| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33592510000154 | VALE S.A. | 1900-01-01 | R$ 1,64 mi |
| 11315117000180 | Lightcom Comercializadora de Energia S.A. | 1900-01-01 | R$ 100,0 mil |
| 33256439000139 | ULTRAPAR PARTICIPACOES S/A | 1900-01-01 | R$ 90,8 mil |
| 45762077000137 | Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados | 1900-01-01 | R$ 75,0 mil |
Realizar a manutenção e promover o acesso aos acervos da Academia Brasileira de Letras, além promover atividades culturais e programação artística no Teatro Raimundo Magalhães Junior, entre outras ações durante o ano de 2020.
Não se aplica.
Objetivo Geral Promover ações voltadas ao livre acesso às fontes de cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, a valorização e difusão do conjunto de manifestações culturais e seus respectivos criadores e o estímulo da produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Objetivo específico I. Manutenção de Instalações e acervos Biblioteca Rodolfo Garcia; Biblioteca Acadêmica Lúcio de Mendonça; Arquivo Múcio Leão; Setor de Museologia. II. Atividades Culturais 10 Ciclos de Conferências com 4 palestras cada; 20 Mesas Redondas; 10 Leituras Dramatizadas; 10 Concertos de Música de Câmara. CONTRAPARTIDA SOCIAL: Atendimento de 30 grupos de estudantes e professores em visita guiada dramatizada.
A Academia Brasileira de Letras é uma associação civil sem fins lucrativos que tem por finalidade estatutária "a cultura da língua e da literatura nacional". Fundada em 20 de julho de 1897, é composta por 40 membros efetivos e perpétuos, eleitos em votação secreta, e 20 sócios correspondentes estrangeiros. Para a preservação e disseminação da cultura a ABL estruturou, ao longo de 122 anos, um complexo de equipamentos culturais que possibilitam a apresentação de ampla e diversa programação, sendo todas as suas atividades oferecidas à população de forma gratuita. Acervos da Academia Brasileira de Letras Analisados separadamente, os acervos da Academia Brasileira de Letras já podem ser considerados raros no que se refere à sua formação e ao papel que seus titulares desempenharam no universo cultural brasileiro ou mesmo mundial. Vistos, porém, como conjunto documental, estes acervos _ arquivístico, bibliográfico e museológico _ passam a revelar novos aspectos e significados. Se tomarmos como exemplo uma única obra de Machado de Assis, temos, em seu arquivo pessoal, manuscritos, correspondências sobre a publicação, críticas e comentários; na sua biblioteca particular, obras de autores que exerceram influência - citações e alusões; nas Bibliotecas da Academia, todas as edições da obra, artigos, comentários, edições críticas; no acervo museológico: a escrivaninha onde estava ao escrever a obra. Assim, aplicado a todo o conjunto documental da Academia Brasileira de Letras, teremos o mais completo panorama literário e cultural brasileiro, anterior mesmo à própria instituição. (1) BIBLIOTECA RODOLFO GARCIA _ aberta ao público Especializada em literatura, filologia e ciências humanas em geral, foi inaugurada em 2005 com o objetivo de disponibilizar à comunidade de pesquisadores um acervo bibliográfico de valor inestimável. Está instalada no segundo andar do Palácio Austregésilo de Athayde, e ocupa uma área de 1.300m2. Seu acervo é formado por doações de acadêmicos e de personalidades do mundo literário e cultural brasileiro e de estrangeiros estudiosos de assuntos do Brasil. Com um acervo de cerca de 120 mil exemplares, abriga uma excelente coleção de Referência que conta, até o momento, com 5020 exemplares. Possui, também, uma coleção de 4.600 obras raras dos séculos XIX e XX _ com destaque para as coleções Brasiliana e Camiliana, além das coleções particulares que pertenceram a Agliberto Xavier, Alzira Vargas do Amaral Peixoto, Arthur Vautier, Ary de Andrade, Carlos Magalhães de Azeredo, Celso Vieira, Fernando Nery, Franklin de Oliveira, Frédéric Mauro, Silvio Neves, Mario da Gama Kury, Leodegário de Azevedo Filho, Mauricio Bratt de Menezes e Marcos Carneiro de Mendonça. (2) BIBLIOTECA ACADÊMICA LUCIO DE MENDONÇA inaugurada em 1905, é responsável pela memória bibliográfica da Academia, tendo o objetivo de reunir e preservar toda a produção intelectual dos acadêmicos e patronos, além de abrigar importantes coleções particulares de acadêmicos. Está instalada no segundo andar do Petit Trianon. Em seus 30 mil volumes, abriga a produção intelectual de todos os acadêmicos, as coleções particulares de Alberto de Oliveira, Afrânio Peixoto, Domício da Gama, Machado de Assis, Manuel Bandeira e Olavo Bilac. Também compõem seu acervo primeiras edições de obras clássicas da literatura mundial, além de um grande número de obras raras dos séculos XVI a XVIII, destacando-se a edição princeps de Os Lusíadas, de 1572, e um raríssimo exemplar das Rhythmas, impresso em Lisboa, em 1595, de Luis de Camões. (3) ARQUIVO MÚCIO LEÃO O Arquivo da ABL tem por finalidade coletar, organizar, preservar e dar acesso à documentação nele acumulada. Seu acervo está dividido em duas linhas: o Arquivo dos Acadêmicos e o Arquivo Institucional. A primeira linha compõe-se da documentação pessoal doada pelos acadêmicos ou por seus descendentes; a segunda é constituída pela documentação administrativa e funcional da Academia. O acervo total conta, atualmente, com cerca de 510 metros lineares de documentos textuais e mais de 40 mil documentos audiovisuais e iconográficos. O Arquivo dos Acadêmicos é formado por cerca de 300 fundos arquivísticos e coleções de documentos, incluindo manuscritos de livros, contratos de publicação, milhares de correspondências, fotos e vídeos, recortes de jornais e curiosidades como cardápios de jantares. Os arquivos de Machado de Assis e Roquette-Pinto foram incluídos pela Unesco no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo. O Arquivo Institucional contém documentos administrativos, atas de reuniões e registros audiovisuais e fotográficos de todos os eventos promovidos pela ABL, como posses, conferências, ciclos de debates e concertos. Em 2013 o Arquivo passou por uma reforma de modernização de suas instalações físicas, com a implantação de eficientes sistemas de extinção e proteção contra incêndio pelo gás FM-200; controle ambiental, climatização para toda a área de guarda; monitoramento por TV, controle de acesso, consolidando-se como um dos arquivos mais modernos da cidade. Visando ao amplo acesso e a difusão do acervo arquivístico, assim como sua preservação, foi intensificado o projeto de digitalização dos documentos. A médio prazo todo o acervo deverá ser digitalizado, tratado tecnicamente e inserido em base de dados para melhor atender à imensa demanda de pesquisadores. (4) SETOR DE MUSEOLOGIA Formado por doações feitas por acadêmicos e seus herdeiros, o Acervo Museológico é composto por obras de arte, mobiliário de época e peças de arte decorativas, assim como objetos de uso pessoal dos Acadêmicos. É um conjunto de peças de grande valor artístico e histórico que tem servido a uma constante atividade cultural, através de variadas mostras, exposições e visitas guiadas, franqueadas ao público. A coleção de obras de arte reúne em retratos ou outros gêneros diversos dos maiores nomes das artes plásticas nacionais dos séculos XIX e XX, de Rodolfo Bernardelli, Bruno Giorgi a Celso Antônio na escultura e de Rodolfo Amoedo, Cândido Portinari, Gomes Carollo, Manuel Santiago e Leão Veloso na pintura. Possui, também, um expressivo acervo de artes decorativas, com peças doadas pelo governo francês, em 1923. Complementam o Acervo Museológico as coleções de desenho, medalhas e condecorações. Possui a integralidade do mobiliário remanescente da casa de Machado de Assis e também variados móveis que pertenceram a Olavo Bilac, Manuel Bandeira, entre outros. (5) Teatro Raimundo Magalhães Jr., com capacidade para 300 pessoas e Sala José de Alencar, com capacidade para 80 pessoas, onde são realizados ciclos de conferências, seminários, apresentações musicais e leituras dramatizadas, entre outros eventos. A solicitação de apoio ao Plano Anual da Academia Brasileira de Letras junto ao Ministério da Cidadania, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura ampliando o acesso às suas coleções. Sobre o atendimento ao Artigo 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Sobre o atendimento ao Artigo 3º da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;
Não se aplica.
Todas as dependências da Academia Brasileira de Letras oferecem amplo acesso aos portadores de deficiência, de acordo com as normas de acessibilidade previstas na lei. Possui entrada com elevadores, rampas, corrimãos próprios para deficientes, banheiros adaptados e na plateia de seu teatro, fileira de poltronas especiais para cadeirantes. PALESTRAS/LEITURAS DRAMATIZADAS/VISITAS GUIADAS: Prevemos intérprete de libras, mediante agendamento feito por entidades de apoio a pessoas com deficiência auditiva. No que tange ao atendimento de deficientes visuais, ressaltamos que para todas as atividades contaremos com monitores especializados para atendimento diferenciado durante os eventos previstos. O sítio na internet da ABL conta com ferramentas de acessibilidade para consultas ao acervo. (http://www.academia.org.br/acervo/terminal/index.html)
Academia Brasileira de Letras é situada no centro da cidade do Rio de Janeiro, com acesso fácil pelo transporte público ônibus, metrô e barcas e suas atividades têm acesso liberado ao público em geral, sendo, no caso de alguns eventos, necessária a distribuição de senhas. Todas as atividades serão abertas ao público com entrada franca e podemos estimar, com base em anos anteriores, que receberemos cerca de 15.000 pessoas. ATENDIMENTO AO INCISO III DO ARTIGO 21 da IN 02/2019: As atividades culturais realizadas no Teatro Raimundo Magalhães Jr., na Sala José de Alencar e no salão nobre do Petit Trianon são transmitidas ao vivo pelo portal da ABL na Internet, gravadas e disponibilizadas para consulta, tanto na Internet quanto no setor de arquivo e nas bibliotecas da ABL. (http://www.academia.org.br/memoria-da-abl/videos)
O proponente será responsável pela COORDENAÇÃO GERAL do projeto, e por toda a gestão do processo decisório do projeto. Possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional, como pode ser verificado nos projetos apresentados e executados com recursos incentivados desde 2006. COORDENAÇÃO GERAL: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS Acadêmicos responsáveis pela seleção da programação em 2020 Ciclos de Conferência: Domício Proença Filho (Rio de Janeiro, 1936). Crítico literário, poeta, romancista, ensaísta, antologista, filólogo, professor e promotor cultural. Em 1957, conclui o bacharelado em letras neolatinas na Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e inicia carreira docente dando aulas de português e espanhol no Colégio Pedro II. Como professor universitário desde 1960 ministra cursos na Faculdade Santa Úrsula, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ e Universidade Federal Fluminense - UFF, onde ocupa diversos cargos até 1992. Faz o doutorado e obtém a livre-docência em literatura brasileira no Departamento de Letras na Universidade Federal de Santa Catarina, no ano de 1974. Autor de uma série de livros didáticos, estréia na literatura em 1979, com o livro de poesias O Cerco Agreste. Na década de 1990, publica o romance Breves Estórias de Vera Cruz das Almas, em 1990, e organiza quatro antologias: A Poesia dos Inconfidentes, em 1996, que reúne a obra completa dos poetas Tomás Antônio Gonzaga (1744 - 1810), Cláudio Manuel da Costa (1729 - 1789) e Alvarenga Peixoto (1744 - 1793); Pequena Antologia Didática de Rubem Braga, e Um Cartão de Paris, ambas em 1997, com crônicas de Rubem Braga (1913 - 1990); e Ofícios Perigosos: Antologia de Contos de Edilberto Coutinho, em 1998. Assume a cadeira número 28 da Academia Brasileira de Letras - ABL em 2006. Nesse ano, organiza os livros Roteiro da Poesia Brasileira: Arcadismo e Concerto a Quatro Vozes, com poemas de Adriano Espínola (1952), Antonio Cícero (1945), Marco Lucchesi (1963) e Salgado Maranhão (1953). Apresentações de Música de Câmara: Marco Americo Lucchesi (Rio de Janeiro, 1963). Estudou piano até os vinte anos com a professora Carmela Musmano e canto com o professor Domenico Silvestro. Poeta, romancista, ensaísta, tradutor, editor e conferencista brasileiro, Marco Lucchesi é professor titular de Literatura Comparada na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Formou-se em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e recebeu os títulos de Mestre e Doutor em Ciência da Literatura, pela UFRJ, e de Pós-Doutor em Filosofia da Renascença pela Universidade de Colônia, na Alemanha. É pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Colégio do Brasil. Foi professor-visitante da Fiocruz, das universidades de Roma II, Tor Vergata, de Craiova, na Romênia, de Concepción no Chile. Seus livros foram traduzidos para o árabe, romeno, italiano, inglês, francês, alemão, espanhol, persa, russo, turco, polonês, hindi, sueco, húngaro, urdu, bangla e latim. Leituras Dramatizadas: Ana Maria Machado ( Rio de Janeiro, 1941). Estudou no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e no MoMa de Nova York, tendo participado de salões e exposições individuais e coletivas no país e no exterior, enquanto fazia o curso de Letras. Formou-se em Letras Neolatinas, em 1964, na então Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, e fez estudos de pós-graduação na UFRJ. Deu aulas na Faculdade de Letras na UFRJ (Literatura Brasileira e Teoria Literária) e na Escola de Comunicação da UFRJ, bem com o na PUC-Rio (Literatura Brasileira). Além de ensinar nos colégios Santo Inácio e Princesa Isabel, no Rio, e no Curso Alfa de preparação para o Instituto Rio Branco, também lecionou em Paris, na Sorbonne (Língua Portuguesa) e na Universidade de Berkeley, Califórnia – onde já havia sido escritora residente. No final de 1969, partiu para o exílio na Europa. Trabalhou como jornalista na revista Elle em Paris e no Serviço Brasileiro da BBC de Londres, além de se tornar professora de Língua Portuguesa na Sorbonne. Nesse período, participou de um seleto grupo de estudantes na École Pratique des Hautes Études cujo mestre era Roland Barthes, e terminou sua tese de doutorado em Lingüística e Semiologia sob a sua orientação, em Paris. A tese resultou no livro Recado do Nome, sobre a obra de Guimarães Rosa. Como jornalista, trabalhou no Correio da Manhã, no Jornal do Brasil, no O Globo, e colaborou com as revistas Realidade, IstoÉ e Veja e com os semanários O Pasquim, Opinião e Movimento. Durante sete anos, chefiou o jornalismo do Sistema Jornal do Brasil de Rádio. Criou e dirigiu por 18 anos, com duas sócias, a primeira livraria do país, especializada em livros infantis, a Malasartes. Também foi editora, uma das sócias da Quinteto Editorial. Há 25 anos vem exercendo intensa atividade na promoção da leitura e fomento do livro, tendo dado consultorias, seminários da UNESCO em diferentes países e sido vice-presidente do IBBY (International Board on Books for Young People). Recebeu vários prêmios no país e no exterior. A PROGRAMAÇÃO DE TODAS AS ATIVIDADES SERÁ ELABORADA E OS GRUPOS ARTÍSTICOS SELECIONADOS PELO CONSELHO DE ACADÊMICOS.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.