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O projeto prevê a restauração as obras públicas que se encontram na cidade de Porto Alegre, marcando assim o centenário do escultor Xico Stockinger, um dos principais artistas modernos brasileiros. Prevemos restauração de três obras e limpeza e manutenção de oito esculturas.
Seminário de uma tarde com a restauradora Verônica di Benedetti: aula expositiva de educação patrimonial sobre a conservação de monumentos, os motivos e situações que levam à sua deterioração. A exposição terá quatro horas de duração. O público será composto de profissionais da área da presevação, arquitetos, artistas plásticos, estudantes e interessados. A aula ocorrerá na Praça Dom Sebastião, onde existem vários monumentos, de forma que a ministrante poderá demonstrar diferentes tipos de dano, enfocando a situação de cada um e o estado de conservação, elementos de degradação e técnicas de restauração. O público esperado é de 50 pessoas por aula, podendo ser realizada outra oficina para atender à demanda, caso tenhamos mais inscrições.
Objetivo geral Realizar restauração e manutenção de esculturas em espaços públicos de autoria de Xico Stockinger; Preservar a memória do escultor; Qualificar os espaços públicos. Objetivos específicos Restauração dos seguintes monumentos: painéis da Praça Dom Sebastião "Homens e Touros"; Flor de Ferro; Descanso do Guerreiro. Manutenção, limpeza e recolocação de placas, quando for o caso, de oito esculturas; Convite à comunidade para uma aula pública e oficina, na qual o processo de restauração será acompanhado, tratando sobre as causas de deterioração, processos de restauração e tomada de decisão sobre a necessidade de intervenção em obras de arte no espaço público, e ainda o papel da população na preservação de monumentos.
O projeto apresentado se enquadra no art. 1º da lei 8313/91 da seguinte forma: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Busca-se com esta iniciativa recuperar fisicamente as obras de arte de autoria de um dos artistas mais representativos da história da arte do Estado do Rio Grande do Sul, além de inserir no seu entorno imediato placas explicativas sobre cada obra. Desta forma, a execução deste projeto possibilitará o livre acesso da população a esta fonte de cultura, agregando informações de caráter cultural. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; A recuperação e a valorização, através da publicidade, da produção artística regional de Francisco Stockinger é uma forma de incentivar as novas gerações de artistas locais a darem continuidade ao processo produtivo da arte do Estado do Rio Grande do Sul. III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; Busca-se valorizar e difundir a produção cultural de um dos maiores artistas regionais e, desta forma, apoiar a continuidade da produção artística da nova geração IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; Pretende-se proteger e valorizar as manifestações artísticas de Francisco Stockinger, um descendente de imigrantes alemães, cuja influência cultural é marcante no Estado do Rio Grande do Sul. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; Pretende-se salvaguardar e garantir a sobrevivência das manifestações físicas do florescimento criativo do artista Francisco Stockinger, cuja obra influenciou - e continua influenciando - as novas gerações de artistas. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; O acervo artístico de Francisco Stockinger é uma das manifestações artísticas mais significativas e qualificadas que ocorreram no ambiente cultural do Rio Grande do Sul durante a segunda metade do século XX. Sendo assim, trata-se de patrimônio Cultural do Rio Grande do Sul e do Brasil. VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; A valorização da obra artística de Francisco Stockinger servirá para a valorização internacional da produção artística brasileira. VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; A recuperação e valorização do acervo artístico de Francisco Stockinger possibilitará a sua apropriação por parte da população nacional e internacional e, desta forma, servirá como exemplo positivo para a formação de conhecimento na área da cultura nacional IX - priorizar o produto cultural originário do País. Trata-se da recuperação do acervo artístico de um dos artistas mais representativos no cenário nacional, sendo a sua obra a representação da arte contemporânea brasileira no decorrer da segunda metade do século XX Xico Stockinger é reconhecido como um dos principais escultores modernos brasileiros, tendo também desempenhado com expertise o ofício de gravurista, fotógrafo, chargista, artista gráfico, professor e gestor cultural. O dia de seu nascimento, 07 de agosto, é declarado o Dia do Escultor Gaúcho (Lei 14.129/2015), numa justa homenagem a um dos artistas visuais que melhor representam a escultura gaúcha. Francisco Stockinger nasceu na Áustria em 1919 e em 1921 veio para o Brasil. Teve aula com Anita Malfatti e Vasco Prado e conviveu com Bruno Giorgi, Oswaldo Goeldi, Marcelo Grassmann e Maria Leontina. Em 1954 passou a viver em Porto Alegre, onde fundou e foi o primeiro diretor do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre em 1961, e diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Margs e da Divisão de Artes do Departamento de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, em 1967. O reconhecimento nacional veio com seus célebres guerreiros e sentinelas - primeiramente feitos em bronze e depois com troncos de árvores e peças metálicas soldadas. Stockinger foi um dos responsáveis por consolidar certo ideário modernista no Estado, em uma vertente de viés expressionista. Ao lado de Iberê Camargo e Vasco Prado, formou o tripé de maior projeção da arte moderna gaúcha. Faleceu em Porto Alegre em 12 de abril de 2009. Tem diversas obras no espaço público da cidade de Porto Alegre. Muitas em metal encontram-se deterioradas pela ação do tempo. Assim, este projeto tem por objetivo preservar a obra de Xico Stockinger nos espaços públicos (Art. 3º, III, "b" e "c" da lei 8.313/91), dada a relevância da humanização da cidade e seus espaços de convivência. Segundo Vera Pallamin, "em meio aos espaços públicos, as práticas artísticas são apresentações dos imaginários sociais. Evocam e produzem memória, podendo, potencialmente, ser um caminho contrário ao aniquilamento de referências individuais e coletivas, à amnésia citadina promovida por um presente produtivista. É nestes que, influenciando a qualificação de espaços públicos, a arte urbana pode ser também um agente de memória política." Pelas esculturas de Xico passam, diariamente, milhares de pessoas que, por um momento que seja, convivem com a manifestação artística que configura a paisagem cultural, dotando os lugares de significado e atuando como marco referencial, constituindo no seu conjunto um acervo e um patrimônio artístico. Nessas condições, a arte estabelece mudanças no cenário, estimula o debate comunitário, interage com a arquitetura do entorno e corrobora para um novo olhar sobre o lugar. Dessa forma, percebemos a relevância da preservação deste patrimônio. Além disso, será realizada aula pública e oficina acompanhando o processo restaurativo sobre causas de deterioração, processos de restauração e tomada de decisão sobre a necessidade de intervenção em obras de arte no espaço público, e ainda o papel da população na preservação de monumentos, em atendimento ao art. 21, V da IN 05/2017. Buscaremos parceria com cursos de arquitetura da UFRGS, para que os alunos que comparecerem recebam certificado. Diante da crescente falta de recursos financeiros para atender ao conjunto de demandas inerentes ao poder público, a preservação das obras públicas não tem sido uma prioridade constante junto aos administradores, que deixam de inserir no orçamento rubricas coerentes à manutenção de patrimônio edificado, o que resulta em severa deterioração das mesmas, uma vez que a ação do tempo, aliada ao vandalismo, são fatores determinantes para a ruína deste patrimônio das cidades. Considerando a impossibilidade de restauração destas esculturas a partir de verba orçamentária do município de Porto Alegre, vimos na Lei Rouanet uma oportunidade de fazer uma saudável parceria entre a iniciativa privada e poderes públicos. A partir daí, recuperá-las e - além disso - promover ações de conscientização junto aos estudantes e público em geral, o que contribuirá para que futuramente tenhamos mais êxito na manutenção do patrimônio em tela. A Lei Rouanet tem sido fundamental em projetos de patrimônio, material e imaterial. São projetos de menor visibilidade, se comparados a grandes eventos, o que dificulta sobremaneira o financiamento sem incentivos. Pelo exposto acima entendemos que a recuperação das esculturas de Xico Stockinger via Lei Rouanet justifica-se por se tratar de patrimônio público, integrado ao cotidiano da cidade, e que deve ser preservado aos cidadãos na atualidade e às gerações futuras.
Não haverá produção de material pedagógico.
As aulas públicas serão gratuitas e realizadas em praças da cidade, onde há acesso a pessoas com dificuldade de locomoção. Da mesma forma, as obras contempladas também encontram-se em praças e ruas. Previmos uma visita para grupo de pessoas cegas e com baixa visão nas esculturas acessíveis que possam ser tocadas (algumas delas possuem dimensões que dificultam esse tipo de atividade). Serão contratados intérpretes de libras para as aulas e oficinas, sempre que houver a solicitação.
Há previsão de aula pública e oficina para acompanhar o processo restaurativo sobre causas de deterioração, processos de restauração e tomada de decisão sobre a necessidade de intervenção em obras de arte no espaço público, e ainda o papel da população na preservação de monumentos, em atendimento ao art. 21, V da IN 05/2017. A ideia é estabelecer parceria com o curso de arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atendendo com a atividade pelo menos 50% de estudantes e professores da rede pública de ensino.
VERÔNICA DI BENEDETTI - restauradora Especialização interrompida em MBA Construção Civil; Mestrado em Geociências; 2016-2016 Curso de curta duração em Caracterização e Conservação de Pedras (16h) na Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Congonhas/MG; 2014-2014 Extensão universitária em Curso de Extensão em REVIT ARCHITECTURE (28h) na Pontifícia Universidade Católica do RS, PUC RS; 2000-2000 Curta Duração em Treinamento em Biodeterioração e Conservação (30h) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS; 1998-1998 Os minerais de interesse às obras civis II, aluna especial nível mestrado, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Departamento de Engenharia de Minas, USP , São Paulo; 1997-1997 Curso de curta duração Orçamento de Obras (16h) PINI Desenvolvimento Profissional PINI, São Paulo. ATUAÇÃO PROFISSIONALBENS MÓVEIS, INTEGRADOS E DOCÊNCIA2017-2018 Ateliê Ana Flores, Workshop de restauro em cerâmicas do tipo grês e faianças.2017-2017 Universidade Federal do RS - Museologia-FABICO, Docente no Curso de Extensão Introdução à Conservação do Material Cerâmico2011-atual Ecoarq Arquitetura e Construção EIRELLI, Responsável TécnicaElaboração de projetos e execução. Destacando o traslado do conjunto escultórico "Os Afluentes do Guaíba", projeto e execução do restauro do "Monumento à Anita e Giuseppe Garibaldi", procedimentos de conservação do Monumento "Conde de Porto Alegre" e consultoria para a estabilização das ruínas na Casa situada na rua Riachuelo técnica de alvenaria auto portante em canjiquinha e tijolos argamassados e revestidos em argamassa de barro e cal.2014- atual Projeto Construção Cultural - SINDUSCON-RS, Elaboração de projetos de restauro, execução e coordenação técnica dos seguintes projetos: restauração de 32 monumentos escultóricos do Parque Farroupilha, diagnóstico do Monumento "O Laçador", projeto de revitalização do Recanto do Chafariz Imperial do Parque Farroupilha. Ato Produção Cultural e Eventos - Produtora cultural www.atoproducaocultural.com.br A Ato Produção Cultural é a empresa responsável pela produção cultural do projeto, que engloba a concepção, formatação e encaminhamento do projeto, acompanhamento da tramitação junto ao Ministério da Cultura, atendimento de diligências, envio de documentos necessários à compreensão do projeto, captação de recursos, formação de equipes e fornecedores, orçamentação, contratação e supervisão de equipes, definição e acompanhamento de cronograma, obtenção de licenças, gerenciamento da produção do material gráfico e divulgação, atendimento de toda a legislação federal no tocante à utilização das marcas do governo, confecção de peças de divulgação obrigatórias, obtenção da documentação necessária à prestação de contas - observando a regularidade das empresas e validade de notas fiscais e documentos que comprovem a realização do projeto, realização da prestação de contas concomitante à realização do projeto, obtenção de imagens que comprovem a ocorrência do projeto, confecção do relatório de prestação de contas e de execução do projeto. Responde pela boa utilização dos recursos públicos civil e penalmente. A Ato Produção Cultural é uma empresa voltada à criação e viabilização de projetos culturais. Tem em seu histórico projetos tais como: 11ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 2018; EXPOSIÇÃO "João Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar prossegue o pensamento", Santander Cultural, Porto Alegre, 2016; ARTE PÚBLICA - escultura em tamanho real do escritor João Simões Lopes Neto, Pelotas, 2016; Livro A Família Marimbondo, Pelotas, 2016; Letra & Música - Oficina de Criação de Música Popular com Kleiton & Kledir, 2016/2017; COM TODAS AS LETRAS, gravação de álbum de Kleiton & Kledir, documentário e turnê de lançamento, 2014/2015; NATAL LUZ DE GRAMADO, 26ª edição, 2011/2012; LIVRO SETE DE ABRIL – O TEATRO DO IMPERADOR, de Klécio Santos, Pelotas, 2012; THOLL PARA TODOS - OFICINAS DE TÉCNICAS CIRCENSES, Pelotas, desde 2011; RESTAURAÇÃO DO MUSEU HISTÓRICO FARROUPILHA, Piratini, 2008 a 2011; RESTAURAÇÃO DA BIBLIOTHECA PÚBLICA PELOTENSE, Pelotas, 2007/2008; PATRIMÔNIO PÉ DE OUVIDO, Programas radiofônicos com enfoque nos elementos do patrimônio material e imaterial de Pelotas, 2008; TEATRO MOSTRA SIMÕES, Pelotas, 2008; Prêmio João Simões Lopes Neto de Artes Visuais, Pelotas, anual; AQUISIÇÃO, RESTAURAÇÃO E INSTALAÇÃO DO INSTITUTO JOÃO SIMÕES LOPES NETO, 2000 a 2006; MOSTRA DE ARTE 14 NA RUA, mostra em outdoor, Pelotas, 2001/2002; FEIRA DO LIVRO DE PELOTAS, 1998 a 2002
PROJETO ARQUIVADO.