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"Nebula" é um curta-metragem de ficção pós-apocalítica - com duração de 15 min, classificação indicativa de 16 anos e formato de finalização DCP (Digital Cinema Package) -, que funcionará tanto como obra solo quanto como episódio piloto de uma série de TV a ser desenvolvida. Um evento singular em escala global _ uma epidemia de uma doença neurológica que afeta a sanidade das pessoas aos 35 anos de idade _ desencadeia drásticas mudanças na sociedade e nos indivíduos. Nesse cenário, o governo de um país insular fictício precisa tomar atitudes controversas e autoritárias para manter a ordem. A ação mais radical do governo é o sacrifício de pessoas doentes. Lucas, de 35 anos, mantém a esposa doente em casa, indo contra a lei. Seu filho adolescente, Caleb, precisa sustentar a casa. Porém, quando o pai começa a dar sinais da doença e sua namorada fica grávida, Caleb vive o dilema de se entrega os pais ou não ao governo para serem sacrificados para dedicar-se à criação de sua nova família.
O projeto "Nebula" narra uma pequena história que se passa em um universo muito maior, fazendo um recorte desse universo, mas mantendo toda a riqueza de detalhes intrínsecos a ele em sua narrativa. Tema de fundo No ano de 2019, uma epidemia incomum assola a humanidade: as pessoas são acometidas de uma doença neurológica que afeta a sanidade das pessoas precocemente, aos 35 anos de idade. E isso acarreta drásticas mudanças sociais, seja nas relações interpessoais ou nas relações entre a sociedade e o Estado. Nesse contexto, o líder de um país insular fictício, César, busca a reestruturação da nação. Assim, para manter a ordem, César, com 55 anos de idade - até onde se tem notícia, ele é o homem mais velho do mundo que ainda mantém sua sanidade -, precisa tomar controversas decisões políticas, sociais e econômicas para evitar que seu país se desmorone. O surto global não abala a estrutura social instantaneamente. As pessoas precisam se adaptar a essa nova conformação do mundo. As nações tomam diferentes decisões em seus territórios visando manter a ordem. Algumas dessas decisões foram acatadas pelo país de César, antes e durante a sua gestão, com as quais ainda é preciso lidar com as consequências e lutar politicamente para mantê-las, tais como: maior controle sobre os meios de produção e forte intervenção do Estado na economia; manutenção compulsória do homem no campo para evitar a falta de alimentos; grande militarização em todos os setores da sociedade; redução da idade mínima para o trabalho para 12 anos de idade. Mas a decisão mais controversa é o sacrifício de pessoas doentes, consideradas inválidas, improdutivas e um fardo para a sociedade. A pandemia expõe a fragilidade do tecido social e traz à tona diversas questões éticas que precisam ser reformuladas ou, a título de sobrevivência, precisam ser sumariamente descartadas. Há limites de ação, mesmo que a motivação seja um possível bem coletivo e a manutenção da ordem e sobrevivência da civilização? Premissa Dentro do universo descrito acima, o curta-metragem "Nebula" foca sua narrativa em uma única família que luta para sobreviver nesse mundo caótico. Lucas, com 35 anos de idade, mantém sua esposa doente, Sara, de 40 anos de idade, escondida dentro de casa, o que vai contra a lei, que obriga os familiares a entregarem as pessoas doentes para as autoridades para que sejam sacrificadas. O filho adolescente do casal, Caleb, de 15 anos de idade, que nunca aceitou muito bem a doença da mãe, precisa trabalhar arduamente e ajudar no sustento da casa. Porém, quando Lucas começa a dar sinais de que está ficando doente e a namorada de Caleb, Tatiana, fica grávida, o adolescente passa a viver e ter que lidar com um dilema crucial: se ele deve ou não entregar os pais ao governo para serem sacrificados para que, assim, possa dedicar-se exclusivamente à criação de sua nova família. Enredo base Lucas, 35 anos de idade, foi um conhecido engenheiro antes que o mundo sucumbisse à epidemia de uma doença neurológica, sem causas aparentes, que torna as pessoas inválidas muito precocemente. Nessas circunstâncias, o governo, para evitar gastos desnecessários, exige que os parentes de pessoas doentes os entreguem às autoridades para serem sacrificadas. A esposa de Lucas, Sara, de 40 anos de idade, está doente há quase dois anos, mas Lucas se recusa a entregá-la, mesmo sobre risco de sofrer duras represálias das autoridades por fazer isso. Assim, ao longo desse tempo, sempre que precisava sair para trabalhar, ele a deixava trancada no quarto, conseguindo, com sucesso, mantê-la escondida. Mas um dia, ao voltar pra casa, após se deparar na rua com uma operação do exército executando pessoas que se recusaram a entregar seus parentes doentes, Lucas chega no quarto e vê que Sara, em um surto, arrancou as cortinas da janela, deixando-a exposta aos possíveis olhares de vizinhos curiosos. Preocupado em ser descoberto e ter que sofrer as consequências, Lucas toma a atitude de não mais trabalhar e não deixar sua esposa sozinha em casa. Quem não gosta dessa resolução é Caleb, o filho adolescente do casal, de 15 anos de idade, que nunca aceitou a doença da mãe, que já desde muito cedo trabalha para ajudar no sustento da casa. Ao descobrir que o pai não vai mais trabalhar, o garoto fica nervoso, dizendo que se eles entregassem a mãe ele também poderia trabalhar, enquanto estivesse saudável. Mas Lucas não admite entregar a esposa para ser sacrificada como um bicho, assim como ele mesmo se entregar: nos últimos dias, ele passou a notar em si mesmo os primeiros sintomas da doença. Um dia, ao voltar para casa de carro, Lucas se perde: a doença já começa a afetar sua memória. Com muito custo ele chega em casa e, enfim, sem ter como esconder mais, revela ao filho que está ficando doente. Após essa notícia, Caleb também revela um segredo: sua namorada, Tatiana, está grávida. Os dois, então, precisam chegar a um consenso do que fazer diante dessa situação, já que Caleb não pode cuidar dos pais doentes e de sua nova família que se inicia. Tom e gênero dramático O projeto “Nebula” é um drama ficcional que se encaixa no gênero de "Big Event", onde um evento em escala global modifica as relações sociais e interpessoais, culminando em caos e em luta por sobrevivência a qualquer custo. Diante disso, o tom a ser adotado para a obra será similar ao de filmes e séries circunscritos nesse gênero, onde a narrativa foca no drama pesado de seus personagens, em uma tentativa desesperada de sobreviver, mas sempre deixando claro e presente o universo rico em detalhes onde a narrativa se passa. Desse modo, devido ao teor mais pesado e sombrio da obra, a classificação indicativa etária será para pessoas a partir dos 16 anos de idade. Um exemplo de inspiração para o tom e gênero dramático de "Nebula" é o filme "Filhos da Esperança" (2006), de Alfonso Cuarón, onde um evento em escala global - nesse caso, as mulheres do mundo se tornam estéreis - acarreta mudanças graduais na sociedade, que podem ser vistas durante todo o filme, sutilmente pulverizadas nos diálogos e imagens de fundo, mas focando na narrativa central de seus protagonistas, que conduzem a história para sua resolução.
Objetivo Geral O objetivo geral do projeto "Nebula" é criar uma narrativa ficcional, para entretenimento, mas, acima de tudo, trazer reflexão sobre o lugar do indivíduo e seu papel na sociedade, bem como sobre o papel do Estado e a natureza de suas ações para manter a ordem, visando o bem maior e comum. Ao retratar a senilidade precoce da sociedade a partir de um fato fantástico e absurdo - uma epidemia de uma doença neurológica que deixa as pessoas inválidas e catatônicas aos 35 anos de idade -, o filme também aborda a questão do envelhecimento e o tratamento dispensado aos idosos, ao destino reservado às pessoas consideradas improdutivas na sociedade, muitas vezes tratadas com indiferença ou até crueldade. Apesar de ser um assunto complexo e denso para reflexão, o roteiro não deixa de lado o entretenimento, usando uma linguagem universal e consagrada em filmes e narrativas seriais de obras nesse estilo pós-apocalíptico, tornando o assunto mais palatável e de fácil entendimento para todos os seguimentos da sociedade. Além disso, a proposta visa o desenvolvimento e diversificação do cinema nacional, ao apostar em uma narrativa de um gênero pouco explorado no audiovisual brasileiro, a ficção científica. Ao se analisar o contexto de filmes no âmbito internacional, esse tipo de filme é sempre muito bem recebido pelo público do mundo inteiro. Percebemos, ainda, que o público brasileiro sente falta desse tipo de entretenimento sendo produzido em nosso país, mostrando que há um público enorme para esse segmento, por vezes negligenciado por parte dos realizadores e, principalmente, pelas instituições de fomento ao audiovisual. Dessa forma, a iniciativa de "Nebula" é tentar contribuir para que o cinema nacional seja mais versátil e plural em sua temática, visando agradar ao público interno e, principalmente, fortalecer nosso cinema, tornando-o ainda mais competitivo no mercado internacional, demonstrando que o cinema brasileiro é capaz de criar histórias complexas e universais, sem estar restrito há qualquer gênero ou estilo de abordagem narrativa. Há ainda a ser destacado o uso do curta-metragem "Nebula" como episódio piloto de uma série com a mesma temática, para que, a partir dessa obra, tendo apresentado o universo narrativo e os personagens, se tornar mais fácil a parceria com canais de televisão ou empresas de streaming produtoras de conteúdo para o desenvolvimento pleno da narrativa para se criar uma série. Assim, a obra tem uma vida estendida potencial, migrando do formato de cinema para a narrativa de série, podendo vir a contribuir, também, com o desenvolvimento e fortalecimento do audiovisual brasileiro nesse segmento, que tem crescido nos últimos anos e possui muita procura, tanto pelo mercado interno quanto pelo mercado externo. Objetivos Específicos Para alcançar o objetivo geral da obra descrito acima, a proposta em questão prevê algumas ações específicas, em conjunto com instituições públicas e privadas, para que o filme seja visto pelo maior número de pessoas possível, de todas as classes sociais. Algumas dessas ações são: - A obra será lançada oficialmente em uma sessão única em São Paulo, em um cinema ainda a ser escolhido. O lançamento em um cinema em uma grande capital, com convidados do setor audiovisual e imprensa, traz os holofotes sobre o filme, ajudando na posterior divulgação. - A principal forma para divulgação e difusão do filme "Nebula" será por meio de festivais especializados em curta-metragens, não só os festivais nacionais, como o Festival Internacional de curta-metragens de São Paulo, mas também os festivais internacionais, como o Festival de curta-metragem de Clermont-Ferrand, na França. Além disso, uma das estratégias é divulgar o filme em festivais específicos de ficção científica, tanto nacionais (como o Fantaspoa, o maior festival dedicado ao gênero da America Latina, realizado em Porto Alegre) e internacionais (como o Sci-Fi London, realizado na Inglaterra). - O filme também será exibido em eventos extra cinema, que consiste em exibições gratuitas organizadas por instituições, como a rede CEU em São Paulo, SESC em todo o Brasil, além de diversas universidades e centros culturais. Essas exibições proporcionam ao público, além do acesso ao filme, debates e encontros com o elenco e diretor, aproximando os espectadores dos realizadores do Brasil e fomentando o cinema nacional. - Após sua carreira em festivais, o filme deverá ser disponibilizado na internet, por um preço acessível, onde o usuário, após pagar uma taxa, poderá fazer o download do filme e assisti-lo em casa, permitindo que uma grande quantidade de pessoas possa usufruir da obra, democratizando ainda mais o acesso ao conteúdo (no caso de pessoas de baixa renda, mediante comprovação, o filme será liberado gratuitamente para download). Após um período de comercialização do filme na internet, a obra será aferecida a sites especializados em curtas de ficção científica, como o Dust, que possui quase 3 milhões de seguidores em redes sociais do mundo todo. Ao disponibilizá-lo na internet, com legendas em inglês, o filme poderá alcançar outros países, podendo ter uma carreira internacional online. - Após esses passos, a obra será oferecida a canais de TV públicas, como Canal Brasil, TV Cultura e Rede Minas para exibição gratuita. - Uma vez com a obra audiovisual em mãos, com o universo narrativo demonstrado no curta-metragem, bem como a riqueza de sua história e personagens, o filme servirá como um episódio piloto para o possível desenvolvimento de uma série baseada no mesmo universo. O projeto de série de "Nebula" existe, tendo, inclusive, sido selecionado, juntamente com outros nove projetos brasileiros, para uma rodada de negócios no canal americano ABC, em Los Angeles, em 2016. Assim, com o filme fazendo parte do material constitutivo do projeto de série, os canais de televisão e produtoras de serviços de streaming poderão visualizar todo o potencial da série, facilitando o processo de patrocínio e produção. Para chegar a esses canais e produtoras, o projeto será levado a eventos que facilitam a comunicação entre realizadores e canais de televisão e distribuidoras, como o Rio Content Market, no Rio de Janeiro, e a Feira MAX, em Belo Horizonte.
O cinema brasileiro vem crescendo nos últimos anos, em volume de produção e reconhecimento nacional e internacional, levando a nossa cultura para além de nossas fronteiras. Porém, a produção de filmes brasileiros de ficção científica é muito escassa, não sendo o tipo de projeto comumente contemplado em editais públicos, seja nas esferas municipais, estaduais ou federais, devido, algumas vezes, ao engessamento da temática de editais muito específicos, outras vezes, por preferirem privilegiar outros gêneros narrativos. O cinema de um país, para ser forte e competitivo, precisa apostar em diferentes gêneros narrativos, visando diferentes públicos e, assim, se tornar uma indústria grande e lucrativa. Obras como "Nebula", aqui proposta, visam dar visibilidade a narrativas negligenciadas pelos realizadores e instituições de fomento, para que o cinema brasileiro possa alcançar públicos que comumente não alcança, para se tornar ainda mais forte e reconhecido no mundo todo por suas diferentes nuances e facetas. Dessa forma, entendemos que a Lei de Incentivo à Cultura, ao não se prender a editais temáticos, é mais livre para investir em projetos com temáticas mais plurais, contribuindo para a diversidade da produção cinematográfica brasileira. Somado a isso, em anos recentes, algumas decisões de critério de participação em editais da Ancine acabam por prejudicar pequenas produtoras, como a nossa, algumas vezes até impedindo a participação nesses editais, retirando a possibilidade de novos artistas e realizadores terem a oportunidade de demonstrar seu trabalho e passarem a poder competir de igual com as grandes produtoras no futuro. Tendo em vista que a Lei de Incentivo à Cultura, principalmente após sua recente e benéfica reformulação, tem como foco dar a oportunidade a novos artistas e realizadores (principalmente aqueles fora do eixo Rio-São Paulo), entendemos que esse incentivo é a maneira mais viável de alcançar um dos nossos objetivos com o projeto: termos em mãos um filme de qualidade, para crescermos em experiência e portfolio, permitindo-nos, a partir desse incentivo inicial e vital, alcançarmos voos mais altos e sermos capazes de passar a competir com produtoras maiores em outros editais públicos ou por outros patrocínios públicos e privados e, quem sabe, podermos, a longo prazo, depender cada vez menos do incentivo estatal para realizar outras obras, contribuindo para uma maior independência do cinema nacional e para a construção de uma indústria forte e autossuficiente. Diante de tudo o que foi exposto, a Lei de Incentivo à Cultura se encaixa em nossos esforços para alcançar o objetivo principal: levar a importante narrativa polissêmica contida na obra para a sociedade brasileira, além de fortalecer o cinema nacional, ao trazer uma narrativa diferente, com uma temática não muito comum no audiovisual brasileiro, mostrando que o cinema no Brasil deve ser plural, também, em seus gêneros e conteúdos. Dadas as características intrínsecas da Lei de Incentivo à Cultura, entendemos que a modalidade de financiamento proposta pela lei em questão é a que melhor se encaixa nos objetivos gerais e específicos do projeto. Uma vez que o filme tem por objetivo narrar uma história que foge um pouco das histórias comumente contadas no cinema nacional, mas mantendo-se fiel à linguagem cinematográfica universal com potencial de identificação com o grande público interno e externo - consequentemente, contendo grande potencial econômico e de valor agregado, além da possibilidade de expansão (uma série derivada da obra) -, achamos que as características de "Nebula" podem ser chamativas e interessantes para empresas privadas e públicas, bem como a pessoas físicas que tenham interesse em fomentar esse tipo de produção cinematográfica no país. Assim, dentro do que foi exposto acima, o projeto aqui apresentado se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; - a disponibilização da obra para download na internet, gratuitamente ou a preços módicos, ampliará o acesso à obra. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; - o projeto, ao apostar em uma narrativa de ficção científica, negligenciada pelos meios de fomento ao audiovisual, ajuda a florescer o modo de criar e se pensar o cinema, ampliando a aceitação de novos gêneros, estilos e conteúdo ao mainstream do cinema nacional. VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; - a obra em questão fornecerá não apenas entretenimento com características de identificação universais por parte do espectador, mas também será uma fonte de conhecimento, cultura e memória para o espectador brasileiro. Dadas as características do projeto "Nebula", entendemos que os objetivos alcançados com base no artigo 3º da Lei 8313/91 são: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;
Carreira do projeto O projeto "Nebula" nasceu como um projeto de desenvolvimento para série em TV. Todo o universo e personagens vistos no roteiro do curta-metragem aqui apresentado foram criados para serem explorados em uma narrativa de série. Em 2016, durante o Workshop “Séries de Televisão”, com a escritora (autora do livro "Como escrever séries"), roteirista e consultora de roteiro Sônia Rodrigues, o projeto de série “Nebula”, apresentado no curso, foi selecionado pela preletora para uma rodada de negócios no canal americano ABC, em Los Angeles. Sônia Rodrigues rodou o Brasil dando workshops e selecionando projetos. "Nebula" foi o único projeto de Minas Gerais selecionado, juntamente com outros 9 projetos de outras regiões do país para irem para a rodada de negócios, por meio da empresa Wise Entertainment. Na ocasião da escolha do projeto, Sônia Rodrigues afirmou que poucos projetos dessa natureza existiam no país, que não era um tipo de narrativa explorada no Brasil - o que coaduna com um dos objetivos do projeto, que é incorporar esse tipo de narrativa ao cinema nacional. Apesar do projeto não ter sido escolhido pelos executivos do canal ABC, o parecer dado foi positivo, uma vez que alegaram que, apesar da qualidade do projeto, ele é muito focado no gênero de ficção científica, o que foge da grade de programação do canal. Mas sugeriram buscar canais especializados em ficção científica ou outros canais que possam se interessar por uma boa história dentro deste gênero. Assim, dado essa "carreira" do projeto, entendemos que há um grande potencial de exploração da narrativa do universo de "Nebula", tanto como curta-metragem, no formato aqui apresentado, quanto como série para TV a ser desenvolvida. Acreditamos, então, que com a oportunidade de podermos realizar a produção do curta-metragem e usá-lo como piloto para a série, teremos um poder maior de penetração e convencimento nos grandes canais de televisão ou empresas de streaming produtoras de conteúdo, fazendo com que "Nebula" tenha uma vida para além do curta-metragem aqui proposto e sua carreira nos cinemas, além de a Lei de Incentivo à Cultura honrar com um dos seus principais objetivos: apostar em novos talentos e dar oportunidade de crescimento a novos artistas. Local de realização Apesar da empresa proponente Catavento Filmes estar sediada em Juiz de Fora (MG), o projeto será executado em Belo Horizonte (MG), uma vez que a estrutura que a cidade oferece em termos de serviços ligados ao audiovisual é mais completa. Mas a contrapartida social será realizada em uma escola pública de Juiz de Fora (MG).
CURTA METRAGEM - NEBULA (PRODUTO PRINCIPAL) O projeto "Nébula" é um curta-metragem, de aproximadamente 15 minutos de duração, que, além de apresentar uma proposta com a narrativa clássica de um filme (com começo, meio e fim bem definidos), poderá funcionar como um episódio piloto de uma série para a TV, a ser desenvolvida posteriormente, aproveitando o mesmo universo e alguns dos personagens da obra. O filme será todo filmado com câmeras digitais profissionais com resolução 4K de cinema, para obter melhor resultado. Tanto a mixagem do som, quanto a finalização e saída do formato final do filme, serão feitas com o padrão exigido pelas projeções das salas de cinemas comerciais, como por exemplo, canais 5.1 para o áudio e formato DCP (Digital Cinema Package). No segundo momento de distribuição via online da obra, o formato disponibilizado será com saída de extensão .MOV, que poderá ser acessado pelo usuário em plataformas de streaming, mediante pagamento pelo serviço. O mesmo arquivo, com as mesmas especificações técnicas ou com outras exigidas, será oferecido para as TVs públicas para a exibição gratuita. O produto final passará a fazer parte do projeto maior de desenvolvimento de série da proponente, a ser apresentada futuramente a canais de televisão ou empresas de serviços de streaming produtoras de conteúdo. CONTRAPARTIDA SOCIAL (PRODUTO SECUNDÁRIO) Como contrapartida social do projeto "Nebula", a proponente irá organizar, em uma escola pública ainda a ser escolhida, uma exibição do filme, acompanhada de uma palestra para alunos do segundo grau, a partir dos 16 anos de idade. A ideia é discutir alguns aspectos do filme, explicar aos alunos como algumas das cenas foram gravadas e elucidar como um filme é feito, etapa por etapa. Mas o principal é explicar as diferentes funções que existem no audiovisual e que são impreencindíveis para se fazer um filme, desde o diretor até o eletricista. A ideia é mostrar as possibilidades de carreira dentro do cinema, não só as mais prestigiadas e conhecidas, mas as que são, muitas vezes, incorretamente pouco reconhecidas e valorizadas. Assim, ao falar para jovens em início de formação profissional, a palestra visa mostrar todo o universo de profissões que o audiovisual proporciona, alimentando o sonho desses jovens em ter uma carreira profissional sólida e bem sucedida trabalhando com arte, mostrando que é possível trabalhar com cinema no Brasil. Além, disso, as palestras têm por objetivo fomentar o cinema brasileiro ao tentar trazer novos trabalhadores ao ramo do audiovisual, às vezes carente de profissionais especializados. Para alcançar melhores resultados, as palestras serão ministradas para grupos menores de alunos: 2 grupos de 30 alunos, totalizando 60 beneficiados. O média metragem "Nebula" que será exibido tem duração de 15 minutos, e a palestra tem previsão de durar mais uma hora. Portanto, a duração de cada evento será de 1h15 a 1h30. A escola pública a ser escolhida para a realização das palestras deverá estar sediada no município de Juiz de Fora (MG), endereço da proponente.
Em se tratando de um curta-metragem para exibição em cinemas, institutos culturais e mostras audiovisuais, a acessibilidade física dos locais de exibição ficam a cargo dos organizadores desses espaços e eventos, que devem seguir a legislação vigente para essa questão. Caso estes não possuam acessibilidade, o proponente irá adotar, mediante investimento próprio, as medidas dispostas no art. 27, inciso II, do Decreto 5.761, de 27 de abril de 2006, e na Instrução Normativa vigente. Serão elas: rampas de acesso, vagas reservadas, entre outras. Quanto ao conteúdo, a obra contará com legendagem descritiva ou Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE), para que as pessoas com essas necessidades específicas possam usufruir da obra e serem imersas em seu universo narrativo, uma vez que a proposta faz extenso uso de elementos do audiovisual, principalmente, efeitos sonoros, música, sons do ambiente, silêncios significativos e aspectos paralinguísticos do discurso perceptíveis pela entonação ou pela emissão de sons não verbais. Ainda no universo dos surdos e ensurdecidos, a obra contará com tradução para a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, para ampliar ainda mais o total entendimento e imersão da historia a ser contada. No que se refere às pessoas com necessidades específicas na área visual, a obra contará, ainda, com audiodescrição, contendo descrições das ações, linguagem corporal, estados emocionais, ambientação, figurinos, caracterização de personagens, para inserir o espectador com essas necessidades do rico universo da trama.
O projeto "Nebula", sendo um curta-metragem, fica impossibilitado em fazer uma ampla carreira de exibição nos cinemas. Porém, tendo em vista que a produtora proponente participou de dois longa metragens ("Bonifácio - O Fundador do Brasil" e "Milagre"), ambos com distribuição independente em grandes redes de cinema, entendemos possuir conhecimento para realizar a exibição da obra em um grande cinema de São Paulo, em uma sessão única. Essa sessão permitirá que o grande público, de todas as classes sociais, tenham acesso ao filme (vide o Plano de Distribuição), além de auxiliar na divulgação e posterior distribuição por outros meios. Assim sendo, a estratégia é realizar a estreia do filme, em sessão única, na cidade de São Paulo. A escolha da cidade se deve à visibilidade que a obra ganhará sendo lançada na capital paulista. Posto isso, seguem os cálculos referentes à distribuição da obra no cinema. O exemplo abaixo se refere a uma única sala, na sessão única de estreia. Total de poltronas por sala/ingressos = 200 ingressos - 20% distribuição gratuita com caráter social = 40 ingressos - 10% distribuição para patrocinadores = 20 ingressos - 10% distribuição para divulgação = 20 ingressos Total de ingressos distribuídos gratuitamente = 80 ingressos Total de ingressos aptos a serem comercializados = 120 ingressos - Ingressos comercializados valor do proponente (metade meia entrada) no valor inteiro de R$20,00 = 100 ingressos - Ingressos comercializados preço popular (metade meia entrada) no valor inteiro de R$10,00 = 20 ingressos TOTAL ARRECADADO (variante de acordo com as meias entradas) = De R$ 1.100,00 a R$ 2.200,00 Para ampliar o acesso, após sua carreira nos cinemas, o filme será exibido em eventos extra cinema, que consiste em exibições organizadas por instituições gratuitas, como a rede CEU em São Paulo, SESC em todo o Brasil, além de diversas universidades e centros culturais. Assim, uma parte da população que não tem acesso às grandes salas de cinema poderá assistir a obra gratuitamente. Além dessas exibições, o filme também terá uma vida profícua em festivais de cinema em todo o país, que além de exibirem o filme para um público especializado, muitas vezes fazem exibições em praças públicas, como é o caso do Festival de Cinema de Tiradentes, para citar um exemplo. Nesses casos, a proponente abre mão de quaisquer lucros com a exibição do filme, sendo feita pelos realizadores sem ônus algum. Para conseguir alcançar parte da população que, porventura, não tenha sido contemplada na sessão de estreia e nem em mostras e festivais, a obra será disponibilizada na internet para download pelo preço de R$30,00. Porém, para manter as porcentagens estabelecidas na democratização de acesso, criaremos um primeiro "lote" com 200 cotas para download. Uma vez tendo sido efetuada a venda do primeiro lote, abriremos um segundo lote, com as porcentagens destinadas à democratização de acesso renovadas, repetindo-se a cada 200 cotas vendidas os mesmo valores (porém, sem que o lucro gerado ultrapassasse o total do projeto, como exige a Instrução Normativa vigente), como exemplificado abaixo: Total de cotas por lote = 200 cotas - 20% distribuição gratuita com caráter social (mediante apresentação do cartão Vale-cultura) = 40 cotas - 5% distribuição para patrocinadores = 20 cotas - 5% distribuição para divulgação = 20 cotas Total de cotas distribuídas gratuitamente = 80 cotas Total de cotas aptas a serem comercializadas = 120 cotas - Cotas comercializadas com valor inteiro de R$30,00 = 100 cotas - Cotas comercializadas com preço popular de R$15,00 = 20 cotas TOTAL ARRECADADO POR LOTE: 100 cotas X R$30,00 = R$3.000,00 + 20 cotas X R$15,00 = R$ 300,00 = R$ 3.300,00 Após o tempo de venda online, o filme será oferecido a canais públicos de TV, como TV Cultura, TV Brasil e Rede Minas. Nesses casos, a proponente abre mão de quaisquer lucros com a exibição do filme, sendo feita pelos exibidores sem ônus algum. Assim sendo, diante do que aqui foi exposto sobre o cenário previsto para a distribuição da obra, a empresa proponente receberá, aproximadamente, o equivalente a R$ 5.500,00, valor abaixo do custo total do projeto, como exige a Instrução Normativa Nº 2, de 23 de Abril de 2019.
A Catavento Filmes é a produtora de cinema que será a responsável pela execução do projeto em todas as suas fases. Essa responsabilidade na condução do projeto se dará por meio da coordenação e supervisão dos serviços dos profissionais capacitados contratados para cada uma das etapas, bem como pela participação direta de seus sócios em algumas funções, como resumido abaixo: PRÉ-PRODUÇÃO Na etapa de preparação, a Catavento Filmes irá contratar os serviços de um produtor que auxiliará nas demandas preparatórias do projeto, incluindo a arrecadação de verbas e patrocínios. Juntamente com o diretor, Filipe Storck, e o roteirista, Filipe Delage, ambos sócios da empresa, o produtor fará a análise e apresentação de notas sobre o roteiro, visando a viabilidade de produção, para em seguida o roteirista realizar novo tratamento do roteiro com base nessas notas. Na pré-produção em si, para cada uma das etapas, profissionais ou empresas especializadas serão contratadas para realizar essas tarefas, sempre coordenadas e supervisionadas pelo diretor e roteirista, representantes da produtora proponente. PRODUÇÃO Como já dito, a responsabilidade da direção do filme será de Filipe Storck, sócio da Catavento Filmes, produtora proponente. Assim, durante toda a etapa de produção, é ele que coordenará todas as atividades, auxiliando e supervisionando os profissionais a serem contratados para a realização dessa etapa. PÓS-PRODUÇÃO Dado a experiência do diretor Filipe Storck com pós-produção (vide currículo abaixo), ele também será o responsável pela montagem, tratamento e finalização, com o auxílio de profissionais que se fizerem necessários nessas etapas. A edição de aúdio, trilhas e efeitos, serão supervisionadas também por ele, enquanto diretor da obra. Seguem abaixo o currículo resumido dos dois sócios integrantes da Catavento Filmes que assumirão a coordenação e supervisão do projeto: FILIPE C. STORCK - DIRETOR Graduado em Artes Visuais com Habilitação em Cinema de Animação, inicia sua atuação no mercado audiovisual em 2009 trabalhando em seu filme de conclusão de curso, “Passado Presente”, animação em stopmotion que participou de festivais como o Festival de cinema de Ouro Preto, I Festival Internacional Brasil Stopmotion, vencedor na categoria melhor stopmotion mineiro no 10º MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação e festivais internacionais como o CinéRail na França. Histórico de Projetos 2019 - Montagem do longa-metragem documentário "Milagre" (2019), de Mauro Ventura, exibido em cinemas em todo o Brasil. - Montagem do longa-metragem documentário "Heróis do Rio de Janeiro" (2019). 2017 - Montagem do longa-metragem documentário “O Fundador do Brasil” (2017), de Mauro Ventura, exibido em cinemas em todo o Brasil. - Filmagem e montagem do curta-metragem “Maria Helena Andrés: vida e obra” (2017), documentário selecionado no Edital - Fundo Estadual de Cultura - FEC 01/2015. 2016 – Filmagem e montagem do curta-metragem "Inventário-Inventório - Lendas Da Capital Mineira" (2016), da diretora Mírian Rolin. 2015 - Trabalha na edição do curta-metragem "Bili com limão verde na mão" (2015), do diretor Rafael Conde. 2014 - Trabalha na direção e edição de som do curta-metragem em animação “Toque da Alvorada” (2014), selecionado no edital Curta Animação 2013: resíduos sólidos em um minuto, uma parceria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC). - Assume a coordenação adjunta do Projeto de Pesquisa INNOVATIO (Laboratório de Artes de Tecnologias para a Educação) - Universidade Federal de Minas Gerais. 2013 - Trabalha na direção geral do videoclipe em animação "Desequilíbrio" (2013), da banda pernambucana Eddie, produzido para o Conexão Animações 2013. 2012 - Trabalha na coprodução e edição do curta-metragem em animação "Valquíria" (2012), animação em stopmotion, vencedor na categoria de melhor curta de animação no 45º Festival de Brasília e melhor stopmotion do Brasil no II Festival Internacional Brasil Stopmotion. 2011 - Trabalha na coprodução e história original do curta-metragem em animação “2004”, animação em 2D digital, que participou de festivais como: 19º Anima Mundi, 44º Festival de Cinema de Brasília; venceu na categoria de Melhor Roteiro no 3º Festival de Cinema de Petrópolis; 12ª Festival de Cinema de Animação de Lisboa. FILIPE G. A. DELAGE - ROTEIRISTA Graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Possui Pós-graduação em Imagem e Comunicação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – São Paulo. Cursos Relevantes 2015 – Workshop “Séries de Televisão”, com a escritora, roteirista e consultora de roteiro Sônia Rodrigues. O projeto de série “Nebula”, apresentado no curso, foi selecionado pela preletora para uma rodada de negócios no canal americano ABC, em Los Angeles. Participação em Eventos 2016 – Participação na “Minas Gerais Audiovisual Expo (MAX)”, onde o projeto de obra de ficção “Antes que Amanheça”, de sua autoria, foi apresentado à distribuidora Vitrine Filmes, que demonstrou grande entusiasmo pelo projeto, incluindo um contrato de distribuição para o longa. Histórico de Projetos Inicia sua atuação no mercado Audiovisual em 2009 atuando como roteirista do curta-metragem em animação “Passado Presente” (2009), animação em stopmotion, que participou de festivais como o Festival de cinema de Ouro Preto, I Festival Internacional Brasil Stopmotion, vencedor na categoria melhor stopmotion mineiro no 10º MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação e festivais internacionais como o CinéRail na França. 2016 – Roteirista do Curta-Metragem "O minhocuçu é o nosso bem: homens, mulheres e o cerrado mineiro" produzido em parceria com do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais. 2015 – Roteirista do curta-metragem em animação “Toque da Alvorada” (2015), selecionado no edital Curta Animação 2013: resíduos sólidos em um minuto, uma parceria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC). 2014 – Roteirista do curta-metragem “A Pontinha e o Pequi” produzido em parceria com o "Projeto Pequi" do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais. 2013 – Roteirista do videoclipe em animação "Desequilíbrio" (2013), da banda pernambucana Eddie, produzido para o edital Conexão Animações 2013. 2012 – Atua como colaborador no roteiro do curta-metragem em animação "Valquíria" (2012), animação em stopmotion, vencedor na categoria de melhor curta de animação no 45º Festival de Brasília e melhor stopmotion do Brasil no II Festival Internacional Brasil Stopmotion. 2011 – Atua como colaborador no roteiro do curta-metragem em animação “2004” (2011), animação em 2D digital, que participou de festivais como: 19º Anima Mundi, 44º Festival de Cinema de Brasília; venceu na categoria de Melhor Roteiro no 3º Festival de Cinema de Petrópolis; 12ª Festival de Cinema de Animação de Lisboa. 2009 – Atua como Roteirista colaborador do curta-metragem em animação “Passado Presente” (2009), animação em stopmotion, que participou de festivais como o Festival de cinema de Ouro Preto, I Festival Internacional Brasil Stopmotion, vencedor na categoria melhor stopmotion mineiro no 10º MUMIA – Mostra Udigrudi Mundial de Animação e festivais internacionais como o CinéRail na França.
Comprovação Financeira do Projeto em Análise