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O projeto consiste em promover o fortalecimento e a valorização do Patrimônio Imaterial das Periferias e Favelas do Brasil por meio de pesquisa, mapeamento de acervo e exposição das manifestações, expressões, agentes culturais e outros atores das favelas realizados ao longo de 20 anos da CUFA, culminando em 2 rodas de conversas e exposição iconográfica de imagens, ilustrações, fotografias e audiovisual, durante 15 (quinze) dias no Espaço Cultural de Madureira mobilizado pela CUFA.
Objetivos Geral Promover o resgate, a valorização e a difusão da cultura material, dos saberes imateriais e práticas socioculturais produzidos nas periferias e favelas do Brasil. Específicos - Mapear, coletar e divulgar informações, materiais e depoimentos sobre a diversidade cultural das Periferias e Favelas produzidos pela CUFA em 20 anos. - Restaurar e catalogar o acervo de 20 anos (fotos, ilustrações, imagens e vídeos) - Realizar uma exposição iconográfica de imagens, ilustrações, fotografias e audiovisual, durante 15 (quinze) dias no Espaço Cultural da CUFA. - Realização de 2 rodas de conversas sobre os temas patrimônio cultural, favela e história . - Disponibilizar de forma gratuita na internet um catálogo virtual.
O projeto apresenta uma proposta de ampliar o reconhecimento cultural das múltiplas expressões advindas das favelas do Brasil que muitas vezes não se encontram nas pautas culturais já estabelecidas nos centros de decisão. A favela é o ponto de partida aonde a CUFA ao longo dos seus 20 anos vem acumulando conhecimentos, sistematizando metodologias, gerando visibilidade e possibilidades aos fazedores culturais, coletivos a artistas urbanos. Outra questão relevante é que segundo a Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (2003), as Nações devem valorizar esse patrimônio dando suporte e condições às práticas sociais que promovem a integração de diferentes regiões e manifestações culturais. A favela como cenário de produção de uma diversificada cultura possui traços particulares que contribuem com a formação da identidade brasileira, sobretudo por ser o resultado de um grande movimento migratório advindo da história da industrialização, mecanização do campo e crescimento vegetativo da população urbana. Não obstante os notórios avanços das discussões sobre patrimônio imaterial, diversidade cultural e cultura popular no Brasil, persiste o desafio de que essas reflexões possam fazer parte do cotidiano social daqueles que são os construtores da cultura popular e para aquela população que orbita ao seu redor. A memória pode ser entendida como processos sociais e históricos, de expressões, de narrativas de acontecimentos marcantes, de coisas vividas, que legitimam, reforçam e reproduzem a identidade do grupo (Cruz 1993). O projeto "O Legado das Favelas" terá sua execução se forma participativa e dialógica, destacando a importância da construção coletiva de formas de valorização cultural das regiões e envolvendo sua comunidade nesse processo. A exposição ainda contará com a contribuição daqueles que produzem e detêm os saberes tradicionais que caracterizam o Patrimônio Imaterial no processo de construção coletiva da valorização e do reconhecimento desse patrimônio, trazendo rodas de conversa para debater temas como patrimônio cultural, favela e história. A adesão e o interesse da população local ampliam a consciência e o cuidado com o patrimônio e nesse caso, a parceria com as comunidades são fundamentais para que a política de proteção cultural tenha êxito, isto é, a participação no projeto mobiliza as comunidades, amplia a consciência e organiza as demandas referentes ao cuidado com o patrimônio que detêm. [VIANNA, 2004]. O projeto se enquadra no art. 1º da Lei 8.313/91 nos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também se enquadra no art. 3º da lei supramencionada para cumprir as finalidades expressas aqui e aos objetivos nos incisos a seguir: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; Portanto, a partir do levantamento acima apresentado, acreditamos que o projeto "O Legado das Favelas" deve ser acolhido visto que representa um importante legado a ser compartilhado e amplamente difundido com toda a sociedade. A Central Única das Favelas do Rio de Janeiro _ CUFA é uma organização sem fins lucrativos que atua há 20 anos em projetos der inclusão social por meio de iniciativas de caráter educacional, cultural, recreativo, desportivo e de promoção da cidadania em favelas e periferias de todo o Brasil. Atualmente está presente nos 27 estados do Brasil e em 17 países, agindo como pólo de produção cultural e prática desportiva. Além de ser uma organização reconhecida mundialmente, a CUFA atua em países como Alemanha, Angola, Espanha, Bolívia, Colômbia, Argentina dentre outros, com isso possui o reconhecimento mundial. A intenção da instituição, como o próprio lema diz, é "Fazer a diferença, fazendo do nosso jeito" Contudo, o intuito é de mostrar tudo o que de melhor que foi realizado nesses últimos 20 anos e mostrar a importância da cultura da favela em diversos locais em que a CUFA atua. O projeto estará atento aos padrões de pesquisa que respeitam a preservação da memória, documentação histórica e iconográfica, além dos programas de conservação de acervo e manutenção de obras. Por fim, o projeto contribuirá para o desenvolvimento sustentável das comunidades, em parceria com a empresa patrocinadora considerando as expectativas e respeitando a diversidade de ambos, projetando para o mundo a cultura desenvolvida nas favelas do Brasil.
Impacto ambiental No intuito de promover boas práticas ambientais, a produção do projeto fará constar nos materiais impressos a seguinte frase “Mantenha a cidade limpa”. Contrapartidas Sociais As contrapartidas sociais adotadas serão destinadas a alunos e professores de instituições de ensino de qualquer nível, por meio das ações de visitas guiadas na exposição e na participação nas rodas de conversa sobre os temas patrimônio cultural, favela, história e importância do projeto para a cultura. Tornando-se apenas necessário para a execução desta atividade a locação de transporte para os alunos e professores até o local e o articulador das rodas de conversa. Plano de distribuição das contrapartidas sociais O artigo 22 da IN 02/2019 determina uma distribuição de no mínimo 10% do quantitativo do público, neste caso, o projeto terá 500 beneficiários para cumprimento desta ação.
Catálogo virtual - com aproximadamente 100 páginas que será hospedado em plataforma similar ao Issuu, tamanho de revista online.
Conforme os termos do art. 23 da Lei n° 10.741, de 1° de 2003, e do art. 46 do Decreto n° 3.298, de 20 de dezembro de 1999, a instalação terá acessibilidade para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosas, permitindo a circulação pela exposição e todas as atividades culturais, ofertadas gratuitamente ao público. Como medida de compreensão do projeto para as pessoas com deficiência, as atividades terão a participação de um intérprete de libras e para os deficientes visuais serão implantados softwares com sintetizadores de voz e/ou aplicativos nos computadores e/ou celulares.
O projeto prevê um público estimado em 5.000 pessoas, de todas as faixas etárias e em complemento, às ações de ampliação de acesso o proponente atenderá ao art. 21 da IN 02/2019, nos seguintes incisos: II - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art . 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias.
A atividade de gestão do projeto será exercida pela proponente representada por seu Diretor Executivo, WELLINGTON GALDINO que acumulará a função de Coordenação Geral. O coordenador geral vai aplicar o conhecimento, as habilidades, as ferramentas e as técnicas de gerenciamento a uma ampla variedade de tarefas para atender aos requisitos e entregar com a equipe um resultado final do projeto. Também poderá dar suporte para tarefas, como o planejamento, a reunião de informações de status do projeto, geração de métricas e preparação de relatórios. Currículos WELLINTON GALDINO – COORDENAÇÃO GERAL Galdino é rapper, morador da favela de Acari, produtor, fotógrafo, editor, designer e diretor da CUFA. Especializou-se na Fundação Dom Cabral, e viveu um período em Portugal, onde conheceu a realidade de favelas de outras partes do mundo. Ao longo de sua trajetória na CUFA realizou diversos projetos cuidando principalmente da montagem e estrutura de grandes eventos como o Viradão Esportivo, Festival de Lutas da CUFA, Cine Cufa e Semana Global da CUFA em NY. ALTAIR MARTINS DA SILVA – COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA Da comunidade de Vigário Geral para o mundo, Altair Martins é músico, percussionista e compositor. É um dos criadores da banda Afroreggae/ Ar 21, criador do Bloco Afroreggae e foi Instrutor da modalidade musical, possuindo uma metodologia própria e única de ensino, o que proporcionou viajar para diversos países como Holanda, Alemanha, e Estados Unidos apresentando sua arte e aprendendo com diferentes realidades de outras comunidades no exterior. Como músico atuou em diversas bandas como "O Rappa". Foi diretor do grupo Cultural Afroreggae até 2014, quando passou a fazer parte do grupo de Colaboradores da CUFA, sendo hoje Diretor Administrativo da Instituição participando efetivamente de todos os projetos executados. ELAINE CACCAVO - COORDENAÇÃO FINANCEIRA Cria da Favela, é diretora executiva da CUFA – Central Única das Favelas há mais de 10 anos. Formada em marketing e pós-graduada em gestão de pessoas. Em seu trabalho na CUFA, aprimorou minha visão estratégica e comercial alinhada à responsabilidade social, fortemente presente em todos os projetos que realizou. Atualmente, juntando todo esse know-how, assume a direção de produção da InFavela, empresa do grupo Favela Holding, que é a primeira agência de live marketing especializada no território de Favela. Acumula uma bagagem de peso na área de eventos e produções audiovisuais. Uma trajetória de produções diversas seja nos territórios de favela/ periferia, ou em espaços consagrados como Copacabana Palace, Teatro Municipal e outros Centros Culturais pelo país afora e no exterior. Sempre liderando uma equipe para tirar do papel projetos grandiosos como a Taça das Favelas, Aglomerado (TV Brasil), Prêmio Anu, Prêmio Hutuz, Rock In Rio Social (parceria CUFA, Globo Rio e Rock In Rio), FLC (Festival de Lutas da CUFA), comerciais para Rede Globo, entre outros. Produziu ainda o evento internacional CUFA Global em Nova York. Além desses projetos, produziu por cinco anos a Convenção de vendas da GSK - Glaxosmithkline. Em 2018, realizou a coordenação de produção da meia maratona da OAB e as ativações da UBER no carnaval e UBER Verão. CELSO ATHAYDE - CURADORIA Produtor cultural e ativista social brasileiro, especializado em favelas e periferias. Nasceu na Baixada Fluminense, onde viveu até os sete anos. Aos 16, já havia morado em três favelas, em abrigos públicos e na rua. Foi criado na favela do Sapo, na zona oeste do Rio de Janeiro. Autodidata, Celso é autor três best-sellers, e co-autor dos livros Falcão - Mulheres do Tráfico (2007), Falcão - Meninos do Tráfico e Cabeça de Porco, sendo os dois primeiros com o rapper MV Bill e, o último, com o sociólogo Luiz Eduardo Soares. Seu quarto livro é O Manual dos Basqueteiros, a primeira publicação de basquete de rua que se tem notícia. Celso Athayde viu no surgimento do movimento Hip Hop uma forma de arte que refletia a realidade que ele conhecia tão bem; organizava Bailes Charme e passou a trabalhar com os novos talentos do Hip Hop como Racionais Mc’s e MV Bill e Nega Gizza. Tornou-se produtor do maior evento de Hip Hop realizado no Brasil, o Hutúz. A parceria com MV Bill e Gizza resultou na fundação da Central Única das Favelas - CUFA, organização, a maior organização não governamental focadanas favelas do Brasil e presente em todos os estados brasileiros e em mais de 17 países; na criação da Favela holding, a primeira holding social que se tem notícia e do Data Favela, o instituto de pesquisa e estratégias de negócios especializado na realidade das favelas brasileiras. Sob a criação de Celso Athayde está também a Liga Internacional de Basquete de Rua (LIIBRA), evento internacional que acontece em 12 países e nos 27 estados da federação; o CineCufa, um festival de cinema internacional de produções audiovisuais realizadas por moradores de favelas; o BRADAN, festival brasileiro de break, e o Rap Popular Brasileiro (RPB), festival nacional de música rap, que tem como objetivo criar um diálogo entre o rap e as músicas regionais. Em suas descobertas artísticas, Celso também dirigiu e produziu o documentário Falcão Meninos do Tráfico, co-dirigido por MV Bill, um filme que se tornou referência e mudou o olhar da sociedade sobre o tema educação e segurança pública. Além desses, Celso dirigiu também outros filmes como Três da Madruga, Di Menor e Soldado do Morro. Celso Athayde foi diretor geral responsável pelo programa de televisão Aglomerado, da TV Brasil, desempenhando o papel de curadoria artística e produção geral. Idealizou a Semana Global da CUFA, em Nova York nos Estados Unidos, realizando a curadoria e produção de 21 eventos em 7 dias. Uma programação extensa que levou a arte brasileira, favelada e periférica através de exposição de fotografia e grafite, palestras, shows e atividades artísticas. Outros projetos desenvolvidos: · Dezembro de 2000 foi o diretor do clipe "Soldado do Morro" do rapper MV Bill; · Diretor do clipe "Soldado Morto" do rapper MV Bill (clipe trailler do documentário Falcão); · Direção e produção do documentário "Chapa Quente"; · Idealização e direção do Documentário "Dí Menor", que mostra o universo do trabalho infantil no tráfico de drogas, através de depoimentos que retratam a visão das crianças sobre o mundo do qual fazem parte (duração de 52 minutos); · Diretor e organizador do documentário de 90 minutos "Falcão" (Não Dorme), em que mostra a realidade de jovens envolvidos e escravizados pelo tráfico de drogas; · Escreveu, junto com o rapper MV Bill e o antropólogo e ex-secretário de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares o livro CABEÇA DE PORCO, lançado pela Editora Objetiva. O livro reúne uma longa pesquisa que Bill e Celso realizaram sobre jovens envolvidos com o crime e um conjunto de pesquisas e registros etnográficos conduzidos por Luiz Eduardo nos últimos sete anos sobre juventude, violência e política. O livro está em sua 3ª edição e entre os livros mais vendidos do país; · Escreveu, ainda com MV Bill, os livros FALCÃO –MENINOS DO TRÁFICO e FALCÃO – MULHERES E O TRÁFICO, editados pela Editora Objetiva. Atividades político-sociais desenvolvidas · Fundador do PPPOMAR – primeiro partido político brasileiros de negros; · Março de 2004, tornou-se Coordenador nacional da Frente Brasileira de Hip Hop cujo papel é o de discutir com o Governo Federal as prioridades e as possibilidades de se implementar políticas públicas em benefício das comunidades e enviá-las para os Ministérios; · Julho de 2000, lançamento da Campanha "Mãe, Desarme o Seu Filho". Atividades desenvolvidas coordenando a CUFA · Em 2003, idealizou o primeiro festival de Cinema de Hip Hop no Brasil, o Hutúz Filme Festival, projeto que tenciona aproximar os jovens negros do cinema e reforçar a auto-estima pela sua estética, através de curtas, longas e videoclipes nacionais e estrangeiros sobre o gênero; · Criou o Curso de audiovisual comunitário, projeto que passou a fazer parte da CUFA e cujo certificado de conclusão é emitido pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro; · Idealizador e realizador do Hutúz, considerado o maior e mais representativo festival da cultura hip hop no Brasil e na América Latina e composto por uma vasta programação de atividades: Prêmio Hutúz (para homenagear os destaques deste cenário nos campos musical, audiovisual, social e artístico), Hutúz Filme Festival, Seminário Hutúz, Hutúz Basquete de Rua e Hutúz Rap Festival, com Batalha de MC´s, DJ's e b.boys, Intervenção e Exposição de Graffiti, Palco Principal para shows com grupos de Rap consagrados e Palco Alternativo para grupos iniciante, Espaço Underground e Mercado Alternativo. Este ano, o evento irá para sua 6ª edição; · Idealização e realização do Prêmio Hutúz, premiação nacional de Hip Hop, que existe desde o ano de 2000 e que em 2005 vai para a sua 6º edição; · Idealizou o primeiro Festival de Cinema Internacional de Hip Hop no Brasil, que se trata de projeto que tenciona aproximar os jovens negros do cinema e reforçar a auto estima pela sua estética; · Idealizador do Projeto Hip Hop Comunitário, em parceria com a Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Capacitação dos guardas municipais da Guarda Comunitária para o desenvolvimento da cultura, junto aos jovens das comunidades atendidas de forma a proporcionar o engajamento dos jovens em atividades culturais de seus interesses e a melhoria da percepção dos guardas no que é relativo à cultura desenvolvida pela comunidade. PESQUISADOR - A CONTRATAR MUSEÓLOGO - A CONTRATAR
PROJETO ARQUIVADO.