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Este projeto vai ao encontro de resgatar ou de não deixar se evadir as tradições do seio gaúcho para que assim nossas crianças possam vivenciá-las e tão logo possam transmiti-las a outras gerações. Assim nasce "MUSICALIZANDO: A CRIANÇA, A ESCOLA E OS RITMOS REGIONAIS". A ausência de trabalhos utilizando os rítmicos regionais gaúchos nos instigou a trabalhar com esta temática rítmica envolvendo a música gaúcha, tão viva em nossa região. Desta forma, este projeto pretende trabalhar a música, através dos ritmos regionais e de maneira prática, com crianças entre 05 a 11 anos, de escolas de 04 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Através de exercícios, brincadeiras, construção de instrumentos musicais de percussão, as crianças poderão ser contagiadas pelo mundo musical, conhecendo na prática sobre os ritmos regionais formadores de sua cultura.
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Objetivo Geral Levar a música para a vida escolar e cotidiana das crianças através de oficinas sobre ritmos regionais gaúchos Objetivo específico 1. Realizar 16 oficinas de ritmo regional em Alpestre 2. Realizar 16 oficinas de ritmo regional em Águas de Chapecó 3. Realizar 16 oficinas de ritmo regional em Itatiba do Sul 4. Realizar 16 oficinas de ritmo regional em Paial 5. Realizar 01 workshop em Alpestre 6. Realizar 01 workshop em Águas de Chapecó 7. Realizar 01 workshop em Itatiba do Sul 8. Realizar 01 workshop em Paial
Com o advento da globalização e o desenvolvimento tecnológico das informações as pessoas passaram a se configurar como se estivessem em um imenso bloco coletivo aonde as informação chegam, circulam e se renovam a cada instante. Em um dos principais fios condutores destas informações encontram-se os meios televisivos que carregam notícias, fatos e acontecimentos quase que instantaneamente e isto faz com que, dentre outras coisas, as culturas dos povos se aproximem cada vez mais uma das outras. Esta perspectiva pode inferir efeitos contrários ao patrimônio cultural de um determinado grupo ou região, pois pode haver um desinteresse cultural regional fazendo com que as atividades rítmicas ou de costumes se acabem ou deixem de existir por falta de membros daquele grupo ou região deixarem de passar adiante suas tradições por desconhecê-las ou por se envolver, ao longo do tempo, com outras culturas, deixando assim suas vivencias regionais de lado. Visando este problema, este projeto vai ao encontro de resgatar ou de não deixar se evadir estas tradições do seio gaúcho para que assim nossas crianças possam vivenciá-las e tão logo possam transmiti-las a outras gerações. Assim nasce "MUSICALIZANDO: A CRIANÇA, A ESCOLA E OS RITMOS REGIONAIS". A ausência de trabalhos utilizando os rítmicos regionais gaúchos nos instigou a trabalhar com esta temática rítmica envolvendo a música gaúcha, tão viva em nossa região. Estes ritmos são formados por influências europeias e latino-americanas, e pretendemos trabalhar os ritmos regionais gaúchos que permeiam o cotidiano das crianças, mas que estão se perdendo por causa das influências audiovisuais e digitais que trazem consigo aspectos de outras regiões, trabalhando, assim, a importância do sentimento de pertencimento de cada educando, respeitando o processo de desenvolvimento e as especificidades de cada um. Desta forma, este projeto pretende trabalhar a música, através dos ritmos regionais e de maneira prática, com crianças entre 05 a 11 anos, alunos de escolas de 04 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina _ Alpestre, Águas de Chapecó, Itatiba do Sul e Paial. Durante 04 dias em cada município, através de 04 oficinas por dia, com exercícios, brincadeiras, construção de instrumentos musicais de percussão, as crianças poderão ser contagiadas pelo mundo musical, conhecendo na prática sobre os ritmos regionais formadores de sua cultura. Como contrapartida social, no quinto dia a musicista Charlise Bandeira fará um workshop aberto à comunidade escolar e em geral para cada cidade: através o exemplo das atividades realizadas durante as oficinas, a musicista traz para a comunidade a importância dessa experiência na vida escolar e na infância de cada criança através de um bate papo informal, procurando incentivar crianças, professores e pais a introdução da música no dia a dia de cada um. Cabe ressaltar que musicalizar (termo utilizado na Música, que significa alfabetização musical) significa possibilitar e integrar experiências que envolvem a vivência, a percepção e a reflexão, permitindo as crianças alcançarem níveis cada vez mais elaborados de seu desenvolvimento. Nesta perspectiva os jogos e as brincadeiras que envolvem as modulações de vozes, as melodias e as percepções rítmicas onde se combinam movimentos corporais e música podem fazer parte de uma sequência de atividades onde se propiciam o lúdico e despertam o interesse por parte das crianças. Estas brincadeiras ajudam no processo de desenvolvimento e segundo Rosembeg (2010): "As crianças pequenas dispõem de inúmeras competências, de um rico e completo potencial de sensibilidade e criatividade cada vez mais reconhecidos pela neurociência, pela psicologia e educação. Esse potencial ultrapassa em muito os recortes das disciplinas escolares. Para ser alimentado, requer atenção individualizada (turmas pequenas), professores formados capazes de acompanhar a curiosidade e a mobilidade da criança. (p. 179, 180)." Deve-se, então, possibilitar e permitir a imaginação das crianças desde muito cedo e valorizar a sua criatividade trazendo para o seu cotidiano múltiplas linguagens e múltiplas formas de se trabalhar com esta questão. Pelo que se observa no cotidiano, é possível afirmar que as crianças muito frequentemente integram os ritmos às demais brincadeiras e jogos: cantam enquanto brincam, acompanham com sons os movimentos de seus carrinhos, dançam e dramatizam situações sonoras diversas, conferindo "personalidade" e significados simbólicos aos objetos sonoros ou instrumentos musicais. Desse modo é possível considerar que a música faz parte da vida dos seres humanos e faz com que eles se sintam mais alegres e felizes, ela faz emergir emoções capazes de fazer movimentar os corpos impulsionando a expressão corporal e dando sensações vibrantes através de seus ritmos. Desde o princípio a humanidade sempre conviveu imbricada nas diversas manifestações rítmicas, sendo assim, através dos tempos, estas manifestações foram ganhando espaços e assumindo vários contornos englobando sujeitos e produzindo cultura. Vislumbrando tais características, foi pensada em uma proposta que privilegie um trabalho envolvendo a música, buscando uma aproximação das crianças com essa forma de linguagem, uma vez que os diversos ritmos estão presentes no cotidiano de cada criança. No desenvolvimento deste projeto, foram escolhidas as músicas do repertório do Grupo Pandorga da Lua, grupo oriundo da formado cidade de Santa Maria, RS, que traz em suas melodias os ritmos característicos da música regional gaúcha atreladas as letras que retratam o universo infantil, construídas pelo poeta Jaime Vaz Brasil. Na apresentação destes ritmos, será utilizado um aparelho sonoro para reprodução do CD e através de batidas corporais com as mãos (bater palmas, estalar os dedos) as crianças irão fazer o seu ritmo, acompanhando a oficineira. As atividades de altura e tessitura também serão contempladas, assim como jogos com pausa, atividades de desenho e brincadeiras adaptadas para demonstrar as várias especificidades do ritmo. Uma delas será a brincadeira "morto e vivo", onde serão pegos dois instrumentos, um com som agudo e outro com som grave. Quando soar o som agudo será o "vivo" e quando soar o som grave será o "morto". Assim, as crianças aprenderão a reconhecer os timbres e a diferenciar sons. Cabe ressaltar que estas atividades serão sempre com intencionalidade. Este projeto está de acordo com o Art. 1º da Lei 8313/91 quando atende: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Atende também o Art. 3º quando incentiva à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; Quando preserva e difunde o patrimônio artistico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; E quando estimula ao conhecimento dos bens e valores culturais , mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
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As mais diversas e longínquas unidades da federação brasileira caracterizam-se por diferentes grupos em distintas regiões. Em nosso país, há, portanto, uma multiplicidade rítmica e cultural muito grande. No caso do Rio Grande do Sul temos o ritmo regional gaúcho, o qual nem sempre está presente no cotidiano e por isso é notável a importância de se trabalhar com eles em qualquer esfera, tanto educativa quanto informal. Segundo FISCHER (2003, pag. 57) “a TV é parte integrante e fundamental de processos de produção e circulação de significações e sentidos, os quais por sua vez estão relacionados a modos de ser, a modos de pensar, a modos de conhecer o mundo, de se relacionar com a vida”. Na continuidade deste pensamento, é possível dizer que as crianças perdem o interesse pelas características rítmicas regionais se distanciando cada vez mais das suas raízes devido à alta exposição aos programas televisivos, tornando este o seu atual formador de estilos musicais. Acreditamos que é importante possibilitar e aproximar às crianças do sentimento de pertencimento as tradições do seu grupo regional visto que “uma cultura só sobrevive no tempo se transmitida às novas gerações” (BRANDÃO 2002, pag.25), ou seja, é importante que as crianças tenham oportunidade, desde o início da sua infância, de vivenciar situações em que os ritmos regionais gaúchos estejam presentes, mas não apenas em um ou outro momento, sem intencionalidade, sem contextualidade, isolado, como por exemplo, em Festas Juninas, ou Folclóricas, mas sim através de uma oficina organizada, planejada, abrangente que tenha sentido e que desperte o seu interesse. Deste modo, estas oficinas têm como propósito a participação das crianças no desenvolvimento que versa sobre o ritmo regional gaúcho. Esta proposta não oculta e nem descarta as diversas representações rítmicas existentes em cada região do território nacional, porém utilizar-se-á como referência de ações pedagógicas os ritmos que são pertencentes a nossa região, ou seja, os ritmos representativos da cultura gaúcha. Serão permeadas durante este processo ações visando o trabalho em conjunto, a participação e o respeito mútuo. Dentro disso, também não haverá distinção ou trabalho individualizado e de maneira diferenciada às crianças com algum tipo de necessidade especial. Essa oficina já foi feita, por exemplo, à crianças com síndrome de down e autistas. Consultando a educadora, a mesma salientou da importância de integrá-los da mesma forma, pois a música é capaz de deixa-los mais relaxados e participativos, além da capacidade profissional da pedagoga em trabalhar com estas crianças. É importante que se sintam capazes e integrados, e as atividades serão configuradas a trabalhar de forma igualitária com todos os participantes. Os locais de realização serão amplos e atendendo as normas de acessibilidade, com espaço para a movimentação das crianças e o acesso de cadeirantes, por exemplo. As crianças que possuem deficiência visual, farão parte das atividades normalmente, orientadas diretamente pela educadora. Para aquelas com deficiência auditiva, as atividades ritmas serão baseadas na vibração do som, e serão acompanhadas também por uma tradutora de libras.
Teremos como ações de democratização de acesso para as apresentações, aquelas enumeradas no Art. 21º da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; - IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil;
CAPTADOR DE RECURSOS E PRODUTOR ADIMINISTRATIVO – ADECUNG Currículo de atividades anexado no documento dos proponentes O proponente será o responsável pela captação de recursos e pela produção administrativa do projeto, ou seja: a coordenação financeira do mesmo estará sob a sua responsabilidade, envolvendo todas as contratações e pagamentos do mesmo. SECRETÁRIA E ASSISTÊNCIA DE PRODUÇÃO – MAYARA BOENO BRUM 10º Canto Missioneiro e 9º Canto Piá Missioneiro – Coordenação Administrativa Canto dos Livres: Homenagem a CenairMaicá – Direção Administrativa Diversidade Cultural: O diálogo das Diferenças – 4ª edição - Secretária Fidelidade Oculta – 1ª edição – circulação RS - Secretária Caravana Circense Burzum – Produção Excecutiva Tributo aos Mártires – 3ª Edição – Secretária Entrevero Cultural: Expressões do Sul - Secretária Orquestra Cidadã: 3ª Tournée Orquestra de Teutônia – Coordenadora Geral 1º Jazida Cultura - Secretária 3ª Feira Camponovense da Cultura – Secretária 8º Canto Missioneiro e 7º Canto Piá Missioneiro – Coordenação Artística Festa do Colono e Motorista – Padre Gonzales– Secretária Tributo aos Mártires – 2ª edição - Secretária Diversidade Cultural: o Diálogo das Diferenças: 3ª Edição – Coordenadora Geral 7º Canto Missioneiro e 6º Canto Piá Missioneiro – Coordenação Artística Tributo aos Mártires - Secretária Da Criciúma à Crissiumal – 3ª Edição – Secretária Ecofest – Secretária PRODUÇÃO EXECUTIVA – CONFRARIA DA PRODUÇÃO Ativa desde 2011, hoje são aproximadamente duzentos projetos elaborados e aprovados via LIC - Lei de Incentivo à Cultura, FAC, FUMPROARTE, FUNARTE, Lei Rouanet, além de outros editais, entre projetos próprios e sob contratação de terceiros, e participando ativamente na produção e execução de diversos, como: 27º Musicanto 2018 - 26º Musicanto 2014Santa Rosa/RS Incorpore – Mostra de Dança Inclusiva 2018Chapecó, SC. 11º Canto Missioneiro e 10º Canto Piá Missioneiro 2018 | 10º Canto Missioneiro e 9º Canto Piá Missioneiro 2017 | 8º Canto Missioneiro e 7º Canto Piá Missioneiro 2015Santo Ângelo, RS. Fortaleza da Canção – Festival de Composição | 2018Frederico Westphalen, RS. Artemix | 2017Lajeado e Arroio do Meio, RS. Arte Movie Festival de Curtas | 2017 e 2016Porto Alegre/RS Pelotas Jazz Festival | 2014 Pelotas, RS. Mulher EnCanto | 2014Turnê pelo RS Zaoris Edital Cultura | 2014Natal, RN. Cine Circular | 2014Itinerante RS e SC OFICINEIRA – CHARLISE BANDEIRA Charlise Bandeira, Pedagoga e Flautista gaúcha, é natural da cidade de Rio Grande, RS e iniciou os seus estudos em música aos 16 anos de idade quando ingressou na Escola de Belas Artes Heitor de Lemos, onde cursou violão clássico por três anos com a professora Carla Penha e teoria musical e solfejo por cinco anos com as professoras Claudete Andersen e Marisa Saad. Paralelo ao curso teórico, iniciou os seus estudos em flauta transversal na Banda Marcial Lemos Júnior, a mais antiga banda marcial em atividade no Brasil, com o professor Diego Cardoso. No ano de 2008 recebeu o convite do Maestro Luciano Nazário para integrar o elenco da Big Band da FURG, projeto cultural mantido pela Universidade Federal de Rio Grande, com foco no jazz e na música instrumental brasileira. Em 2012 Charlise Bandeira acompanhou o músico, compositor e arranjador Nelson Faria, no espetáculo apresentado no CIDEC-SUL, no qual, além do show, foi oferecido aos participantes workshops e palestras. Ainda no ano de 2012 a Big Band da FURG, ao lado do mundialmente reconhecido instrumentista gaúcho Renato Borghetti, realizou o show de abertura da 40° Feira do Livro da FURG, evento no qual Charlise teve contato íntimo com a Música Regional Gaúcha em seus diversos ritmos, gêneros e nuances, tornando-se uma estudiosa desta vertente cultural tão própria dos gaúchos. Em março de 2013 recebeu o convite do cantor, músico e compositor regional Jader Leal para integrar sua banda, visando à inserção da flauta transversal na música regional nativista gaúcha, no intuito de quebrar alguns paradigmas musicais e inserir instrumentos diferentes dos usuais, obtendo como resultado um som leve e aveludado. Em 2014, Charlise Bandeira iniciou um trabalho de oficinas de musicalização infantil com crianças em idades entre três e dez anos, atrelando seus conhecimentos de pedagoga à sua experiência musical provinda dos palcos. Nestas oficinas são trabalhadas o ritmo, a percepção musical, o timbre, a altura e os compassos de uma forma lúdica e adequada ao público. Em 2015, Charlise Bandeira realizou uma pós-graduação intitulada “Música na Escola” na Universidade Federal de Pelotas- UFPEL para assim poder agregar mais conhecimentos na área musical. Seja pela vestimenta típica da mulher gaúcha, seja pela flor vermelha nos cabelos, seja nos palcos da Big Band, ou nos shows de música gaúcha, mas principalmente pelo talento e sensibilidade na execução da flauta transversal, Charlise Bandeira é responsável por uma nova visão da música regional, folclórica, aproximando um instrumento clássico da música popular distintiva de todo o povo gaúcho!
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.