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Realizaça~o do primeiro festival de cinema ambiental infantil das regiões da Grande Vitória e da Reserva Ambiental Águia Branca (em Vargem Alta) no Espírito Santo com foco principal na realização de uma mostra de 2 dias com pelo menos 4 filmes de curta metragem e 2 sessões. A proposta é realizar o evento para um público de crianças entre 06-14 anos de idade, contemplando na programação atividades como seminários e oficinas para professores e estudantes de pedagogia, palestras e shows musicais infantis que relacionem diretamente a cultura e a conexão com a consciência ambiental. O projeto pretende ocorrer concomitantemente, ou seja, paralelamente à programação oficial do Cine.Ema, comorepresentante das atividades exclusivamente infantis e pedagógicas de formação para educadores de escolas das comunidades que margeiam os patrimônios naturais que são cenários principais do festival. A mostra poderá ser competitiva ou não competitiva.
A mostra pode ser entendida como uma iniciativa socioambiental e cultural que pretende desenvolver um importante papel no diálogo sobre a preservação de áreas ambientais e a valorização de filmes que dialogam sobre esta prática.O produto principal deste projeto é uma Mostra Ambiental, que será construída a partir da curadoria convidada.Participarão filmes de curta e média metragem de até 30 minutos de duração nas categorias: Documentário, Ficção e Animação.Filmes convidados poderão participar da programação desde que acordado pela equipe de curadoria.As apresentações musicais, que encerram as mostras, privilegiam artistas locais com trabalho autoral.
Um dos objetivos principais do projeto e´ propiciar a ascensa~o cultural, o acesso (o cinema na~o afasta o pu´blico analfabeto, por exemplo) e o exerci´cio da cidadania junto às comunidades como tambe´m contribuir com a responsabilidade social de cada um de no´s. Constituem objetivos da iniciativa: ‐ Apresentar filmes que discutam assuntos como: alimentos e solos contaminados, exploraça~o desenfreada de recurso naturais esgota´veis, cidades invia´veis, ganância, desigualdade social, mas tambe´m a busca por soluço~es sustenta´veis, em benefi´cio do homem, da natureza e da sau´de e bem estar de todos. ‐ Criar possibilidades de consumo sustenta´vel e modos de vida simples a partir da localidade.‐ Contribuir para o exerci´cio da cidadania promovendo experiências culturais e compensato´rias atrave´s da exibiça~o de curtas e longas metragens na cidade.‐ Atuar na sensibilizaça~o ambiental e na preservaça~o de recursos naturais atrave´s de um evento que incentiva a exibiça~o/premiaça~o de obras audiovisuais.‐ Criar um mecanismo potencializador na a´rea cinematogra´fica, possibilitando um intercâmbio de ideias e de fusa~o cultural, fazendo do patrimônio histo´rico imaterial de Burarama o cena´rio de um novo po´lo de referência na a´rea.‐ Possibilitar acesso gratuito a filmes para pessoas do munici´pio, incluindo, prioritariamente pessoas de baixa renda.‐ Oferecer uma nova atividade cultural à populaça~o que, muitas vezes, se limita a desfrutar do lazer numa perspectiva funcionalista.‐ Abrir as portas na~o apenas a interesses culturais, mas tambe´m de cara´ter social (encontro), intelectual, arti´stico e ate´ mesmo o turi´stico.‐ Sensibilizar as lideranças poli´ticas, sociais e come´rcio para a valorizaça~o do seu espaço enquanto de meio de produça~o cultural em si.‐ Provocar a criaça~o de poli´ticas pu´blicas efetivas e eficientes para garantir a permanência de pra´ticas sociais e culturais no munici´pio.‐ Articular um intercâmbio entre o Festival e as Escolas promovendo a discussa~o sobre uma nova maneira de aprendizagem.‐ Atrair a atença~o dos investidores locais para a futura criaça~o de uma economia criativa inteligente arraigada na identidade local.
O pesquisador especializado em cinema, Robert Stam, em sua obra "Cinema e multiculturalismo" afirma que "O cinema, enquanto contador de histo´rias (reais e ficcionais) do mundo por excelência e´ um vei´culo ideal para transmitir e reproduzir os discursos, os i´cones das naço~es, assumindo assim um papel importante no fomento das identidades de um grupo". Neste sentido, entendemos que a realizaça~o da Mostra, na~o somente em Burarama como tambe´m em outras comunidades do Espi´rito Santo contribuira´ para a democratizaça~o da cultura, transformando a cidade e o estado num verdadeiro polo de intercâmbio audiovisual sob o prisma da sustentabilidade, do meio ambiente e, ate´ mesmo, dos direitos humanos. Compreendendo o cinema como atividade de lazer e sua contribuiça~o no processo de desenvolvimento social, este projeto se justifica pela Constituiça~o da Repu´blica Federativa do Brasil, promulgada em 1988, onde profere no artigo 6o; "sa~o direitos sociais à educaça~o, a sau´de, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteça~o à maternidade e a infância, e assistência ao desemprego na forma desta constituiça~o". A Constituiça~o tambe´m contempla o direito dos cidada~os ao patrimônio em seu artigo 216, que trata do direito de todos os cidada~os a suas diferenças culturais, reconhecendo nosso direito ao patrimônio cultural brasileiro, com seus bens de natureza material e imaterial. Entretanto, apesar de serem direitos legalmente garantidos, grande parte da populaça~o de comunidades do Espi´rito Santo na~o tem acesso e na~o usufrui de atividades culturais de lazer por falta de condiço~es financeiras e de poli´ticas pu´blicas municipais intensas e direcionadas a estes setores. Este projeto propo~e repensar as estrate´gias de construça~o cultural contra hegemônicas acreditando que seja possi´vel considerar a mostra em parte desta estrate´gia, oferecendo oportunidades de exerci´cio de pra´ticas democra´ticas e inclusivas, sendo um potencializador na dinamizaça~o de conteu´dos audiovisuais que fogem da hegemonia hollywoodiana, colocando nas telas outros temas e formas de tratamento no cinema capixaba e nacional. O projeto enquadra-se no Art. 1º da Lei 8313/91 em especial no inciso VIII quando se propõe estimular a difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Também se enquadra no Art 3º, inciso ao II, já que se trata da realização de festivais de arte, considerando a sétima arte o cinema.
Mostra de cinema com duração de, no máximo, 2 horas. Apresentação musical com duração de, no máximo, 1 hora. Serão apresentadas obras de ficção, documentário e animação de curta e média duração (máximo de 30 minutos). Apresentações musicais serão selecionadas por curadoria e vão privilegiar artistas e bandas locais com trabalho autoral. Os materiais gráficos produzidos seguirão a seguinte especificação. Cartaz (previsto, sujeito a modificações)45x64cm, 4x0 cores Tinta Escala em Reciclado 150g / PAPEL RECICLADOFolheto150x210mm, 4x4 cores Tinta Escala em Reciclado 150g. CTP Dispensa Fotolito Catálogo (previsto, sujeito a modificações)Capa: 15x40cm, 4x4 cores Tinta Escala em Reciclado 240g. CTP DispensaFotolitoMiolo: 16 págs, 20x15cm, 4 cores Tinta Escala em Reciclado 180g. CTPDispensa FotolitoLombada:2mm, Dobrado, Grampeado.
Os locais onde serão realizados os eventos terão adaptações necessárias para acesso de deficientes, bem como banheiros, assento, e estratégias de comunicação adaptadas para tal público.Dois sanitários destinados para o uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, estarão localizados nos pavimentos acessíveis com entrada independente dos demais sanitários durante os shows musicais.As apresentações musicais terão recuo do palco para abrigar pessoas com mobilidade reduzida.No auditório montado na rua, haverá reserva de 2% dos assentos para acomodação de pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida e em locais de boa recepção de mensagens sonoras. A exibição dos filmes ocorrerá respeitando as definições abaixo: - Audiodescrição (pelo menos 01 sessão ou 1 filme): narração, em língua portuguesa, integrada ao som original da obra audiovisual, contendo descrições de sons e elementos visuais e quaisquer informações adicionais que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obra.- Legendagem descritiva (em pelo menos 1 sessão): transcrição, em língua portuguesa, dos diálogos, efeitos sonoros, sons do ambiente e demais informações da obra audiovisual que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão da obra.- Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS (pelo menos 01 sessão ou 1 filme): forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.Lembrando que deverão constar na Planilha Orçamentária as rubrica referente às medidas de acessibilidade;
O projeto proporcionará a participação de escolas de comunidades locais, bem como proporcionará acesso gratuito a mostra de filmes de qualidade, proporcionando acesso de pessoas de todas as classes sociais e idades.Uma vez realizado por uma empresa de produção cultural através de captação de recurso também público, a produção busca manter toda a grade de programação do evento totalmente gratuita.As atividades sempre serão realizadas em espaços em localização central, de fácil acesso, sem controle de ingresso, atingindo um número aproximado e esperado de 500 pessoas a cada mostra. A ação formativa cultural (contrapartida social) para atender ao disposto no art. 22 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania será realizada com a produção/viabilização de um seminário que relacione educação e meio ambiente, ou tema similar, que desperte a atração de educadores da região. O Seminário será oferecido como contrapartida social do projeto visando transformar a realidade cultural e ambiental dos professores da região. A proposta é conscientizar para a importância da arte, da cultura e, sobretudo, a conexão fundamental com a natureza para que a arte e a cultura possam sobreviver de forma sustentável. Estudantes, inclusive das áreas de sustentabilidade, ecologia e educação também estarão incluídos no hall de temas de interesse e são público alvo da proposta. Dos 200 beneficiários da contrapartida social 100 vagas serão destinadas para estudantes e professores de instituições públicas de ensino.
Direção geral: Léo Alves e Tânia Caju Produtor executivo: Victorhugo Passabon Amorim Curadoria Musical (caso haja) Tania Caju Tânia CajuProprietária da “Caju Produções”, Tânia Silva começou sua carreira como produtora em 1985 ainda como pessoa física. Criou, produziu e coproduziu vários eventos culturais no Brasil e no exterior, principalmente voltado para área da música. Em 1999 abriu a empresa Caju Produções que atua no mercado cultural e empresarial capixaba e nacional. O Foco da empresa é oferecer aos seus clientes um trabalho que visa principalmente a qualidade. Léo AlvesLéo Alves é escritor, roteirista e produtor cultural com formação em Jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto (MG). Possui experiência na produção de cinema, de eventos culturais no Espírito Santo e na publicação de livros (romances e/ou reportagens). É diretor do FECIN, o Festival de TV e Cinema do Interior e do MUltipliqQUI, Festival Jovem de Integração Cultural de Muqui, realizados no maior sítio histórico do Estado do Espírito Santo. Victorhugo Amorim Produtor cultural graduado em jornalismo pela UFES, mestrado em teatro pela Universidade Paris 8 e diretor de produção da Tangerina no Deserto Produções (ES)
PROJETO ARQUIVADO.