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A mostra Tunga: Pensatorium se constitui em torno do pensamento de Tunga, onde queremos destacar sua personalidade extraordinária cujos pensamentos, entre outras coisas, foram expressos de maneira plástica. Durante o peri´odo expositivo sera~o exibidos vídeos, obras, registros documentais de época e talks com curadores, cri´ticos, artistas e pesquisadores.
Tunga:Pensatorium Local de realização: studio OM.art, no Jockey Club do Rio de Janeiro, data a definir Durante o período da mostra serão exibidos vídeos, obras, registros documentais de época e talks com curadores, críticos, artistas, pesquisadores, estudantes e público interessado, sobre o trabalho de Tunga e seus desdobramentos na contemporaneidade. Proposta museográfica da exposição com o layout, detalhamento e especificações técnicas em anexo.
Objetivo Geral: O objetivo é mostrar ao grande público o pensamento deste artista e algumas de suas obras. Pensatorium, o título que demos a esta exposição, é o nome que Tunga deu ao amplo espaço que ele construiu no Rio de Janeiro. Ele também o chamava de "Espaço Psicoativo", um lugar para experiências, reflexões, produção e ativação poética. O famoso crítico de arte Mário Pedrosa poderia ter batizado as experimentações de Tunga, como o fez com as de Lygia Clark e Hélio Oiticica, de "exercício experimental de liberdade". Liberdade... Tunga não conseguia viver sem ela. Objetivos Específicos: Apresentar ao público uma exposição inédita deste emblemático artista, será uma oportunidade única de ver o pensamento do artista por traz de suas obras e mostrar a memória deste espaço tão precioso para Tunga. Todo este processo, vídeos, registros e documentos de época serão apresentados nesta exposição. A exposição acontecerá durante dois meses com entrada gratuita. Objetivamos atingir diretamente através da exposição cerca de 4.000 visitantes.
A realização do projeto Tunga:Pensatorium contribui para o cumprimento das finalidades do Pronac, conforme o Art. 1º da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei nº 8.313/91 O projeto atende os seguintes itens do Art. 1º: Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura - PRONAC, com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; e VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O Projeto atende o que estabelece o Art. 3º da Lei nº8.313/91, a saber: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. A referida proposta está enquadrada no segmento Exposição de Artes, Art. 18 da Lei nº 8313/91. Esta exposição-imersão apresentará, principalmente, uma ampla gama de entrevistas filmadas e vídeos das instaurações, englobando o período entre 1975 a 2016, ano de seu falecimento. O público poderá descobrir e ouvir estes documentos com fones de ouvido. Só a voz de Tunga será audível a todos no espaço de exposição, como se fosse ouvida de um quarto ao lado, durante uma conversa privativa sobre alguns dos seus assuntos favoritos, mas onde logo depois ele chegaria. Se, como muitos artistas visuais, ele não negligenciou nenhum caminho, deixando uma quantidade considerável de desenhos e esculturas (uma seleção destes trabalhos será apresentada na exposição), uma de suas criações mais originais foi a invenção do conceito de "instauração": a união de uma "ação" relacionada ao mundo de performances com uma "instalação", ou uma montagem de objetos tridimensionais em um determinado espaço. A instauração pode ser entendida como o resíduo de uma performance realizada. Seu trabalho e sua posição como homem na sociedade usando vários materiais raramente empregados em criações artísticas _ como gordura, terra, sangue, enxofre e madeira _, Tunga inventou uma obra de arte total que subjuga uma forma de barroco surrealista com numerosas intervenções ficcionais. Estas passam de uma disciplina a outra, em um desejo de criar um processo virtualmente infinito, um labirinto circular e auto referencial onde o invisível e o visível, brincam de esconde-esconde. Este artista inclassificável é "herdeiro" de Hélio Oiticica e Lygia Clark. Sua escrita é cinematográfica, apelando a uma vasta e onipresente presença humana que dá vida a uma obra que quer revelar um conceito dionisíaco, onde jogam as transgressões, e onde se misturam a poesia, a música, a dança e as tragédias como diferentes expressões plásticas. Este universo heterogêneo, caótico, e por vezes em êxtase, feito de impulsos, de rébus, de enigmas e de repetições ad infinitum, constitui uma mitologia da qual participam figuras icônicas como sereias e medusas. A figura feminina como uma alegoria moderna está também muito presente. Tunga reintroduz na arte o potencial do imaginário diante de ficções, onde o excesso é rei e onde os objetos passam por transformações perpétuas. Ele é o inventor de um bestiário fantástico de onde saem corpos híbridos fictícios, e de uma antologia surreal que convida o público a entrar mas que dificulta a distinção entre o real e o imaginário, a ficção e a alegoria. Ele propõe um entre-lugares antropofágico que nos faz lembrar, novamente, o manifesto de Oswald de Andrade. A princípio, Tunga foi o apelido carinhoso dado por seu irmão Gonçalo, dois anos mais velho. Pode-se imaginar que o pai deles, o grande poeta Gerardo Mello Mourão, tenha, sem dúvida, se divertido com este nome indígena atribuído a um inseto tropical oriundo das viagens de um mercenário alemão do século XVI, Hans Staden. O universo imaginário e mítico entre pai e filho foi, por muitos anos, formado como uma trança de admiração mútua e cumplicidade intelectual. Tunga manteve o nome de seu animal homônimo. "Tunga Penetrans", o nome científico, é uma espécie de pulga pequena que penetra a pele humana. Tunga gostou deste potencial biológico da natureza tropical relacionado ao seu próprio nome, deste parasitismo (que pode e deve ser a função da Arte) e deste conceito do corpo como alimento para um animal, que come e é comido. Para ele, esta foi certamente uma outra maneira de falar sobre o relacionamento da imortalidade que devora o futuro.
Impacto Ambiental: · A exposição de artes visuais e o evento de lançamento seguirão princípios de sustentabilidade aplicáveis a esse tipo de atividade como gestão dos resíduos e contratação de fornecedores que adotam boas práticas sociais e ambientais. · Reutilização de materias utilizados na instalação para reciclagem. · O projeto desenvolverá prioritariamente mídia de internet em sua divulgação. Especificações Técnicas: · Não há cobrança de ingresso · Não há compra de material permanente. · Contratação de Assessoria de Imprensa especializada. Um breve descritivo sobre o artista tema da exposição. TUNGA (1952 – 2016) Nascido em Palmares, Pernambuco, viveu no Rio de Janeiro desde criança, onde se formaria em arquitetura antes de iniciar nos anos 70 uma carreira artística que resultaria em grande prestígio nacional e internacional. Escultor, desenhista, pensador, foi o primeiro artista contemporâneo a expor no Museu do Louvre, em Paris. Possui obras nos acervos permanentes de museus como o Guggenheim de Veneza, Contemporary Arts de Houston, Museum of Modern Art – Moma de Nova York, Tate Modern de Londres, dentre outros. No Instituto de Arte Inhotim, um grande Pavilhão dedicado a Tunga abriga algumas de suas obras monumentais. Seu trabalho é resultado de investigações contínuas que realizava em diferentes áreas de conhecimento como filosofia, literatura, psicanálise, ciências, exatas e biológicas, criando universo próprio com vocabulário singular, podendo expressar-se através de poesia, desenhos, fotos, filmes, performances, instalações e esculturas. Atualmente sua obra é representada pelas Galerias Luhring Augustine - Estados Unidos, Franco Noero - Itália e Galeria Millan – Brasil, sendo gerida e conservada pelo Instituto Tunga, criado em 2017.
Esta exposição-imersão apresentará, principalmente, uma ampla gama de entrevistas filmadas e vídeos das instaurações, englobando o período entre 1975 a 2016. Nos anos 90, Tunga disse que seu ateliê era sua rede. Ele tinha uma rede impermeável de náilon vermelha pendurada entre duas árvores muito afastadas uma da outra, e as longas cordas davam-lhe um movimento lento e solto. Nela ele lia, sonhava, e imaginava suas obras. Mais tarde, quando o "Espaço Psicoativo" foi construído, foi também nas redes brancas penduradas na varanda que ele gostava de receber e conversar. Era nesse ambiente que Tunga gostava de falar de arte e filosofia e imaginar suas futuras instaurações. Quisemos então recriar essa desordem, colocando no chão, como era na casa dele, sem ordem aparente, os principais objetos que ele usava em suas obras, como muitos desenhos (cópias) que muitas vezes ele deixava no chão. Fotos ampliadas de sua casa, seu estúdio e seu jardim completarão uma cenografia que convidará o público a descobrir o mundo de Tunga. Também por isso queremos dar voz aos amigos e pessoas íntimas que ele literalmente amava, às vezes à paixão, pedindo a esta assembleia para compartilhar com uma palavra, um poema, uma música, ou uma foto aquilo que o Tunga representava para cada um. Invocamos a importância da literatura e da filosofia para Tunga, que era um grande leitor e o digno herdeiro de um pai que tinha mais de 13.000 livros em seu apartamento em Copacabana. Por isso, decidimos trazer uma grande parte de sua biblioteca, que ele chamava de Biblioteca Lítico-viperina, para permitir que todos aqueles que desejem mergulhar no mundo de Tunga tenham acesso a suas referências intelectuais. Os livros serão protegidos e, para poder ler os exemplares que realmente pertenciam a ele, deve-se enviar um pedido formal com antecedência. Também adquirimos outras cópias de seus livros favoritos para permitir ao público um acesso fácil e direto às "fontes" desse grande artista, cuja jornada passou pelo verbo. O restante da exposição é dividido em quatro partes apresentando ao público uma ampla seleção com cerca de quarenta filmes e vídeos, além de entrevistas e reportagens sobre projetos e exposições que revelam o pensamento, a visão de arte, a relação com o mundo, a herança brasileira, assim como as principais “instaurações” de Tunga. Redes, poltronas, bancos e sofás estarão à disposição do público, que terá tempo para descobrir, sem pressa, uma das obras mais significativas dos séculos XX e XXI, e um pensamento que soube digerir várias línguas e culturas para nos oferecer uma visão de mundo excepcionalmente inteligente. Olhe, só isso (silêncio). Fique na rede sem fazer nada. Ouça, só isso (silêncio). Permaneça na rede à disposição de sua preguiça ontológica, assim então você começará a entrar no “Tunga: Pensatorium”. Relação de Obras em exibição durante o período expositivo: · True Rouge ou Bell´s Fall 1997· Sem título, 2003· Fração da Luz 1981-2010· 4 dedos, obra posada numa cadeira. 2014, sem titulo (morfologica, dedos cruzados, quatro dedos) ed2/3· Tesouros Besouros, 1992· Palindromo Incesto 1989 - 2004· Elixer (from la voie humide, tripé) 2014· Sem título, 2003· Terno Performance Tunga · Arnaldo Antunes: jornal com poema e imagens de desenhos do tunga · 3 desenhos Enrica Bernardelli · 3 fotografias juntas Miguel Rio Branco
O espaço previsto para a realização do projeto contempla acesso a pessoas com necessidades especiais (PCD) e idosos. Se necessário o proponente fará adaptação do espaço para colocação de rampas provisórias e entrada preferencial. O espaço já conta com elevador de acesso. Vagas de estacionamento exclusiva para PCD. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO Exposição · Texto introdutório da exposição em braile; · Legenda de todas as obras da exposição em braile; · Monitores com abordagem para receber visitantes portadores de deficiência;
Conforme art. 21 IN 02/2019 informamos que todos os produtos resultantes da execução do projeto serão doados 20% necessariamente a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificado. Cabe ressaltar que o projeto não prevê cobrança de ingressos, etc. O acesso é aberto ao público em geral. 1. A entrada da exposição é franca e aberta ao público em geral, porém de qualquer forma será feito convênio com a Secretaria Municipal de Educação e/ou faculdades e universidades para que haja um calendário de visitação guiada para os alunos. 2. Os folders programas serão amplamente distribuídos sem comercialização. Além dos produtos acima mencionados realizaremos gratuitamente, atividades paralelas ao projeto, tais como: · Realização de uma palestra gratuita com os organizadores da exposição. . Realização de visitas guiadas sob a supervisão de monitores.
O Instituto E, proponente do projeto, será responsável pela Coordenação Geral do Projeto incluindo ações artísticas, culturais e de Comunicação. Marc Pottier – curador de arte independente, Francês, baseado no Rio de Janeiro desde 2012. Especialista de arte contemporâneo e arte no espaço publico. Trabalhou com varias instituições culturais brasileiras como o CCBB (RJ e BH), MAM SP, Oi Futuro. Autor de livros e artigos sobre arte. Ele também é idealizador e apresentador de programas culturais de TV (Arte1). Ele conhece bem arte contemporânea brasileira, organizou varias vezes desde 1995 exposições com a obra do Tunga (NY, Bienal de Veneza, SPOskar Metsavaht - artista/diretor de estilo e criação, responsável pelo conceito e assinatura de todo projeto do espaço de exposição; Oskar Metsavaht - artista/diretor de criação, responsável pelo conceito e assinatura de todo projeto do espaço de exposição; Daniel Reznik - executivo de marketing e branding, responsável pela execução do projeto e coordenação da equipe, além de alinhamento com os parceiros e fornecedores estratégicos; Maria Viveiros - executiva de comunicação e projetos, responsável por toda comunicação com imprensa, assessorias, produção e coordenação de equipe; Rafo Castro - designer e diagramador, será responsável pela criação da identidade visual do projeto da exposição. Será o coordenador da equipe de designer do material de divulgação e a parte expográfica da exposição; Marcelo França - fotógrafo, designer e técnico de tratamento de imagens, responsável pela coordenação da equipe de foto e vídeo e responsável pelos equipamentos audiovisuais;
PROJETO ARQUIVADO.