Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto recupera o legado fotográfico de Sidnei Cavalcanti Ferreira, precocemente desaparecido aos 26 anos em 1975, através da realização de uma exposição fotográfica e da publicação do seu respectivo catálogo, em edição bilíngue português / inglês.
Exposição e catálogo
OBJETIVOS GERAIS O projeto recupera o legado fotográfico de Sidnei Cavalcanti Ferreira, precocemente desaparecido aos 26 anos em 1975, através da realização da exposição fotográfica Rocinha dos Setenta e da publicação do seu respectivo catálogo, em edição bilíngue português / inglês, como parte da programação do FotoRio. A exposição reunirá trinta fotografias em preto-e-branco realizadas por Sidnei em meados da década de 1970 na Rocinha (RJ), que apresentam a vida cotidiana da comunidade, com um foco maior sobre a infância. O conjunto constitui um precioso documento sobre a arquitetura vernacular da época, os habitantes da comunidade e as suas relações sociais no período anterior ao crescimento desordenado, com as desastrosas consequências que hoje vivenciamos. O olhar sensível e despojado de preconceito de Sidnei nos desvela uma comunidade diversificada e pobre, mas cheia de vida, onde a melancolia de uns dialoga com a alegria de outros. A curadoria é do fotógrafo e antropólogo Milton Guran e da antropóloga Lygia Segalla, que estudou a Rocinha na década de 1980, logo após, portanto, da realização das fotografias em questão. OBJETIVOS ESPECIFICOS - Exposição com 30 fotografias em preto e branco, no Rio de Janeiro, com duração média de 60 dias. - Em edição bilíngue português / inglês do catálogo, com tiragem de 1.000 cópias, que reproduzirá a totalidade das fotografias expostas, com suas respectivas legendas, e será composto por uma apresentação crítica do trabalho fotográfico de Sidnei, assinada por Milton Guran; de um texto de Lygia Segalla contextualizando as fotografias na Rocinha da época; e de uma notícia biográfica sobre o autor. - Ação formativa com visitas guiadas com o curador do projeto.
Sidnei Cavalcanti Ferreira nasceu no Rio de Janeiro em 4 de novembro de 1948. Passou sua infância e adolescência na zona sul da cidade. Cursou a Faculdade de Economia, mas interrompeu o curso no terceiro ano para se dedicar exclusivamente à fotografia. Com seu espírito inquieto, procura denunciar, através de sua lente, a realidade de uma cidade que se mostrava belíssima mas extremamente injusta com os despossuídos. No início dos anos setenta, muda-se para Londres para estudar fotografia e viaja por diversos países da Europa, como França e Alemanha. Ao voltar para o Brasil, percorre o Nordeste, onde retrata trabalhadores em diferentes locais como colhedores de cana e garimpeiros. Em 1975, mergulha por semanas em um trabalho na Rocinha. A proximidade entre as residências de classe alta dos dois bairros da Gávea e São Conrado e as de classe baixa do Vidigal e da Rocinha marca um forte contraste urbano na paisagem da região. Sidnei envolve-se profundamente no cotidiano dessas pessoas, registrando não só o trabalho, mas os momentos de lazer dos moradores, com ênfase na espontaneidade das crianças: uma comunidade imensa e complexa, mas ainda com uma alegria e inocência comovedoras. Seu olhar apaixonado nos revelou uma Rocinha que já não existe mais. Faleceu em 14 de setembro de 1975 aos 26 anos. Apesar da pouca idade, deixou um legado, testemunho pungente de uma época. Realizar uma exposição com sua relevante obra traz ao público dos dias de hoje um raro testemunho iconográfico desta época, além de resgatar um instigante olhar sobre a comunidade da Rocinha, raramente retratada com olhar artístico. A comunidade está com frequencia envolvida em informações sobre crimes e tragédias e poder lancar um novo olhar sobre esse espaço relevante traz também a resignificação da área para seus milhares de moradores. Entendemos que a proposta se enquadra no Art. 1° da Lei 8.313/91 em seus incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Da mesma forma, o projeto atende ao Art. 3° no seguinte item: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
Além de acesso gratuito às atividades, como contrapartida social, o projeto oferece visitas guiadas para escolas, com atividades formativas com os monitores, onibus e lanche. Serão atingidos pelo menos 300 jovens estudantes da rede pública com esta ação.
Exposição - Serão trinta imagens, em preto-e-branco, produzidas especialmente para a exposição. Edição de um catálogo bilíngue português/inglês, no formato médio de 25,5 x 19,5cm, cerca de 96 páginas e mil exemplares de tiragem.
EXPOSIÇÃO Acessibilidade física Por conta do prazo necessário à captação de recursos e posterior agendamento da galeria onde será feita a exposição, ainda não temos o espaço confirmado, porém garantimos que será selecionado aquele que dispuser de estrutura para receber com conforto portadores de necessidades especiais e pessoas com mobilidade reduzida. A galeria pautada terá rampa e/ou elevador para cadeirantes, corrimão, banheiros adaptados, sinalização adequada e pessoal treinado para receber com conforto todos os públicos. Acessibilidade de Conteúdo O projeto prevê um programa educativo que contará com monitores preparados para realizar as visitas guiadas previstas, incluindo o público com necessidades especiais. O público com deficiência visual será recepcionado por monitores treinados, que farão a contextualização da exposição, explicando as obras, seu conteúdo histórico e social, em visitas guiadas específicas. CATÁLOGO A distribuição incluirá escolas e acervos que atendam ao público com baixa audição e surdos, como o INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos.
Exposição:O acesso à exposição é 100% gratuito, assim como os catálogos. Catálogo:Os catálogos são 100% gratuitos, estando confirmada a doação majoritáia para bibliotecas públicas, ONGs, escolas de artes visuais e demais acervos públicos. Desta forma, o projeto atende ao disposto na Instrução Normativa 2/2019, do Ministério da Cidadania, em seu Capítulo IV: Art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; Também como democratização de acesso, prevemos como ação formativa cultural uma série de visitas guiadas com o curador da exposição, que atingirá 300 participantes, divididos em turmas. Haverá pelo menos 150 estudantes e professores de instituições públicas de ensino. Nas visitas guiadas, o curador da exposição (fotógrafo e antropólogo) fará uma apresentação das obras, discutindo os aspectos não só técnicos como sociais das imagens, localizando o trabalho do artista em seu tempo, e traçando paralelos para a fotografia de hoje.
Coordenação Geral e Curadoria - Milton GuranAdministração do Projeto - Luz Tropical Cultura & ProduçõesProgramação Visual - Melanie Guerra A empresa proponente vai fazer a Coordenação Geral e a Administração do projeto, com base nos 10 anos de experiência, tendo diversos projetos aprovados e executados com recursos públicos. Coordenação geral e curadoria - Milton Guran - sócio da Luz Tropical Cultura & Produções: Milton Guran é fotógrafo, jornalista e antropólogo, doutor em Antropologia (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - França, 1996), com pós-doutorado na USP - Universidade de São Paulo (2005) e mestre em Comunicação Social (Universidade de Brasília, 1991). É pesquisador associado ao Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná e ao LABHOI – Laboratório de História Oral e Imagem da UFF – Universidade Federal Fluminense. Um dos fundadores da AGIL Fotojornalismo (Brasília, 1980) e fotógrafo do Museu do Índio (Rio de Janeiro, 1986-89), ganhou o Prêmio VITAE de Fotografia (1990) e o X Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da FUNARTE (1998) e o Prêmio Especial do Prêmio Pierre Verger de Vídeo e Fotografia da Associação Brasileira de Antropologia (2002). É autor, entre outros títulos, de Agudás – os “brasileiros” do Benim (Ed. Nova Fronteira/Ed. Gama Filho, abril de 2000), de Linguagem Fotográfica e Informação (Ed. Rio Fundo, 1992; 2a edição Editora Gama Filho, 1999, 3a edição, 2002. Realizador e coordenador geral do FotoRio 2003 – Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro (edições de 2003, 2005 e 2007). Programação Visual: Melanie Guerra é designer, artista plástica e produtora cultural. Formada em Comunicação Visual pela PUC-RJ e pós-graduada em “Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais” pela Universidade Candido Mendes. Trabalhou com design editorial nos principais meios de comunicação do Rio de Janeiro, como o Jornal do Brasil e Revista de Domingo, Revista Veja Rio e jornal O Globo. De 2009 a 2015 produziu o festival FotoRio — Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, como sócia-gerente da produtora Luz Tropical Cultura & Produções. Como designer criou a identidade visual de diversas exposições, entre as principais estão “Filhos da Terra”, no Centro Cultural Correios; “Charlotte Rampling — Álbuns Secretos”, “Amor Amor Amor” e “As Primeiras Cores do Rio”, todas no Centro Cultural Banco do Brasil. Produção e Administração: Luz Tropical Cultura & Produções iniciou suas atividades em 2008 e é a realizadora e principal produtora do FotoRio - Encontro Internacional de Fotografia do Rio de Janeiro, evento bienal (de 2003 a 2013) e anual a partir de 2014, que realizou sua décima edição em junho de 2017. Além do FotoRio, dentre as suas principais produções estão: Exposição Amor Amor Amor, fotografias da Coleção da MEP Paris, no Centro Cultural Banco do Brasil (março de 2014) Exposição Filhos da Terra, no Centro Cultural Correios (dezembro de 2013 a janeiro de 2014) Exposição Charlotte Rampling Álbuns Secretos, no CCBB (maio a de 2013) Exposição fotográfica Olhares Sobrepostos Dois Zecas, dois Pedros, um Chico e um Domingos, no CCJF (julho de 2012) Exposição de vídeo Video Short List Máquinas de Sonhar, coletiva com curadoria de Jean-Luc Monterosso (MEP, Paris) no MAC de Niterói (abril de 2009). Exposição fotográfica “A Casa Xinguana”, de autoria de Milton Guran, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo (junho de 2008); Exposição fotográfica “A Bossa do Rio”, coletiva com curadoria de Milton Guran, no Teatro SESI RJ (agosto de 2008); Exposição “O Refluxo da Diáspora”, de autoria de Milton Guran, no Centro Cultural José Bonifácio (agosto 2008); Exposição “Direitos Humanos – A Declaração da Vida”, coletiva com curadoria de Milton Guran, no Centro Cultural da Justiça Eleitoral (dezembro de 2008); Exposição de vídeo “Video Short List - Máquinas de sonhar”, coletiva com curadoria de Jean-Luc Monterosso (Maison Européenne de la Photographie, Paris) no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (abril de 2009).
PROJETO ARQUIVADO.