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Este projeto tem como objetivo realizar uma exposição fotográfica e também editar um livro do fotógrafo cearense Gerardo Barbosa, que objetiva registrar a relação indissociável entre Fortaleza e o mar, a relação profunda entre seus moradores e o mar. Palestras serão realizadas também, como contrapartida social.
O tema central da publicação é uma parte do litoral de Fortaleza, mais precisamente o trecho que se estende do Mercado do Peixe, no Mucuripe, até as pontes dos Ingleses e Metálica, na Praia de Iracema, setor urbano este conhecido popularmente como Beira-Mar. Pretende-se registrar em imagens o passar do dia neste local, caracterizado pelos modos de vida, o lazer, os encontros, o trabalho, a arquitetura e as diversas paisagens naturais e culturais, entre outros elementos de interesse. A Beira-Mar que inspirou José de Alencar, Orson Welles, Dorival Caymmi, os Quatro Ases e um Coringa e o Pessoal do Ceará. O lugar mais freqüentado de Fortaleza por seus habitantes e visitantes. O lugar onde o mar beija a terra na esquina do Brasil. A divisão e a condução da narrativa na publicação, na verdade um livro de imagens, dar-se-ão segundo um fluxo temporal de um dia na vida da Beira-Mar de Fortaleza. Serão registrados em fotografias eventos ocorridos ao longo de 24 horas, varando a madrugada, a manhã,a tarde e a noite. Pretende-se contar uma história de um lugar descrita pela luz natural, daí não serem necessárias a partição e a regência da narração em capítulos, pois a luminosidade se encarregará da condução do texto visual. Conforme se afirmou acima, a narrativa visual do livro se estenderá da madrugada à noite de um dia, história contada pela luz de incidência variada que banha as paisagens natural e cultural da Beira-Mar, precedida por uma apresentação e um prefácio e concluída com um posfácio. As orlas das cidades litorâneas brasileiras são lugares destacados destas, geralmente associados a celebrações, formas de expressão e saberes e fazeres que animam paisagens memoráveis. Como exemplo, o litoral carioca, com suas praias cantadas em verso e prosa aqui e alhures. O litoral de Fortaleza, antes local de trabalho de portuários, pescadores e jangadeiros e para tratamento de enfermos, só passou a ser utilizado como balneário a partir de meados da década de 1920, quando a Praia do Peixe passou a ser chamada de Praia de Iracema, com suas casas de veraneio e bangalôs. Um pouco mais tarde, os oficiais norte-americanos, tangidos para cá pelas estratégias da 2ª Guerra Mundial, e as coca-colas, corajosas moças de vida airada, faziam seus boêmios saraus nas areias dessa praia. Nos anos de 1950, o Edifício São Pedro, o primeiro hotel praiano de Fortaleza, o Ideal Clube e o Náutico Atlético Cearense eram as principais referências de um viver mundano e de um turismo que só iriam se firmar e consolidar após a construção da Avenida Getúlio Vargas (atual Avenida Beira-Mar) no início da década de 1960. De lá para cá, a cidade conheceu, nesse local, processos intensos de valorização imobiliária, turistificação, privatização do espaço público e gentrificação, movimentos que moldaram o que a Beira-Mar é hoje. Mirante, calçada para o footing, sala de visitas da cidade, banho de mar, rede e coco verde, porto de jangadas, mercado do peixe, barraca, cerveja e cavala frita, play-ground de golfinhos, arquitetura em sky-line, o crepúsculo visto das pontes, os verdes mares bravios de minha terra natal, muitas são as faces da Beira-Mar, a cara desta Fortaleza, patrimônio inestimável que a publicação proposta pretende registrar.
Este projeto tem como objetivo realizar uma exposição do fotógrafo cearense Gerardo Barbosa, tendo como tema o registro da relação indissociável entre à cidade de Fortaleza e o mar que a banha. Esta exposição se dará em espaço cultural na cidade de Fortaleza ainda a ser definido, mas de preferência, próximo ou na orla. Propomos uma ação educativa com monitores que receberão, estimamos, 2.000 visitantes. Como segundo produto deste projeto, será editado um livro, com 500 exemplares, com a mesma base de imagens da exposição. Tanto a exposição, como o livro, contarão com textos do artista escultor Eduardo Frota e do arquiteto urbanista Romeu Duarte. Cada um deles abordará o tema tratado no livro pela ótica da arte e pela ótica da arquitetura e do urbanismo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS _ Incluir números / Incluir Palestra contrapartida social 1. Ressaltar a significância fundamental da orla de Fortaleza na vida e na alma de seus habitantes; 2. Trazer à público a história da formação da cidade e sua relação com o mar; 3. Colaborar na potencialização e qualificação do turismo na capital; 4. Dar a ver a diversidade dos públicos que se beneficiam da orla. OBJETIVOS CONTRAPARTIDA SOCIAL 5. Realizar 05 palestras sobre o tema (Orla, Urbanidade, Fotografia), 200 pessoas no total / 40 por palestra, em conformidade com o Art.22 da IN no. 2/2019, para professores e alunos e 50% destes de escolas / instituições públicas.
Inicialmente entendemos que este projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; E também no que ressalta, no Art. 3.°, nos seus incisos : II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; Dentro desta compreensão, este projeto objetiva registrar a relação indissociável entre Fortaleza e o mar. A relação profunda entre seus moradores e o mar, como já salientamos acima. Fundada na foz do rio Pajeú, a cidade de Fortaleza espraiou-se em seus primórdios a olhar o mar. Em seu processo de ocupação rios foram soterrados, dunas foram removidas e a costa se foi modificando, se amoldando e assumindo novos contornos. A especulação imobiliária e o descaso com relação ao meio ambiente alteraram a relação de sua população com o mar e o uso da orla se alterou, mas o fascínio permanece. Espaço de lazer, de morada, de sobrevivência, a orla de Fortaleza tem uma significância fundamental na vida e na alma de seus habitantes. A Iracema que ficou para trás, olhando as ondas quando da partida do seu amado, virou praia, que foi carregada pelo mar quando da construção do porto do Mucuripe, de cuja enseada saem as jangadas que trazem o peixe de cada dia. De toda a orla de Fortaleza, o pedaço mais representativo para seus moradores fica entre a Praia de Iracema e a enseada do Mucuripe. É o trecho onde se mescla de forma mais evidente o povo que vive e que visita a cidade. Os grandes apartamentos da burguesia e as casas de pescadores, os melhores hotéis e os moradores de rua, bons restaurantes e comida de ambulantes. Festa e solidão, barulho e silêncio, amores e dissabores. Esse é o pedaço da orla que conheço desde menino, onde passava férias com o pé na areia, onde vivi minha juventude e abracei minhas namoradas, onde levava meus filhos para passear e tomar água de coco e que hoje trilho diariamente, na maioria das vezes sozinho. Essa nova rotina me fez olhar de forma diferente para esse lugar e me surpreender com imagens inusitadas que me emocionam. Registrar o que vejo e sinto virou um vicio. Dividir essas imagens com outros é um prazer.
Características Técnicas Capa: 60x30cm, 4x0 cores, Tinta Escala em Couche Liso 170g. Papelão: 58x28cm, sem impressão em PAPELÃO RÍGIDO 1250g. Guarda: 4 folhas, 25x25cm, sem impressão em Off-set 180g. Miolo: 102 pgs, 25x25cm, 4 cores, Tinta Escala em Couche Fosco 150g. Lombada:10mm, Hot melt, Dobrado, Costurado, Corte/Vinco, Laminação Fosca, N lados 1.
Para ambos os produtos o espaço a ser ainda confirmado para a exposição (espaço cultural público na orla de Fortaleza) terá, obrigatoriamente, todas as características necessárias para a Acessibilidade Física. Já a acessibilidade de conteúdo será efetivada com : Para a exposição legendas em braile, já para o livro termos impressão com descrição das imagens, também em braile.
O produto Livro resultante deste projeto, terá uma tiragem de 500 exemplares, que será distribuida seguindo o plano de distribuição, parte integrante deste projeto, com todas as cotas definidas em lei. Terá como publico álvo antropólogos, historiadores, pesquisadores e estudantes de fotografia, artes visuais e turismo e público em geral. Já o produto Exposição, resultante deste projeto, será em espaço público, de fácil acesso na orla de Fortaleza, com acesso gratuito. tem como público alvo, o mais diverso possível que são transeuntes da orla, que residem em Fortaleza e muitos turistas nacionais e internacionais. Para ambos os produtos os eventos de lançamento da exposição e do livro serão sempre gratuitos e acompanhados de palestras com o autor e convidados, como os autores dos textos e pessoas que trabalham como urbanidade e fotografia. Salientamos que em referência ao Art. 21., em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos e treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do Art. 22. Realizaremos 01 palestra, quando do lançamento do livro, de livre acesso e sobre o mesmo tema, que a mesma se somará as demais 05 palestras oferecidas como Contrapartida Social.
FOTÓGRAFO / AUTOR / COORDENAÇÃO PROJETO (remunerado como Coordenador) Gerardo Barbosa – Como Fotógrafo Amador, em 1997 foi agraciado com Primeiro Lugar pela Secretaria de Turismo do Estado do Ceará com o Troféu Retrate o Nosso Sertão Primeiro. Em 2019 recebeu o Prêmio MTD de Fotografia Troféu Walter Firmo (Segundo lugar). De alguma forma a tecnologia o fez acompanhar o desenvolvimento técnico da Fotografia e em especial a potencia das imagens de um aparelho de telefonia móvel. Nas suas idas e vindas no calcadão da Beira Mar de Fortaleza, começou a registrar a relação indissociável entre cidade e o mar. A relação profunda entre seus moradores e o mar. Desta forma nasceu o fotografo que passa a concorer a premiacões nacionais e a apresentar, informalmente, seu trabalho que pode ser visto e revisto em : https://www.facebook.com/Gerardo.Barbosa.Lima https://mais.opovo.com.br/colunistas/romeuduarte/2019/09/06/beira-mar.html Como profissional de TI, estudou Economia na Universidade Federal do Ceará (UFC) prosseguindo seus estudos na Escola de Economia da Universidade de São Paulo (USP) de 1971 a 1974. Voltando ao Ceará estudou na primeira turma de Tecnologia da Informação(TI) na Universidade Federal do Ceará de 1975 a 1977. Participou de vários cursos de especialização nas áreas técnicas e de gestão de empresas. Atuou profissionalmente como principal gestor do uso dos recursos de tecnologia da informação em empresas de grande porte (1977 a 1992); como: BANCO BMC, VILEJACK JEANS, SEPROCE, GRUPO EMPESCA. Como sócio da SB Consultores Associados, de 1993 a 2009, gerenciou projetos de consultoria. Atualmente é como consultor de planejamento de uso dos recursos da tecnologia da informação e de redesenho de processos, com sua empresa BW Consultoria Organizacional. PESQUISA E TEXTO Eduardo Elísio Frota (Fortaleza, Ceará, 1959). Escultor e professor. Chega ao Rio de Janeiro em 1978. Nos dois anos seguintes, assiste ao Curso Intensivo de Arte/Educação (Ciae), na Escolinha de Arte do Brasil (EAB) , no Rio de Janeiro. Em 1986, licencia-se em educação artística pelas Faculdades Integradas Bennet, na mesma cidade. Mostra trabalhos no Salão Carioca de Arte em 1982 e 1986. Em 1983, participa da Oficina do Corpo da Escola de Artes Visuais (EAV/Parque Lage) , Rio de Janeiro. Em 1984 e 1985, estuda no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) com Gastão Manuel Henrique (1933) , faz o curso Volume/Espaço; com Eduardo Sued (1925) , participa do curso Diálogo; e, com Ronaldo Brito (1949), lê O Olho e o Espírito, do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty (1908 - 1961). Sua primeira individual acontece na Fundação Nacional de Arte (Funarte), em 1988. Em 1996, recebe a bolsa do Projeto Uniarte 96, da Faperj/UFRJ. Um ano depois, ganha o grande prêmio do salão Arte Pará. Em 2001, é curador adjunto do Programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural 2001 - 2003, para o qual realiza um mapeamento das artes nas regiões Norte e Nordeste e uma curadoria da exposição com jovens artistas. Nessa época, é coordenador do Núcleo de Artes Plásticas do Alpendre, em Fortaleza. A partir dos anos 2000, começa a mostrar grandes instalações com peças em madeira, como faz na 25ª Bienal de São Paulo (2002). Desde o início de sua trajetória, trabalha com arte-educação. Romeu Duarte Junior é graduado em Arquitetura e Urbanismo pelo Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará-UFC em 1985. Possui mestrado (2005) e doutorado (2012) em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo. É Professor Adjunto Nível 3 do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFC, onde ensina desde 1991 e orienta trabalhos finais de graduação e dissertações de mestrado. Tem experiência nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em História da Arquitetura e do Urbanismo, Teoria de Arquitetura e Urbanismo, Projeto de Arquitetura e Urbanismo e Patrimônio Cultural Edificado. Atuou como titular da Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Ceará - IPHAN/CE (1997-2008); Presidente do Departamento do Ceará do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/CE (1992 - 1993 e de janeiro a maio de 1994); Presidente da Direção Nacional do IAB (1994 - 1996), tendo por isso merecido o título de Conselheiro Vitalício do IAB; EDIÇÃO, CAPA, DIAGRAMAÇÃO E PROJETO GRÁFICO Henrique Baima é formado em Economia para Universidade Federal do Ceará - UFC e com especializacão em Design Gráfico pelo Instituto Dragão do Mar / Centro de Design do Ceará. Foi sócio fundador da Briba Design entre 1999 - 2007, e de 2007 até hoje toca a HB Design. Participou de diversos projetos culturais como Projeto gráfico do Livro Sítio Histórico de Sobral do arquiteto Romeu Duarte Jr. - pela Lei Rouanet e desenvolveu projetos gráficos editoriais e exposições e colaborando na implantação do Geopark Araripe, primeiro parque Geológico das américas, reconhecido pela UNESCO e Global Geoparks Network/2005/2009. ASSESSORIA PROJETO - Elaboração e Captação de Recursos Luis Carlos Beltrão Sabadia, é formado em Administração de Empresas com pós - graduação em Gestão de Produtos e Serviços Culturais, ambos pela Universidade Estadual do Ceará. Iniciou seus trabalhos na iniciativa privada. Desde 2002 é consultor do SEBRAE. Entre 2003 - 2007 foi Diretor de Ação Cultural do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Foi membro da Comissão de Implantação da organização social Instituto Cultural Iracema junto a Prefeitura de Fortaleza. Foi avaliador do Prêmio Cultura Viva por quatro anos consecutivos. Desde 2009, é consultor na elaboração e gestão de projetos para instituições públicas e privadas, como Sistema Jangadeiro de Comunicação, Marquise EcoFor, O Povo, Banco do Nordeste, Fundação Edson Queiroz, e alguns artistas como Eduardo Frota, Rian Fontenele e Zé Tarcísio. É presidente da ONG IACD. Desde 2014 é gestor do Museu da Indústria, uma iniciativa FIEC / SESI Ceará. É membro do Conselho Estadual de Cultura, através da FIEC e foi da CNIC – Comissão Nacional de Incentivo à Cultura do MinC, entre 2016 - 2018, como membro da CNI – Confederação Nacional da Indústria.
Prestação de Contas final apresentada, aguardando análise.