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O projeto Progresso tem como objetivo ofertar oficinas de formaçao audiovisual no bairro Jardim Progresso. O produto das oficinas será a formacao dos jovens e a produção decurtas sobre temáticas relativas ao bairro localizado na cidade de Ribeirao Preto/SP.
Os alunos do curso deverão ser maiores de 14 (catorze) anos e serão compostos de, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) de estudantes e professores de instituições públicas de ensino, preferencialmente moradores do bairro, conforme § 2º, do art. 22 da IN 02/2019 do MC. Oficinas de produção audiovisual: As oficinas de produção audiovisual pretendem capacitar o aluno para a produção de vídeos, documentários etc. Aulas teóricas: As aulas teóricas serão embasadas na teoria da micro-história. Podemos melhor compreender esta teroria através da seguinte afirmação:"Antes de tudo, é preciso deixar claro que a Micro-História não se refere necessariamente ao estudo de um espaço físico reduzido ou delimitado, embora isto possa até ocorrer. O que a Micro-História pretende é uma redução na escala de observação do historiador com o intuito de se perceber aspectos que, de outro modo, passariam despercebidos" (Barros, 2007, p.169).A observação do bairro será realizada através do mapeamento em pequena escala dos acontecimentos históricos ali desencadeados sem, contudo, perder de vista que a micro realidade demonstrada pela observação do bairro tem uma correspondência na macro realidade, uma vez que este bairro pertence a um município, a um estado e a um país. Esperamos, dessa forma, que as análises efetuadas por esta pesquisa não se encerrem numa visão reducionista do bairro, mas sim que sirva de um elemento condutor para análises mais profundas de como os fatos da micro realidade se comunicam e são influenciados pelas políticas e condições socioeconômicas da macro realidade.Outrossim, a percepção de pertencimento ao bairro deverá ser pontuada e observada a luz das políticas publicas municipais, estaduais e federais para que se rompa com a visão reducioinista acerca do funcionamento das esferas públicas, permitindo aos alunos uma visão mais abrangente da realidade social em que estão inseridos.Para tanto, nos apoiaremos em entrevistas semi-estruturadas e não estruturadas que deverão ser realizadas pelos alunos do curso, todos moradores do bairro em questão. Os alvos destas entrevistas serão os moradores mais antigos do bairro que poderão, a partir da sua memória (história oral), trazer elementos que nos forneçam subsidios para compreender a dinâmica de formação do bairro, seu desenvolvimento, lutas e resistências pelas quais os moradores passaram e continuam enfrentando.No que se refere a questão de ocupação do espaço, vamos aprofundar as relações que levam a disputas pelo território urbano. Os entraves que dificultam a aquisição de moradia será um dos elementos motivadores para analise da questão de pertencimento e as relações culturais, economicas e políticas que surgem nesse território. Exbição do documentário. O documentário, de classificação livre, será exibido em duas sessões que acontecerão no bairro Jardim Progresso. A exibição será precedida de apresentação que fundamentará as razões do projeto e as conclusões do trabalho realizado, como forma de pontuar a valorização artística, cultural, social e histórica do entorno em que vivem os habitantes do Jardim Progresso.
Objetivo Geral O projeto "Progresso" tem como objetivo fomentar a busca da identidade e da relação dos educandos com o meio social e cultural em que vivem. Para tanto, os alunos serão convidados a participar de uma oficina de formação audiovisual em que os participantes desenvolverão curtas-metragem que retratem o surgimento do bairro. Para a produção dos curtas, os alunos deverão se instrumentalizar através da teoria da micro-história, que permite uma visualização e uma compreensão de forma mais próxima das relações intrínsecas entre os sujeitos históricos, o território e o contexto, por meio das relações dialéticas entre estes agentes que, em última instância, perfigura um território dinâmico e com caracterísitcas próprias. Objetivo específico Ofertar 30 vagas para as 12 encontros com 3 horas-aula cada ,de producao audiovisual e micro-história. Promever duas sessões de exibição gratuitas dos curtas-metragem produzidos.
O ensino e aprendizado de História vem se transformando nas últimas décadas, em especial, a partir da década de 1970, quando surge na Itália uma nova corrente teórica que procura enxergar os fenômenos históricos e os acontecimentos a partir de uma análise da micro realidade. Distinta dos estudos tradicionais feitos até então, esta teoria procura enxergar a história como sendo dinâmica e não restrita aos grandes fatos e agentes de transformação. Será nos detalhes que a micro-história, como teoria, irá se engajar, revelando que as relações pessoais do cotidiano entre os atores sociais denotam uma robustez para a configuração histórica do presente, a qual muitas vezes, a teoria dominante não consegue abarcar. Acreditamos que esta visão da micro realidade poderá nos auxiliar a perceber as nuances e as particularidades do território em questão, uma vez que os atores e personagens da criação histórica do bairro se encontram, muitos deles, ainda vivos, o que nos permitirá a realização de pesquisas empíricas apoiadas na etnografia, para compreender, construir e trazer a luz a história do Bairro, seus personagens e trajetórias. O bairro em questão, o Jardim Progresso, é retratado constantemente pela imprensa local como um bairro violento, local de tráfico de drogas e constituído por uma população com baixa renda. Tal estigma é reitrerado pelos próprios habitantes, o que nos coloca um problema de baixa autoestima e falta de zelo e apropriação do espaço público, já que o poder público se faz pouco presente no local. Dessa forma, compreender e construir a história do bairro, seus personagens, histórias de luta e dinâmica de vida poderá possibilitar uma percepção mais próxima do bairro, livre de estigmas e rótulos que deturpam uma análise mais objetiva e humana desse local. A proposta se enquadra nos incisos I (contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais), II (promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais), III (apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores), V (salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira) e IX (priorizar o produto cultural originário do País), do art. 1º, da Lei 8.313/91, tendo como finalidades o incentivo à formação artística e cultural, com a concessão de bolsas de estudos para adolescentes do entorno onde o documentários será produzido (Jardim Progresso, Ribeirão Preto, SP; fomento à produção cultural e artística, mediante a produção de filme documental sobre o bairro Jardim Progresso, edição de obra de ciências humanas e artes, realização de exibição do documentário produzido; estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, por meio da distribuição gratuita e pública de ingressos para a mostra do documentário produzido, conforme art. 3º, incisos I, alínea a, II, a, b e c, III, alínea a, da Lei 8,313/91.
Produção de documentário de 30min, 1920*1080, mpg2.
Em atendimento ao art. 18 da Instrução Normativa nº 02/2019, do MC, o projeto “Progresso” prevê que as aulas aconteçam em local que conte com diversos facilitadores do espaco físico, como banheiro, rampas, guias etc. As aulas contarão com um tradutor de LIBRAS. A apresentação das exibições dos curtas também contará com um tradutor de LIBRAS. Os curtas terão legendagem descritiva e audiodescrição.
O projeto Progresso será uma atividade pública e gratuita, permitindo o acesso de todos os interessados, preferencialmente moradores do bairro Jardim Progresso, estudantes da rede pública e professores. Posteriormente, os curtas poderão ser exibido no Youtube.
Pesquisador / Roteirista Marcos Acácio Neli: Possui graduação em Ciências Sociais e Especialização em Sociologia da Educação pela Universidade Estadual de Londrina, Licenciatura em História pela Universidade de Araras, mestrado em Medicina Social pela Universidade de São Paulo, com ênfase em Sociologia do Trabalho e saúde do trabalhador, Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP. Atualmente é professor da Pós-graduação em História, Cultura e Sociedade do Centro Universitário Barão de Mauá, docente e articulador de Ciências Humanas do Centro Educacional Marista Ir. Rui Depiné e professor de História e Sociologia na Escola Metropolitana. Instrutor de audiovisual Matheus José Vieira é produtor audiovisual, educador e documentarista. Formou-se em ciênciassociais pela UNESP (Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara) e em produção audiovisual pelo Centro Universitário Barão de Mauá. Também estudou engenharia elétrica com ênfase emcomputação e sistemas de automação na UNIFEB. É formado em eletrotécnica pelo SENAC einformática pelo SENAI. Em 2016 foi um dos produtores do documentário “Fundão: A história não contada”, que fala sobre o rompimento da barragem em Mariana/MG e seus efeitos, contado por moradores da região e especialistas de diversas áreas. Matheus trabalha com a sua produtora “Vídeo Burn” desde 2015, na função de fimmaker. Trabalhou no “Pontão de cultura Sibipiruna” de 2012 a 2014, como produtor audiovisual. Trabalhou na “Fundação Armando Álvares Penteado” de 2010 a 2012, como produtor audiovisual. Trabalhou na Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto 2010, como instrutor na “Oficina Jovem de Cinema”; ministrando aulas de edição e iluminação. Trabalhou na “Casa do Audiovisual” em 2010 na função de editor de áudio e vídeo.
PROJETO ARQUIVADO.