| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 71324784000151 | Usina Santo Antonio S/A | 1900-01-01 | R$ 266,0 mil |
| 01613433000185 | São Francisco Sistema de Saúde S/E Ltda. | 1900-01-01 | R$ 250,0 mil |
| 71324792000106 | Usina São Francisco | 1900-01-01 | R$ 230,1 mil |
| 53009825000133 | Usina Alta Mogiana S/A. Açucar e Álcool | 1900-01-01 | R$ 200,0 mil |
| 45913696000185 | Sorocaba Refrescos S/A | 1900-01-01 | R$ 172,2 mil |
| 05242560000176 | Usina Vertente Ltda. | 1900-01-01 | R$ 150,0 mil |
| 07674341000191 | Usina Uberaba S/A | 1900-01-01 | R$ 100,0 mil |
| 71304687000105 | Pedra Agroindustrial S.A. | 1900-01-01 | R$ 100,0 mil |
| 56720428000163 | Indústrias Romi S.A | 1900-01-01 | R$ 93,0 mil |
| 65763377000148 | BASEQUIMICA PRODUTOS QUIMICOS LTDA | 1900-01-01 | R$ 84,5 mil |
| 10885321000174 | WEG Linhares Equipamentos Eletricos S.A. | 1900-01-01 | R$ 80,0 mil |
| 56815244000187 | Menegazzo & Cia Ltda | 1900-01-01 | R$ 70,0 mil |
| 14031191000163 | HINOVE AGROCIENCIA S.A. | 1900-01-01 | R$ 50,0 mil |
| 60329174000124 | USINA AÇUCAREIRA SÃO MANOEL S/A | 1900-01-01 | R$ 50,0 mil |
| 47038294000104 | Renk Zanini S.A. Equipamentos Industriais | 1900-01-01 | R$ 48,5 mil |
| ***438248** | Marco Aurélio Abrahão | 1900-01-01 | R$ 40,0 mil |
| 23002548000176 | DISTRIBUIDORA MENEGAZZO LTDA | 1900-01-01 | R$ 39,0 mil |
| ***083938** | LEOPOLDO TITTOTO | 1900-01-01 | R$ 15,5 mil |
| ***792768** | CARLOS DINUCCI | 1900-01-01 | R$ 10,0 mil |
| ***351478** | BERNARDO BIAGI | 1900-01-01 | R$ 8,4 mil |
| ***410798** | JOSE ROBERTO MACIEL NOGUEIRA | 1900-01-01 | R$ 8,0 mil |
| ***140658** | PAULO MAXIMIANO JUNQUEIRA NETO | 1900-01-01 | R$ 7,0 mil |
| ***713958** | RICARDO TITTOTO NETO | 1900-01-01 | R$ 5,0 mil |
Trata-se de Plano Anual de Atividades que visa à manutenção das ações culturais do Museu da Cana, gerido pelo Instituto Cultural Engenho Central e localizado no município de Pontal, interior do Estado de São Paulo, ao longo de 2020.
Não se aplica.
O Museu da Cana tem como missão promover a preservação, pesquisa, comunicação e valorização do Engenho Central, sua sede, constituído por conjunto de conhecimentos, edificações e máquinas para preparar os produtos açúcar e álcool da cana-de-açúcar. Sendo assim, o presente Plano Plurianual 2020-2022, tem como objetivo principal a manutenção das atividades museológicas do Museu da Cana. Podemos elencar, portanto, como objetivos gerais: (i) Garantir a preservação, pesquisa, comunicação e valorização do Engenho Central através da manutenção das atividades do Museu da Cana. (ii) Promover a memória, conhecimentos e reflexões da comunidade regional sobre usos de espaços, fluxos de matéria e energia, industrialização, organização do trabalho e desenvolvimento social. (iii) Contribuir com a preservação e difusão de patrimônio industrial para compreensão de história social e ambiental. E como objetivos específicos, podemos destacar, em linhas gerais, os seguintes: (i) Realizar a manutenção dos espaços físicos e dos maquinários originais do Engenho Central;(ii) Garantir a manutenção da área de reserva técnica; (iii) Realizar a apresentação de exposições temporárias; (iv) Manter o serviço de segurança, o serviço educativo, e o serviço de pesquisa, de forma presencial e online;(v) Realizar eventos especiais e de comunicação para a difusão das propostas pedagógicas e culturais do Museu, de forma presencial e online;(vi) Difusão do Patrimônio por meio de Ação Educativa, de forma presencial e online. A seguir apresentamos, de acordo com o Plano Museológico (ANEXO 01), informações pontuais sobre cada uma destas ações. Em razão da limitação ao número de caracteres no campo ?objetivos?, texto completo detalhando os ?objetivos específicos? do projeto encontra-se anexo à proposta. (i) Realizar a manutenção dos espaços físicos e dos maquinários originais do Engenho Central: Metas: Assegurar a guarda, limpeza e conservação dos bens arquitetônicos, providenciando qualquer intervenção de conservação preventiva e/ ou corretivas necessárias à edificação, instalações e equipamentos de infraestrutura predial. (Programa detalhado Anexo 2); Garantir a segurança da edificação, do acervo e das instalações, bem como dos usuários (visitantes, pesquisadores, participantes de eventos) e funcionários. (Programa detalhado Anexo 2 _ Programa de Edificações) Resultado Esperado: Assegurar a guarda dos seus acervos, segurança dos funcionários, fornecedores terceirizados e visitantes e, ainda, um relatório descritivo semestral, demonstrando todas as ações realizadas. (ii) Garantir a manutenção da área de reserva técnica: Metas: Assegurar a conservação e preservação dos acervos museológicos, por meio de plano de conservação com ações preventivas e corretivas; Pretende-se manter atualizado todo o acervo de acordo com normas técnicas contemporâneas; Realizar estudos, pareceres e outras ações para ampliação qualificada do acervo; Ampliar a realização de pesquisas sobre conteúdos relacionados ao acervo e à temática do museu; Realizar duas oficinas de conservação, tendo como referência o acervo arquivístico e museológico do Museu da Cana (programa detalhado ANEXO 02 _ Programa de Acervo, Documentação e Pesquisa). Resultado Esperado: Articular as ações realizadas constituindo um centro de pesquisa que amplie as possibilidades de produção e difusão de conhecimento e de interação do público com as temáticas do acervo. Para cada oficina serão oferecida 10 vagas para o público-alvo formado por estudantes universitários, pessoas com nível técnico e/ou formação universitária. (iii) Realizar a apresentação de exposições temporárias (presencial e/ou online): Metas: Entre os anos de 2020 a 2022, pretende-se realizar uma exposição/ano com temáticas temporárias com base no acervo e na temática do museu, a partir de projeto museológico e curadoria consistente, e que seja acessível e atrativa para diversos públicos. Essa meta visa propiciar a produção, o intercâmbio e a fruição na área de patrimônio cultural, voltadas a profissionais, estudantes e entidades, conciliando parcerias entre o Poder Público, terceiro setor e iniciativa privada. (Programa detalhado ANEXO 02) Resultado Esperado: Estas ações visam atrair estudantes, instituições de ensino e cultura e visitantes em geral ao Museu da Cana. Estima-se um público presencial e/ou virtual de 400 pessoas com intuito de trazerem novos visitantes ao museu. (iv) Manter o serviço de Pesquisa e o serviço educativo (presencial e/ou online): Serviço de Pesquisa - Metas: Ente os anos de 2020 a 2022, pretende-se realizar estudos, pareceres e outras ações para ampliação das pesquisas e compreensão sobre a memória e história do Engenho Central, estabelecendo parcerias com instituições de Centro de documentações, arquivos e bibliotecas e profissionais especializados; Ampliar a realização de pesquisas sobre conteúdos relacionados ao acervo e à temática do museu; Articular as ações realizadas constituindo um centro de pesquisa que amplie as possibilidades de produção e difusão de conhecimento, e de interação do público com as temáticas do acervo, bem como, com as questões da Museologia contemporânea; Criar e ampliar o acervo imaterial do Museu da Cana. Serviço de Educação - Metas: Ente os anos de 2020 a 2022, pretende-se oferecer serviço educativo para grupos escolares, turistas, idosos, grupos de profissionais e outros; preferencialmente mediante agendamento, a fim de ampliar as possibilidades de aproveitamento das exposições; Contribuir com a educação formal por meio de parceria com as redes públicas e privadas de ensino, viabilizando o melhor aproveitamento dos conteúdos museológicos para a educação escolar; Desenvolver e executar projetos e ações que promovam a inclusão social, trazendo para o museu grupos sociais diversificados, marginalizados e com maior dificuldade no acesso a equipamentos culturais (tais como pessoas com deficiência, pessoas em situação de vulnerabilidade social) ou que estejam no entorno do museu; Oferecer cursos e oficinas de capacitação para professores e educadores em geral. v) Realizar eventos especiais e de comunicação para a difusão das propostas pedagógicas e culturais do Museu (presencial e/ou online): Para o alcance desses objetivos, as ações para eventos especiais estão relacionadas ao Programa de Educação e Cultura, e as ações de comunicação ao Programa de Difusão (Anexo 02), um aliado direto do Programa Educativo e Cultural (Anexo 02) para comunicar e difundir suas atividades realizadas e, consequentemente, o acervo e temas do Museu da Cana. A partir da pandemia em 2020, as atividades presenciais serão ajustadas para on-line em caso de lock-down. Ações: Pretende-se realizar entre os anos de 2020 a 2022 eventos, presenciais e/ou on-line, temáticos do Calendário na área museológica, a seguir delineados: Semana de Museus _ Período de Realização: um dia de atividades no mês de maio sempre nos anos de 2020; 2021 e 2022 - data a ser definida pelo IBRAM. (Programa detalhado no ANEXO 02);Primavera de Museus _ Período de Realização: setembro de 2020; 2021 e 2022 - data específica a ser definida pelo IBRAM (Programa detalhado no ANEXO 02);Festa Junina _ Período de Realização: junho de 2022(Programa detalhado no ANEXO 02); A Ação de Divulgação do Museu da Cana é fruto de um planejamento derivado do Plano Museológico do Museu da Cana. vi) Difusão do Patrimônio por meio de Ação Educativa (presencial e/ou online): Pretendemos realizar atividades complementares à visita ao Museu, por meio de encontros com alunos e professores do ensino fundamental, nos quais serão proporcionadas experiências lúdicas, com jogos pedagógicos, que visem à conscientização sobre a importância do Patrimônio histórico, arte e cultura influenciada a partir da entrada da cana-de-açúcar no Brasil. Para o alcance desse objetivo pretende-se produzir um almanaque didático (sistema interativo lúdico) como parte da ação educativa patrimonial, com linguagem simples e objetiva, que irá apresentar brincadeiras com perguntas e respostas, pinturas, jogos de palavras, e dobraduras em papel para recorte e montagem de um conjunto arquitetônico do Engenho Central. A intenção aqui é promover o sentido de pertencimento em relação aos objetos arquitetônicos, e a cultura local, como ação desejada nas políticas de preservação do patrimônio histórico e cultural.
Dentro dos 13 hectares de terra ocupados pelo Museu da Cana localizam-se os territórios de Pontal e de Sertãozinho, ambos situados em uma região que se configura como um dos principais polos econômicos do Brasil, a região de Ribeirão Preto, devendo essa pujança especialmente à economia da sucroenergia a partir da cana-de-açúcar. Infelizmente, a pujança econômica pouco atuou na cultura das localidades em torno de Pontal, município sede do Museu da Cana e conhecido como "A Rainha dos Canaviais". Nos quatro últimos anos o Museu da Cana vem agindo como opção cultural e de agregação social, principalmente para o publico trabalhador assalariado e os de baixa renda. Em um raio de pouco mais de 200km do Museu da Cana encontram-se algumas das principais cidades do interior de São Paulo e de Minas Gerais: Brodowski, Batatais, Franca, Barretos, Araraquara, São Carlos, Catanduva, Bebedouro, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru, Piracicaba, Rio Claro, Limeira, Americana, Santa Bárbara d´Oeste, São Joaquim da Barra, São Sebastião do Paraíso, Passos, Poços de Caldas e Uberaba, com o acesso facilitado por diversar rodovias. O Museu, portanto, situa-se no caminho que liga a Grande São Paulo à região central do país, relativamente próximo dos principais polos econômicos e tecnológicos do interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e Sul de Minas, sendo que Sertãozinho foi declarada "polo tecnológico" pelo governo do Estado de São Paulo em função de seu parque industrial metalúrgico, relacionado à produção de bens para a economia sucroenergética brasileira e mundial. Logo após sua abertura a comunidade local e das cidades vizinhas se tornou público cativo do Museu, que entre os anos de 2014 a 2018 recebeu aproximadamente 190.000 visitantes, os quais têm o acesso facilitado através da gratuidade. A receptividade da instituição com oferta de lazer e cultura despertou na comunidade de seu entorno uma relação de pertencimento _ a realização de Festa Junina típica do local, Festa de Primavera em Museus, Semana de Museus entre outros eventos especiais, que têm atraído quantidade significativa de pessoas - uma média de 600 visitas mensais. Aos domingos, o passeio das famílias até o Museu já é uma atividade de lazer consagrada. A implantação de um museu estruturado de acordo com as práticas museológicas tem contribuído para o fortalecimento da "Cultura dos Museus", promovendo para as comunidades vizinhas uma opção de lazer e cultura, além de oferecer oportunidades inesgotáveis de ações educativas motivadas pelo espaço museológico, e tem o público infantil sua maior frequência. Outro fator que justifica as atividades museológicas promovidas pelo Museu da Cana é sua importância histórica. A condição ímpar de preservação do prédio onde funcionou a primeira Usina de açúcar na região (1906), com uma linha de produção de processamento de cana do sec. XIX, ainda intacta - são moendas, caixas de caldo, motores à vapor, cozedores, cristalizadores, centrífugas, secadores, ensacadores e balanças com datas entre 1876 e 1886. Nesse local, há um conjunto de mais de 30 edificações do início do século XX, dentre os quais a oficina (contendo maquinas e bancadas de carpintaria, marcenaria e de fundição), além de casas de colonos e de administradores, almoxarifados, casa de bombas d’agua, barracão de carroças, cachaçaria e açudes. Todo esse complexo envolto por mata atlântica, serrado e lavoura de cana-de-açúcar. A preservação deste local representa uma iniciativa pioneira em um cenário nacional onde a preocupação com patrimônio industrial pode ser considerada recente, em detrimento da história e memória reveladas por esses patrimônios. Considerando esse cenário, identificamos como pontos fortes da instituição os seguintes: - Características únicas (engenho preservado entre canaviais); - Acervo industrial; - Edificações históricas; - Espaço externo (sítio com pátios amplos, campo de futebol e área de mata e lavoura de cana); - Motivação e compromisso dos membros da associação civil (Instituto Cultural); - Parceria entre instituições de cultura e de ensino - públicas e privadas - da Região de Ribeirão Preto, como opção de atividades educativa fora dos muros das escolas. Sabemos que museus são instituições que devem estar totalmente comprometidas com a função social. Independentemente das limitações físicas, o Museu da Cana, desde sua abertura, vem exercitando de forma diária seu compromisso com a sociedade, oferecendo gratuitamente opções de lazer e cultura para a população dessa região. Nos anos de 2014 a 2019, graças à parceria com o então Ministério da Cultura (atual Ministério da Cidadania), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991), a instituição vem avançando no fortalecimento do seu papel social. O presente atende ao disposto nos seguintes incisos do artigo 1º da Lei nº 8.313/1991: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. No mais, enquadra-se nos seguintes objetivos, previsto no artigo 3º da Lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
- Para o produto cultural de ?Manutenção? o plano de distribuição foi preenchido com a expectativa de visitação ao longo dos anos de 2020 a 2022 - Nos últimos anos, a visita no Museu da Cana manteve uma média de 14.000 visitantes. Para os anos de 2020 a 2022, com os novos recursos ditais esperamos formar novos públicos: o virtual e manter o crescimento dos públicos presenciais em 3% ao ano de forma gratuita. Esse cálculo de aumento de público deve-se às estratégias previstas na programação do Museu. Esse número de visitantes poderá aumentar consideravelmente, quando as cidades de Pontal e Sertãozinho puderem investir em transporte público com linhas até o Museu assim que foi organizada as estradas de acesso com cascalhos e/ou asfalto, projetos que tramitam na Câmera Legislativa de Sertãozinho e de Pontal. - Informamos que anexamos ao presente projeto planilha contendo descrição detalhada das justificativas dos itens orçamentários.
O Plano Plurianual de manutenção das atividades do Museu da Cana foi planejado a partir de seu Plano Museológico, documento orientador das práticas da instituição que foi entregue para os gestores do Museu no mês de agosto de 2014. Importante observar o compromisso da gestão da instituição com as boas práticas museológicas ao tomar a iniciativa de fazer seu Plano Museológico como ferramenta de planejamento estratégico, tendo como primeiro fruto desse documento seu Plano Anual para o ano de 2015. O objetivo de planejar os programas previstos no Plano Museológico para o período anual é organizar o investimento de seus recursos de forma eficiente e eficaz, fortalecendo o desempenho institucional com acompanhamento, controle e avaliação dos resultados. A estratégia utilizada para a implementação dos programas da instituição foi pensada considerando-se que nos anos anteriores, de 2015 a 2019, foram orientados pelo Plano Anual, cuja obtenção parcial dos recursos fez com que as ações de avaliação e controle, por parte de sua gestão, definissem os objetivos prioritários a serem implementados considerando a verba disponível. Assim, atividades relacionadas aos Programas Administrativo, de Acesso e Acessibilidade, Comunicação, Educação, Pesquisa, Acervo, Segurança e Manutenção foram definidas como prioritárias e implementadas nesse período. Para o exercício de 2020 a 2022, os programas serão continuados, pois a estratégia é focar em ações museológicas alinhadas com o Plano Museológico, mas priorizadas em função da captação de recursos. O Detalhamento de todos os programas que serão desenvolvidos entre 2020 a 2022 está no ANEXO 02. Quanto ao acesso às atividades do museu, pretende-se adotar, em 2020 a 2022, um modelo de ingresso voluntário como uma das formas de promover a sustentabilidade do Museu da Cana, de maneira inclusiva – conhecido em museus internacionais como PWYW (pay what you want), ou pague o que quiser. A entrada no museu permanecerá livre, mas no final da visita o visitante poderá doar ao Museu o valor que quiser ou puder. Esta prática visa, também, inspirar a generosidade das pessoas em contribuir com iniciativas culturais. Para a efetivação da doação, será criado no Museu um local específico que mostra ao interessado as atividades sociais, culturais e educativas realizadas pelo Museu. Reiteramos, contudo, que a entrada para o Museu permanece sendo gratuita, conforme informado no plano de distribuição. A possibilidade aqui apresentada é alternativa e voluntária, integralmente a critério dos frequentadores que permanecerão com o acesso gratuito garantido.
Os Planos anuais entre 2015 a 2019 foram contemplados com a implantação de um projeto de acessibilidade para os públicos com deficiência física. Esta ação não pôde ser aplicada em toda a sua extensão em razão da captação parcial dos recursos previstos nos últimos anos. Mesmo com recursos insuficientes para contemplar todos os seus programas, a cada ano o Museu da Cana vem atuando no sentido de garantir o acesso a seus espaços às pessoas com deficiências físicas e motoras para que a fruição de seus bens e serviços sejam oportunidades de aprendizagem e participação social de todos. E ainda, o Museu reconhece nesse público suas particularidades e diversidades e se esforça em assegurar seus direitos fundamentais. Em 2015 foi construído um banheiro especial para o acesso aos cadeirantes e pessoas com dificuldades de caminhar; no ano de 2016 foram ampliados os calçamentos e rampas em torno dos edifícios localizados no pátio histórico para facilitar o acesso de idosos e cadeirantes nas áreas expositivas e edificações onde ocorrem atividades educativas; e, no mesmo ano de 2016, uma maquete do edifício principal foi construída, com materiais plásticos e resistentes, com o objetivo principal de atender as pessoas com dificuldades visuais. Em 2017 foram impressos 100 folders em braile e, em 2018, a equipe do museu recebeu, por três meses, treinamento para a linguagem de Libras. Em 2019, realizou ações específicas para pessoas com deficiências físicas e motoras, com visita monitorada no Museu da Cana, atividades culturais e educativas no Quintal do Museu. Para o Plano Plurianual de 2020-2022, pretende-se dar continuidade no programa de capacitação dos monitores com o curso em Libras e disponibilizar:- aplicativos multissensoriais, como maquetes táteis e réplicas de objetos tridimensionais.
O Museu da Cana é norteado pelo princípio de que todos têm o direito de usufruir dos benefícios da cultura e da arte como forma democrática por meio da ampliação do acesso aos bens culturais, formando público para a cultura e incentivando o desenvolvimento de agentes culturais.A instituição mantenedora do Museu da Cana, Instituto Cultural Engenho Central, foi constituída sem fins lucrativos e pensou o Museu de forma a oferecer acesso gratuito às atividades ali realizadas. Sendo assim, para fins de atendimento aos requisitos legais de garantia de democratização do acesso, informamos que o acesso às atividades do Museu será amplo, irrestrito e gratuito. Os frequentadores do Museu da Cana são formados, principalmente, por estudantes de diferentes níveis escolares, trabalhadores de usinas e metalúrgicas, seus filhos e de pessoas que ali trabalharam, moraram, ou que possuem memória afetiva do local. A gratuidade na visita e participação nos eventos do museu visa oferecer um lugar de destaque a outros grupos da sociedade formada por pessoas de baixa renda, terceira idade, escolas públicas, associações e pessoas com dificuldades físicas. Esta política de acesso objetiva atender a meta de formação de público, pois pretende fomentar, ampliar, atender e estimular a participação do público na produção cultural de forma passiva, como receptores de conteúdos, mas também de forma ativa enquanto cidadãos que tenham voz e revelem suas peculiaridades culturais.Em atenção ao artigo 22 da Instrução Normativa nº 02/2019, pretendemos realizar atividades complementares à visita no Museu, por meio de encontros com alunos e professores do ensino fundamental, nos quais serão proporcionadas experiências lúdicas, com jogos pedagógicos, que visem à conscientização para a importância da arte e da cultura.Trata-se de encontros semanais, de aproximadamente 40 minutos de duração, com um público previsto de 30 contemplados por encontro e de 1.000 pessoas no total, sendo que pelo menos 50% dessas vagas serão destinadas a estudantes e professores de instituições públicas de ensino.Em atendimento ao dispositivo do artigo 22 da Instrução Normativa nº 02/2019, informamos que a quantidade de público prevista é de aproximadamente 1.000 pessoas. Como público alvo dessas ações podemos elencar: · Professores da Rede Pública de Ensino Fundamental, fornecendo subsídios materiais e conceituais para a atividade didática; · Alunos da Rede Pública de Ensino Fundamental da Região de Ribeirão Preto - SP (108 escolas, 13 cidades, sendo 47.260 alunos do ensino básico, fonte: sistema de cadastro de alunos - data base 09/07/2020), fornecendo subsídios materiais para a problematização do seu conhecimento sincrético, necessário à construção do conhecimento; · Professores e alunos de outras Redes de Ensino - Comunidade de Ribeirão Preto.
INSTITUTO CULTURAL ENGENHO CENTRAL – gestão administrativa, técnica e financeira Fundação: 19/09/2005 Sede Fazenda Engenho Central, Casa 01, Zona Rural, 14180-000, Pontal, SP Escritório Fazenda Cravinhos, Rod. Ângelo Cavalheiro, km 01, Caixa Postal 73, 14140-000, Cravinhos, SP Tel. (16) 3497 5008 CNPJ 07.614.458/0001-80 Constituição - Associação civil sem fins lucrativos Objetivos: Conservação de patrimônio histórico e promoção da cultura através da criação do Museu da Cana no Engenho Central de Sertãozinho/Pontal; Promoção educacional e social através de apoio ao ensino técnico e superior nas áreas de tecnologia da produção de derivados de cana-de-açúcar. Atribuição: Dar o suporte administrativo /financeiro (captação de recursos, monitoramento da Planilha Orçamentária, controle de contas à pagar), Departamento Pessoal (contratação e/ou demissão de funcionários, pagamento de salários, férias, emissão de holerites, orientações sobre Leis Trabalhistas, etc.), e prestação de contas do Plano Anual. Luiz Lacerda Biagi - Diretor Presidente do Conselho de Administração Anísio Rodrigues de Paula - Presidente do Conselho Fiscal Angelica Fabbri – Conselho de Administração MUSEU DA CANA: LEILA HECK – Gestão Executiva: É gestora do acervo e integrante da equipe técnica do Instituto Cultural Engenho Central. Bacharel em Comunicação Social e especialista em Organização de Arquivos pelo IEB – Instituto de Estudos Brasileiros/USP; Técnica em Gestão de Museus SISEM (2015). Produtora cultural e gestão na área de preservação e organização de acervos privados, institucionais e de centros de memória. Experiências profissionais em organização de arquivos (Companhia de Bebidas Ipiranga (Coca-Cola), Criação e execução do Centro de Memória da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, Criação e execução do Centro de Memória da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto, Acervo Tony Miyasaka, entre outros acervos privados e institucionais). Atuou como presidente da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico de Ribeirão Preto, colaborou com a nova expografia do Museu do Café de Ribeirão Preto, coordenou o diagnóstico arquivístico da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, coordenou a publicação de livros, entre eles, Ribeirão Preto pelo olhar de Tony Miyasaka (2006), Fazenda Canaã (2013), Fazenda Vassoural e Engenho Central (2015), Buritizal – Um olhar sobre a história do município (2015), coordenou a ultima etapa de criação do Museu da Cana (2013), produtora executiva do Plano Anual 2015; 2016; 2017 do Museu da Cana. TANIA REGISTRO – Coordenadora do programa de pesquisa e tratamento de acervo: – orientação e acompanhamento das atividades de pesquisa, higienização, acondicionamento e inventário do acervo museológico (edifícios, objetos e arquivos histórico); preparação do inventário (estrutura de dados, regras de entrada e padronização de termos). Graduada em Historia (1989), FFCL Barão de Mauá/Ribeirão Preto/SP) e Mestre em Ciência da Informação (2005, UNESP/Marília/SP). Experiência profissional em pesquisa, organização de acervo, tratamento documental de fotografias; elaboração e desenvolvimento de projetos culturais, coordenação de equipe, consultoria técnica e elaboração de laudos e pareceres. Entre 1992 e 2013 atuou como historiadora do Arquivo Público e Histórico de Ribeirão Preto; de 2013 a 2015 noMuseu do Café Cel. Francisco Schmidt e Museu Histórico Plínio Travassos dos Santos. Atuou como conselheira nos conselhos municipais de preservação do patrimônio histórico e de turismo; e como membro do Corpo Técnico de Apoio. Desde 2011 é pesquisadora do NEIIM - Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Imagem e Memória, coordenado pelo Prof. Dr. Boris Kossoy - LEER - Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação do Departamento de História, FFLCH-USP. É autora de artigos acadêmicos sobre arquivos, documentos e fotografia e coautora dos livros “Ruas e caminhos: um passeio pela história de Ribeirão Preto”, “Filhos do Café” e “Serrana – um olhar sobre o município”. MARCOS DE ALMEIDA - orientação e acompanhamento das atividades de pesquisa dos estagiários da USP, colaboração na organização das oficinas, consultoria técnica e acadêmica. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), possuindo título de mestre em Sociologia pela mesma instituição. Doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), na área de Cultura e Política. Atualmente, é professor da Universidade de São Paulo, no curso de Ciências da Informação e Documentação da FFCLRP-USP. Também é professor e orientador no programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da ECA-USP. Foi coordenador do GT “Mediação, Circulação e Apropriação da Informação” do ENANCIB (2011-2012). Líder do PRACTIC - Grupo de Estudos de Práticas Culturais e Tecnologias de Informação e Comunicação. Realizou período de pesquisa pós-doutoral junto à Universidade Carlos III de Madrid (2013-2014). Atualmente, é editor-responsável do periódico InCID. Pesquisa e trabalha principalmente nas seguintes áreas: Teoria Social da Comunicação e da Informação; Mediação e Ação Cultural; Políticas Culturais e da Informação; Sociologia da Cultura, Sociabilidades e Novas Tecnologias. ELISABETH ZOLCSAK – Assessoria e consultoria Museológica: Museóloga (Instituto de Museologia/FESPSP - COREM-4 - 160-II) e bióloga (USP – CRBio-1 -1223), mestre em Ciência Ambiental (USP/PROCAM) e doutora em Ciências (USP/FFLCH). Experiência profissional em museologia, divulgação científica e cultural, educação e comunicação ambiental, comunicação em museus (exposições, ações educativas, materiais impressos e websites), planejamento e desenvolvimento de projetos de preservação patrimonial, direção de equipe, pesquisa e ensino. Atuou como bióloga e em equipe de museografia no Museu do Instituto Butantan (1983- 1992), especialista em museografia na Estação Ciência/USP (1992-2001) e no Museu de Anatomia Veterinária/USP (2001-2004), professora doutora na Divisão de Difusão Cultural do Museu de Zoologia/USP (2004-2008), em ensino e consultorias a parques e museus. É coordenadora de Comambi Projetos desde 2008. MARIA DO CARMO SILVA ESTEVES - Assessoria em Comunicação Institucional: Formação em Comunicação Social pela Universidade de Ribeirão Preto e pós-graduação em Relações Públicas pela Escola de Comunicação e Artes / USP. Sócia-proprietária da empresa Comunica | Relações Públicas, desde 1997, atendendo clientes das esferas públicas e privadas na implementação de projetos de comunicação institucional e promocional. Nos últimos cinco anos tem orientado sua atuação para implementação de projetos de comunicação na área de cultura com ênfase no segmento museológico, sendo responsável pela formatação e implementação do Plano de Comunicação Institucional dos Museus da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, localizados no interior do estado, administrados através da parceria entre o Governo do Estado e a Organização Social de Cultura ACAM Portinari. É responsável também pela formatação do Plano de Comunicação para Museus de Pequeno Porte para o SISEM-SP e pela concepção e implementação do projeto de relações públicas “Orla Cultural”, direcionado aos museus da Baixada Santista e “Trilha Cultural”, junto aos museus da cidade de Taubaté, realizados também em parceria entre o Governo do Estado e a ACAM Portinari.
DILIGÊNCIA RESPONDIDA PELO PROPONENTE, ESPERANDO DECISÃO.