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O projeto de espetáculo teatral adulto O Poeta Aviador, texto inédito de Renata Mizrahi (Prêmio Shell com Galápagos), com a atriz, Gabriela Duarte no elenco, e direção do experiente e premiado diretor Ulysses Cruz prevê montagem e temporada artística. O Espetáculo discute de forma profunda uma relação familiar: como os pais precisam se transformar e amadurecer a partir das mudanças que acontecem com o filho, de 10 anos, que possui uma doença rara e está internado em quarto de hospital. O espetáculo se faz relevante ao despertar um outro olhar sobre relação pais e filhos.O restante do elenco será selecionado através de teste com atores negros.
Sinopse A peça discute de forma profunda uma relação familiar: como os pais precisam se transformar e amadurecer a partir das mudanças que acontecem com o filho, de 10 anos, que possui uma doença rara e está internado em quarto de hospital. Claudio está com sua a empresa de advocacia a beira da falência e não aguenta mais ser acusado por Sheila de ter uma amante. Sheila, desconfiada que o marido a trai, não consegue pensar em outra coisa. No meio deles, Lucas, que se esforça para chamar a atenção dos pais. Tudo o que ele quer é um abraço do pai,que nunca lhe dá atenção desejada, e ser chamado pelo seu nome pela mãe, que o chama de forma infantil de vários tipos de doces: quindizinho, casadinho, etc, mas nunca de Lucas. Ele quer ser aceito do jeito que é, ser olhado de verdade. Lucas também tem um sonho: ser um poeta aviador. Não tendo a cumplicidade dos pais, Lucas faz uma amizade no hospital com o voluntário Rafael, um jovem de 25 anos. É com Rafael que Lucas consegue expor seus reais sentimentos: o desejo de ser um aviador e sua paixão por Carminha, a menina do quarto ao lado. Rafael incentiva Lucas a começar a ler poesias e escrever as suas próprias para entregar à Carminha. Lucas encontra na poesia uma maneira de se expressar sem julgamentos. Mas a amizade dos dois é secreta, pois Sheila e Cláudio não autorizam a visita de Rafael no quarto de Lucas. Para eles, apenas a presença dos pais deve bastar para o filho.
Realizar a montagem do espetáculo O Poeta Aviador e realizar 26 apresentações do espetáculo citado em teatro de 300 lugares, na cidade de São Paulo, onde deverá cumprir um cronograma total de execução de 7 meses de trabalho entre pré-produção e pós produção. Fomentar a cultura nacional produzindo um espetáculo de autoria brasileira ( Renata Mizhari), destaque na nova dramaturgia brasileira. Promover o acesso ao teatro com temporada a preços populares e distribuição de 50% dos ingressos gratuitamente conforme preve a lei. Promover 02 palestras com equipe criativa do Projeto sobre " O processo criativo de montagem de um espetáculo teatral" direcionado ao público em geral, com 300 lugares disponiveis em cada palestra gratuita. promover palestra com o tema "A relação pais e filhos no mundo contemporaneo" com a equipe criativa do projeto e profissional que atue na area de psicologia da família, direcionada ao publico em geral, com 300 lugares disponiveis em cada palestra gratuita. Promover uma oficina prática de dramaturgia gratuita para estudantes de teatro com a dramaturga premiada Renata Mizrahi. Direcionada a 20 pessoas com idade minima de 16 anos com carga horaria de 32 horas e entrega de certificado de conclusão de oficina.
O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. O projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Artigo 3º da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de espetáculos de artes cênicas. "Nesses últimos dias, eu tenho te observado e é incrível, é incrível como você cresceu. Já faz muito tempo que você cresceu? Eu te olho e me pergunto: quando foi isso? Aonde eu estava, que não reparei. Eu leio essa carta e não entendo. Ela vem mesmo de você? Foi você que escreveu isso? Tão linda, tão inteligente, tão sensível. Eu nunca li coisa mais bonita em toda a minha vida. Eu me pergunto como você ficou assim, como? Quando? Aonde eu estava? Aonde eu estava que não vi, que não percebi? Então me sinto tão frustrada, tão frustrada, com uma enorme sensação de perda. Você foi e eu fiquei. E agora você tá tão grande... Tão grandioso... Grandioso. Eu tô aqui, te falando tudo isso, é a única coisa que posso fazer agora, mesmo sem você me ouvir. (tempo) Desculpa. (tempo) Eu te amo. Eu te amo muito, meu filho. Meu... (pausa) Lucas. Lucas. Meu lindo Lucas." Trecho do espetáculo "O Poeta Aviador" Renata Mizrahi Em tempos que a tecnologia se faz presente, as vezes nos vemos permeados a um universo de informações, e sem querer, ao desligar um celular, um computador, lembramos da realidade. Quantas vezes lembramos que nossos filhos gostariam de nos contar uma vivência escolar? Quantas vezes lembramos que naquela vida deveria existir uma escuta?... E quando ouvimos histórias sobre "Momo", sobre massacres em Escolas, lembramos que temos um filho matriculado em Escolas???!!! É um tempo de pedir desculpas... desculpas as nossas crianças... desculpas por às vezes deixarmos um celular, um computador ocupar um tempo que era pra ser deles... um tempo que deveria ocupar o tempo. Assim, começamos a entender o porquê este espetáculo se faz necessário. Pensar em um tempo em que jogar bolinhas de gude, rodar pião, pular uma corda já não são mais brincadeiras que se fazem presentes. É triste... muito triste lembrar que a infância que vivemos não se faz mais viva neste momento presente. O espetáculo coloca uma situação extraordinária para que a partir da vivência de possível perda, possamos vivenciar que o que perdemos, já perdemos há muito tempo. Perdemos a ingenuidade de acreditar que bastava amar... não, não basta, amar sem cuidado não diz nada, cuidar, amar, regar e ver florescer ficou mais difícil. Estar presente ainda é pouco, o que esta obra nos diz, é que é importante estar presente e entender as duras inquietações humanas. O rito de passagem pode ser sim a morte, mas não é só a morte matéria que nos importa, mas a cada processo humano morremos e renascemos um pouco, o ser humano é ser falível. Morremos a cada dia que vivemos. Seja num bom dia ou num até logo, morrer e viver se fazem presentes, e a relação oprimida da esposa, ou o opressor do marido, ou por outro ângulo, o oprimido do marido e opressora da esposa, o que nos envolve e nos faz acreditar na obra é a posição do filho, que está inerte numa cama, entende a todos, e quer construir poesia. O mais sublime do ato de viver e fazer arte de um momento. E a criança nesta obra, representa o que mais doente existe na Sociedade, o não saber dizer não, em busca de uma poesia que nos fará livre deste sistema, nos desesperamos e acreditamos que os nossos estão livres desta história. Ouvir um avião bem longe, fazer um pedido, que este pedido seja tão grande o quanto a nossa vontade de contar essa história. Sentir-se triste o tempo todo, falta de ânimo para fazer coisas que gosta e vontade de ficar sempre sozinho são apenas alguns dos sintomas de um candidato em potencial ao suicídio. Sendo considerado um grande problema de saúde pública, o combate ao suicídio tem se tornado, cada vez mais, uma prioridade aos governos. No Brasil, 11 mil pessoas em média tiraram a própria vida por ano. De acordo com o primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado hoje (21) pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2016, 62.804 pessoas tiraram suas próprias vidas no país, 79% delas são homens e 21% são mulheres. Nesse período, a taxa de mortalidade por suicídio entre os homens foi quatro vezes maior que a das mulheres. Contudo, as tentativas de suicídios são mais frequentes em mulheres. Das 48.204 pessoas que tentaram tirar a própria vida entre 2011 e 2016, 69% era mulheres e 31% homens. A proporção de tentativas de suicídio, de caráter repetitivo também é maior entre as mulheres. Entre 2011 e 2016, daqueles que tentaram suicídio mais de uma vez, 31,3% são mulheres e 26,4 são homens. Entre 2011 e 2015, o número de suicídios cresceu 12%. Em 2011, foram 10.490 mortes: 5,3 a cada 100 mil habitantes. Já em 2015, foram 11.736 mortes: 5,7 a cada 100 mil. Os dados são do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) de 2017. Entre 1980 e 2012, as taxas de suicídio cresceram 62,5% na população em geral. Na faixa etária dos 15 aos 29 anos, a média aumenta em ritmo mais rápido do que em outros segmentos. São 5,6 mortes a cada 100 mil jovens (20% acima da média nacional). Os dados são da pesquisa Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil e do Mapa da Violência: os Jovens do Brasil, ambos coordenados pelo sociólogo Julio Jacopo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), organismo de cooperação internacional para pesquisa. O aumento do número de mortes de jovens está na contramão do observado em países da Europa ocidental, Estados Unidos e Austrália, onde os índices vêm caindo. "Os suicídios vêm crescendo à sombra dos dois gigantes de nossa mortalidade violenta: os acidentes de trânsito e os homicídios. É preciso jogar luz sobre esses dados", defende Waiselfisz. O espetáculo se faz relevante ao despertar um outro olhar sobre relação pais e filhos.
O elenco será definido em audições a se realizar na etapa de pre produção.
não se aplica.
O Teatro onde a temporada do espetáculo será realizada, assim como onde serão realizadas as 04 palestras e a sala onde acontecerá a oficina de Dramaturgia, atendem todas as exigências da Lei no que rege os artigos 27 inciso II, do decreto 5761/06 que diz: “Proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do artigo 23 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, e portadores de deficiência, conforme disposto do artigo 46 do Decreto 3.298 de 20 de dezembro de 1999” através de acesso por elevadores que garantem a movimentação de idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Serão realizadas ainda 02 sessões direcionadas às pessoas com deficiência visual e deficiência auditiva conforme prevê a instrução normativa n.2/2019.
Atendendo as regras previstas no artigo 21 da Instrução Normativa 2019: Contratação de 02 estagiários na área de produção cultural. Os estudantes receberão uma ajuda de custo para despesas e atuarão em todas as etapas de pré produção e produção, contribuindo assim para sua formação profissional e acadêmica. (VI - oferecer bolsas de estudo ou estágio a estudantes da rede pública ou privada de ensino em atividades educacionais, profissionais ou de gestão cultural e artes desenvolvidas na proposta cultural;) Doação de uma cota de 3.900 ingressos pela temporada (50% de 300 lugares por sessão, sendo 26 apresentações , sem cobrança para o projeto social onde serão beneficiados alunos de escolas públicas estaduais e municipais, associações, ONGs, centros comunitários, etc). Com estas ações, o projeto busca atender ao pressuposto definido no Artigo 27 do Decreto 5761, de 27/04/06, no que tange à democratização. (Art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar, além do previsto na alínea "a", inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados.) A primeira parte deste trabalho é feita através de envio de correspondência para as secretarias de educação, associações e ONGs. A partir desse momento é feito agendamento, dentro do cronograma das sessões, e definida a quantidade de ingressos para cada instituição. Para efeito de prestação de contas, no dia da apresentação a instituição deverá apresentar uma carta de confirmação com a quantidade de pessoas beneficiadas pela ação. Essas cartas serão apresentadas na prestação de contas do projeto. Desta maneira, pretendemos contribuir para a formação de plateia possibilitando que todas as pessoas das mais variadas classes tenham acesso a espetáculos de excelência artística, contribuindo assim para a formação de jovens a adultos mais críticos e incluídos socialmente. Disponibiliar na internet trechos do espetáculo a fim de divulgar o mesmo. de acordo com o item III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22. V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22;
Ficha Técnica Dramaturgia- Renata Mizrahi Direção – Ulysses Cruz Elenco – a definir em audições. Iluminador- Wagner Antônio Trilha original – Ricardo Severo Figurinos- Carol Lobato Cenografia- André Cortez Direção de Produção – Carmem Oliveira Produção Executiva- Ricardo Gamba (Proponente) Ulysses Cruz diretor tetral, dirigiu grandes nomes como Maria Bethânia no show Dadaya - as Sete Moradas. No teatro, Cássia Kiss em O Zoológico de Vidro, Antônio Fagundes em Macbeth, Paulo Autran em Rei Lear, Ruth de Souza em Anjo Negro, Tarcísio Meira em O Camareiro, Marilia Gabriela em Constelações, em 2018 Regina Duarte em O Leão no Inverno. Na Rede Globo foi diretor artístico de 1997 a 2016 e comandou Criança Esperança até 2012, e novelas como Eterna Magia, Sabor da Paixão, Estrela Guia e as minisséries Um Só Coração e Muralha. Ganhou como carnavalesco e comissão de frente alguns carnavais com as escolas Vai-Vai em São Paulo e Viradouro no Rio de Janeiro. Em 2013 foi convidado para ser o diretor artístico da Jornada Mundial da Juventude com a presença do Papa Francisco na praia de Copacabana. Renata Mizrahi é roteirista, dramaturga e diretora de teatro. Como autora, foi duas vezes vencedora do Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil: em 2010, pelo texto de Joaquim e as estrelas, e em 2012, pelo texto de Coisas que a gente não vê. Em 2015, Renata venceu o Prêmio Shell de Teatro pelo texto da peça Galápagos. Nascida em 1979, no Rio de Janeiro, estudou Artes-Cênicas na UNIRIO, Dramaturgia para Novela na Oficina de Autores da Globo e Cinema na EICT em Cuba (Escuela Internacional de Cine e TV). No Teatro: é vencedora do Prêmio Shell 2014 por “Galápagos”, direção de Isabel Cavalcanti. A peça foi lida em novembro de 2015 em Nova York através do evento “Contemporary Theatre From Brazil at the Martin E. Segal Center” na Cuny University. Por Galápagos também foi indicada ao Prêmio Cesgranrio 2014 por “Galápagos” e ao Prêmio APTR 2014. Ganhou os prêmios Zilka Salaberry de Melhor Texto em 2012 e 2010, pelas peças “Coisas que a gente não vê”, direção de Joana Lebreiro e “Joaquim e as estrelas”, direção de Diego Molina. Carol Lobato Natural de Campos dos Goytacazes-RJ, mudou-se para o Rio de Janeiro com 17 anos para cursar as faculdades de Letras - UFF e Design em Moda na Universidade Veiga de Almeida - onde ganhou seu primeiro prêmio (Premio Jambert) com o projeto de formatura "Debret - a tradução do Brasil Imperial", em 2005. Nesse mesmo ano e com esse mesmo projeto, foi convidada pelas estilistas Clara Vasconcellos e Anneliese de Carvalho para acompanha-las como assistente de estilo na marca Tessuti. Buscando novos desafios e seguindo suas melhores apitidões, decide dedicar-se ao figurino com o impulso da professora e figurinista Luciana Maia e do jornalista de moda e amigo Lula Rodrigues. Acompanha então, durante anos como assistente, os renomados figurinistas Marcelo Pies, Emilia Duncan e Marília Carneiro. Atualmente, com 32 anos, segue em carreira solo como figurinista assinando figurinos para os principais diretores do teatro brasileiro como Moacyr Goes, João Fonseca, a dupla Charles Moeller & Claudio Botelho, Paulo de Moares, Cristina Moura, José Mauro Brant. PREMIOS 2016 - PREMIO CESGRANRIO DE TEATRO - melhor figurino pela peça Kiss Me Kate - O Beijo da Megera - direção Charles Moeller & Claudio Botelho. 2017 - PREMIO BOTEQUIM CULTURAL DE TEATRO - melhor figurino de teatro por Cinderella, O Musical. 2016 - PREMIO REVERENCIA DE TEATRO - melhor figurino pela peça Kiss Me Kate - O Beijo da Megera - direção Charles Moeller & Claudio Botelho. 2015 - PREMIO APTR DE TEATRO - melhor figurino pela peça O Grande Circo Místico - direção João Fonseca. 2014 - PREMIO CENYM DE TEATRO - melhor figurino e de melhor adereço pela peça O Grande Circo Místico - direção João Fonseca. 2008 - PREMIO DE MELHOR FIGURINO DE CUSTA METRAGEM - melhor figurino de curtas metragens de Rio Bonito pelo filme 7.30 dirigido por Bruno Laet. André Cortez é cenógrafo, oito vezes indicado para o Prêmio Shell e vencedor em duas ocasiões IGOR GIANNASI - Agência Estado Andre Cortez Ele é cenógrafo, oito vezes indicado para o Prêmio Shell e vencedor em duas ocasiões. Mas para definir sua profissão, André Cortez, mineiro de Ubá, empresta o conceito da colega Daniela Thomas, com quem trabalhou por cinco anos: "Nós somos como motoristas de táxi. Eles chamam, eu paro, abro a porta e pergunto pra onde vamos?" Nesse trânsito que não dá trégua, seus trabalhos estão em cartaz há mais de dez anos, espalhados pelos mais diversos espetáculos na cidade de São Paulo e em outras localidades do País. Agora desenvolve, com o renomado diretor Emílio Di Biasi, um de seus próximos projetos, com estreia prevista para maio: a obra shakespeariana A Tempestade. Durante o curso de arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, era comum para Cortez, cenógrafo e figurinista, ser confundido como aluno da faculdade de Belas Artes, já que lá ele fazia todas as disciplinas opcionais que podia, além de frequentar galerias de arte na capital mineira - e, claro, as festas organizadas pelos alunos de Artes Plásticas. "Quando terminei o curso, eu saquei que a cenografia juntava a arquitetura e as artes plásticas, além de apresentar uma coisa nova na minha vida que era a dramaturgia", comenta. No ano em que se formou, em 1996, acabou participando de um curso rápido de cenografia do FIT (Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua) da capital mineira. Por achar que estava ainda "aprendendo teatro" nessa época, Cortez só considera mesmo seu primeiro trabalho a peça Dois Perdidos Numa Noite Suja, de Plínio Marcos, que realizou um tempo depois. "Isso já marcou o início de um teatro superunderground, foi um inaugural significativo para mim. E também porque logo nesse primeiro trabalho eu fui indicado e ganhei os dois prêmios que têm na cidade", conta. Para aprimorar a técnica, ele fez um curso de cenografia e figurino no CPT (Centro de Pesquisa Teatral) do diretor Antunes Filho, na capital paulista, em 1998, isso antes de se fixar na cidade, onde mora há 11 anos (período em que não parou de colaborar com parceiros do teatro mineiro). Desde esse início impactante para sua carreira, Cortez também criou ambientações para as histórias de outros autores de peso da literatura e da dramaturgia nacional e mundial, clássicos e malditos. Nelson Rodrigues, William Shakespeare, Fiódor Dostoiévski, Hilda Hirst, Luís de Camões são alguns desses nomes. Dos tempos de BH, teve e mantém parcerias com diretores como Rodrigo Campos, Carlos Gradim e Yara de Novaes. Também dividiu projetos com a cenógrafa e diretora Daniela Thomas, além de trabalhar com Jô Soares, Antônio Fagundes, Paulo Autran, Cristiane Tricerri, Aderbal Freire-Filho e Emílio Di Biasi. Com Daniela, levou o prêmio Shell de melhor cenário pela peça "Pai", em 1999, além do APCA. Literatrura Fantástica - Um dos mais recentes espetáculos que conta com a assinatura de Cortez na cenografia é a adaptação de três contos do autor mineiro Murilo Rubião - O Amor e Outros Estranhos Rumores -, que ficou em cartaz no Teatro Tuca, em São Paulo, até ontem. "No Brasil, ele é o fundador da literatura fantástica, quando nem existia esse termo", explica. A montagem foi mais um trabalho com o Grupo 3 de Teatro, que tem no elenco os atores Débora Falabella, Maurício de Barros, Rodolfo Vaz e Priscila Jorge e direção de Yara. Com o mesmo grupo, Cortez também fez a cenografia de O Continente Negro, do chileno Marco Antônio De La Parra, e de A Serpente, de Nelson Rodrigues, com a qual ganhou o Prêmio Shell de 2005 pelo cenário. Ainda no universo de autores clássicos, Cortez fez o cenário da peça Rosa de Vidro, em cartaz no Sesc Consolação, com direção de Ruy Cortez (sem nenhuma relação de parentesco) e texto de João Fabio Gabriel, inspirado livremente na vida e na obra do dramaturgo americano Tennessee Williams. No cenário concebido por Cortez para esta produção, sutilezas como o cobrir e descobrir de uma grande toalha, escondendo e revelando partes do ambiente que cada cena pede, ajudam a compor o clima dos anos de depressão americana no início do século passado e a abrigar as angústias e esperanças de um jovem funcionário de armazém que sonha em ser escritor e convive com pressões maternas e a loucura da irmã mais nova. Em outra parceria com Ruy, ele criou o cenário de Nomes do Pai, espetáculo inspirado nas obras Carta ao Pai, de Franz Kafka e Cartas a um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke, em que os atores comunicam-se por meio de gestos e expressões. "É muito próximo da dança", comenta o cenógrafo. Para reforçar o tema da relação entre pai e filho, Cortez propôs ao diretor um cenário marcado por um sol - "Não tem coisa mais masculina" -, inspiração que teve a partir da obra do artista dinamarquês Olafur Eliasson, que recriou o astro em um projeto para o museu Tate Modern, em Londres. "Esse espetáculo ficou uma delícia. Classudo e intimista", considera o cenógrafo. A peça esteve em cartaz no Teatro Ágora no ano passado. Ricardo Gamba é ator, escritor, roteirista, dramaturgo, Produtor de Elenco, Roteirista e Diretor Residente. Entre as principais produções que atuou estão "De Mentira", direção de Rosi Campos e Sérgio Milagre , "Se Casamento fosse bom, direção de Rosi Campos, "O Reizinho Mandão", direção de Roberto Lage, o qual também assina a dramaturgia. Criou a Cia Mia Gato, especializada em atividades artísticas e recreativas para a infância, e em "Cartola - O Mundo é um Moinho" , Ricardo Gamba é Produtor de Elenco e Diretor Residente. Ricardo Gamba atua no fazer arte-educativo há 18 anos, tendo atuado em Projetos Sócios Educativos como Professor, Educador, Coordenador Pedagógico e Formador de Educadores pela PUC-SP. Se formou na Universidade Bandeirante em Rádio e Tv e atualmente estuda pós -graduação no Instituto Graduarte o Curso de Cinema. Cursou o núcleo de extensão na UNESP , LAPCA- Laboratorio de processos atorais, em 2016. Atualmente assina a assistência de direção do musical Dona Ivone Lara – O Mundo é um moinho e o a direção residente O frenético Dance Dancing. Carmem Oliveira 2006/07- Ricardo III, direção Jô Soares, com Marco Ricca, Glória Menezes, Denise Fraga e Grande Elenco. • Assistente Produção e Coordenação de camarim. Realização: Ricca Produções. 2006 - Bruxo Pontocom, direção Hugo Possolo, com Alexandre Bamba, Camila Possolo, Daniel Warren e grande elenco. • Assistente de Produção. Realização: Ricca Produções. 2007/08- Cada Um Com Seus Pobrema, direção Ricardo Rathsam - Temporada Rio de Janeiro - Turnê Nacional por 3 cidades - Temporada São Paulo. • Produção e Administração. Realização: Ricca Produções e Henriqueta Produções 2007– Simpatia, Dramaturgia José Rubens Siqueira, direção Renata Melo com Leandra Leal, Xuxa Lopes e grande elenco. • Produção Executiva e Administração. Realização: Ricca Produções. 2008/09- Cada Um Com Seus Pobrema, direção Ricardo Rathsam - Temporada Rio de Janeiro e turnê Nacional. - Temporada São Paulo. • Produção e Administração. Realização: Ricca Produções e Henriqueta Produções 2008/2012- Pedro e o Lobo, Direção Muriel Matalon, uma fábula musical de Sergei Prokofiev, Orquestra Sinfônica sob a regência de Carlos Moreno e narradora Giulia Gam. • Produção Executiva e Administração. Realização: Ricca Produções 2008/09 – O Mistério de Irma Vap, direção Marília Pêra com Marcelo Médici e Cássio Scapin. • Produção Executiva e Administração. Realização: Ricca Produções - Henriqueta Produções – Super Amigos. 2009/10 – A Grande Volta – Direção Marco Ricca, com Rodrigo Lombardi e Fúlvio Stefanini. • Produção executiva e Administração. Realização: Ricca Produções. 2011/12 – Adultérios – Direção Alexandre Reinecke, com Fabio Assunção, Norival Rizzo e Carol Mariottini. • Produção executiva e Administração. Realização: Ricca Produções e Fass Produções. 2011/12 – Eu era tudo Pra Ela e Ela me Deixou, direção Mira Haar, com Marcelo Médici e Ricardo Rathsam. • Produção executiva e administração. Realização: Ricca Produções - Henriqueta Produções. 2012/2013 – Chá com Limão, direção Alexandre Reinecke, com Gorete Milagres, Sergio Guizé, Ângela Dip/Tati Thomé, Denise Machado, Paulo Ivo, Renato Wiemer/Ando Camargo e Theodoro Cochrane • Produção executiva. Realização: Ricca Produções e Filmland Produções. 2013 – Fora de Mim, direção Francisco Ramalho Jr, com Lavinia Pannunzio e Maria Manoella. • Produção executiva. Realização: Ricca Produções e Ramalho Filmes. 2012/2013 – Mães Iradas, direção Alexandre Reinecke, com Iara Jamra, Cynthia Falabella, Ester Lacava e Luciana Carnieli. • Produção executiva. Realização: Ricca Produções e Reinecke Produções. 2013 – Uma Vida no Teatro, direção Alexandre Reinecke, com Francisco Cuoco e Ângelo Paes Leme. • Produção executiva e administração. Realização: Ricca Produções e Reinecke Produções. 2013 – No Quarto ao Lado, direção Yara de Novaes, com Daniel Alvim, Marisol Ribeiro, Julia Ianina, Luciano Gatti, Rafael Primot,Maria Bia e Fafá Rennó. • Produção executiva. Realização: Ricca Produções e Filmland Produções. 2013/14 – Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? Direção Victor Garcia Peralta, com Zezé Polessa, Daniel Dantas, Ana Kutner e Erom Cordeiro. • Produção executiva e administração. Realização: Ricca Produções e Polessa Produções Artisticas. 2014/15 – Através de Um Espelho, direção Ulysses Cruz, com Gabriela Duarte, Nelson Baskerville, Marcos Suchara e lucas Lentini. Temporada SP / RJ e turnê. • Produção executiva e administração Realização: Ricca Produções e Plateia Produções. 2014 - O Sucesso a Qualquer Preço, direção Alexandre Reinecke, com Marco Pigossi, Norival Rizzo, Andre Garolli, Renato Caldas, Marcos Daud, Didio Perini e Ale Freitas. • Produção executiva e administração. Realização: Ricca Produções e Reinecke Produções. 2014/15 – O Camareiro, direção Ulysess Cruz, com Tarcísio Meira, Kiko Mascarenhas, Karin Rodrigues, Chris Couto, Karen Coelho, Ravel Cabral e Silvio Matos. • Produção executiva e administração. Realização: Ricca Produções e KM Produções. 2014/15/16 – O Topo da Montanha, direção Lazaro Ramos, codireção Fernando Filbert, com Lázaro Ramos e Taís Araújo • Produção executiva e administração. Realização: Ricca Produções 2016 – Musical, O Livro de Tatiana, direção, Bruno Garcia, com, Dani Moreno, Bruno Garcia, Bela Moreira, Maria Bia, Lucas Lentini e grande elenco. • Produção executiva e administração. Realização: Super Amigos. 2016/2017 – Musical, Cartola, O Mundo é um Moinho, direção Roberto Laje, com Flavio Bauraqui, Virginia Rosa, Adriana Lessa, Ivan de Almeida, Eduardo Silva e grande elenco. • Direção de produção / administração Realização: Fato Produções 2017 – Infantil - O Reizinho Mandão, de Ruth Rocha, direção Roberto Lage / temporada RJ • Produtora Realização: Fato Produções e Correia Produções Culturais. 2017 – Garota de Ipanema, O Musical da Bossa Nova, direção Sergio Módena, com Claudio Lins, Marcelo Várzea, Fabi Bang, Myra Ruiz, Nicola Lama e grande elenco. • Produção e Administração temporada São Paulo. Realização: Aventura Entretenimento. 2018 – Infantil - O Reizinho Mandão, de Ruth Rocha, direção Roberto Lage - turnê SP. • Produtora Realização: Fato Produções e Correia Produções Culturais. 2018 – Musical Dona Ivone Lara – Um Sorriso Negro, dramaturgia e direção Elísio Lopes Jr, com Heloisa Jorge, Cesar Mello, Isabel Fillards e grande Elenco – temporada Rio de Janeiro. • Direção de produção e administração. Realização: Fato Produções e Correia Produções Culturais.
PROJETO ARQUIVADO.