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Este projeto pretende fomentar o acesso à música instrumental através de uma proposta de formação continuada pelo período de 12 meses, que prevê o envolvimento de um grupo de jovens, através da realização de uma oficina de Oficina de Bandas Marciais. Servindo também como incentivo para a criação de uma Banda Marcial no qual serão adquiridos todos os instrumentos musicais fundamentais para a estruração da mesma. As ações previstas no projeto serão totalmente gratuitas.
sem aplicabilidade
Objetivo Geral: Estruturar e capacitar um grupo de jovens da cidade de Faxinalzinho, no intuito de criar uma banda marcial. Objetivos Específicos: Oferecer uma oficina de bandas marcias com a disponibilidade de 40 vagas. Realizar a compra de 50 instrumentos de percussão e sopro para a Banda. Fazer o monitoramento constante dos intrumentos musicais, realizando a manutenção mensal para o pleno aproveitamento dos mesmos. Realizar uma apresentação musical como forma de incentivo aos jovens músicos.
Faxinalzinho se originou através da chegada de desbravadores vindos de Nonoai, por volta de 1916, que se estabeleceram às margens do Arroio Pinheiro. Posteriormente vieram famílias italianas, que fixaram residência na região, aumentando a população e fazendo com que o município fosse emancipado. A origem do nome da cidade provém da característica daquela região, que era coberta de mata, pinheiros, cedros, angicos, e no meio de toda essa mata, havia uma grande clareira chamada de Faxinal Grande, nome que conserva até hoje e onde há uma comunidade com o mesmo nome; em contraste, havia outra clareira menor de mato raso, que foi chamada de Faxinalzinho, daí o nome. Por muito tempo, a região foi povoada por famílias de agricultores, que viviam com muita precariedade, e aos poucos foram expandindo suas lavouras, mecanizando o processo de plantio e colheita, e ampliando o município. Depois dos anos 70 foi montada uma cerâmica e uma madeireira, posteriormente construída postos de recepção e beneficiamento de grãos e comércio em geral que alavancou a economia do município. Num cenário onde predomina uma vida mais simples, dedicada à lida com a terra e a relação com a natureza, percebe-se uma carência no município no que se refere a espaços que fomentem a subjetividade dos indivíduos. As crianças e jovens são educados para um futuro que se restringe, ou a assumir o lugar dos pais na agricultura, ou para formações exclusivamente técnicas no intuito de suprirem a mão-de-obra nas cidades mais próximas. O município por sua vez, por possuir poucos recursos, acaba não conseguindo investir através de políticas públicas, em ações que contemplem um pensamento mais crítico, ou a possibilidade de uma reflexão sobre si, questões essas que somente a arte pode fomentar. Tendo somente a escola como espaço de convívio e de troca entre outros sujeitos, entendemos que este espaço assume um papel fundamental na concretização dos valores intrínsecos nas relações humano-sociais, pois é nela que as pessoas aprendem a viver e conviver, desenvolver suas noções éticas e promover as relações de aprendizagem e de conhecimento de ideias que movem o mundo. É na sua relação com os colegas e professores que o aluno começa a formar seus caráter e definir seus valores éticos perante a sociedade. Isto significa que durante a fase escolar, um indivíduo está em constante transformação, podendo mudar seu processo ético-cultural no qual está inserido. Suas preferências, julgamentos morais e estéticos, práticas de poder ou exclusão, são constantemente elaboradas e renovadas, fazendo com que a cultura de um grupo social esteja em constante metamorfose. Este argumento fortifica e dá poder às escolas e centros educacionais de formação, pois em boa parte de seus dias estes jovens encontram-se dentro destes ambientes, vivenciando e trocando experiência com as pessoas que o cercam. A cultura social exerce uma influência significativa na formação do indivíduo, a relação com estes diversificados grupos sociais em que o ser interage, o tornam um ser único, fruto destas relações. Nos últimos anos, algumas escolas públicas têm incentivado e difundido a ideia de projetos extracurriculares no cotidiano dos alunos. É um argumento notório e notável, visto que esta iniciativa visa auxiliar na proteção destes indivíduos, interagindo diretamente em suas realidades, com alternativas socioculturais que ambicionam uma formação mais reflexiva, humana e intelectual do ser humano. Propiciar o contato dos alunos, com a produção artística é uma prioridade e um compromisso com as próximas gerações, pois é através do investimento nesses seres tão frágeis e vulneráveis que podemos garantir uma sociedade mais comprometida com valores humanos, éticos e culturais, enfim, uma sociedade mais justa. O contato com a música amplia a perspectiva do cidadão perante o mundo, trabalhando sua autoconfiança e autoestima. A música tem um papel fundamental no desenvolvimento dos alunos, pois além de desenvolver a sensibilidade aos sons, ela permite aprofundar qualidades como a coordenação motora, a concentração, a socialização, dentre outras características que são fundamentais no desenvolvimento do indivíduo. Além disso, podemos classificar a música como elemento significativo de maturação social. Através de nosso repertório musical que nos inserimos como membros de um determinado grupo social e cultural. A prática de uma atividade artística, neste caso, a música e, em especial a música instrumental, serve como uma ferramenta de aprofundamento de autodisciplina nos envolvidos. A prática de ensaios, o cuidado exigido com os instrumentos, os horários estipulados pelo professor, o compromisso físico e mental com a prática artística incita-os, desde cedo a assumirem compromissos e responsabilidades, que cada vez mais tende a aumentar de acordo com a prática e o aperfeiçoamento na área. A arte lida diretamente com a motivação humana, por exemplo, quando aprendemos a tocar algum instrumento, estamos enfrentamos nossos medos e conquistando nossa autonomia de pensar, falar, expressar e reagir. O desenvolvimento de atividades de cunho artístico cultural para crianças e jovens, vai ao encontro do rompimento das barreiras de exclusão, visto que a didática aplicada em ações artísticas baseia-se não no talento ou na sorte, mas na capacidade individual criadora de cada um. É nesse contato direto com a arte que estes jovens vão formar sua autoconfiança necessária para enfrentar a realidade futura que as espera. Nesta perspectiva, o projeto Musicalidade do Sul foi criado no ano de 2012, como uma proposta de viabilizar recursos para estruturar projetos de formação musical em escolas de cidades interioranas, buscando destinar recursos para aquisição e manutenção de instrumentos, assim como a remuneração de professores qualificados, para atuarem nestes processos formativos. O projeto teve seu primeiro case de sucesso na cidade de Alpestre, onde conseguiu realizar duas edições, permanecendo por quase seis anos em atividade. O extrato desta realização resultou na estruturação da Banda Marcial Cristo Redentor, que atualmente conta com 40 integrantes capacitados, instrumentos de qualidade e um repertório profissional que tem circulado por diversas cidades do RS e SC em festivais e encontros de bandas marciais. Após esta primeira experiência, damos andamento ao projeto Musicalidades do Sul, destinando-o para a cidade de Faxinalzinho, que é um município com muita carência de formação cultural, praticamente nenhuma opção de espaços para formação musical, e que demonstrou interesse em participar do processo de formação de uma banda marcial formada por jovens estudantes. Desta forma, o projeto está dividido em duas etapas: na primeira etapa será feito uma busca na região, visando mapear quais os profissionais da área da música, que possuem formação e experiência em docência musical, voltada para a formação de bandas marciais. Através deste mapeamento, se buscará entrar em contato com os profissionais, e realizar entrevistas, até que seja definido qual o profissional mais qualificado para assumir esta função. Concomitante a isto, será iniciado o contato com empresas que trabalham no comércio de instrumentos musicais, para orçar e viabilizar a aquisição de instrumentos fundamentais para a formação de uma banda marcial. Será priorizada a economicidade destes equipamentos, mas também sua qualidade, tendo em vista que os mesmos serão para uso regular, precisam ter qualidade técnica e garantia. A segunda etapa do projeto inicia-se após a contratação do professor e a aquisição dos instrumentos musicais. Serão divulgadas vagas para que os jovens interessados possam cursar uma oficina de formação musical, como forma de preparação da banda, e após este período, serão feitos ensaios de repertório com o grupo, para que a banda possa começar a desenvolver seu repertório próprio e possa participar de apresentações em um futuro posterior. Há a previsão de uma apresentação musical da banda, após todo o período de formação, na cidade de Faxinalzinho, como forma de estreia da nova banda marcial de jovens da cidade. Importante destacar que todas as ações deste projeto possuem caráter gratuito e inclusivo, sendo de livre classificação e se propondo a acontecer em uma região descentralizada do estado, buscando viabilizar, através do incentivo fiscal, recursos para comunidades que ainda se encontram à margem da produção cultural do País. Como forma de democratização de acesso, o projeto prevê uma oficina de musicalização gratuita, destinada para crianças da pré-escola, com duração de 20 horas a ser ministrada após a formação da banda marcial, de forma gratuita, com uma escola pública municipal, definida posteriormente.
sem aplicabilidade
OFICINA DE BANDAS MARCIAIS Os encontros acontecerão uma vez por semana, sendo cada um de 03 (três) horas. PÚBLICO ALVO Comunidade interessada em participar da Banda METODOLOGIA ETAPA I (1 meses) - Levantamento e conserto de instrumentos - Ensino marcha e garbo; - Rudimentos percussivos: exercícios de coordenação motora - Notação musical nos metais; - Rudimentos teclas: teoria musical, escalas musicais, ritmo, harmonia. - Regência geral. ETAPA II (1 meses) - 1ª etapa de rudimentos percussivos - 1ª etapa de rudimentos melódicos - Aplicação de técnicas dos novos instrumentos ETAPA III (1 meses) - 2ª etapa de rudimentos percussivos - 2ª etapa de rudimentos melódicos - Definição de repertório - Ensaio de repertório ETAPA IV (1 meses) - 1ª etapa de percussão ritmos brasileiros - 1ª etapa escalas e afinação ETAPA V (1 meses) - Ensaios gerais ETAPA VI (1 meses) - rudimentos percussão - rudimentos metais e teclas - ensaios gerais ETAPA VII(1 meses) - Exercícios de coordenação motora - Ensaios gerais ETAPA VIII (1 meses) - Teoria musical - Ensaios gerais ETAPA IX (1 meses) - Escalas musicais - Ensaios gerais ETAPA X (1 meses) - Notação musical - Ensaios gerais ETAPA XI (1 meses) - Harmonia - Ensaios gerais ETAPA XII (1 meses) - Ensaios gerais MATERIAL DIDÁTICO UTILIZADO Instrumentos musicais a serem adquiridos pela banda
PRODUTO PRINCIPAL: CURSO/OFICINA/ESTÁGIO: ACESSIBILIDADE FÍSICA: A sala onde serão realizadas as oficinas terão plena acessibilidade, como portas com acesso à pessoas cadeirantes e rampas de acesso. ACESSIBILIDADE AUDITIVA: Caso algum aluno tenha surdez total ou parcial, será contratado um professor de libras para acompanha-lo nas aulas. ACESSIBILIDADE VISUAL: Haverá um acompanhamento de um profissional para dar atendimento no caso de alunos com cegueira total ou parcial. O projeto prevê também a impressão de material de divulgação em braile. Todo o material postado em redes sociais contará com descrição de imagens. CONTRAPARTIDA SOCIAL: ACESSIBILIDADE FÍSICA: A sala onde será realizada a oficina terá plena acessibilidade, como portas com acesso a pessoas cadeirantes e rampas de acesso. ACESSIBILIDADE AUDITIVA: Caso algum aluno tenha surdez total ou parcial, será contratado um professor de libras para acompanhá-lo nas aulas. ACESSIBILIDADE VISUAL: Haverá um acompanhamento de um profissional para dar atendimento no caso de alunos com cegueira total ou parcial. O projeto prevê também a impressão de material de divulgação em braile. Todo o material postado em redes sociais contará com descrição de imagens.
O projeto apresenta-se como uma proposta de democratização de acesso, visto que todas as suas ações terão acesso livre e gratuito. Estas atividades servirão como incentivo à melhoria na qualidade de vida da população, principalmente por se tratar de gratuidade, garantindo a inclusão, o fomento, a democratização e acessibilidade plena da população. Ainda assim, está previso a realização de uma oficina de musicalização infantil, para alunos da pré-escola de uma instituição pública de ensino definida posteriormente, com duração de 20 horas.
Márcia Giovana da Costa/Bouganville Produções (PROPONENTE) – Coordenação Geral e Gestão Administrativa e técnico financeira do projeto. Currículo anexado nos documentos do proponente. Luciana Brito – Produção Executiva Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC-UFRGS, graduada em Teatro- Licenciatura pela UFRGS, atriz, pesquisadora, produtora e Iluminadora. Atualmente é diretora do Núcleo de Pesquisa BECKETT-WE que é um grupo de pesquisa cênica sobre a obra de Samuel Beckett, no qual foi indicada ao prêmio Açorianos de melhor direção em 2018. Fez parte do grupo de teatro Ói Nóis aquí Traveiz, criando e encenando o espetáculo Amargo Santo da Purificação. Faz parte do grupo Ato Cia Cênica desde o ano de 2012. Na área de iluminação foi monitora no Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Co-criou e executou a iluminação do espetáculo O FEIO, recebendo indicações de Melhor Iluminação no ano de 2012. Na área da produção, atua desde 2010 na elaboração e execução de projetos culturais via leis de incentivo e editais e atualmente coordena o projeto #7Xbeckett contemplado no edital FUMPROARTE e FUNARTE na RUA. Atuou como produtora executiva dos seguintes projetos, financiados via leis de incentivo: Canto Livre (2011, 2014, 2015), Mulher Encanto (2012, 2014), Festival da Canção Cristo Redentor (2013), Arte Movie (2015, 2016),Concerto Didático – Orquestra de Bom Retiro do Sul (2016), Dança para Todos (2016), Musicalidades do Sul: Banda Marcial Cristo Redentor (1ª e 2ª edição).
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.