado em Comunicação Social - Cinema pela PUC-RJ. Especializou-se na realização de eventos culturais como mostras de cinema, festivais e exposições. Em 2018 está à frente da curadoria e produção da mostra “Buster Keaton - O mundo é um circo”, que acontecerá nos CCBBs RJ, SP e DF; e na produção de “O cinema argentino conta as suas histórias mínimas”, que terá vez na CAIXA Cultural RJ, em dezembro. Nos últimos anos produziu as duas primeiras edições do festival “Corpos da Terra - Imagens dos povos indígenas no cinema brasileiro” (2017/18) na CAIXA Cultural RJ, assim como diversas mostras, entre elas: “O Faroeste Vermelho” (2016), “O samba pede passagem” (2015), “Paulo José - meio século de cinema” (2015) e “Cinema Romeno Contemporâneo” (2013) - acumulando o cargo de curador nas duas últimas. No campo das artes visuais, produziu a exposição Niura Bellavinha - Em Torno da Luz (2014), no Oi Futuro Flamengo, além de diversas vídeo-obras de artistas como Adriana Barreto. ------- Produção Executiva Paula Goulart é formada em Rádio e TV pela FACHA-RJ, pós-graduada em Gestão do Entretenimento pela ESPM-RJ e graduanda em Cinema e Audiovisual pela UFF. Atua no mercado audiovisual desde 2010. Atuou na área de projetos da Rio Film Commission, na Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Produziu curtas-metragens, mostras de cinema e eventos culturais na cidade do Rio de Janeiro. Produziu, recentemente, as mostras de cinema O Faroeste Vermelho (2016), Corpos da terra - imagens dos povos indígenas no cinema brasileiro (2017) e O cinema argentino conta suas histórias mínimas (2018), todas na Caixa Cultural do Rio de Janeiro. Prestou consultoria de produção para a mostra de cinema Buster Keaton - o mundo é um circo (CCBB RJ, SP e DF). Atualmente está produzindo a mostra de cinema Pitanga - 80 anos (CCBB RJ e DF) e a série televisiva /lost+found para o Canal Curta!. Ainda como produtora, realizou trabalhos para clientes como Petrobras, FGV, T4F (tickets for fun) e B2W.
PROJETO ARQUIVADO.