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"Guimbaustrilho - O Rio sobre Trilhos" consiste em uma série de shows musicais inspirada no livro homônimo de Nei Lopes. São três diferentes programas que reúnem toda a riqueza e diversidade do samba que brota em torno da malha ferroviária carioca e de seus municípios adjacentes na Baixada Fluminense. Cada espetáculo conta com um convidado especial que divide a voz da cena com Nei Lopes, além dos excelentes músicos de base.
SHOWS MUSICAIS A concepção do projeto parte do livro “Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos”, de autoria de Nei Lopes, de modo que a sinopse dele é essencial para a compreensão do todo. A classificação etária de todos os espetáculos é Livre, em conformidade com o Manual da Classificação Indicativa do Ministério da Justiça. Sinopse do livro “Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos”: Da Central a Santa Cruz, percorrendo a Zona Norte e a Zona Oeste de trem, de bonde, de ônibus, de van, de kombi e a pé. Visitando personagens, contando histórias, fazendo crônica e cantando samba. O livro compila histórias pitorescas vividas por personagens reais da Baixada Fluminense. O sambista, escritor e pesquisador percorre no volume os vários bairros do subúrbio do Rio de Janeiro, mostrando um pouco do universo recontado em suas composições. O livro, na sua primeira edição, vinha acompanhado de um CD com três faixas (Justiça Gratuita, Vendedor de Ilusões e Samba na Medida) extraídas do CD de Nei Lopes, Sincopando o Breque. SHOW 1– Nei Lopes e Marquinhos de Oswaldo Cruz Deodoro O repertório reúne sambas de terreiro clássicos que nasceram ao longo do mais tradicional ramal ferroviário do Rio de Janeiro, sobretudo sambas da Portela, Mangueira, Salgueiro e Vila Isabel. Santa Cruz O samba da zona oeste carioca marca presença neste roteiro, com destaque para os sambas de quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel e os sambistas de Bangu. SHOW 2– Nei Lopes e Zé Katimba Vila Inhomirim É o mais extenso ramal da Rede Ferroviária Carioca, com 22 estações. Quem vai de trem até a Vila Inhomirim corta os bairros de Olaria, Ramos, Penha, regiões férteis em matéria de bom samba. Os destaques vão para o repertório do Cacique de Ramos, bloco de onde surgiu o grupo Fundo de Quintal, e toda a geração do chamado pagode carioca dos anos 80 (com Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jovelina Pérola Negra e Jorge Aragão, entre muitos outros), e também os sambas-enredo e os sambas de quadra da Imperatriz Leopoldinense. SHOW 3– Nei Lopes e Ana Costa Paracambi No ramal cuja estação final é Paracambi, a área com maior concentração de sambistas é a de Nova Iguaçu. Ali vivem, por exemplo, muitos dos compositores que durante décadas abasteceram o repertório de Bezerra da Silva, marcado pelas críticas sociais contundentes e bem-humoradas. Belford Roxo O ponto alto deste ramal é o morro da Serrinha, ao lado de Madureira. Ali surgiu o Império Serrano, agremiação de nomes ilustres como Dona Ivone Lara, Silas de Oliveira e Roberto Ribeiro. MASTERCLASSES - Curadoria de Projetos Musicais com Ana Luisa Lima e Luis Felipe de Lima: cada um com mais de 30 anos de experiência em curadoria de projetos, Ana Luisa e Luis Felipe conversam com o público sobre conceituação e elaboração de projetos musicais. - Direção de Cena em Projetos Musicais com André Paes Leme: consagrado diretor teatral, André Paes Leme traz uma nova perspectiva de direção para o público, apresentando qual o papel de um diretor de cena em um projeto de show musical. - Formatação de Projetos e Inscrição em Editais com Beatriz Lima: nesta oficina técnica, Beatriz compartilha o passo-a-passo da elaboração e formatação de projetos culturais e seus primeiros passos na captação de recursos.
OBJETIVO GERAL "Guimbaustrilho - O Rio sobre Trilhos" é uma série de três shows inspirada no livro "Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos", de autoria do escritor, compositor, pesquisador e pensador Nei Lopes. "Guimbaustrilho" é uma radiografia carioca e propõe uma viagem de trem da Central do Brasil à Santa Cruz, que tem como objetivo retratar rodas de samba, blocos de rua, feiras, mafuás, bailes, botequins, malandros, sambistas e outras bossas. O autor discorre sobre a história dos bairros suburbanos com grande desenvoltura, ressaltando personagens e personalidades regionais. Além de registrar as culturas locais, posiciona as ocupações e transformações urbanas nessa rica geografia de prédios. A primeira e única edição da obra foi lançada como um livro-revista, pela extinta Rio Arte (Instituto Municipal de Arte e Cultura) em 2001 e teve pouca circulação para a qualidade e singularidade da publicação. As zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro não consistem em um tema restrito e regional, muito pelo contrário. A viagem parte da Estação Central do Brasil, passando por seus arredores, mas privilegiando nesse caso a Praça XI e a presença Africana. Do outro lado, a Gamboa e o Santo Cristo, onde houve a fundamental ocupação da colônia italiana no Morro do Pinto. Todos são espaços importantes, de histórias, personagens e acontecimentos. Também nas zonas norte e oeste do Rio de Janeiro é possível perceber o quanto a cidade é plural. Dentro deste território, existem diferenças que se assemelham aos subúrbios e periferias de outras cidades, para além do universo carioca. Entre música e bate-papo, o nosso objetivo é proporcionar ao espectador uma verdadeira viagem musical/literária que revela personagens e histórias que só são verdadeiramente conhecidas quando a arte olha para a sua própria raiz. Durante o trajeto musical, cada show passa por bairros diferentes. Nei Lopes dialogará com um cantor convidado por show. Todos eles foram selecionados em função da relação que estabelecem com as regiões. Nesse sentido, selecionamos um belo time de cantores, entre jovens e veteranos, para darem voz aos sambas que completarão as histórias de cada dia. Para completar o time, foram escolhidos músicos de primeira linha, capitaneados pelo diretor musical e arranjador Luis Felipe de Lima, que cuidará da escolha do repertório junto com o autor. OBJETIVOS ESPECÍFICOS O principal produto oferecido ao público por este projeto se trata de show musical. A série é composta por 03 (três) diferentes programas, ou seja, três shows com repertórios e artistas distintos. Cada programa será apresentado duas vezes, de forma que ao todo se trata de 06 (seis) apresentações. Considerando que ocuparemos o Teatro I do CCBB RJ e que sua capacidade é de 175 lugares e nosso objetivo é lotar o espaço, prevemos um total em torno de 1.000 espectadores diretos. Se contarmos o público das masterclasses, este número vai para 1.500. Ainda a respeito de público, temos como objetivo a concessão de 10% dos ingressos para estudantes de redes públicas. Além disso, temos como objetivo a fomentação do mercado. Apenas em trabalhadores diretos, teremos mais de 30 profissionais envolvidos. SHOW 1: DEODORO E SANTA CRUZ _ 02 apresentações No primeiro show, Nei Lopes estará ao lado de Marquinhos de Oswaldo Cruz, sambista, partideiro e agitador cultural que é o responsável pela criação do projeto Trem do Samba, desde 1996. O objetivo é concentrar o repertório nas importantes escolas de samba (sambas-enredo, sambas de terreiro, sambas de meio de ano) como Portela, Mangueira, Salgueiro, Vila Isabel e Mocidade Independente, também com destaque para compositores da Zona Oeste. Estão aqui contemplados os ramais de Deodoro e Santa Cruz. SHOW 2: VILA INHOMIRIM _ 02 apresentações O segundo show da série marca o encontro de Nei Lopes com o veterano compositor Zé Katimba, autor de importantes sucessos do gênero, desde a década de 1960. Fundador da Imperatriz Leopoldinense, há 70 anos faz parte de sua ala de compositores. Esse programa tem como objetivo enfocar o repertório ligado ao ramal com destino a Vila Inhomirim _ o mais extenso entre todos os que partem do centro do Rio de Janeiro. Para além do bairro de Ramos, sede da Imperatriz Lepoldinense, a linha férrea atravessa outros celeiros de sambistas, como Cordovil, Lucas, Penha e Olaria _ onde na verdade fica a sede do bloco Cacique de Ramos, local onde surgiu o Grupo Fundo de Quintal e toda a geração do pagode carioca dos anos 80, com Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jovelina Pérola Negra e muitos outros. SHOW 3: PARACAMBI E BELFORD ROXO _ 02 apresentações No terceiro e último programa, Nei Lopes traz a artista Ana Costa para reler o repertório associado a dois importantes ramais de trem: Paracambi, que cruza o município de Nova Iguaçu, com alta concentração de compositores que forneceram os sucessos de Bezerra da Silva e Dicró; Belford Roxo, linha cuja área mais importante é a do morro da Serrinha, berço do jongo urbano carioca e local de fundação do Império Serrano. Através dessas regiões, esse programa objetiva apresentar importantes sambas-enredo, de terreiro, de partido-alto e de meio de ano, ligados a Dona Ivone Lara, Silas de Oliveira, Aniceto do Império, Roberto Ribeiro e outros personagens ilustres.
Captar recursos através de Leis de Incentivo, para um projeto como o "Guimbaustrilho - O Rio sobre Trilhos" é absolutamente fundamental. Infelizmente, na realidade do mercado atual, um projeto ligado a memória geográfica e musical não é absolutamente viável sem um processo de isenção fiscal. Para que o público possa entrar em contato com o conteúdo proposto, este projeto necessariamente irá praticar ingressos a preços populares, horários adequados e em teatro centralizado na cidade do Rio de Janeiro, a fim de que a população possa usufruir plenamente dos seus direitos culturais. Para a realização do projeto, a equipe de artistas, criadores e técnicos é composta por 100% de profissionais que atuam na cidade do Rio de Janeiro, como pode ser comprovado com os currículos em anexo. No livro, ao mesmo tempo em que se conta a história do subúrbio carioca, passeamos pela história do samba, de seus compositores e intérpretes, e as relações estabelecidas com os diferentes territórios. Nosso objetivo é trazer para os shows essa atmosfera, para isso contaremos com a presença do próprio autor e compositor Nei Lopes, que atuará em todas as apresentações como apresentador, comentarista, cantor e músico. Avaliamos que seria impossível fazer uma série musical inspirada na obra "Guimbaustrilho e outros mistérios suburbanos" e não contar com as deliciosas e envolventes narrativas do próprio Nei Lopes em cada concerto. Assim como experimentou o leitor que percorreu as páginas do livro, o espectador de cada noite terá a oportunidade de conhecer a alma suburbana, através de alguns dos retratos de uma viagem literária feita pela geografia das regiões norte e oeste do Rio de Janeiro, mas agora acompanhado de uma trilha sonora especial, além de vivenciar um pouco mais da fertilidade da nossa cultura popular. O projeto, ainda a título de contrapartida, receberá estudantes de música, artes e produção cultural nas masterclasses (especificadas na democratização de acesso ao projeto). Além disso, contaremos com o recebimento de grupos para visitas técnicas que antecedam os espetáculos, com possibilidade de assistir à montagem, à desmontagem e aos ensaios, e com a distribuição gratuita e pública de uma cota ingressos para os espetáculos. A partir da contextualização acima, é possível afirmar que o projeto engloba todos os pontos propostos pelo Art. 1o da Lei 8313/91, promovendo especialmente os incisos II, III, IV, V, VI e IX, que tratam da regionalização, da preservação, da proteção e da difusão de movimentos e manifestações culturais tipicamente brasileiros. Trazer este ponto de vista à cena é não só preservar, mas também divulgar os hábitos e costumes dos subúrbios cariocas, enaltecendo o berço do samba, patrimônio imaterial da humanidade. Quanto ao Art.3o da mesma Lei, como objetivo óbvio e direto, nos enquadramos no inciso II como realização de espetáculo de música. No entanto, podemos contar também com o projeto de formação de plateia, através do qual concederemos ingressos gratuitos para estudantes de redes públicas com foco em música e cultura. Assim abarcamos também os demais incisos.
Total de 06 (seis) apresentações. Durante 3 (três) semanas seguidas, às sextas e aos sábados será realizado um show do projeto "Guimbaustrilho - O Rio sobre Trilhos". Dessa forma, cada show acontecerá duas vezes. A duração será de 1h30min por show, totalizando 9h de apresentações. O cenário contará com cadeiras para os músicos se sentarem e uma leve cenografia de botequim, que apenas complementa o videografismo das projeções. Optamos por deixar o taco de madeira do palco exposto, a fim de reforçar a informalidade do ambiente. Já o fechamento do palco, caso necessário, poderá ser todo preto, como de praxe. A microfonização e sonorização será variável de acordo com os artistas convidados de cada dia e suas necessidades técnicas específicas. Já a iluminação será o mais simples possível, sempre em diálogo com as projeções e sem prejudicar a leitura das partituras pelos músicos. Além disso, será realizada uma masterclass em dia útil, com duração de 2h (duas horas).
ACESSIBILIDADE FÍSICA Os shows serão realizados nas instalações do Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB / RJ). Em conformidade com as leis vigentes, o espaço apresenta todas as adaptações facilitadoras de locomoção física, tais como, mas não limitadas a banheiros adaptados, rampas, elevadores, guias táteis, reserva de lugares para cadeira de rodas, etc. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO O projeto consiste em uma série de 03 (três) shows musicais apresentados pelo escritor do livro que deu origem ao projeto: Nei Lopes. A informalidade da proposta possibilita grande interação do apresentador com o público, de forma que, entre as músicas, a contação de histórias vira quase um bate-papo. Pelas características do projeto, a movimentação cênica é quase inexistente. Embora não aparente, Nei Lopes é um senhor de 77 anos de idade, e apresentará o show sentado. A simples cenografia remeterá a um botequim, lugar típico das rodas de samba cariocas. Dessa forma, o conteúdo dos espetáculos está na audição. A comunidade deficiente visual poderá usufruir dos shows quase na sua integralidade sem nenhum tipo de artifício extra, pois a sua concepção já é acessível a este público. Seguindo esta linha de raciocínio, optamos por realizar uma sessão com tradução simultânea para Libras, assim, a comunidade surda também poderá ter acesso ao projeto.
A série de shows musicais se enquadra no Art. 21 da IN nº 02/2019, e serão realizadas ações que contemplam os incisos III, V e VI conforme segue. Adotaremos a venda de ingressos a preços populares, respeitando as devidas leis vigentes sobre meia-entrada. A compra poderá ser realizada conforme as normas do CCBB RJ. Haverá opção de compra antecipada via internet, facilitando a aquisição de ingressos. Ainda utilizando a internet como meio facilitador, serão disponibilizados registro audiovisuais de qualidade nas redes sociais (III). Será oferecida 01 (uma) vaga de estágio para aluno de instituição pública na área de produção cultural, mediante concessão de bolsa (VI). Como forma de democratização de acesso ao espetáculo, a produção concederá uma cota diária de convites gratuitos para estudantes de música, artes cênicas e produção cultural provenientes de escolas e universidades públicas. Além de facilitar o acesso, uma vez que este público não dispõe de renda para pagar os ingressos, acreditamos no potencial da formação de novos espectadores por meio dos futuros profissionais de nosso mercado. Também acreditamos ser parte fundamental da formação artística e profissional a experiência prática, fora das salas de aula tradicionais. Os alunos também poderão ter acesso a outras etapas do processo, como a montagem e a desmontagem técnicas e ensaios abertos (V). Com base neste mesmo mote, realizaremos algumas ações de ampliação de acesso em forma de masterclasses paralelas com os profissionais envolvidos no projeto, como contrapartida, sem qualquer remuneração extra para os profissionais. Os dias dos eventos serão definidos conforme disponibilidade e interesse do local. Dispomos de uma gama de oficinas, podendo a quantidade e as temáticas serem escolhidas em conjunto com o patrocinador em função do interesse e da disponibilidade de espaço, conforme listagem abaixo: - A História do Samba Carioca com Luiz Felipe de Lima - Curadoria de Projetos Musicais com Ana Luisa Lima - Direção de Cena em Projetos Musicais com André Paes Leme - Formatação de Projetos e Inscrição em Editais com Beatriz Lima
A Caseiras Produções Culturais é formada por Ana Luisa Lima e Beatriz Lima. A sócia Ana Luisa Lima, além de idealizadora do projeto, assumirá a direção de produção. Já Beatriz assina a produção executiva. Como empresa produtora oficial, a Caseiras também será responsável pela administração do projeto. Além disso, a empresa oferece serviços de filmagem, edição de vídeos e animação. Assim, deverá fornecer também todos serviços e produtos relacionados a audiovisual. CURRÍCULOS RESUMIDOS Diretor Musical: Luis Felipe de Lima Luís Filipe de Lima é músico, escritor e Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É responsável pela curadoria e direção artística de 14 séries de shows realizadas no Centro Cultural do Banco do Brasil, desde 2004. É o diretor musical de Sassaricando e o Rio inventou a marchinha, espetáculo de Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo. De 2005 a 2008, dirigiu oito caravanas do Projeto Pixinguinha/Funarte. É autor de trilhas para cinema e teatro. Produtor musical, lançou mais de 20 discos. Como violonista, gravou em discos de Gal Costa, Martinho da Vila, Carlinhos Brown, Bezerra da Silva, Zélia Duncan, Nei Lopes e Elton Medeiros. Desde 2007 integra a comissão julgadora do Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelo jornal O Globo às escolas de samba do Grupo Especial carioca. Diretor Geral: André Paes Leme Diretor de Produção: Ana Luisa Lima Professora, Produtora e Gestora Cultural Ana Luisa Lima se formou em teatro pela Unirio e fez Pós graduação, também em Teatro, pela Faculdade de Letras da UFRJ. É Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo CPDOC - FGV. Foi sócia fundadora da Sarau Agencia de Cultura durante 16 anos, onde coordenou diversos projetos de teatro, música e acervos, entre eles Grande Otelo e Ariano Suassuna. Foi também fundadora e membro do Colegiado da APTR por 6 anos. Na Gestão pública foi Gerente da Rede de Teatros Municipais (2009), Secretária Municipal de Cultura-RJ (2010-2011) e Coordenadora do projeto Fábrica de Espetáculos do Theatro Municipal-RJ (2011-2015). É Professora do Curso de Produção Cultural-IFRJ e sócia da Caseiras Produções Culturais, onde é Diretora de Produção. Jurí do Prêmio Shell de Teatro do Rio desde março de 2016. Equipe videografismo: Antonia Muniz Beatriz Lima Tetsuya Maruyama Apresentador e Cantor: Nei Lopes Nei Braz Lopes (Irajá, 1942), ou simplesmente Nei Lopes, é um compositor, cantor, escritor e estudioso das culturas africanas, no continente de origem e na Diáspora africana. Notabilizou-se como sambista, principalmente pela parceria com Wilson Moreira. Ligado às escolas de samba Acadêmicos do Salgueiro (como compositor e membro da Velha-Guarda) e Vila Isabel (como dirigente), hoje mantém com elas ligações puramente afetivas. Compositor profissional desde 1972, vem, desde os anos 90 esforçando-se pelo rompimento das fronteiras discriminatórias que separam o samba da chamada MPB, em parcerias com músicos como o maestro Moacir Santos, Ivan Lins, Zé Renato e Fátima Guedes. Escritor publicado desde 1981, desde então vem produzindo, além de contos, romances e poesia, uma vasta obra de estudos africanos, de cunho eminentemente pedagógico, centrada em obras de referência como dicionários e uma enciclopédia. Cantores / Solistas: Ana Costa Apareceu inicialmente em 1994 no grupo Couer Sambá, formado pelos filhos de Martinho da Vila, e no Roda de Saia, em 1996. Em 2012 participou da gravação do DVD Casuarina - 10 anos de Lapa. Fez parte da banda da cantora Mart'nália entre 2004 e 2006, com a qual participou de turnês pela Europa e pelo Brasil através do Projeto Pixinguinha. Em 2013 realizou uma roda de samba mensal no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, recebendo convidados como Sombrinha, Monarco, Casuarina, Dudu Nobre, Moyseis Marques, Toninho Geraes, entre outros. João Martins Em 2011 comandou a roda de samba realizada às terças-feiras no Centro-Cultural Lapa, acompanhado dos músicos Márcio Ricardo (violão de 7 cordas), Bruninho Santos (cavaquinho), Rodrigo Revelles (sopros), Mingo (surdo e voz), Marcelo Amaro (percussão), Pedrinho Ferreira (percussão) e Pipa Vieira (percussão). Em 2012 lançou o CD Receita pra Amar, com 13 faixas de sua autoria, dentre as quais a faixa-título, que compôs em parceria com Dona Ivone Lara e André Lara. O show de lançamento foi apresentado no Clube Renascença, no Rio de Janeiro e contou com a participação de Dona Ivone Lara, Moacyr Luz e Moyseis Marques. Em 2016 participou, ao lado da dupla paulistana Os Prettos, do dia dedicado ao Samba Novo, na série O século do Samba, que narrou em quatro shows a evolução do gênero de 1916 a 2016, realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Para a ocasião fez um samba em parceria com Os Prettos, a pedido de Luís Filipe de Lima, curador do projeto. Marquinhos de Oswaldo Cruz Sambista com raízes no subúrbio carioca de Oswaldo Cruz, berço da Portela, Marcos Sampaio adotou o nome do bairro ao seu sobrenome artístico. Sua forte ligação com o samba mais tradicional o fez reativar o movimento do Pagode do Trem, comemorado no Dia Nacional do Samba (2 de dezembro). Agitador cultural, além do Pagode do Trem organizou movimentos como Acorda Oswaldo Cruz, Quilombos do Samba, Samba de Raiz ou a Semana Paulo da Portela. Teve composições gravadas por Paulinho Mocidade, Grupo Raça, Grupo Pirraça e Beth Carvalho, que registrou "Geografia Popular", parceria com Arlindo Cruz e Edinho. Em 2000 lançou pela Rob Digital seu primeiro disco individual, "Uma Geografia Popular", com sambas de sua autoria e de compositores portelenses como Manacéa, Casquinha e Monarco. Moysés Marques Mineiro de Juiz de Fora, criado na Vila da Penha, Moyseis Marques começou a fazer da música profissão em 1998. Em 2001 começou a tocar em bares na Lapa. De lá pra cá são 15 anos de carreira, 6 anos dando aulas de música Brasileira para cantores, na California, 3 bandas fundadas (Forró na Contramão, Casuarina e Tempero Carioca), 3 cds gravados ("Moyseis Marques", 2007, "Fases do Coração, 2009 e "Pra Desengomar, 2012), duas indicações para o Prêmio da Música Brasileira e inúmeras parcerias com nomes como Edu Krieger, Zé Paulo Becker, Alfredo Del-Penho, Zé Renato, Ana Costa, Luiz Carlos da Vila, João Calado, Luis Carlos Máximo, Moacyr Luz, Pedro Luís, entre outros. Recentemente gravou o sambabook do Martinho da Vila e com Arlindo Cruz numa faixa do disco em homenagem a Vinícius de Moraes. Moyseis agora lança seu quarto cd, o voz e violão "Casual Solo". Nilze Carvalho Ao ser agrada pelo irmão mais velho tocando "Acorda Maria Bonita" no cavaquinho, Nilze Carvalho, então com 5 anos, começava uma verdadeira história de amor com a música. Aos 6 anos já se apresentava em público, na Rádio Solimões, na extinta TV-Rio com João Roberto Kelly e no Fantástico da TV-GLOBO. Dos 11 aos 14 anos, gravou, como bandolinista, a série de LPs Choro de Menina em quatro volumes, sendo o 1° e o 4° acompanhada pelo conjunto Época de Ouro. Iniciou sua carreira internacional aos 15 fazendo turnês em países como Itália, Espanha, França, Suíça, Holanda, Estados Unidos, Japão, Argentina, China e Austrália. Zé Katimba Em 1969, entrou para a ala dos compositores da Imperatriz Leopoldinense. Seu primeiro sucesso foi "Barra de ouro, barra de rio, barra de saia", de 1971, samba-enredo que classificou a escola Imperatriz Leopoldinense em 7º lugar do Grupo 1 no desfile daquele ano. Seu primeiro LP, "Mais que feliz", de 1992, rendeu o "Prêmio Sharp" na categoria de "Melhor Produtor" ao cavaquinista Alceu Maia, um de seus parceiros. Tem mais de 800 músicas gravadas, muitas em parcerias com João Nogueira, Martinho da Vila e Jorge Aragão, além de João Nogueira, João Donato, Alceu Maia, Roque Ferreira, Preto Jóia, Toninho Geraes, Paulinho Rezende, Carlos Colla, Agepê, Rildo Hora e o letrista Ratinho, entre outros.
Projeto encaminhado para avaliação financeira