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TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO! _ CIRCULAÇÃO SÃO PAULO, (nome provisório), é um monólogo teatral que dará início a celebração de 140 anos de nascimento de Lima Barreto.
O texto, fictício, de autoria de Luiz Marfuz, parte logo após a morte de Lima Barreto, quando os eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia e para esclarecer “ Como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias - romances, crônicas, contos, ensaios e outros alfarrábios - se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças superiores?”. A partir desse embate com os eugenistas, a peça mostrará as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, sua vida, família, a loucura, o alcoolismo, sua convivência com a pobreza, sua obra não reconhecida, racismo, suas lembranças e tristeza, dirigido por Fernanda Júlia. A narrativa ganha força com trechos dos filmes “Homo Sapiens 1900” e “Arquitetura da Destruição” – ambos cedidos gentilmente pelo cineasta sueco Peter Cohen. O cenário, de Márcio Meirelles – um verdadeiro manifesto de palavras – contribui para a força cênica juntamente com o figurino de Biza Vianna, a luz de Jorginho de Carvalho, a direção de movimento de Zebrinha e a música de Jarbas Bittencourt. Os atores Lázaro Ramos, Frank Menezes, Harildo Deda, Hebe Alves, Rui Manthur e Stephane Bourgade – todos amigos e admiradores do trabalho de Cobra – emprestam suas vozes para a leitura em off de textos de apoio à cena. Hilton Cobra, que criou a Cia dos Comuns em 2001 com o propósito de trazer à cena uma cosmovisão artisticamente negra, especialmente no âmbito das artes cênicas, fala da motivação para encenar “Traga-me a cabeça de Lima Barreto”: “É importante discutir eugenia e racismo a partir de Lima Barreto. Também é um reconhecimento à Lima – um autor tão pisoteado, tão injustiçado, que pensou tão bem esse Brasil, abriu na literatura brasileira “a sua pátria estética”, os pisoteados, loucos, os privados de liberdade – esses são os personagens de Lima Barreto. Acredito que ele deve ter sido, se não o primeiro, um dos primeiros autores brasileiros que colocaram esse “submundo” em qualidade e com importância dentro de uma obra literária”. Classificação: 14 anosDuração: 60 minutos
OBJETIVO GERAL • Realizar o monólogo teatral intitulado TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO! _ CIRCULAÇÃO SÃO PAULO, em celebração aos 140 anos de nascimento do escritor Lima Barreto. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Realizar 19 (dozenove) apresentações do espetáculo teatral "TRAGA-ME A CABEÇA DE LIMA BARRETO!" - CIRCULAÇÃO SÃO PAULO, no período de maio/2020 a junho/2020; • Facilitar o acesso do público, oferecendo ingressos a preços populares. (R$30 - inteira/R$10 - meia), possibilitando uma aproximação maior do público paulista com a vida e obra do escritor Lima Barreto; • Proporcionar uma ação de formação de plateia que prevê gratuidade para convidados em vulnerabilidade social; • Proporcionar ao público paulista em geral e, principalmente, aos jovens e ao público em vulnerabilidade, a reflexão para questões existenciais como racismo, depressão e alcoolismo, as quais foram abordadas em escritos de Lima Barreto, evidenciando as dores e reflexões que dilaceraram seu espírito e sua inteligência, estabelecendo pontos de contatos com as mesmas questões na atualidade; • Promover a inclusão social de portadores de deficiência auditiva e visual, através de realização de 02 (DUAS) sessões com linguagem Libras e 01 (UMA) seção com audiodescrição, para até 05 pessoas - CONTRAPARTIDA SOCIAL; Para efeito de calculo, consideramos 600 lugares x 19 dias, totalizando 11.400 pessoas, cuja distribuição será da seguinte forma - Contrapartida social: 5.700 ingressos gratuitos, sendo 570 patrocinador, 570 divulgação e 4.560 população - Espetáculo Teatral: 10% serão vendidos a 30,00 preço normal e 15,00 meia / Vendas ao Preco de 20,00 para 2.280 ingressos e 10,00 para mais 2.280 ingressos. Distribuição gratuita: 1.140 ingressos divulgação / 1.140 ingressos patrocinador e 3.420 ingressos distribuídos gratuitamente para população.
O homem, por intermédio da Arte, não fica adstrito aos preconceitos preceitos de seu tempo, de seu nascimento, de sua pátria, de sua raça; ele vai além disso, mais longe que pode, para alcançar a vida total do Universo e incorporar a sua vida na do mundo. Lima Barreto POR QUE LIMA BARRETO? Afonso Henriques de Lima Barreto foi o crítico mais agudo da época da República Velha no Brasil, rompendo com o nacionalismo ufanista e pondo a nu a roupagem da República, que manteve os privilégios de famílias aristocráticas e dos militares. Nascido na cidade do Rio de Janeiro no dia 13 de maio de 1881, sete anos antes da abolição da escravatura, sua vida é recheada de acontecimentos polêmicos, controversos e trágicos. Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os arruinados. Foi severamente criticado por escritores contemporâneos por seu estilo despojado e coloquial, que acabou influenciando os escritores modernistas. Fiel ao modelo do romance realista e naturalista, resgatando as tradições cômicas, carnavalescas e pitorescas da cultura popular, Lima queria que a sua literatura fosse militante. Escrever tinha finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras dos costumes e de práticas que, na sociedade, privilegiavam pessoas e grupos. A importância de Lima Barreto extrapola os limites literários: foi um dos poucos de nossa literatura a combater a discriminação racial. A escolha de Lima Barreto deve-se também a necessidade de visibilizar a atualidade de sua obra ainda tão desconhecida e marginalizada, trazendo, para o âmbito das artes cênicas, o debate sobre eugenia, racismo, preconceito, genocídios e os processos de dominação da raça propagados pelos eugenistas, agentes da suposta "ciência" que almejava a higienização da raça. O espetáculo tem integrado programações sócio-educativas que dialogam com os temas abordados, aproximando pesquisadores, estudantes, escritores, artistas e público em geral da obra e vida do autor. Traga-me a cabeça de Lima Barreto! traz para a público algo inédito no âmbito do teatro que é a discussão do tema racismo a partir da eugenia, termo criado em 1883 pelo antropólogo inglês Francis Galton (1822-1911), significando "bem nascido", e através da vida e obra do escritor Lima Barreto. Entendemos ser uma necessidade imperiosa proporcionar ao público em geral, e principalmente aos jovens (estudantes), a possibilidade de compreender os fatores que levaram Lima Barreto à depressão e ao alcoolismo, investigar através dos rastros deixados por ele em seus escritos as dores e reflexões que dilaceraram seu espírito e sua inteligência e estabelecer pontos de contatos com as mesmas questões na atualidade. Desde sua estreia, em abril/17 (SESC Copacabana/RJ), o espetáculo já atingiu a marca de 130 apresentações para cerca de 15.000 espectadores, percorrendo vários Estados, passando por importantes festivais: FLIP-Festa Literária de Paraty/RJ e o FESTLUSO - Festival de Teatro Lusófono/PI. Foi contemplado com o 4º PRÊMIO NACIONAL DE EXPRESSÕES CULTURAIS AFRO-BRASILEIRAS/RJ e PRÊMIO BRASKEM DE TEATRO 2017/BA, categoria Texto. Entre mar-nov/19, cumpre circulação (44 cidades) pelo Palco Giratório/SESC. Portanto, o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais será essencial para facilitar a obtenção de patrocínio, para que possamos possibilitar ao público em geral um contato mais abrangente com a obra de Lima barreto. A proposta se alinha ao previsto na Lei 8313/91, Artigo 1º, incisos I - VI e VII e IX: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto tem por finalidade (dentre as alencadas no Art 3º da Lei 8313/91): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres
PLANO DE COMUNICAÇÃO Para alcançar o fortalecimento dos referenciais identitários negros a partir da divulgação e da análise da obra do escritor Lima Barreto, faz-se necessário cumprir um plano de comunicação, o qual contém duas principais fases: Institucional - Objetiva implantar um conceito, uma ideia sobre o projeto, estreitando as relações com o público. Promocional - Objetiva divulgar, promover os eventos. Durante essas fases, teremos a utilização de ferramentas comunicacionais, como: propaganda, relações públicas e estratégias de web, para que os objetivos sejam atingidos de maneira mais satisfatória A propaganda, obviamente, se faz necessária por atingir uma grande parte do público pretendido através dos meios de comunicação. Dentro da ferramenta relações públicas, a qual o projeto manterá com a mídia, conta-se com a assessoria de comunicação que irá lidar com os demais públicos estratégicos, como os formadores de opinião e parceiros institucionais, por exemplo. Por último, a web é uma boa ferramenta para a comunicação com o público-alvo que se deseja alcançar. Assim, o plano de comunicação é encarado como um elemento fundamental na construção e execução do projeto aqui em questão. Especificando detalhadamente nossas ações, temos os itens abaixo: • Propor matéria para os setoristas de teatro e cultura dos principais veículos de imprensa evidenciando informações relevantes e exclusivas sobre o projeto; • Sugerir pauta para programas de TV, rádios e Telejornais usando argumentos relacionados à pesquisa teatral e à vida de Lima Barreto; • Redes Sociais: conteúdo mais direcionado à promoção do espetáculo e demais atividades do projeto junto à classe artística, apreciadores de teatro, comunidade afrodescendente e formadores de opinião; /Anúncios, elaborar roteiro e coordenar a produção de teasers institucionais e/ou depoimentos do ator, dramaturgo, diretora e membros da ficha técnica; LINK PARA TEASER DO ESPETÁCULO: https://www.youtube.com/watch?v=LRr5uzPixmY
Cabe mencionar que esse espetáculo já foi encenado em vários Estados do Brasil, portanto, não haverá necessidade de itens como confecção de figurinos, cenários entre outros. Precisaremos, talvez, da reposição de itens desgastados, reparação peças de figurinos ou complemento de alguns itens para que possamos atender satisfatoriamente ao local de apresentação. No roteiro anexado à proposta encontram-se links para o espetáculo.
Produto - Espetáculo de Artes Cênicas Deficientes Visuais - será realizado uma sessão com audiodescrição, para até 5 pessoas, com um (a) apresentador (a) ao vivo (portadores com fones de ouvido), cujos custos estão previstos na planilha orçamentária. Deficientes auditivos - será realizado duas seções com intérprete de Linguagem de Sinais (Libras), cujos custos estão previstos na planilha orçamentária. Produto - Ações de contrapartida social O projeto atenderá plenamento o disposto no Art 22, da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 23 DE ABRIL DE 2019, em seus parágrafos 1º e 2º, a saber: - § 1º As ações formativas culturais deverão corresponder a pelo menos 10% (dez por cento) do quantitativo de público previsto no plano de distribuição, contemplando no mínimo 20 (vinte) limitando-se a 1.000 (mil) beneciários, a critério do proponente. - § 2º 50% (cinquenta por cento) do quantitativo de beneciários das ações formativas culturais devem se constituir de estudantes e professores de instituições públicas de ensino. •Estamos cientes e concordamos em cumprir o que estabelece a INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 23 DE ABRIL DE 2019, Capítulo IV - Seção I, Artigos 18 e 19. Sendo assim, proporcionaremos condições de acessibilidade física, caso o espaço não disponha, assim como a acessibilidade de conteúdo No mais, a equipe do projeto ficará atenta para tomar possíveis medidas para possibilitar o acesso de pessoas idosas e portadoras de deficiência, facilitando o seu acesso e ajudando-os, havendo a necessidade e mobilizando-se para tal.
Para efeito de cálculo, consideramos uma média de 600 pessoas por espetáculo, nos 19 dias de realização, totalizando um público de 11.400 pessoas. Embora nossa intenção seja realizar o espetáculo em espaço público, ainda não formalizamos a parceria com os espaços. Além disso, em atendimento ao Art 21 da IN anteriormente citada, nos comprometemos a atender as seguintes alíneas: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22;IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias;
em complemento... HILTON COBRA – ATOR (Proponente) O proponente exercerá a função de ator e receberá pela rubrica Ator/Atriz. Exercerá, também, a função de Coordenador Geral (função não remunerada - FORMA VOLUNTÁRIA), estando todo o projeto sob sua responsabilidade, assim como os demais componentes da equipe. Ator, produtor, diretor, gestor cultural e fundador da Cia dos Comuns. Foi diretor do Centro Cultural José Bonifácio e Presidente da Fundação Palmares/MINC. Na Comuns produziu espetáculos: A roda do mundo, Bakulo, os bem-lembrados, Candaces, a reconstrução do Fogo e produziu e dirigiu Silêncio. Idealizou e realizou a mostra Olanadé- A cena negra brasileira e o Fórum Nacional de Performance Negra eventos que contemplaram palestras, debates, oficinas, espetáculos de teatro e dança e mostras cinematográficas. Atuou em espetáculos dirigidos por Nehle Franke, Márcio Meirelles, Ulisses Cruz, Werner Herzog e Luiz Marfuz. Na televisão participou de: Chico Anysio, O Sorriso do Lagarto, Perigosas Peruas, Os Trapalhões, O Poder da Arte da Palavra, O Rei do Gado, Vila Madalena, Zorra Total e O Compadre de Ogum. Recebeu prêmios e indicações por sua atuação no teatro e no cinema, a exemplo do Prêmio de melhor ator no Festival Nacional de Cinema de Brasília, em 2008, por sua atuação em Cães. LUIZ MARFUZ - AUTORDiretor teatral, dramaturgo, Autor dos textos: Senhora dos Infiéis, Meu nome é mentira, Língua de Fogo, A última sessão de teatro, A capivara selvagem e Cuida bem de mim (coautor Filinto Coelho). Publicou livros: Beckett e a implosão da cena, Harildo Déda: a matéria dos sonhos (coautor Raimundo Leão). Dirigiu espetáculos teatrais: Policarpo Quaresma (Lima Barreto), Comédia do Fim e Só (Samuel Beckett), Mãe Coragem e O casamento do pequeno burguês (Bertolt Brecht), Cuida Bem de Mim (coautor Filinto Coelho),Álbum de Família, Dorotéia e Viúva porém honesta (Nelson Rodrigues) e Língua de Fogo (Saul Below). Dirigiu espetáculos com: Maria Bethânia, Família Caymmi, Gilberto Gil, Paulo Flores, Susana Baca, Maria João, Zeca Baleiro, MV Bill, Macalé, Elza Soares, Chico César, Arnaldo Antunes, Orquestra Sinfônica da Bahia. Premiado com: Troféu Braskem: Diretor; Espetáculo (Policarpo Quaresma); (Comédia do Fim); Troféu Caymmi Dir Artística (3 vezes); Troféu Bahia Aplaude (Cuida Bem de Mim). Os demais membros da equipe serão indicados posteriormente para a circulação São Paulo. Assim que a mesma for definida atualizaremos junto ao Salic
PROJETO ARQUIVADO.