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Construção do COMPLEXO POLIESPORTIVO E CULTURAL _ ESPAÇO FENASOJA, com 3,5 mil m² (50 x 70m) de área construída, que contemplará estrutura de cobertura, palco e camarins para atender a eventos dos mais diversos segmentos culturais, como mostras, festivais e shows de música; festivais e apresentações focadas nas artes cênicas (teatro, dança, circo), encontros de etnias, e demais atividades artísticas e culturais congêneres, atendendo, pela própria infraestrutura e localização do Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, a toda a comunidade regional, sendo otimizado espaço multiuso para a prática desportiva, compostos por quadras poliesportivas cobertas e pista de corrida.
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OBJETIVO GERAL - Criar, através da construção deste equipamento cultural, as condições para o desenvolvimento da cultura como espaço de inovação e expressão da criatividade local e fonte de oportunidades de geração de ocupações produtivas e de renda, fomentando a sustentabilidade e promovendo a desconcentração dos fluxos de formação, produção e difusão das distintas linguagens artísticas e múltiplas expressões culturais, atendendo toda a cadeia produtiva da cultura e da arte local. OBEJTIVOS ESPECÍFICOS - Construção do COMPLEXO POLIESPORTIVO E CULTURAL _ ESPAÇO FENASOJA, com 3,5 mil m² (50 x 70m) de área construída, que contemplará estrutura de cobertura, palco, camarins e áreas de apoio. - Proporcionar à comunidade santa-rosense e regional um espaço com infraestrutura adequada para abrigar uma grande quantidade e variedade de ações e eventos na área cultural; - Incentivar atividades artístico-culturais que promovam o bem estar social, ampliação do conhecimento e diminuição das desigualdades; - Promover o desenvolvimento social integral, e que passa pelo desenvolvimento cultural e artístico, pela valorização dos artistas, equipamentos, bens e serviços culturais do município e dos munícipes como condição de formação de um indivíduo e um povo mais sensível, crítico e sábio. - Agregar famílias e comunidade em torno de atividades que unam conhecimento, lazer, saúde e melhorem a auto estima do cidadão de Santa Rosa e de toda a região. - Propor um modelo de gestão compartilhada do Complexo visando a sua sustentabilidade social e econômica; - Proporcionar a ampliação do padrão estética das pessoas, através de experiências artísticas e culturais de qualidade, promovendo o desenvolvimento humano e social; - Produzir riquezas e trazer desenvolvimento econômico para a região através da valorização da cadeia produtiva direta e indireta que abarca a economia da cultura e da criatividade. - Facultar ao cidadão o pleno exercício dos direitos culturais básicos; - Contribuir para o fortalecimento de eventos que já estão sendo realizados, resgatar atividades artístico-culturais que deixaram de acontecer, e criar novas ações, conforme prevê o Modelo de Gestão e Plano de Uso do espaço.
POR QUE A LEI DE INCENTIVO A CULTURA? Conforme evidencia-se em seu escopo, o projeto tem aderência à Lei 8.313/91, e possui expressa finalidade cultural, razão pela qual pode obter o financiamento. O projeto se enquadra nas finalidades expressas nos Incisos I, II e III do Art. 1º da Lei 8313/91; bem como se enquadra aos objetivos expressos na alínea "c" e "e" do Inciso II do Art. 3º da referida norma, bem como cumprirá com a premissa de preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante a construção de equipamento cultural para uso democrático em local público. Pretendemos, com a construção deste Complexo Poliesportivo e Cultural, atender ao que determina os Incisos I, II, III, V, VI, VIII e IX, Art. 2º, do Decreto nº 5.671/2006, quanto às finalidades do PRONAC. JUSTIFICATIVACada vez mais é MISSÃO da Fenasoja promover a integração regional, unindo forças para demonstrar o potencial local em todos os segmentos, inclusive o Cultural, agindo como uma mola propulsora do desenvolvimento regional. A Feira Nacional da Soja, além de representar a oportunidade de realização de negócios, serve de vitrine de lançamento de novas tecnologias, prospecção de tendências, e realização de eventos em todas as áreas e segmentos culturais. E não somente durante a realização da Feira, mas durante o ano todo nos períodos que antecedem o evento. Criar novas oportunidades para o desenvolvimento da região, atrair e conectar-se aos avanços em todas as áreas que, de alguma forma, impactam positivamente a realidade local, respeitando e valorizando as origens, as pessoas e todas as riquezas de bens e serviços produzidas regionalmente. Busca tratar das relações entre pessoas, organizações e instituições de forma dinâmica, mutável e plural. A FENASOJA configura-se em uma entidade que tem a preocupação com o desenvolvimento da sociedade local e regional como sua principal meta, atuando 365 dias por ano junto à comunidade, e não atendo somente à realização de uma Feira de negócios, a cada dois anos, e seus dez dias contíguos. E entende, de forma inequívoca, que este pleno desenvolvimento social passa pelo desenvolvimento cultural e artístico, pela valorização dos artistas, equipamentos, bens e serviços culturais do município e dos munícipes como condição de formação de um indivíduo e um povo mais sensível, crítico e sábio. Desenvolve o projeto Orgulho Nacional, que percorre os municípios da região promovendo, entre os mais jovens, ações que reforçam atitudes de cooperação, participação e atitudes em prol da cidadania, abordando aspectos e fatos históricos e refletindo sobre o passado e o futuro da sociedade. Realizado em praças públicas, além do projeto ser uma oportunidade para fazer reflexões sobre nossa vida como cidadãos, também é momento de descontração, confraternização, entretenimento e cultura, levando sempre um show de artistas locais para o evento. Outro projeto que a FENASOJA abraçou, ou adotou, foi o Musicanto latino-americano, festival de música competitiva que abrange toda a américa latina e q1ue encontra-se em sua 28ª edição, e o projeto Musicanto Vai à Escola, propondo para a próxima edição da feira e do festival, a realização do Musicanto Kids, mostra de interpretação infanto-juvenil, festival de canto que envolve ao todo 248 escolas de 22 municípios que formam a região da Fronteira Noroeste do estado. Hoje a Fenasoja pode ser compreendida como uma empresa civil que reverte todo lucro à sociedade, em benefício da comunidade. Um exemplo disso foi o investimento na reforma do Batalhão da Brigada Militar. E a Feira em si é um dos principais cases de gestão em eventos congêneres, prestando, atualmente, apoio de gerenciamento administrativo e compartilhando conhecimento e expertise com as demais feiras do Rio Grande do Sul. Nas edições anteriores da Fenasoja houve a contratação de grande estrutura coberta para garantir proteção e conforto à população durante as mais variadas atividades artísticas e, em especial, aos shows nacionais trazidos para a Fenasoja. Em análise acurada sobre o custo e benefício, optou-se por fazer uma estrutura definitiva, denominada COMPLEXO POLIESPORTIVO E CULTURAL _ ESPAÇO FENASOJA, com 3,5 mil m² (50 x 70m) de área construída, que contemplará espaço multiuso para a prática desportiva, e, em especial, estrutura de cobertura, palco e camarins para atender a eventos dos mais diversos segmentos culturais, como mostras, festivais e shows de música; festivais e apresentações focadas nas artes cênicas (teatro, dança, circo), encontros de etnias, e demais atividades artísticas e culturais congêneres, atendendo, pela própria infraestrutura e localização do Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, a toda a comunidade regional. O foco principal do empreendimento é atender, como já ocorria com a locação da infraestrutura para a Arena Fenasoja, às atividades artísticas e culturais da Feira. Com a construção definitiva da estrutura completa, ganha toda a sociedade regional com um espaço definitivo para todos os eventos e atividades culturais do município de Santa Rosa e adjacentes. A área coberta poderá abrigar até 12 mil pessoas, e toda a área construída servira nos tempo ocioso para práticas esportivas. Serão três quadras poliesportivas no espaço coberto mais duas descobertas, pista de atletismo coberta e outra descoberta, além de acesso para logística de carga e descarga de equipamentos, e espaço para estruturas temporárias, como banheiros, camarins sobressalentes, espaço para imprensa, camarotes e arquibancadas, quando for o caso. A Fenasoja irá utilizar esta infraestrutura, desonerando a locação, durante dez dias a cada dois anos. Todas as demais datas serão para uso comum de todos, e conforme planejamento do órgão público, entidades e empresas que tiverem interesse em desenvolver atividades no local, aproveitando de toda a estrutura perene disponibilizada. Por conta da sua localização geográfica, o COMPLEXO POLIESPORTIVO E CULTURAL será um catalizador de eventos culturais de toda a região contribuindo para o fomento da produção cultural no município, região e no Estado, tendo o Espaço Fenasoja, assim como o parque de exposições, uma referência em infraestrutura no Rio Grande do Sul e países vizinhos. Concretizar a construção deste espaço é valorizar e empoderar as manifestações artísticas locais sobremaneira, e pôr ao alcance da população um polo de produção cultural, além de aproximar da comunidade as políticas públicas do Estado. Tal localidade abrigará grandes espetáculos gratuitos, a fim de promover, difundir e fomentar a cultura de modo democrático e plural. A Fenasoja tem sido uma entidade promotora de diversos eventos e ações que buscam beneficiar a comunidade e aproximar das políticas públicas... com trabalhos que visam aperfeiçoar a qualidade de vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social, proporcionando à essas acesso à arte, cultura e lazer. A Fenasoja é a feira com maior número de visitantes estrangeiros do estado do Rio Grande do Sul, sendo esperado para a edição de 2020 mais de sete mil visitantes de fora do país. Ao todo, circulam pela Feira aproximadamente 200 mil pessoas, sendo uma parcela considerável oriunda de outros municípios do estado e do país. Uma das ações que impacta positivamente nesta rotatividade expressiva de pessoas são as atrações artístico-musicais, que servem como um chamariz ne oportunidade de cultura, lazer e entretenimento. Com certeza um público desta dimensão impacta positivamente em toda a economia do município de Santa Rosa, além de representar oportunidade de geração de emprego e renda aos mais diversos profissionais dos mais diversos segmentos. Com a construção de um equipamento ou estrutura definitiva, a cadeia produtiva da arte e da cultura será amplamente beneficiada. O que agora chama-se Complexo Poliesportivo e Cultural _ Espaço Fenasoja, chamava-se Arena Fenasoja, e, desde 2016 manteve uma estrutura provisória semelhante a esta que agora pretende ser definitiva. Esta estrutura temporária, constituída de ampla cobertura capaz de abrigar até 9.000 pessoas, palco com dimensão suficiente para receber grandes espetáculos cênico-musicais (tamanho 15 x 20m), camarins e congêneres. A partir de 2016, durante as duas edições subsequentes da Feira, considerando o tempo exíguio e sazonal de 10 dias a cada dois anos, passaram diversos artistas, e que podemos dar um destaque, em termos de artistas de renome estadual e nacional, para Luiz Carlos Borges; Diego Lopes e Banda; Acústicos e Valvulados; Reação em Cadeia; Mateus Rasta e Banda; Banda Chimarruts; Elton Saldanha; Walter Moraes; Os Monarcas; Grupo Rodeio; César Oliveira e Rogério Melo; Tchê Barbaridade; Os 4 Gaudérios; Gusttavo Lima; Fábio Junior; MC Guimê, Valesca, João Paulo e Jardel; Grupo Molejo; Fernando e Sorocaba ; Chrystian e Ralf e IRA!; Também o palco manteve a sua vocação de dar visibilidade e fomentar a produção musical local, com participação nos shows de músicos de Santa Rosa Rogério Magrão e Grupo; Banda Massaschussets; Yuri Rodrigues; MC JP _ Jonatan Paveglio; e outros músicos regionais como Banda Indústria Musical; Robson Souza de Santa Maria; Laura Dick Schadeck de Santo Ângelo; Gabriel Villena e Banda de Ijuí; Maria Cecília e Rodolfo; dentre outros segmentos contemplados como o de danças tradicionalistas e étnicas, e espetáculos cênico-circenses.... Assim, com a construção deste equipamento, interrompe-se um fluxo de recursos constantes em estruturas temporárias e aplica-se o princípio da economicidade. Os eventos futuros e dissociados das feiras que ocorrem no parque municipal de exposições Alfredo Leandro Carlson, em curto prazo de tempo, justificará e pagará a estrutura perene a ser montada no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. Todavia, A sustentabilidade financeira do Complexo perpassa os conceitos de eficiência e eficácia, onde se busca avaliar se o que está sendo feito está alcançado a proposta inicial para aquele empreendimento, correspondendo aos interesses do Estado, da sociedade e dos demais parceiros privados envolvidos. Serão identificados os esforços para melhorar o custo benefício de determinadas realizações e a busca de princípios de transparência e isonomia nos processos de compras, contratações e de prestação de contas. E, complementarrmente, mas não menos importante, como se dá a equação de financiamento, transferências de verbas e geração de receitas próprias, incluindo-se os patrocínios e o uso das leis de incentivo à cultura. É objetivo da FENASOJA com a construção deste Complexo Poliesportivo e Cultural, e enquanto representante da comunidade local e articuladora de ações para o seu crescimento, criar as condições para o desenvolvimento da cultura como espaço de inovação e expressão da criatividade local e fonte de oportunidades de geração de ocupações produtivas e de renda, fomentando a sustentabilidade e promovendo a desconcentração dos fluxos de formação, produção e difusão das distintas linguagens artísticas e múltiplas expressões culturais, atendendo toda a cadeia produtiva da cultura e da arte. Per si, o Complexo Poliesportivo e Cultural traz uma arquitetura contemporânea para dentro do Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, e tem como premissa a originalidade, a funcionalidade, e a viabilidade econômica e construtiva. A forma arquitetônica que será construída em definitivo, trará um outro desenho ao Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson promoverá uma sensação maior de identidade e pertencimento da população com relação ao seu cabedal arquitetônico. Mas, para além da sua forma, é no conteúdo que o espaço busca se destacar, sendo um equipamento para uso da comunidade regional, incentivando as linguagens e práticas artísticas locais, em todos os segmentos culturais. Desta forma, é desenvolvido o Plano de Gestão que, como é característica da própria FENASOJA enquanto entidade da comunidade, deverá ser pensado estrategicamente e executado de forma compartilhada com os órgãos públicos, organizações sociais de finalidade cultural e artistas e produtores culturais de Santa Rosa e Região. Já é característica deste espaço, de foram muito sazonal, durante a realização da FENASOJA, a valorização dos artistas locais, nos segmentos da música, da dança, da etnia, da tradição e do folclore. Mas com a construção de um equipamento perene em local público e democrático, o conceito de identidade e dimensão simbólica irá se amplificar junto à sociedade local. A Arena Fenasoja, estrutura similar e temporária, foi palco da última edição do Musicanto, festival de composição musical de abrangência latino-americana reconhecido como evento de relevante interesse cultural do estado do Rio Grande do Sul pela Lei nº. 14.765 de 23 de novembro de 2015.
PLANO DE SUSTENTABILIDADE DO EMPREENDIMENTO COMPLEXO POLIESPORTIVO E CULTURAL - ESPAÇO FENASOJA O Complexo Poliesportivo e Cultural, como pode-se identificar no projeto arquitetônico, possui uma estrutura sem maior complexidade, compondo-se de uma grande cobertura a qual pode abrigar até nove mil pessoas em caso de shows, atividades, eventos, feiras, mostras culturais e artísticas as mais diversas, com palco e camarins definitivos. O custo operacional deste espaço inclui apenas pequenas reformas pela degradação ao longo do tempo e conforme o uso, manutenções diversas, periódicas ou não, incluindo pequenos reparos e limpeza, há um custo agregado de água e iluminação, conforme o uso, sendo que por estar situado dentro de um parque (de Exposições Alfredo Leandro Carlson), tais custos já têm sido compartilhados entre a Prefeitura Municipal de Santa Rosa, proprietária e responsável pelo Parque, e as duas principais feiras que ocorrem no local: a FENASOJA e o HORTIGRANJEIROS. Portanto, no quesito sustentabilidade econômica não há maior impacto do que o que já se tem de despesas com o custeio da infraestrutura de todo o parque. Não há envolvimento de recursos humanos específicos para a administração do espaço, sendo que o mesmo será gerido de forma compartilhada entre a Fenasoja, a Prefeitura Municipal de Santa Rosa e a sociedade civil organizada. No caso de prováveis eventos privados que tenham significativo trânsito de pessoas e com previsão de obtenção de lucro, deverá ser cobrada taxa de manutenção, água e luz, para auxiliar nas despesas necessárias para manter a integridade do local, seu pleno funcionamento e contrabalanceando qualquer degradação advindo das atividades do espaço. Todavia, o local será para usufruto da população, que terá a possibilidade de acessar de foram gratuita na seu dia-a-dia, para prática de atividades físicas e culturais. Em termos de gerenciamento, o que se propõe com a construção do Complexo Poliesportivo e Cultural é estabelecer um case onde, a médio prazo, possamos mensurar a capacidade de produção, de distribuição e de utilização das riquezas produzidas na nossa região, em especial as de aspectos artísticos e culturais, em suas multifacetadas expressões, dentro da compreensão que a economia da cultura e da criatividade tem absoluta importância no cenário macroeconômico do município e região. Se pretende garantir o alcance dos objetivos esperados, que é o uso do espaço das mais variadas formas, conforme aludido no Modelo de Gestão e Plano de Uso anexado à proposta cultural, e que possamos obter a longevidade do empreendimento por um período muito maior que os 20 anos de cessão de uso. Que seja um patrimônio social da comunidade santa-rosense com a perenidade que alcance gerações, trazendo bem estar social, cultura e entretenimento e contribuindo para o desenvolvimento integral de Santa Rosa e região. Com relação aos impactos sócio econômicos, com certeza há, desde já, uma expectativa, mas os resultados e desdobramentos somente poderão ser devidamente acareados após a implantação do projeto. O impacto é uma consequência analítica do ponto de vista social e econômico, pela criação deste novos empreendimento, cuja estrutura, mais que atender a necessidades na área do esporte e da cultura, tem uma ampla gama de atividades as mais variadas que podem se desenvolvidas sob esta super estrutura construída. Com certeza que as ações, programas e atividades que serão desenvolvidos no espaço será um incentivo ao consumo e a novos investimentos locais na cadeia produtiva da cultura. Se atingirmos como meta a melhoria da qualidade de vida da população local, já terá valido a pena o esforço e o investimento. Se a sustentabilidade financeira perpassa os conceitos de eficiência e eficácia, onde se busca avaliar se o que está sendo feito está alcançado a proposta inicial para o empreendimento, correspondendo aos interesses do da sociedade e dos demais parceiros envolvidos, a FENASOJA têm-se mostrado um case de sucesso no que se refere à gestão, considerando as relações custo x benefício das ações desenvolvidas, e zelando pelos princípios de transparência e isonomia nos processos de compras, contratações e de prestação de contas. E, complementarmente, mas não menos importante, sempre atenta à equação de financiamento, transferências de verbas e geração de receitas próprias, incluindo-se os patrocínios e o uso das leis de incentivo à cultura, sempre que necessário for.
MODELO DE GESTÃO E PLANO DE USO COMPLEXO POLIESPORTIVO E CULTURAL – ESPAÇO FENASOJA A FENASOJA tem por característica básica sua postura compartilhada de ações e informações cujo diálogo com todas as entidades, pessoas e órgãos do município e região é uma constante. Este documento é fruto de uma iniciativa em construir não só um ESPAÇO CULTURAL, mas um constante debate sobre a arte e a cultura do município, dando vazão, conjuntamente, às mais diversas ações para atender às lacunas e gargalos dos mais diversos segmentos e áreas da cultura. Tal diálogo tem uma transversalidade não só nos segmentos e câmaras setorias da cultura, como nas mais diversas ações e manifestações que possam vir a ser facultadas com ou sem a participação, apoio ou parceira da FENASOJA, embora esta continue sendo uma incentivadora de toda atividade que venha a trazer bem estar social, ampliação do conhecimento, e diminuição das desigualdades, estabelecendo uma relação estratégica com as demais políticas públicas, em especial com as políticas de educação, comunicação social, meio ambiente, turismo, ciência e tecnologia, esporte, lazer, saúde e segurança pública. No que tange à CULTURA, e que é o objeto central deste documentos, foi estabelecido diálogo com a Sociedade Civil, agentes culturais os mais diversos, incluindo entidades do terceiro setor , empresas e pessoas físicas, e, em especial, estreitamos relações com o Conselho Municipal de Políticas Culturais e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cultura e Esporte. Estes possuem interesse direto no pleno desenvolvimento da Cultura em nosso município, na construção de uma cadeia produtiva quem traga riquezas para a comunidade, não só no aspecto econômico-financeiro, mas na construção de uma sociedade mais equânime e justa. A tônica do diálogo estabelecido é o urgente resgate, revisão e, em especial, colocar em prática pontos e estratégias abordadas nas conferências municipais de cultura às quais gestaram a base fundamental para a criação da LEI No 5.036, de 21 de AGOSTO de 2013, que dispõe sobre o Sistema Municipal de Cultura no município de Santa Rosa, seus princípios, objetivos, estrutura, organização, gestão, interrelações entre componentes, recursos humanos, financiamento, mantendo os demais assuntos de cultura ora consolidados e dando outras providências, e, mais tarde, em 19 de setembro de 2016, através do debate intensivo da comunidade, é criada a Lei nº 5.332, que aprova o Plano Municipal de Cultura e que representa a concretização do planejamento de uma política de incentivo ao desenvolvimento do setor cultural em todas as suas dimensões, com o estabelecimento de ações públicas que objetivam promover o progresso da cultura, do patrimônio cultural e das demais manifestações culturais locais e regionais, por meio do incentivo à produção, pesquisa, formação, gestão, intercâmbio e difusão cultural. Há subsídios já criados, indicadores confiáveis e, principalmente, o estabelecimento criterioso de objetivos a serem alcançados e metas a serem cumpridas para que este desenvolvimento cultural se dê, se torne realidade. A FENASOJA configura-se em uma entidade que tem a preocupação com o desenvolvimento da sociedade local e regional como sua principal meta, atuando 365 dias por ano junto à comunidade, e não atendo somente à realização de uma Feira de negócios, a cada dois anos, e dez dias contíguos. E temos de forma claríssima que este pleno desenvolvimento social passa pelo desenvolvimento cultural e artístico, pela valorização dos artistas, equipamentos, bens e serviços culturais do município e dos munícipes como condição de formação de um indivíduo e um povo mais sensível, crítico e sábio. Assim, do estudo e do debate, foi gerada e identificadas algumas metas a serem cumpridas, como plano de uso para o espaço, não só por cinco anos mas por período indeterminado, e um plano que dê sustentabilidade ao empreendimento, não só econômica, com modelo de gestão compartilhada, mas sustentabilidade social, que o espaço possa ter seu uso constante e continuado, gerando bem estar, agregando famílias e comunidade em torno de atividades que unam conhecimento, lazer, saúde e melhorem a auto estima do cidadão de Santa Rosa e de toda a região. Quando permitimos que as pessoas tenha contato com momentos de lazer, entretenimento, mais que fruição proporcionar a ampliação do padrão estética das pessoas, através de experiências artísticas e culturais de qualidade, estamos promovendo o desenvolvimento humano e social, além de produzir riquezas e trazendo desenvolvimento econômico para a região através da valorização da cadeia produtiva direta e indireta que abarca a economia da cultura e da criatividade. Da mesma forma, e constitucionalmente, proporcionamos ao cidadão o pleno exercício dos direitos culturais básicos A FENASOJA, a partir deste reconhecimento da prática cultural como um fator imprescindível para o crescimento individual e social de um cidadão e do tecido social ao qual ele pertence, quer atuar como um dos principais articuladores, no âmbito municipal, das políticas públicas de cultura, estabelecendo mecanismos de gestão compartilhada com os demais entes federados e a sociedade civil, buscando contribuir para a complementaridade das ações do poder público e dos entes que compõem a sociedade organizada, evitando superposições e desperdícios. A cultura é um direito fundamental do ser humano, e compete a todos, junto ao poder público municipal prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Ela é um importante vetor de desenvolvimento humano, social e econômico, devendo ser tratada como área estratégica para o desenvolvimento sustentável e para a promoção da paz no município de Santa Rosa e região. Como as ações a serem empreendidas no espaço cultural devem ser democráticas, não só franqueando acesso gratuito às atividades, mas, em especial, observando o interesse público e o respeito à diversidade cultural, a proposta de uso do espaço será balizada, em termos de conceitos e objetivos, pelo que dispõe o Sistema Municipal de Cultura, planejando e implementando ações que visem a assegurar os meios para o desenvolvimento da cultura como direito de todos os cidadãos, com plena liberdade de expressão e criação; universalizar o acesso aos bens e serviços culturais; contribuir para a construção da cidadania cultural; reconhecer, proteger, valorizar e promover a diversidade das expressões culturais presentes no município; combater a discriminação e o preconceito de qualquer espécie e natureza; promover a equidade social e territorial do desenvolvimento cultural; consolidar a cultura como importante vetor do desenvolvimento sustentável; intensificar as trocas, os intercâmbios e os diálogos interculturais; e contribuir para a promoção da cultura da paz. As possibilidades de ações que poderão e deverão ocupar o Complexo Poliesportivo e Cultural observará os modos de viver, fazer e criar dos diferentes grupos formadores da sociedade local, intentando promover e proteger as infinitas possibilidades de criação simbólica expressas em modos de vida, crenças, valores, práticas, rituais e identidades, abrangendo toda a produção nos campos das culturas populares, eruditas e da indústria cultural. Outrossim, no que tange à dimensão cidadã, iremos buscar promover o acesso universal à cultura por meio do estímulo à criação artística, da democratização das condições de produção, da oferta de formação, da expansão dos meios de difusão, e, principalmente, da ampliação das possibilidades de fruição e da livre circulação de valores culturais. Entendemos que esta participação na vida cultural deve ser assegurada igualmente às pessoas portadoras de necessidades especiais, que devem ter garantidas condições de acessibilidade e oportunidades de desenvolver e utilizar seu potencial criativo, artístico e intelectual. Cabe a nós, sociedade, e à FENASOJA, enquanto representante da comunidade local e articuladora de ações para o seu crescimento, criar as condições para o desenvolvimento da cultura como espaço de inovação e expressão da criatividade local e fonte de oportunidades de geração de ocupações produtivas e de renda, fomentando a sustentabilidade e promovendo a desconcentração dos fluxos de formação, produção e difusão das distintas linguagens artísticas e múltiplas expressões culturais, atendendo toda a cadeia produtiva da cultura e da arte. No que se refere às metas a serem cumpridas, e atividades a serem realizadas, temos por ponto de referência o que dispõe o Plano Municipal de Cultura, criado em 2016, e que foi objeto de intensos estudos e deliberações, sendo realizadas 20 (vinte) reuniões setoriais com intuito de apontar diretrizes e linhas de ação de referência para a construção de políticas públicas consistentes e alinhadas com as políticas culturais do Sistema Nacional de Cultura. A partir do que fora definido na ocasião estabelecemos as prioridades a serem desenvolvidas e atividades passíveis de serem realizadas no espaço Complexo Poliesportivo e Cultural. Este processo teve a participação ativa de escritores locais, artistas visuais, professores de artes, agentes culturais, conselheiros de cultura e integrantes dos poderes públicos municipal, estadual e federal, bem como de órgãos intergovernamentais. O Plano Municipal de Cultura de Santa Rosa-RS (PMC) representa a concretização do planejamento de uma política de incentivo ao desenvolvimento do setor cultural em todas as suas dimensões, com o estabelecimento de ações que objetivam promover o progresso da cultura, do patrimônio cultural e das demais manifestações culturais locais e regionais, por meio do incentivo à produção, pesquisa, formação, gestão, intercâmbio e difusão cultural. Dentre as entidades parceiras na factibilização do Plano Municipal de Cultura e que estarão no processo de construção do plano de gestão compartilhada do Complexo Poliesportivo e Cultural, podemos citar algumas, como a ASES, Associação de Escritores Santa-Rosenses; AAPLAS, Associação dos Artistas Plásticos de Santa Rosa; SESI - Serviço Social da Indústria; Escola de Música RECITAL; OSCIP, Cidade Interativa; Entidades Tradicionalistas; Grupo de Teatro Estudantil ATIVAR; Grupo de Teatro ATOS; Grupo Cena Viva de Teatro; Orquestra Jovem de Santa Rosa; Cia de Dança Urban Kings; SESC - Serviço Social do Comércio; Associação dos artesões de Santa Rosa; CASF - Centro Assistencial Sagrada Família; Organizações Étnicas e ETNIROSA – Associação das etnias de Santa Rosa; Grupo de Dança Folclórica Immer Lustig; Grupo Arteiros - Escola Municipal de Teatro; Cia Santa Rosa em Dança - Escola Municipal de Dança; Movimento Santa Arte; Associação Resistência; Casa do Artesão; “Brique” da Praça; UNESCO - Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura.; Regional Sul da Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo; Secretaria de Estado da Cultura - RS; Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cultura e Esporte; Secretaria Municipal da Educação e Juventude; 17ª Coordenadoria Regional de Educação; Biblioteca Municipal Olavo Bilac; Procuradoria-Geral do Município; Comissão da Cultura da Câmara de Vereadores, e membros da sociedade civil, podendo ser citados alguns agentes que atuam na área artística e cultural de Santa Rosa: Alba Maciel, Alessandro Munawek, Aline Riffel, Anderson Ney Farias, André da Rosa, Angélica Dege, Antonio Limberger, Ariceu Simão Paiva, Artêmio Fridriczewski, Augusto Fullmann, Bernardete Carvalho, Carla Cristina Rodrigues, Carla Beatriz Peres, Cecília Lima da Silva, Cláudio Soutto, Cristian Liaser Valdir Fester, Carla Betsch, Cristiano Melchior, Dilene Flores, Eduardo Alcântara, Eliane Soutto, Fernando Keiber, Flávio Machado, Fabiane Padilha de Oliveira, Ibirá Müller, Gesieli da Silva, Jaime Perin João Bauken, Jerry Marisa Bhön, Jéssica Souza, Jorgete Hilbig, Josafá de Souza, José Henrique Thiele Fortes, Lucas Pasqualeto, Luiza Lher Moroni, Luciane Miranda, Márcia Hartmann Marcelo Casagrande, Maria Inez Flores Pedroso, Maria Ivone Gomes, Magnus Langbecker, Maria de Lourdes Calliari, Marisa Seidel, Nídia Engel, Patrícia Prestes, Roque Aloísio Weschenfelder, Rosane Garcia, Nicole Dias, Ricardo Perez Ribas, Tairone Palczykowski,Valmir Bruski e Vilson Kunzler, dentre outros. Para cumprir com um planejamento, implementação e acompanhamento de ações, projetos e programas na área cultural que poderão ser desenvolvidos neste novo espaço que será construído, em consonância com as Metas do PMC, tudo em concomitante e constante diálogo com a população santa-rosense, entidades, órgãos públicos e intergovernamentais, apresentamos as ações abaixo, destacadas por segmento ou área cultural: 1. ARTES INTEGRADAS: a. Dar continuidade à realização da Parte Cultural da FENASOJA, com espetáculos musicais locais e nacionais, danças étnicas e danças em geral, circo, e atividades congêneres. b. Servir de local para as atividades culturais de outras feiras que ocorrem no Parque de Exposição Alfredo Leandro Carlson, como as edições do HOSRTIGRANJEIROS (a próxima será a 34ª edição), a INDUMÓVEIS (em sua 8ª edição), e demais atividades como Rodeios e outros eventos esporádicos e sazonais. c. Retorno da FEIRA DAS PROFISSÕES, direcionada, nesta etapa específica, à cadeia produtiva da Economia da Cultura e da Criatividade, que englobam os diversos prestadores de serviços e fornecedores. A economia criativa distribui-se em cinco campos: (1) patrimônio: patrimônio material, imaterial, arquivos e museus; (2) expressões culturais: artesanato, culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, artes visuais e digitais; (3) artes de espetáculo: dança, música, circo e teatro;: (4) audiovisual, livro, leitura e literatura: cinema e vídeo, publicações e mídias impressas; e (5) criações culturais e funcionais: moda, design e arquitetura, sendo que os segmentos culturais são agregados em quatro grandes áreas criativas - Consumo, Cultura, Mídias e Tecnologia. A área criativa correspondente à Tecnologia abarca os segmentos da Tecnologia em Informação e Comunicação [TIC], Biotecnologia e Pesquisa e Desenvolvimento [P&D]. Essa área criativa volta-se para os conhecimentos tecnológicos onde, comumente se percebem as inovações resultantes de sua produção. O campo criativo da Mídia envolve os segmentos de Audiovisual e Editorial, considerando a produção de conhecimento por intermédio dos veículos de comunicação. A cultura como grande área criativa tem como correspondente os segmentos das Artes Cênicas, Música, Patrimônio e Artes e Expressões Culturais. Nesse campo, a percepção das manifestações culturais é claramente identificada, por estar muito próxima do desenvolvimento da cultura local. O campo criativo do Consumo inclui moda, design, arquitetura e publicidade. Definiu-se incluir nesse campo as atividades que produzem produtos ou serviços que podem ser facilmente consumidos pelos clientes. Junto desta feria, e no mesmo espaço, desenvolver fóruns de capacitação, oferecer cursos e oficinas com conteúdo que tenha relação com as áreas e atividades compreendidas na Feira. d. Propor no espaço a realização da Semana da Cultura, conforme previsão legal, e evento ainda não realizado pelo poder público; e. Resgatar o projeto Pôr do sol cultural. 2. MÚSICA – Santa Rosa e região constituem-se em um polo formador de músicos, com produção própria de grande expressão. Também é sede de grandes eventos que atraem músicos de todo o país, podendo dar um destaque merecido ao Musicanto, que atrai músicos de toda a América Latina para Santa Rosa. a. Contribuir para a consolidação e aperfeiçoamento das conquistas obtidas, sendo o Complexo Poliesportivo e Cultural palco para a reverberação do Musicanto, do Musicanto vai à escola, da Escola Municipal de Música, da Orquestra Jovem de Santa Rosa, da Orquestra de Violões, dos grupos de Canto coral, e afins; b. Resgatar as mostras de talentos regionais, como o extinto PRATAS DA CASA, promovido pelo Sesc; c. Viabilizar espaço coletivo para ensaios, tendo em vista a dificuldade que as bandas possuem em encontrar local amplo para realizar, sem custo, ensaios abertos - criar sistema e agenda de uso do espaço para ensaios; d. Propor a realização de um grande festival de música gospel, que é anseio de um setor da sociedade santa-rosense; e. Valorizar talentos locais em feiras e eventos do município investindo na contratação de bandas locais, a exemplo do que já ocorre com a Fenasoja e o Hortigranjeiros; f. Proporcionar encontro estadual/nacional de Canto Coral, incentivando a produção regional; g. Trazer de volta Festival de interpretação a exemplo do Festival MPB; Canto Livre e o Santa Rosa Em Canto, atraindo cantores de todo o estado e movimentando a economia local; h. Manter o espaço como palco de um dos maiores festivais do estado com abrangência latino-americana – MUSICANTO, em sua 28º edição e que ocorre desde 1983 no município de Santa Rosa. 3. ARTESANATO - O artesanato santa-rosense possui uma produção diversificada em técnicas e uso de materiais, valendo-se desde o processo estritamente manual até ao consorciado com design e artes visuais. Impera-se a criatividade em mesclar técnicas atuais e antigas e utilizar matéria-prima local ou importada ou mesmo reaproveitamento de resíduos para se buscar qualidade com fins de uso doméstico, terapêutico ou geração de renda. a. O espaço poderá ou deverá ser usado para organizar feiras de artesanato, podendo ser criada uma feira regional para mostra e comercialização dos produtos oriundos deste artesanato, ou adequar espaço para que o evento ocorra em outras Feiras comerciais que aconteçam no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, como o Hortigranjeiros. Pode-se criar nova oportunidade de espaço para outros eventos que tem muito acentuada a presença do artesanato, como uma extensão do Brique da Praça ou o resgate da Multifeira Cultural. A atividade possui um horizonte de inúmeras possibilidades que colaborariam numa maior valorização e notoriedade perante a comunidade e público turista, se consolidando nas políticas e eventos públicos e privados como uma atividade atuante no desenvolvimento social, econômico, turístico e cultural do município. b. Uso do espaço para promover encontros, intercâmbios e mostras entre os artesãos em âmbito local, regional, nacional e internacional. 4. CULTURA POPULAR - A cultura popular é o resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões e recobre um complexo de padrões de comportamento e crenças de um povo. Nasceu da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento: crenças, artes, moral, linguagem, ideias, hábitos, tradições, usos e costumes, artesanatos, folclore e afins. Percebemos inúmeras manifestações desse setor no âmbito local, principalmente, em relação à produção artesanal, nossas “crocheteiras”, o trabalho com palha, o tricô, o carnaval, a forma de fazer a cuca alemã, a gastronomia colonial, o benzimento e a capoeira. a. Festas juninas; b. Antigo Festival do Refrigerante, festa visando o entretenimento da família; c. Carnaval, reunião de blocos temáticos; d. Encontro de capoeira; e. Tapetes de Corpus Christi; f. Rodeios e encontros tradicionalistas; g. Festival de gastronomia de rua – food trucks. h. Congêneres. 5. TEATRO - Atualmente, Santa Rosa tem vários grupos de teatro em atividade, destes, alguns são ligados a escolas, outros a instituições religiosas, outros a instituições públicas e, alguns são grupos independentes, podendo ser destacados o Grupo de Teatro Estudantil ATIVAR, da Escola Estadual de Educação Básica Cruzeiro, fundado em 1996 (com 23 anos de trabalho com a arte teatral, tem inúmeras conquistas, prêmios em festivais de teatro, mostras de artes em variados locais, entre outras. As atividades extrapolaram os muros da escola; com intensa produção e participação no município e região, o Grupo é um polo gerador de atividades artísticas e culturais. Desde a sua fundação até a presente data teve a participação de 500 integrantes e vários espetáculos produzidos); Cia de Artes Atos, da Igreja Comunidade Evangélica Ministério Atos; Grupo de Teatro Arteiros, da Secretaria Municipal de Cultura; Grupo de Teatro Amador NÓIS, fundado no ano de 2000: grupo independente; Grupo de Teatro Brigada em Cena, de a Brigada Militar; Grupo de Teatro do da Estadual de Educação Visconde de Cairu; Grupo de Teatro do Instituto Sinodal da Paz; Grupo de Teatro do CASF; Grupo independente Cena Viva, dentre outro. No cenário local, em relação ao teatro profissional, ressaltamos o importante papel que o SESC desempenha no oferecimento de espetáculos teatrais em projetos como o Palco Giratório. a. Buscar articulação entre os níveis, municipal, estadual e federal para promover grandes encontros da cadeia produtiva do teatro no espaço Complexo Poliesportivo e Cultural, fortalecendo as parcerias já existentes, promovendo a divulgação, distribuição e promoção dos produtos, dos serviços e fornecedores locais; b. Ampliar a realização de festivais e mostras teatrais, reconhecendo as diversidades das práticas teatrais e desenvolvendo, concomitantemente, ações com ênfase no debate e formação como seminários, palestras, oficinas de capacitação e formação profissional em todos os segmentos da produção teatral; em especial buscar fomentar a Mostra de Teatro que já vem sendo realizada pela Escola Municipal de Teatro, com vistas a sua ampliação e qualificação; c. Viabilizar espaço coletivo para ensaios e organizar um calendário de ocupação do Complexo Poliesportivo e Cultural com uma alternativa gratuita e descentralizada de uso, opção aos espaços já tradicionais e que dispõem de pouco horário ou necessidade de cobrança para manutenção da infraestrutura como o caso do Teatro do Sesc, ou o Centro Cívico Cultural Antônio Carlos Borges, onde, inclusive, funciona o Cinema Municipal.; d. Usar o espaço para promoção de intercâmbio cultural com artistas e grupos das artes cênicas de outras cidades. 6. DANÇA - Santa Rosa vive um momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Cia. Municipal de Dança, que tem levado o nome do município a diversos lugares do Brasil e recebido inúmeros prêmios. O festival Santa Rosa em Dança é evento já consagrado. Entretanto, existe a necessidade de estimular a formação e fortalecimento de grupos não vinculados à Prefeitura Municipal. a. Apoiar e ampliar as ações do Santa Rosa em Dança, fazendo a experiência de promover um grande festival competitivo no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson; b. Estimular os grupos de danças folclóricas, propondo nova edição do Festival De danças étnicas a nível nacional e internacional (Mercosul); 7. ARTES PLÁSTICAS E ARTES VISUAIS - A produção de artes plásticas tem arrefecido nos últimos anos, sendo sentida a falta da faculdade de artes, que era fonte tanto de qualificação; quanto de estímulo à produção artística local. Uma parcela de nossos grandes talentos acaba indo viver nos grandes centros em busca de capacitação e espaços que garantam a maior exposição de sua arte e sobrevivência a partir dela. Também se identificou a necessidade de estímulos e apoio para retomada da Mostra Artistas da Terra que durante anos foi o momento mais importante das artes plásticas de toda a região, servindo de estímulo à produção e também à formação de público, sendo amplamente visitada pelas escolas do município e região.a. Propor uma reedição da Mostras Artistas da Terra ampliada, ocorrendo no Complexo como um evento multiculturais;b. Viabilizar espaço coletivo de artes, onde acontecerão oficinas e exposições; podendo ser estimulado espaço criando local provisório no Complexo Poliesportivo e Cultural para exposições de artes dentro de feiras já existentes no município; criando, promovendo e buscando viabilizar intercâmbio cultural com Argentina e demais países da América do Sul no segmento de Artes Plásticas e Visuais; 8. CINEMA E FOTOGRAFIA – AUDIOVISUAL – Há uma produção local de cinema e vídeo bem interessante. O Instituto Sinodal da Paz possui um festival de curta metragens de produção dos estudantes, assim como o Instituto Educacional Dom Bosco e a Escola Técnica Machado de Assis – FEMA. A empresa Lanterna Mágica brindou a comunidade local com bons filmes como o curta docudrama DESBRAVADORES e o ECO DO SAPUCAY. a. Buscar parcerias e recursos via Fundo Municipal de Cultura, Sistema Pró-Cultura RS (LIC e FAC), Lei Federal de Incentivo à Cultura, ANCINE, Editais e outras instancias, para fazer uma mostra de cinema ao ar livre no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, no Complexo Poliesportivo e Cultural, a exemplo de outros festivais congêneres como o Shell Open Air, Cine Autorama, Festival Manuel Padeiro de Pelotas, como extensão do projeto Santa Rosa Mostra Cinema (antigo Santa Rosa Mostra Gramado) buscando proporcionar a vinda de diretores, roteiristas, e demais profissionais da linha de frente da produção para promover uma capacitação local. 9. LEITURA, LITERATURA E BIBLIOTECAS - Segundo as pesquisas realizadas pelo extinto Ministério da Cultura, ainda há 98 milhões de habitantes no país que não leem. Os programas do governo são muito bem-vindos, mas não são suficientes para estimular a leitura, cada município precisa criar formas de incentivar a leitura, literatura e inclusive o consumo de bens literários. “Precisamos unir a iniciativa privada e a sociedade civil para que seja um conjunto de ações que farão o hábito da leitura ser melhorado”. a. Proporcionar uma extensão da edição da Feira do livro de Santa Rosa, organizada pela Prefeitura Municipal em cooperação com a iniciativa privada e que já está em sua 15ª edição; b. Propor um Festival Literário abordando a presença da literatura em todas as demais linguagens artísticas, dando destaque à correspondência e intercomunicação entre as diversas áreas culturais; c. Comemorar a Semana Mundial do Livro; d. Resgatar o Projeto Choupana Cultural em parceria com a Biblioteca Municipal Olavo Bilac. 10. FOLCLORE, ETNIA E TRADIÇÕES - Atualmente, temos em nossa cidade seis etnias organizadas, dentre elas, a Alemã, Afro, Árabe, Italiana, Polonesa e Russa. No entanto, podemos encontrar em Santa Rosa descendentes de famílias suíças, suecas, japonesas, portuguesas, bolivianas, argentinas, austríacas, espanholas e chinesas. No que se refere às tradições, TEMOS TRÊS Centros de Tradições Gaúchas e diversos piquetes. a. Redimensionar a Festa das Etnias, buscando recursos de diversas fontes e promovendo atrações regionais, nacionais e internacionais, fazendo intercâmbio com a tradicional Fiesta Nacional del Inmigrante, que se realiza em Oberá, na Argentina; Festa das Etnias de Criciúma/SC, e outros eventos congêneres; b. Promover uma extensão da Oktoberfest, realizada no Bairro Central, todo mês de outubro; c. Contribuir para a ampliação da realização dos Rodeios e encontros tradicionalistas gaúchos no Parque de exposições; d. Promover eventos de integração intermunicipal, com possibilidade de troca de experiências e materiais referentes à músicas/coreografias, com municípios que possuem eventos de cunho folclórico e/ou festa de etnias, a exemplo do tradicional Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis. O PLANO DE USO PARA OS PRÓXIMO CINCO ANOS, é a entrega de um euqipamento multicultural, que está localizado em um espaço democrático e de fácil acesso, com excelente infraestrutura para usufruto da comunidade santa-rosense. Sempre que acontece a Feira Nacional da Soja, ou o Hortigranejeiros, há um dispêndio de recursos para a montagem da estrutura que irá compor o palco de shows e atividades artísticas e culturais que contempla os mais diversos segmentos, com cobertura e infraestrutura de excelente qualidade e de caráter provisório. Em geral busca-se os recursos pelo incentivo fiscal, ou, mesmo sendo de contrapartida das feiras, entendendo que estas não distribuem lucros e reinvestem todo o valor superavitário na sociedade, trata-se de custeio com recursos públicos. Pretende-se, desta vez, fazer uma estrutura perene que contemplará amplos espaço com cobertura, palco, camarins e demais áreas de apoio que, além de servir à sua finalidade original, que é de abrigar espetáculos artísticos, estando à disposição da sociedade santa-rosense e regional de forma duradoura, ainda poderá ser espaço que em tempo ocioso seja usado para práticas poliesportivas. O uso da cobertura, palco e camarins, deverá ocorrer nas Fenasojas subsequentes, abrigará as edições vindoiras do Musicanto, será palco para as atividades culturais do Hortigranjeiros e da Indumóveis, e de todos os demais eventos que já ocorrem naturalmente no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson. O objetivo da Fenasoja, ao propor a contrução em definitivo de tais estruturas é de que tal espaço cumpra para além a sua função, surpreendendo com a quantidade e variedade dos eventos a serem realizados sob sua estrutura, e que seja para o usufruto comum, para o bem estar da sociedade, por muito mais que os vinte anos de cessão de uso obtido pela Fenmasoja da Prefeitura Municipal de Santa Rosa, real proprietária do espaço. Temos a certeza que este é e será um grande passo para a arte, a cultura e o lazer regional, que somente eoncontrara a dimensão certa no avançar dos anos, tal como foi com o Centro Cívico e Cultural Antônio Carlos Borges, considerado um “elefante branco” á época de sua construção e que agora está hiperutilizado, não compondo mais abrigara a tantas atividades propostas ao longo do ano. Este Complexo Poliesportivo e Cultural, apelidado carinhosamente de ESPAÇO FENASOJA, vem para desafogar a demanda intensa por atividades as mais diversas, e, principalmente, para ser um marco histórico na proposição de uma variedade enorme de possibilidades de uso.
Considerando o Produto Principal BEM IMÓVEL, no segmento Construção de Equipamentos Culturais em Geral, será observada a acessibilidade física, de acordo com o escopo do projeto e as especificações da obra, disponibilização de rampa de acesso ao Complexo Poliesportivo e Cultural, eliminanto todas eventuais barreiras e óbices ao acesso, em atendimento ao que determina a Lei Brasileira de Inclusão (LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015) e a Norma de Acessibilidade - NBR 9050. Para a CONTRAPARTIDA SOCIAL, a palestra ocorrerá no espaço público CENTRO CÍVICO E CULTURAL ANTÔNIO CARLOS BORGES, cujo prédio já é adequado à acessibilidade física, cumprindo as normas técnicas para seu funcionamento. Quanto à assessibilidae de conteúdo, será disponibilizado intérprete de libras durante a realização do evento.
O Complexo Poliesportivo e Cultural - Espaço Fenasoja, será construído no parque público denominado Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, sendo de acesso franco à toda população local e regional. O uso do espaço tem plano de gestão compartilhada com o´rgãos públicos, entidades e organizações da sociedade civil ,artistas e produtores culturais, visando, nas ações a serem realizadas no Complexo, prever que ele continue tendo sua vocação democrática, buscando a gratuidade das ações, programas e eventos artísticos culturais que nele forem realizados, ou que se leve em consideração preços populares em caso de cobrança de ingressos.
Feira Nacional da Soja Proponente. Metalúrgica Industrial Ltda CNPJ nº 97.312.136/0001-79 Executora da Obra.
PROJETO ARQUIVADO.