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PRONAC 191881Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Festival Samba em Sampa

JAIR FERNANDES NETO
Solicitado
R$ 200,0 mil
Aprovado
R$ 200,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação Música Popular Cantada
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Festivais
Ano
19

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2019-11-29
Término
2019-12-01
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Festival de samba a ser realizado na cidade de São Paulo, o festival já foi apoiado pelo Memorial da América Latina e pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, foi realizado durante dois dias, contando com 14 atrações, como Paula Lima, Art Popular, Demônios da Garoa, Thobais do Vai Vai e tantos outros nomes representativos do samba paulista, a curadoria foi dividida por Jair Netto, produtor cultural atuante nas expressões culturais voltadas à cultura popular e tradicional, e pelo grande radialista Moisés da Rocha que comanda há mais de 40 anos o programa O Samba Pede Passagem, a produção pela JNETTO PRODUÇÕES. O intuito do festival é promover o samba na cidade de São Paulo, mas não se caracterizando apenas por artistas oriundos dessa região, por questões orçamentárias, esse primeiro se restringiu à artistas paulistas, mas o objetivo é trazer para São Paulo referências do samba de todo país, inclusive novas figuras que estão despontando no cenário nacional.

Sinopse

A classificação indicativa é de 16 anos, visto que é um festival que contém um grande número de pessoas. Shows das mais variadas vertentes do samba, mas também em concomitância com artistas que não possuem o samba como fiel condutor de suas carreiras, mas que de algum forma dialogam com o gênero em sua trajetória, desde artistas tradicionais até os modernos, desde os anônimos aos consagrados e desde os populares aos eruditos, com o intuito de evidenciar a pluralidade do gênero, reconhecendo seu papel como instrumento de socialização, integração e construção social cultural. O festival também tem como objetivo ampliar os espaços culturais para a diversão e o entretenimento dos amantes do gênero, tendo a pretensão de ser um dos grandes eventos no calendário anual da cidade. A ideia de possibilitar o reconhecimento das influências históricas culturais a partir do mais genuíno dos ritmos vem como contrapartida à resistência que o estado e a sociedade no geral tem em reconhecer suas influências históricas, dessa forma existe uma grande necessidade de se evidenciar tal expressão, bem como se aliar a projetos que fomentem e priorizem a participação do samba nesse processo, para que a memória esteja sempre presente e preservada por meio de políticas públicas ou pelo viés do incentivo privado. Para o II Samba em Samba a ideia não é trabalhar somente com artistas de São Paulo, mas de todo o Brasil, o primeiro se caracterizou pela presença maciça de artistas paulistanos exclusivamente por questões orçamentárias.O formato será o mesmo feito na edição anterior, com dois palcos de diferentes tamanhos, shows intercalando os palcos, um destinado aos artistas mais renomados e outro para aqueles ainda menos reconhecidos, a novidade da edição de 2019 será a tenda, onde serão realizados rodas de samba em diferentes formatos, o que permitirá uma maior aproximação e contato do público com os artistas. No sábado a ideia é trazer artista que embora não sejam tidos como sambistas dialogam com o gênero, o domingo contará com artistas do samba em suas diversas pluralidades, desde as escolas de samba até os sambistas mais tradicionais. Em 2019 o público encontrará um festival mais maduro e contemporâneo, já que o samba não se rotula, não se restringe apenas à um formato, podendo fazer parte tanto do pop, do rock ou do jazz, sem perder sua identidade, essa edição seguirá a proposta do ano anterior, buscando sempre evoluir e acoplar novas tendências musicais, mas sempre em respeito à tradição. Na quinta e sexta-feira o evento será destinado a formação e informação,contando com palestras, rodas de conversa com várias figuras do samba, oficinas e workshops, seguidos de um show que contará sobre a História do Samba na cidade. O evento terá duração de oito horas e ao final serão emitidos certificados. Esse evento tera 50% dos ingressos destinados a estudantes e professores de escola pública. No sábado e no domingo, o evento acontecerá na Praça Cívica (Praça do Sol), contando com 2 (dois) palcos, um maior de 12mx18mx10m onde serão realizados os shows maiores, outro menor de 8x10x6, para os shows menores e um terceiro que será em formato de tenda 20mx20mx10m onde serão realizadas as rodas de samba promovidas pelas comunidades de São Paulo, este local é onde o público poderá ficar em volta, promovendo uma conexão afetiva entre o público e seus locais de origem, este espaço tem o intuito de resgatar a tradição dos encontros de samba, que vão muito além da música, já que ela influenciou modos e costumes presentes na sociedade brasileira. O Portão abre às 11h da manhã com som mecânico afim de ambientação somente, a primeira atração se iniciará apenas ao meio dia na tenda com uma roda de samba com duração de 1h30min. Às 13h30min ocorrerá o primeiro show no palco menor com duração de 1 hora, às 14h30min o primeiro grande show no palco maior com duração de 1 hora e 30 minutos, às 16h ocorre o segundo show no palco menor, com duração de 1 hora, à 17h inicia o segundo show no palco grande, dessa vez com um período de 1 hora, essa atração será escolhida através de aclamação popular, às 18h será realizada outra roda de samba com duração de 1 hora e 30 minutos e as 19h30min inicia a grande atração da noite no palco maior. No sábado o intuito é trazer artistas que possuem uma proposta mais diversificada, mas que possuem o samba como um dos instrumentos principal de seu trabalho, tais como cantores de samba rock, samba soul, afro samba e mpb, já no domingo os artistas serão os que possuem o samba como o fiel condutor de seu trabalho, como samba de roda, terreiro, escola de samba e pagode. São esperados mais de 20 mil pessoas na soma dos três dias de evento, já que além dos shows o evento possui um setor gastronômico que através de parcerias com food trucks fica responsável pela parte da alimentação, no ano de 2018, em parceria com a Art Shine, foi realizado um festival de churrasco e cerveja artesanal.

Objetivos

Objetivo Geral O Festival Samba em Sampa possui uma proposta inédita, que é a de trazer o samba como protagonista principal de um festival, evidenciando sua influência na construção rítmica brasileira e fazendo correlações e proporcionando novas conexões com os mais variados gêneros e estilos, ressignificando sua contribuição junto aos grandes eventos culturais do país a partir de uma nova óptica. O objetivo geral é oferecer à população um festival que tenha seu viés voltado para a cultura brasileira, mas que tenha o samba como anfitrião principal, o Samba em Sampa tem a intenção de proporcionar o protagonismo para o gênero, estabelecendo um elo com outros movimentos culturais, promovendo apresentações musicais de vários artistas do Brasil, afim de fortalecer a cultura, bem como a valorização e cooperação entre os mesmos, ressaltando a importância de ações de resistência que sempre se caracterizou na sua história. Objetivo Específico a) 14 shows de samba. b) roda de conversa, deabte, workshop, oficinas, palestra e lançamento de livros para 1000 professores e estudantes de escolas públicas ou universidade pública. c) 2 shows-aula para 1000 professores e estudantes de escola pública ou universidade pública.

Justificativa

O Festival Samba em Sampa tem por função social, através do samba, aproximar culturas e pessoas, proporcionando um elo de identificação entre as mesmas com sua própria história ou memória, afetuando e aproximando através da música o acesso para diferentes patrimônios artísticos brasileiros. A escolha do Memorial da América Latina para o primeiro evento foi de fundamental importância, pois antigamente naquele local era o famoso Largo da Banana, berço do samba paulista, a intenção é tomar como premissa a história do local para assim ter o poder de disseminar, atingir e mobilizar artistas e anônimos que até então não tinham a oportunidade de participar de eventos grandiosos e que proporcionassem uma visibilidade necessária para o samba. É necessário um investimento à altura do samba, pois esse, por ser a matriz de nossa musicalidade necessita de um evento grandioso para retratar a sua importância no cenário nacional, a escolha da Lei Rouanet se dá pela sua sensibilidade em apoiar projetos culturais dessa magnitude, pois somente com um apoio dessa proporção é possível realizar um evento desse tamanho e que homenageie e prestigie o samba. O Projeto se enquadra nos incisos listados abaixo do Art. 1º da Lei/8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VISTO QUE A DISTRIBUIÇÃO DE INGRESSOS E A LOCALIZAÇÂO FACILITA O ACESSO DE TODOS II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; O EVENTO DE ABERTURA CONTARÀ COM SHOWS E RODAS DE CONVERSA QUE PRIORIZARÁ O SAMBA PAULISTA III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; O EVENTO DE ABERTURA DARÁ PROTAGONISMOS AOS COMPOSITORES PAULISTAS IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; O FATO DE TERMOS O SAMBA COMO PROTAGONISTA É NO INTUITO DE PROTEGÊ-LO VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; O SAMBA É PATRIMÔNIO IMATERIAL BRASILEIRO E POR ESSE MOTIVO ELE É PROTAGONISTA DESSE FESTIVAL VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. ARTISTAS BRASILEIROS E O RITMO NACIONAL MAIS CONHECIDO MUNDO AFORA O Projeto se enquadra nos objetivos listados abaixo do Art. 3º da Lei/8313/91 II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; É UM FESTIVAL IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; SERÃO DISPONIBILIZADOS INGRESSOS GRATUITOS

Estratégia de execução

O projeto está previsto para ser realizado nos dias 28, 29 e 30 de novembro, e dia 1 de dezembro. Portanto ocorrerá no fim do mês da consciência negra e será finalizado um dia antes do Dia Nacional do Samba que é comemorado no dia 2 de dezembro. Onde abordará questões relevantes às duas temáticas, mas não se limitando apenas a regionaliação ou particularizando todo o seu contexto. Os shows Memória Negra 1 e 2 contarão com os seguintes personagens: CARLÃO DO PERUCHE: A história do Seu Carlão do Peruche se confunde com a história do samba paulista. Nascido em 1930 entre a Santa Cecília, os Campos Elíseos e a Barra Funda. Integrante da mítica Lavapés, a mais antiga escola de samba paulistana Adolescente participou com outros amigos da fundação da Escola de Samba Unidos do Peruche. Conhecedor das origens do samba paulista, das tradições de Pirapora do Bom Jesus, do encontro com o jongo e o congado. Seo Carlão é Cidadão do Samba e Embaixador do Samba de São Paulo. DUDA RIBEIRO: Sargentelli gostou tanto de uma de suas cabrochas que a convidou para cantar no espetáculo Ziriguidum. Geraldo Filme a chamava de Diamante Negro. Beth Carvalho, Elza Soares e Jair Rodrigues também a convidaram para se apresentar com eles. . A carreira da sambista Duda Ribeiro começou no Clube Papai-Noel, na Rádio Tupi. No inicio da década de 70 foi a única cantora do Grupo JB Samba, grupo este que se destacou em Sampa por apresentar o Samba de Raiz. IDEVAL: Ideval Anselmo achava que faltava algo no samba de São Paulo. Ele só soube dizer o que era em 1971, quando o prefeito Faria Lima convidou os sambistas cariocas da Acadêmicos do Salgueiro e da Estação Primeira de Mangueira para desfilar na cidade. "Foi aí, ouvindo a estrofe Ole lê Ola lá, Pega no Ganzê, Pega no Ganzá, do enredo Festa para um Rei Negro, que descobri o problema dos sambas paulistanos: a falta de refrão." Carrega o título de compositor de todos os tempos em São Paulo (segundo o jornal Folha de São Paulo). MARCO ANTONIO: Ao assistir o grande programa Ensaio na TV Cultura onde o entrevistado era Seu Nenê, antigo patrono da escola, se apaixona pela história daquele pavilhão, o que o inspirou a compor seu primeiro grande samba pela Nenê, em sua primeira disputa, foi ovacionado pelos integrantes da escola na Praça da Sé , assim começou a história do maior compositor de todos os tempos da escola. Foi um dos responsáveis pela grande parceria da escola com a Portela, sendo convidado para participar de desfiles e shows de Paulinho da Viola. THOBIAS DA VAI VAI: Tornou-se célebre por ter sido intérprete oficial, e posteriormente presidente da escola de samba paulistana Vai-Vai. Já foi considerado um dos maiores intérpretes de samba-enredo do Brasil de todos os tempos. Lançou seu primeiro disco em 1986, e o segundo em 1989. Entre este e o terceiro LP. A Vai Vai obteve oito dos seus treze títulos sob a interpretação de Thobias; além de um deles, conquistado sob sua presidência, no segundo ano de mandato, totalizando nove títulos. Como radialista, realizou programas nas rádios FM Imprensa, Brasil 2000 e América, também é um dos fundadores da Afrobrás – Sociedade Afro-brasileira de Desenvolvimento Sociocultural, atualmente é presidente de honra da Vai Vai. TIA CIDA DOS TERREIROS: Maria Aparecida da Silva Trajano foi uma das primeiras moradoras de São Mateus. Viu a comunidade crescer, teve papel social fundamental através do trabalho que realizou na paróquia e na creche da região, além de incentivar seus filhos e os amigos deles a fazerem sambas em sua casa, o que mantinha as crianças05mais seguras. Com isso, a casa da Tia Cida se tornou o reduto do samba na região, os filhos e amigos deles cresceram, tornaram-se sambistas – alguns, inclusive, profissionais – e ela se tornou a matriarca do samba em São Mateus. Beth Carvalho a encorajou a cantar pela primeira vez para o grande público em seu próprio quintal e em 2013, Tia Cida lançou seu primeiro CD com show no Sesc Belenzinho. O quintal da casa de Tia Cida é o marco do samba paulistano, e há duas décadas reúne compositores e intérpretes para uma roda de samba. BERNADETE: Contabilizando quase meio século de carreira no mundo do Carnaval, a cantora e intérprete de samba enredo, Bernadete iniciou sua trajetória na Escola de Samba Império Lapeano, sendo uma das diretoras fundadoras. Substituiu Eliana de Lima na Unidos do Peruche, marcando sua história. Ainda marcou época em outras agremiações como Barroca Zona Sul, Império da Casa Verde, entre outras. Hoje é intérprete oficial da Império Lapeano e faz parte da Ala Musical da Unidos do Peruche. Lançou o LP Band Brasil 3 de 1992 com a música Farsa do Amor composta por Benê Alves, nesse ano gravou seu primeiro álbum solo “Jogo da Vida” que contou com composições de vários compositores, entre eles Kléber Augusto (ex Fundo de Quintal). Hoje é intérprete oficial da Império Lapeano e faz parte da Ala Musical da Unidos do Peruche. MARIA HELENA: Ingressou aos 13 anos na ala jovem da Escola de samba Rosas de Ouro, onde ocupou diversos lugares com destaque, passista, destaque de ala, chefe de ala, harmonia e diretora de ala. Recebeu o título de 1ª dama da Velha Guarda, fundando em 2003 e presidiu a Velha Guarda da escola de Samba Rosas de Ouro durante onze anos. Junto com seu marido Waldir Dicá tornam se 1º casal marido e mulher a disputar no terreiro e ganhar o título de Cidadãos Samba. Recebeu o título em 2006 como Embaixadora do Samba de São Paulo por sua luta em prol das reivindicações do Movimento Negro. Fundadora da Velha Guarda do samba de Vila Brasilândia e socia fundadora do Terreirão Cultural que trabalha com cultura de matrizes africanas. Faz apresentações musicais e palestras a respeito do samba e da cultura afro brasileira. PENTEADO: Em 1971, Fernando Penteado começou a organizar a ala de compositores da Vai-Vai. Ocupou vários departamentos dentro da escola Compositor, Presidente de Ala, Membro da Comissão de Carnaval, Diretor de Carnaval, Diretor Cultural, Conselheiro Vitalício e Diretor Geral de Harmonia da Escola. Em 1995, foi nomeado Embaixador do Samba Paulista, em 2008 foi alçado a membro da Academia dos Baluartes do Samba Paulista, em 2012, com unanimidade dos votos dos Embaixadores, Embaixadoras e Membros da Academia foi alçado ao cargo de Cidadão Samba Paulistano. SEU DADINHO: Sua maneira especial de tocar surdo é uma atração a parte, seu estilo é inconfundível, os jovens ritmistas o têm como referência. Já tocou no conjunto JB Samba, é compositor e tem belas composições. Toca surdo e tamborim. Começou a frequentar ainda garoto a escola Camisa Verde e Branco. Conheceu todos os fundadores desde o primeiro presidente, Seu Inocêncio, até as diretorias de hoje. Ainda desfila na escola todos os anos e se apresenta com a Velha Guarda do Camisa Verde e Branco, onde é o líder, por diversas rodas de samba, bem como em shows e eventos em todo o território. TOINHO MELODIA: Pernambucano do Recife, conheceu o samba nas batucadas dos times de várzea da zona norte e na década de setenta, conquistou fama como intérprete e compositor na Escola de Samba Unidos de Vila Maria, onde caminhou ao lado de grandes mestres do samba paulista, como Jangada, Talismã e Toniquinho Batuqueiro. Fez parte da Unidos do Peruche e da Vai-Vai, entre outras escolas. Após um tempo afastado do samba, voltou no início dos anos dois mil, quando tornou-se figura reconhecida no Samba da Vela. VÓ SUSANA: Desde a infância e adolescência sempre cantou nas escolas que frequentou e na faculdade. Em 2003 conheceu o Samba da Vela, e apresentou um samba “Pra Vela Não se Apagar” samba este que ficou entre os dez melhores do ano e foi gravado no primeiro CD do Samba da Vela e, posteriormente, pelo Quinteto em Branco e Preto. Dentre as composições, as que mais se destacaram foram: “Pra Vela Não se Apagar”, “Hoje eu Vou Pro Samba”, gravado por Dona Inah, “Motivo Maior” gravado por Mariel e “Saudades” que ela mesma está gravando.

Especificação técnica

Ao propormos um evento de formação voltado para educadores e estudantes que tem como foco o samba, sua história, diversidade, ritmos e resistência, procuramos evidenciar o papel central que essa expressão tem na constituição da cultura afro-brasileira e como elemento de valorização da identidade negra. Com isso, pretendemos contribuir com a formação de professores(as) nessa temática, oferecendo repertório para a efetiva aplicação da lei 10.639/03, alterada pela Lei 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas. Além disso, consideramos a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), a referência na elaboração dos currículos escolares do Brasil, que traz como uma das competências gerais da Educação Básica: “Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza” (BNCC, 2018 p.10). Entendemos que o “conhecer o samba”, em suas mais diversas formas como expressão da cultura brasileira e com sua importância reconhecida mundialmente, é aproximar educadores e educandos desse universo dos saberes tradicionais transmitidos há gerações, onde os mestres são as figuras centrais desse conhecimento. Ainda se levarmos em consideração a quantidade de estudantes negros nas escolas públicas da cidade, tomando como exemplo a rede municipal de ensino de São de Paulo, onde 53% dos que registraram a opção de “raça” se declararam pretos e pardos (disponível em http://dados.prefeitura.sp.gov.br/pt_PT/), o samba, inegável herança africana, pode ser um instrumento importante para que esses estudantes reconheçam em sua etnicidade um papel relevante na nossa formação e história do Brasil. No início dos anos 1930 o carioca Noel e o paulistano Vadico declararam, na antológica “Feitio de Oração”, que “Ninguém aprende samba no colégio”, evidenciando talvez umas das características mais africanas do samba como expressão cultural, que é o aprendizado com os mais velhos, a escuta do grupo, a memória oral e o exercício do coletivo de estar (e construir) junto, muitas vezes em lugares públicos. Hoje, por meio desse projeto, pretendemos que o oposto não seja verdadeiro, ou seja, pode ser que os mestres tenham razão e “samba não se aprenda na escola”, mas a escola pode aprender muito com o samba.

Acessibilidade

Apresentação Musical Como estratégia de democratizar o acesso aos portadores de necessidades especiais e contribuir para a valorização da diversidade humana e consequentemente incluir todo e qualquer tipo de pessoa, o Memorial da América Latina é o lugar ideal, pois já possui uma grande preocupação com a acessibilidade em seus espaços físicos, já que possuem vagas demarcadas, elevadores, rampas, pisos especiais para cegos. A música tem o poder de democratizar a abrangência do projeto, porém o próprio projeto possui várias formas de participação, seja dançando, ouvindo, ou mesmo assistindo, a própria filosofia do samba, por ser plural, já abrange vários segmentos dessa população, pois ela tem justamente como intuito a democratização do acesso de todas as camadas sociais. Lembrando que essa filosofia surge na periferia e levando em consideração que o objetivo principal é a interação de todas as pessoas, o Festival Samba em Sampa no ano de 2018 reservou banheiros e locais exclusivos para essas pessoas, para que dessa forma o público possa usufruir de uma infraestrutura de excelente qualidade. Contrapartidas Sociais O auditório Simon Bolívar possui toda adequação necessária para portadores de necessidades especiais, além de todas os debates e discussões serem traduzidos para a linguagem de sinais e possuirem legenda descritiva.

Democratização do acesso

FESTIVAL MOSTRA Os artista inicialmente escolhidos vão desde o caráter popular ao erudito, dessa forma as apresentações irão atingir todas camadas sociais, a distribuição de ingressos será outra forma de trazer um público com menos poder aquisitivo para os shows. Teremos 2 tipos de ingressos comercializados, os ingressos que valerão para cada dia separadamente e os ingressos que valerão para os dois dias, esse último chamado de Eu Sou do Samba. O primeiro lote de ingressos (10% do total), serão comercializados a 50 reais por dia e 100 reais o Eu Sou do Samba. O segundo lote de ingressos (15% do total), serão comercializados a 100 reais por dia e 150 reais o Eu Sou do Samba. O terceiro lote de ingressos (15% do total), serão comercializados a 140 reais por dia e 200 reais o Eu Sou do Samba. O quarto lote de ingressos (10% do total), serão comercializados a 200 reais por dia e 300 reais o Eu Sou do Samba. Todos os ingressos obedecerão a LEI Nº 12.933, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2013 que estabelece os critérios para meia-estrada. Art. 21. I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - Ações de formação e capacitação. Serão destinados 50% das vagas para estudantes e professores de instituições públicas de ensino, as outras vagas serão destinadas a estudantes, jornalistas, produtores culturais, líderes comunitários, coletivos e ongs relacionadas ao samba, para que esses tenham uma capacitação sobre a história do samba na cidade, assim como descrito no plano pedagógico. Formação histórica sobre a história do samba na cidade, mrdiante a entrega de certificado em parceria com o programa O Samba Pede Passagem da rádio USP. Capacitação intrumental, atráves de workshops e vivência som instrumentos musicais, com figuras como Oswaldinho da Cuíca. Formação através de palestras com grandes nomes do samba, como Nei Lopes. Art. 21. V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; SEÇÃO III Art. 22. As propostas culturais deverão apresentar ações formativas culturais em suas atividades ou equivalente, em território brasileiro, com rubricas orçamentárias próprias. § 1º As ações formativas culturais deverão corresponder a pelo menos 10% (dez por cento) do quantitativo de público previsto no plano de distribuição, contemplando no mínimo 20 (vinte) limitando-se a 2.100 beneficiários, a critério do proponente. § 2º 50% (cinquenta por cento) do quantitativo de beneficiários das ações formativas culturais devem se constituir de estudantes e professores de instituições públicas de ensino. APRESENTAÇÂO MUSICAL Serão arrecadados alimentos para intituições filantrópicas. 1kg de alimento não perecícel por pessoa. Art. 21.X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Secretaria Especial de Cultural.

Ficha técnica

JNETTO PRODUÇÕES (Proponente) É uma empresa de representação e produção artística cultural que tem como objetivo promover e valorizar a cultura, mais especificamente àquelas que compõem o samba. Atua majoritariamente no estado de São Paulo, mas representa também artistas de outras partes do país como nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Pará. A empresa possui destaque no cenário cultural, atuando nos mais variados segmentos artísticos como editoração de obras, produção de shows e eventos, direção musical; representação artística, coordenação de espaço cultural, obras sociais e produção de discos. Possui papel fundamental na produção do programa O Samba Pede Passagem, apresentado há 40 anos por Moisés da Rocha, levando ao programa figuras consagradas como Monarco e sambistas da nova geração como Yvison Pessoa. Com o pensamento voltado para a profissionalização do samba, tem o intuito de promover e impactar a atuação do sambista perante as suas tradições ancestrais, compreendendo seu papel na manutenção da essência do ritmo. JAIR NETTO (Diretor Geral) Graduado na Universidade Estadual Paulista e proprietário da JNETTO PRODUÇÕES - ME. Desenvolveu e produziu os discos, O Velho de Oiá de Tunico da Vila e Ziriguidum da Banda Cambaio, nesse último também atuou como diretor artístico, também produziu o evento de lançamento de ambos os trabalhos. Militante cultural participou de projetos educacionais, foi professor e coordenador da ONG Fonte (Frente Organizada a Temática Étnica) localizada na cidade de Araraquara, onde organizou eventos voltados a temática racial, como Fóruns, Discussões e Sarais de cultura. Atuante Cultural, fez parte da comissão que conseguiu aprovar em 2008 o projeto da Ong Fonte para inserção do jovem negro nas universidades e mercado de trabalho, promovido pela UNESCO em parceria com o MEC em conformidade com o PIC (Projetos Inovadores de Curso), foi professor atuante no CUCA (Curso Unificado do Campus de Araraquara),cursinho voltado para pessoas de baixa renda. Promoveu no Campus da Unesp de Araraquara o projeto: “Samba Rock no Campus”, onde eram ministradas oficinas de dança afim de incentivar e promover a filosofia Samba Rock nos meios acadêmicos, lançou o documentário “Samba Rock e Arte no Campus”. Participou da reunião final do conselho municipal de São Paulo, que oficializou o Samba Rock como uma cultura imaterial da cidade de São Paulo. Produtor Geral do I Festival Samba em Sampa, já produziu shows de Rappin Hood, Thobias da Vai Vai, Paula Lima, Art Popular, Yvison Pessoa, Tunico da VIla, Nei Lopes, Monarco e tantos outros grandes nomes do samba. Idealizou projetos como o Salve Samba Rock e o Memórina Negra do Samba Paulista, além de encontros com sambistas intermediados por Moisés da Rocha. MOISÉS DA ROCHA (Curador) Programador musical de um dos principais programas de rádio do país, “O Samba Pede Passagem”, Moisés da Rocha completou 52 anos de carreira sempre se posicionando contra o racismo no rádio e samba. Moisés da Rocha nasceu em Ourinhos, interior de São Paulo. Coordenador do principal programa de SAMBA na rádio brasileira, Moisés começou a se envolver com a música nos primeiros anos de vida. Foi na infância, ouvindo rádio e em companhia dos pais nas festas populares da cidade, onde iniciou a sua relação de carinho com o samba. Sonhava em seguir carreira de cantor profissional, teve o desejo alterado em 1967, há 50 anos, quando Domingos De Lello o convidou para fazer teste de locutor na Rádio Cometa, em São Paulo. Daí em diante, ele se tornou radialista, passando por quase todas as funções da área, como a de programador musical, posição que o permitiu conhecer mais sobre o universo do samba. Principal responsável pelo surgimento nas rádios de nomes como: Jovelina Pérola NEgra, Zeca PAgodinho e Fundo de Quintal, como tantos outros. CARMO LIMA (Diretor de Produção) Inicia essa atividade em 1996, representando em São Paulo, o compositor e escritor carioca Nei Lopes, e o Quinteto Em Branco e Preto, jovens sambistas paulistanos. Em Setembro de 1996 participa da produção do show “Pardido Muito Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes”, na Sala Guiomar Novaes. Em 1997, começa junto com o Quinteto Em Branco e Preto um processo de retomadada do samba nas principais casas de show em São Paulo, com os grandes nomes do samba como: Nei Lopes, Monarco, Wilson Moreira, Mauro Diniz, Walter Alfaiate, Dona Ivone Lara, Luiz Carlos da Vila, Noca da Portela, Dunga, Paulinho da Viola e tantos outros. Janeiro de 2007: Produção e Direção do Projeto 60 Anos da Escola de Samba Império Serrano, os 90 Anos do compositor Silas de Oliveira e a entrega do Troféu Silas de Oliveira a personalidades do meio cultural, como Zuza Homem de Mello, Arley Pereira,Fernando Faro, Seo Nenê da Vila Matilde,Pena Schmidt,Elifas Andreato,Miguel Fasaneli,Paulo Dias, Mauro Dias, Arlindo Cruz, Dona Ivone Lara e ao Sesc entidade que fomenta a cultura no Estado de São Paulo. Ocupação atual: Direção Artistica do Bar Samba na Vila Madalena desde 2004 e do Bar Templo na Mooca. SILVANA SILVA (Coordenação Geral) 2019 Empório Negro Produções Diretora e proprietária da Empresa, coordena as atividades culturais e elabora junto com a equipe de trabalho projetos culturais, desenvolvimento de planos de mídia e estratégia de marketing e, assessoria em contratos e contratações artisiticas e atualmente trabalha como Artista Leandro Matos na gestão de carreira do artista e seu CD intitulado Chamada Geral. 2015-2018 – Produção Executiva Instituto de São Mateus Produção executiva, desenvolvimento de logomarca/constituição do espaço. Produziu série de atividades, projetos, shows e espetáculos no Instituto do Samba e também atuou como assistente de produção em diversos eventos no Instituto, na Batucada do Instituto dirigidos pela produtora Jair Netto Produções direção e vendas de shows do grupo As Matambas. BENTO ANDREATO (Diretor Artístico) Bento Huzak Andreato 31.03.1976 Pós-graduado em design estratégico pelo Instituto Europeu de Design, sócio da Andreato Comunicação e Cultura, empresa que desenvolve conteúdo e estratégias de comunicação aos mercados corporativos e governamentais Criado dentro do universo artístico se formou em artes plásticas e se especializou em design com foco na gestão de empresas. Filho de artistas se epecializour em gestão e captação de receitas para viabilizar os projetos. Foi presidente do Instituto Pensarte e realizou o projeto Teia 2007 com mais de 5 mil agentes culturais do programa Cultura Viva, administrou equipe de mais de 300 colaboradores sendo o principal interlocutor com o Ministério da Cultura. Hoje é conselheiro administrativo da mesma instituição que se tornou uma OS no Estado de São Paulo. Na área de conteúdo infantil desenvolveu projetos para tv, como a série Teco Teco e DVD animado para a Canção dos Direitos da Criança ambos de Elifas Andreato. Atua atualmente como sócio-diretor da Andreato Comunicação empresa que edita o Almanaque Brasil, que circulou por 15 anos nos aviões da TAM, bancas e bibliotecas públicas espalhada pelo país. Foi executor do projeto transmídia da revista, com conteúdos específicos para tv aberta, tv de bordo, impresso, site e canal Youtube. Foi colunista da rádio Bandnews FM. GÉRSON MARMITA (Coordenador Técnico) Atua na área desde 1984 em Produção de Eventos (Coordenação montagem e desmontagem e técnica em geral, direção de palco e fiscal), como Técnico de Som (Bandas, Grupo de Pagode, Grupo de Forró Pé de Serra e MPB) e Produtor Artístico (toda a parte artística de bandas) Técnico de Som: Grupo Sensação, Grupo Redenção, Grupo Casa Nossa, Grupo Malícia, Grupo Toke Divinal, Grupo Refla, Lançamentos dos dois primeiros cd’s do Exaltasamba Técnico de PA, ZN Som e Luz, Flash Iluminação, RZ Áudio, Vinhedo Sonorização, Lito Eventos, Alpha FM, Magno Festas. PRodução:MK7 Eventos, ViaTV Eventos, Forró dos Sonhos, Nata Forrozeira, Meu Forró Eventos, Remelexo Brasil, Rloop Eventos.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.