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O projeto consiste em dar continuidade ao resgate, valorização e difusão da cultura da arte urbana em suas múltiplas expressões e atividades, com o objetivo de articular artistas, coletivos e fazedores culturais das comunidades e de outras localidades, constituindo-se como um espaço de conexão e criação por meio da instauração de galerias de arte ao ar livre em favelas de 2 cidades do NORDESTE BRASILEIRO para exposições de artes visuais de diversas categorias como: grafite, fotografia, pintura, xilogravura entre outros. As galerias seguem uma proposta de mobiliário urbano artístico, totalmente integradas à paisagem de cada comunidade, e contarão com uma programação cultural plural.
OBJETIVO GERAL Promover exposição de artes visuais e urbanas ao ar livre em favelas do nordeste brasileiro, no intuito de estabelecer ambientes de conexões, compartilhamento, aprendizagem, co-criação e produção de artistas, coletivos e fazedores culturais. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Construir duas estruturas, do estilo parklets, para instaurar 2 galerias de arte urbana ao ar livre em favelas de 2 estados do Nordeste, a saber: Recife e João Pessoa - Realizar 2 (duas) exposições de arte visual em cada favela, com duração de 5 (cinco) meses, no total. - Realizar programação cultural (exposição combinada com oficina, roda de conversa e evento artístico musical) durante 5 meses em cada favela, com 3 (três) atividades mensais, alinhadas com o eixo do projeto: uma oficina de capacitação artística, um encontro ou roda de conversa e um evento artístico musical. - Promover 10 (dez) intercâmbios culturais entre os diferentes os artistas locais de cada favela, onde um interage com o espaço e arte do outro promovendo a troca de saberes.
É notória a diversidade cultural que se desenvolveu no nordeste brasileiro, visto que, tem hábitos próprios com relação ao mundo e às manifestações culturais, onde as que mais se destacam na região são: festas juninas, Reisado, poesia popular, artesanato, capoeira, frevo, culinária e religiões afro-brasileiras. A proponente sabe que há falta de acesso e oportunidade e aos direitos sociais e culturais, à vez e voz. Sendo assim, a proposta é dar continuidade ao projeto iniciado em outros estados valorizando a produção cultural da favela nordestina e gerando visibilidade e oportunidade de conexão e transformação para seus moradores, elegendo prioritariamente a linguagem das artes visuais, uma vez que, entre as expressões artísticas de origem popular, esta ainda é pouco valorizada. Dessa forma, permitirá que o grafite, a arte naif, a xilogravura, os bordados, a foto-pintura e a fotografia retratem e invadam os espaços públicos e abertos, incorporando sem cerimônia a paisagem urbana da favela que o cerca. Adota-se como estratégia a instauração de galerias de arte urbana ao ar livre, seguindo uma proposta de mobiliário urbano artístico, a fim de integrar não só a arte ao território da favela, como os artistas da região ao público transeunte. O projeto privilegia a produção artística local ao mesmo tempo em que pretende promover o intercâmbio com artistas de outras localidades. A fim de ampliar as perspectivas e possibilidades de criação artística, insere uma programação cultural com múltiplas expressões e atividades articuladas em três eixos: aprender - oferecendo oficinas de capacitação artística; colaborar - promovendo encontros e conexões entre atores diversos, e criar _ através de exposição de arte, eventos e apresentações culturais. É importante destacar que a seleção dos estados foi realizada seguindo o critério de descentralização territorial e valorização do nordeste do Brasil em situação de desvantagem no aporte de atividades culturais da natureza do projeto. Pretende-se assim, contribuir para o aumento da produção, difusão, acesso da população às artes, suprindo a ausência de ações sistemáticas de valorização das artes e da cultura nordestina brasileira das favelas e periferias das cidades fora do eixo do sudeste, bem como de formação do gosto para apreciação destas manifestações artísticas. A proponente, Central Única das Favelas do Rio de Janeiro _ CUFA, uma organização sem fins lucrativos que atua há 20 anos em projetos de inclusão social por meio de iniciativas de caráter educacional, cultural, recreativo, desportivo e de promoção da cidadania em favelas e periferias de todo Brasil. Atualmente, está presente nos 27 estados do Brasil e em 17 países, agindo como um pólo de produção cultural e prática desportiva. Essa pluralidade cultural fará com que as galerias se constituam em verdadeiros espaços culturais - HUBs para reunir artistas que compartilham e criam experiências inovadoras e transformadoras, que de certa forma irão impactar a comunidade trazendo benefícios tanto pros dias atuais quanto para o futuro. No aspecto da inovação, a ideia é promover a ruptura de paradigmas proporcionando um impacto positivo na qualidade de vida e no desenvolvimento humano. A inovação ligada à arte, cultura, modo de ver, viver e se relacionar, em conexão. O projeto se enquadra no art. 1º da Lei 8.313/91 nos seguintes incisos: ... II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; ... V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; ... IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também se enquadra no art. 3º da lei supramencionada para cumprir as finalidades expressas aqui e aos objetivos nos incisos a seguir: ... c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. Para realização do projeto se faz necessária sua aprovação, possibilitando ao patrocinador não somente, os incentivos fiscais e o fortalecimento da parceria público-privado, mas também, a participação no desenvolvimento das periferias do nordeste do Brasil por meio da cultura.
Como medida de compreensão do projeto para as pessoas com deficiência, as atividades terão a participação de um intérprete de libras. Conforme os termos do art. 23 da Lei n° 10.741, de 1° de 2003, e do art. 46 do Decreto n° 3.298, de 20 de dezembro de 1999, a instalação terá acessibilidade para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosas, permitindo a circulação pela exposição e todas as atividades culturais, ofertadas gratuitamente ao público. Para promover o acesso ao contéudo da exposição às pessoas com deficiência visual serão implantados software com sintetizadores de voz ou aplicativos nos computadores e/ou celulares, no local.
O projeto prevê um público estimado em 62.200 pessoas, de todas as faixas etárias e em complemento, às ações de ampliação de acesso o proponente atenderá ao art. 21 da IN 02/2019, nos seguintes incisos: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art . 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. Cabe informar que, as medidas acima citadas atenderão a todos os produtos descritos no plano de distribuição e a estratégia para tornar o projeto mais amplo e demócrático se dará pelas articulações locais com a comunidade e seus artistas.
A atividade de gestão do projeto será exercida pela proponente representada por seu Diretor Executivo, WELLINGTON GALDINO Coordenação Técnica - WELLINGTON GALDINO Coordenação Geral - ELAINE CACCAVO Curadoria - CELSO ATHAYDE Produtor Executivo - VANESSA LOMONTE Prestação de Contas - SIMONE DOS ANJOS SOARES Assistente Administrativo - ALESSANDRA SANTOS Produtores / Consultores e Oficineiros locais – a contratar CURRÍCULOS ELAINE CACCAVO - COORDENAÇÃO GERAL Cria da Favela, é diretora executiva da CUFA – Central Única das Favelas há mais de 10 anos. Formada em marketing e pós-graduada em gestão de pessoas. Em seu trabalho na CUFA, aprimorou sua visão estratégica e comercial alinhada à responsabilidade social, fortemente presente em todos os projetos que realizou. Atualmente, juntando todo esse know-how, assume a direção de produção da InFavela, empresa do grupo Favela Holding, que é a primeira agência de live marketing especializada no território de Favela. Acumula uma bagagem de peso na área de eventos e produções audiovisuais. Uma trajetória de produções diversas, seja nos territórios de favela/ periferia, ou em espaços consagrados como Copacabana Palace, Teatro Municipal e outros Centros Culturais pelo país afora e no exterior. Sempre liderando uma equipe para tirar do papel projetos grandiosos como a Taça das Favelas, Aglomerado (TV Brasil), Prêmio Anu, Prêmio Hutuz, Rock In Rio Social (parceria CUFA, Globo Rio e Rock In Rio), FLC (Festival de Lutas da CUFA), comerciais para Rede Globo, entre outros. Produziu ainda o evento internacional CUFA Global em Nova York. Além desses projetos, produziu por cinco anos a Convenção de vendas da GSK - Glaxosmithkline. Em 2018, realizou a coordenação de produção da meia maratona da OAB, e as ativações da UBER no carnaval e UBER Verão. WELLINTON GALDINO – COORDENAÇÃO TÉCNICA Galdino é rapper, morador da favela de Acari, produtor, fotógrafo, editor, designer e diretor da CUFA. Se especializou na Fundação Dom Cabral, e viveu um período em Portugal, onde conheceu a realidade de favelas de outras partes do mundo. Ao longo de sua trajetória na CUFA realizou diversos projetos cuidando principalmente da montagem e estrutura de grandes eventos como o Viradão Esportivo, Festival de Lutas da CUFA, Cine Cufa e Semana Global da CUFA em NY. CELSO ATHAYDE - CURADORIA Celso Athayde é um produtor cultural e ativista social brasileiro, especializado em favelas e periferias. Nasceu na Baixada Fluminense, onde viveu até os sete anos. Aos 16, já havia morado em três favelas, em abrigos públicos e na rua. Foi criado na favela do Sapo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Autodidata, Celso é autor três bestsellers, e co-autor dos livros Falcão - Mulheres do Tráfico (2007), Falcão - Meninos do Tráfico e Cabeça de Porco, sendo os dois primeiros com o rapper MV Bill e, o último, com o sociólogo Luiz Eduardo Soares. Seu quarto livro é O Manual dos Basqueteiros, a primeira publicação de basquete de rua que se tem notícia. Celso Athayde viu no surgimento do movimento Hip Hop uma forma de arte que refletia a realidade que ele conhecia tão bem; organizava Bailes Charme e passou a trabalhar com os novos talentos do Hip Hop como Racionais Mc’s e MV Bill e Nega Gizza. Tornou-se produtor do maior evento de Hip Hop realizado no Brasil, o Hutúz. A parceria com MV Bill e Gizza resultou na fundação da Central Única das Favelas - CUFA, organização, a maior organização não governamental focada nas favelas do Brasil e presente em todos os estados brasileiros e em mais de 17 países; na criação da Favela holding, a primeira holding social que se tem notícia e do Data Favela, o instituto de pesquisa e estratégias de negócios especializado na realidade das favelas brasileiras. Sob a criação de Celso Athayde está também a Liga Internacional de Basquete de Rua (LIIBRA), evento internacional que acontece em 12 países e nos 27 estados da federação; o CineCufa, um festival de cinema internacional de produções audiovisuais realizadas por moradores de favelas; o BRADAN, festival brasileiro de break, e o Rap Popular Brasileiro (RPB), festival nacional de música rap, que tem como objetivo criar um diálogo entre o rap e as músicas regionais. Em suas descobertas artísticas, Celso também dirigiu e produziu o documentário Falcão Meninos do Tráfico, co-dirigido por MV Bill, um filme que se tornou referência e mudou o olhar da sociedade sobre o tema educação e segurança pública. Além desses, Celso dirigiu também outros filmes como Três da Madruga, Di Menor e Soldado do Morro. Celso Athayde foi diretor geral responsável pelo programa de televisão Aglomerado, da TV Brasil, desempenhando o papel de curadoria artística e produção geral. Idealizou a Semana Global da CUFA, em Nova York nos Estados Unidos, realizando a curadoria e produção de 21 eventos em 7 dias. Uma programação extensa que levou a arte brasileira, favelada e periférica através de exposição de fotografia e grafite, palestras. shows e atividades artísticas. Outros projetos desenvolvidos: Dezembro de 2000 foi o diretor do clipe "Soldado do Morro" do rapper MV Bill; Diretor do clipe "Soldado Morto" do rapper MV Bill (clipe trailler do documentário Falcão); Direção e produção do documentário "Chapa Quente"; Idealização e direção do Documentário "Dí Menor", que mostra o universo do trabalho infantil no tráfico de drogas, através de depoimentos que retratam a visão das crianças sobre o mundo do qual fazem parte (duração de 52 minutos); Diretor e organizador do documentário de 90 minutos "Falcão" (Não Dorme), em que mostra a realidade de jovens envolvidos e escravizados pelo tráfico de drogas; Escreveu, junto com o rapper MV Bill, e o antropólogo e ex-secretário de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares o livro CABEÇA DE PORCO, lançado pela Editora Objetiva. O livro reúne uma longa pesquisa que Bill e Celso realizaram sobre jovens envolvidos com o crime e um conjunto de pesquisas e registros etnográficos conduzidos por Luiz Eduardo nos últimos sete anos sobre juventude, violência e política. O livro está em sua 3ª edição e entre os livros mais vendidos do país; Escreveu, ainda com MV Bill, os livros FALCÃO –MENINOS DO TRÁFICO e FALCÃO – MULHERES E O TRÁFICO, editados pela Editora Objetiva. Atividades político-sociais Desenvolvidas Fundador do PPPOMAR – primeiro partido político brasileiros de negros; Março de 2004, tornou-se Coordenador nacional da Frente Brasileira de Hip Hop cujo papel é o de discutir com o Governo Federal as prioridades e as possibilidades de se implementar políticas públicas em benefício das comunidades e enviá-las para os Ministérios; Julho de 2000, lançamento da Campanha "Mãe, Desarme o Seu Filho". Atividades desenvolvidas coordenando a CUFA Em 2003, idealizou o primeiro festival de Cinema de Hip Hop no Brasil, o Hutúz Filme Festival, projeto que tenciona aproximar os jovens negros do cinema e reforçar a auto-estima pela sua estética, através de curtas, longas e videoclipes nacionais e estrangeiros sobre o gênero; Criou o Curso de audiovisual comunitário, projeto que passou a fazer parte da CUFA e cujo certificado de conclusão é emitido pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro; Idealizador e realizador do Hutúz, considerado o maior e mais representativo festival da cultura hip hop no Brasil e na América Latina e composto por uma vasta programação de atividades: Prêmio Hutúz (para homenagear os destaques deste cenário nos campos musical, audiovisual, social e artístico), Hutúz Filme Festival, Seminário Hutúz, Hutúz Basquete de Rua e Hutúz Rap Festival, com Batalha de MC´s, DJ's e b.boys, Intervenção e Exposição de Graffiti, Palco Principal para shows com grupos de Rap consagrados e Palco Alternativo para grupos iniciante, Espaço Underground e Mercado Alternativo. Este ano, o evento irá para sua 6ª edição; Idealização e realização do Prêmio Hutúz, premiação nacional de Hip Hop, que existe desde o ano de 2000 e que em 2005 vai para a sua 6º edição; Idealizou o primeiro Festival de Cinema Internacional de Hip Hop no Brasil, que se trata de projeto que tenciona aproximar os jovens negros do cinema e reforçar a auto estima pela sua estética; Idealizador do Projeto Hip Hop Comunitário, em parceria com a Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Capacitação dos guardas municipais da Guarda Comunitária para o desenvolvimento da cultura, junto aos jovens das comunidades atendidas de forma a proporcionar o engajamento dos jovens em atividades culturais de seus interesses e a melhoria da percepção dos guardas no que é relativo à cultura desenvolvida pela comunidade.
PROJETO ARQUIVADO.