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Produzir uma obra audiovisual no formato documentário seriado sobre a história, características e a identidade dos bairros de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. O produto será construído a partir de rodas de debate, registro de histórias orais e entrevistas de grupo, com a sensibilização de moradores sobre as localidades onde moram. O documentário será dividido em 10 blocos de 10 minutos cada, e será exibido na internet em formato de web-série, com foco especial nas redes sociais.
O projeto prevê a realização de 10 debates em diferentes bairros de Jaraguá do Sul e a produção de 10 mini-documentários sobre cada uma das localidades. Esses debates é que darão o conteúdo para as produções. Os produtos finais serão publicados nas redes sociais, ampliando a possibilidade de público e utilização por escolas; e haverá 10 exibições com entrada francas, sendo 01 em cada localidade sede de debate na fase anterior. A execução do projeto se dará no prazo de 11 meses. A divulgação dos debates, dos produtos audiovisuais finais, e das exibições será exclusivamente pela internet, com uso massivo de redes sociais e mídia espontânea, além de anúncios nas principais redes e veículos de comunicação. Os vídeos serão publicados na internet, com foco especial nas redes sociais, e o material didático de apoio também terá versão online; para ampliar o alcance do público. Não haverá distribuição física dos produtos finais, o que limita o alcance. No entanto, serão realizadas exibições nas comunidades sedes dos debates - base dos vídeos. 01 exibição em cada comunidade, totalizando 10 exibições com entrada gratuita para o público. O projeto terá divulgação nas redes sociais direcionada para moradores dos municípios de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Schroeder, Massaranduba, e cidades limítrofes, no Norte do Estado de Santa Catarina. O público-alvo do projeto são crianças, adolescentes e adultos na região do Vale do Itapocu, população estimada em 271 mil habitantes, segundo IBGE 2018.
Objetivo geral: Realizar um documentário seriado, composto por 10 vídeos, que retratem as características, a história, o cotidiano, e a relação de identidade dos moradores dos bairros de Jaraguá do Sul (SC). O objetivo é incentivar a comunidade a refletir sobre o passado, presente e futuro da localidade onde mora, reforçando os laços de vizinhança e o sentimento de pertencimento. Os vídeos serão disponibilizados através da internet, tornando o produto mais acessível à população. Objetivos específicos: Promover debates com grupos de jovens e de idosos, participação de associação de moradores - mobilizando aproximadamente 150 pessoas / de 15 a 20 para cada um dos 10 bairros - sobre as características, a formação histórica, os personagens que ajudaram a construir os bairros de Jaraguá do Sul. Formar um acervo audiovisual das localidades, resgatando imagens antigas em foto e realizando novas captações de vídeo que registrem o cotidiano, os pontos de referência, o comércio e a indústria, as unidades escolares e religiosas, estruturas e equipamentos culturais e de saúde, as caras e modos de fazer dos bairros de Jaraguá do Sul - cerca de 20 diárias de captação ou 20 giga de material audiovisual. A partir da publicação dos vídeos na internet, dar continuidade nas redes sociais ao debate sobre a identidade cultural dos bairros em questão.
O historiador austríaco Michael Pollak (em Memória, esquecimento e silêncio, de 1989) afirma que "a memória é um elemento constitutivo do sentimento de identidade, tanto individual como coletiva, na medida em que ela é também um fator extremamente importante do sentimento de continuidade e de coerência de uma pessoa ou de um grupo em sua reconstrução de si". Enquanto o francês Jacques Le Goff (em História e Memória, 1990 ) destaca que a memória estabelece um vínculo entre as gerações humanas e o tempo histórico que as acompanha. Esse vínculo que se torna afetivo, possibilita que essa população passe a se enxergar como sujeitos da história, que possuem assim direitos e, também deveres para com a sua localidade. A cidade de Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, se destaca pela colonização de alemães e italianos, entretanto toda a miscigenação cultural e a forte migração ainda hoje em curso influenciam diretamente as comunidades locais, em seu entendimento histórico e na construção de suas identidades. O Vale do Itapocu encontra-se, no que tange à sua memória, no limiar entre o registro parcial e o esquecimento total de sua história. Iniciativas como a do Arquivo Histórico Municipal em catalogar os fatos perdem força quando há escasso acesso ao material por parte do público devido sobretudo à falta de ações atraentes e de larga penetração. O presente projeto busca documentar em audiovisual a pluralidade que forma os bairros do município, resgatar as histórias individuais e coletivas, revelar esta construção da memória e identidade coletiva. Posteriormente, ao publicar os vídeos na internet com forte divulgação em redes sociais, possibilitar o acesso à este material que retrata o presente e o passado. Através de entrevistas e rodas de conversa, vamos resgatar memórias individuais e coletivas, experiências de pessoas ou grupos, incentivar a comunidade a revisitar a memória de grupos e localidades que compõem a cidade. Usaremos câmeras de vídeo de alta definição para documentar este processo de memória, que nos orienta para compreender o passado, e o comportamento de um determinado grupo social, e cidade. O acesso a estas memórias será possibilitado com a realização de vídeos utilizando técnicas de documentário e narrativa audiovisual, contrapondo imagens atuais e de arquivo, o passado e o presente, mixando registro formal com poema visual. Os materiais serão publicados na internet, acessível gratuitamente e de fácil difusão geográfica. Ao final, esse avivamento da memória também contribui para o resgate desta formação de identidade, resgate de raízes, e a formação cultural e econômica de nossa comunidade. O resultado vai contribuir na identificação de pontos de referência e coesão de grupo. Para a cidade e a região do Vale do Itapocu, o conjunto do documentário será um registro vivo da cidade, uma ferramenta de pesquisa e preservação da história. Em grande medida, este projeto também impacta na difusão da cultura e do audiovisual como forma de refletir sobre a construção do futuro e a participação dos moradores neste processo. Sendo este um dos pilares para o surgimento do Observatório Audiovisual, que atua como agente de promoção do audiovisual na preservação de memórias. Em quais incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 o projeto se enquadra, bem como quais objetivos do Art. 3º da referida norma serão alcançados: Art. 1° I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Art. 3° II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural.
Não se aplica.
Documentário dividido em 10 blocos de 10 minutos cada. O documentário será captado através de câmeras FULLHD de uso terrestre, GoPro e drone, equipamentos de monitoração, movimento e áudio. A iluminação será natural e LED à bateria, de fácil manuseio, que dará agilidade no estúdio ou em ambientes fechados. A pós-produção trabalhará com o sistema Apple; softwares Final Cut, After Effects e Smoke, e outros complementares. Após aprovação da montagem, o projeto entrará para a etapa de finalização e colorização.
Os debates serão realizados em locais que respeitem às leis de acessibilidade, como rampas para garantir o acesso de pessoas com dificuldade de locomoção e cadeirantes. Os eventos também contarão com um intérprete de LIBRAS, nos encontros em que houver a presença de deficientes auditivos. O roteiro de cada vídeo será construído a partir de pesquisas e dos debates, onde moradores contarão suas histórias familiares e causos do dia a dia. Os minidocumentários terão janela de intérprete de LIBRAS e serão dotados de audiodescrição e legendas em português.
Os 10 minidocumentários serão publicados na internet, em plataforma de acesso gratuito. A divulgação dos vídeos acontecerá através das redes sociais, direcionados à região geográfica do Norte de Santa Catarina. Os debates serão amplamente divulgados nos bairros, através de associações de moradores, unidades escolares e comércio local, além de campanhas nas redes sociais para atrair públicos de diferentes faixas etárias e camadas sociais. O acesso aos debates será gratuito e aberto ao público, conforme a capacidade de lotação dos locais.
Gilmar A. Moretti - produtor executivo e diretor geral Diretor de cinema e teatro, idealizou e dirigiu espetáculos de dança, música, teatro multimídia, e publicou dois livros de poesia e um livro de pesquisa sobre a matriz econômica da região do Vale do Itapocu. Dirigiu os documentários em longa-metragem “Padre Aloísio - A santidade cotidiana”, “Jaraguá 2010. E agora?” e “Idades da Moda”, em co-direção com Marcelo Machado. E também trabalhou com filmes institucionais para Hospital São José, Marisol e WEG. Coordenou o projeto de oficina e produção de baixo orçamento “Jaraguá em Curtas”, “Mostre a cara do seu Bairro 1 e 2”. É produtor executivo e apresentador da websérie documental “Jaraguá do Sul 2026”. Carlos Daniel Reichel - roteirista Roteirista e diretor de cinema, Carlos iniciou sua carreira como estagiário da produtora O2 Filmes. Co-escreveu e dirigiu os curtas metragens Quinta Coluna e Garoto VHS, ambos exibidos e premiados em festivais dentro e fora do Brasil. Foi vencedor da bolsa de roteiro cinematográfico CAPES / Fulbright e cursou mestrado em escrita dramática na New York University, onde desenvolveu projetos sob a supervisão de Annie Baker, Walter Bernstein e Spike Lee. Escreveu e dirigiu o documentário “Vale Tombado”, sobre o tombamento histórico dos bairros Rio da Luz e Testo Alto em Santa Catarina, além de assinar a adaptação cinematográfica do livro infantil “A Flauta Mágica” e os roteiros do projeto documental “Jaraguá do Sul 2026”, Carlos ministra cursos de roteiro em parceria com o SESC e prepara o seu primeiro longa de ficção, cujo projeto foi vencedor do Edital Catarinense de Cinema. Atualmente escreve a primeira e segunda temporada da sitcom infantil “Bugados” para o canal Gloob, além de ter co-roteirizado a experiência imersiva em VR (Realidade Virtual) “A Linha”, narrada por Rodrigo Santoro e selecionada para a prestigiada mostra competitiva do 76o Festival Internacional de Veneza. Débora Remor - pesquisadora e diretora de produção Jornalista formada na UFSC, trabalhou 10 anos em jornais impressos em Florianópolis e Jaraguá do Sul (SC): Diário Catarinense, A Notícia (como repórter e colunista) e O Correio do Povo (como repórter e editora) e na revista Empreendedor. Atua com produção audiovisual desde 2016, nos projetos audiovisuais Um vereador pra chamar de meu (2016), Cineminha nas Escolas (2016) e na websérie documental Jaraguá 2026 (2017 até 2019), e como assessora de comunicação e gestão de redes sociais para a produtora Escritório de Cinema (2016 até 2019). Atuou como produtora local do programa Almanaque Saúde (Cinegroup e Canal Futura) em 2018, e na produção do vídeo institucional de inclusão/acessibilidade do Museu WEG de Ciência e Tecnologia. Realizou trabalho de pesquisa e relacionamento com entidades para aceleradora de startups Spin (2018). Taís Urquizar - direção de fotografia Diretora, fotógrafa, filmmaker e editora de documentários e projetos audiovisuais. Trabalhou como diretora de fotografia nos documentários longa-metragens “Bastidores da nossa História - Fundação Hering”, “Vale Tombado”, “Padre Aloísio - A santidade cotidiana”, “Hospital São José 80 anos”, “Jaraguá 2010. E Agora?”, e no filme educativo “Vovô Emílio e o caminho do Peabiru”. Participou dos espetáculos teatrais multimídia “O que matou Porfíria Reis” e “O Cavalinho azul”. Ministrou cursos e oficinas de fotografia, e atualmente é coordenadora do projeto educativo experimental 'Audiovisual na Aldeia Piraí', dentro da aldeia guarani Tekoa Piraí. Sandra Simioni - montadora e finalizadora Graduada em Educação Artística com habilitação em Desenho pela UDESC, trabalha com edição, montagem e finalização de vídeo desde 1997. Atuou com animação em 2D, 2.5D e montagem multimídia para peça teatral, como a "Valsa n.6", "O Cavalinho Azul" e "Rigobello - O Inspetor Geral". Ministrou cursos de edição e montagem para alunos do ensino médio em projetos culturais. Desenvolve trabalhos em montagem, finalização, restauração digital de fotografia, colorimetria, e tratamento de imagem, em documentários institucionais como Marisol e WEG, e em longa-metragens como "Idades da Moda", "Jaraguá 2010 E agora?", e "Padre Aloísio - a santidade cotidiana". Será uma co-produção com o Instituto Projeto Jaraguá 2026 OBSERVATÓRIO AUDIOVISUAL (contrato em anexo).
PROJETO ARQUIVADO.