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O projeto "Sal, suor & labor" pretende produzir e realizar uma Exposição Fotográfica sobre a arte artesanal da pesca, verdadeiro patrimônio imaterial da cultura brasileira.
O projeto de exposição fotográfica “Sal, suor & labor” trata-se de uma mostra sobre a cultura da pesca artesanal e apresentará 20 imagens do artista Eduardo Moody. Evento gratuito a ser alocado na Associação dos Amigos das Crianças de Praia do Forte, com duração de 4 semanas.
Objetivo Geral Realizar uma exposição fotográfica com 20 imagens sobre a cultura da pesca artesanal na Sala de Leitura Tia Edisar, da Associação dos Amigos das Crianças de Praia do Forte. Objetivos específicos . Realizar uma exposição fotográfica para a comunidade de Praia do Forte e entorno, na Sala de Leitura Tia Edisar, da Associação dos Amigos das Crianças de Praia do Forte. . Exibir 20 fotografias do artista Eduardo Moody; . Apresentar à comunidade local uma obra de natureza artística; . Contribuir para a promoção e valorização da arte e da cultura através da entrada gratuita na exposição; . Ampliar o interesse do público espectador pela arte; . Mostrar uma visão com apuro estético que dialogue com o cotidiano de inúmeros pescadores, filhos e esposas que ainda se mantém financeiramente com os resultados da pesca; . Realizar, como contrapartida social, 01 (uma) visita guiada pela exposição com a presença do artista Eduardo Moody e de alunos da Escola Municipal São Francisco; . Realizar, como contrapartida social, 01 (uma) visita guiada pela exposição com a presença do artista Eduardo Moody e de alunos da Escola Estadual Alaor Coutinho; . Realizar, como contrapartida social, 01 (uma) visita guiada pela exposição com a presença do artista Eduardo Moody e de alunos da Creche-Escola Finn Larsen; . Realizar, como contrapartida social, 01 (uma) visita guiada pela exposição com a presença do artista Eduardo Moody, de um intérprete de Libras e de alunos da Escola AESOS - Associação Educacional Sons do Silêncio, Escola voltada estritamente para a educação de surdos; . Contratar 02 (dois) monitores/estudantes que atuarão como Gestores Culturais durante a permanência da exposição na Sala de Leitura Tia Edisar, da Associação dos Amigos das Crianças de Praia do Forte.
"O povo de Iemanjá´ tem muito que contar" (AMADO, Jorge. Mar Morto). E´ imbuído deste entendimento que a exposição fotográfica "Sal, suor & labor" se detém a lançar um olhar sobre os trabalhadores da pesca artesanal, importante profissão que tem passado por significativas mudanças na contemporaneidade. Dotada de um profundo saber que é transmitido às gerações mais novas, a arte da pesca tem caminhado para o declínio de sua produção, resultado de uma serie de interferências do meio socioambiental e tecnológico sobre o ofício de seus trabalhadores/artesãos. Assim, a exposição fotográfica de Eduardo Moody versa sobre aqueles que empreendem e colocam em prática um saber da pesca que precisa estar em constante movimento. Ha´ aqui um entendimento e uma reflexão do quanto a pesca artesanal guarda em si de mistérios ancestrais, além de apresentar o suor dos envolvidos nesse ofício que carrega um manancial de memórias de ontem no hoje. No país, ha´ estados que já consideram a pesca artesanal como um símbolo de seu patrimônio imaterial. Feita de forma exclusivamente manual, a referida pesca emprega mão de obra familiar; suas embarcações são de pequeno porte e entendem o ecossistema numa relação mais consciente e orgânica, base de qualquer projeto de equilíbrio ambiental. Nesse escopo, para a exposição fotográfica, buscou-se um recorte identitário contundente, perpassado por traços de uma ancestralidade particularmente voltada para culturas de matrizes indígenas e africanas, forçosamente espraiadas pelo litoral brasileiro. Ademais, o olhar direcionado navega num sentido bem mais plural, heterogêneo e rizomático de compreensão de cultura e de sociedade, permitindo que "o povo de Iemanjá´" figure como protagonista de sua própria história.
Projeto Curatorial - “Sal, suor & labor” * Descrição da atividade do produto A exposição fotográfica intitulada “Sal, suor & labor” pretende apresentar ao seu público obras que primam por excelência estética e que sejam capazes de atrair olhares curiosos e suscitar reflexões sobre a arte da pesca. O entendimento que perpassa pelas obras selecionadas para esta mostra segue um fluxo de curiosidade, apreço, interesse e até mesmo nostalgia por uma prática que coloca cotidianamente em cena ritos de outrora. São fundamentos que foram aprendidos e passados de pais para filhos, num fluxo descendente que rememora práticas ancestrais que, na contemporaneidade, entram em choque com um consumismo desenfreado que esquece sua fonte primária: a natureza. Assim, “Sal, suor & labor” traz à cena elementos que estão presentes na prática da pesca, como o sal do mar, o suor como uma metáfora de todo esforço físico envolvido precisamente num labor que repousa, necessariamente, em rituais passados e que envolvem manejo, sabedoria, leitura da natureza e paciência. Nas vinte imagens selecionadas para este projeto, temos em cena a cultura imaterial da pesca, liderada quase que exclusivamente por homens negros, que aprenderam com seus pais e avós dados sobre ventos, marés, espécies de peixes, artesanato de redes, cantorias. Da paciência e poesia de se observar o trabalho de um pescador à força e rudeza exigidas em seu trabalho, vemos na obra de Eduardo Moody um olhar contemplativo e, também, de reflexão acerca do declínio da cultura da pesca, que tem levado filhos de pescadores a aprenderem outras profissões mais rentáveis para o sustento de suas famílias. A fim de suscitar uma gama de reflexões e discussões, “Sal, suor & labor” é projetada para ser uma exposição temporária, que procurará aproximar os moradores da comunidade de Praia do Forte às imagens em exibição. A presença de dois monitores da comunidade também trará muita visibilidade e proximidade com a exposição.
Projeto Pedagógico As ações intituladas “Visitas Guiadas”, previstas neste projeto, têm por intuito promover duas visitas à Exposição “Sal, suor & labor” com a participação do artista Eduardo Moody. Por acreditar que uma exposição é um espaço plural e que permite a possibilidade de trocas simbólicas, arquitetamos QUATRO visitas guiadas com crianças e jovens de escolas públicas e Ong que estão situadas na Praia do Forte e ao seu redor. Defendemos que no trabalho com arte, há que se ter, também, um momento para conversas e intercâmbios de experiências, a fim de proporcionar a conexão dos temas das fotos com as vidas daqueles que se envolvem com as imagens. Para essas visitas, será aplicada a seguinte forma metodologia: no dia combinado, o artista Eduardo Moody recepcionará o grupo específico e caminhará pela exposição discorrendo sobre sensibilidade visual e sobre sua experiência com a fotografia. Em determinados quadros, ele contará um pouco mais sobre a feitura daquela obra: onde foi feita; quando; com quem; qual foi a técnica empregada naquele registro; quais foram suas sensações e descobertas naquele momento, etc. Ao final, perguntas serão direcionadas para os alunos, buscando inquiri-los a respeito de suas percepções e olhares, bem como o que eles entendem sobre a arte da pesca. A finalidade é que ocorra uma troca de olhares e experiências, todas motivadas pelas próprias imagens. A primeira visita guiada será mais longa e direcionada aos alunos da Creche-Escola Finn Larsen. Durante dois dias, Eduardo Moody receberá as crianças para seguir essa dinâmica de diálogos e olhares. Tais estudantes estão no complexo que envolve a exposição. Serão contempladas 420 crianças nessa dinâmica. A segunda contará com a presença de jovens estudantes da Escola Municipal São Francisco de Assis, que está situada na outra quadra da Creche-Escola Finn Larsen. A terceira contará com alunos da Escola Estadual Alaor Coutinho, situada na entrada do bairro do Açuzinho, distrito vizinho à Praia do Forte e que conta com muitos filhos de pescadores em seu quadro estudantil. Para esta visita, contaremos com o apoio da Prefeitura de Mata de São João, que se disponibilizou a ceder ônibus para o transporte desses jovens. A quarta visita guiada será totalmente dedicada aos alunos surdos da Escola AESOS. A dinâmica seguirá os mesmos passos das outras três, mas será também intermediada por um intérprete de Libras, que fará a tradução do Português para a Língua de Sinais Brasileira.
Acessibilidade FÍSICA: . Promover a participação de pessoas idosas e com deficiências mediante rampas de acesso para cadeirantes na entrada da Associação. Acessibilidade de CONTEÚDO: . O artista Eduardo Moody realizará 03 visitas guiadas para alunos de escolas públicas e Ongs, a saber: - 01 (uma) Visita Guiada para alunos da Escola Municipal São Francisco - Tal medida atende ao Artigo 21, parágrafos II, V e VII; - 01 (uma) Visita Guiada para alunos da Escola Estadual Alaor Coutinho - Tal medida atende ao Artigo 21, parágrafos II, V e VII; - 01 (uma) Visita Guiada para alunos da Creche-Escola Finn Larsen - Tal medida atende ao Artigo 21, parágrafos II, V e VII. - 01 (uma) Visita Guiada para alunos Surdos da Escola AESOS - Tal medida atende ao Artigo 21, parágrafos II, V e VII. . Contratação de 02 (dois) jovens estudantes da comunidade que atuarão como monitores - atendimento ao parágrafo VI do artigo 21.
A exposição “Sal, Suor & Labor” será totalmente gratuita e aberta ao público para visitação. Como contrapartida social, teremos 03 ações formativas, a saber: . Contrapartida Social 01 - Ações educativo-culturais - Uma (1) visita guiada pela exposição para alunos da Escola Municipal São Francisco, de Praia do Forte. Público estimado: 70 pessoas. Esta proposta encaixa-se precisamente em alguns incisos do art.21 da IN n 02/2019 do Ministério da Cidadania, como: "V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22"; "VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil". . Contrapartida Social 02 - Ações educativo-culturais - Uma (1) visita guiada pela exposição alunos da Escola Estadual Alaor Coutinho. Público estimado: 100 pessoas. Esta proposta encaixa-se precisamente no inciso V do art.21 da IN n 02/2019 do Ministério da Cidadania, “realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22". . Contrapartida Social 03 – Ações educativo-culturais - Uma (1) visita guiada pela exposição para alunos da Creche-Escola Finn Larsen, de Praia do Forte. Público estimado: 420 pessoas. Esta proposta encaixa-se precisamente em alguns incisos do art.21 da IN n 02/2019 do Ministério da Cidadania, como: "V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22"; "VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil". . Contrapartida Social 04 – Ações educativo-culturais - Uma (1) visita guiada pela exposição para alunos da Escola AESOS (Associação Educacional Sons do Silêncio), de Salvador. Público estimado: 40 pessoas. Esta proposta encaixa-se precisamente em alguns incisos do art.21 da IN n 02/2019 do Ministério da Cidadania, como: "II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deciência ou com mobilidade reduzida e aos idosos"; "V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22"; "VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil". Haverá a contratação de um intérprete de Libras para fazer a tradução para os alunos; . Contrapartida Social 05 – Contratação de 02 monitores que irão desenvolver atividade de gestão cultural durante a permanência da exposição na Associação de Pescadores de Praia do Forte. Assim, esta medida encaixa-se no inciso VI do art.21 da IN n 02/2019 do Ministério da Cidadania, “oferecer bolsas de estudo ou estágio a estudantes da rede pública ou privada de ensino em atividades educacionais, prossionais ou de gestão cultural e artes desenvolvidas na proposta cultural”.
Eduardo Moody | Administração do Projeto – Coordenação Eduardo Moody Silveira é brasileiro, nascido em Salvador – Bahia. Amante da natureza, Moody é formado em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia. Foi na época da faculdade que Moody encontrou a fotografia e esta se tornou sua principal expressão artística e profissional. Em sua carreira, já realizou diversas exposições individuais, bem como participou de mostras nacionais e internacionais. Em seu portfólio, constam cobertura/produções fotográficas em diversos países do mundo. Eduardo Moody possui vasta experiência profissional, tendo já realizado ensaios importantes para jornais, revistas, websites, agências, empresas e instituições públicas e privadas. No ano de 2018, gravou seu primeiro documentário que faz parte da série Rios – Rios Maranhenses, da Temdendê Produções, na qual atuou como apresentador-fotógrafo. Por ser tão apaixonado pelo mundo da fotografia, Moody também dedica-se à área de ensino, ministrando cursos, workshops e palestras sobre fotografia e sensibilidade visual. São quase 20 anos de um longo e contínuo trabalho com a arte fotográfica, que tem se aprimorado e refinado ao longo desse tempo mediante muito estudo e aperfeiçoamento de técnicas. No projeto "Sal, suor & Labor", Eduardo Moody desempenhará funções relativas à administração do projeto, como Produção da Exposição (Elaboração das imagens, acompanhamento das impressões, montagem da exposição, prestação de contas).
Prestação de Contas Aprovada na Operação Abre Caminhos, instituída pela Portaria SGPTC/SE/Minc nº 1, DE 13 DE junho DE 2025 (SEI/MinC nº 2269000).