| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 00000000000191 | BANCO DO BRASIL SA | 1900-01-01 | R$ 399,8 mil |
"Lumière cineasta" é uma mostra de cinema dedicada aos irmãos Lumière, pioneiros do cinema. A mostra apresentará um grande conjunto de filmes realizados pela Societé Lumière entre 1895 e 1915, acompanhados por obras de outros diretores que, em diferentes épocas, tenham direta ou indiretamente dialogado com a produção lumièriana. O evento será realizado nas sedes do Centro Cultural Banco do Brasil.
A mostra “Lumière cineasta” será organizada em torno de oito eixos temáticos a fim de iluminar os principais aspectos da produção dos Lumière. Cada eixo é composto de uma ou duas sessões, nas quais os filmes dos Lumière são apresentados sempre ao lado de curtas, médias ou longas metragens de diversas épocas. Será realizado um total de 36 sessões (duas por dia) em cada uma das três sedes (Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo). As sessões serão apresentadas pelos curadores sempre que possível, e a mostra contará ainda com debates e masterclasses em torno da produção dos Lumière e do primeiro cinema. Eixos temáticos: 1. A NATUREZA Os filmes dos Lumière tinham como característica o fato de serem rodados ao ar livre, captando o movimento do vento, da luz e da natureza em geral, mantendo uma relação estreita com a pintura expressionista do fim do século XIX. Exbição dos filmes Bagnade en mer, 1895, Défilé de voitures de bébés, 1899, entre outro. Acompanhamento: Um dia no campo (Jean Renoir, 1936); Mônica e o desejo (Ingmar Bergman, 1953). 2. A CIDADE Grande parte dos filmes do catálogo Lumière é dedicada a registrar vistas urbanas amplas, seja em planos estáticos, seja com a câmera em movimento, explorando ângulos inauditos das grandes cidades em carros, trens ou barcos. Programa de curtas dos Lumière Acompanhamento: Playtime (Jacques Tati, 1967 – longa); In Public (Jia Zhang-Ke, 2001 – média); A passarela se foi (Tsai Ming-Liang, 2002 – média). 3. RETRATO DE FAMÍLIA Os Lumière foram inventores tanto do filme de família quanto do retrato em movimento. Exibição de curtas dos Lumière Petite fille et son chat, 1900; Premiers pas de bébé, sem data; Petit frère et Petite soeur, 1897, entre outros. Acompanhamento: Walden – Diaries, Notes, and Sketches (Jonas Mekas, 1969) + curta Little Girl (Bruce Baillie, 1966). 4. COMÉDIA Embora seja frequentemente associado ao documentário, o catálogo Lumière está repleto de pequenas cenas cômicas que prenunciam o sucesso do burlesco dos anos 1910 e 1920. Curtas Lumière: L’Arroseur arrosé, 1895, entre outros. Acompanhamento: seleção de curtas de Charles Chaplin. 5. O FILME DE VIAGEM: EXOTISMO Um dos gêneros mais comuns no catálogo Lumière era o filme de viagem. Vistas pitorescas captadas em outros países, apresentando lugares exóticos a um público parisiense ávido por imagens nunca vistas. Curtas Lumière: Forte de France – Feira (Martinica), 1902; Déchargement d’u navire (Barcelona, Espanha), 1896; Entrée du Cinématographe (Londres), 1896; Caravana de camelos (Jerusalém), 1897; Les Pyramides (vue genérale) (Egito), 1897, entre outros. Acompanhamento: Tabu (F. W. Murnau & Robert Flaherty, 1931); Fata Morgana (Werner Herzog, 1970). 6. O TRABALHO Parte considerável do catálogo da Societé Lumière é dedicada a registrar o trabalho cotidiano nas ruas. Exibição de curtas Lumière Démolition d’un mur, 1896; Ouvriers réparant um trattoir en bitume, 1897; Laveuses sur la rivière, 1897, entre outros. Acompanhamento: Cantos de trabalho (Leon Hirszman, 1975-76 – curta); Oebenwaldstetten (Peter Nestler, 1972); Arbeiter verlassen di Fabrik (Harun Farocki, 1995); Three Landscapes (Peter Hutton, 2014). 7. MOVIMENTO Pertencem ao catálogo Lumière os primeiros movimentos de câmera da história do cinema. Chamados à época de “panoramas”, esses planos em movimento, em que a câmera era colocada sobre veículos como trens e barcos, constituem parte importante do catálogo lumièriano. Exibição dos curtas dos Lumière: Panorama do Grande Canal de Veneza a partir de um barco, 1896; Panorama pris du chamin de fer electrique IV, 1897, entre outros. Acompanhamento: Através das oliveiras (Abbas Kiarostami, 1994); Cedo demais, tarde demais (Jean-Marie Straub & Danièle Huillet, 1982); Do leste (Chantal Akerman, 1993). 8. APROPRIAÇÕES Neste programa serão exibidos curtas catálogo Lumière acompanhados por filmes que se apropriaram das imagens lumièrianas, produzindo um diálogo por meio da apropriação direta (found footage) ou do remake. Os curtas Lumière serão acompanhados por Eureka (Ernie Gehr, 1974); After Lumière (Malcolm Le Grice, 1974); Lumière’s Train (Al Razutis, 1979); Workers Leaving the Factory: Dubai (Ben Russell, 2009). EXTRA: DOCUMENTÁRIO Exibição do documentário Louis Lumière (1968), de Éric Rohmer. No filme, o curador da Cinemateca Francesa Henri Langlois e o cineasta Jean Renoir conversam sobre a produção de Lumière.
Objetivo geral: Exibição pública, em sala de cinema e a preços populares, dos filmes realizados pelos irmãos Lumière, pioneiros do cinema. Realização de 36 sessões de cinema em cada uma das sedes do Centro Cultural Banco do Brasil (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro), totalizando 108 sessões de cinema nas três cidades. Objetivos específicos: - A partir dos filmes realizados pelos irmãos Lumière, oferecer ao público uma amostra do chamado "Primeiro Cinema", ou cinema das origens. Apresentar ao público, através da exibição de filmes, o momento histórico, social e cultural do surgimento do cinema na virada do século XIX para o XX. - Exibição de filmes de outros cineastas que dialoguem, direta ou indiretamente, com os irmãos Lumière, criando relações que levem os espectadores atentaram não apenas para o aspecto histórico, mas também estético da produção dos Lumière e do cinema em geral. - Realização de debates e masterclasses em torno da obra dos irmãos Lumière e do Primero Cinema em geral. - Edição de um livro-catálogo sobre a obra dos irmãos Lumière, com bibliografia inédita em língua portuguesa, que será trocado com o público da mostra mediante número de ingressos a combinar. 20% desses dos livros serão distribuídos gratuitamente para bibliotecas de instituições públicas.
A mostra "Lumière cineasta" irá exibir, em sala de cinema e a preços populares, obras de grande importância artística e histórica para o cinema. Por se tratar de um evento de difusão, a mostra se enquadra no inciso I do Artigo 1º da Lei 8313/91, ao facilitar o "livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais". Por outro lado, ao colocar o público brasileiro em contato com obras fundamentais da história do cinema mundial, a mostra também se enquadra nos incisos VII e VIII do mesmo artigo. Em relação ao Artigo 3º da Lei 8313/91, a retrospectiva contempla diversos itens presentes nos incisos II e III, tal como discriminado a seguir. Como evento de difusão, a mostra se enquadra na categoria "festival de cinema", e sua realização depende do pagamento de uma série de valores referentes a direitos autorais e ao transporte de cópias de exibição. Esses fatores inscrevem a mostra nos itens d e c do inciso II, Artigo 3º. Além disso, a edição prevista de um livro-catálogo inédito sobre os irmãos Lumière inscreve a mostra no item b do mesmo inciso II do Artigo 3º ("edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes"). Por fim, a mostra ocupará as sedes do Centro Cultural Banco do Brasil, instituição sem fins lucrativos. Ao compor a programação de um museu, o evento se inscreve também no inciso III ("preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico"), item a ("construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos").
A mostra LUMIÈRE CINEASTA é composta por um produto principal e dois produtos secundários: Produto principal: Exibição de filmes em sala de cinema em formato 35mm, 16mm ou digital. Produtos secundários: 1) Realização debates e masterclasses sobre a obra dos irmãos Lumière e o chamado Primeiro Cinema. Esses debates terão participação dos curadores e de pesquisadores especializados, cujos nomes ainda serão decididos. 2) Produção de um livro-catálogo impresso, com previsão de 300 páginas, que reunirá bibliografia inédita em língua portuguesa sobre assunto da mostra, além de fotos e informações técnicas sobre o filme e a realizacão da mostra. Os espectadores da mostra poderão adquirir o catálogo trocando-o por um número de ingressos a ser estipulado. Parte desses catálogos será posteriormente distribuída a bibliotecas de instituições públicas.
ACESSIBILIDADE FÍSICA O projeto será realizado no Centro Cultural do Banco do Brasil, sedes Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Os locais oferecem facilidades para portadores de necessidades especiais como: * Rampa na entrada do edifício * Boxes para cadeiras de rodas na sala de cinema * Elevadores especiais * Banheiros equipados para receber portadores de necessidades especiais ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO CCBB Rio de Janeiro: * Realização de 1 sessão com audiodescrição * Realização de 1 sessão com Legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) * Realização de 1 sessão com Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS CCBB Brasília: * Realização de 1 sessão com audiodescrição * Realização de 1 sessão com Legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) * Realização de 1 sessão com Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS CCBB São Paulo: * Realização de 1 sessão com audiodescrição * Realização de 1 sessão com Legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) * Realização de 1 sessão com Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS
Todas as sedes do Centro Cultural do Banco do Brasil essão localizadas em regiões centrais de suas respectivas cidades, apresentando grande acessibilidade por meio de transporte público. Além disso, o CCBB SP oferece vans exclusivas e gratuitas que transportam o público do centro cultural até a Praça da República, próximo ao metrô. A mostra terá ingressos a preço populares, no valor de R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia-entrada). A meia-entrada é concedida a estudantes, idosos e clientes do Banco do Brasil. O livro-catálogo da mostra, com vasta bibliografia sobre os irmãos Lumière, será trocado por um número de ingressos de sessões a combinar. As palestras e masterclasses serão registradas em vídeo e disponibilizadas online pela proponente Raio Verde Produções Artísticas, a fim de ampliar o acesso ao conteúdo da mostra. Por fim, vale ressaltar a importância de realizar o projeto no CCBB, onde a programação da mostra irá coabitar o espaço com as demais programações do centro cultural, todas com entrada gratuita, tais como bibliotecas, exposições, arquivos e performances. Isso possibilita que o público da Mostra construa outras experiências pessoais que vão além do campo do audiovisual, delimitado pela mostra. Ação formativa cultural (contrapartida social): Realização de um curso gratuito, com duração de 4 aulas, sobre os irmãos Lumière e o Primeiro Cinema, voltado para estudantes e professores de cinema, audiovisual, artes e afins de instituições públicas.
PROPONENTE: RAIO VERDE FILMES A proponente RAIO VERDE FILMES será encarregada pela assinatura de contrato junto ao Centro Cultural Banco do Brasil e pela prestação de contas junto ao MinC. RAIO VERDE FILMES Fundada em 2013 no Rio de Janeiro, a produtora RAIO VERDE FILMES é formada por Alice Furtado, Calac Nogueira, Heitor Peralles e Joice Scavone. A produtora foi responsável pela realização da mostra “Fritz Lang – O horror está no horizonte” (CCBB DF-RJ-SP), retrospectiva integral da obra do cineasta austríaco-alemão, que contou com debates, aulas e sessões com acompanhamento musical ao vivo. A produtora também é uma das organizadoras do Encontro Nacional dos Profissionais de Som do Cinema (http://enpsc.art.br/), realizado desde 2013. Os membros da produtora aturam em diversas mostra e festivais de cinema, como CineMúsica – Festival de Cinema de Conservatória e Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. A RAIO VERDE FILMES possui em seu currículo nove curtas-metragens, entre os quais destacam-se “Duelo Antes da Noite” (2010), de Alice Furtado, contemplado pelo edital da SEC-RJ e selecionado para a mostra Cinefondation do Festival de Cannes e para o Festival de Roterdã, “Os invasores” (2011), de Calac Nogueira, exibido em festivais como Mostra de Tiradentes, Festival Internacional de Curtas de São Paulo e Curta Cinema, e “Fome” (2015), de Joice Scavone, contemplado pelo edital de produção da Rio Filme. Projeto LUMIÈRE CINEASTA - EQUIPE: MARIA CHIARETTI (curadora e coordenadora de produção) Pesquisadora, programadora e produtora de cinema e artes visuais. É mestre em Teoria e História do Cinema pela Université Paris 8 Vincennes / Saint-Denis e doutoranda em Meios e Processos Audiovisuais na ECA-USP, onde desenvolve, sob orientação de Ismail Xavier, pesquisa sobre cineastas improvisadores dos anos 1960-1970. Programou o Cine Humberto Mauro e gerenciou o Departamento de Cinema do Palácio das Artes entre 2009 e 2010 (Belo Horizonte, MG). Em 2011, integrou a equipe de produção do festival de cinema documentário Cinéma du Réel (Paris, França) e em 2012 foi uma das produtoras da Retrospectiva Pierre Perrault (Balafon, diversas cidades no Brasil). Em 2013, foi assistente de curadoria e produtora da Mostra Jonas Mekas (CCBB SP) e a partir de então produziu diversas outras mostras de cinema e exposições de arte contemporânea, tais como: Nouvelle Vague Tcheca – O outro lado da Europa (CCBB SP e RJ); O Cinema de Ermanno Olmi (Caixa Cultural RJ e CCSP); Cinema Estrutural (Caixa Cultural RJ); Cinema Contemporâneo do Quebec (CineSesc SP); 30 anos – Exposição Histórica Videobrasil (Sesc Pompeia). Co-organizou o livro-catálogo da retrospectiva integral de Abbas Kiarostami (CCBB SP, RJ e Brasília) e foi curadora e produtora da mostra “O cinema de Jerzy Skolimowski" (CCBB SP). É uma das coordenadoras da Sessão Abismu, cineclube realizado na ECA/USP. CALAC NOGUEIRA (curador e editor do catálogo) Crítico de cinema, pesquisador e cineasta. Possui mestrado em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA/USP, onde realizou pesquisa sobre os filmes de Andy Warhol. Como crítico, escreveu para veículos como Contracampo, Revista Interlúdio, Bravo! e Revista Cinética, além de ter publicado ensaios em diversos catálogos de mostras e festivais de cinema sobre diretores como Samuel Fuller, Abel Ferrara e Clint Eastwood. Foi curador e editor do catálogo da retrospectiva “Fritz Lang – O horror está no horizonte” (CCBB DF-RJ-SP, 2014) e é um dos organizadores da Sessão Abismu, cineclube realizado na ECA/USP que tem como proposta criar diálogos entre filmes de diferentes épocas. Atualmente, trabalha como editor freelancer dos catálogos da Pinacoteca de São Paulo, atuando como editor dos catálogos das exposições Ernesto Neto: Sopro (Pina_Luz, 2019), Rosana Paulino: A costura da memória (Pina_Luz, 2019), entre outros. Como cineasta, realizou os curtas “Os invasores” (2011) e “Cinefilia” (2015). LUCAS BAPTISTA (curador) Crítico de cinema e pesquisador. Editor da revista online Foco, colaborador do blog Estado da Arte, do jornal Estado de São Paulo, e organizador do livro “Foco – Revista de Cinema, 2009-2017” (Lisboa: A23, 2017). Mestre em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA-USP, desenvolve atualmente uma pesquisa de doutorado na mesma instituição. É um dos coordenadores da Sessão Abismu, cineclube realizado na Escola de Comunicações e Artes da USP.
PROJETO DILIGENCIADO POR NÃO APRESENTAR O RELATÓRIO DE CUMPRIMENTO DO OBJETO.