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PRONAC 193506Apresentou prestação de contasMecenato

13a Mostra Cultural da Cooperifa

PENSAMENTOS VADIOS COMERCIO, PRODUCOES E SERVICOS CULTURAIS LTDA - ME
Solicitado
R$ 448,9 mil
Aprovado
R$ 471,5 mil
Captado
R$ 415,9 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (2)
CNPJ/CPFNomeDataValor
75315333000109ATACADAO S.A.1900-01-01R$ 265,9 mil
61194353000164Itaú Corretora de Valores S/A1900-01-01R$ 150,0 mil

Eficiência de captação

88.2%

Classificação

Área
—
Segmento
Event Literá/Ações Edu-Cult Incen Leitu/SlamSarau
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
19

Localização e período

UF principal
SP
Município
Taboão da Serra
Início
2020-06-01
Término

Resumo

Realizar a 13ª Mostra Cultural da Cooperifa, evento lítero-artístico com programação baseada na palavra, traduzida por textos poéticos, letras de músicas, roteiros, contações de histórias, peças de teatro, etc. Como contrapartida social o projeto oferece palestras sobre questões da periferia e usos da palavra para professores, alunos e público em geral. O projeto busca ampliar os limites da criação poética em uma região periférica e carente, cultivando formas artísticas comprometidas com a cidadania e abordando a cultura como direito humano fundamental de todos os cidadãos brasileiros.

Sinopse

O projeto pretende realizar aproximadamente 25 atividades culturais variadas em 8 dias de programação. Estas atividades estão descritas conforme seu segmento no item Objetivos. A escolha dos projetos se dá por meio de sugestão dos produtores do projeto e do coordenador do mesmo, baseando-se na produção cultural recente da periferia de São Paulo. O objetivo do projeto é ampliar o acesso dos moradores da periferia de São Paulo à leitura e à criação poética, cultivando formas artísticas comprometidas com a cidadania, dando palco para projetos produzidos na periferia, abrindo espaço para discussões sobre educação, gênero, raça, e outros assuntos, assim como garantir a cultura como direito humano fundamental de todos os cidadãos brasileiros. A 13ª Mostra Cultural da Cooperifa também quer consolidar o intercâmbio periférico e receber convidados de periferias de outros estados brasileiros, que serão definidos na pré-produção do projeto. Assim como nos anos anteriores, em 2020 a Mostra vai trabalhar cada dia com um segmento artístico, preferencialmente baseado em produção literária e, quando isso não for possível, usar como base a produção artística da periferia. Exatamente como nas edições anteriores, participações em discussões sobre a produção artística local e reflexões sobre cultura e cidadania estarão abertas ao público interessado.

Objetivos

Específicos Realizar a 13ª Mostra Cultural da Cooperifa em diferentes pontos da periferia de São Paulo e no Taboão da Serra. A programação da Mostra traz expressões artísticas variadas, a maior parte baseada na literatura e outras maneiras de comunicação artística que usem textos. a) realizar 04 apresentações teatrais com entrada gratuita. b) realizar 06 mesas de bate-papo com entrada gratuita. c) realizar 07 shows de música com entrada gratuita. d) realizar 02 espetáculos de dança para 100 com entrada gratuita. e) realizar 01 apresentação de cinema com debate e entrada gratuita. f) realizar 03 sessões de literatura com entrada gratuita. g) realizar 02 exposições itinerantes gratuitas. h) realizar 01 premiação para personagens importantes da construção da imagem da cultura da periferia. i) realizar 11 palestras para a comunidade, corpo docente e alunos das escolas públicas da região com entrada gratuita. j) realizar 01 ação cultural gratuita com os jogadores dos times de várzea. Gerais - Aprofundar a divulgação e a discussão qualitativa sobre a produção artístico-cultural produzida recentemente nos bairros das "periferias" do país, de modo a incentivar o amadurecimento estético e a prática da cidadania associada a cada uma das expressões artísticas (Literatura, Teatro, Cinema, Música, Dança etc); - Atingir o público freqüentador das Escolas Públicas e Centros de Educação Unificada ao longo da periferia da Grande São Paulo, espaços públicos tão repletos de pessoas desassistidos educacional e culturalmente; - Incentivar novos artistas, historicamente excluídos da alta cultura, a produzirem arte a partir da realidade vivida no seu cotidiano de bairros e comunidades pobres do país; - Incentivar a formação de público consumidor de uma "outra cultura" distinta da dominante, despertando o interesse para a crescente produção cultural, artística e literária atualmente vivida nas periferias das grandes cidades brasileiras, e particularmente na periferia de São Paulo; - Intervir, de maneira prática, tanto no contexto geral de produção artístico-cultural brasileiro, a partir de uma realidade vivida pela maioria dos brasileiros (o cotidiano de comunidades pobres e periféricas), assim como na própria história da literatura brasileira, consolidando este novo movimento cultural e literário, incrementando também os espaços de reflexão, debate e produção de uma crítica cultural própria oriunda da periferia.

Justificativa

Contexto Periférico A solicitação de apoio ao projeto "13ª Mostra Cultural da Cooperifa" junto ao Ministério da Cidadania, via Lei Federal de Incentivo á Cultura, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. O projeto se enquadra em todos os incisos do Art. 1º da Lei 8313/91, a saber: Contribui para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; Promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Tem por finalidade fomentar à produção cultural e artística, mediante a realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. Também atende aos seguintes objetivos do Art. 3° da Lei 8.313/9, pois incentiva à formação artística e cultural, mediante a realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore e ao estimular o conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos. A realidade vivida na maioria das comunidades pobres, bairros periféricos e favelas brasileiras _ territórios que concentram a maioria da população de nosso país _ é extremamente difícil, em particular no que tange ao acesso aos direitos básicos, educação e cultura. A precariedade dos serviços públicos, somada ao desemprego e a instabilidade das relações de trabalho, enfim, conformam um problema central da sociedade brasileira, sobretudo nos centros urbanos, onde se concentra a maioria da população. Apesar de atingir todas as classes sociais, todas as faixas etárias, gêneros e etnias, são os moradores de comunidades pobres, concentradas na periferia, aqueles que enfrentam as maiores dificuldades. E são as crianças, adolescentes e jovens que enfrentam as maiores dificuldades relacionadas à falta de oportunidades e perspectivas. Segundo dados do IBGE, na cidade de São Paulo, em torno de 70% dos desempregados são jovens entre 15 e 24 anos. Sabemos que a educação e o trabalho são elementos fundamentais para a dignidade do indivíduo, seja para a garantia das condições para sua existência e reprodução saudável, seja ainda para formar sua cidadania plena. Grande parte dos jovens paulistanos, porém, justamente pelo difícil acesso a esses pilares, acaba por ter suas condições de se tornarem cidadãos na plenitude de seus direitos e deveres prejudicados, além de verem restritas suas possibilidades para uma vida digna. Nessa situação de tamanha falta de perspectivas e desamparo, a muitos não resta alternativa ao desespero e à violência. Por outro lado, nos últimos anos são notórias as diversas iniciativas que procuram transformar esta regra, sobretudo no plano da cultura. Em diversos pontos da periferia de São Paulo proliferam-se grupos de artistas que vivem e difundem os elementos do hip-hop, que fazem música de todo tipo, que trabalham com teatro, grafite, que passam a dominar diversas técnicas audiovisuais, a criar suas animações, seus documentários, suas ficções. Dessa maneira, valem-se das linguagens artísticas como meio de compreender a realidade e se articularem para, conscientemente, intervir no sentido da construção de uma sociedade mais justa, e uma vida mais digna. Afastada histórica, geográfica e materialmente do centro da cidade, superando as tais distâncias da dominação aliadas à falta de estrutura, isso tudo costumava ser obstáculo quase intransponível para o acesso aos bens culturais e artísticos. Este cenário tem começado a sofrer alteração, a se transformar a partir da superação dos obstáculos, das dificuldades, da própria "coleção das pedras" colocadas no caminho destas novas gerações. Neste sentido, o movimento hip-hop, sobretudo em seu início (final dos anos 1980), cumpriu um papel fundamental no resgate da autoestima, da consciência crítica e da constituição de espaços culturais e formativos nas periferias das grandes cidades do país, e de São Paulo em particular. De certa maneira, toda a chamada "cultura periférica" e "literatura periférica", crescente e efervescente na última década em todo o país, é em grande medida beneficiária deste processo social e cultural desencadeado pelos primeiros grupos artísticos de jovens pobres, em sua maioria negros, envolvidos no movimento hip-hop, tendo nos Racionais MC’s um de seus pioneiros e principais emblemas até hoje. Este processo todo se intensificou na última década: a partir do ano 2000, com o engajamento de novos pequenos grupos que, individualmente, já se mobilizavam para romper com as imposições de uma lógica de exclusão, um novo salto qualitativo começa a ser gestado, salto que teve e tem na COOPERIFA _ Cooperação Cultural da Periferia, um importante espaço de fermentação e protagonismo.

Estratégia de execução

Em relação ao Plano de Distribuição, quer deixar aqui registrado que o público do produto principal (Festival) está especificado no produto Festival mas também está dividido peços outros produtos.

Especificação técnica

Peças gráficas: serão produzidas as seguintes peças: Banner para palco, Cartaz A4, Convite virtual e peças de divulgação virtuais, além de folder formato até A4(21x29,7cm)

Acessibilidade

Os equipamentos culturais que receberão as atividades da Mostra Cultural da Cooperifa estão equipados para receber pessoas com mobilidade reduzida e necessidades especiais, com espaços livres de barreiras que impeçam o acesso aos equipamentos ou tornem o caminho inseguro ou perigoso, construído e sinalizado como especificado na ABNT NBR 9050. Durante a Mostra, os espaços que constantemente recebem as atividades culturais e formativas promovidas pela Cooperifa contam com rampas, corrimões, elevadores, lugares reservados para cadeirantes e outros tipos de necessidades especiais. Em geral os locais são: CEU Campo Limpo (Jd. Pirajussara), CEU Casa Blanca (Capão Redondo), Escola Clarice Lispector (Jd. Guarujá), Bar do Zé Batidão (Piraporinha), Escola Pracinhas da FEB (Jd. das Flores), Escola Anna Silveira Pedreira (Jd. São Luiz), Casa de Cultura do M’Boi Mirim (M’Boi), EMEF Oliveira Viana (Jd. Ângela). Complementar ao fato de os espaços utilizados na programação da Mostra já contarem com recursos básicos que garantem a acessibilidade do público, as palestras, que são a contrapartida social do projeto, terão tradução em LIBRAS. As ações de acessibilidade previstas aqui não gerarão despesas para o projeto, exceto a Tradução em Libras, que está prevista na planilha orçamentária.

Democratização do acesso

Toda a programação da Mostra é gratuita e direcionada para público em geral. Estimamos que aproximadamente 10 mil pessoas sejam atingidas com todas as atividades. Desde sua primeira edição, a Mostra Cultural da Cooperifa acontece em CEUS, Escolas e locais públicos da periferia de São Paulo. No caso de espaços que precisem de retirada de ingressos com antecedência, estes são distribuídos ao público por ordem de chegada, sem necessidade de intermediação de associações e instituições, visto que a Mostra Cultural da Cooperifa, que chega em 2020 à sua 13ª edição, já tem público consolidado, a maioria composta por moradores da região, sobretudo crianças e jovens, sendo cerca de 1 mil em cada dia da Mostra e 2 mil no encerramento. Deste total de público, estimamos que 80% seja formado por alunos da rede pública de ensino, 10% por professores, diretores e funcionários desta rede pública, e 10% por público em geral. A formação de plateia sempre foi um dos focos da Mostra Cultural da Cooperifa. Esta formação abrange todo o público da Mostra. Conforme explicado no campo Justificativa, os moradores das regiões onde o projeto se apresenta são carentes de atividades culturais e, antes da criação da Mostra, a maioria não tinha contato com peças de teatro, espetáculos de dança, shows musicais e afins. A programação do produto Mostra/Festival e também do produto Contrapartida Social vão atender o observado no art. 21 da IN nº 02/2019 do MinC, a saber: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados; IV - permitir a captação de imagens das atividades e espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil;

Ficha técnica

Realização Pensamentos Vadios Comércio, Produções e Serviços Culturais LTDA O proponente se remunerará pelas atividades de Curador, Coordenador do Projeto, Cordenador de Produção e Coordenador Administrativo. Os grupos artísticos serão selecionados na pré-produção do projeto. Coordenador do Projeto, Coordenador de Produção e Curador Sérgio Vaz - Promoveu a Semana de Arte Moderna da Periferia, criou a Chuva de Livros, o Poesia no Ar, em que papeis com versos são amarrados a balões de gás e soltos no ar e o Ajoelhaço, no dia internacional da mulher, quando homens se ajoelham no Sarau da Cooperifa para pedir perdão às mulheres pelo machismo. Foi escolhido pela revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009. Foi homenageado pela Escola de Samba Imperatriz do Samba, do primeiro grupo de Taboão da Serra, que apresentou o enredo Sergio Vaz, o poeta da periferia. Já publicou 7 livros, sendo os 3 primeiros em edições independentes. Só veio a ser publicado por uma editora em 2007, quando a Global lançou Colecionador de Pedras. Ganhou vários prêmios, entre eles o Trip Transformadores (2011) e no mesmo ano o Prêmio Governador de São Paulo, categorias Inclusão Cultural e Destaque Cultural (Secretaria de Cultura de São Paulo). Produção Rose Dorea, Ed Mauro Cocão, Marcio Batista, Lu Souza, Jairo Rodrigues, Mariana Gramacho, Rodrigo Kenan. Rose Dorea - Quando começou a freqüentar o Sarau da Cooperifa, Rose Dorea quis voltar a estudar. Tinha parado na 8ª série do ensino fundamental e nem sempre entendia o que os poetas diziam em suas récitas. Ficou um ano e meio longe do sarau, mas retornou poetisa. “Foi a melhor coisa que eu fiz na vida. Agora que terminei o colegial, pretendo fazer faculdade de Direito”, comemora a musa e produtora do evento. Ed Mauro Cocão - Cocão Avoz integra há 18 anos o grupo de Rap Versão Popular. Sua música Diaristas, lançada em outubro de 2015, está nas plataformas digitais. Também está ligado ao Sarau da Cooperifa, movimento de literatura que acontece na zona sul de São Paulo, que completou 15 anos em 2016. Marcio Batista é professor de educação física e um dos coordenadores da Cooperifa. A iniciativa levou-o a mostrar as poesias até então engavetadas e a escrever outras tantas. "Tenho um livro pronto, são 50 poesias para editar", revela. Lu Souza é professora de recuperação paralela da EMEF Anna Silveira, educadora, poeta e organizadora da Mostra Cultural da Cooperifa. Jairo Rodrigues – JairoPeriafricania frequenta e é membro da Cooperifa, onde descobriu a arte periférica. Faz parte do grupo de rap Periafricania, que já se apresentou pelos quatro cantos de São Paulo: Mostra Cultural da Cooperifa, SESC, CEUs e Presídios, Quebrada Cultural e Virada Cultural, 100% Favela e o projeto Favela Toma Conta. Concluiu seu 1° disco solo intitulado O Sonho não Envelhece e passou a adotar o nome Jairo Periafricania. Atualmente trabalha como arteducador na Fundação Casa pela ONG Ação Educativa. Rodrigo Kenan é designer gráfico, morador do Grajaú, zona zul, zona show! (periferia de São Paulo), integrante da Cooperifa. De vez em quando ataca de ilustrador. Formou-se em Design Gráfico pelo IED SP (Istituto Europeo di Design) em 2012. Cursou Animação em Stopmotion (Anima Mundi), Cinema (Na Laje Filmes), Artes (Instituto Rodrigo Mendes) e Comunicação (ONG Aprendiz).Foi um dos vencedores do projeto Design For Life, criado pela Ecko Unltd, junto com o IED SP e a ONG Cidade Escola Aprendiz em 2009, no qual foi contemplado com uma bolsa de estudos no Istituto Europeo di Design e teve suas estampas comercializadas na rede Ecko Brasil. Mariana Gramacho é produtora cultural e assessora do Poeta Sergio Vaz. Coordenou a área administrativa das 3 mostras culturais anteriores e é responsável pela área na empresa Pensamentos Vadios. Dirige o Programa De Prosa na Quebrada que é apresentado pelo Poeta Sergio Vaz na sua FanPage.

Providência

DILIGÊNCIA NA ANÁLISE PREDITIVA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.

2023-06-30
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo