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Realização de uma edição do evento Festejo Tambor Mineiro. Trata-se de um festival de percussão, num evento de rua, gratuito, realizado desde 2002. Idealizado pelo percussionista e congadeiro Mauricio Tizumba, o Festejo visa por meio da confraternização, valorizar e divulgar a cultura afro-mineira, sobretudo o Congado de Minas Gerais. Como contrapartida social, o projeto vai promover uma roda de conversa, voltada para alunos de escolas públicas previamente agendados, visando conscientização para a importância da arte e da cultura, especialmente da cultura popular.
Não é o caso.
Objetivo geral:- Realização de uma edição virtual do Festejo do Tambor Mineiro, projeto idealizado pelo artista mineiro Mauricio Tizumba. Trata-se de um evento de rua, gratuito e realizado desde 2002, integrando o calendário oficial de Belo Horizonte. Pretende-se, por meio da confraternização, contribuir na valorização e divulgação da cultura afro-mineira, sobretudo o Congado de Minas Gerais. Específicos:- Realização de uma edição virtual do Festejo do Tambor Mineiro que contará com:- Um roda de conversa/workshop online, ministrado por congadeiros e/ou pesquisadores do tema, sobre as aspectos específicos do congado mineiro e diáspora africana em Minas Gerais. Espera-se a presença de professores, alunos e interessados no congado e cultura popular;- A exibição de um vídeo inédito, a ser produzido pelo projeto, reunindo pelo menos cinco mestres reconhecidos da tradição congadeira de Belo Horizonte que irão falar sobre a cultura dos congados e como esses saberes tradicionais se aplicam no atual contexto de pandemia do coronavírus. Tanto nas falas dos mestres quanto nas imagens de cobertura (cenas de diversas guardas em festejos anteriores - imagens de arquivo do projeto), o vídeo irá trazer os toques e as cores dos congados da capital mineira. O roteiro seguirá em seu passo a passo a ritualística dos festejos congadeiros e será apresentado pelo artista Mauricio Tizumba, idealizador do Festejo;- Uma apresentação musical de percussão envolvendo artista ligado à cultura popular com transmissão ao vivo pela internet;- Uma campanha de doação de recursos/alimentos para as guardas de Congado de Belo Horizonte e arredores;- A publicação de um site com conteúdos diversos sobre o universo do congado. A partir de entrevistas com mestres congadeiros, o site vai abrigar uma espécie de dicionário com explicações sobre termos, origem, santos, instrumentos, fardas etc. Será também empreendida uma pesquisa para levantamento de artigos, teses, monografias e livros sobre a cultura afro, sobretudo do congado e o material também será disponibilizado. O projeto vai também, a partir de uma pesquisa nos arquivos do projeto, abrigar vídeos, fotos e histórico do projeto. O objetivo dessas ações é contribuir com a disponibilização de informações, para a disseminação e o reconhecimento da cultura congadeira.
Em primeiro lugar, a inscrição deste projeto no Ministério da Cidadania, via Lei de Incentivo, se deu em função de uma possibilidade de captação do projeto, via esse mecanismo. Acreditamos ainda que a Lei Federal de Incencito à Cultura é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada para realização de projetos culturais. Em um estado fundado em princípios escravocratas e patriarcais como foi o mineiro, não é de se surpreender que a cultura negra que aqui floresceu _ e foi um dos principais baluartes de construção de nossa identidade cultural _ ainda seja obscurecida pelo manto da invisibilidade, do não-reconhecimento e do preconceito. Há mais de uma década, o Festejo do Tambor Mineiro vai de encontro a essa realidade. Considerado um dos principais e mais longevos projetos de valorização, preservação e difusão da cultura afro-mineira, o Festejo apresentou a um grande público a cultura congadeira da periferia de Belo Horizonte e do interior de Minas. O festejo permanece com o objetivo de apresentar aos mineiros e belohorizontinos o que existe de mais tradicional em seus mitos e ritos fundantes. Ao propor o encontro de guardas de congado com grupos percussivos e artistas, o evento ainda mostra como pode ser profícuo o diálogo entre tradição e contemporaneidade. A cada edição, a festa reúne diversas pessoas em torno da cultura congadeira. Assim, consideramos que a finalidade do projeto está em consonância com o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e se enquadra, especialmente nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Considerando que a principal finalidade do projeto é viabilizar um festival com apresentações culturais, o mesmo se enquadra no seguinte inciso do Art. 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; Com trata-se de um projeto feito na rua, gratuito e aberto a toda população, o projeto também se enquadra no seguinte inciso do Art. 1º da Lei 8313/91: IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
O proponente será remunerado pelas rubricas COORDENACAO GERAL, COORDENAÇÃO TÉCNICA e COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO. Toda a documentação necessária referente a alvará e licenças para evento na rua, bem como Projeto Contra Incêndio e Pânico e documentação para fechamento da rua, serão providenciados logo que o projeto iniciar sua execução.
10 E-flyers01 VT de 30'01 vídeo de aproximadamente 40min com mestres congadeiros01 site
Todas as atividades virtuais, a saber, o vídeo com os mestres congadeiros, workshop e apresentação musical contarão com intérprete de libras.
Serão ações de democratização do projeto: - Disponibilização, na internet, de registros audiovisuais do projeto, conforme inciso III, do Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania; - Permissão para captação de imagens e autorização de veiculação para redes públicas de televisão, conforme inciso IV, do Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania.
PROPONENTE: COORDENAÇÃO GERAL, COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO, COORDENAÇÃO TÉCNICA e GESTÃO FINANCEIRA - Elias Gibran de Valadares Cunha (Napele Produções) Gestor e produtor cultural criou, em 2005, a produtora Napele Produções Artísticas que desenvolve e realiza gestão e produção de projetos nas áreas de música, dança, teatro, artes visuais, circo e literatura. Desde 2005, é coordenador do projeto Festejo do Tambor Mineiro, que visa, por meio de atividades de confraternização, valorizar e divulgar a cultura afro-mineira, sobretudo o Congado de Minas Gerais. Foi responsávelo pela gestão e produção executiva de projetos como a Mostra Benjamin de Oliveira; Canjerê - Festival de Cultura Quilombola; Conexão Vivo; Palco Hip Hop; Besouro, Cordão de Ouro; O Negro, a Flor e o Rosário; A Zeropéia; Opereta – O Homem que sabia português; Mil Tambores; Contos de Areia - Um canto à Clara Nunes; Cortejo de Liberdade à Zumbi; Fica Vivo! na Cidade; TIM Mov Perc, Percursos do Sagrado, dentre vários outros. Atuou também como gestor e produtor executivo da confecção e consequente lançamento dos CDs Horizonte (2010), do músico, radialista e crítico musical mineiro Bob Tostes, Alma Grande Ao Vivo (2010) e Serafim (2011), Odé (2015) ambos do cantor e compositor Sérgio Pererê e CD Tambor Mineiro (2006), de Maurício Tizumba com o Grupo Tambor Mineiro; além do DVD do grupo Bantuquerê (2008). Publicou diversos artigos como “A luta deita no cimento: a Praia da Estação e sua relação com o Poder Público”, em Políticas Culturais em Revista, v. 9, p. 74-109, 2017; “Por uma política de continuidade: análise da implementação do Centro de Referência em Diretos Humanos Pauline Reichstul, em Sobre gestão e política pública. 1ed.Belo Horizonte: EdUEMG, 2016, v. , p. 213-234. ** O Proponente será remunerado através das rubricas de Coordenação Geral, Coordenação Técnica, Coordenação de Produção e Gestão Financeira. EQUIPE PRINCIPAL CURADOR E DIRETOR ARTÍSTICO - Mauricio Lino Moreira (Mauricio Tizumba) Ator, compositor, cantor, multiinstrumentista, diretor musical e capitão de congado, Mauricio Tizumba estabeleceu em sua trajetória artistísca – que começou quando ainda era criança, na extinta TV Itacolomi – diálogo entre diversas linguagens e entre a arte e as manifestações populares tradicionais da cultura afro-brasileira e afro-mineira. Formado pelo Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais e transitando pelo cinema, pela TV e pelo teatro, atuou em 28 espetáculos, sendo 25 musicais, entre eles, a trilogia de João das Neves: “Bituca”, com músicas de Milton Nascimento, e “Besouro Cordão de Ouro” e “Galanga Chico Rei”, com músicas de Paulo César Pinheiro (a experiência deste último se desdobrou em álbum homônimo, o sexto da carreira, criado em parceria com Sérgio Santos). Ainda no teatro, participou da criação da Cia. Burlantins, em 1996, quando iniciou seus trabalhos junto a Tim Rescala, encontro que se desdobrou nos musicais “Pianissimo”, “A Sombra do Sucesso” e “A Turma do Pererê” e na opereta “O Homem que Sabia Português”. Pela atuação como o jumento do infantil “Os Saltimbancos” foi agraciado com o Prêmio Zilka Salaberry em 2010. É também idealizador da Mostra Benjamin de Oliveira e do Espaço Cultural Tambor Mineiro. Já excursionou por Estados Unidos, Canadá e Europa, sendo um dos representantes de Minas Gerais no “Ano do Brasil na França”. Com o seu grupo de tambor mineiro participou do New Orleans Jazz Festival e por quatro edições do Landesmusikakademie Berlim. COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO E DESIGN - Mariana Misk Moysés (Oeste Design) É sócia-diretora da empresa Oeste Design. Desde 2002, é professora de Design Gráfico da Escola de Design da Universidade Estadual de Minas Gerais. Participou da criação gráfica dos projetos Coleção Circo-Teatro, projeto da Secretaria de Estado da Cultura viabilizado pelo Prêmio Cena Minas, da Revista Marimbondo, revista de arte e cultura da cidade de Belo Horizonte, e do catálogo Casa de Juscelino, da Superintendência de Museus de Minas Gerais. Foi produtora gráfica dos projetos do Programa Monumenta, programa de valorização do patrimônio histórico empreendido pelo Ministério da Cultura e a nova identidade visual do projeto cultural Festejo do Tambor Mineiro, bem como seu website, suas peças gráficas, eletrônicas, promocionais e de sinalização. Criou também a identidade visual para a divulgação da peça teatral "Oratório - A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança", da Cia Burlantins, bem como o seu site e suas peças gráficas e eletrônicas. Orientou a concepção gráfica do site da Cia Burlantins. Foi a designer responsável pelo álbum "Querendo Chegar", do cantor e compositor Kadu Viana. Em conjunto com Dijon de Moraes, realizou a criação gráfica do livro "Meta Projeto - O design do design". Recentemente, está concluído a criação gráfica do material de apresentação do Instituto Cultural Sérgio Magnani. Já teve seus trabalhos publicados no Anuário do Clube de Criação Publicitária de Minas Gerais (2004 e 2005), na Revista Bons Fluidos / Editora Abril (2000) e na Revista da Abigraf (1998 e 1999) e projetos premiados internacionalmente no iF Design e no RedDot Communication Award. FOTÓGRAFO E CINEGRAFISTA - Patrick Arley de Rezende Patrick Arley é antropólogo, fotógrafo e integra a Irmandade Os Carolinos desde 2014. Atualmente é doutorando em Antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com a pesquisa "poderes ocultos, efeitos tangíveis: feitiçaria e politica no norte de Moçambique". Possui mestrado em Antropologia e graduação em Ciências Sociais pela mesma instituição. Sua dissertação, intitulada “corpos sem nomes, nomes sem corpos: desaparecidos, desconhecidos e a noção de pessoa”, problematiza nossa categorização de pessoa através de duas etnografias complementares, sobre cadáveres não identificados (realizada no IML/BH) e pessoas desaparecidas (realizada na Divisão de Referencia da Pessoa Desaparecida/Policia Civil-MG). Atua nas áreas de Antropologia Visual; Antropologia da Ciência e Tecnologia; Antropologia das controvérsias sociotécnicas; Antropologia do Corpo e da Saúde. Como fotógrafo: pesquisas visuais no campo da foto-etnografia, além de fotografia documental e teoria da imagem, com ênfase no universo cultural negro, especialmente em Minas Gerais, região nordeste e em Moçambique, no continente africano, onde residiu e trabalhou por um período de oito meses. É Pesquisador do Laboratório de Antropologia das Controvérsias Sociotécnicas (LACS/UFMG) e colaborador eventual do Núcleo de Estudos sobre Populações Quilombolas e Tradicionais (Nuq/UFMG). ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - Silvia Batista da Silva (Proart Minas) Com ampla experiência na gestão administrativo-financeira de projetos culturais, incluindo orientação sobre legislação vigente e prestação de contas, Silvia Batista trabalha com importantes grupos e artistas do cenário cultural mineiro e nacional, como o Grupo Teatral Espanca!, a Cia de Teatro Luna Lunera, a Quick Cia de Dança e a Cia Mário Nascimento. Foi responsável pela gestão administrativo-financeira do Grupo Galpão de 1997 a 2007, e de quase oitenta projetos dos mais diversos agentes culturais, nas áreas de música, teatro, dança e circo, inscritos nas leis municipal, estadual e federal de incentivo à cultura.
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