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Com o projeto Chama Crioula: Cultura e Tradição, queremos promover ao público uma extensa celebração também através da arte, com shows musicais, apresentações de dança e teatro com o Grupo Ueba, e a apresentação cênico musical, além da participação das aldeias indígenas. Como contrapartida social, oferecemos o workshop "A Chama Crioula e seu Legado".
GRUPO UEBA – FÁBULAS DO SUL Seguindo o legado de Esopo, o escritor grego e tido como pai das fábulas no ocidente, o grupo traz a cena as fábulas do Rio Grande do Sul. O impulso do espetáculo foid e manter vivas as lendas, as fábulas passadas de geração após geração, desde os índios que já habitavam o estado antes da colonização. Histórias como a do MBoi Tatá, outras contadas pelos escravos que aqui foram forçados a trabalhar, como a do Negrinho do Pastoreio e da Casa do MBororé, lenda que vem desde os tempos das Missões Jesuíticas. O grupo leva para a cena três mascates, um tipo de comerciante muito comum na colonização gaúcha, que procuram um tesouro perdido no pampa. De forma bem humorada, com a utilização de máscaras, bonecos e até um cavalo-engenhoca, que torna-se personagem e interage com os demais. Fábulas do Sul entra no repertório do grupo como um espetáculo que diverte, informa e mantém vivas as lendas e cantigas, ensinadas pelos antepassados. INVERNADAS ARTÍSTICAS CTG GUARDIÕES DA FRONTEIRA A Invernada Adulta Os Guardiões, do CTG Guardiões da Fronteira estará apresentando em suas músicas coreografadas de entrada e de saída, o patrono do município, que é um dos temas da Geração e Distribuição da Chama Crioula do Estado no ano de 2019. A música de entrada trata da personalidade e dos ideais do Tenente Mário Portela Fagundes, que o levaram a sua luta por uma sociedade melhor, com menos desigualdades sociais. A música de saída trata do seu papel na Coluna Prestes, culminando no combate às margens do Rio Pardo, onde teve sua vida ceifada para garantir a segurança dos companheiros de marcha, garantindo a continuidade do movimento. As coreografias apresentarão encenações de fatos, unindo com a dança, o sarandeio, o sapateio. Serão também utilizadas vestes representando as fardas do Tenente Portela, e também objetos de cenário e da luta, que representam os fatos narrados nas músicas. AS AVENTURAS NA TERRA GAÚCHA É um espetáculo de temática infantil, com canções educativas que enfocam o folclore e as tradições, os costumes gaúchos como o chimarrão e o churrasco, as datas comemorativas como a semana farroupilha, páscoa, dia da criança e natal, além das lendas gaúchas, da boitatá e negrinho do pastoreio. as preservações ecológicas e do meio ambiente também estão presentes, além dos temas que tratam dos valores da família e do amor a nossa terra. todas as músicas foram compostas utilizando-se os ritmos gaúchos aculturados no rio grande do sul, como a vaneira, xote, milonga, bugio, valsa, rancheira, chamamé e canção, e a linguagem utilizada em alguns momentos, também remete a expressões faladas pelo gaúcho. Como forma de integração entre segmentos culturais, haverá a participação de uma atriz, que fará uma dramatização dos temas abordados pelo espetáculo, fazendo assim um intercâmbio entre a música, o teatro e o público presente, colaborando para uma melhor compreensão das canções.
Objetivo Geral: Realizar 04 dias de programação artística e cultural na cidade de Tenente Portela, de forma gratuita ao público. Objetivos Específicos: 1. Realizar uma apresentação do Grupo Ueba 2. Realizar uma apresentação do DTG Tropeiros do Ouro Negro e suas invernadas artisticas 3. Realizar uma apresentação do CTG Guardiões da Fronteira e suas invernadas artisticas 4. Realizar uma apresentação do CTG Sentinelas da Fronteira e suas invernadas artisticas 5. Realizar uma apresentação do CTG Pompílio Silva e suas invernadas artisticas 6. Realizar uma apresentação das invernadas artisticas da EMEF Marcílio Dias 7. Realizar um show do Edilberto Bérgamo 8. Realizar uma apresentação cênico-musical "As Aventuras na Terra Gaúcha" 9. Realizar uma apresentação do Grupo de danças Kaingang _ Terra Indígena Guarita 10. Realizar uma apresentação do Coral Guarani _ Terra indígena Guarita 11. Realizar uma apresentação do grupo de danças Os Gaudérios 12. Realizar 03 Workshops: "A Chama Crioula e Seu Legado"
No século XVII, o governo central impusera pesadas taxas sobre os produtos do Estado do Rio Grande do Sul: couro, erva-mate e o charque, passaram a ter taxas elevadas, enquanto o governo dava incentivos para a importação do Uruguai e Argentina. O sal, insumo básico para a preparação do charque, passou a ter taxa de importação considerada abusiva, agravando o quadro. Por tantos motivos, em 1835 as tropas de Gomes Jardim e Onofre Pires, sob o comando do General Bento Gonçalves, entraram em Porto Alegre, iniciando um movimento que duraria cerca de dez anos. Foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital, e esta guerra é hoje o maior símbolo da história e da cultura do Rio Grande do Sul: a Revolução Farroupilha. Décadas à frente, o Brasil saía de um período de ditadura onde muito da imprensa havia sofrido censura e muitas práticas culturais não se desenvolviam mais. Era chama de "Era Getúlio Vargas", no final dos anos de 1940. No Rio Grande do Sul, a sociedade tinha vergonha de sua origem e sua história: era "feio" ser gaúcho. Por isso, em 1947, um grupo de alunos do Grêmio Estudantil do Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, cria um Departamento de Tradições Gaúchas que se destinava a estimular o desenvolvimento cultural por meio de reuniões sociais recreativas, liderado por João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes. Eles procuravam a identidade do seu povo e do seu estado. Neste departamento, em um gesto "improvisado", o grupo de alunos, através de uma vassoura, captou a chama da Pira da Pátria, no Parque Farroupilha, e a carregaram-na pelas ruas da cidade. Decidiram realizar a "1ª Ronda Gaúcha", sendo depois chamada de "Ronda Crioula", com uma programação que se estendeu de 7 a 20 de setembro daquele ano. Essa ronda foi a precursora da Semana Farroupilha, oficializada em 1964 através da Lei Estadual 4.850, hoje realizada em todos os Centros de Tradições e municípios gaúchos, com a chama crioula mantida acesa durante todo o período de comemorações, como símbolo deste movimento. A organização deste movimento é intensa nos meses que se antecedem às comemorações: uma cidade no Rio Grande do Sul é escolhida como sede para o acendimento da chama. Grupos de tradicionalistas de todos os outros municípios se organizam e partem em cavalgadas em busca dessa chama, acendem a sua fagulha e a levam às suas cidades, dando início às comemorações farroupilhas a partir de sua chegada. Essas cavalgadas podem durar dias, até mês, e conta com a solidariedade de equipes de apoio que acompanham o movimento em caminhões levando alimentos e utensílios de acampamento, por exemplo, e fazendeiros sedem seus galpões e municípios sedem prédios como ginásios e escolas, a fim de alojar os cavalarianos no percurso, entre tantas outras ações. É bela a celebração histórica e cultural que acontecem nesses dias, bem como a fraternidade e o orgulho identitário que tomam conta das pessoas. Agora sim, é bonito ser gaúcho! No ano de 2019, Tenente Portela, cidade gaúcha da região noroeste, com aproximadamente 14 mil habitantes, é a responsável por receber esses cavalarianos vindos de todas as partes do Estado, acender e propagar a chama crioula. Reconhecendo a importância de todo esse ritual para as tradições gaúchas, queremos mais que apenas o encontro anual de centenas de cavalarianos em busca da histórica fagulha. Com o projeto Chama Crioula: Cultura e Tradição, queremos, através da arte e da cultura gaúcha, promover a estes visitantes e aos munícipes de Tenente Portela e região, uma extensa celebração também através da arte, com shows musicais, como dos renomados Quarteto Coração de Potro, o acordeonista Edilberto Bérgamo e o tradicional Grupo Quero-Quero, apresentações de dança com a participação de diversos CTGs da região e do grupo Os Gaudérios, teatro com o Grupo Ueba, e a apresentação cênico musical As Aventuras na Terra Gaúcha para o público infantil, além da participação das aldeias indígenas Kaingang e Guarani, entre outras atrações. Um palco será montado na Praça do Imigrante, na cidade de Tenente Portela. Toda a infra estrutura para receber os participantes será oferecida: cadeiras, lona para o público, camarins para os artistas, banheiros químicos, enfim, tudo o que for necessário e sempre se preocupando com a flora local e o bem estar das pessoas, principalmente aquelas com necessidades físicas e especiais. Por isso, áreas serão reservadas e o conteúdo da programação terá medidas de acessibilidade. Serão 04 dias de programações culturais diversas e gratuitas. Dias antes da programação do evento, será realizada a ação de contrapartida social: serão ministrados a todos os alunos a partir do 5º ano da rede pública de Tenente Portela, e também aos munícipes interessados, o workshop "A Chama Crioula e Seu Legado". Essa ação atingirá diretamente 06 escolas municipais e 10 escolas estaduais, sendo 03 delas da área indígena, contemplando aproximadamente 900 pessoas. Visto que a maioria de eventos e investidores priorizam as ações de entretenimento, na sua grande maioria não gratuitos, ações como esta se tornam muito importantes tanto para a "pequena" classe artística, que tem a oportunidade de divulgação e valorização do seu trabalho, como neste caso as inúmeras invernadas artísticas e outros grupos musicais, quanto para o público longe dos grandes centros urbanos e capitais, que além do acesso gratuito a uma programação extensa e variada culturalmente - que dificilmente é promovida em cidades de interior-, pode, inclusive, deixar-se motivar pelo conhecimento de novas classes artísticas e identificarem-se com elas, além da formação de plateia consequente que elas trazem e fazem por si só. Instigar o gosto pela cultura e tradição gaúcha sustenta não só a estimulação de novos eventos e novos produtores culturais, quanto novos artistas que, motivados pelo universo em que são apresentados, a partir de então buscam fazer parte dele. Movimentos como este fomentam a cidade principalmente culturalmente, mas também economicamente e turisticamente, uma vez que atrai pessoas da região para o evento, e provocam o interesse de outros investidores. Neste caso em específico, traz até a cidade centenas de cavalarianos de todo o Estado do Rio Grande do Sul, quiçá Santa Catarina, Paraná, e representantes tradicionalistas de todas as entidades espalhadas pelo país e pelo mundo. Nesse sentido, Leis de Incentivo se fazem extremamente necessárias e importantes, como reais facilitadoras desse processo. Este projeto está de acordo com o Art. 1º da Lei 8313/91 quando atende: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Atende também o Art. 3º quando fomenta a produção cultural e artistica, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; E quando estimula ao conhecimento dos bens e valores culturais , mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Sem aplicabilidade
Contrapartida Social: Workshop *A CHAMA CRIOULA E SEU LEGADO* A explanação tem por objetivo levar à comunidade a importância da Geração e Distribuição da Chama Crioula para a história do tradicionalismo gaúcho, bem como o reflexo deste episódio ao longo dos anos. Também destacar a importância de ser sede deste ano e o legado que fica para a comunidade nos contextos histórico, cultura e econômico, não só para a cidade sede, mas também para toda a região por onde a cavalgada de condução da centelha estiver passando. Destaca-se também o papel social, que reme a participação da população neste evento não só nos dias em que acontece, mas muito antes, na preparação, na informação, na difusão, no estudo, na integração entre entidades tradicionalistas com educandários, grupos organizados, dentre outros, e até na preparação do comércio local e serviços para bem receber e atender as pessoas que visitarem o município entre o período de demarcação do trajeto até a data do evento. PÚBLICO: Serão ministrados um workshop por turno (manhã, tarde e noite), totalizando três ações para até 300 pessoas. Os workshops da manhã e tarde são exclusivos para professores e alunos a partir do 5º ano da rede pública de ensino. O workshop da noite contemplará alunos do noturno e munícipes interessados no assunto. PROGRAMÁTICA: - Breve Histórico do Surgimento da Chama Crioula - O Grupo dos 8 e o Piquete Tradição - Paixão Côrtes e Barbosa Lessa - O surgimento dos CTGs - O tema dos Festejos Farroupilha 2019 - O legado cultural e econômico de sediar a Geração e Distribuição da Chama Crioula Destaca-se a importância de levar este assunto às escolas, onde a criança e o adolescente poderão, no futuro, difundir este legado, bem como cultuar esta tradição. Também, é importante que o comerciante e seus colaboradores saibam receber os visitantes, repassar informações e também se preparar com produtos e serviços durante a passagem da Geração e Distribuição da Chama Crioula do Estado em Tenente Portela. MINISTRANTE: Mirelle de Faria Hugo Tecnóloga em Processos Gerências Pós graduanda em MBA Gestão de Projetos Atual Vice-Presidente de Cultura do Movimento Tradicionalistas Gaúcho (MTG)
A acessibilidade física conta com o espaço amplo e público onde o evento será realizado, de livre acesso e gratuito a todos. Cadeiras serão disponibilizadas em espaço reservado para deficientes e pessoas com dificuldades, como idosos e grávidas, e seus acompanhantes. A acessibilidade de conteúdo contará com a apresentação em libras para deficientes auditivos. Outras medidas serão estudadas entre a coordenadoria do projeto e os profissionais prestadores desse serviço, sendo realizadas, se possível.
O local escolhido para a montagem da estrutura do evento é aberto e de livre circulação: não há impedimentos para deficientes, idosos, gestantes, etc. Além disso, serão disponibilizadas cadeiras reservadas para idosos, deficientes e gestantes, buscando acomodá-los e integrá-los da melhor forma possível; da mesma forma, serão dispostos locais para acomodar cadeirantes com acompanhantes para que assistam juntos à programação oferecida. Visando ainda atender as medidas de acessibilidade ao conteúdo, teremos a apresentação em libras. Este projeto busca levar uma programação cultural de qualidade a um município que pouco investimento recebe nesse sentido. Além do acesso físico, as apresentações contribuirão, em suas características, à qualidade de vida e prática da cidadania da população, visto que se trata de uma cidade pequena do interior do Estado, garantindo, além da franquia do ingresso, a inclusão, o fomento, a promoção, produção e acessibilidade plena aos espetáculos. Serão 04 dias de apresentações gratuitas, sem distribuição de senhas ou ingressos por se tratar de um local público e aberto, onde não haverá esse tipo de controle de público, sequer lugares reservados para autoridades, patrocinadores, etc. Procurando relacionar-se de forma mais íntima com a comunidade, na quinta e na sexta-feira (15 e 16 de agosto), serão promovidos no período vespertino programações infantis, buscando integrar as crianças e o meio escolar em nossas atividades. Também nesse sentido, temos a participação das invernadas artísticas da E.M.E.F Marcilio Dias em nossa programação. Destacamos ainda a participação das duas aldeias indígenas: Kaigang e Guarani, na demonstração artística de dança e coral. Estima-se a participação de um público de 5.000 (cinco mil pessoas) durante os 04 dias de programação. Teremos ainda, como ações de democratização de acesso para as apresentações, aquelas enumeradas no Art. 21º da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; - IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil;
PRODUÇAO EXCUTIVA, ADMINISTRATIVA E COORDENAÇÃO GERAL – MAIS CULTURA E ARTE Anexado aos documentos do proponente. CAPTAÇÃO DE RECURSOS – SD PRODUÇÕES Diretor de Palco e Coordenador geral – Chique e Brega 2012/2013/2014 Organizador das Festas de Natal – anos 2010 a 2013 Organizador das Festas da Reveillon – anos 2010/2011 a 2013/2014 Organizador das Festas de Páscoa – 2010 a 2014 Coordenador Geral – Balada Sertaneja 2013/Festa do Colono e Motorista 2015/Tributo aos Mártires 2015 e 2016 Diretor Administrativo – Carnaval 2014 Direção de Palco – Diversidade Cultural: o diálogo das diferenças 2014 Diretor Administrativo – Orquestra Cidadã – 3 e 4 ª Tournée da Orquestra de Teutônia 2014/2015 Diretor Executivo – 8º Canto Missioneiro e 7º Canto Piá Missioneiro 2015 (Santo Ângelo) Produtor Cultural - Canto dos Livres: Homenagem a Cenair Maicá Mais em: http://twixar.me/kRGn A captação de recursos consiste em apresentar o projeto aprovado à empresas que possam estar interessadas em patrocinar o mesmo. A remuneração está estipulada em 10% do valor do custo do projeto, sendo este calculado automaticamente pela planinha orçamentária do sistema Salic Web. GRUPO UEBA São 12 anos, dezenas de cidades, passagens por diversos países como Chile, Venezuela, Uruguai e Itália, mais de uma dezena de peças montadas e encenadas, toneladas de materiais criados especialmentepara elas, centenas de figurinos, um incontável número de horas na pele dos personagens, e tudo isso teve como resultado milhares de aplausos. Mais em: http://www.grupoueba.com.br/ EDILBERTO BERGAMO Edilberto Bérgamo nasceu na cidade de São Gabriel no estado do Rio Grande do Sul. Com 7 anos ganhou seu primeiro acordeom, uma gaita de oito baixos, instrumento com o qual começou seus estudos. Músico, arranjador e compositor iniciou a carreira artística profissionalmente aos 14 anos. Aos 16, passa a integrar o Grupo Minuano, no Paraná. De volta ao RS, começa sua trajetória em festivais nativistas, onde atualmente é nome consagrado tendo conquistado várias premiações como arranjador, compositor e intérprete. Como arranjador, destaca seu trabalho nos discos Enchendo os Olhos de Campo de Gujo Teixeira e Luiz Marenco; Luiz Marenco ao Vivo ; Coplas de Andarengo, de César Oliveira; Rio Grandenses , Era Assim Naquele Tempo, Cantiga para o Meu Chão, Devoção, Cancioneiro do Rio Grande do Sul de César Oliveira e Rogério Melo; Coplas de Terra Morena e Pampiana Fé do Grupo Alma Musiqueira; De Bota e Bombacha de Mauro Moraes, Luiz Marenco e Jose Cláudio Machado; e De Rédeas na Mão de Jarí Terres. Em 1999, enquanto acompanhavam o cantor Luiz Marenco, Edilberto Bérgamofundou o grupo Alma Musiqueira, gravando os CDs Coplas de Terra Morena e Pampiana Fé. Em 2003 é convidado junto com o grupo Alma Musiqueira por Luiz Carlos Borges para participar do Festival de Las Nueve Lunas de Cosquín, em Córdoba, Argentina, integrando o grupo, Viajantes da Pampa. Em dezembro de 2007 a convite do cantor e instrumentista argentino Yayo Cáceres gravou uma participação no documentário “El Río Suena” que trata da trajetória do ritmo Chamamé no mundo e seus principais representantes. Em julho de 2008 viaja para o Uruguai para o lançamento do CD Chamamérica com apresentações em Montevidéu e em Tacuarembó. Em 2010 é indicado ao Prêmio Açorianos de Música na categoria Instrumentista, Gênero Regional. Nos meses de fevereiro e março de 2011 viaja em turnê pela Europa junto do Grupo de danças folclóricas Os Chimangos, de Caçapava do Sul, onde participaram do IX Festival Mundial do Folclore. Lançou como instrumentista os seguintes trabalhos: Fronteiro em 2004, Alma Guarany em 2005, Chamamérica em 2007, relançado pela gravadora ACIT em 2010, e o mais recente trabalho Oito Baixos de Botão em 2017. Atualmente trabalha na divulgação do mais recente CD, Oito Baixos de Botão, onde faz um resgate a este instrumento que foi sua base. AS AVENTURAS NA TERRA GAÚCHA Nesse espetáculo, as canções do CD são apresentadas com várias intervenções teatrais, promovendo uma grande interação com o público. Além disso, um cenário que traz elementos da cultura gaúcha ajuda na compreensão dos versos que compõem as canções. Tudo isso utilizado de forma lúdica e educacional. A criação e coordenação deste projeto esta sob responsabilidade do cantor e compositor ÉRLON PÉRICLES, artista de grande experiência na música regional gaúcha, com 30 anos de carreira dedicados à preservação de nossas raízes culturais. GRUPO DE DANÇAS KAINGANG GA-KRÃ - FILHOS DA TERRA Teve início há 10 anos atrás, com objetivo de resgatar e revitalizar as atividades culturais, como dança, rituais, pinturas corporais e a língua materna. Busca a valorização da identidade cultural de cada membro do grupo e da comunidade, trabalhando com alunos e membros da comunidade sobre sua cultura e sobre o gostar e se respeitar como indígena. Este projeto visa defender o conhecimento dos povos indígenas Kaingang, por meio de pinturas, pinturas corporais que representam as metades tribais de duas famílias: a Família Kamé e a Família Kjaru-Ké. Suas pinturas e grafismo também são representadas nos artesanatos, na dança e nos rituais. O grupo de danças conta com mais de 30 componentes e cada apresentação traz uma lenda, traz um ritual, traz valores sobre a cultura indígena Kaingang, sempre respeitanto a espiritualidade dos elementos da natureza e o conhecimentos dos velhos e dos ancestrais. O grupo já se apresentou em diversas cidades do estado e também representou o Estado do Rio Grande do Sul em Brasília. CORAL GUARANI NHAMANDU JEXAKA – BRILHO DO SOL CORAL Iniciou seus trabalhos em 2010, sob coordenação do Professor Sandro da Silva. São 14 componentes, 7 mulheres e 7 homens. O coral se chama Nhamandu Jexaka – Brilho do Sol em Português. O objetivo é fortalecer a cultura Mbya Guarani, para que não se perca a língua e a tradição que o povo possui, enaltecendo a religiosidade e cultura Guarani. Um elemento forte cantado no grupo é o louvor e agradecimento ao Nhanderu, Deus da cultura Guarani. Todas as músicas são voltadas para a terra, a mata, pois a terra trás o alimento, a harmonia, plantas amigas. Suas músicas estão relacionadas aos rios, as aves, vem de encontro a tudo que a mãe terra, natureza, oferece. OS GAUDERIOS “OS GAUDÉRIOS” GRUPO CULTURAL DE ARTES NATIVAS foi fundado em 21 de abril de 1977 por um grupo de amigos residentes na cidade de Caxias do Sul. De 1978 até 2010, o grupo continuou com o mesmo objetivo, realizando apresentações quase que diárias, a turistas, no Restaurante Gianella. Através do fluxo de turistas que chegavam a Caxias do Sul, os GAUDÉRIOS passa a ser conhecido na maioria dos estados brasileiros. Isso levou o grupo a ser convidado para realizar shows fora do estado divulgando o nome dos GAUDÉRIOS e fazendo com que, até hoje, o grupo apresente shows em todos os cantos do país e no exterior. Os Gaudérios é um grupo de projeção artística que se propõe a fazer um trabalho sério. Prova disso são suas expressivas participações em diversos eventos, bem como seu tempo de existência que, em abril de 2019, completou 42 ANOS de história. A ideia de ver o costume do nosso povo como algo a ser preservado passa pela concepção do , canto, da dança, e do sapateio. O principal objetivo dos GAUDÉRIOS é divulgar a linguagem e o pensamento do povo gaúcho e a pretensão dos ideais não é idolatrar um passado, mas torná-lo vivo no presente, tanto para essa geração como para as gerações vindouras. Trabalhar no sentido de fazer com que o tradicionalismo do povo do Rio Grande do Sul não morra e nem seja ultrapassado por outras formas culturais. Reafirmar o pensamento que, a cultura de um povo va além de fronteiras imaginarias e que o verdadeiro saber só se consegue através da cultura dos povos.
PROJETO ARQUIVADO.