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PRONAC 191334Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Batucadas Brasileiras, Jovens Urbanos

Instituto Solidariedade e Cultura
Solicitado
R$ 986,5 mil
Aprovado
R$ 986,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
19

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2019-07-31
Término
2022-12-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O projeto tem por finalidade o ensino e a capacitação profissional de jovens alunos da rede pública de ensino na arte da percussão e da música, e em serigrafia e grafite. Todos os jovens que o projeto beneficia cursam a escola pública, estão na faixa etária de 14 a 25 anos e são residentes de comunidades de baixa renda, em nossa cidade.

Sinopse

ATIVIDADES 1 – Escola de Percussão Batucadas Brasileiras A escola objetiva ser o espaço da construção de uma dinâmica de capacitação na arte da percussão fundamentada na valorização do ensino da música e do aperfeiçoamento social do trabalho. A dimensão politicamente inovadora desta proposta está em conceber cada jovem como sujeito ativo e criativo do seu próprio desenvolvimento com o objetivo maior da atividade produtiva. Voltado para o ensino da música e da cultura brasileiras, o projeto se configura um conjunto de oficinas, workshops, aulas de percussão e de ritmos do Brasil, teoria e percepção musical, ritmos universais, cidadania e história da cultura brasileira, visando a profissionalização dos jovens como músicos-percussionistas, ressaltando a função social da cultura do ponto de vista da sua democratização e resgate da autoestima da juventude. Público alvo: 120 jovens da rede pública de ensino, moradores de comunidades de baixa renda. 2 – Oficinas de Serigrafia e Grafite Uma oficina de serigrafia para ensinar a técnica do silk-screen aos jovens das comunidades da Zona Portuária e adjacências, tendo por objetivo mobilizar os jovens alunos para uma ação de empreendedorismo coletivo no sentido de criar uma marca bem carioca de produtos de consumo responsável: camisetas, bonés, cangas femininas, bolsas, brindes, acessórios e outros artigos sobre a cultura brasileira, mais especificamente a do Rio de Janeiro. A iniciativa visa mobilizar os esforços necessários para agenciar a criação de uma ação cultural da memória do Samba como elemento da identidade brasileira, que tenha a Instituição Patrocinadora como parceira e impulsionadora da ideia, gerando trabalho e renda cooperativada. A ideia é criar uma estamparia sobre o Rio de Janeiro e a sua cultura, estendendo as imagens locais que representam a cidade para uma visão mais ampla no Brasil, indo de encontro ao público consumidor. Outra ideia é integrar a arte do Grafite à Campanha de Responsabilidade Social do projeto, solicitando às Prefeituras do Município e do Estado a concessão de espaços para a exposição de pinturas pertinentes à cidadania, à democracia, à paz e à cultura brasileira, além influir nas comunidades do em torno da Zona Portuária. Público alvo: 40 jovens da rede pública de ensino, moradores de comunidades de baixa renda. 3 – Fóruns de Educação e Interculturalidade Os organizadores do projeto pretendem criar um espaço de reflexão e integração de várias instituições, grupos sociais, acadêmicos, universitários, artistas, jornalistas e personalidades com a realização do Fórum Educação e Interculturalidade. A finalidade é a composição de uma frente de discussão de vários temas de interesse público e privado, voltados para a educação, principalmente, tendo como foco a convivência diária da juventude carioca com a violência na cidade. Todos os módulos culturais e de empreendimentos expostos serão geradores de um conjunto de propostas que serão reunidas e publicadas e deverão funcionar com grande sinergia, contribuindo de maneira positiva para a discussão organizada sobre os problemas da educação e da juventude no Rio de Janeiro. A princípio, os temas são os seguintes: 1 – O Retrato Atual da Juventude Carioca; 2 – Zona Sul e Zona Norte: Duas Metades Separadas do Rio; 3 – Violência, Cultura e Educação na Cidade Maravilhosa; 4 – Por Uma Formação Transformadora e Libertária, a Música como Fator de Inclusão; 5 – O Samba Como Invenção da Identidade Brasileira; 6 – Brasil Negro e o Brasil Real (Reflexos na Educação). Serão 06 fóruns por ano. Cada um terá sua realização no Auditório do Museu de Arte do Rio, com a veiculação de anúncios na Rádio MPB-FM, um dia antes das realizações. 4 – Jornal Batucadas Brasileiras Lançado em 2006, o jornal Batucadas Brasileiras surgiu com o objetivo de difundir a cultura popular brasileira, mediante o compromisso da afirmação dos conceitos de educação, cidadania, direitos humanos e responsabilidade social, visando a construção de uma dinâmica para integrar a arte popular na dimensão da sua função social. Cultura inserida no inconsciente coletivo, diversa em ritmos e gêneros, a Música Popular Brasileira é incomparável como agente social de transformação. Na tentativa de atingir o público formador de opinião, o jornal pretende levar, com distribuição gratuita, ao consumidor de cultura, em locais de grande circulação, a programação do projeto, entrevistas com músicos, percussionistas, artistas e personalidades, as manifestações das comunidades tradicionais criativas da cidade e matérias sobre as iniciativas culturais que se tornaram referências de cidadania no Rio de Janeiro, multiplicando a percepção da importância do fortalecimento da responsabilidade social e da educação para o desenvolvimento sustentável. 5 – Site Batucadas Brasileiras, Jovens Urbanos Elaboração do site do projeto, cujo objetivo será organizar o mapeamento dos ritmos e das comunidades tradicionais criativas do Brasil que municiaram no passado a formação da nossa música popular, relacionando este mapeamento à identificação da Clave Brasileira, e ao processo de construção da nossa sociedade. A ideia é promover a interatividade de inúmeras comunidades, com a participação dos alunos das escolas públicas, dando a elas a visibilidade merecida com a sua presença física no site (congadas, maracatus, jongos, caxambus, folias, baterias de escolas de samba e outros ritmos de matriz africana), contribuindo para a formação intelectual da juventude na arte e no conhecimento da pesquisa integrada, de formação de textos e de interpretação da história, tendo os jovens alunos como principal ferramenta dessa interatividade, com a utilização das redes sociais postas em prática para uma aprendizagem orientada e diferenciada sobre a realidade brasileira. 6 – Vídeo Institucional Criação de um vídeo institucional com a participação dos músicos do projeto e de artistas convidados e outras personalidades que queiram dar o seu depoimento, apoiando a iniciativa da produção e, ainda, com diretores da Instituição Patrocinadora. O vídeo será impulsionado por partes nas redes sociais e enviado para os veículos de comunicação. O objetivo é associar a marca da Instituição Patrocinadora, junto aos órgãos de imprensa e ao público em geral, à realização de um projeto social que tem uma extraordinária capacidade de mobilização, baseado na transformação individual e coletiva, na integração social, na educação, na cidadania, no empreendedorismo e na celebração da diversidade. 6 – Facebook e Divulgação em Redes Página Batucadas Brasileiras no Facebook para estimular a interatividade dos alunos com eles mesmos, com as comunidades, as escolas públicas e o público em geral. Impulsionamento semanal nas redes sociais para a divulgação do projeto.

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS Levar e construir cidadania para as comunidades da Zona Portuária e adjacências (bairros da Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Morro da Providência e nos bairros do Catumbi, Estácio e Rio Comprido, nos Morros da Mineira, São Carlos, Querosene e Fogueteiro). Formar músicos-percussionistas através do desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e habilidades artísticas e culturais, preparando-os para a atuação performática com excelência no contexto dos múltiplos espaços culturais. Formar técnicos na atividade da serigrafia, lançando uma marca de camisetas e acessórios, gerando oportunidade de trabalho e renda para os jovens e uma forma de divulgação do projeto. Difundir e divulgar a cultura brasileira, mobilizando as comunidades beneficiadas em torno da solução dos seus problemas e as iniciativas pública e privada para o investimento em projetos identificados com a responsabilidade social. Possibilitar o conhecimento sobre o Brasil e a sociedade brasileira, através da história da música popular e das demais expressões artísticas do nosso país. Manter laços com os mais representativos músicos, instrumentistas e artistas da nossa música popular que contribuem para a difusão da música e vêm se destacando com uma produção musical de qualidade. Disseminar o conceito do projeto em vários bairros da cidade: Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Desenvolver os módulos que correspondem ao Programa de Formação e Capacitação de Jovens na Arte da Percussão do projeto. Entre eles estão: Teoria e Percepção Musical I, II, III e IV, Samba Enredo I e II, Percussão Nordestina I e II, Samba Carioca, Samba do Recôncavo, Percussão Brasileira I e II, Percussão Latina, Percussão Africana, Prática de Instrumentos I, II e III, Percussões e Programações Eletrônicas e Prática de Conjunto (Formação de Repertório) I, II, III, IV; (TODOS OS MÓDULOS CORRESPONDEM A 12 MESES DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO). Oferecer aos alunos o Módulo Especial de Aperfeiçoamento e Especialização em Técnicas para tocar 06 instrumentos de percussão: pandeiro, alfaia, surdo, caixa, congas e cuíca; (O MÓDULO DE APERFEIÇOAMENTO INSTRUMENTAL EQUIVALES A 03 MESES DE CAPACITAÇÃO). Criar uma oficina de serigrafia para ensinar a técnica do silk-screen aos jovens das comunidades da Zona Portuária tendo a capacidade de mobilizar membros da comunidade para uma ação de empreendedorismo coletivo; (A OFICINA DE SERIGRAFIA EQUIVALE A 12 MESES DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO). Criar uma oficina de grafite para ensinar a técnica da arte de rua para os jovens alunos com o objetivo de promover uma campanha pela Cultura da Paz, da Não-Violência e Cidadania, e em memória do Samba, nos espaços autorizados com o apoio da Prefeitura e do Governo do Estado. (A OFICINA DE GRAFITE EQUIVALE A 12 MESES DE FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO). Realizar 06 Fóruns sobre Educação e Interculturalidade, com temas de interesse público e privado, sociais e culturais, tendo como foco a criação de uma frente de discussão voltada para a educação como elemento de desenvolvimento sustentável. (OS FÓRUNS OCORRERÃO A CADA 02 MESES EM 01 ANO DE REALIZAÇÃO DO PROJETO). Dar suporte de uma van diária em pelo menos 01 turno para o transporte de 20 alunos em cada comunidade de interesse; Editar e distribuir gratuitamente o jornal Batucadas Brasileiras que servirá como instrumento de divulgação do projeto em locais de grande concentração de público; Elaborar um site que servirá como instrumento de divulgação do projeto contendo informações sobre o programa de formação e capacitação na arte da música e da percussão e o mapeamento da percussão no Brasil; Manter no facebook a Página Batucadas Brasileiras como uma ferramenta de encontro virtual dos alunos do projeto e o público; Elaborar um vídeo institucional destinado às redes sociais e à imprensa com a participação dos artistas do projeto e convidados que queiram dar o seu depoimento apoiando à iniciativa com o objetivo da sua divulgação.

Justificativa

JUSTIFICATIVAS Encontramos nas áreas da Antropologia e da Sociologia muitos trabalhos que discorrem sobre a formação da(s) identidade(s) dos grupos em condição de subalternidade como é o caso dos sujeitos sociais moradores de comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro. Levando em conta os processos de escolarização pelos quais passaram estes grupos em sua trajetória de vida, vê- se um quadro de insuficiência e descaso pelas condições que lhes foram oferecidas. Neste contexto, há de se considerar os desdobramentos das condições sociais destes grupos: as ligações com o tráfico de drogas, o envolvimento na guerra urbana e o alto índice de morte entre os jovens cariocas. Reconhecendo os processos pelos quais esses fenômenos são reforçados, e hierarquizam os grupos por características do seu pertencimento cultural, a plataforma de intervenção do ISC quer dar visibilidade aos aspectos que separam os sujeitos pelas heranças culturais de dominação ou de submissão tendo como meta discutir as heranças sociais esquecidas por processos de deslegitimação de vozes periféricas. As iniciativas anunciadas no conjunto de propostas desenvolvidas a partir deste ideário são justificadas com base naquilo que instituímos como agência social definida nas relações interculturais, o que implica agregar, valorizar e ouvir as vozes dos sujeitos que não detêm estruturas importantes de poder. Ao considerarmos as culturas silenciadas como vozes esquecidas, nosso intuito é chamar a atenção para as perdas que uma sociedade marcantemente diversa como é a sociedade brasileira tem quando não reconhece seus diferentes segmentos. Constatados os graves problemas que um adolescente tem para competir no mercado cada vez mais sofisticado e globalizado, a estratégia de realização do projeto Batucadas Brasileiras está ligada a um plano de criação de uma rede de intercâmbio cultural interdependente. Além de capacitar os adolescentes, o projeto estimula uma organização profissional de qualidade, de modo que, a partir do quinto ano de sua realização, serão postos em prática mecanismos coletivos e eficientes de produção, distribuição e colocação de serviços e produtos culturais no mercado. A economia da cultura é um mercado emergente apontado como um dos mais importantes e promissores do início do século XXI. Sob essa perspectiva, a cultura popular assume um papel importantíssimo tanto para as economias locais quanto para a geração de oportunidades de trabalho. É dentro deste contexto que se justifica o investimento na realização do projeto Batucadas Brasileiras que tem por meta principal a criação de uma nova proposta de capacitação profissional geradora de trabalho e renda e desenvolvimento sustentável. Ao propor a fusão de cidadania, política e atividade econômica, a fim de promover a transformação social em comunidades no Rio de Janeiro, o investimento no projeto Batucadas Brasileiras implica em excelente retorno para a Instituição Patrocinadora, por estar vinculando sua marca a uma atividade que busca o estabelecimento da paz em nossa sociedade. AUSÊNCIA DE REFERENCIAIS DE CIDADANIA A violência e a carência de infra-estruturas sociais são os fatores que mais preocupam a sociedade em relação a esses espaços locais que se destacam na mídia por causa do confronto deflagrado entre o Poder Público e o Poder do Tráfico de Drogas. O índice de cidadania, que mede quesitos sociais como educação, saúde e segurança, é que ainda precisa melhorar muito. O quadro é desolador em qualquer comunidade pobre do Rio de Janeiro. O que move a iniciativa do projeto é a representação dos grupos localizados em áreas que, pela ausência de referenciais de cidadania, são reservadas aos que não desfrutam historicamente do desenvolvimento social. As crianças entram para o tráfico prematuramente e, uma vez engajadas, perdem totalmente a noção dos valores morais. Crianças de 10, 11, 12 anos, que assistem seus pais trabalhar o dia inteiro e continuar vivendo dentro das condições mais precárias, em barracos quase inabitáveis, crescem sem esperança, sem educação, sem lazer, sem esporte, sem cultura e, o que é pior, sem trabalho. A única opção para esses pré- adolescentes, quando atingem a faixa dos 13, 14 ou 15 anos, é o ingresso no "movimento". FAVELAS EM EXPANSÃO O município do Rio de Janeiro tem cerca 1,3 milhão moradores de favelas, 210 mil a mais do que no início do milênio. Isso corresponde a quase quatro Rocinhas onde moram 56 mil pessoas, segundo o IBGE ou a um município do porte de Nova Friburgo. A projeção é do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets) e foi feita com base numa taxa constante de crescimento anual, calculada a partir dos dados dos censos de 1991 e 2002. Atualmente, ainda de acordo com o estudo, os moradores de favelas representam 21,1% da população total. Os censos mostram que, nos últimos 20 anos, houve uma explosão demográfica nas favelas do Rio: o número de moradores nessas áreas classificadas pelo IBGE como aglomerados subnormais passou de 637.518 em 1980 para 1.092.476 em 2000, o que significa um aumento de 71,3%. O fenômeno é tão acelerado que, segundo o Instituto Pereira Passos (IPP), entre 1991 e 2000, a população das favelas cresceu seis vezes mais que a das áreas formais. A taxa é maior do que a média do país, onde as comunidades se expandiram num ritmo quatro vezes maior do que o do asfalto. As projeções do Iets mostram que, em termos de bens de consumo, favela e asfalto estão mais parecidos em 2010. Os percentuais de domicílios com telefone fixo é de 78,6% e 80,1% respectivamente. Na escolaridade, o abismo permanece: as pessoas com 25 anos, ou mais, nas favelas, têm 6,6 anos de estudo, e as do asfalto, 10 anos. O analfabetismo diminuiu nas favelas, mas ainda é um fator de segregação. Hoje, as favelas possuem 6,1% de analfabetos (com 15 anos ou mais). No asfalto, esse percentual é de 1,8%. MAS POR QUE AS FAVELAS CRESCEM TANTO? Um estudo do IPP, com base nos censos de 1991 e 2000, indica que a taxa de fecundidade _ maior nas favelas do que no asfalto _ foi o principal fator de expansão nas duas últimas décadas. A segunda causa foram as migrações, tanto de outros estados quanto de município fluminenses. O número de migrantes equivale ao dobro do de moradores que empobreceram e saíram de bairros do Rio para as favelas. Outra pesquisa encomendada pelo IPP, à Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, estima que a população da Rocinha, por exemplo, passará de 57 mil, em 2001, para 87 mil, em 2020. A aprovação do projeto Batucadas Brasileiras pela Secretaria de Cultura do Ministério da Cidadania irá proporcionar um grande retorno do ponto de vista social e cultural para os jovens alunos da rede pública de ensino selecionados para participar do projeto. O apoio a um projeto que busca unificar esforços para uma formação musical de excelência entre os jovens e articular ações para superar a exclusão social, incentivando as manifestações da cultura brasileira, atuando de forma ativa e dinâmica no combate à exclusão, capitalizará uma reação espontânea da sociedade, que responderá positivamente à nossa iniciativa de promoção do desenvolvimento socioeconômico, cultural e humano para jovens em situação de risco, construído com a participação da sociedade civil e comprometido com a democratização do poder, da riqueza e do saber.

Estratégia de execução

O CONCEITO Essa oportunidade surge no momento em que devemos refletir ainda mais sobre a cultura brasileira. O que nos motiva é a inspiração de que quanto maior o nosso desafio, maiores devem ser as decisões de querer superá-los e manifestar nossa participação. Inspirados pela força e a criatividade orgânica da cultura brasileira, sugerimos uma reflexão, uma mudança de comportamento. O incentivo é a convicção de que não acreditamos na passividade. Por isso, resolvemos transformar nossa realidade em estilo, em criatividade, em música, em atitude, em manifestação. O que queremos é pensar e imaginar um país melhor, mais justo, mais saudável, mais consciente, comprometido com a liberdade individual e coletiva, com o empreendedorismo social e a capacidade de tornar diferente o que se é, sem deixar de sermos alegres e felizes por isso. Vamos nos vestir de ideais e proposições possíveis de mudar a realidade. Vamos ultrapassar nossos limites, alterar, modificar, converter e provar para nós mesmos que podemos pensar um mundo melhor e mais inteligente. Vamos sonhar com o futuro do Brasil. O tempo não pode passar sem imprimirmos a nossa marca sobre o Ele. Assim, lançaremos a marca Urbanos para conviver, no nosso dia-a-dia, com os movimentos da cultura brasileira. Uma atitude que busca a qualidade, o pensamento, a reflexão e a arte. Para isso, buscamos uma parceria especial com o objetivo de contribuir para a difusão de conceitos de responsabilidade e cidadania, tendo a Instituição Patrocinadora como uma impulsionadora da nossa iniciativa. Esperamos que essa moda possa nos fazer sonhar com um Brasil melhor. Ter sonhos significa transformar a realidade. E todo povo digno de inteligência precisa alimentar-se de sonhos. INSTIOTUIÇÕES AMIGAS DA EDUCAÇÃO A educação deve ser uma responsabilidade de todos os segmentos da sociedade. Investir em projetos de extensão escolar possibilita condições dignas de aprendizado e o acesso personalizado à informação, um passo significativo e determinante para os usuários do sistema público de ensino alcançarem uma educação libertária, mais abrangente e direcionada para a formação profissional da juventude. Uma campanha de responsabilidade voltada para o desenvolvimento de um projeto de formação de cidadania, através da arte, da cultura e da educação, contribuirá para intensificar a imagem das Instituições Parceiras como uma Instituições Amigas da Educação na memória ativa de um público formador de opinião, colaborando para fidelizar a sociedade e estimular a difusão das atividades sociais da empresa.

Especificação técnica

METODOLOGIA DE TRABALHO Seleção de alunos - Módulo 0 / Mês 1 O projeto visa atender, durante 12 meses, 120 jovens com idade entre 14 e 25 anos, escolarizados, de ambos os sexos, capacitando-os como ritmistas e percussionistas, habilitados a se apresentar publicamente e a produzir seus próprios espetáculos. Serão considerados aptos a frequentar os cursos os 120 candidatos melhor classificados no teste de aptidão. Ficarão inscritos numa lista de espera, outros 40 jovens, imediatamente classificados após os primeiros 120 escolhidos. Os integrantes dessa lista de espera poderão vir a preencher vagas eventualmente surgidas por evasão ou outros fatores, no decorrer dos três primeiros meses de curso. O grupo a ser mobilizado para os cursos estará circunscrito ao local de concentração do projeto (Zona Portuária do Rio de Janeiro e adjacências), de forma que os alunos selecionados possam ter facilitado o seu acesso às aulas (5 dias por semana /12 horas no mínimo, em cada curso, ou 20 horas semanais / 4 horas de duração por dia, cada um). O ISC será responsável pela mobilização nas comunidades contempladas, com o apoio institucional do MinC, das Secretarias de Educação e Cultura do Município e do Estado do Rio de Janeiro. A seleção dos alunos deverá ser realizada em no máximo 60 dias, antes do início das atividades. A mobilização nas escolas contará com o apoio da direção dos estabelecimentos para a visita das equipes de produção e coordenação, para a divulgação em salas de aula, a distribuição de folhetos e a fixação de cartazes. Será também feita através de jornais e rádios da cidade do Rio de Janeiro, inclusive comunitários. As oficinas serão realizadas em instalações para até 40 pessoas, adaptadas para aulas práticas e atividades relativas ao movimento do corpo e aprendizagem da música. O espaço deverá também ser adequado para aulas de caráter discursivo, exibição de vídeos, ensaios, dinâmicas de grupo, etc. Implantação Módulo I / 2 Meses 1. Proposta Geral A - Além de conteúdos ligados a problemas de baixa escolarização, eventualmente detectados entre os alunos (comunicação verbal e disciplina), a serem imediatamente identificados e trabalhados, o Módulo I poderá trabalhar conteúdos como problemas individuais advindos de desagregação ou abandono familiar etc. B - Serão prioritárias, no entanto, todas as questões ligadas à superação de problemas de ordem coletiva, visando o desenvolvimento do espírito de equipe, da sociabilidade nas relações interpessoais e de disciplina. Conjunto de fatores indispensáveis para que os alunos sejam o sujeito ativo do seu próprio desenvolvimento, principalmente no que diz respeito ao aumento da auto-estima. 2. Metodologia A - Do ponto de vista do método, o conteúdo deste módulo destacará o conceito Arte- Educação, ou seja, a utilização pedagógica de linguagens artísticas diversas, privilegiando a Música, além da Dança, do Teatro, da Literatura, Artes Plásticas, Vídeo e Cinema. O objetivo é a formação de um acervo e de material didático audiovisual especificamente voltado para o ensino da percussão e dos ritmos brasileiros. Todas as atividades serão práticas, visando a produção de registros específicos. Obs. 1: Ao final de cada semestre, até o término do programa, será distribuída para cada aluno uma cartilha de "Conceitos e Resultados" com informações sobre todas as oficinas do projeto. Obs. 2: Para efeito de avaliação dos resultados parciais do curso nesta fase, serão considerados como sendo material passível de análise, todos os registros produzidos pelos alunos neste período (textos, depoimentos gravados, gravações musicais e vídeos elaborados durante as oficinas, etc.), além dos relatórios mensais feitos pela coordenação do curso. Iniciação Módulo II / 5 Meses 1. Proposta Geral Nos primeiros cinco meses será fixada a parte didática do curso com oficinas de teoria e percepção musical, divisões rítmicas e leitura de partituras. Os alunos terão ainda aulas de rudimentos, percussão e ritmos brasileiros, estudo sobre os instrumentos de percussão, estudo de repertório e dos sambas enredos, de história da arte e dos movimentos socioculturais de nosso país. (Para os alunos das oficinas de serigrafia e grafite, o método utilizado será o mesmo. A princípio detectando os problemas de relacionamento dos alunos com a ordem prática do projeto. E em seguida, o desenvolvimento das etapas de aprendizagem demonstradas pelos professores). 2. Metodologia O detalhamento das oficinas a serem realizadas neste módulo é o seguinte: A – Teoria e Percepção Musical Divisões rítmicas e leitura de partituras. B – Rudimentos Estimulação do desenvolvimento da criatividade através do ritmo e do improviso. C – Estudo de Repertório e dos Sambas Enredos Apresentação dos clássicos da MPB do período da sua formação, como também da fase da sua difusão no exterior. Apresentação dos principais sambas enredos ao longo da história das escolas de samba do Rio de Janeiro. D – Estudo sobre os Instrumentos de Percussão Aplicabilidade das técnicas de utilização dos vários instrumentos de percussão (congas, pandeiros, berimbaus, timbaus, caixas, surdos, repiques, repiniques, etc). E - Historia de Arte e dos Movimentos Socioculturais Brasileiros A história dos principais movimentos socioculturais do Brasil e sua influência na formação da música popular brasileira. F - Palestras, workshops e eventos Conteúdos a definir. A cada mês os alunos receberão artistas e personalidades para debates e conversa informal. Capacitação Módulo III / 4 Meses 1. Proposta Geral Realizada, a partir do quinto mês, em ambientes profissionais (um espaço adaptado para o ensaio e montagem de um espetáculo musical), esta fase pretende estabelecer nas oficinas uma metodologia que represente situações reais da montagem de um espetáculo de música popular. As aulas de prática de conjunto ganharão mais espaço na grade curricular e haverá um remanejamento de horário, em função da montagem do espetáculo a ser apresentado no final da gestão. (Para as oficinas de serigrafia e grafite, também só a partir do quinto mês será montada em definitivo um ateliê para o começo de uma produção com os primeiros resultados artísticos). As palestras serão divididas por temas abordados por especialista de cada área e seguidas de debates com os alunos. Eles terão ainda, durante os encontros, a oportunidade de dividir com artistas e personalidades suas experiências de vida e conquistas profissionais. Visando pôr em prática o aprendizado a que foram expostos durante a primeira etapa da formação, todos os melhores alunos, aprovados por testes de avaliação, deverão participar das atividades que envolvem a montagem do espetáculo. Sendo assim, durante os ensaios da orquestra, a confecção de figurinos, o cenário, a coreografia e o repertório serão submetidos às opiniões dos participantes para que eles possam contribuir fazendo críticas, observações e sugestões. 2. Metodologia O detalhamento deste módulo está especificado abaixo: A – Direção Geral Noções básicas de reconhecimento do espaço físico do teatro, decupagem do roteiro e técnicas de contra-regra e direção de cena. B – Direção Musical Noções avançadas de arranjos e desenvolvimento do repertório na elaboração do roteiro. C - Técnicas vocais e canto Técnicas de impostação, projeção e canto em função do espetáculo. D - Preparação Corporal e Dança Reconhecimento da linguagem corporal através de exercícios de dança, postura e expressão do movimento em função do espetáculo. E - Atividades Extra Curriculares Visitas a museus, teatros, cinemas, espetáculos e eventos relacionados às atividades do curso. F - Montagem do Espetáculo Análise do roteiro e do repertório, construção das várias participações, ensaio e apresentação do espetáculo. Confecção de camisetas, acessórios e a realização de uma campanha de responsabilidade com a pintura de murais em espaços negociados e concedidos pela s autoridades públicas. Formação cooperativista Módulo IV / Conclusão A - Capacitação dos melhores alunos em gestão do grupo-show, para que realizem o acompanhamento das atividades de articulação, planejamento das ações, identificação de parceiros nas comunidades e adjacências e levantamento de dados. (Incluem-se também a avaliação entre os melhores alunos das oficinas de serigrafia e grafite). B - Estimulação de encontros que trabalhem desde a auto-estima até o processo de decisão quanto à gerência de um grupo-show, elaborando seu planejamento estratégico. C - Formação em cooperativismo, cidadania e prestação de serviços (recursos humanos, administração, entre outros) junto aos alunos que visem a continuidade do grupo. D - Construção de um grupo-show que proporcione melhores condições de cooperação e intercâmbio, com a implementação de um centro de produção que divulgue e comercialize os espetáculos montados. Essa dinâmica envolve 5 fases bem marcadas: E – Desenvolvimento das atividades produtivas das oficinas de serigrafia e grafite. - Evolução do Movimento Cooperativista compreendendo os aspectos inerentes à filosofia, história e doutrina cooperativista. - Empresa cooperativista, enfocando os aspectos de gerenciamento administrativo, financeiro, contábil, fiscal e mercadológico. - Prática cooperativista, compreendendo uma visão do dia-a-dia de um grupo-show, com dinâmicas de fixação, administração de conflitos, exemplos práticos e intercâmbio com outras organizações associativistas e cooperativistas. - Implantação do grupo, compreendendo a finalização do processo de capacitação artística e profissional, com a implementação e incremento de todas as atividades de produção de uma empresa artística. - Motivação dos alunos à reunião e ao trabalho cooperado. E - Cada uma dessas fases representa um trabalho de formação com o grupo que envolve categorias como: - Cidadania, arte e trabalho - A arte e o trabalho enquanto valor - A arte e o trabalho enquanto produção - A necessidade da arte enquanto trabalho Cidadania Plena / Perspectivas para o público beneficiário Módulo IV / Conclusão A - Estimular no público-alvo a reflexão sobre a sua condição étnico-social na busca pela cidadania. Resgatar a identidade da cultura brasileira e da sua contribuição às lutas sociais no país. B - Estimular nas relações pessoais do público-alvo uma consciência crítica acerca da realidade sociocultural em que vivem, através de um acervo de informação sobre a história da formação da arte contemporânea brasileira. C - Trabalhar a condição jurídica e política do público-alvo, a partir do processo de promoção da cidadania, no enfrentamento das discriminações racial e social impostas na sociedade. D - Apresentar a história dos movimentos sociais, da cultura, da arte, da política e do trabalho no processo da formação da sociedade brasileira. Essa dinâmica envolve cinco fases bem marcadas: - Formação econômica do Brasil. -Análises de movimentos sociais brasileiros e suas influências na qualidade de vida da população. - História de personalidades brasileiras que refletem modelos culturais positivos. - Estudo das leis que promovem o enfrentamento da discriminação social e racial. - Interação com as manifestações da cultura popular do Rio de Janeiro, que acontecerá em oficinas externas (visitas a museus, bibliotecas, espetáculos musicais, exposições) e oficinas internas (leitura de textos jornalísticos e literários, filmes, fotografias, pinturas e músicas). E - Cada uma dessas fases representa um trabalho de formação com o grupo que envolve categorias como: - Auto-estima - Identidade étnico-social (linguagem, arte e religião) - Políticas Públicas - Direito - Cidadania

Acessibilidade

Acessibilidade física - o acesso à escola será gratuito e o local de realização é público, sendo que a acessibilidade física é de fácil acesso pelo local escolher realizar suas atividades no térreo, com banheiros para a utilização dos alunos. Acessibilidade de Conteúdo – as aulas de música serão destinadas aos jovens interessados de 14 a 25 anos (ambos os sexos) e o conteúdo das aulas está programado para ser uma aula de música com toda a metodologia necessária à fácil compreensão por parte dos alunos interessados. OBSERVAÇÃO 1: As oficinas e os cursos não são destinados a deficientes auditivos. São oficinas de música. Nem aos deficientes físicos. São oficinas de percussão. O aluno precisa gozar de toda a sua plenitude física para exercê-la. OBSERVAÇÃO 2: Para o show de encerramente, os organizadores disponibilizarão um ônibus para o transporte de deficientes (físicos e visuais)com lugar especiaql frente ao palco do espetáculo e um assistente de produção disponível para acomodá-los confortavelmente.

Democratização do acesso

II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; OBS: ESSAS MEDIDAS EQUIVALEM PARA TODOS OS PRODUTOS CULTURAIS DO PROJETO.

Ficha técnica

O INSTITUTO SOLIDARIEDADE E CULTURA SERÁ O ÚNICO RESPONSÁVEL PELA REALIZAÇÃO DE TODAS AS ATIVIDADES DO PROJETO, DESDE A PRÉ-PRODUÇÃO A PÓS-PRODUÇÃO, TENDO O CONTROLE TOTAL DO GERENCIAMENTO DAS ATIVIDADES. FICHA TÉCNICA Pesquisa – a convidar Arte – a convidar Direção Musical – Sérgio Chiavazzoli Produção Musical – Jorginho Gomes Samba Enredo – Odilon Costa Supervisão de Samba Enredo – Dudu Oliveira e Fafá Harmonia e Samba Carioca – Aleh Ferreira Teoria e Percepção Musical – Gabriel Aguiar Percussão Nordestina – Ary Dias Percussão Brasileira – João Bani Percussão Latina – José Izquieira Percussão Étnica – Marco Lobo Percussões e Programações Eletrônicas – Marcos Suzano Oficina de Serigrafia – a convidar Oficina de Grafite – a convidar Produção Executiva – Instituto Solidariedade e Cultura Assistentes de Produção – Camilo Rezende Nolasco Assessoria de Imprensa – a convidar Orientação Pedagógica – a convidar Coordenação Geral – Maurício Nolasco CURRÍCULOS JORGE GOMES Direção Musical e Prática de Conjunto Jorginho Gomes era o baterista dos Novos Baianos, na década de 70. Com o fim do grupo, em 1978, ele tocou com Gilberto Gil durante décadas e acompanhou artistas como Jorge Ben Jor, Erasmo Carlos, Sivuca, Tim Maia, Milton Nascimento, Wando, Gal Costa, Baby Consuelo e, mais recentemente, Ana Carolina. Veio de uma família de dez músicos e começou profissionalmente aos 12 anos, em 1967, ao lado do irmão, Pepeu Gomes, no grupo Os Príncipes do Iê Iê Iê. Além de baterista, Jorginho Gomes toca vários instrumentos, entre eles cavaquinho e violão. “É essa experiência que quero passar para os alunos do Batucadas”, diz Jorginho. SÉRGIO CHIAVAZZOLI Direção Musical e Prática de Conjunto O guitarrista e maestro Sérgio Chiavazzoli é o homem das cordas e dos arranjos de diversos grupos e orquestras. Trabalhou em estúdio e no palco com uma constelação da música brasileira e internacional que inclui Paralamas do Sucesso, Oswaldo Montenegro, Verônica Sabino, MPB-4 e Quarteto em Cy, Peter Gabriel e Yousson ’Dour, Margareth Menezes e Maria Bethânia, Moraes Moreira e Xuxa. Seu nome está na ficha técnica de discos e shows como Eu, Tu, Eles, Gil e Milton e Kaya N’Gan Daya, todos sucesso de crítica e público neste início de século XXI. Chiavazzoli é também diretor musical do Expresso 2222, que Gilberto Gil monta em Salvador, no circuito Ondina/Barra, todo carnaval.“Vamos trabalhar com improvisação, teoria musical e todos os ritmos brasileiros. A idéia é, até o fim do ano, formar um grupo com os alunos que se destacarem e ter um disco e um show para apresentar”, adianta ele. ARY DIAS Percussão Nordestina Músico renomado, Ary Dias registra em sua trajetória 10 anos de percussão com o grupo A Cor do Som e passagens por bandas de artistas como Gilberto Gil, Jorge Benjor, Rita Lee, além de participações em trabalhos de Chico Buarque, Caetano Veloso, Erasmo Carlos, Luiz Melodia, Moraes Moreira, Armandinho, Elba Ramalho, Carlinhos Brown, Tools Thilemans e muitos outros“Gosto de trabalhar introduzindo elementos novos, contemporâneos à base rítmica, natural que todos têm. O objetivo é ensinar o princípio das notas, as figuras rítmicas, e os valores, para envolver os jovens de uma forma leve e gostosa”, adianta Ary. ODILON COSTA Samba Enredo Aos 11 anos de idade, ele chegou à bateria da União da Ilha do Governador, escola de samba do bairro onde nasceu e cresceu. Lá iniciou como ritmista o aprendizado que o transformaria no Mestre Odilon, um dos mais conceituados dirigentes de bateria do carnaval carioca. Nesses quarenta anos dedicados ao samba, Mestre Odilon comandou as baterias da União da Ilha e da Grande Rio, do Salgueiro, Beija-flor, Santa Cruz, Dendê e Boi da Ilha. Como músico criou o grupo Os 20 do Mestre Odilon e participou de gravações com artistas como Caetano Veloso, Ultraje à Rigor, Dionne Warwick e Sérgio Mendes. ALEH FERREIRA Voz, Violão e Música Brasileira Integrante do projeto desde o primeiro ano, o cantor, violonista e compositor Aleh Ferreira, autor do hit Dona da Banca será o intérprete das canções compostas por Moacyr Luz e Galvão, e por ele mesmo. “Agora o projeto vai entrar mais com a questão autoral e eu vou somar com dois bambas que têm uma história. Será uma experiência renovadora”. E acrescenta: “Acredito que o fortalecimento da parte autoral só enriquece o trabalho. Agrega valor histórico porque coloca o aluno do projeto numa posição de investigador da nossa cultura, de querer conhecer o Rio de Janeiro e o Brasil, o que é muito positivo. E essa tem sido a proposta do Batucadas”. GABRIEL AGUIAR Teoria e Percepção Musical Licenciatura em Música. Conservatório Brasileiro de Música. Admissão: Janeiro de 2004. Conclusão: Julho de 2010. Formação no método “O Passo”: Aluno de Lucas Ciavatta no curso de extensão "O Passo", dentro do Núcleo do Ator da Faculdade de Teatro da UNI-RIO de 2002 a 2006. Completou o curso: “Método 'O Passo' para professores”, ministrado por Lucas Ciavatta no Conservatório Brasileiro de Música, em 2002. Aluno particular de percepção musical de Lucas Ciavatta durante o ano de 2004. Estagiário de Lucas Ciavatta na Escola Oga Mitá durante o ano de 2004. Assistente de Lucas Ciavatta em 2004 e 2005 em oficinas ministradas em diversos espaços como no Conservatório Brasileiro de Música, na Associação de Canto Coral e no SESC. Atividades de Magistério: Professor dos cursos livres de música do Estúdio Giselle Ruiz, de 2003 a 2009. Ministrou oficinas do Passo em diversas instituições, como o Conservatório de Música, a Prefeitura do Rio de Janeiro e o SESC, entre 2003 e 2010. Professor de música da Escola de Dança da Maré no ano de 2005. Professor de música da Escola Oga Mitá de 2005 a 2009. Professor de música do CEAT desde 2005. Professor da oficina d'O Passo para menores infratores na Escola João Luiz Alves (DEGASE) em 2005 e 2006. Assistente de Odilon Costa, mestre de bateria da G.R.E.S Acadêmicos da Grande Rio, no Sesc em 2006. Professor da oficina d'O Passo voltado para crianças do Morro dos Prazeres, em 2006 e 2007. Professor da Escola de Música Villa-Lobos em 2007. Professor de música do Ensino Fundamental do Colégio Santo Inácio, desde 2008. Professor da Graduação em Licenciatura em Música do Conservatório Brasileiro de Música (CBM) – Centro Universitário, desde 2010. Membro da banca de vestibular do Conservatório Brasileiro de Música (CBM) – Centro Universitário, em Janeiro de 2011. Professor das turmas de Musicalização Infantil da Pro-Arte, em 2011. JOÃO BANI Percussão Brasileira Nascido em Salvador , iniciou sua carreira nos anos 80, em Brasília. Na Capital, atuou com artistas como Cássia Eller, Rosa Passos, Marco Pereira, Zélia Duncan, dentre outros. Foi professor de percussão da Escola MusiMed. Em 1995, durante show no Rio com a cantora Rosa Passos, foi convidado a integrar a banda da cantora Simone, com quem trabalhou durante cinco anos e centenas de shows pelo Brasil e exterior, incluindo a gravação de um CD ao vivo: “Brasil”. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde acompanhou, além de Simone, artistas como Marcos Valle, Ana Carolina, Milton Nascimento & Gilberto Gil, Marília Pêra, Tania Alves, Claudia Telles, Roberto Menescal e Wanda Sá, Márcio Montarroyos, Claudio Dauelsberg, Vander Lee, Virginia Rodrigues, Leila Pinheiro, Margareth Menezes, dentre muitos outros. De 1998 a 2007 acompanhou em centenas de shows e gravou diversos Cds e DVDs com o cantor e compositor carioca Jorge Vercillo, e em projetos como do DVD “Coisa de Jorge”, com Jorge Benjor, Jorge Aragão, Jorge Vercilo e Jorge Mautner, assim como do show em duo de Leila Pinheiro e Jorge Vercillo. Atualmente, integra juntamente com Humberto Mirabelli e Romulo Duarte o "João Bani Trio", e também se apresenta em Duo com a pianista Maria Teresa Madeira, além de acompanhar a cantora e compositora Dulce Quental. Na área pedagógica e social, João Bani, além de ensinar percussão em aulas particulares, foi responsável em 2009/2010 pelo ensino da percussão no Projeto Social IBISS, que atende à comunidade da Vila Cruzeiro, Penha – Rio. OSCAR BOLÃO Percussão Brasileira É um dos mais importantes nomes da percussão brasileira. Em 37 anos de atividades trabalhou com grandes artistas da nossa música como Elizeth Cardoso e Ney Matogrosso. Integra o Novo Quinteto, criado nos mesmos moldes do quinteto de Radamés Gnattali, o sexteto de Maurício Carrilho, o quinteto de Tim Rescala e ainda o Coreto Urbano e o Pife Muderno, ambos dirigidos pelo flautista e saxofonista Carlos Malta. Tem atuado intensamente em festivais de música bem como realizado oficinas e palestras no Brasil e no exterior. Professor da “Escola Portátil de Música”, em 2004 lançou pela Lumiar Editora o livro Batuque é um Privilégio que trata da percussão nos gêneros de música do Rio de Janeiro. JOSÉ IZQUIERDA Percussão Latina Estudos Acadêmicos: Conservatório de Música da Universidad de Chile - Santiago / Chile. Pedagogia em Educação Musical pela UMCE - Santiago / Chile. Especialização - “Educación Musical Aplicada a la enseñanza de instrumentos musicales” pela Universidad de Chile - Santiago / Chile. Estudos de Música: Flauta Transversa, Conservatório de la Universidad de Chile - Santiago / Chile. Estudo de ritmos folclóricos e populares latino-americanos em Cuba, Brasil, Chile, Peru, Bolívia e Argentina. Estudo da música religiosa de origem yorubá em Cuba, ritmos folclóricos e populares cubanos, de 1998 ao 2001, realizando a sua última viajem no ano 2007. La Habana-Cuba Pesquisas: “La Educación Musical en Cuba” – 1999. Pesquisa realizada nas escolas de La Habana para o Departamento de Música, Universidad de Chile. Pesquisa sobre a música yorubá em Cuba, La Habana. 1999-2001. Pesquisa sobre a música yorubá no Brasil, Terreiro do Gantois, Salvador-BA. 2003/2007/2009. Experiência Profissional Musical: Diretor da Orquestra de Conga (música latino-americana). Diretor e percussionista do Grupo IORÍ (Tambor Batá e Dança dos orishas). Diretor e músico do Bloco de Conga (ritmos cubanos). Percussionista do TRIO ARCANO. Percussionista de Pedro Morais e Grupo. Percussionista do Grupo Macumbia (folclore colombiano). Percussionista do Grupo de Salsa ASSOKÊRE. Percussionista da Banda de Pepeu Gomes. Percussionista - Brazil Tour Alejandro Sanz -Fundador e Diretor musical da Escola de Samba Kawin e Grupo Folclórico de Danças do Brasil - Santiago / Chile. Experiência Pedagógica: Professor de percussão do curso professionalizante da Escola de Música Pracatum. Salvador-Bahia (2011). Workshop de Ritmos da Percussão Cubana, Escola Olodum. Salvador- Brasil (2009). I Fórum Dança e Cultura Afro-brasileira- Oficina de Ritmos Afro-cubanos. Centro Coreográfico do Rio de Janeiro (2009). III Festival de Música Dança e Cultura Afro-brasileiras, Oficina de Ritmos Afro-cubanos, SESC Tijuca, RJ-Brasil (2009). Fundição Progresso.Oficina de Ritmos Latino-americanos, RJ-Brasil (2005-2010). Oficina de Percussão brasileira, Universidade de Nova Deli, India (2008). Oficina de Ritmos Afro-cubanos para crianças e jovens do Terreiro do Gantois Salvador-Bahia (2007). Oficina de Ritmos brasileiros. Instituto Superior de Arte, La Habana-Cuba (2001). Diretor e Professor de percussão da Escola de Samba Kawin. Santiago / Chile (1997-2003). Oficina de percussão brasileira na Escuela República de Brasil, Santiago-Chile (1997-1999). Aulas de música Escuela San Patricio, Santiago-Chile (1994-95). MARCO LOBO Percussão Étnica Apaixonado pela pesquisa de sons e ritmos, Marco Lobo não se sacia com os instrumentos tradicionais de percussão. Acredita que há sempre uma nova impressão acústica a nascer daquilo que nunca ousou imaginar. O experimentalismo é uma de suas marcas. E é isto que tenta transmitir ao público, quando sobe aos palcos ou grava em estúdio, acompanhando e ajudando a enriquecer o trabalho de músicos da MPB, música instrumental, cinema e dança. Radicado no Rio de Janeiro há cerca de 20 anos, Marco Lobo participou de trabalhos de música instrumental com Léo Gandelman, João Carlos Assis Brasil e Arthur Maia. Nos estúdios gravou com Djavan, Segio Mendes, Marcio Montarroyos, Billy Cobham, Milton Nascimento e Dionne Warwick, dentre outros. Em 2007 lançou seu primeiro trabalho solo intitulado " Aláfia" que teve a prticipação do Milton Nascimento, em 2010 gravou o CD Marco Lobo e Convidados "Bahia" na Alemanha e teve como convidados o grupo alemão Trio Elf e o Saxofonista Marcio Tubino. Agora está lançando o seu terceiro Cd " Marco Lobo " que conta com participações de Billy Cobham e Toninho Horta dentre outros. Em 2009 e 2010 protagonizou o projeto bRatuques. O percussionista Marco Lobo recebeu músicos e artistas dos mais variados estilos para celebrar a diversidade musical brasileira. Este projeto em suas edições já trouxe aos palcos (a preços populares) artistas como: Milton nascimento, Jorge Vercilo, Maria Gadu, João Bosco, Fernanda Abreu, Moraes Moreira, Geraldo Azevedo e muitos outros. Discografia de participações: 1988: Margareth Menezes - álbum: Margarareth 1994: Djavan - álbum: Coisa de Acender 1995: Totonho Villeroy - álbum: Trânsito 1996: Sérgio Mendes - álbum: Oceano 1996: Marisa Monte - álbum: Barulhinho Bom 1997: Quarteto em Cy - álbum: Bate-Boca 1998: Maria Bethânia - álbum: Imitação da Vida 1998: Jussara Silveira - álbum: Canções de Caymmi 1999: Milton Nascimento - álbum: Crooner 1999: Banda Beijo - álbum: Meu Nome É Gil 1999: Lenine - álbum: Na Pressão 1999: Ana Carolina - álbum: Ana Carolina 2000: Ivan Lins - álbum: Um Novo Tempo 2000: Milton Nascimento e Gilberto Gil - álbum: 2000: Ivete Sangallo - álbum: Ivete Sangallo 2001: João Bosco - álbum: Na Esquina (ao vivo) 2001: Gilberto Gil - álbum: Gil and Milton 2001: Festival de Jazz de Viena - (vários: Gil, Milton, 2001: Maria Bethânia - álbum: Maricotinha 2001: Simone - álbum: Seda Pura 2001: Titãs - álbum: A Melhor Banda de Todos os te 2002: Antônio Carlos Jobim Song Book - vol. II e IV 2003: Virgínia Rodrigues - álbum: Mares Profundos 2003: Milton Nascimento - álbum: Pietá. 2004: Copenhagen Jazz Festival - com Milton 2006: Severino - Marco Lobo & Amigos - 2006: Milton Nascimento European Tour 2006: Billy Cobham World Tour 2006: Fiorella Mannoia (Itália) - participação 2006: Vander Lee - DVD: Pensei que Fosse o Céu 2006: Milton e Caetano - (show) 2006: Lula Ribeiro - álbum: Algum Alguém 2006: Luiz Brasil - álbum: Brasileiro. 2008: Billy Cobham album: Fruit From the Loom. 2010: Maria Bethania DVD: Amor, feat e devoção. 2010: Billy Cobham album: Palindrome . 2010: Trio ELF álbum: ElfLand (Com Milton Nascimen . 2010: Milton Nascimento DVD Tambores de Minas. 2011: Paola Vegas álbum: Paola Vegas (Participação). MARCOS SUZANO Percussões e Programações Eletrônicas Músico, percussionista, nascido no Rio de Janeiro em 14 de agosto de 1963. Formado em economia pela Faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1984, após cursar ginásio e científico no Colégio Andrews. Músico profissional desde 1986, participou de vários grupos importantes no cenário musical brasileiro e internacional, como Aquarela Carioca, Nó em Pingo D'Agua, Zizi Possi, Gilberto Gil, Sting, Joan Baez, entre muitos outros, o que fez com que se tornasse um dos músicos mais requisitados atualmente tanto para shows como para gravações. Suas pesquisas em música eletrônica unem-se a um profundo conhecimento da base musical afro brasileira, resultando numa ação marcada pelo virtuosismo e originalidade, em favor de uma assinatura sonora. Suas idéias de renovação da percussão brasileira são transmitidas em festivais, aulas e workshops ministrados em todo o mundo, passando por Japão, Eua, Holanda, França, Dinamarca, Bélgica, Itália, e em várias cidades brasileiras. Tem 01 video aula lançado no Japão e 02 DVDs , sendo o último o mais completo, lançado em 2008 na Alemanha e toda a Europa, onde apresenta sua técnica ao pandeiro bem detalhadamente. Seus discos solo são “SAMBATOWN” - de 1996/97, que ganhou o prêmio Sharp de revelação do ano, lançado pela MPB - “FLASH”- de 2000, da Trama e ATARASHII, de 2008, independente. Tem também com Lenine o disco “OLHO DE PEIXE”, de 1993, mais 05 discos com o grupo Aquarela Carioca , 01 com o Nó em Pingo D'Agua, um com Paulo Moura e Grupo Ociladocê e três mais recentes, no projeto ”Nenhuma Canção, só Música”, em duo com o baterista japonês Numazawa Takashi, lançados somente no Japão; e “SATOLEP SAMBATOWN”, em duo com o compositor, violonista e cantor Vitor Ramil. Com o Trio 3-63 lançou o CD “Trio 3-63” em parceria com a flautista Andrea Ernest Dias e o pianista Paulo Braga. Participou, como diretor, das 10 últimas edições do FESTIVAL PERCPAN, um panorama anual da percussão mundial. MAURÍCIO NOLASCO Coordenação Geral O jornalista Maurício Nolasco iniciou suas atividades profissionais em 1979. Trabalhou por 04 anos no Departamento de Comunicação Social da Sociedade Civil de Planejamento Familiar no Brasil. Intensamente envolvido com as questões da transformação social do Brasil, publicou várias reportagens sobre os principais temas nacionais. De 89 a 95, dedicou-se às questões ambientais, ao desenvolvimento sustentável e à política de ocupação e exploração econômica da Amazônia em suas diversas regiões. Foi editor de economia da Tribuna da Imprensa de 94 a 96. É coordenador Instituto Solidariedade e Cultura, que tem por responsabilidade orientar a criação de politicas de execução de projetos sociais e de difusão da cultura brasileira, com uma experiência acumulada na coordenação geral dos projetos há 10 anos. É responsável pela comunicação institucional e o planejamento das atividades do Instituto.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.