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PRONAC 191587Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Vera Pacheco Jordão

Lucila Texeira Soares
Solicitado
R$ 200,0 mil
Aprovado
R$ 200,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Livros ou obras de referência - valor Humanístico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
19

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2019-08-13
Término
2022-12-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Publicação de livro em dois volumes sobre a história da jornalista Vera Pacheco Jordão através de sua intensa produção de textos, crônicas e críticas de arte como testemunha de alguns momentos marcantes da história do Brasil _ e do mundo _ nas décadas de 30 a 70 do século XX.

Sinopse

O livro resgata a história de Vera Pacheco Jordão através de sua intensa e importante produção jornalística e como crítica de arte, como testemunha de alguns momentos marcantes da história do Brasil – e do mundo – nas décadas de 30, 40, 50, 60 e 70. Abordaremos no primeiro volume: (1) suas histórias de viagens, as histórias inventadas para os netos que viraram livros infantis publicados (“A pequena sereia” e “Uma noite no Jardim Zoológico”); (2) episódios específicos e marcantes de sua vida: a falência e recuperação financeira de seu pai, o casamento com meu avô, a separação. A participação no programa de J. Silvestre, a casa de Búzios. (3) A ida para Londres como adido cultural, as viagens à Índia. (4) Momentos particularmente ricos como as viagens à Europa do pós-guerra, com relatos sobre a saga de reconstrução do continente e a cobertura de uma sessão do Tribunal de Nuremberg em que ela era a única jornalista brasileira presente; (5) a temporada de um ano em Londres a serviço da BBC, período em que foi correspondente da Tribuna da Imprensa; (6) o balé “O Espantalho”, com enredo desenvolvido por ela a partir de quadros de Cândido Portinari, encenado no Teatro Municipal em 1954, com música de Francisco Mignone, cenários de Tomás Santa Rosa e coreografia de Tatianan Leskova; (7) os anos de 1966 a 1968, quando foi adido cultural do Brasil em Londres; duas viagens à Índia, em 1971 e 1972, registradas em uma série de crônicas para O Globo, posteriormente reunidas no livro “A Índia que eu vi”. Para o segundo volume, apresentaremos uma seleção feita no acervo de O Globo, onde há mais de 500 colunas de Artes Plásticas escritas por Vera Pacheco Jordão, sobre alguns dos maiores nomes da arte brasileira, grandes exposições no Brasil e no exterior, e polêmicas do mundo da crítica de arte.

Objetivos

GERAL Produzir uma publicação voltada para o registro e a preservação da memória de importante personagem da cultura brasileira em cinco décadas dedicadas à cultura e às artes no século XX. ESPECÍFICO Publicar livro sobre Vera Pacheco Jordão, conduzida por textos da jornalista, um misto de biografia e coletânea. A partir de pesquisas e entrevistas, no primeiro volume abordaremos a sua história entremeada de crônicas escritas e publicadas para as mais importantes publicações brasileiras entre os anos 1940 e 1970. O segundo volume será dedicado a uma compilação de críticas escritas para colunas de arte de destacados jornais brasileiros, selecionadas por um curador especializado. A tiragem do livro será de 1.000 exemplares. CONTRAPARTIDA SOCIAL: 3 palestras para alunos e professores de cursos de artes das Universidades públicas situadas na cidade do Rio de Janeiro _ UFRJ, UERJ, UFF e Uni-Rio.

Justificativa

Vera Pacheco Jordão (1910-1980) foi, em muitos aspectos, uma mulher singular. Filha mais nova de família tradicional paulistana, casou-se em 1933 com José Olympio Pereira Filho, e teve papel importante na construção da editora que lançou os maiores nomes da literatura brasileira entre os anos 1930 e 1960. Em 1943, separou-se de José Olympio, com quem teve dois filhos _ Vera Maria (Verinha) e Geraldo (Coley) e, em um tempo no qual as separações eram raras e condenavam a mulher à reclusão das viúvas, teve a coragem de ir viver sua vida. Desenvolveu uma carreira intelectual e jornalística prolífica e diversificada, e destacou-se como crítica de arte em um meio predominantemente masculino, com nomes do porte de Mário Pedrosa. Foi titular da coluna semanal de Artes Plásticas de O Globo por quase 20 anos, a partir do final dos anos 1950. A partir de meados dos anos 1940, contribuiu para as mais importantes publicações brasileiras e trabalhou por um ano na BBC de Londres. São mais de mil referências a seu nome nos periódicos Diário de Notícias, Correio da Manhã, O Cruzeiro, Tribuna da Imprensa e outros entre os anos 1940 e 1970. Apesar disso, sua trajetória é desconhecida, e seu nome, quando lembrado, é atrelado ao de José Olympio, como ex-mulher do editor. Vera era dona de uma personalidade original. Em meados dos anos 1950, quando Búzios ainda era um desconhecido bairro de Cabo Frio, comprou e reformou uma casa de pescador na Praia dos Ossos _ a "Toca do Tatu", ou simplesmente "Tatu" - e passou a fazer parte de uma turma de "druidas" (definição de um cronista social da época), que tinha à frente Bento e Eudóxia Ribeiro Dantas e juntava cariocas alegres num paraíso que demandava oito horas de viagem por estradas terríveis (além de atravessar de balsa a Baía de Guanabara). A casa precisava de reforma, e para conseguir o dinheiro necessário, ela se inscreveu no programa "O Céu é o Limite", apresentado por J. Silvestre, respondendo sobre o escritor americano Ernest Hemingway. Conseguiu o suficiente. Fez parte de um grande círculo de artistas, escritores e intelectuais, que circulava pelo Rio de Janeiro em um período rico da história do Brasil. Nos anos 1930, quando chegou à cidade com José Olympio, a livraria da Rua do Ouvidor 110 abrigava uma roda de escritores recém-lançados, entre eles Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Rachel de Queiroz, Adalgisa Nery, Sérgio Buarque de Holanda. Em pleno Estado Novo, o Ministério da Educação, Gustavo Capanema à frente e Carlos Drummond de Andrade como chefe de gabinete, era um espaço plural onde escritores de todas as correntes políticas batiam ponto. Nesse Rio de Janeiro capital, viviam figuras notáveis, reunidas em círculos de amizade com muitas interseções. Faziam parte dessa constelação Cândido e Maria Portinari, Octavio Tarquinio de Souza e Lucia Miguel Pereira, Roberto Burle Marx, Lota Macedo Soares, Manuel Bandeira, Jorge de Lima, Tomás Santa Rosa e muitos outros. Vera circulava por muitas dessas rodas, onde tinha grandes amigos e praticava com brilhantismo o que hoje se convencionou chamar "networking". O objetivo deste projeto é resgatar a história de Vera Pacheco Jordão através de sua intensa produção jornalística, como testemunha de alguns momentos marcantes da história do Brasil _ e do mundo _ nas décadas de 30, 40, 50, 60 e 70. Testemunha é, aliás, um termo particularmente adequado a Vera, dona de uma narrativa conduzida quase sempre em primeira pessoa, o que enriquece e dá vida extraordinária às histórias e personagens que povoam suas reportagens. A solicitação de apoio ao projeto junto ao Ministério da Cidadania via Lei de Incentivo, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91, atende aos Incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Sobre o atendimento ao Artigo 3º da Lei 8.313/91, atende ao Inciso: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;

Especificação técnica

Livro 1: com 256 páginas, cerca de 50 fotografias (acervo), 23x30cm fechado, 46x30cm aberto. MIOLO EM papel Couché 75g, 4x4 COR, Capa em Cartão Supremo 300g. Livro 2: com 272 páginas, 23x30cm fechado, 46x30cm aberto. MIOLO EM papel Couché 75g; 1x0 COR, Capa em Cartão Supremo 300g.

Acessibilidade

O lançamento do livro será realizado em local adaptado às necessidades de acesso, mobilidade e serviços para pessoas com mobilidade reduzida – rampas, elevadores e sanitários adaptados - como determina o Inciso II do artigo 27 do Decreto 5.761/06. LIVRO: Prevemos o registro do texto em áudio-livro (sonora em formato magnético) com distribuição gratuita para entidades de atendimento a pessoas com deficiência visual. CONTRAPARTIDA SOCIAL: Contaremos com intérprete de libras sob demanda.

Democratização do acesso

A cota de distribuição gratuita à população será destinada a Bibliotecas públicas estaduais e órgãos estaduais do livro e leitura, em atendimento à alínea ‘a’ do Inciso I do Artigo 20 da IN 02/2019. Para atendimento ao Artigo 21 da IN 02/2019, optamos pelo Inciso I que prevê a doação adicional de 20% da tiragem para escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público.

Ficha técnica

O proponente será responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto, além de ser a autora da publicação. Será remunerada pelo projeto pela rubrica 'Coordenação editorial. Autora: Lucila Teixeira Soares É jornalista formada pela Faculdade Hélio Alonso de Comunicação, com 35 de experiência. Trabalhou em alguns dos principais veículos de comunicação impressa do Brasil: O Globo, Jornal do Brasil e Revista Veja. Foi correspondente de O Globo em Buenos Aires. Em 2006, ano em que a editora José Olympio completou 75 anos, lançou “Rua do Ouvidor 110, uma história da Livraria José Olympio, uma crônica sobre a lendária livraria criada por seu avô, e que funcionou no Centro do Rio entre 1934 e 1955. Pesquisa: Ileana Pradilla Nasceu em Bogotá, Colômbia. É formada em Artes Cênicas, com pós-graduação em História da Arte e da Arquitetura e mestrado em História Social da Cultura. De 2006 a 2015 dirigiu a Plural Comunicação, Memória & Cultura. Lecionou Historiografia da Arte no Instituto de Artes da Uerj. É autora de Marc Ferrez – Uma cronologia da vida e da Obra (IMS, 2019) e co-autora da Coleção Palavra do Artista (Lacerda Editores/CAHO, 1999) e organizadora de Kant. Crítica e estética na Modernidade (Senac, 1999). Possui textos publicados em diversos livros e catálogos, entre os quais Antonio Dias (Cosac Naify/APC, 2015); Vik Muniz (Museu Vale, 2015); Marcos Chaves Paisagens não Vistas (Museu de Arte do Rio, 2015) e Milton Dacosta (Silvia Roesler Editora, 2005).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.