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Visando dar sequência ao projeto aprovado na Lei Rouanet em 2018, Pronac nº 180131, e realizado em 2019, a proposta é a realização de ações educativo-culturais no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com atendimento gratuito ao público. As atividades oferecidas são diversificadas e abrangem contação de histórias, visitas teatralizadas, atendimentos agendados e espontâneos, atividades práticas, entre outras, a serem realizadas nas áreas abertas à visitação do Jardim Botânico.
Não se aplica.
Objetivo geral: Oferecer ao público do Jardim Botânico do Rio de Janeiro - JBRJ conteúdos referentes à relação homem-natureza por meio de ações pautadas pela história, paisagem natural (coleção viva do Jardim Botânico) e seus atributos culturais, construindo pontes entre as temáticas abordadas e o público visitante. Objetivos específicos: a) Realizar 250 atividades anuais no Laboratório Didático; b) Realizar 5.000 visitas mediadas agendada e espontânea ao ano; c) Fazer 150 trajetos para o púbico agendado e espontâneo ao ano; d) Realizar 300 atividades práticas anuais; e) Realizar 150 contação de histórias ao ano; f) Promover 50 mediações de livros ao ano; g) Realizar 5 visitas teatralizadas ao ano; h) Promover 5 Ações Pontuais ao ano.
O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro - JBRJ é um dos principais pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro e recebe diariamente um público muito diverso, entre professores, estudantes, famílias e turistas de várias partes do país e do mundo. Tem como missão "Promover, realizar e difundir pesquisas científicas, com ênfase na flora, visando à conservação e à valoração da biodiversidade, bem como realizar atividades que promovam a integração da ciência, educação, cultura e natureza". Neste sentido o projeto visa ampliar, despertar e estimular a curiosidade, o interesse e o senso crítico do público, além de viabilizar a formação de plateia, possibilitando o acesso à cultura como forma de inclusão, integração social e democratização da informação. Todas as atividades são elaboradas visando atingir o público, de maneira que não seja necessário um conhecimento prévio dos assuntos abordados, alcançando assim, os diversos públicos visitantes do JBRJ. As atividades oferecidas são voltadas para o desenvolvimento social, econômico e cultural e funciona como um instrumento propagador de informação e de inclusão. Cidadania e Meio Ambiente, como principal tema a ser abordado, estará ancorado nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável _ ODS. O projeto contará com uma equipe multidisciplinar que desenvolverá ações voltadas para a valorização da experiência, do diálogo e da investigação, promovendo intercâmbios entre as diversas linguagens e a programação vigente no Museu do Meio Ambiente. Quanto ao enquadramento do projeto: O projeto enquadra-se no Art. 1º, da Lei 8313/91, Inciso I, "contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", e Inciso VIII, " estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Na Instrução Normativa nº2, de 23 de abril de 2019, anexo IV, o projeto enquadra-se na alínea h, "ação educativo-cultural, inclusive seminários, congressos, palestras", do Art. 18, § 3º, da Lei nº 8.313 de 1991, por ter como produto um ação educativa em Museus (memória) como informado no campo Síntese do Projeto. Quanto aos objetivos alcançados: Para cumprimento das finalidades a cima mencionadas, o projeto atende, do Artigo 3º da Lei 8313/91, o objetivo do alínea "c" do inciso V, "ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura."
No Estatuto da Associação de Amigos do Jatdim Botânico do Rio de Janeiro. documento anexado no sistema, tem em seu Art; 1º, §3, inciso II, o objetivo de " apoiar as atividades científicas, culturais, históricas e preservacionista do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, compreendendo, sem a isto se limitar, seminários, mesas redondas, debates, cursos, reuniões, ciclos de palestras, conferências, exposições, programas artísticos, lançamentos de livros, projetos de pesquisas, edição de publicações de publicações científicas, técnicas, ecológicas e ambientais, produção de materiais gráficos e audiovisuais, intercâmbio com entidades congêneres". Tal objetivo descrito justifica o enquadramento do CNPJ como "Atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte (9 4.93-6-00)".
CARGA HORÁRIA Doze meses de atividades de acordo com o horário de funcionamento do Museu. Segundas-feiras: das 12h às 17h De terça a domingo: das 8h às 17h ATIVIDADES: A realização das ações educativo-culturais se dará por meio de atividades lúdicas abordando a temática Cidadania e Meio Ambiente a partir dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS. · Laboratório Didático É um espaço de acolhimento no Museu com propostas educativas que ficam à livre interação do visitante. A proposta do laboratório é ser acessível a todos os públicos, fornecendo materiais e suportes táteis, corporais, em braile e vídeos em Libras. Algumas das atividades desenvolvidas são: - Construção Cidade Sustentável: No centro do espaço (Sala laboratório Didático), uma mesa/bancada, com jogo de cartas para pensar uma cidade sustentável com os 17 ODS (objetivos do desenvolvimento sustentável). Essa área é suficiente para os estudantes ficarem em volta, todos juntos discutirem sobre o referido tema. - O “Jogo dos 17 Acertos” (interativo e virtual): Fundo gráfico, títulos dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, através de imagens que são positivas e outras que não colaboram para um ambiente sustentável. Dois computadores acoplados em totens de madeira com as imagens sendo reproduzidas por dois retroprojetores possibilitando a participação colaborativa dos participantes nessa etapa. · Atendimento - Visitas Mediadas Agendada e Espontânea As visitas mediadas ocorrerão no Museu do Meio Ambiente e têm por objetivo otimizar a percepção do visitante com relação ao conteúdo exposto no Museu estimulando a reflexão e a troca de experiência entre os visitantes. · Trajetos – Para púbico agendado e espontâneo Os trajetos têm por objetivo visitas mediadas no Arboreto do Jardim Botânico, abordando temáticas diferentes e privilegiando a relação entre o patrimônio natural, cultural, material e imaterial presentes na história da Instituição. · Atividades Práticas A atividade prática é fundamental para aproximar o público tanto do conteúdo abordado, quanto para desenvolver reflexões. As propostas possuem maior duração e maior acompanhamento do educador, apostam na pedagogia do brincar e na experimentação através de suportes e objetos de mediação. A vivência somada ao fazer artístico fica mais divertida. · Contação de Histórias Nesta atividade usa-se o faz de conta para sensibilizar, aproximar e dar um novo olhar ao visitante sobre o conteúdo abordado. A escolha das histórias parte de um tema, conteúdo, peça ou contexto histórico e são trabalhados pela curadoria. Os educadores podem se utilizar de bonecos, objetos e músicas para apresentar suas histórias. · Mediação de Livro Leitura compartilhada para crianças, adultos e família descobrirem nos livros não só palavras, mas também suas formas, imagens e cores. Esta ação educativa tem o livro como objeto de mediação entre o conteúdo e o visitante. · Visita Teatralizada Educadores atores tornam-se personagens que promovem uma visita teatralizada ao Museu do Meio Ambiente e ao Arboreto. Personagens imigrantes carregam malas e histórias que encantam e nos contam muitas histórias. Ação com trabalho de direção, figurino e música. · Ações Pontuais As Ações Pontuais são propostas educativas que não estão na grade fixa do projeto, mas entram na programação em datas específicas e pré-determinadas, como efemérides e datas comemorativas do Jardim Botânico. Como produto acessório, a produção realizará a Formação de Plateia, com a realização de palestra sobre a importância do educativo em museus, além da conscientização para importância da arte e cultura. MATERIAL DIDÁTICO Livros, Material de apoio pedagógico – Referência para pesquisa da equipe, livros de panos para os pequenos, catálogos e Jogos temáticos - os jogos são fundamentais para o atendimento do público com necessidades especiais e crianças menores, de três a seis anos. Tapetes, jogos de sensações, quebra-cabeças, Brinquedos Educativos, Material de consumo - Material para execução dos laboratórios de arte e de corpo. Cola, tesoura, pincéis, papéis, tintas, tecidos, argila são apenas uma pequena amostra do material que será utilizado. METODOLOGIAS DE ENSINO Nossa proposta está dividida em dois eixos teóricos, os teóricos que pensam educação formal e os estudos focados na arte-educação. O primeiro eixo abordará pensadores influentes na área de educação de uma maneira geral. O segundo eixo investiga o pensamento de teóricos que se debruçaram sobre a educação realizada dentro de museus e espaços de arte, para se pensar os limites e possibilidades para aprimoramento do trabalho desenvolvido até então. 1. Educação 1.1. Paulo Freire O pernambucano Paulo Freire foi educador e pedagogo e desenvolveu um método educacional em que o público/aluno é o protagonista, o Aprendizado Conjunto. Freire criticava a ideia de que ensinar é transmitir saber. Para ele, o trabalho do professor era o de possibilitar a criação ou a produção de conhecimento. 1.1.1 Aprendizado conjunto Segundo o pensador pernambucano, o profissional de educação deve levar os estudantes a conhecer conteúdos criticamente, questionando as verdades absolutas. Freire dizia que ninguém ensina nada a ninguém, mas as pessoas também não aprendem sozinhas: "Os homens se educam entre si mediados pelo mundo". Isso implica um princípio fundamental para Freire: o de que o aluno, alfabetizado ou não, chega à escola levando uma cultura que não é melhor nem pior do que a do professor, do livro ou do currículo mínimo. Na sala de aula, os dois lados aprenderão juntos, um com o outro - e para isso é necessário que as relações sejam afetivas e democráticas, garantindo a todos a possibilidade de se expressar. "Uma das grandes inovações da pedagogia freireana é considerar que o sujeito da criação cultural não é individual, mas coletivo". Partindo da proposta de mediação de Freire, que considera importante a cultura do aluno para a apreensão do conteúdo e construção do conhecimento, trabalhamos com os seguintes pilares: 1. Investigação das particularidades locais e dificuldades de cada público conforme seu modo de vida e vocabulário; 2. Análise da significação dos referenciais dos visitantes para instigar a curiosidade e o aprendizado por meio do conhecimento desse destinatário, ou seja, utilizar como ferramenta seus conhecimentos prévios, respeitando os conhecimentos adquiridos em suas condições e modos de vida. 3. Estimular a curiosidade do público sobre o mundo para buscar torná-lo consciente. 1.2. Reuven Feuerstein O romeno Reuven Feuerstein, professor e psicólogo, se ocupa dos métodos de aprendizado com autonomia, ou seja, seu objetivo é que o estudante aprenda a aprender. Em Israel, desenvolveu pesquisas e formas multiplicadoras para a Experiência de Aprendizagem Mediada. 1.2.1. Experiência de Aprendizagem Mediada. Segundo Feuerstein, o mediador deve enxergar além da transmissão de conhecimentos. Seu foco está nos processos acionados pelo pensamento dos alunos no momento de abordagem dos conteúdos. Para ele, os conteúdos são meios para o desenvolvimento cognitivo e não como fins em si mesmos. A partir de tais afirmações fortalece-se o papel do educador na atual sociedade da informacional. Afinal, por mais informações que se produza e por mais que haja facilidade de acesso, sem mediadores para a significação desses dados, os conhecimentos correm o risco de serem efêmeros e descartáveis. 1. Portanto, propõe-se como problema de pesquisa: de que modo educadores poderiam atuar visando o desenvolvimento do potencial cognitivo de seus mediados? 2. Como os usos da tecnologia, como celulares e tablets, podem ser direcionados a favor do mediador ou mais, 3. Como lidar com o novo ritmo imposto por essas tecnologias, que faz com que o público queira as informações de maneira rápida, quase instantânea. O nosso trabalho é resgatar a vontade de parar, olhar e fruir, experimentar a obra de arte, o prédio ou a atividade que está sendo proposta. 1.3. Jorge Larrosa Bondía O professor espanhol é um Filósofo da Educação que leciona, atualmente, na Universidade de Barcelona. A cidade costeira da região da Catalunha é berço de um pensamento questionador de desigualdades, que fundamenta uma corrente crítica da desigualdade desde a Guerra Civil Espanhola. O espanhol traz esse pensamento para a Educação na sua Desigualdade na Educação, no que tange à formação dos profissionais e recupera a experiência dos profissionais (mediadores, professores, tutores, monitores) frente à autoridade dos especialistas, que reivindicam um conhecimento e linguagem técnicos supostamente superiores à empiria do cotidiano da Educação. 1.3.1. Desigualdade na Educação Larrosa põe em cheque alguns pressupostos da sociedade atual que em muito contribuem para a formação do mediador e sua prática com o público. Seu pensamento dialoga com a corrente existencialista e a corrente estética da Educação. O filósofo ocupa-se mais do presente que do futuro. Sua proposta é pensar a educação como fim em si mesmo, não como um meio para atingir algum objetivo – seja a construção de uma nação ou mundo melhor. Para ele, nossa sociedade valoriza mais as ferramentas do que os usos, fundamentando sua proposta nos seguintes tópicos: 1. Experiência: é a vivência de uma aprendizagem que traz uma narrativa, uma história, uma apreensão. Ou seja, é o singular e concreto em que indivíduos tornam-se sujeitos. Valorizar a experiência é dar o tempo dessa vivência e entender que “informação” e “opinião” fazem parte do viver e não são uma prerrogativa para se viver. 2. Sentido: a construção dos sentidos se faz na experiência, que significa as palavras e afeta o sujeito no seu conhecimento. A proposta dessacraliza os destinos, as utopias e as essências que são dados fora a experiência singular e concreta. 3. Reflexão: é o reconhecimento da narrativa pessoal. Uma forma proporcionar essa autocrítica está no ensaio, um gênero da escrita que mescla o relato com a produção de conhecimento. Nesse caso, é o relato da experiência de aprendizagem, sem a prerrogativa de se fundamentar em alguma teoria. “Se o par ciência/técnica remete a uma perspectiva positivista e reificadora, o par teoria/prática remete sobretudo a uma perspectiva política e crítica. De fato, somente nesta última perspectiva tem sentido a palavra "reflexão" e expressões como "reflexão crítica", "reflexão sobre a prática ou na prática", "reflexão emancipadora", etc.” 1.4. Edgar Morin Edgar Morin é um influente pensador da sociologia e filosófica da Educação. Seu pensamento insere a Educação no processo de globalização/mundialização. Para ele, torna-se necessário promover a circulação de saberes que nos motivem a romper com a fragmentação do conhecimento que nosso modo de viver ocasiona. Para tanto, Morin defende o pensamento complexo, ecológico, capaz de relacionar, contextualizar e religar diferentes saberes ou dimensões da vida para a Educação no Futuro. 1.4.1. A Educação do Futuro Na concepção do pensador, a humanidade precisa de mentes mais abertas, escutas mais sensíveis, pessoas responsáveis e comprometidas com a transformação de si e do mundo. Em sua publicação mais conhecida, Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, Edgar Morin destaca que se privilegie a construção de um conhecimento de natureza transdisciplinar. Acrescenta-se que novas práticas pedagógicas se fazem necessárias para uma educação transformadora, salientando que esta é a condição fundamental para a construção de um futuro viável para as gerações presentes e futuras. Para essa construção faz-se necessário: 1. Reconhecer as cegueiras do conhecimento 2. Fundamentar-se em princípios para um conhecimento pertinente 3. Ensinar a condição humana 4. Ensinar a identidade terrena 5. Enfrentar as incertezas 6. Ensinar a compreensão 7. Promover a ética do gênero humano Fazendo correlação com o trabalho desenvolvido pelo Programa Educativo e o pensamento de Edgar Morin, buscamos promover a integração dos saberes através das diversas linguagens presentes na equipe de educadores. “A supremacia do conhecimento fragmentado de acordo com as disciplinas impede frequentemente que se opere o vínculo entre as partes e a totalidade e deve ser substituída por um modo de conhecimento capaz de apreender os objetos em seu contexto, sua complexidade, seu conjunto.” 2. Arte-Educação 2.1. Ana Mae Barbosa Ana Mae é carioca criada em Pernambuco e iniciou sua carreira acadêmica graduando-se em Direito para depois iniciar sua formação e Arte-Educação. Foi a primeira doutora em Arte-Educação no Brasil. Sua proposta para Arte-Educação, Abordagem Triangular, foi desenvolvida na década de 80. 2.1.1 Abordagem triangular Na década de 80, a educadora Ana Mae Barbosa apresentou uma proposta para o ensino formal da arte no Brasil que tornou-se também base para os educativos em museus e instituições culturais. Em seu livro, “Imagem no Ensino da Arte”, Ana Mae afirma que: “um currículo interligando ao fazer artístico, a história da arte e a análise da obra de arte, estaria se organizando de maneira que a criança, suas necessidades, seus interesses e seu desenvolvimento estariam sendo respeitados e, ao mesmo tempo, estaria sendo respeitada a matéria a ser aprendida, seus valores, suas estruturas e sua contribuição especifica para a cultura”. Desta forma, ela fundamenta a Abordagem Triangular para o ensino da arte, construída pelos seguintes estágios: 1. História da arte: trabalho de referências e contextualização 2. Leitura de Imagem e objetos da cultura material: entendimento da obra observada 3. Produção artística: valorizando o “fazer” como experiência para reflexão e aprendizado Ana Mae destaca que não há prioridade entre estes estágios, mas defende que no processo educativo em arte, o educador tangencie estas três instâncias. 2.2. Abigail Housen Abigail Housen é co-fundadora do Visual Understanding in Education e coautora do currículo Visual ThinkingStrategies, um método para facilitar as discussões de arte. Housen há trinta anos desenvolve pesquisas na área estética, recebendo da Universidade de Harvard, em 1983, o título de Doutora do Programa de Desenvolvimento Humano, com ênfase em Desenvolvimento Estético. Sua premiada teoria é conhecida como Níveis de Desenvolvimento Estético. 2.2.1. Níveis de Desenvolvimento Estético Método desenvolvido a partir dos resultados de pesquisa que pretendeu estabelecer níveis de desenvolvimento estético. A pesquisa foi desenvolvida pela Dra. Abigail Housen com o público do Museu de Belas Artes de Boston 1983 e abrangeu diferentes faixas etárias e diferentes níveis de envolvimento com a arte. Esta pesquisa partiu da ideia de que também passamos por um processo de desenvolvimento de fruição de imagens. A partir de suas análises, a autora pode constatar que existem 5 níveis diferentes que independem da idade e se relacionam mais com a quantidade de imagens observadas e com a qualidade da observação. 1. Nível Narrativo: O Indivíduo descreve o que vê, utilizando seus sentidos e associações pessoais. Seus juízos se baseiam no que conhecem e no que gosta. 2. Nível Construtivo: O indivíduo cria uma estrutura para observar uma obra de arte, usando as suas próprias percepções, o conhecimento do mundo natural, os valores morais, sociais e as visões convencionais do mundo. 3. Nível Classificatório: O Indivíduo adota uma postura crítica e analítica do historiador de arte. Classifica a obra de acordo com o lugar, estilo, escola, tempo, origem. Uma vez separada em categorias, o indivíduo explica e racionaliza o significado e a mensagem da obra. 4. Nível Interpretativo: O espectador procura criar algum tipo de relação pessoal com a obra, permitindo que interpretações seja, lentamente reveladas. Sentimentos e intuições precedem a percepção crítica à medida que o indivíduo permite que os símbolos e significados da obra se manifestem. 5. Nível Recriativo: Conhecer uma obra há muito tempo uma obra possibilita combinar uma contemplação pessoal com uma que abarca preocupações universais. Uma obra familiar é como um velho amigo, imediatamente conhecido, mas ainda cheio de surpresas, que necessita atenção diária e plena. 2.3. Robert William Ott O estadunidense Robert W. Ott foi professor do Departamento de Artes da Universidade da Pensilvânia e influente pesquisador de arte-educação. Sua acurada teoria de leitura de imagem (ImageWatching) vem de pesquisas empíricas que sustentam sua tese até hoje. Segundo Robert William Ott, o papel do mediador é instigar os visitantes a exteriorizarem suas percepções. 2.3.1. Image Watching Segundo Robert William Ott, o papel do mediador é instigar os visitantes a exteriorizarem suas percepções. “Os visitantes precisam verbalizar essas percepções e partilhá-las com outros. Fazendo isso eles confirmam suas percepções pessoais e muitas vezes ampliam-nas com a colaboração de participantes. O educador nessa atividade é um catalisador e não deve fazer uma palestra ou direcioná-los formalmente.” Robert Ott também aponta algumas dimensões que estão presentes no processo de mediação: 1. Descrevendo: A descrição se atém à forma, cor, textura, cheiro, material, ou seja, a questões formais. 2. Analisando: A análise fornece dados a partir da percepção do leitor. 3. Interpretando: A interpretação envolve as respostas pessoais, momento em que se revela o repertório do leitor, sua bagagem. 4. Fundamentando: A fundamentação acrescenta à leitura um conhecimento adicional disponível, como por exemplo, do campo da História da Arte. 5. Revelando: a revelação propõe uma forma artística ou uma transformação, sendo que o fruidor cria uma nova obra levando em consideração o que foi debatido, relacionado, comparado e concluído. “O ensino de arte em museus constitui um componente essencial para a arte-educação: a descoberta de que arte é conhecimento. A arte pode assumir diversos significados em suas várias dimensões, mas como conhecimento proporciona meios para compreensão do pensamento e das expressões de uma cultura.”
I - Acessibilidade física: - O Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro disponibiliza elevador acessível para acesso às áreas de exposição e salas de atividades e tem banheiros adaptados à cadeirantes. Além disso, o Museu está em processo de instalação do piso e mapa tátil, previsto para ser concluído até dezembro de 2019. - O Jardim Botânico do Rio de Janeiro – JBRJ, em cumprimento à Lei no 10.098, de 19 de dezembro de 2000, oferece vagas para Portadores de Necessidades Especiais – PNE. - Durante a realização das atividades PNEs e idosos serão posicionados em locais adequados para que possam participar do evento com a mesma qualidade que a média do público. II – Acessibilidade de conteúdo: - Deficiente visual: Materiais táteis serão utilizados a partir de conteúdo do museu, que retirem a visão do lugar de sentido “principal”, e ficarão à disposição na Sala Aberta. - Deficiente auditivo: Visitas mediadas em Libras serão oferecidas aos visitantes surdos. A visita teatralizada poderá ser atuada totalmente na Língua Brasileira de Sinais.
As ações ofertadas no projeto são totalmente gratuitas e acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, deficiência auditivo e visual. O público alvo doprojeto são os visitantes em geral do Jardim Botânico, entre eles estão professores e alunos de escolas públicas e privadas, famílias, turistas nacionais e internacionais. Desta forma, o projeto adota os incisos V e VII, do Art. 21, da IN nº2/2019 do Ministério da Cidadania.
Supervisão Geral de Conteúdo: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Coordenação Administrativa: Associação dos Amigos do Jardim Botânico. Coordenação e Execução das Ações Educativas: Davar Produções Culturais. CURRÍCULOS: Coordenação Administrativa: Associação dos Amigos do Jardim Botânico A Associação de Amigos do Jardim Botânico tem longa tradição na gestão de projetos em parceria com o JBRJ, estabelecendo uma divisão de atribuições, em que se responsabiliza pela proponência e acompanhamento financeiro/orçamentário dos projetos. A conclusão bem sucedida dos projetos lhe confere aval para a gestão de novos e vultuosos projetos. Destacam-se ao longo dos últimos dez anos o gerenciamento dos seguintes projetos: - Preservação Ambiental do Rio dos Macacos, do Aqueduto e Manutenção do Arboreto do Jardim Botânico do RJ Patrocinador: PETROBRAS / Valor do Projeto: R$ 3.513.875,14 / Período: 2005 a 2009 - Conservação do Arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro Patrocinador: VALE SA / Valor do Projeto: R$4.755.192,61 / Período: 2009 a 2013 - Programa de Mobilidade e Acessibilidade para o JBRJ Patrocinador: SOCIEDADE MICHELIN DE PARTICIPAÇÕES INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. / Valor do Projeto: R$930.000,00 / Período: 2014 a 2016 - Restauração Memorial Mestre Valentim e Esculturas Patrocinador: HOPE RECURSOS HUMANOS através da Lei do ISS Valor do Projeto: R$ 250.000,00 / Período: 2014/2015 - 1 ano - Publicação do livro Guia das Flores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Patrocinadores: Construtora Elos Engenharia / Porto Fino Empreendimentos, Manutenção e Serviços / Itaú Cultural e diversos associados pessoas físicas, através da Lei Rouanet Valor do Projeto: R$ 300.009,94 / Período: 2016 - 6 meses - Capacitação profissional em Arborização e Jardinagem Patrocinador: STIHL FERRAMENTAS MOTORIZADAS LTDA. Valor do Projeto: R$364.875,40 / Período: 2014 a 2017 - Melhoria e manutenção das coleções de plantas e jardins temáticos do Cactário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro Patrocinador: BRASIL KIRIN INDÚSTRIA DE BEBIDAS S/A Valor do Projeto: R$1.016.062,56 / Período: 2014 a 2017 - Recuperação, manutenção e incremento da área do Canteiro de Restinga do JBRJ Patrocinador: Família Aranha / Valor do Projeto: R$180.000,00 / Período: 2016/2017 Coordenação e Execução das Ações Educativas: Davar Produções Culturais Programa Educativo - Museu Judaico São Paulo - Período: 01 de setembro de 2016 a 31 de março de 2017 O Museu Judaico de São Paulo é o primeiro museu sobre história judaica de São Paulo, é uma entidade que visa difundir conhecimento a respeito do judaísmo e o que é ser judeu. Visita mediada com objetivo de aproximar o conteúdo do museu ao conteúdo do visitante. Conversa aberta à troca de experiências, para estimular pensamentos e reflexões. Exposição Inovanças - Criações à Brasileira - Período: 25 de abril de 2017 a 22 de outubro de 2017 A exposição Inovanças – Criações à Brasileira, realizada no Museu do Amanhã, apresenta o espírito criativo do brasileiro com inovações tecnológicas das mais distintas naturezas que transformam vidas. Monitoria educativa, acolhimento do público; orientação e informação para o visitante; controle de fluxo e do espaço expositivo Choro da Gamboa - Museu de Arte do Rio - Período: 21 a 22 de julho de 2017 O Museu de Arte do Rio (MAR) recebe o festival 'Choro da Gamboa', pelo terceiro ano consecutivo, reunindo no mesmo palco a tradição e a vanguarda do choro brasileiro. Com curadoria de Yamandú Costa e apresentação de Pedro Miranda. Oficina de acessibilidade com a ‘Música para surdos’. Os participantes exploram e se integram com o ambiente musical através do contato e do manuseio de instrumentos clássicos do estilo. Exposição Holocausto - Trevas e Luz - Período: 26 de julho a 15 de outubro de 2017 A exposição Holocausto - Trevas e Luz, realizada pelo Museu do Amanhã em parceria com o Museu do Holocausto de Curitiba, busca reflexões sobre nossa coexistência hoje e amanhã. Acolhimento do público; orientação e informação para o visitante; controle de fluxo e do espaço expositivo. XVIII Bienal Internacional do Livro - Rio - Período: 31 de agosto a 10 de setembro de 2017 Por conta do incêndio ocorrido em dezembro de 2015, o Museu da Língua Portuguesa está em obras para a sua reconstrução, mas teve um espaço dedicado para o seu acervo e para reflexões para o uso da palavra escrita e falada. Pesquisa e elaboração das atividades educativas oferecidas no estande; concepção da cenografia e do material interativo; criação de um vídeo em Libras de parte do acervo exposto; e contratação e formação da equipe educativa responsável pelo atendimento do público escolar e espontâneo.
PROJETO ARQUIVADO.