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Trata-se da realização da mostra de filmes e lançamento do livro "NA REAL - As muitas caras do documentário brasileiro contemporâneo", ambos derivados de curadoria e de entrevistas com especialistas e documentaristas brasileiros do chamado cinema da Retomada. Ao todo serão exibidos 24 filmes em 24 sessões, sendo 12 delas seguidas de debates com os realizadores sobre os assuntos centrais das produções, além do lançamento de um livro com tiragem inicial de 1000 unidades.
A Mostra NA REAL exibirá 24 filmes brasileiros (2 por sessão) do chamado "Cinema da Retomada" e realizará 12 debates sobre os assuntos centrais das produções exibidas. O livro "NA REAL - As muitas caras do documentário brasileiro contemporâneo" resulta da transcrição das entrevistas realizadas com diretores/ especialistas do chamado "Cinema da Retomada" além de informações e textos críticos/ensaísticos sobre os realizadores e seus filmes.
O objetivo geral do projeto "NA REAL- As muitas caras do documentário brasileiro contemporâneo" é propiciar uma reflexão ampla sobre o cinema da chamada Retomada, após 1995, onde o documentário ganhou um impulso talvez inédito na história do cinema brasileiro, fenômeno muito comentado, mas ainda pouco explorado em seus contornos e sua variedade. Para isso, o documentário brasileiro dos últimos 20 anos será objeto de uma análise em conjunto com 24 cineastas de pleno reconhecimento e capacidade de invenção, que se desdobrará nas seguintes frentes: -Uma mostra com exibição de 24 filmes, organizada em 24 sessões, sendo 12 delas seguidas de debates com os respectivos diretores. Cada programa/mesa ensejará diálogo entre dois documentaristas que exploram procedimentos semelhantes ou entre um realizador de carreira consolidada, mas ainda em plena atividade, e outro mais jovem que leva adiante e/ou transforma a tradição representada pelo primeiro. - Publicação de um livro com tiragem de 1000 exemplares resultante da transcrição de 12 extensas video-entrevistas com diretores que representam as várias tendências do documentário brasileiro contemporâneo e pequenos ensaios sobre cada um dos realizadores abordados. Tiragem: 1.000 unidades.
Junto com o cinema da chamada Retomada, após 1995, o documentário ganhou um impulso talvez inédito na história do cinema brasileiro. Através de filmes de sucesso como Santiago/João Moreira Salles, Jogo de Cena/Eduardo Coutinho, Serras da Desordem/Andrea Tonacci, Janela da Alma/Walter Carvalho e João Jardim, O Processo/Maria Augusta Ramos e inúmeros documentários musicais, biográficos e esportivos, pode-se dizer que o público redescobriu o prazer de assistir ao filme de não-ficção. Essa redescoberta resulta também de uma nova intimidade que, hoje, se manifesta no consumo de documentários de televisão, séries documentais e a miríade de expressões do real disponíveis no Youtube, Vimeo, etc. Nas últimas décadas, a busca pelo real, tornou-se uma verdadeira obsessão nos telejornais, reality shows, nas galerias e museus na forma de vídeo-instalações e, mesmo, nos grandes telas em LED dos shows de música. No território cinematográfico, propriamente dito, o significativo crescimento da produção documental nas últimas décadas, a criação e consolidação de Festivais específicos de documentários, a frequente adoção de estratégias documentais na produção de narrativas ficcionais, atestam o interesse, a valorização e a força da cultura do fazer-e-ver imagens do real. Essa visibilidade justifica-se também pelas inovações e ousadias de linguagem, pelas quais o gênero passou. As formas de filmar a realidade se multiplicaram, se sofisticaram e produziram uma diversidade incomparável com qualquer outra época da produção nacional. Realçou-se o caráter subjetivo do documentário, consagrou-se o chamado dispositivo como substituto do roteiro, hibridizou-se a relação entre o real e o ficcional, testaram-se muitas formas de experimentação. O fato é que a produção contemporânea de documentários brasileiros, após 2 décadas de intensa produção, está no ponto e no momento certo, para passar por uma ampla, rica e rigorosa análise feita pelos próprios autores dos filmes, em diálogo com críticos e especialistas do dito cinema do real. Historicamente, uma das características distintivas e altamente estimulantes do documentário em relação à produção cinematográfica ficcional, é a inclinação de seus realizadores _ e, em alguma medida do próprio público - de pensarem e debaterem seus filmes, sua prática. Neste projeto cada cineasta participante colocará em foco uma ou mais peculiaridades do documentário brasileiro contemporâneo _ seja na maneira como trabalha o tempo nos seus filmes, como organiza sua exposição, como trata seus personagens, como dialoga com a invenção, como insere-se no seu próprio filme. Este é um contexto extremamente favorável e que justifica um projeto da natureza e da dimensão de "NA REAL". O contato direto com os documentaristas mais expressivos desse período, através da exibição de filmes e encontros presenciais, bem poderá ser o corolário de um momento fecundo do cinema brasileiro. O que se deseja destacar é que num curto tempo histórico - um pouco mais de duas décadas - os documentários brasileiros estabeleceram e representaram um ambiente de forte interação entre a arte e a sociedade. NA REAL acredita que vale pensar sobre o assunto... Ademais, o projeto vai de encontro às diretrizes instituídas nos incisos I, II, VIII e IX do Artigo 1º da Lei 8313 de 1991, por contribuir para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, por promover a produção cultural e artística brasileira, por estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal e por priorizar um produto cultural originário no Brasil. Ao propor exibições de filmes de realizadores de brasileiros o projeto proporciona o fomento à produção cultural e artística e promove o estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, através da distribuição gratuita e pública de ingressos para atividades culturais e artísticas conforme os objetivos descritos nos incisos II e IV do Artigo 3º da Lei 8313 de 1991. Sendo assim, ao transformar o projeto apto à captação de recursos junto às empresas patrocinadoras, a chancela deste Ministério da Cultura se faz de extrema importância para a viabilização de parcerias estratégicas e concretização dos objetivos propostos
O livro terá tiragem inicial de 1000 exemplares, sendo 334 deles também em formato digital. Os detalhes técnicos ( paginação, etc) serão definidos na altura da transcrição das entrevistas.
“Na Real - As muitas caras do documentário brasileiro contemporâneo” será realizado em espaços culturais que ofereçam todos os recursos para portadores de necessidades especiais como rampas, elevadores e barras de apoio. A produção se encarregará de contratar profissionais capacitados para oferecer toda atenção e cuidado com este público. Também se responsabilizará por reservar lugares para cadeirantes e priorizar o atendimento aos portadores de mobilidade reduzida e aos idosos. Além disso, em atendimento ao artigo 18 da Instrução Normativa nº 05 de 27 de dezembro de 2017 em conformidade com a Lei 13.146/2015, está previsto no orçamento analítico do projeto, custos para a realização de 03 sessões da mostra: uma com filmes audiodescritos, uma com filmes legendados (legenda descritiva) e uma com a presença de intérprete de libras. Também contaremos com a presença de um profissional interprete de libras em 3 debates da Mostra e nos encontros de formação audiovisual que serão realizados como contrapartida social. 1/3 dos exemplares do livro contará com versão em formato digital. Todas as medidas previstas constarão nos materiais de divulgação sempre que tecnicamente possível.
Como forma de promover a democratização de acesso de um público plural e de todas as camadas sociais, realizaremos todas as exibições e debates com acesso gratuito. Também no que prevê o artigo 20 da Instrução Normativa nº 05/2017, 20% do total de livros impressos e quantificados no plano de distribuição serão comercializados no valor de até R$ 75,00. Além disso, em atendimento às medidas previstas no artigo 21 da Instrução Normativa nº 05/2017, especialmente ao item I promoveremos a doação de 20% (vinte por cento) do total da publicação resultante da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; Em atendimento ao Art. 22 da Instrução Normativa nº 02/2019, promoveremos a seguinte ação de Contrapartida Social de Formação Cultural: Os curadores do evento se dispõem a fazer 6 (seis) palestras para alunos do 3º ano do ensino médio de escolas da Rede Pública de Ensino do Rio de Janeiro a respeito do cinema documentário. Nesses encontros, Bebeto Abrantes e Carlos Alberto Mattos explicarão os fundamentos da linguagem do documentário, visando combater preconceitos quanto à noção de que esse tipo de cinema seria "didático" e "chato". Levarão exemplos de como o documentário pode ser interessante e divertido, ao mesmo tempo que é esclarecedor e instrutivo. As palestras pretendem esclarecer as diferenças entre documentário e jornalismo, além de mostrar como o chamado cinema do real dialoga com a ficção no audiovisual contemporâneo. Serão abordados alguns exemplos clássicos do documentário mundial e de sua contraparte brasileira mais recente, de modo a dar uma ideia sucinta da evolução dessa trajetória dentro da história do cinema. Em se tratando de um contato com plateias jovens e ligadas nas formas mais atualizadas de circulação da imagem, os palestrantes estimularão os estudantes a se expressarem através dos recursos mais simples a seu dispor, como os celulares e a internet. Captar a realidade de maneira inventiva e reveladora pode estar ao alcance de todos, sobretudo se a criação se dá pela via coletiva e agregadora.
O proponente prestará serviço de diretor de produção ao Projeto. Marcio Blanco (idealizador, diretor de produção) - Doutorando e Mestre em Comunicação, na linha de Tecnologias de Comunicação e Cultura, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É professor substituto do curso de Cinema da Universidade Federal Fluminense. Possui experiência na área de direção, roteiro, produção em cinema, vídeo e televisão; produção cultural de eventos; educação popular e criação de redes de comunicação na web. Coordenou projetos de formação em audiovisual em espaços populares. Trabalhou na formulação e execução de políticas públicas na área de audiovisual, cultura digital e saúde do trabalhador para o Ministério da Cultura e Ministério da Saúde. Bebeto Abrantes (idealizador, diretor artístico e curador)- é documentarista, roteirista e diretor de inúmeras produções televisivas para canais abertos e à cabo do Brasil e do exterior, tais como: TV Globo, Canal Futura, GNT, Multishow, Discovery Kids, Animal Planet, Canal Brasil, TV Cultura, TV Escola, TV Brasil, SESC TV e outros. Como diretor fez os premiados documentários Saudades do Nosso Futuro – Sá Pereira 70 anos, Quando os suíços emigravam – Nova Friburgo 200 anos, Caminho do Mar, As Batidas do Samba, Histórias de um Brasil Alfabetizado, Até Quando?, Recife/Sevilha – João Cabral de Melo Neto e TV – Quem Faz, Quem Vê. Roteirizou as Séries “7 X Bossa Nova”, medalha de prata no New York Film Festival 2006; “Eco-Aventura: Amazônia” série de 5 episódios produzida para o Discovery Kids, finalista do Emmy Awards 2000 e “Danças Brasileiras”, série de 13 episódios, semi-finalista International Emmy Awards 2005. Bebeto Abrantes deu aula de roteiro para documentário na Universidade Veiga de Almeida. Há 5 anos, é professor de roteiro da Academia Internacional de Cinema (AIC/RJ). Carlos Alberto de Mattos (idealizador, diretor artístico e curador)- Jornalista, crítico e pesquisador de cinema desde 1978. Foi crítico da Tribuna da Imprensa, Jornal do Brasil, O Dia, O Pasquim, O Estado de S. Paulo, Isto É, O Globo e dos websites no.com.br e criticos.com.br. No Globo Online criou o pioneiro DocBlog (2006-2008), primeiro espaço dedicado exclusivamente a documentários na internet brasileira. Foi coordenador de cinema e vídeo do Centro Cultural Banco do Brasil-RJ entre 1989 e 1997 e editor da revista Filme Cultura (2012-2013). Lançou os livros Walter Lima Júnior - Viver Cinema (2002), Eduardo Coutinho – O Homem que Caiu na Real (2003), Carla Camurati – Luz Natural (2005), Jorge Bodanzky – O Homem com a Câmera (2006), Maurice Capovilla – A Imagem Crítica (2006), Vladimir Carvalho – Pedras na Lua e Pelejas no Planalto (2008), "Mario Carneiro - Trânsitos" (2013, com Adolfo Montejo Navas e Fabiana Éboli Santos) e "Cinema de Fato – Anotações sobre Documentário" (2016). É autor dos textos do livro Animation Now! (Taschen/Anima Mundi, 2004), dos verbetes sobre cinema brasileiro da Enciclopédia Encarta da Microsoft (1998 e 2000), de ensaios no livro Folha Conta 100 Anos de Cinema (org. Amir Labaki, 1995) e no catálogo Cinema Novo and Beyond (MOMA de Nova York, 1998). Foi um dos organizadores do livro Memória da Memória – Uma História do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB, 2007). Apresentou os programas Faróis do Cinema, além de várias programações do Canal Brasil., para o qual dirigiu ainda o documentário Jurandyr Noronha – Tesouros Quase Perdidos (2009). Faz curadorias e edições regularmente para mostras de cinema. Resenha filmes regularmente para o blog carmattos.com e o portal Carta Maior. Sabrine Muller (produtora executiva)- Graduada em Produção e Política Cultural pela Universidade Cândido Mendes RJ, atua na área cultural desde 2009. Foi produtora executiva e diretora de produção dos projetos Festival Audiovisual Visões Periféricas e Meu Bairro Vale um Filme (Associação Imaginário Digital), Dançar (não) é preciso e As Histórias que Inventamos Sobre Nós (Esther Weitzman Companhia de Dança), O que Eu Mais Gosto é de Gente (Angel Vianna), entre outros.
PROJETO ARQUIVADO.