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Trata-se de um documentário sobre a música raiz em Pardinho e na região do Pólo Cuesta, localizada no interior do estado São Paulo. Esse estilo musical tem relação profunda com a história local, sendo ainda hoje uma das manifestações culturais mais importantes da região. Com a duração de 52 min, ele terá captação em mídia digital de alta definição e com cópia final em DCP Cor. Classificação livre para todas as faixas etárias.
ARGUMENTO CINEMATOGRÁFICO A proposta do documentário é apresentar ao espectador um pouco da riqueza da música raiz da região do Pólo Cuesta, seus autores e interpretes. Vamos mostrar que essa música raiz esta completamente ligada ao modo de vida e ao cotidiano dos habitantes do local. Vamos investigar o porquê essa região, relativamente pequena, concentrou tantos talentos musicais. Pesquisa A primeira etapa será desenvolver uma pesquisa bibliográfica e empírica na região do Pólo Cuesta. A pesquisa propiciará a compreensão de algumas tradições da região, em seu contexto de produção e nas suas diferentes cidades, e ajudará a identificar personagens, artistas, locais de filmagem e possíveis depoentes para a realização das gravações. Ela vai orientar o trabalho de campo e o mapeamento in loco, com observação, coleta e registro de informações em fotos, vídeos e audios. Nesta fase realizaremos os primeiros registros audiovisuais com objetivo de mapear e orientar a escolha de atores relevantes ou expressivos para realização dos registros principais do projeto. Identificados os possíveis atores e comunidades, convidaremos alguns deles a participar do documentário, concedendo entrevistas e permitindo o registro audiovisual do seu cotidiano, histórias e de sua música. Depois disso voltaremos com a equipe de gravação para as localidades selecionadas, e realizarmos os registros mais aprofundados e detalhados, que fornecerão o conteúdo principal para o desenvolvimento do documentário. Gravações A partir das pesquisas, vamos elaborar um roteiro inicial e agendar as gravações. Esse primeiro roteiro servirá de estrutura para nos orientar nas captações. Produção de documentário é uma coisa viva. Durante a execução dos trabalhos de campo, costumam surgir muitos fatos novos, que vão determinar o conteúdo final do filme. Os mesmos pesquisadores que participaram da etapa inicial do projeto, também farão parte da equipe de gravação. Desta forma, quando voltarmos para gravar, já existe uma “intimidade” dos personagens junto aos membros da equipe. Isso ajudará a criar um ambiente de cumplicidade. Além disso, vamos trabalhar com uma equipe reduzida, de forma a não inibir os depoentes e obter mais espontaneidade. Essa estratégia tem funcionado muito bem nos documentários que venho produzindo com personagens que não estão acostumados a serem filmados. Os depoimentos serão captados em cenários que auxiliem a caracterização dos personagens, e os áudios serão editados sem a presença da voz do entrevistador. Na edição final serão utilizados na maior parte do tempo em off sobre cenas que ilustrem o assunto que esta sendo mencionado. A mesma linguagem será utilizada na captação das músicas, interpretadas pelos artistas locais com seus próprios instrumentos. As letras das músicas raiz costumam descrever situações do cotidiano dos seus habitantes e no documentário serão ilustradas com cenas que caracterizem o seu modo de vida. Edição Na fase de edição, todos os depoimentos serão transcritos e será elaborado um roteiro final, acrescentando e adaptando o roteiro inicial ao que foi efetivamente captado. Na edição final, os diferentes depoimentos, juntamente com as músicas, serão encadeados de forma a criar uma narrativa que, além de apresentar o modo de vida dos personagens do Pólo Cuesta, joguem uma luz sobre a nossa pergunta inicial: por que essa região concentrou tantos talentos musicais?
Objetivo principal: Realização de um documentário de média duração (52min) sobre os aspectos históricos, culturais e sociais da música raiz de Pardinho (SP) e da região do Pólo Turístico da Cuesta e seus desdobramentos e contribuições para a música popular brasileira. Objetivos específicos: 1-Realizar pesquisa e coletar depoimentos de experiências de vida de músicos e de pessoas que conviveram com personagens ilustres da região, formando, assim, um banco de memórias sobre a música raiz. A pesquisa bibliográfica e empírica será realizada na cidade de Pardinho e em outros municípios da região do Pólo Cuesta, interior de São Paulo. Ela irá embasar o documentário no que se refere aos elementos socioculturais que fundamentam este gênero musical que está relacionado a um modo de vida caipira, baseado na pequena produção de subsistência, relações de parentesco, solidariedade vicinal e práticas lúdico-religiosas _ definido por Antonio Cândido como sociedade de "mínimos vitais". Além de investigar a história da Cuesta, sua territorialidade, a cultura local e os modos de vida atuais da população, pretende-se abordar o imaginário caipira e os retratos de sua música, defendida por compositores e cantores que marcaram a história musical da região. De modo que se abordará desde a linguagem caipira e sua manifestação nas composições artísticas, passando pela análise dos instrumentos musicais - a viola e o violão - e pelo conjunto de atores mobilizados para sua produção e execução, chegando finalmente aos personagens principais do documentário, os artistas e seus parentes e amigos, que deverão ser contatados para darem seus relatos sobre sua relação com a música raiz e a importância dessa manifestação artística tanto na identidade local quanto para a música popular brasileira. A pesquisa irá investigar também, a inserção das mulheres neste universo, as dificuldades e os enfrentamentos nas trajetórias e carreiras de figuras femininas importantes na música caipira. Por fim, pretende-se olhar para os desdobramentos e contribuições do universo caipira para a composição de outros gêneros musicais (ou subgêneros), incluindo a música sertaneja, atualmente a mais popular no Brasil e consumida inclusive nos grandes centros urbanos. 2- Registrar e preservar a memória "viva" local da música raiz por meio de depoimentos, "causos" e histórias de pessoas que conviveram com compositores, músicos e personagens ilustres. A cidade de Pardinho ainda conta com moradores que viveram estas experiências, porém hoje, são pessoas bastante idosas. Pretende-se com este registro, valorizar a memória destas pessoas, para que ela possa ser preservada e transmitida para outras gerações. 3- Valorizar e estimular o reconhecimento da música raiz como importante ingrediente da identidade cultural de Pardinho e região do Pólo Cuesta e também, para o contexto e desenvolvimento da música popular brasileira. 4- Contribuir para a formação de público e ampliação de repertório cultural, principalmente de crianças, adolescentes e jovens. A música raiz, para as novas gerações, muitas vezes é criticada e vista como antiquada e com desinteresse. Por meio de um material educativo que acompanhará o documentário, pretende-se despertar o sentimento de pertencimento a esta cultura local e a conexão da música raiz com outros gêneros musicais. O projeto trará em sua abordagem, além da música e do audiovisual, linguagens artísticas como, por exemplo, a fotografia, as artes visuais e a literatura e atividades que promovam relações intergeracionais.
O Instituto Jatobás atua, desde 2005, no município de Pardinho, interior de São Paulo, com a missão de fomentar o desenvolvimento sustentável local. Atendendo a uma demanda da comunidade e contando com a parceria da Prefeitura Municipal, em 2008 foi construído o Centro Max Feffer Cultura & Sustentabilidade, principal equipamento cultural da região, que tem com o objetivo a promoção da expressão artística local, o incentivo ao desenvolvimento social e a disseminação dos princípios da sustentabilidade. Desde então, por meio do Centro Max Feffer, o Instituto Jatobás promove a valorização e o incentivo à cultura raiz e principalmente, da música raiz, realizando uma programação cultural intensa, que envolve: o Festival de Música Raiz de Pardinho (FESMURP) que há 10 anos reconhece e divulga duplas da região e de outros estados do país; rodas e orquestras de viola (Caipiras da Cuesta e Jovens da Cuesta), festas tradicionais (Baile de Tuia, São Gonçalo), manifestações locais como o Cururu, entre outras. Com apenas 7.000 habitantes, Pardinho faz parte do Pólo Turístico da Cuesta, região localizada no Centro-Oeste do Estado de São Paulo, que concentra 10 municípios. Conhecida pelo clima agradável, pela beleza natural formada pelas cuestas (formação de relevo em forma de um "degrau") e pelo Aquífero Guarani (um dos maiores reservatórios de água doce e potável do planeta), a região atrai visitantes que buscam ecoturismo, lazer rural e turismo sustentável. Além das características naturais, a região também se destaca por ser um grande celeiro da música raiz e faz com que Pardinho seja reconhecida como um dos berços da música nacional. Importantes nomes da música nasceram, viveram ou conviveram com artistas nesta região, tais como: Carreirinho (compositor de Ferreirinha, clássico da música caipira), Tião Carreiro, Tonico e Tinoco, Zé da Estrada, Angelino de Oliveira, Raul Torres e Serrinha, entre outros. O Centro de Cultura Max Feffer é considerado hoje, o ponto de encontro da cultura. A música raiz é um dos principais ingredientes na formação da identidade local, além de ter sido influência para outros segmentos musicais populares do país. Ela está sempre acompanhada de outras práticas inerentes ao universo social rural. A música raiz desempenha um importante papel na cultura ao permear tantos momentos da vida cotidiana das pessoas, dentro e fora dos calendários festivos e religiosos, atuando como elemento de integração social. As tradicionais modas de viola, um ritmo de execução lenta, com versos geralmente longos e quase falados que contém narrativas de fundo dramático sobre o cotidiano do modo de vida caipira ou mesmo sobre eventos extraordinários, foram passando por transformações e adaptações. Configura-se um modo de vida caipira, aquele marcado pela rusticidade, trabalho coletivo, técnicas rudimentares, linguajar próprio e festas lúdico-religiosas, que teve início com a expansão do movimento de desbravamento do interior do estado de São Paulo pelos colonizadores portugueses, no século XVI, que fomentaram a fusão entre as várias heranças étnicas nativas e de fora. Tendo como fio condutor o universo caipira, pretende-se mostrar as diferenças e confluências na permanência da cultura tradicional no contexto contemporâneo e suas contribuições para a construção das identidades musicais e culturais paulistas. O documentário A Música é Raiz: Influências do Pólo Cuesta na música brasileira é uma obra cinematográficas de média metragem, de caráter cultural, alinhada ao Art. 1° da Lei ei nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991, a medida em que tem como objetivo: promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional.
Não se aplica
Documentário Documentário de média metragem Tempo de duração - 52 min Captação em mídia digital de alta definição Cópia final em DCP Cor Classificação Livre para todas as faixas etárias Cópias em DVD: 200 unidades
Estão previstas no documentário as seguintes ferramentas de acessibilidade: legendagem, audiodescrição e tradução em libras. Vale ressaltar que o site do Instituto Jatobás está passando por uma atualização. A nova versão contempla funcionalidades para atender os principais requisitos do mercado em relação a sites acessíveis, além das validações propostas pelo W3C.
1- EXIBIÇÃO GRATUITA: sessões abertas e gratuitas no Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade, em Pardinho/SP, para todas as idades. 2- ACESSO GRATUITO: pelo Canal VIMEO no site do Proponente. 3- EXPERIÊNCIA AUDIOVISUAL: antes das filmagens serão realizadas rodas de conversa com o diretor do documentário que falará sobre o processo criativo e linguagem audiovisual para adolescentes e jovens de Pardinho. Serão selecionados adolescentes e jovens para acompanhar um dia de filmagem. 4- TIRAGEM DE 200 DVDs acompanhado de material educativo: como contrapartida social para distribuição em Escolas Públicas e Equipamentos Culturais dos municípios do Pólo Turístico da Cuesta.
Instituto Jatobás (Proponente) – idealizador e direção geral do projeto (sem remuneração). O Instituto Jatobás possui um amplo repertório no desenvolvimento, execução e promoção de ações que valorizam a cultura e a música raiz de Pardinho e região. Sergio Vieira – Coordenação Técnica Idealizador e organizador do FESMURP (Festival de Música Raiz de Pardinho) em nove edições realizadas; Diretor e Produtor Cultural da "Festa dos Padroeiros" de Pardinho-SP há 17anos; Organizador do "Desafio da Viola" com três Edições realizadas em parceria com o Rotary Club de Pardinho-SP; Produtor do Portal e Radioweb "Casa dos Caipiras" e criador do Programa "Rancho Sem Tramela" no ar há 15 anos na Rádio Paixão FM de Pardinho-SP; Organizador e Coordenador de eventos culturais do Instituto Jatobás e do Centro Max Feffer Cultura e Sustentabilidade em Pardinho desde 2009; Jurado em vários Festivais de música raiz do Estado de São Paulo. Eduardo Barcellos - Diretor Cinematográfico Fotógrafo e documentarista. Formado em Arquitetura, pela Universidade Mackenzie – SP (1978), já participou de diferentes cursos e formações na área de fotografia e produção multimídia: Corporate Photography - The Maine Photo Workshops – Maine/EUA (1987), Creative Photography - The Maine Photo Workshops – Maine/EUA (1992); Lighting for Vídeo - London International Film School- Londres/Inglaterra (1995); Enlightened Leadership - Findhorn Foundation – Escócia (1995); Documentários – Academia Internacional de Cinema – São Paulo/Brasil (2010). Atua desde 1976 com fotografia, produção de vídeos e documentários. Iniciou com produções audiovisuais, foi assistente de direção, fotógrafo de documentários e sócio de uma produtora de mídia interativa. Quando a tecnologia digital criou novas possibilidades de convergência de mídia, criou a produtora Fotocontexto – Vídeo e Foto, da qual é sócio proprietário. Enrico Spaggiari - pesquisador Mestre e doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). É um dos editores do site Ludopédio e um dos coordenadores da coleção entreJogos (Editora Intermeios). Participa dos núcleos de pesquisa NAU, GEAC e Ludens, realizando pesquisas na área do esporte, juventude, lazer e periferia. Mariana Hangai - pesquisadora Cientista social formada pela Universidade de São Paulo (USP), com interesse em diversos temas: juventudes, lazer, periferias, desigualdade etc. Participou de diversas consultorias e etnografias nos últimos anos, contribuindo para o aprimoramento do método utilizado pela equipe da Argonautas nas pesquisas de tipo etnográfico. Rodrigo Valentim Chiquetto - pesquisador Cientista social e mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador do Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana (LabNAU/USP) e membro fundador do Grupo de Etnologia Urbana (GEU), Rodrigo tem se dedicado a pesquisar populações indígenas urbanas, futebol amador e usos do tempo livre na cidade. Atualmente é professor de Sociologia da rede municipal de ensino de São Paulo. Yuri Bassichetto Tambucci - pesquisador Cientista social e mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador associado do Laboratório do Núcleo de Antropologia Urbana (LabNAU-USP), possui experiências em pesquisas etnográficas com enfoques relacionados à Antropologia Urbana, como lazer e práticas de sociabilidade, mobilidade, cultura, movimento estudantil e esporte.
PROJETO ARQUIVADO.