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Defendendo a possibilidade da prática musical em qualquer âmbito constituir-se como um saber necessário, importante para a cidadania, enriquecendo as experiências individuais e coletivas, tornando-se essencial para a realização plena do ser humano, apresentamos neste trabalho uma proposta para a realização de concertos e recitais didáticos, através do Grupo Reminiscências, que terá como um dos objetivos proporcionar a comunidade Palmense e alunos da rede básica de ensino da Cidade de Palmas-Tocantins o acesso ao gênero musical choro.
Propõe a realização de uma série de 4 (quatro) concertos e 4 (quatro) recitais didáticos em museus da cidade de Palmas-Tocantins, com o intuito de divulgar a trajetória do choro - um dos gêneros musicais mais característicos da cultura brasileira e, consequentemente, estimular nos ouvintes o gosto pela produção musical instrumental brasileira.
Objetivo Geral Realizar 4 (quatro) concertos e 4 (quatro) recitais didáticos. Com 10 músicas do compositor Pixinguinhas, o projeto visa fomentar e divulgar a produção musical instrumental brasileira, através do gênero musical choro. Objetivos específicos Elaborar 10 arranjos musiacais de obras do renomado compositor Pixinguinha; Contribuir para o desenvolvimento e enriquecimento no desenvolvimento cultural de 800 alunos da rede básica de ensino de Palmas; Realizar 01 palestra de 50 minutos, para estudantes do ensino público, atinente as Contrapartidas Sociais.
O surgimento do choro remete a um movimento de expressão da cultura popular urbana do Rio de Janeiro, no final do século XIX. Resultante da apropriação de alguns elementos da música europeia, como as danças de salão (sobretudo a polca), hibridados com elementos da cultura afro-brasileira (o contorno rítmico do lundu), o choro se consolidou como gênero musical nos primeiros anos do século XX, através de grupos como "Os Oito Batutas". É pertinente dizer que como gênero musical o choro possui uma estrutura formal definida, constituída de três seções metricamente simétricas, nas quais alguns elementos de contraste mais evidentes são o ritmo melódico, que costuma ser mais ou menos intenso e contrastante de uma para outra seção, e o "jogo tonal", que leva cada seção ser apresentada em um tom ou modo diferente. Outra característica importante é a formação instrumental adotada pelos grupos de choro que, inicialmente (no final do século XIX), eram formados por flauta transversal, violão e cavaquinho, sendo, por isso, denominados grupos de "pau e corda". É certo que com o passar dos tempos, sobretudo através da interação dos músicos com as bandas de música no final do século XIX, mais instrumentos foram introduzidos às formações dos grupos choro, entre eles o pandeiro, a clarineta e o saxofone. Já os primeiros levantamentos bibliográficos à cerca do tema revelaram que um importante nome relacionado à prática do choro no Brasil foi o músico Alfredo da Rocha Viana, conhecido pela alcunha de Pixinguinha, que como protagonista do grupo "Os Oito Batutas", já no início da década de 1920, realizou excussões pela Europa e Argentina. A viagem do grupo à Paris se configuraria em muito mais do que uma série de apresentações expositivas dos gêneros brasileiros. A interação cultural provocada pelo contato com outra realidade sócio-cultural provocou mudanças significativas no "jeito" de compor e tocar o gênero choro empregado por Pixinguinha. Uma das mudanças significativas foi propiciada pela inserção do saxofone na formação instrumental, como instrumento solista. Uma marca importante desse compositor associada ao saxofone foi a improvisação, uma performance que trouxe também outra textura estética para o choro. Sobre a improvisação de Pixinguinha, CAZES (1999, p. 44) [1] afirma que, "uma audição atenta às gravações de choro da fase mecânica surpreende por aspectos como a quase total falta de improvisação. Só dá para sentir o calor da improvisação quando toca o Pixinguinha, com ele tudo é mais vivo mais alegre, mais rítmico". O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91: II "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais"; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; e, IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. Por fim, a relevância dos recitais propostos pelo Grupo Reminiscências também se justifica pela importância histórica e sócio-cultural que esse gênero musical tem apresentado para o fomento e desenvolvimento da cultura brasileira. Nesse contexto, considerando ainda a obrigatoriedade do ensino da música nas escolas brasileiras de ensino formal, julgamos ser suma importância que os alunos dessas unidades escolares vivenciem a experiência de interagir com instrumentos e um repertório musical que, embora esteja na base da nossa cultura há tanto tempo, ainda seja tão distante da realidade cotidiana de muitos. [1] Cazes, Henrique: Choro - Do quintal ao Municipal. Rio de Janeiro. Editora 34, 1999.
Concertos e recitais didáticos onde serão expostas questões técnicas, inerentes a idiomática dos insturmentos inseridos no grupo e a sua reação com o universo do gênero musial choro. Também serão consideradas questões referentes ao contexto histórico e social, a exemplo, da relação do grupo "Os oito Batutas" e o panorama musical brasileiro do inicio do século XX.
APRESENTAÇÃO MUSICAL Acessibilidade física: Acessibilidade física: Por ser realizada em local onde a Acessibilidade Física já é garantida (Teatro e Museu), não se onera o projeto com está medida de acessibilidade. As primeiras fileiras do teatro e cadeiras dispostas no museu serão reservadas para promover o acesso às pessoas com deficiência. Acessibilidade auditiva: Intérprete de Libras. (Item da planilha orçamentária - intérprete de libras) Acessibilidade visual: Audiodescrição – garantida por meio da apresentação da mestre de cerimônia. (Item da planilha orçamentária - coordenação de comunicação). CONTRAPARTIDA SOCIAL Acessibilidade física: Por ser realizada em local onde a Acessibilidade Física já é garantida (Teatro e Museu), não se onera o projeto com está medida de acessibilidade. Acessibilidade auditiva: Intérprete de Libras. (Item da planilha orçamentária - intérprete de libras) Acessibilidade visual: Audiodescrição – garantida por meio da apresentação da mestre de cerimônia. (Item da planilha orçamentária - coordenação de comunicação).
Visando assegurar a ampliação do acesso aos produtos, bens e serviços culturais produzidos, o projeto adotara as seguintes medidas, concatenadas ao art. 24 da IN nº 01/2022: APRESENTAÇÃO MUSICAL III - Permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas; IV - além da Ação Formativa Cultural prevista no art. 25 desta Instrução Normativa, realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como: a) ensaios abertos com rodas de conversas em bocktage de forma proporcional a vinte por cento do tempo de duração e do quantitativo das apresentações. CONTRAPARTIDA SOCIAL As ações de contrapartidas sociais serão realizadas em Escolas Públicas, com acesso GRATUITO para Estudantes e Professores. Além disto, atendendo ao art. 24 da IN nº 01/2022, tais como: III - Permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas.
A diretoria da Associação Viva Música será responsável pela gestão do projeto de forma voluntária, desenvolvendo as seguintes ações: Etapa 1: Concepção do projeto. • Discussão com os parceiros envolvidos no projeto para estabelecer o cronograma das atividades propostas; • Esclarecimento de dúvidas e debates. Etapa 2: Divulgação do projeto. • Compartilhamento de informações sobre o projeto na mídia local; • Divulgação das atividades na comunidade local; Etapa 3: Avaliação. • Compilação e encaminhamento dos relatório. Direção artística e Saxofone: Bruno Barreto Amorim Campos (Item da planilha orçamentária - direção artística e músico instrumentista) Natural da cidade de Goiânia-Goiás, Bruno Barreto iniciou seus estudos musicais aos 14 anos de idade na Escola de Música da Guarda Metropolitana da cidade de Palmas - TO. Possui Graduação em Música com Habilitação em Composição (2008) e Mestrado em Música (2012) pela Universidade Federal de Goiás, onde estudou harmonia tradicional com Zbigniew Henrique Morozowicz e Günter Bauer; orquestração, contraponto e procedimentos composicionais do século XX com Estércio Marquez Cunha. Durante o período em que residiu em Goiânia (2005-2008), integrou a Banda Pequi (Orquestra de Música Brasileira), e o grupo Choro Universitário. Com a Banda Pequi gravou um CD em 2009, intitulado “Banda Pequi e Nosso Trio convidam Leila Pinheiro”. Ainda na Banda Pequi, dividiu o palco com músicos renomados, dentre eles: Leila Pinheiro, Arismar do Espírito, Thiago do Espírito Santo, Zé Canuto, Ney Conceição, Kiko Freitas, Nelson Faria e Silvio Zalambani. Bruno Barreto fundou e regeu, em 2009, a Orquestra Juvenil Dona Lindu, primeiro projeto de musicalização infantil no Tocantins.Foi professor fundandor do Curso Técnico em Instrumento Musical do Colégio da Polícia Militar de Palmas. Coordenou os eventosCoro Comunitário de Palmas, em 2011; o Primeiro e Segundo Recital da Turma de Instrumento Musical do Colégio Militar dePalmas, em 2010 e 2011. Em 2014 criou a Orquestra Viva Música, com a qual vem desenvolvendo intenso trabalho de formaçãode plateia. Coordenou os projetos I Mostra de Música da UFT, em 2016; II Mostra de Música da UFT, em 2017; Encontro de Corosna UFT, em 2018; I Festival de Arte e Cultura da UFT, em 2018. Bruno Barreto é servidor efetivo da Universidade Federal do Tocantins, onde exerce a função de Diretor de Extensão e Cultura. Também exerce a função de Presidente da Associação Viva Música e maestro do Coral UFT em Canto. No Grupo Reminiscências, atua como diretor artístico e saxofonista. Volão 7 cordas e bandolim- Edglês Kruk (Item da planilha orçamentária - músico instrumentista) Edglês Gomes Kruk, conhecido como Eddie, paraense, nascido em Tucuruí, guitarrista e violonista, licenciado em Artes Cênicas, licenciado em Música e pós-graduado em Ensino das Artes e Educação Musical pelo Instituto Prominas, desde 2008 trabalha como educador musical em escolas da rede pública municipal de ensino desenvolveu trabalho de musicalização com crianças carentes. Como violonista participa do grupo de choro Reminiscências, grupo este que participa de editais, projetos e eventos dentro do estado do Tocantins tocando bandolim, violão de seis e sete cordas. Violão 6 cordas - Iogo Landinho (Item da planilha orçamentária - músico instrumentista) Possui Médio Técnico em Instrumento Musical - Completo (2016), pelo Colégio da Polícia Militar do Estado do Tocantins. Atualmente cursa Licenciatura em Música- Ensino do Instrumento Musical - Guitarra, pela Universidade Federal do Goiás (UFG). Atua como Professor de violão da escola de extensão - UFT e como Guitarrista e Violonista da Orquestra Jiquitaia. Clarineta - Gutenberg Nicacio (Item da planilha orçamentária - músico instrumentista) Natural de Maceió – AL, mudou- se para palmas em 2008. Inicio seus estudos musicais em 1997, onde teve a oportunidade ter aula com grandes clarinetistas do cenário musical brasileiro entre eles: José Vieira (1° clarinetista da Orquestra de câmara da UFAL), Cristiano Alves (professor UFRJ e clarinetista da sinfônica da Petrobrás), Ovanir Buosi (1ªclarinetista da OSESP), Ronaldo Ferreira (professor da UFRN), José Botelho (Portugal), Paulo Sergio (Quinteto Villa-Lobos), Johnson Machado (UFG), Carlos Rieiro (UFPB), Vadim Ivanov (UFAM). Iniciou sua carreira musical como 2° clarinetista da orquestra de câmara da UFAL 2001, Banda Sinfônica do RN 2007, coral de clarinetes da UFRN 2007, Professor de clarinete da Assembléia de Deus Central de Natal – RN 2006 a 2008, 2° clarinetista da Banda Maestro Adelino Porto Nacional – TO, grupo exporão de arraias Palmas-TO. Atualmente é acadêmico do curso de licenciatura em música UAB/UNB- Porto Nacional - TO, professor efetivo de educação musical e clarinete da ETI Padre Josimo Palmas-TO e integrante do grupo de música popular brasileira Reminiscências. Junto com estes grupos participou de shows, máster class, festivais e apresentações em vários estados do Brasil. Percussão - Matheus Lopes (Item da planilha orçamentária - músico instrumentista) Matheus Lopes e Silva, 19 anos, percussionista, baterista e estudante do curso técnico de instrumento musical do Colégio da Polícia Militar do Estado do Tocantins. Seu interesse pela música teve início ainda na infância onde estudou teoria musical e prática em bateria no Centro de Criatividade de Palmas, no Espaço Cultural. Após a conclusão do curso, participou de diversas apresentações de artes musicais e de orquestras como a Manancial e Orquestra Sinfônica dos Girassóis e é o atual percussionista da Orquestra Sinfônica da Cidade Amada e do Grupo de Choro Reminiscências.
DILIGÊNCIA NA ANÁLISE PREDITIVA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.