| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 23274194000119 | Furnas Centrais Elétricas S.A | 1900-01-01 | R$ 300,0 mil |
Montagem e temporada do espetáculo de teatro para crianças e jovens Iolanta- A Princesa de Vidro, uma opereta brasileira de Vanessa Dantas adaptada da ópera russa Iolanta (1892), de Tchaikovsky, uma das obras mais sutis e profundas do compositor. A história é permeada com a ideia de força e coragem. É um hino de amor onde a personagem protagonista, uma princesa cega, esbanja pureza e nobreza, qualidades que a nossa vida moderna hoje em dia carece tanto. Também será realizada aoficina musical "As Famílias Instrumentais do Sr. Tchaikovsky", destinadas às crianças de escola pública, ministrada pelo diretor musical do espetáculo e pela autora na própria instituição escolhida como medida de contrapartida social.
Do Libreto: O espetáculo apresenta o mundo sensorial de Iolanta, uma princesa cega. Ainda bebê, ela perde a visão por causa de um acidente. Acontece que a menina cresce de um jeito inusitado: sem saber que é cega. O rei, pai superprotetor, esconde de todos a condição da filha e formata o seu mundo de maneira que ela nunca descubra o que é. Ele constrói para ela um lar secreto no meio das montanhas, isolando-a da maldade humana. É lá que Iolanta passa a viver, acompanhada apenas de criados que são obrigados a cumprir a lei do monarca: na frente da princesa ninguém deve falar sobre as coisas que os olhos podem ver, caso contrário, será condenado à forca! A jovem cresce sem saber que existe a luz, as cores e tudo o mais que a visão pode representar. Iolanta passa a maior parte do tempo no seu jardim, onde acaba desenvolvendo um precioso dom com as mãos. Todas as flores que ela cultiva ganham um brilho extraordinário, sendo estas as responsáveis por toda a beleza visual do reino. O rei, depois de tentar recuperar a visão da filha com médicos do mundo todo, manda chamar um tocador de realejo - que dizem ser sábio. Ao tirar a sorte do soberano, o homem é categórico: “A princesa voltará a ver, mas somente se for o desejo dela. Para isto é preciso que ela saiba que é cega”. Mas o monarca - desconfiado de que o tal sábio seja um charlatão - apavora-se com a hipótese de causar sofrimento na filha e se recusa a seguir o conselho. Não demora para que um antigo acordo venha à tona e o rei se veja em um grave conflito de estado: outrora, para selar a paz entre o seu reino e o reino vizinho, que viviam em guerra, ele prometeu, antes mesmo da sua filha nascer, entregar a mão da futura herdeira para o filho do rei daquelas terras. Agora, passado o tempo e prestes a ter que cumprir o acordo - o que o obrigaria a revelar o segredo da princesa, ele decide não casá-la, o que certamente reavivará as desavenças entre os reinos. É a chegada de um forasteiro fugitivo que muda o rumo da história. O jovem Tristão, tentando se esconder do próprio pai que o persegue, se aventura pelas montanhas e se depara com a entrada do jardim secreto da princesa. Atraído pela beleza das exóticas flores, ele adentra o local. Em um encontro inesperado com Iolanta, Tristão se apaixona perdidamente e, antes de partir, pede a ela uma de suas rosas vermelhas. Como a princesa não sabe o que são as cores, ela insiste em lhe entregar uma rosa branca. Assim, em um dos duetos mais lindos da história da ópera, o rapaz revela para a jovem a sua condição. Esta – por sua vez – surpreende, como neste trecho da história: Iolanta: Então você consegue ver o canto dos pássaros? Tristão: Não. O canto dos pássaros eu não consigo ver, eu só consigo ouvir. Iolanta: E o perfume das flores? Tristão – O perfume das flores... Eu só consigo sentir. Iolanta – Se é assim, não são todas as coisas que os olhos podem ver. Iolanta não se sente desprivilegiada pela falta de visão. Afinal, há belezas que não podem ser vistas, mas podem ser ouvidas e sentidas. O rei, num ímpeto de desespero, condena Tristão à morte por ter revelado o segredo para Iolanta. A moça implora para que o soberano reconsidere, mas é em vão. É através deste amor que sente, que ela tem vontade de ver e recupera a visão – exatamente como previu o tocador de realejo (Figura "fantástica" e fundamental, que ajuda na recuperação). Num rompante chega o pai de Tristão que, possesso com o filho, jura castigá-lo. O jovem fugitivo, que na verdade é um príncipe, terá que cumprir a palavra do pai, desposando a princesa do reino vizinho. Em um final bastante cômico, o pai de Iolanta - que até então também vinha omitindo que a jovem das montanhas é uma princesa - reconhece o rei, pai de Tristão e por uma feliz coincidência ou quem sabe, pelo destino, os jovens são as crianças prometidas um ao outro em tempos passados. Toda a verdade é revelada, Tristão finalmente é perdoado por ambos os reis e os enamorados selam a união. O final é um dos mais belos já encontrados nos contos de fadas. É ouvindo a natureza, com os olhos fechados, que a princesa passa todas as tardes ao lado de seu amado, pois esse é o seu jeito de perceber as belezas do mundo. Esta é uma história sobre a descoberta dos sentidos e sobre o poder do amor, de transformar e curar. Classificação Indicativa: Livre
OBJETIVOS GERAIS Realizar a montagem da opereta infantojuvenil Iolanta - A Princesa de Vidro, uma adaptação da ópera Iolanta, de Tchaikovsky. Com estreia e temporada de dois meses na cidade do Rio de Janeiro, a opereta conta com 60 minutos de duração e classificação livre. Cantado e tocado ao vivo pelo elenco de nove atores-cantores-músicos, o projeto transpõe a obra russa original para o Rio de Janeiro do período colonial, dando à música o caráter de modinha brasileira. Através de uma montagem bem cuidada pretendemos contribuir para a qualidade e expansão do teatro para crianças e jovens enquanto obra de arte, apurando o gosto artístico destas e também dos adultos em que se tornarão. OBJETIVOS ESPECIFICOS - Realizar 16 apresentações da opereta a preços populares; - Realizar 04 sessões extras gratuitas, distribuídas da seguinte maneira: duas sessões para ONGs e instituições de crianças portadoras de necessidades especiais, ambas com tradução em LIBRAS e audiodescrição; esta parceria conta com uma visita guiada, que acontecerá sempre antes de cada sessão extra, para que as crianças com deficiência visual, auditiva, motora ou intelectual possam conhecer de perto o cenário, os personagens e os instrumentos. As outras duas sessões serão destinadas às crianças de escola pública; esta parceria conta com a oficina musical "As Famílias Instrumentais do Sr. Tchaikovsky", ministrada pelo diretor musical do espetáculo e pela autora, na própria instituição escolhida. (Maiores detalhes da oficina em anexo). - Contratar profissionais com reconhecida atuação na área cultural, afim de garantir a qualidade artística do espetáculo; - Gerar aproximadamente 40 oportunidades diretas de trabalho no mercado cultural através das contratações a serem realizadas pelo projeto; - Contribuir para a formação de plateia, atingindo um público de todas as condições sociais, níveis culturais e diferentes idades; - Introduzir o espectador no rico mundo da ópera. Acreditamos no potencial das grandes obras operísticas que fazem desabrochar sentimentos pela força da música, que com pinceladas mágicas tornam as tramas e seus conteúdos profundamente absorventes e revelam a magnitude de personagens que se tornaram ícones da cultura universal; - Despertar o sentimento de identidade cultural com a diversidade brasileira, uma vez que se trata de uma história adaptada para o Brasil, incentivando o interesse e o apreço do público pelas diferentes expressões da cultura e da arte popular em nosso país; - Despertar no público sentimentos densos que fazem parte da natureza humana, ampliando seu potencial emocional; - Apurar o apreço das crianças pela arte teatral através de um espetáculo repleto de recursos cênicos artesanais que, pela proposta da direção, são a todo tempo evidenciados à plateia: a transformação dos atores em personagens, a manipulação que eles fazem de todos os efeitos cênicos e o manuseio de diversos instrumentos durante os números musicais; - Proporcionar uma boa opção de entretenimento cultural e artístico, tanto para o público de crianças e adolescentes, quanto para o público de adultos.
Da infância de Tchaikovsky sabe-se que cedo ele revelou dotes musicais, mas não recebeu educação neste sentido: seus pais achavam que a música não seria saudável para uma criança tão sensível e até mesmo neurótica. Sua babá costumava chamá-lo de "menino de vidro", por sua fragilidade. Mas quem poderia imaginar que o "menino de vidro" se transformaria em um dos mais reconhecidos compositores de todos os tempos, com sua música de fortes emoções _ em uma combinação perfeita entre o belo e o assombroso? Ao assistir Iolanta, conto de fadas dinamarquês encenado em 1891, Tchaikovsky se identificou tão profundamente com a personagem-título, que se sentiu movido a transformá-la em ópera. Pudera. O pai de Iolanta a considera extremamente frágil para suportar o conhecimento da sua cegueira. Mas a realidade é que a jovem é uma personagem ambivalentemente frágil. Se por um lado é privada de um dos sentidos que mais liberdade nos dá, por outro possui um enorme desejo de superação. Ser cega é apenas um aspecto da sua vida, pois a sua vida tem muitos outros aspectos. A princesa é criada com muito amor por sua ama, de modo que possa encarar a vida como qualquer outra pessoa: desde cedo ela foi estimulada a pegar nos objetos, a mexer-se por meio de palavras, sons, a apreciar com minúcia o gosto e o olfato. Podemos acompanhar o seu desenvolvimento junto a Laura (Que possui a mesma idade que a sua) - a filha normovisual da ama. Entre elas há mais semelhanças do que diferenças. Um dos momentos mais tocantes do texto é que a princesa desperta em Laura a vontade de também perceber o mundo com maior consciência através dos seus sentidos. Ver é maravilhoso e Iolanta consegue voltar a fazê-lo. Mas ela não depende dos olhos para apreciar a vida. Não é lindo o cheiro do jasmim? E quando aparece na nossa frente, cheirando, o nosso prato preferido? Aquele não é o mais lindo dos paladares? Através desta história podemos crer que para ver as belezas do mundo é preciso ter apenas coração! O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. O projeto tem por finalidade alcançar o seguinte objetivo do Artigo 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres - Realizar espetáculo de artes cênicas.
A autora do Texto, Vanessa Dantas, é a proponente do projeto.
Do Espetáculo: A ópera original é ambientada entre as montanhas, no sul da França do século XV. Nossa concepção transpõe a obra para a cultura popular brasileira: uma cidade fictícia inspirada no Rio de Janeiro do período colonial. A história tem como narrador o tocador de realejo e sua caixa musical servirá de cenário para os ambientes. Os personagens surgem no realejo através do teatro de animação (Bonecos de diferentes técnicas) e em pontos de virada da dramaturgia eles saltam para fora da caixa representados pelos atores. A direção do espetáculo propõe uma profunda pesquisa de linguagem sensorial, permitindo momentos de interação entre cena e plateia. A direção musical, fiel às melodias de Tchaikovsky, pretende dar à música o caráter de modinha brasileira evocando a atmosfera dos salões imperiais do período colonial. Além da ópera Iolanta, também explora as mais consagradas obras do compositor: os balés A Bela Adormecida, O Quebra Nozes e O Lago dos Cisnes e os poemas sinfônicos Romeu e Julieta e Álbum para Juventude. Também traz à cena uma antiga tradição - a música de realejo (Criada em estúdio para o espetáculo), que se mesclará com a música ao vivo (Tocada e cantada pelo elenco de nove atores-cantores-músicos ao som de instrumentos de cordas, sopros, acordeão e percussão).
Em atendimento ao Art. 18 da IN 02/2019 e, adotando a recomendação da Norma Brasileira 15599:2008 da ABNT, o projeto adotará as seguintes medidas em benefício das pessoas idosas e/ou com deficiência: APRESENTAÇÃO : a) Acessibilidade física: O espaço utilizado para realização da apresentação deverá ter acessibilidade ou potencial de adaptação para o acesso de pessoas com deficiência; b) Acessibilidade para deficientes visuais: Serão realizadas duas sessões com audiodescrição das cenas e visitas guiadas ao cenário. As visitas guiadas acontecerão sempre antes de cada sessão extra, para que as crianças e os jovens cegos e de baixa visão possam conhecer de perto o cenário, os personagens e os instrumentos. A ideia é ressaltar o aspecto sensorial para que os elementos visuais sejam sentidos através do tato. Portadores de deficiência auditiva, motora ou intelectual também serão convidados a vivenciar a experiência, podendo optar por fazer a visita de olhos vendados. c) Acessibilidade para deficientes auditivos: Serão realizadas duas sessões com tradução para LIBRAS, em parceria com instituições que beneficiam crianças e jovens portadores de necessidades especiais. CONTRAPARTIDA SOCIAL: a) Acessibilidade física: O espaço utilizado para realização da oficina deverá ter acessibilidade ou potencial de adaptação para o acesso de pessoas com deficiência;
PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: O projeto atende aos seguintes Incisos do Artigo 21 da IN 02/2019: IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil.
Iolanta – A Princesa de Vidro Da obra de Piotr Ilich Tchaikovsky Libreto: Vanessa Dantas (PROPONENTE DO PROJETO) Direção: Daniel Herz Direção Musical e Arranjos: Wladimir Pinheiro Elenco Vanessa Dantas (PROPONENTE DO PROJETO) Leticia Medella Anna Bello Leandro Castilho Marcel Octavio Kiko do Valle Tiago Herz João Bouhid Saulo Vignolli Cenário e Bonecos: Glauco Bernardi Figurinos: Thanara Shonardie Iluminação: Ana Luzia de Simoni Preparação Vocal: Chiara Santoro Design Gráfico: Bruno Dante Assessoria de Imprensa: Paula Catunda Coordenação geral e financeira: Marcatto Produções Direção de Produção: Pagu Produções Elaboração da Prestação de Contas: Estufa de Ideias Realização: Marcatto Produções *Seguem currículos da equipe em anexo.
Prestação de Contas final apresentada, aguardando análise.