| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 07040108000157 | COMPANHIA DE AGUA E ESGOTO DO CEARA CAGECE | 1900-01-01 | R$ 308,0 mil |
Produzir, publicar e distribuir (gratuitamente) um livro sobre os profetas da chuva do Ceará, mestres da cultura popular do nordeste brasileiro. O projeto prevê pesquisa de campo, produção de texto por jornalistas culturais e pesquisadores, fotos de fotógrafos cearenses renomados, projeto gráfico e edição. O propósito é registrar, valorizar e promover os saberes populares tradicionais. "Bom para a agricultura e cultura. A chuva eleva a autoestima e o pertencimento de um povo de um canto de um lugar (...) São ciclos da natureza que se realizam no fazer cultural e no ser nordestino" - Fabiano Piúba / Secretário da Cultura do Estado do Ceará - https://www.opovo.com.br/jornal/opiniao/2018/03/uma-promessa-de-chuva.html
LIVRO: O livro explanará sobre o saberes dos profetas da chuva cearenses, destacando-os enquanto patrimônios imateriais da cultura brasileira. Trata-se de uma registro do ofício desses mestres. O livro terá naturalmente uma abordagem cultural, no sentido em que a chuva tem uma simbologia muito grande na região nordeste, ela eleva a autoestima e o pertencimento de um povo de um canto de um lugar, no Ceará diz-se quando há nuvens no céu "ta bonito pra chover". CONTRAPARTIDA SOCIAL – Realização de pelo menos um debate entre alunos de universidades públicas e um dos autores do livro. A atividade tem o intuito de promover os profetas das chuvas como patrimônio imaterial cultural brasileiro para as novas gerações. Assim, um dos autores do livro explanará sobre a pesquisa realizada por ocasião da obra, destacando os saberes dos profetas da chuva. Além disso, será exposto sobre o processo de criação e produção de um livro.
Objetivo Geral Produzir, publicar e distribuir (gratuitamente) um livro sobre os profetas da chuva do Ceará, mestres da cultura popular do nordeste brasileiro. O propósito é registrar, valorizar e promover os saberes populares tradicionais. Objetivos Específicos - Publicar 2.000 livros com textos e fotografias sobre a sabedoria popular dos profetas da chuva do Ceará; - Realizar uma pesquisa sobre os saberes dos profetas da chuva cearenses; - Produzir fotografias que registram e revelam o contexto sociocultural dos principais profetas da chuva cearenses; - Distribuir gratuitamente 2.000 livros, prevendo pelo menos 1.000 unidades para bibliotecas públicas e/ou comunitárias, incluindo escolas e universidades (Contrapartida Social); - Realizar pelo menos um debate entre alunos de universidades públicas e um dos autores do livro (Contrapartida Social); - Publicar 100 livros em braile.
"Aprendi com os profetas da chuva que existem três tipos de invernos: o para plantar e colher, o para encher os açudes pequenos e os que enchem e sangram os grandes reservatórios. Este último é também de encher os olhos de alegria e de banhar almas. Bom para a mata e os bichos, agricultores e pescadores, açudes e peixes, pastos e rebanhos, plantações e colheitas, feiras e supermercados. São os invernos que espalham o verde dos olhos nas plantações sertanejas, como no baião, deixando-nos mais felizes e esperançosos com o mistério da vida." "O tempo está bonito. Vou renovar a promessa de guardar entre fevereiro e abril a água da chuva nas quartinhas de barro feitas pelas mestras da cultura. Se sangrar os açudes e encher as grandes barragens, se vier inverno bom de plantar e colher irei a Canindé entregar uma quartinha de chuva para São Francisco e outra para Padre Cícero em Juazeiro. Mas se o Castanhão sangrar, quem vai sangrar também são meus pés de dor e meu coração de alegria, pois caminharei até Canindé e subirei cantando os benditos de chuva na ladeira do Horto." Fabiano Piúba / Secretário da Cultura do Estado do Ceará - https://www.opovo.com.br/jornal/opiniao/2018/03/uma-promessa-de-chuva.html A simbologia da chuva no nordeste, mais especificamente no Ceará inspirou Gilmar de Carvalho, professor (hoje aposentado) da UFC e pesquisador a organizar o livro "Bonito pra chover - ensaios sobrea a cultura cearense"! A preocupação com eclosão da água é uma preocupação recorrente nas populações do semiárido cearense há séculos. Agricultores buscam na natureza os indícios de chuva, desenvolvendo métodos que revelam uma sabedoria popular tradicional repassada de pais para filhos. O Ceará registra secas desde o século XVII. Animais e plantações devastados pela falta de água sempre foram presentes nas terras alencarinas. A chuva representa a salvação para muitos cearenses. Essa realidade é constatada na obra de Patativa do Assaré e outros autores nordestinos. Nesse contexto, surgem os profetas da chuva, quando não se havia tecnologia para previsões pluviométricas. Por meio de observações e experiências empíricas, as profecias são formuladas, baseadas em estrelas, animais, vento... A ânsia de compreender a natureza e prever o tempo inspiram essa sabedoria popular. Todos os anos, inúmeros agricultores esperam ansiosos as previsões desses mestres. Suas narrativas mesclam ciência e religião, realidade e ficção, o real e o irreal, com uma pitada generosa de humor. Numa carga de prosa e poesia que nos remetem a Guimarães Rosa, Graciliano Ramos e Euclides da Cunha. As falas dos profetas compõe uma rica tradição oral do povos do sertão nordestino. Seus conhecimentos dialogam com o misticismo e mistérios da fauna e flora de um dos principais patrimônios naturais brasileiros: o semiárido. Assim, é necessário reconhecê-los como mestres de cultura popular brasileira. No Ceará, os profetas já são reconhecidos enquanto mestres por meio da Lei dos Tesouros Vivos, lei pioneira no Brasil, voltada para o reconhecimento dos saberes e fazeres dos mestres e mestras da cultura tradicional e popular. Atualmente, existem pelo menos 5 profetas da chuva reconhecidos por esta lei. No entanto, os profetas da chuva são pouco reconhecidos e respeitados por intelectuais, cientistas, historiadores, sociólogos e romancistas. Tal fragilidade torna nosso patrimônio imaterial vulnerável. É necessário valorizar a importância desses mestres da cultura popular do nordeste brasileiro. Além disso, o número de profetas das chuvas tem diminuindo e há falta de interesse da juventude por esse saber popular. Muitos profetas são idosos e muitos têm falecido. Todos reclamam do desinteresse dos jovens em relação às profecias da chuva dado ao fácil acesso às tecnologias de previsão do tempo. Assim, surge o livro "Os profetas da chuva", a fim de registrar, valorizar e promover o ofício dos profetas da chuva cearenses, registrando-os e preservando-os enquanto patrimônios imateriais da cultura brasileira. O propósito é salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de viver da sociedade brasileira, com destaque para os povos do semiárido cearense. O projeto contribui para os seguintes incisos do Art. 1º da Lei Nº 8.313/91: II) promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. Junto a isso, o projeto atende aos objetivos listados abaixo previstos no Art. 3º da lei supracitada, a saber: II - fomento à produção cultural e artística, mediante a edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante a proteção das tradições populares nacionais.
Com 4 págs de capa + 200 págs de miolo . Formato Aberto: 560x280 mm Fechado: 280x280 mm Capa Dura Cola: HotMelt - Costurado Capa: (600x320) Impresso a 4x0 cores (ACMP). Papel Couche Fosco IMUNE 150 gr/m². Verniz UV Com Reserva na frente, Laminação Fosca na frente APLIQUE LOMBADA: (85x320) Sem Impressão Papel Fornecido-CREATIVE 150 gr/m². Vincado, Aplicação de Fita Transferivel (3 Pontos - 28 cm) (19) Guarda: Sem Impressão Papel COL.PLUS GRECIA 180 gr/m². Vincado Reforço: (580x292) Sem Impressão Papelão 1320 gr/m². Corte/Vinco Miolo: 164 pag.Impresso a 4x4 cores (ACMPxACMP). Papel Couche Fosco IMUNE 150 gr/m². Miolo: 36 pag.Impresso a 4x4 cores (ACMPxACMP). Papel POLEN BOLD Imun 90 gr/m².
- Os livros contarão com material de Audiodescrição- O local de lançamento do livro terá acesso com rampas, piso tátil e banheiros adaptados para deficientes físico
Livro – distribuição gratuita de 2.000 livros, prevendo pelo menos 1.000 unidades para bibliotecas públicas e/ou comunitárias, incluindo escolas e universidades (Contrapartida Social); Contrapartida Social - Realizar pelo menos um debate entre alunos de universidades públicas e um dos autores do livro, contemplando pelo menos 200 alunos (inciso V do Art. 21 da IN 02/2019)
Emidio Sanderson –Presidente da Instituição Proponente, Produtor executivo e responsável por todo o processo decisório no projeto (Gestão-Administração) Produtor cultural com Especialização em Gestão e Políticas Culturais realizada pela Universidade de Girona (Espanha), Cátedra da Unesco e pelo Itaú Cultural, bem como MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. Desenvolveu uma pesquisa sobre a Cadeia Produtiva do Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, a qual foi premiada pela Secretaria de Cultura do Ceará. Foi ator e produtor da Cia do Batente, sediada em Sobral. No SEBRAE, trabalhou com projetos culturais. Na Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) e na Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), foi Assessor de Projetos. Atualmente, é presidente do Instituo Seara, organizando ações culturais na área de difusão e formação cultural. Faz parte do Grupo Nacional Cultura Infância e do Fórum de Cultura Infância do Ceará. Liderou a elaboração do Plano Estadual de Cultura Infância do Ceará. Em 2017, organizou a o III Fórum Nacional Cultura Infância em Fortaleza. Desde 2011, faz a curadoria e direção artística do TIC – Festival Internaiconal de Teatro Infantil do Ceará e do Encontro de Narrativas para a Infância, projetos idealizados por ele. Este ano, foi o produtor executivo da Maloca Dragão e curador da Mostra Cariri das Artes do SESC. Osiel Gomes – Diretor do projeto, Coordenador Administrativo-Financeiro e Diretor Administrativo-Financeiro do proponente Produtor cultural desde 1990, pedagogo, com especialização em “Gestão de Produtos e Serviços Culturais” pela UECE. Iniciou sua carreira na setor cultural como bailarino. Já foi gestor público e social, passando por ONGs e instituições públicas, como: a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, onde já ocupou os cargos de coordenador de Marketing e Assessor Especial de Gabinete; o GAPA/CE, atuando como Coordenador de Marketing Social e Eventos; e o SESC, onde foi Assessor de Comunicação. Seu nome sempre esteve associado a importantes eventos cearenses que se destacam pela democratização do acesso à cultura, entre eles, Projeto Meio Dia, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, Um Concerto por um Real, Cine Ceará, For Rainbow, Bienal Internacional de Dança, e Bienal Internacional do Livro do Ceará Conferência Cultural de Fortaleza e Patrimônio Para Todos. Além disso, atua como captador de recursos para diversos projetos sociais e culturais. Em seus trabalhos sempre procurou unir o contemporâneo e o clássico, o popular e o erudito. Hoje, Osiel contribui para a elaboração do Plano Estadual de Cultura Infância do Ceará, faz parte do Fórum de Cultura Infância do Ceará e do GT Nacional Cultura Infância, além de estar a frente do Encontro de Narrativas para a Infância e da Mostra TIC na TELA (programação de audiovisual do Festival TIC) Benedito Teixeira – Editor É jornalista com 18 anos de experiência em reportagem, edição e assessoria de comunicação; especialista em Economia, mestre e doutorando em Literatura pela Universidade Federal do Ceará; tem experiência em redação e edição de livros, como "Cagece 45 anos", publicado pela Fundação Demócrito Rocha; "Haiti por si: em busca da independência roubada" e "Esticadores de horizontes: narrativas juvenis de vidas reinventadas", ambos realizados pela Agência de Informação Frei Tito para a América Latina e Caribe (Adital). Sônia Lage – Coordenadora de comunicação Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará - UFC. Trabalhou durante quatro anos na editoria de cultura (caderno Vida & Arte) do Jornal O Povo (CE) e desde 1995 atua na área de assessoria de imprensa. Desde 2000 está frente da Dégagé Agência de Notícias Ltda, prestando serviços de assessoria de comunicação a instituições como a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL Fortaleza), prefeituras municipais do Ceará e projetos culturais como Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, Bienal Internacional do Livro do Ceará, Bienal Internacional de Dança do Ceará, Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, Feira da Música, Festival Palco Giratório - Fortaleza, Festival de Dança Litoral Oeste e Festival de Humor de Maranguape.
Prestação de Contas Aprovada com ressalva na Operação Abre Caminhos, instituída pela Portaria SGPTC/SE/MInc Nº 1, DE 13 DE junho DE 2025 (SEI/MinC nº 2269000).