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O projeto prevê a produção audiovisual de 04 vídeos, com a duração média de 8 minutos cada, sobre a contribuição feminina no desenvolvimento da ciência brasileira. O produto tem como foco, a distribuição para TV’s públicas e educativas, além de contar com a exibição em escolas públicas como contrapartida social. O vídeos também serão disponibilizados para acesso gratuito via internet.
O produto final da presente proposta serão 4 vídeos de aproximadamente 8 minutos cada que retratam a presença feminina na produção científica brasileira. Como abordagem preliminarmente escolhida, o material será focado na área da saúde. A classificação indicativa do conteúdo é Livre.
Produzir e publicar 3 vídeos, com duração média de 12 minutos cada, sobre a produção científica feminina no Brasil;Abordar em cada um dos vídeos, temáticas centrais como: História da ciência feita por mulheres no Brasil e no mundo, objeto de pesquisa desenvolvido, trajetória pessoal e profissional e os aspectos culturais de ser mulher e cientista.Disponibilizar todo o conteúdo de forma gratuita em emissoras de televisão educativas, públicas e universitárias, além de disponibilizar o material gratuitamente na internet como fonte de pesquisa;Alcançar aproximadamente 10 mil visualizações por vídeo no primeiro ano após a publicação gratuita do conteúdo em emissoras públicas e universitárias, além da disponibilização na internet, totalizando a média de 30 mil visualizações. Realizar 1 exibição de lançamento online, ;Realizar 4 exibições em escolas públicas da capital paulista, beneficiando aproximadamente 200 adolescentes como ação formativa cultural do projeto - a definir se presencial ou virtual de acordo com o avanço da pandemia
Em 2015, a Assembleia das Nações Unidas aprovou a criação do Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência: 11 de fevereiro. A data busca dar visibilidade à produção científica feminina, uma vez que as mulheres ocupam cada vez mais esses espaços, mas ainda são menos reconhecidas. Ainda que as mulheres sejam a maioria entre a população brasileira (51,7% de acordo com a PNAD 2018) e também entre as graduandas (57,2% de acordo com o Censo de Educação Superior 2016), os homens predominam entre os docentes do ensino superior, cargos de gestão acadêmica e até mesmo em premiações científicas. As mulheres representam apenas 35,5% dos pesquisadores brasileiros que recebem a bolsa de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), paga aos cientistas que mais se destacam em suas áreas. Ainda assim, o Brasil é um exemplo de emergência na produção científica feminina. De acordo com o relatório da editora Elsevier (2017), entre os anos de 1995 e 2015, as mulheres passaram a assinar metade dos artigos científicos produzidos no país. Trata-se de um avanço considerável, uma vez que, no período anteriormente analisado (1996 a 2000), elas eram responsáveis por 38% das publicações. O presente projeto pretende retratar o perfil de quatro cientistas mulheres que desenvolveram importantes descobertas no Brasil, abordando aspectos culturais da presença feminina no campo científico. Com o intuito de documentar tal realidade e disponibilizar esse material gratuitamente como fonte de pesquisa e divulgação, o projeto busca na lei de incentivo à cultura, apoio técnico na busca de recursos e parcerias para desenvolvimento da proposta. De acordo com a Lei 8.313/91, a presente proposta se enquadra no Art. 1º por meio dos incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Por meio da produção audiovisual e disponibilização gratuita do material que retrata uma realidade tão presente e de importante debate social. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Por meio da seleção de entrevistadas brasileiras buscando a valorização de seus trabalhos e trajetórias. VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Por meio da documentação e disponibilização do conteúdo que retrata a produção científica no país e seus aspectos culturais. IX - priorizar o produto cultural originário do País. Por meio da seleção de entrevistadas brasileiras buscando a valorização de seus trabalhos e trajetórias. A proposta também se enquadra nos objetivos estipulados pelo Art. 3º conforme segue: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001) Por meio da produção de conteúdo audiovisual dividido em 4 vídeos que retratam a participação feminina na ciência brasileira e seus aspectos culturais. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais; Por meio da disponibilização gratuita e pública do produto final para TV’s públicas, educativas e universitárias, além de disponibilizar na internet como fonte de pesquisa sobre o tema. Além disso também serão realizadas 4 exibições em escolas públicas, pautando a temática entre o público adolescente.
A proponente está em contato com a Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU) e com a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (ABEPEC) para que o conteúdo seja disponibilizado a TV’s públicas, educativas e universitárias de forma otimizada.
Conforme solicitado como documentos complementares obrigatórios de proposta audiovisual seguem especificações técnicas pré-definidas sobre o produto principal (audiovisual): Argumento cinematográfico A abordagem preliminarmente escolhida é a produção científica feminina com foco na área da saúde, podendo ser alterada conforme disponibilidade das entrevistadas. A presença de mulheres na pesquisa científica sobre saúde vai muito além de uma necessidade de representatividade: é uma necessidade científica. Quando a maior parte das pesquisas e estudos médicos são feitos por homens, as particularidades da saúde feminina podem acabar sendo ignoradas. No livro “Mulheres invisíveis: preconceito de informação em um mundo pensado por homens”, Caroline Criado Perez analisa como a predominância masculina nas diferentes áreas da ciência afeta a vida das mulheres. E na medicina isso também acontece. Ela conta que ataques cardíacos são mal diagnosticados com mais frequência em mulheres. Isso porque os sintomas que comumente conhecemos são os masculinos: a dor no peito, por exemplo, é um sintoma proeminente nos homens. Já nas mulheres, o mais comum é fadiga e uma sensação de indigestão - a dor no peito aparece em 1 de 8 casos, o que leva menos mulheres a buscarem ajuda e os profissionais a diagnosticarem errado. Esse exemplo deixa claro o quanto o trabalho das cientistas mulheres na medicina é transformador. Elas não só derrubam as barreiras do machismo na ciência, mas também permitem que as vidas das mulheres sejam salvas e suas saúdes preservadas. E é dessas mulheres que mudam a cara da medicina que o projeto “Elas.Lab” (nome provisório) quer falar. Em quatro vídeos curta-metragem documentais, vamos apresentar o trabalho de quatro pesquisadoras brasileira que transformam suas áreas de atuação. Cada episódio vai trazer uma entrevista com uma delas, mostrando sua trajetória, os desafios que encarou na sua pesquisa, onde essa pesquisa chegou e o impacto nas vidas das pessoas, além dos aspectos culturais dessa realidade. Abaixo, as sugestões de possíveis entrevistadas: Celina Turchi: Epidemiologista responsável pela descoberta da relação entre o surto de microcefalia no Brasil e o Zika vírus. Ana Cláudia Quintana Arantes: É referência em cuidados paliativos e na formação de profissionais para lidar com aqueles que esperam a morte. Carolina Cavalieri: Premiada por seus estudos sobre câncer, pesquisa tumores benígnos e porque alguns evoluem para malignos e outros não. Melania Amorim: Ginecologista obstetra, ela iniciou um projeto de parto humanizado na maternidade de Campina Grande (pb), reduzindo em 80% o número de cesáreas na cidade. Obs: As cidades de deslocamento (Recife, Belo Horizonte e Salvador) foram inseridas com base na indicação preliminar das entrevistas, podendo ser alteradas conforme necessidade do projeto. “Elas.Lab” retrata e documenta os aspectos culturais da presença feminina na ciência, proporcionando visibilidade para essas mulheres e seus trabalhos e inspirando cada vez mais mulheres a acreditarem que existe, sim, lugar para a mulher nas pesquisas. Plano de produção O projeto será composto por quatro vídeos documentais curta-metragem de aproximadamente 8 minutos cada. Cada um deles contará a história de uma cientista brasileira da área da saúde, conforme descrito no argumento, contando também com imagens de cobertura de seu trabalho. Cronograma preliminar de produção: Pesquisa: 1 mês - levantamento dos personagens a serem entrevistados; Pré-produção: 2 meses - agendamento das viagens e entrevistas, locação de equipamento e preparo da equipe; Produção: 6 meses - Desenvolvimento de escaleta com abordagem a ser utilizada, captação das entrevistas, edição de imagem e som, finalização, lançamento e distribuição para veículos de comunicação e escolas; Pós-produção: 3 meses - Divulgação massiva, monitoramento de alcance, produção de relatórios do projeto. Proposta de distribuição: - Organização de 4 eventos para exibição em escolas públicas de São Paulo, com debate posterior sobre o tema; - Disponibilização do conteúdo para TV’s públicas e educativas; - Plataforma online com os episódios disponíveis para download gratuito para colégios e instituições que queiram organizar suas próprias exibições; - Distribuição online gratuita nas plataformas da Revista AzMina. O site recebe uma média de 80 mil visitas mensais. Além disso, as redes sociais da instituição possuem mais de 200 mil seguidores, - O conteúdo AzMina é republicado por veículos parceiros, como UOL, Folha, Huff Post Brasil e outros, chegando a um público ainda maior, levando a um acesso mais amplo em termos de perfil de público. Plano de direção Conteúdo: Os vídeos documentais serão construídos com base nas entrevistas com as cientistas e a narrativa conduzida por sua fala. Sobre a voz da entrevistada, serão usadas imagens da entrevista em on e também cenas da cientista executando seu trabalho: no laboratório, no escritório, lidando com equipamentos e fazendo atendimentos, trazendo também o lado humano que é parte essencial do trabalho científico. Abordagem: Filmagem com duas câmeras. Nas entrevistas, uma centrada no personagem e a outra captando os detalhes. Nas cenas de trabalho, imagens abertas dos ambientes como escritório e laboratório, conduzindo uma visão ampla dos espaços que essas mulheres ocupam. E também takes de detalhes: suas mãos manipulando materiais, equipamentos, substâncias, contato com atendidos, revelando a habilidade técnica e científica dessas mulheres, assim como seu tato profissional e contato com pessoas atendidas. Especificações da Contrapartida Social (Exibição em escolas públicas) Formato: Apresentação da instituição ‘AzMina’; Contextualização Lei Federal de Incentivo à Cultura; Introdução da temática ‘Mulheres na ciência’ com contextualização em dados e exemplos educativos; Exibição dos 4 vídeos; Incitação do debate e abertura de falas dos participantes; Conclusão do debate e encerramento da atividade. Duração aproximada: 90 min. Público-alvo: Estudantes das séries finais do ensino fundamental e ensino médio dos 13 aos 18 anos. Total de aprox. 200 beneficiados (a depender dos espaços disponibilizados pelas escolas) Locais: Escolas públicas do município de São Paulo, a definir.
Vídeos Todos os vídeos contarão com legendagem descritiva, interpretação em Libras e audiodescrição, conforme solicitado em diligência, como forma de acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva. Contrapartida Social As atividades previstas como contrapartida social serão realizadas em locais providos de acessibilidade física, buscando a inclusão de pessoas com deficiência física e dificuldades de locomoção. As medidas de acessibilidade estão previstas no orçamento e serão divulgadas para a população em geral.
O projeto Elas.Lab (título provisório) prevê a produção audiovisual sobre a participação de mulheres na produção científica do país. Além de abordar um tema de extrema relevância para o país, destacando aspectos culturais de tal realidade, o projeto prevê a disponibilização gratuita desse conteúdo na internet como forma de ampliar seu alcance. Dessa forma, de acordo com o Art. 21 da IN n° 02/2019, a presente proposta cumpre com a democratização de acesso conforme os incisos a seguir: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; e IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; Por meio da disponibilização gratuita do conteúdo para download na internet e principalmente da parceria com TV’s públicas e educativas para a transmissão do material.
Revista AzMina - Proponente (Funções e rubricas: Produção e Gestão administrativa/financeira) Veículo de comunicação online focado em combater a desigualdade de gênero através da informação. Existente desde 2015 como um site e também presente nas mais diversas plataformas digitais, traz em seu histórico diversa produção de conteúdo multimídia, como reportagens, séries de entrevistas em vídeo, campanhas e documentários. Foi eleita melhor projeto jornalístico em 2017 pelo Troféu Mulher Imprensa e selecionada na categoria digital do Prêmio Glamour em 2018. Currículo em anexo. +Informações: https://azmina.com.br/ Helena Bertho Dias (Funções e rubricas: Direção Geral e Roteirista) Jornalista formada pela Universidade de São Paulo e com pós-graduação em roteiro pela Fundação Armando Álvares Penteado, é chefe de redação da Revista AzMina e trabalha com desenvolvimento de conteúdo jornalístico para diversas plataformas. Com experiência em produtoras audiovisuais e redações jornalísticas, traz em seu portfólio diversos trabalhos em texto e vídeo. Dentro os projetos nos quais atuou, encontram-se: * Revista AzMina - 2015 a 2019 Criação e desenvolvimento do projeto jornalístico do veículo e execução de reportagem e edição de conteúdo sobre gênero e violência contra a mulher desde o início; * Café com AzMina - 2019 Coordenação de conteúdo da série de entrevistas em vídeo sobre temas ligados ao feminismo exibido nos canais digitais da Revista AzMina; * Universo - UOL - 2017 e 2018 Produção, direção e roteiro de reportagens em vídeo para o canal do site feminino do UOL no Youtube sobre diversas temáticas como violência, prostituição e sexualidade; * Radar Pet - National Geographic - 2019 Pesquisa para a série nacional sobre equipe de busca de animais desaparecidos exibida a partir de fevereiro de 2019; * Nanquim Descartável - Abaquar Produções - 2017 Roteirista da série baseada em História em Quadrinhos de mesmo nome, contemplada em edital de desenvolvimento do Fundo Setorial do Audiovisual e em fase de pré-produção; * Suicida de Aluguel - 2015 Criadora e roteirista da série de ficção contemplada no edital de desenvolvimento do Fundo Setorial do Audiovisual, em fase de captação de recursos. Larissa Ribeiro - (Funções e rubricas: Direção de Arte) Formada em arquitetura pela FAU-USP, fez cursos de especialização em design e ilustração na Espanha, Itália e Inglaterra. É diretora de arte da Revista AzMina e sócia do Estúdio Rebimboca, em São Paulo. Já ilustrou mais de uma dezena de livros e criou identidade visual de diversos projetos em vídeo. Dentre os projetos nos quais atuou, encontram-se: *Revista AzMina - 2015 a 2019 Diretora de arte e criação de toda a identidade visual do projeto jornalístico sobre gênero; *Café com AzMina - 2019 Direção de arte e desenvolvimento de elementos gráficos da série de entrevistas em vídeo sobre feminismo; *Mulheres Fantásticas - TV Globo - 2019 Criação, ilustração e animação de episódio de série do Fantástico sobre mulheres que tiveram impacto na sociedade; *Eleição dos Bichos - Cia das Letrinhas Ilustração do livro educativo sobre política para crianças; *Quem Manda Aqui - Cia das Letrinhas Ilustração do livro educativo sobre política para crianças; * Você já é feminista! - Pólen Livros - 2016 Direção de arte e identidade visual de livro sobre feminismo.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.