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PRONAC 192822Análise de resposta de diligência - ObjetoMecenato

Plano Anual de Atividades – Museus Castro Maya 2020

Associação Cultural dos Amigos dos Museus Castro Maya
Solicitado
R$ 900,5 mil
Aprovado
R$ 898,5 mil
Captado
R$ 100,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

11.1%

Classificação

Área
—
Segmento
Planos Anuais Manutenç e Elabor de Planos Museológ
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Planos anuais e plurianuais
Ano
19

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2020-01-01
Término

Resumo

Plano Anual dos Museus Castro Maya para 2020, contemplando as áreas de artes visuais, propondo uma programação cultural, ações educativas, divulgação, e manutenção do equipamento cultural, visa dar continuidade à melhoria da qualidade e a diversificação das atividades oferecidas à população e visitantes.

Sinopse

Não se aplica.

Objetivos

OBJETIVO GERAL A filosofia dos Museus da Chácara do Céu e do Açude foi elaborada a partir da ampliação do conceito de patrimônio - que atualmente inclui, além dos bens móveis e imóveis de valor histórico e artístico, o meio ambiente e os chamados bens não tangíveis, da moderna teoria museológica, que considera como principais responsabilidades dos museus a Preservação-Pesquisa-Educação-Comunicação. OBJETIVOS ESPECÍFICOS I. Ações programadas para o Museu do Açude: (1.1) Instalação temporária de arte contemporânea para o circuito ao ar livre _ duração 06 meses; II. Ações programadas para o Museu Chácara do Céu: (2.1) Exposição ‘Coleção Castro Maya- Novas aquisições em destaque’ _ duração 05 meses; (2.2) Exposição ‘Reler Debret’ _ duração 04 meses; (2.3) Amigos da Gravura _ 2 exposições de artistas nacionais _ duração 03 meses cada. III. Manutenção dos equipamentos culturais CONTRAPARTIDA SOCIAL: 30 visitas monitoradas.

Justificativa

Os Museus Castro Maya _ Museu do Açude, no Alto da Boa Vista e o Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa _ foram residências de Castro Maya por ele doadas à Fundação que levava seu nome, criada em 1963 e extinta em 1983, quando ambos os museus foram incorporados ao governo brasileiro e hoje integram o IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), do Ministério da Cidadania. Os prédios, acervos e parques dos Museus Castro Maya foram tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1974. A adaptação das residências às necessidades dos espaços museológicos públicos é um processo contínuo e considera as especificidades da tipologia dos Museus-Casa. Por esse motivo, nos Museus Castro Maya existem alguns cômodos mobiliados e ambientados que preservam o caráter de moradia dos espaços. O Museu da Chácara do Céu exibe coleções de arte de diversos períodos, e de diferentes origens, livros raros, mobiliário e artes decorativas, distribuídas em uma casa com três pavimentos. A casa em Santa Teresa, conhecida desde 1876 como Chácara do Céu, foi herdada por Castro Maya em 1936. Foi demolida em 1954 e em seu lugar o arquiteto Wladimir Alves de Souza projetou uma residência com características modernas integrada aos jardins que permitem uma magnífica vista da cidade do Rio de Janeiro e da Baía de Guanabara. Hoje, além das exposições de longa duração e temporárias, o museu mantém dois cômodos originalmente mobiliados e ambientados, a fim de preservar o caráter de residência do local. O Museu da Chácara do Céu, visto a excelência do seu acervo artístico e iconográfico, conduz ao compromisso básico com a fruição estética. O caráter original de residência foi mantido, buscando-se preservar a disposição da sala de jantar e da biblioteca e reservar outros espaços para exposições temporárias do acervo, priorizando assim colocar o maior número possível de peças ao alcance do público. Cabe a esse museu desenvolver e apoiar atividades educativas, exposições, eventos e pesquisas que apresentem a arte e a cidade em sua relação de mútua dependência. Dessa forma, a prática de difusão cultural alcança a dimensão política de reflexão e desenvolvimento da cidadania. O Museu do Açude exibe as coleções de azulejaria e louça do Porto, arte oriental e artes aplicadas, além de um circuito de arte contemporânea ao ar livre. A propriedade do Alto da Boa Vista foi adquirida em 1913 e reformada nos anos de 1920. Está localizada em meio à Floresta da Tijuca, numa área de 151.132m², que compreende quatro edifícios. O Museu do Açude foi criado em 1964, e a partir dos anos 1990 adota a perspectiva de patrimônio integral, aliando o patrimônio cultural ao natural. Para o Museu do Açude estabeleceu-se o trinômio Museu-Natureza-Cidade, justificado não apenas pelo aspecto óbvio de sua localização na Floresta da Tijuca, como também, e, sobretudo, pelos nexos históricos de Castro Maya com a Floresta e pela atualidade da questão da preservação do patrimônio natural. Sendo o museu um fato tipicamente urbano, nada mais apropriado do que refletir sobre essa floresta urbana, remodelada por seu patrono em 1943, como mais um elemento da complexa cidade do Rio de Janeiro que, segundo mostram as obras dos viajantes que Castro Maya colecionou, inclui, desde o século XVIII, a natureza em seus contornos urbanos. A solicitação de apoio ao Plano Anual dos Museus Castro Maya junto ao Ministério da Cidadania, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura ampliando o acesso às suas coleções. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Sobre o atendimento ao Artigo 3º da Lei 8.313/91: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos.

Especificação técnica

Não se aplica.

Acessibilidade

O Museu da Chácara do Céu possui elevador de acesso e o Museu do Açude tem 95% de seu acervo exposto em áreas acessíveis, permitindo o acesso de pessoas com mobilidade reduzida às suas dependências. As exposições serão providas de mobiliário e equipamentos adequados à circulação de públicos específicos com deficiência. Incluímos nesta proposta a solicitação de recursos para a sinalização em braille das instalações do Museu da Chácara do Céu e das exposições, e para a construção de novas rampas de acesso para cadeirantes. No geral, contaremos com monitores especializados para o atendimento e condução de público com deficiência visual e auditiva. Para as visitas educativas, prevemos o agendamento prévio para grupos com deficiência auditiva e contaremos com monitor especializado na linguagem de sinais (libras).

Democratização do acesso

Para a visitação aos Museus Castro Maya prevemos a gratuidade para menores de 12 anos, pessoas com mais de 65 anos, grupos escolares, professores e guias turísticos em serviço, membros do ICOM e da Associação dos Amigos do Museu. Às quartas-feiras a entrada é franca para todos. Para atendimento ao Artigo 21 da IN 02/2019: Optamos pelo benefício do Inciso IV para permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão.

Ficha técnica

O proponente será responsável pela COORDENAÇÃO GERAL DO PROJETO, remunerado pela rubrica de mesma nomenclatura, e por toda a gestão do processo decisório do projeto. Possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional, como pode ser verificado nos projetos realizados anteriormente com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura. PROPONENTE: ASSOCIAÇÃO CULTURAL DOS AMIGOS DOS MUSEUS CASTRO MAYA Criada em 22 de março de 1991, a Associação Cultural dos Amigos dos Museus Castro Maya tem como finalidade principal promover o aprimoramento e o desenvolvimento das atividades dos Museus Castro Maya - Museu Chácara do Céu e Museu do Açude -, e contribuir para ampliar ações junto à população. Vem desde a sua fundação promovendo a implementação de ações que visam dinamizar, democratizar e tornar o espaço museal uma ferramenta de integração com as comunidades nas quais está situado, reforça também, a estratégia de dar continuidade à proposta de relacionar arte contemporânea com o meio ambiente em uma instituição pública. MUSEUS CASTRO MAYA Diretora: Vera de Alencar Museus Castro Maya – IBRAM/MinC - Diretora, a partir de 1995; Assessora Técnica e Diretora-Substituta de 1991 a 1995; Museu Histórico Nacional, Fundação Nacional Pró-Memória (atual IBRAM) - Chefe do Departamento de Comunicação de 1986 a 1991, Chefe da Divisão Educativa de 1985 a 1986; Museu da República, Fundação Nacional Pró-Memória (atual IBRAM) - Chefe da Seção de Exposições 1984/1985; Projeto Augusto Rodrigues, Convênio FUNARTE / ESCOLINHA DE ARTE DO BRASIL – RJ, Coordenadora do Projeto 1983/1984; Projeto PORTINARI – Pontifícia Universidade Católica PUC/RJ, Pesquisadora “A” 1979/ 1983, Supervisora 1980/1981; Arquivo Antonio Carlos Jobim, Organização do Arquivo composto de documentos sobre a vida e obra do artista 1979/1986; OUTRAS ATIVIDADES: JARDIM BOTÂNICO (Série de Gravuras), Sabiá Produções Artísticas e Empresa Carioca de Engenharia Rio de Janeiro/1991; CANTO CARIOCA (pranchas fotográficas e disco), Sabiá Produções Artísticas e Empresa Carioca de Engenharia Rio de Janeiro/1990; BANGU 100 ANOS (livro), Sabiá Produções Artísticas e Companhia Progresso Industrial do Brasil – Fábrica Bangu Rio de Janeiro/1989; VINÍCIUS DE MORAES (Livro e Disco), Sabiá Produções Artísticas e Empresa Carioca de Engenharia Rio de Janeiro/1988. Coordenação Técnica: Anna Paola Baptista Historiadora, mestre em História da Arte e Design pela UCE-Birmingham, Reino Unido e doutora em História Social pelo IFCS-UFRJ. Desde 1988 é Curadora e Coordenadora Técnica dos Museus Castro Maya/Museu da Chácara do Céu. Realizou diversas exposições, entre elas “Tempos de Isabel”, no Arquivo Nacional, “Encontros da arte abstrata-coleções Sattamini e Castro Maya”, “Peças de novidade: o universo de Mestre Vitalino”, no Museu da Chácara do Céu, “Portinari na Coleção Castro Maya”, que itinerou pela Caixa Cultural (Brasília, Salvador e Rio de Janeiro), Museu Oscar Niemeyer, MARGS e Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Debret: viagem ao sul do Brasil”, na Caixa Cultural São Paulo Brasília e Curitiba, “Carybé ilustrador”, no Sesc Rio-Duque de Caxias, Campos de Goytacazes, Teresópolis, “Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, no Museu da Chácara do Céu e Museu Lasar Segall, SP, “O Rio de Janeiro de Debret”, nos espaços Correios de Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. É autora de diversos artigos em revistas especializadas e dos livros “Castro Maya colecionador de Portinari”, editado em 2003 e “Quatro décadas com Portinari- Coleção Ana Luiza e Ralph Camargo”, de 2011

Providência

DILIGÊNCIA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.PROJETO LIBERADO PARA DECISÃO DO ANALISTA.

2021-02-28
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro