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O Cinema dos Lugares é uma mostra itinerante que ocupa espaços que são ou já foram cinemas de rua, cada exibição reflete a história do cinema revisitado. A primeira edição acontecerá em antigos cinemas do centro da cidade de São Paulo exibindo filmes que dialogam com o que hoje acontece onde um dia as luzes se apagavam e a tela era preenchida por histórias. Em paralelo, serão realizados bate papos e debates sobre a transformação da cidade, a história dos cinemas e os temas dos filmes exibidos.
Projeção de longas e curtas metragens - obras de ficção e documentários, de temáticas, nacionalidades, gêneros e épocas variadas, em lugares que são ou já foram cinemas de rua na cidade de São Paulo. Palestras e rodas de conversas sobre assuntos expostos nas obras exibidas e passeios guiados revisitando os lugares do cinema de rua.
Objetivo Geral ● Oferecer a população a oportunidade de conhecer os antigos cinemas de rua de São Paulo e suas histórias. Objetivos específicos ● Projeção de filmes que contextualizam assuntos relacionados com a história do cinema.● Reconhecimento do cinema de rua como patrimônio cultural importante para a cidade● Mapear (ex) cinemas de rua da cidade de São Paulo e reativa-los temporariamente.● Promover uma experiência imersiva durante a sessões de cinema, associando o tema dos filmes com o local exibido.● Promoção de palestras e mesas redondas sobre os assuntos abordados no projeto: a transformação da cidade, a história dos cinemas ocupados e os temas abordados nos filmes exibidos. ● Criação de um site acompanhando o projeto.● Parceria com outros projetos culturais que se relacionam com a nossa abordagem.● Instalação de placas informativas contando a história do cinema no lugar ocupado.● Através de uma "bilheteria caridosa" reunir doações para entidades carentes.
Em 1907 São Paulo recebeu o seu primeiro cinema de rua e de acordo com o tempo esse número cresceu progressivamente, vivendo o auge de sua popularidade na década de 50. Atualmente grande parte dos cinemas estão abandonados, sumiram, se transformaram em cinemas pornô ou se descaracterizaram - assumindo a forma de estacionamentos, igrejas e outros tipos de empreendimentos. Mesmo com uma nova configuração, em alguns locais é possível reconhecer e sentir os aspectos originais do espaço, seja através de características conservadas de sua arquitetura ou pelo exercício imaginativo da experiência de estar nesses lugares míticos e de imensa relevância histórica e cultural para cidade. Para além do conceito de "cinema invisível", onde a sala de exibição desaparece durante a projeção e o filme toma lugar de protagonismo, o Cinema dos Lugares propõe uma inversão: o espaço do cinema e seus destinos fazem parte da experiência cinematográfica, contam a história da cidade e o filme exibido reflete a história do espaço físico do cinema. Assim, nos aproximamos do que é chamado de "cinema expandido", conceito que aborda o laço entre o filme exibido, o espaço físico ao qual ele é apresentado e o espectador. Em São Paulo, a partir da década de 70, o cinema de rua sofreu um constante declínio de sua popularidade. Para não fecharem, muitos cinemas escolheram exibir filmes de sexo explícito e manter o lugar, na medida do possível, conservados. Usados como espaços clandestinos sobretudo para prática sexual, acabam funcionando também como um movimento de resistência e ocupação destes lugares marginalizados que uma vez já foram de grande prestígio. Diante de uma série de acontecimentos desmotivadores relacionados aos espaços e eventos culturais dedicados ao cinema no país, como o fim do patrocínio da Caixa para o Cine Belas Artes, o fim do apoio da Petrobrás para o Festival do Rio, Anima Mundi e Festival de Brasília, assim como risco de fim do Festival de Cinema de Vitória, do CineArte na Avenida Paulista e a Sessão Vitrine, acreditamos que uma iniciativa como o Cinema dos Lugares pode ser de imensa importância para que o cinema continue sendo oferecido para a população. O cinema de rua continua desaparecendo e se descaracterizando sem deixar lembrança. Por isso, pretendemos com esse projeto, além de proporcionar uma experiência cinematográfica única, mapear estes (ex)cinemas e reativá-los temporariamente com a intenção de motivar a população a frequentar o cinema de rua, despertando a memória coletiva e promovendo a discussão da necessidade de espaços culturais "de calçada" que façam parte do cotidiano, iniciando um debate sobre o futuro destes lugares. Desta forma, o projeto Cinema dos Lugares se enquadra em todos os incisos do Art. 1° da Lei 8313/91 e alcançará os seguintes objetivos do Art. 3° da referida norma: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
Além das projeções queremos promover palestras, mesas de discussão, passeios guiados pelos cinemas de rua e instalação de placas informativas contando a história do cinema no lugar ocupado.
Os filmes serão projetados visando a melhor qualidade de imagem e som dentro dos limites do local de exibição. Onde não houver equipamento técnico ou suficientemente satisfatório será alugado para melhor desempenho da projeção (projetor, sistema de som, tela, cadeiras, etc.). As cópias exibidas estarão no formato de DVD/Bluray e/ou DCP, dependendo do oferecido pelas distribuidoras e/ou acervos. Antes da projeção será feita uma breve introdução sobre local de exibição e o filme exibido, seguido por debates.
A acessibilidade física depende da estrutura dos cinemas ocupados. É do nosso interesse adaptar alternativas e soluções que facilitem o acesso de pessoas com mobilidade reduzida e outras questões. Sessões com espaço para cadeiras de rodas, opções de assentos para pessoas de diversos tamanhos e rampas que facilitem o deslocamento de todos. Os filmes idealmente serão exibidos em sua língua original acompanhados de Audiodescrição, Legendagem Descritiva e LIBRAS.
Todas as sessões terão entrada gratuita. É do nosso interesse oferecer acesso a cultura também para a população que normalmente não se sente bem vinda a esses espaços culturais, e assim pensar formas de divulgação que aproximem essas pessoas, como o uso de carros de som nos bairros divulgando as sessões. Queremos alcançar não apenas os (ex)cinemas do centro da cidade, mas também reativar os de outros bairros, oferecendo temporariamente um espaço cultural e de sociabilidade nessas comunidades. Os filmes exibidos são destinados a diversos públicos, dependendo da programação. Desta forma, serão oferecidas sessões para o público infanto-juvenil bem como para o público adulto, ampliando o escopo de acesso da população. Também como contrapartida serão realizados debates e palestras com realizadores e pesquisadores de cinema, urbanismo e história. Todos com entrada gratuita em espaço localizado na região central da cidade, facilitando o acesso da população por meio de transporte público.
Alexandre Cardoso, nascido em 1992 em Salvador, Brasil. É psicólogo, especialista em Semiótica Psicanalítica pela PUC-Sp. Vive em São Paulo e atualmente é psicanalista aprimorando na clínica do Instituto Sedes Sapientiae e videomaker na produtora ARCO61. Friedrich Engl, nascido em 1984 em Brunico, Italia. É artista visual e vive e trabalha em São Paulo. Estudou Site-specific Art na universidade die Angewandte em Viena e formou-se em ciências de teatro, cinema e mídia na universidade de Viena. Carolina Gesser, nasceu 1987 em Florianópolis. É formada em Cinema pela Universidade Federal de Santa Catarina, possui Pós-Graduação em “Gestão de Empreendimentos e Cidades Criativas” pela Universidade Nacional de Córdoba (Argentina), especialização em Documentário pela Escuela Internacional de Cine y TV de San Antonio de Los Baños (Cuba) e MBA em "História da Arte" na Universidade Estácio de Sá. Foi Produtora Executiva de diversos longas metragens documentais como “Nem Caroço Nem Casca” (2013, vencedor do prêmio de Melhor Filme e Melhor Documentário no Festival Guarnicê de Cinema 2014), "Corpo Vodu" (2016, em exibição no Canal Brasil), "O Curso D'água", "Em Frente" (em exibição na Canal Futura) e "Fedro" (em pós-prodrodução). Além disso, já produziu mais 50 trabalhos entre séries de TV, curta-metragens, filmes institucionais, comerciais, webséries e videoclipes. Foi Diretora Financeira da Cinemateca Catarinense ABD/SC entre 2009 e 2010 e Presidente do Funcine - Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis entre 2013 e 2015. Atualmente atua na gestão e curadoria do espaço cultural Esponja, no centro de São Paulo. Iwan Oliveira Silva, formado em Comunicação com ênfase em Cinema pela FAAP, em 2016, e técnico em eletrônica pelo IF-SP, em 2011. Trabalhou como assistente de galeria para a Galeria TATO em 2017. Editor de vídeo para Ymidia em 2018. Foi assistente de direção do curta-metragem “Amor Só de Mãe”, 2017. Roteirista e diretor do projeto “Estrela Solitária”, em produção. Editor do clipe musical “Pátria e Patrão”, 2018. Organizador do cineclube CineSex. Trabalho como monitor de eventos para os festivais “É Tudo Verdade” e “Festival de Curtas de São Paulo”. Além de exercer diversas funções em longas-metragens e curtas.
PROJETO ARQUIVADO.