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O presente projeto tem como objetivo a produção e a distribuição de exemplares de livros da coleção "Guadalupes, dois sketchers e um terminal".
O projeto dos ilustradores e designers Raro de Oliveira e Fabiano Vianna apresentará desenhos urbanos e crônicas sobre o cotidiano popular do Terminal Guadalupe, região central de Curitiba. A pesquisa resultará na publicação de um box com dois livros - um de cada autor - distribuídos gratuitamente em bibliotecas, casas de leitura e pontos estratégicos aos interessados em urban sketching, ilustrações, publicações gráficas, arquitetura e urbanismo, etc. Serão 1000 exemplares entregues em caixas de kraft personalizadas manualmente pelos artistas. A pesquisa, imersões urbanas, processo curatorial e produção gráfica serão registrados e divulgados em plataforma online. O Guadalupe, único terminal de ônibus aberto aos transeuntes em Curitiba, abriga a memória de ter sido a primeira rodoviária da cidade em sua arquitetura que contrasta com o estilo vistoso do seu vizinho Calçadão da Rua XV, por exemplo. Ali estão escondidas histórias de moradores, comerciantes, pessoas em situação de rua e passageiros das dezenas de linhas que desaguam da Região Metropolitana de Curitiba todos os dias trazendo toda sorte de citadinos para o convívio urbano. Esse patrimônio material e imaterial corre o risco de virar o andar de baixo de um projeto de revitalização que apagará as luzes dessas narrativas cotidianas. A imersão no local consistirá em visitas e profundo trabalho de observação e sketch, ora sozinhos, ora acompanhando a pesquisa do outro. Além das ilustrações, breves relatos das observações também serão produzidos pelos artistas. O exercício sempre aperfeiçoa a criação, por isso a pesquisa de campo e produção no local é fundamental. Após esse processo, os artistas farão a curadoria dos desenhos e textos que irão compor os livros, um para cada autor e seu estilo, seu modo de observar a urbe. A pesquisa já iniciada por Raro de Oliveira se completa ao propor a conversa entre os estilos composicionais dos 2 artistas. Não estar só representa um desafio de superar o olhar do outro, quase um duelo pela melhor história inspirando-se mutuamente pela linguagem realista de Raro e ficcional de Fabiano. A pesquisa não é só uma coleta de material para posterior curadoria, mas também coleta de riquezas humanas que aproximam vida e arte e podem mudar atitudes sociais em comunidade. O Urban Sketching além de ser uma técnica de ilustrações é um maneira de olhar a cidade, construindo relações amigáveis com as histórias que observa, capturando o tempo e registrando memórias vivas. O convite a observar, refletir e conectar-se com a cidade através do desenho, numa era tão acelerada e tecnológica, contribui para uma relação mais atenta e afetiva dos indivíduos com a cidade.
Objetivo Geral I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, com a distribuição gratuita de livros, de valor artístico e humanístico, para a população; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais, registrando Curitiba e histórias reais que podem desaparecer sem o olhar atento do urban sketcher; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, aproximando-se, com olhar humanizador, do cotidiano das pessoas comuns que transitam pelo local; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural, histórico brasileiro e arquitetônico através do registro em ilustrações, contribuindo para a conservação da memória urbana. Objetivo Específico Produto: Livro Realizar a produção e a distribuição de 1.000 exemplares de livros da coleção "Guadalupes, dois sketchers e um terminal". Produto: Apresentação musical Banda que vai se apresentar no lançamento do livro. A expectativa é de um público de até 200 pessoas. Produto: Contrapartida Social Realizar as oficinas "Desenhando sem medo de errar" e "Caminhada do diário gráfico" para um público de 120 pessoas.
Dois livros de desenhos e histórias. Um espaço em meio à cidade, cercado de edificações, antigas e novas. Um espaço que é percebido quando a gente vem caminhando e de repente dá com ele. Rua Nilo Cairo, João Negrão, André de Barros, Conselheiro Laurindo são algumas dos rios que ali deságuam. Não se consegue ver de longe, a gente chega e já está dentro, participando, andando por suas calçadas vermelhas e marquises amarelas. Esse espaço aberto, mas não-vazio, é cheio de gentes e coletivos. É o mal falado, desacreditado, imaginado e real, Terminal Guadalupe. Todo terminal é uma sobreposição de destinos, onde as pessoas vão e vêm em transportes mais ou menos cheios, mais ou menos alquebrados, mais ou menos pontuais. Ou chegam e partem, mais ou menos de longas distâncias, mais ou menos com sono, mais ou menos pobres. Há uma interrogação no ar sobre um terminal, e também nesse, sempre cheio de histórias, incertezas, personagens e infinitos possíveis destinos. Esse terminal não tem cercas nem paredes, diferente de quase todos o/s outros terminais da cidade, é mais livre e permeável. Podemos atravessar sem pagar, nos abrigarmos da chuva ou do sol. Fazermos um lanche, comprar uma coisa qualquer, deixar o tempo passar. E claro, tomar um ônibus para nosso destino urbano. O Guadalupe é uma grande árvore de cimento. Não nos dá a sensação de segurança de shoppings e condomínios, nem nos oferece uma bela vista de praça ou de parque. Mas é útil e democrático. E é aí, nesse espaço poroso, que os artistas irão mergulhar seus desenhos, crônicas e olhares distintos, com o intuito de deixar as expressões culturais mais evidentes e expor isso com a produção de um livro onde serão gravados e preservados todas as artes e suas particularidades, de forma que possam alcançar os leitores e aproxima-los dessa experiência urbana e cotidiana. A proposta, ainda, se enquadra nos objetivos expressados no art. 1° da Lei 8.313, sendo: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; Para isso, o projeto se enquadra nos seguintes incisos do art. 3 da mesma Lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes.
As especificações técnicas serão definidas nas etapas de Produção.
Produto: Livro Acessibilidade de Conteúdo: A estrutura organizacional do livro contará com medidas que visem atender a necessidade de pessoas com deficiência cognitiva. Além disso, será lançado versão em formato daisy buscando contemplar pessoas com deficiência visual. Produto: Apresentação musical Acessibilidade Física: A apresentação será realizada em local com estrutura adequada para pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida, com assentos preferenciais, banheiros adaptados e rampas de acesso. Acessibilidade de Conteúdo: Parte das apresentações musicais contará com intérprete de libras e monitores para auxiliar pessoas com deficiência visual e cognitiva. Produto: Contrapartida Social Acessibilidade Física: O local de realização das oficinas será adequado a pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida. Contará com banheiros adaptados, corredores largos e rampas de acesso. Acessibilidade de Conteúdo: As oficinas contarão com um intérprete de libras e monitores para auxiliar pessoas com deficiência visual e cognitiva.
Produto: Livro Referente à distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no item "a", inciso I do artigo 20 Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania para a doação gratuita de 20% do total de produtos, a saber: a) mínimo de 20% (vinte por cento) exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística: Em complemento, adotaremos também o exposto no inciso I do artigo 21 da IN nº 2/2019 do Ministério da Cidadania, a saber: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados. Produto: Apresentação Musical Referente à distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no item "a", inciso I do art. 22 da Instrução Normativa no 2/2019 do Ministério da Cidadania para a doação gratuita de 20% do total de produtos, a saber: a) mínimo de 20% (vinte por cento) exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística Adotamos também o exposto no inciso IV do artigo 21 da IN no art. 22 da Instrução Normativa no 2/2019 do Ministério da Cidadania, a saber: V - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias.
Priscila Machado de Morais - Proponente e Coordenadora Geral Especialista em Gestão e Produção Cultural pela Universidade Tuiuti do Paraná (2014), é criadora da Diversa, espaço de co-criação, facilitação, consultoria e gestão de projetos culturais. De 2010 a 2012, produziu diversas mostras e encontros junto ao UM – Núcleo de Pesquisa Artística em Dança da FAP, junto ao Bacharel em Dança pela Faculdade de Artes do Paraná. Anos depois, de 2014 a 2017, foi responsável pela Coordenação Executiva da Mostra Fringe no Festival de Teatro de Curitiba, papel que lhe rendeu considerável reconhecimento. Já participou e realizou projetos incentivados pela Fundação Cultural de Curitiba, Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, Funarte e Secretaria Especial de Cultura, com destaque a “Bimobaba” (2015), “Duonovo” e “Almanaque da Música Brasileira para Crianças” (2017). Desde 2017, colabora com o CreativeMornings, comunidade global de palestras voltada para a criatividade. Neste projeto, será remunerada como Coordenadora, se encarregando das atividades de gestão e técnico-financeiras. Raro de Oliveira - Ilustração É designer, ilustrador e urban sketcher. Nascido no Rio de Janeiro, estudou Design Gráfico na Escola de Belas Artes da UFRJ e atuou em agências de propaganda no Rio, Belo Horizonte e Curitiba. É professor de desenho, um dos organizadores do Urban Sketchers Curitiba - grupo que registra com desenhos as cidades e o cotidiano. É coautor do livro Sketchers do Brasil e ilustrou livros de poesia, de crônicas, cartazes e Cd's.Tem participação em exposições coletivas de arte como: Coletivo de Arte – Galeria de Rua em João Pessoa-PB, Traços Curitibanos, 9 Artistas do Paraná, Retrospectiva Urban Sketchers Curitiba. Realizou a exposição Volta ao Centro Histórico em 80 dias que retratou cenas de Curitiba e a exposição individual Lugares de Mim. Fabiano Vianna - Ilustração Nasceu em Curitiba, Julho de 1975. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela PUCPR em 2001. Trabalha como designer e ilustrador na Ctrl S Comunicação. Roteirista e escritor. Lançou em Outubro de 2009 uma revista de literatura pulp chamada Lama – de suspense e terror. Iniciou em 2017 um projeto de desenhar cenas de terreiro e entidades da umbanda, chamado Sketchmacumba. Faz desenhos in loco durante as giras, registrando o visível e o invisível. Frequenta rodas de samba e as registra em sketches in loco para o projeto Samba Sketch Bamba: www.facebook.com/sambasketchbamba. Coautor do livro Sketchers do Brasil. Participou de exposições coletivas de arte como: Coletivo de Arte –Traços Curitibanos e Retrospectiva Urban Sketchers Curitiba. Realizou a exposição Volta ao Centro Histórico em 80 dias que retratou cenas de Curitiba. Fã de Jorge Luis Borges, Miguelanxo Prado, Poty Lazzarotto, Murilo Rubião, Italo Calvino, Valêncio Xavier, Manoel Carlos Karam, Carybé e Dalton Trevisan. Gosta de sketchbooks, HQs, fotonovelas, charutos, livros impressos e histórias do sobrenatural. Possui um portfolio online de desenhos e pinturas no endereço www.be.net/fabianovianna. Mantém os blogs polpacomleite.blogspot.com com artigos e contos citadinos & croquizeirodecuritiba.blogspot.com de croquis e crônicas urbanas. Faz parte do coletivo Urban Sketchers Curitiba que desenha a cidade.
PROJETO ARQUIVADO.