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PRONAC 192449InadimplenteMecenato

CINE CIRCULAR BRASIL – segunda edição

BOUGANVILLE PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 399,9 mil
Aprovado
R$ 399,9 mil
Captado
R$ 399,9 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
04591168000170FOZ DO CHAPECO ENERGIA S.A.1900-01-01R$ 300,0 mil
11234954000185CMPC CELULOSE RIOGRANDENSE LTDA1900-01-01R$ 99,9 mil

Eficiência de captação

100.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Difusão de acervo e conteúdo audiovisual
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
19

Localização e período

UF principal
RS
Município
Porto Alegre
Início
2019-12-01
Término

Resumo

Cine Circular refere-se a um circuito de cinema brasileiro que se propõe a levar para cidades interioranas as melhores produções do cinema nacional. Toda a estrutura é montada sob um domo geodésico que é situado no centro das cidades visitadas e recebe diariamente público para apreciarem as obras de forma gratuita. A ideia é oferecer a experiência da sala de cinema para locais que ainda não possuem este tipo de estrutura.

Sinopse

Os filmes serão selecionados posteriormente por curadoria capacitada. Tão logo os títulos sejam definidos, atualizaremos no escopo do projeto. Para se ter uma ideia das últimas obras selecionadas, na primeira edição deste projeto, basta acessar https://www.facebook.com/cinecircularbrasil/

Objetivos

Objetivo Geral Realizar um circuito de filmes nacionais por dez cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Objetivo específico 1. Realizar workshops sobre cinema, em duas cidades polo, que contemplem também o público das regiões mais afastadas; 2. Possibilitar o acesso ao cinema, oferecendo uma experiência única para o público das cidades contempladas; 3. Valorizar o cinema nacional; 4. Descentralizar os recursos destinados à cultura; 5. Ofertar uma estrutura como de "sala de cinema", para que as pessoas conheçam e se aproximem dessa experiência; 6. Propor momentos de fruição cultural; 7. Democratizar os recursos públicos voltados para a cultura, promovendo um evento de entrada franca em localidades remotas.

Justificativa

A globalização promoveu o acesso a diferentes culturas e identidades, tornando cada vez mais relativas as fronteiras e distâncias. Entretanto, esse processo que cada vez mais cresce e se faz presente no nosso cotidiano, ainda é limitado, pois os meios de acesso ainda são restritos. A internet que hoje é um dos meios mais potentes de fomentar o conhecimento, ainda é um privilégio para alguns grupos sociais. Não se restringindo somente a isto, também bens muito básicos são restritos e prejudicam a emancipação das pessoas, como o acesso à educação, ao conhecimento científico, aos bens culturais, aos direitos, e o acesso físico. O cinema tem um potencial emancipatório enorme, situado na representatividade de culturas e identidades. Através do cinema, e das referências que ele carrega, podemos construir identidades, construir saberes comuns. A televisão, com as novelas e minisséries, contam histórias, mas histórias condicionadas, tendenciosas. O cinema permite a experimentação do outro, permite questionamentos não pensados anteriormente, abre caminhos para maneiras novas de resolver os mesmos problemas. É conhecendo o outro, a realidade do outro, que podemos nos conhecer, saber quem somos, nos identificar e modificar o meio no qual estamos inseridos, nossa realidade, nossa sociedade. Ir ao cinema ainda possui um encantamento único e um ritual próprio, que necessita de uma infraestrutura específica. É uma lástima que muitas cidades ainda não tenham salas de cinema ou espaços para apreciar essa arte e aprender com ela. São processos de exclusão que fazem com que a arte pareça um artigo de luxo, fora do alcance do sujeito ordinário. Enquanto esse pensamento prosseguir, estaremos todos perdendo enquanto cidadãos. A arte e a cultura são coletivas, construídas através do diálogo com todos, não podendo se configurar como artigos elitistas de dominação. O Cine Circular Brasil quer promover um circuito de exibição de filmes para as localidades remotas dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, buscando oferecer, talvez pela primeira vez, a ida ao cinema da população local. Propomos montar uma estrutura inovadora, com um domo geodésico, com capacidade para 150 pessoas, e projetar em seu interior uma seleção de filmes. Nos preocupamos em manter a seleção de filmes nacionais, justamente para valorizar a produção brasileira que ganha cada vez mais prestígio no cenário mundial pela sua qualidade. Na escolha dos filmes, o que se pretende é debater questões de relevância social, e não apenas entreter. Os filmes brasileiros escolhidos vão representar e dar voz aos sujeitos dessas comunidades, que podem se ver, se identificar nos personagens. Sendo esta a segunda edição do projeto, buscamos dar continuidade a um processo questionador e de fomento ao pensamento crítico sobre as práticas sociais, fazendo com que os sujeitos reflitam e tencionem rupturas de paradigmas. Ao mesmo tempo, se quer aproximar o público do cinema, então será dada atenção para filmes que envolvam e que sejam agradáveis ao olhar. Devemos estar atentos às primeiras experiências, pois estas condicionam as próximas. Dessa forma, podemos garantir uma sequência participativa. O projeto pretende, então, fazer circular filmes em localidades remotas, mas também movimentar toda a região, tendo no cerne o cinema e suas potencialidades. Iremos escolher municípios (em momento posterior) que não possuam salas de cinema e nem o hábito de se envolver em atividades culturais como essa, para que recebam o projeto. Será montada a estrutura do domo geométrico, por quatro dias em cada cidade. Nesses dias, queremos atender todos os tipos de público, para tanto, pretendemos escolher filmes que dialogam com diversos universos, passando pelo infantil, infanto-juvenil e adulto, em gêneros que transitem pela comédia, drama, aventura, documentário. Como proposta para esta segunda edição, teremos profissionais capacitados e responsáveis pela curadoria dos filmes, para que a programação possa estar afinada com o tipo de público deste projeto. A chegada nas cidades será durante a semana, buscado atender o público escolar e propor uma atividade cultural e também pedagógica, junto com as escolas. Então a programação começaria numa terça-feira pela manhã, por exemplo, onde seriam passados filmes infantis e juvenis para escolas, e no turno da tarde também, contemplando os dois turnos escolares. A noite, a sessão seria de um filme adulto e aberto para a população em geral. As sessões seriam sempre gratuitas. Essa proposta ocorrerá da mesma forma em cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em municípios pequenos da região. Acreditamos que dessa forma podemos contemplar um grande público com o projeto, realizando um trabalho singular e de qualidade. O formato inovador do domo geométrico traz um novo conceito de exibição de filmes, ao mesmo tempo em que oportuniza uma experiência de "sala de cinema", não possibilitada anteriormente. Acreditamos que iniciativas como essa representam a verdadeira ação cultural, que promove cultura e modifica sujeitos, deixando rastros por onde passam. A democracia cultural diz respeito ao acesso aos conteúdos simbólicos dos bens artísticos e a um processo de formação, onde o projeto Cine Circular se enquadra e é referencial. Incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 que a proposta se enquadra: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País Finalidades do Art. 3° da Lei 8313/91 que a proposta se refere: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;

Estratégia de execução

Resposta da diligência 01 Item 1: O projeto fora elaborado e orçado para ser executado em dez cidades do interior. Para tanto, os orçamentos foram previstos para esta quantidade de cidades. Em nova consulta aos prestadores, alguns itens foram reajustados, o que tornou necessário a redução de cidades visitadas, de 10 para 04. Estamos ajustando todos os itens do projeto para elucidar as novas metas previstas nesta edição, e caso haja interesse de alguma empresa patrocinadora, iremos solicitar a complementação de verba posteriormente, e ampliação das metas. Item 2: O item “Intérprete de libras” já está previsto na planilha de custos. O item audiodescrição é muito oneroso para ser previsto para cada título, tendo em vista que para cada filme, o serviço custa em torno de R$ 10.000,00 (dez mil reais), desta forma, iremos prever uma quantidade mínima de 20% dos títulos que já disponham de audiodescrição, para contemplar o público com deficiência visual, sem gerar custos para o projeto, e tornando-o viável. O item legendagem já está disponível na maioria das obras cinematográficas, desta forma, iremos ter o cuidado de selecionar títulos que contenham este tipo de especificação técnica. Item 3: Os itens da planilha de custos foram detalhados na mesma, conforme solicitado.

Especificação técnica

Proposta didática – Contrapartida social Workshop: Introdução à linguagem audiovisual Ocorrência: Dois workshops, um no Rio Grande do Sul e outro em Santa Catarina. Duração: Entre 1h e 1h30, dependendo da quantidade de público e do nível de interação e debates. Objetivo: ofertar instrumentos para que as pessoas reflitam sobre aspectos do audiovisual. Inscrições: aberto ao público, até alcançar a lotação do espaço do auditório. Metodologia: O palestrante irá trazer cenas dos filmes contemplados pelo projeto e irá realizar apontamentos sobre aspectos técnicos e propor discussões. O tempo de explanação e o fato de o público não ser profundo conhecedor, não permite um aprofundamento técnico acentuado. Entretanto, será chamada atenção do público para as ferramentas narrativas que se consome usualmente sem pensar sobre. Acreditamos que, dessa forma, estaremos contribuindo para uma formação cultural qualitativa dos sujeitos, incentivando o pensamento crítico, e proporcionando novas possibilidades de interpretação das realidades. Estrutura: Nos auditórios onde serão realizados os workshops, serão disponibilizados projetores e telas, bem como sistema de áudio, para a exibição das cenas necessárias para o andamento do workshop. Acessibilidade: Para os workshops “Introdução à linguagem audiovisual” serão contratados intérpretes de libras. As cenas apresentadas serão audiodescritas para deficientes visuais. E, da mesma forma, os espaços escolhidos para a realização do workshop serão devidamente adaptados para receber pessoas com deficientes de locomoção.

Acessibilidade

Os locais escolhidos para a montagem da estrturua do domo geodésico serão abertos e de livre circulação: ruas asfaltadas, avenidas, praças, parques, ou outros lugares que não tenham degraus ou impedimentos para deficientes, idosos, gestantes, etc. Os locais serão escolhidos conforme não apresentarem impedimentos ao acesso de todos. Além disso, serão disponibilizadas cadeiras reservadas para idosos, deficientes e gestantes, buscando acomodá-los e integra-los da melhor forma possível dentro do domo geodésico; da mesma forma, serão dispostos locais para acomodar cadeirantes com acompanhantes para que assistam jutntos à sessão de cinema. Visando atender as medidas de acessibilidade ao conteúdo, iremos solicitar as produtoras dos filmes que nos consigam exemplares com audiodescrição para cegos e também legendas para surdos e ensurdecidos. A maioria dos filmes já está vindo com esse formato. Entretanto, visando garantir essas medidas, todos os filmes apresentados terão legenda para surdos e ensurdecidos, custos já em planilha orçamentária. Além disso, pelo menos um filme terá audiodescrição para cegos gravada, podendo ser aplicada toda vez que o filme for exibido, caso necessário. A escolha do filme será feita posteriormente.

Democratização do acesso

Este projeto busca levar o cinema e a experiência de ir a um espaço específico para exibição de filmes para um público que não possui acesso a essas práticas. O acesso será físico, mas também um acesso ao conteúdo das propostas, uma vez que se dará atenção aos processos de identificação e interiorização dos temas trazidos, além da atenção às questões de acessibilidade. Propomos um verdadeiro diálogo da população de uma localidade remota com a fruição fílmica, evidenciando a pluralidade de significados que pode emergir desse contato. Essa preocupação de levar momentos de vivência cultural para locais periféricos, aliada ao fato de que todas as atividades serão gratuitas, caracterizam o Cine Circular Brasil como democrático por si só. Além disso, esse projeto prevê ações de formação de plateia. Os worshops propostos visam contextualizar os filmes segundo parâmetros técnicos e trazer para o público interessado, conhecimentos específicos sobre o cinema, para que possam assistir a filmes já podendo construir certo discernimento sobre os processos de produção, condicionando o olhar para um viés mais crítico, mais analítico. Trata-se de uma formação que irá interessar o público que já se interessa por cinema, mas também que contempla o sujeito leigo, que precisa de certas bases para uma melhor interpretação das mensagens veiculadas nos filmes. Esta ação ocorrerá em auditórios de escolas ou centros educacionais, ou auditórios públicos, dependendo da cidade (escolhida posteriormente) e da parceria formada com a prefeitura. Escolheremos realizar essa ação cultural em uma cidade um pouco maior do que as que receberam o domo geodésico, devido ao fato de que as cidades serão escolhidas justamente pela falta de estrutura e condições de receber eventos como esse, precisam do projeto para ter acesso a estrutura de sala de cinema. Caso realizássemos a formação de plateia em uma escola desses municípios, a quantidade de público contemplada seria baixíssima, e não estaríamos valorizando o palestrante e o processo de conhecimento proposto. Dessa forma, propomos levar esta ação para uma cidade polo, um pouco maior, com mais estrutura, mas próxima das localidades pequenas e com opções de deslocamento. Assim mais gente teria acesso a esta iniciativa. Para garantir a ida dos estudantes e professores a ação de formação de plateia, a produção irá contatar as escolas públicas da região e convidá-los, fazendo a articulação com a direção. Os locais terão espaço para, no mínimo, 540 pessoas por cidade, totalizando 1080 pessoas contempladas, pelo menos. Devido a grande quantidade de público, o serviço de transporte será negociado com a prefeitura e órgãos públicos, que ficarão responsáveis por levar alunos e professores interessados para esses locais. Caso a parceria com a prefeitura não seja suficiente, a produtora se responsabilizará pelos transportes restantes.

Ficha técnica

Márcia Giovana da Costa/Bouganville Produções (PROPONENTE) – Coordenação Geral e Gestão Administrativa e técnico financeira do projeto. Currículo anexado nos documentos do proponente. Luciana Brito –Produção Executiva Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC-UFRGS, graduada em Teatro- Licenciatura pela UFRGS, atriz, pesquisadora, produtora e Iluminadora. Atualmente é diretora do Núcleo de Pesquisa BECKETT-WE que é um grupo de pesquisa cênica sobre a obra de Samuel Beckett, no qual foi indicada ao prêmio Açorianos de melhor direção em 2018. Fez parte do grupo de teatro Ói Nóis aquí Traveiz, criando e encenando o espetáculo Amargo Santo da Purificação. Faz parte do grupo Ato Cia Cênica desde o ano de 2012. Na área de iluminação foi monitora no Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Co-criou e executou a iluminação do espetáculo O FEIO, recebendo indicações de Melhor Iluminação no ano de 2012. Na área da produção, atua desde 2010 na elaboração e execução de projetos culturais via leis de incentivo e editais e atualmente coordena o projeto #7Xbeckett contemplado no edital FUMPROARTE e FUNARTE na RUA. Atuou como produtora executiva dos seguintes projetos, financiados via leis de incentivo: Canto Livre (2011, 2014, 2015), Mulher Encanto (2012, 2014), Festival da Canção Cristo Redentor (2013), Arte Movie (2015, 2016),Concerto Didático – Orquestra de Bom Retiro do Sul (2016), Dança para Todos (2016), Musicalidades do Sul: Banda Marcial Cristo Redentor (1ª e 2ª edição).

Providência

EXPIROU O PRAZO DE APRESENTAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO.

2025-12-31
Locais de realização (1)
Chapecó Santa Catarina