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O projeto prevê edição, publicação e impressão de livro com memórias e saberes que envolvem mulheres produtoras de doces de frutos do cerrado brasileiro. O livro, com distribuição gratuita, reunirá memórias de moradores mais velhos de distrito do cerrado mineiro sobre história, cultura e identidade da região, com foco nos saberes e fazeres da doçaria típica, reunindo também ilustrações botânicas retratando frutos, contribuindo para divulgação do conhecimento tradicional sobre o cerrado - segundo maior bioma da América do Sul.Com foco no conhecimento das tradições e diálogo entre gerações, o projeto promoverá ainda concurso de desenho e literatura entre alunos de escola pública local, com a temática do projeto. O primeiro lugar de cada categoria terá sua criação publicada no livro. Como contrapartida social, o projeto prevê realização de vídeo-oficinas de ilustração botânica para alunos de escolas públicas e pacientes do internamento de instituição hospitalar pediátrica.
LIVRO - O livro "Do amargo se fez doce" vai reunir memórias de moradores de Silva Campos, distrito de Pompéu-MG, a respeito da cultura, tradições e identidade local, com foco na doçaria utilizando frutos típicos do cerrado, bem como receitas dos doces apontados pelos moradores como símbolo e emblema da localidade. As histórias contadas e as receitas irão trazer à tona um olhar sensível sobre as formas de materialização das culturas e identidades que fazem parte da diversidade sociocultural brasileira, bem como as possibilidades de diálogo entre os saberes tradicionais e o saber científico, por meio de ilustrações botânicas e informações sobre usos alimentícios e medicinais das plantas retratadas nas receitas. O livro contará, também, com textos e desenhos ganhadores de concurso literário e de desenho, promovido entre os estudantes da escola pública presente na localidade. CONCURSO LITERÁRIO E DE DESENHO - o concurso visa promover a participação de crianças e adolescentes no projeto, contribuindo para a difusão do conhecimento sobre a paisagem da região e para o diálogo entre gerações, no que se refere à cultura e tradições locais. As categorias do concurso serão estabelecidas junto à equipe pedagógica da escola, sendo no máximo 8 categorias (distribuídas por faixa etária e modalidade escrita/desenho). O primeiro lugar será premiado com a publicação de seu texto ou desenho no livro, além de receber premio previsto pelo projeto. Segundo e terceiro lugar de cada categoria também receberá prêmio a ser definido junto à equipe pedagógica da escola. CONTRAPARTIDA SOCIAL (não se confunde com os produtos do projeto, caracterizando-se como ação a parte) - VÍDEO-OFICINA DE ILUSTRAÇÃO BOTÂNICA - a vídeo-oficina de ilustração botânica será oferecida em 06 episódios a alunos de escolas públicas e pacientes do internamento de instituição hospitalar pediátrica (a definir). Terá caráter introdutório, de reconhecimento de espécies e das características básicas de algumas de suas partes (folha, flor, fruto), bem como de conhecimento básico da técnica da ilustração botânica. Ao fim de cada episódio, os participantes terão desenvolvido uma ilustração.
OBJETIVO GERAL Registrar, por meio da publicação de livro de memórias e receitas de doces, a cultura e a identidade dos moradores de Silva Campos-MG, localidade presente na região do Alto São Francisco, atravessada pela paisagem do cerrado e pelo impacto desta paisagem e suas transformações na cultura e nos costumes locais. Sendo composta também por ilustrações botânicas dos frutos do cerrado presentes nas receitas publicadas, a obra pretende despertar o interesse da população para a cultura e a paisagem características do cerrado - segundo maior bioma do nosso país -, bem como resgatar e valorizar a história, a memória e as tradições dos moradores de Silva Campos, chamando a atenção para a diversidade sociocultural presente no Brasil. OBJETIVOS ESPECÍFICOS *Publicar livro com memórias e receitas de frutos típicos do cerrado mineiro, chamando a atenção para a diversidade sociocultural e paisagística de nosso país;*Imprimir 2.000 exemplares da obra e distribuir gratuitamente conforme previsto no plano de distribuição e no item democratização de acesso;*Realizar concurso de desenho e literatura entre alunos da escola pública localizada em Silva Campos, envolvendo cerca de 180 alunos (previsão de inscritos no concurso);*Realizar, como ação de contrapartida social, 06 episódios de vídeo-oficinas de introdução à ilustração botânica, com cerca de 10 minutos cada, voltados para alunos de escolas públicas e pacientes do internamento de instituição hospitalar pediátrica no município de Curitiba, tendo o Cerrado brasileiro como temática principal, impactando mais de 280 pessoas - apenas a instituição hospitalar com que a equipe do projeto está em contato, conta com mais de 400 televisores. Além disso, com o formato de vídeo-oficina proposto nesta adequação, disponibilizado gratuitamente na internet, o potencial de público se amplia significativamente);*Promover o contato de crianças e adolescentes com a história, os saberes tradicionais e o conhecimento científico em torno do cerrado - segundo maior bioma presente no território brasileiro - contribuindo para conscientização ambiental e conhecimento da multiplicidade e riqueza sociocultural do nosso país;*Contribuir para a democratização do acesso às manifestações culturais brasileiras por meio da publicação de obra voltada para a identidade e paisagem regional, com distribuição gratuita dos exemplares;*Promover o diálogo intergeracional, ao envolver alunos de escola pública em obra sobre os saberes tradicionais de sua região, por meio de concurso de desenho e literatura;*Proporcionar acesso à arte e cultura a pacientes de instituição hospitalar pediátrica, em situação de circulação restrita;*Valorizar o conhecimento popular e as tradições como bem cultural legítimo a ser valorizado e evidenciar as possibilidades de articulação e diálogo com o saber científico;* Estimular a produção de publicações voltadas para a memória da diversidade sociocultural brasileira; *Sensibilizar o público para as variadas formas de expressão de nossa gente, estabelecendo, por meio de linguagem acessível, as relações entre saberes tradicionais sobre plantas, culinária, cultura e identidade; * Oportunizar o desenvolvimento sociocultural dos alunos e pacientes das escolas e hospital beneficiados.
O projeto Do Amargo Se Fez Doce é um convite para conhecer, de forma saborosa e afetiva, parte da história e da cultura do nosso país. Conhecer (e re-conhecer) para valorizar e transformar. Silva Campos, distrito de Pompéu, é um município mineiro localizado na região do Alto São Francisco, em Minas Gerais - área com a presença marcante da vegetação de cerrado. No início do século XVII as terras que hoje compõem o distrito faziam parte da Fazenda Santa Rosa, posteriormente Fazenda Canabrava, pertencente ao município de Pitangui. Para abastecer a fazenda construiu-se um açude próximo ao Brejo dos Buritis e daí surgiu o primeiro nome da localidade: Buriti do Açude. Em 1892, quando a Fazenda Canabrava foi dividida, a região ficou povoada de grandes fazendas de gado e lavoura, que produziam principalmente algodão, milho, feijão e arroz. Os roceiros independentes foram empurrados para o local que ficou conhecido como Buritizal, onde fica hoje o distrito. Desde aquela época foi se delineando o perfil do morador de Silva Campos: rendeiro ou pequeno sitiante que, para não se transformar em simples agregado de fazenda importante, vendia o que tinha e procurava outras paragens. O núcleo urbano ali se desenvolveu para atender à demanda dos fazendeiros das imediações. O período próspero destas fazendas foi anterior à construção da Represa de Três Marias _ nesta época, o núcleo urbano cresceu e chegou a contar com posto bancário, posto policial, açougues, diversas vendas e armazéns, lojas de tecidos, farmácia, oficina e escola municipal, quando o distrito ainda pertencia a Pitangui. Em 1950 Silva Campos foi transformada em distrito e recebeu este nome em homenagem a Francisco Luís da Silva Campos, ex-ministro, cuja família era proprietária de uma das maiores fazendas da região. Até o advento da represa de Três Marias, os fazendeiros se abasteciam no povoado, possibilitando o desenvolvimento socioeconômico local. Com a construção da represa, as melhores terras foram inundadas. As famílias em melhor situação financeira migraram para a cidade e os roceiros, perdendo seu instrumento de trabalho, empobreceram consideravelmente. Quase todo o aparelhamento urbano do distrito deixou de existir e as fazendas que subsistiram passaram a se abastecer em Pompéu. A relação entre o declínio socioeconômico de Silva Campos e a obra da represa pode ser percebida comparando os seguintes dados: Três Marias começou a ser construída em 1957 e foi inaugurada em 1962. Na mesma década de sua inauguração e até a década de 1970, de acordo com diagnóstico de Silva Campos (1988), foram desativadas as seguintes instituições e estabelecimentos comerciais: lojas de tecidos, armazéns, farmácias, agência de correios, agência policial, posto bancário, linha de ônibus, padaria e açougue. Além do declínio econômico, tradições e costumes locais foram sendo invisibilizados, entre outros motivos, por irem deixando de acontecer costumeiramente. A cultura material e imaterial de Silva Campos foi perdendo espaço de visibilidade. Quando, em 1985, foi fundada a Associação de Moradores de Silva Campos,bucou-se a retomada e o re-aprendizado de saberes antigos. A valorização do conhecimento das gerações anteriores: uma espécie de reconstrução identitária por meio de fazeres tradicionais da região, como os doces de frutos do cerrado. É importante lembrar que já fazem algumas décadas desde que a História, a Sociologia e a Antropologia reconhecem que os alimentos e os costumes em torno destes, são elementos materiais das culturas, que nos ajudam a entende-las. Os doces feitos em Silva Campos utilizam como matéria prima principal os frutos presentes na região - frutos típicos do cerrado - tais como mangaba, buriti, pequi, goiaba, entre outros. E o uso destes frutos aciona a memória coletiva de tal forma, que o doce de mangaba feito pelas doceiras locais se constituiu em emblema da comunidade.Ele concentra as representações coletivas do grupo; está a serviço do vínculo comunitário. Desde a colheita dos frutos até o consumo do doce está em jogo a identidade de Silva Campos e o processo contínuo de reconfiguração das tradições. O fato de demorar 8 dias para ficar pronto, o torna um troféu _ assim como a sobrevivência da comunidade em meio a tantas adversidades trazidas pela construção da represa. Resgatar as memórias dos moradores sobre a história local, bem como as receitas dos doces que ajudam a contar e valorizar parte da história do nosso país, tornando também possível o desenvolvimento local. Vale ressaltar que o Programa Nacional de Desenvolvimento e Estruturação do Turismo tem entre seus objetivos contribuir para a estruturação dos destinos turísticos brasileiros por meio do fomento ao desenvolvimento local e regional. Esta perspectiva de desenvolvimento turístico parte do entendimento de que todo lugar tem potencial como destino, ainda que, muitas vezes, seja necessário descobrir, junto à comunidade local, quais são os saberes e fazeres que se constituem em atrativo turístico. A esse respeito, os estudos do turismo, nos últimos anos tem demonstrado que atrativos e produtos turísticos com maior potencial de consolidação são aqueles que se sustentam na memória e identidade dos moradores locais. Assim, o conhecimento e re-conhecimento das culturais locais pode ser considerado uma chave importante para a memória e história regional do Brasil por um lado e, por outro, para o desenvolvimento social, político e econômico. Sendo um projeto que tem produtos com distribuição gratuita, não prevê rentabilidade, além de não possuir apelo mercadológico e de divulgação. Desta maneira, só é possível viabilizá-lo por meio de lei de incentivo a cultura. Dentre os incisos do Art. 1 da Lei 8313/91 a proposta se enquadra em: *Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (inciso I) - uma vez que prevê a distribuição gratuita publicada. *Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores (inciso III) - uma vez que se trata de obra que traz à tona memórias, histórias e receitas tradicionais de pequeno distrito localizado na região do cerrado mineiro. * Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo plurarismo da cultura nacional (inciso IV) - uma vez que o livro focalizar as memórias e a cultura regional. *Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira (inciso V) - uma vez que o projeto focaliza os saberes e fazeres relativos à doçaria local. *Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória (inciso VIII) - Entendendo a culinária como uma forma de materialização das culturas, que informa sobre modos de ser e viver das diversas sociedades, o projeto contribui para o conhecimento e valorização cultural diversificada. Com a realização do projeto, serão alcançados os seguintes objetivos previstos pelo Art. 3 da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artísitica, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos - no caso específico, distribuição gratuita da obra publicada.
Esclarecimento para os campos LOCAL DE REALIZAÇÃO e DESLOCAMENTO. A instituição hospitalar pediátrica selecionada para realização de parte das ações de contrapartida social estará localizada em Curitiba, cidade de residência da proponente. Por isto, o município foi selecionado como um dos locais de realização. No campo deslocamento, a previsão de 08 trechos entre Curitiba e Pompéu diz respeito ao deslocamento da proponente até a localidade-foco do projeto, para atividades de coordenação geral e acompanhamento do projeto. Também no campo deslocamento, é importante mencionar que ao identificar o município de Pompéu, o projeto refere-se mais especificamente a Silva Campos, distrito do mesmo (não sendo possível esta opção de inserção do distrito via sistema SALIC) - portanto, o orçamento irá prever custos com deslocamento terrestre da equipe até a localidade, durante todo o período de execução do projeto.Esclarecimento a respeito dos jurados do CONCURSO - serão definidos na etapa de pré-produção do produto, sendo selecionados entre artistas visuais, ilustradores e escritores que possam contribuir com seu olhar acerca da paisagem do cerrado.O proponente exercerá os cargos de coordenação geral, funções administrativas, pesquisador assistente e produção de texto.JUSTIFICATIVA PARA A ADEQUAÇÃO À REALIDADE - TRANSPOSIÇÃO DE LINGUAGEM DAS OFICINAS PARA VÍDEO-OFICINASO projeto Do Amargo Se Fez Doce prevê edição, publicação e impressão de livro com memórias e saberes que envolvem mulheres produtoras de doces de frutos do cerrado brasileiro, reunindo também ilustrações botânicas retratando frutos, contribuindo para divulgação do conhecimento tradicional sobre o cerrado - segundo maior bioma da América do Sul. O projeto promoverá ainda concurso de desenho e literatura entre alunos de escola pública local, com a temática do projeto. Como contrapartida social, o projeto prevê realização de oficinas de ilustração botânica para alunos de escolas públicas e pacientes do internamento de instituição hospitalar pediátrica.Diante das circunstâncias sociais e sanitárias provocadas pela pandemia de Covid-19 e seus desdobramentos previstos, e com o intuito de garantir a realização das ações do projeto, torna-se imprescindível adequar o mesmo a esta nova realidade (não do ponto de vista financeiro, uma vez que foi possível a captação integral, mas do ponto de vista de viabilidade de execução neste quadro sanitário e social), propondo ações exequíveis e seguras para as equipes envolvidas e a população beneficiada.Assim, propõe-se a transposição de linguagem das oficinas previstas pelo projeto. No lugar de 14 oficinas presenciais, o projeto solicita adequação para realizar 6 episódios de vídeo-oficinas. Tal solicitação justifica-se pelo fato de que as oficinas presenciais previstas seriam realizadas em instituições educacionais e hospitalares, locais impactados diretamente pela pandemia, e cujo retorno de atividades se dará de forma gradual. Os 6 episódios de vídeo-oficinas previstos serão disponibilizados nos televisores internos da instituição beneficiada (Hospital Pequeno Príncipe), que conta com cerca de 400 aparelhos em seus quartos, ambulatórios e outros espaços de convivência, bem como para as escolas públicas selecionadas, além das redes sociais do projeto. O número de episódios proposto diz respeito aos custos envolvidos no processo de realização de um vídeo. Estas alterações não impactaram os valores do projeto, apenas uma alteração de denominação das rubricas que efetivamente atenderão a este formato, como será possível notar na planilha orçamentária.Cabe ressaltar que esta alteração, ainda que signifique distanciamento físico entre projeto e público (distanciamento atualmente necessário e recomendável), amplia o alcance do projeto, ao diversificar o público e ficar disponível por tempo indeterminado em plataforma digital, assumindo caráter de longo prazo. Diante da nova estratégia, imposta pela pandemia, informamos que a contabilização do público deste produto se dará pelas ferramentas disponibilizadas pelos canais de divulgação. Desta forma, serão utilizados como documentos comprobatórios de alcance de público os registros de visualizações dos vídeos disponibilizados pelas plataformas digitais, bem como declaração de recebimento do material pelas instituições beneficiadas.
LIVRO (sugestão) Formato Fechado: 210 x 210 mm Formato Aberto: 420 x 210 mm Páginas: 60 Capa: Duo Design 250 g/m2 Hot Stamping Capa: Área 120 cm2 Hot Stamping Lombada (verificar) Miolo Impressão: 4 x 4 Papel: Pólen Bold 90 g/m2 CONCURSO LITERÁRIO E DE DESENHO: o edital com regras e premiação do concurso serão definidos, a partir do início da execução do projeto, junto à equipe pedagógica da escola envolvida. CONTRAPARTIDA SOCIAL - VÍDEO-OFICINAS (embora não se confunda com os produtos previstos pelo projeto, exige detalhamento) PROPOSTA PEDAGÓGICA Voltado para crianças de todas as idades, a intenção é sensibilizar o olhar dos participantes para as espécies do cerrado brasileiro e as possibilidades de conhecimento e representação artística abertas pela ilustração botânica. Por meio de atividades lúdicas, focar o reconhecimento de espécies e suas características básicas, bem como conhecimentos básicos de técnica e materiais utilizados pela ilustração botânica. As crianças e adolescentes serão convidados, pelos vídeos, a reproduzir e criar ilustrações a partir das informações disponibilizadas pelo educador. O educador irá, ainda durante os vídeos, compartilhar e estimular o conhecimento sobre o cerrado brasileiro, sua importância e as potencialidades que a arte tem de promover conhecimento e desenvolver a cidadania. Apresentação: levar seus participantes a conhecer o bioma do cerrado e experimentar a técnica da ilustração botânica. Justificativa: conhecer o cerrado por meio da arte é enriquecer o repertório de referências estéticas das crianças, ao mesmo tempo em que incentiva o conhecimento da articulação entre cultura e paisagem, e o respeito pela diversidade cultural e ambiental do nosso país. Objetivos: Apresentar aos participantes a paisagem do cerrado brasileiro; apresentar aos participantes a técnica artístico-científica da ilustração botânica.Dinâmicas: apresentação de espécies por meio de exemplares exibidos no vídeo pelo oficineiro; conversas sobre o bioma do cerrado; apresentação da técnica da ilustração botânica. Conteúdo programático: Noções de proporção; diferentes texturas; exploração de padrões; técnicas de desenho; exploração de valores pictóricos. Cronograma e carga horária: 06 episódios, com cerca de 10 minutos cada. Público-alvo: Crianças e adolescentes de escolas públicas e do internamento de instituição hospitalar pediátrica (e seus familiares) - a definir, além do público em geral com acesso à internet.
De acordo com os termos do Art. 23 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 e do Art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, e com a intenção de proporcionar o pleno exercício dos direitos culturais aos idosos e portadores de deficiência, o projeto irá garantir condições de acessibilidade com as seguintes ações: LIVRO - disponibilizar gratuitamente na internet o conteúdo completo da publicação; disponibilizar versão narrada do conteúdo do livro, visando o acesso da comunidade portadora de deficiência visual. As imagens do livro também serão disponibilizadas na internet, a fim de ampliar o acesso da população com deficiência auditiva. VÍDEO-OFICINAS - disponibilizar gratuitamente os episódios nos canais de divulgação do projeto, com legendagem, a fim de ampliar o acesso da população com deficiência auditiva.
A obra publicada será distribuída de forma a garantir a democratização do acesso da população, conforme indicado a seguir:>300 exemplares serão doados a escolas públicas localizadas na região impactada pela represa de Três Marias;>200 exemplares serão doados para os moradores de Silva Campos, entrevistados pelo projeto.>400 exemplares serão doados para a instituição hospitalar pediátrica beneficiada pelo projeto, para distribuição entre seus pacientes, familiares e colaboradores da instituição.>500 exemplares serão doados para a Associação de Moradores de Silva Campos (instituição sem fins lucrativos, voltada para o atendimento à população da localidade beneficiada pelo projeto), para distribuição gratuita, sendo permitido à Associação cobrar dos interessados o valor do frete para envio pelos Correios.>400 exemplares serão distribuídos gratuitamente entre para o público em geral interessado, no lançamento da publicação.>100 exemplares serão destinados aos patrocinadores do projeto.>100 exemplares serão doados ao proponente, com fins de divulgação do projeto.As ações para ampliação e democratização de acesso previstas pelo projeto Do Amargo Se Fez Doce, conforme o art. 21 da IN nº02/2019 do MinC são as seguintes:Produto - Livro>O projeto prevê a distribuição de 400 exemplares para pacientes de instituição hospitalar pediátrica beneficiada pelo projeto – Hospital Pequeno Príncipe e 300 exemplares para estudantes e professores de escolas públicas localizadas na região impactada pela Represa de Três Marias (Inciso I);>O projeto prevê a disponibilização na internet do conteúdo do livro de forma gratuita (Inciso III);Produto - Concurso>O projeto prevê a realização de concurso de desenho e literatura voltado para alunos do ensino fundamental e médio da escola pública presente na localidade beneficiada (Inciso VII);Produto - Vídeo-oficinas> O projeto prevê a disponibilização dos episódios gravados na internet, nas redes sociais do projeto, além de autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias (Inciso IV).
COORDENAÇÃO GERAL E ORGANIZAÇÃO DO TEXTO: Luciana Patrícia de Morais (Proponente) Obs: o proponente irá receber pelas funções/rubricas Coordenação Geral, Organização do Texto e parte dos custos administrativos, correspondentes a funcções administrativas do projeto . Responsável, além de toda a gestão do processo decisório do projeto, pelo planejamento e gerenciamento como um todo, contratando, articulando e supervisionando as equipes envolvidas na realização do projeto. Irá coordenar as etapas de execução do projeto de modo a garantir o cumprimento das atividades e prazos, bem como a adequação de todos os processos às especificidades exigidas pela Lei de Incentivo à Cultura. No que se refere às funções administrativas, irá responder pela coordenação de toda a parte documental da execução e preparatória para prestação de contas, além da realização dos pagamentos e análise de cadastro de fornecedores. A organização do texto será responsável pela curadoria dos depoimentos, documentos e outros materiais recolhidos pela pesquisa, bem como pelo desenvolvimento, junto ao responsável pela pesquisa, dos textos necessários para compor o livro. LUCIANA PATRÍCIA DE MORAIS Formação: Ciências Sociais - Antropologia: Graduação. 2002. UFMG. Banquete no cerrado: análise da dinâmica identitária de Silva Campos, Minas Gerais, na perspectiva da dádiva. - História Social da Cultura: Mestrado. 2004. UFMG. Culinária típica e identidade regional: a expressão dos processos de construção, reprodução e reinvenção da mineiridade em livros e restaurantes de comida mineira. - História e Intersubjetividades: Doutorado. 2011. UFPR. Cada comida no seu tacho: ascensão das culinárias típicas regionais como produto turístico - o Guia Quatro Rodas Brasil e os casos de Minas Gerais e Paraná (1966-2000). Desde 2002 vem se dedicando à pesquisa interdisciplinar em História e Antropologia, com foco nas identidades regionais. A partir do ano de 2007 passou a desenvolver pesquisas em patrimônio imaterial. Atuação: •Comida de afeto – lembranças embaladas para viagem. Pesquisa e co-autoria de livro. 2016. •Nascentes, corredeiras e cachoeiras do Alto Iguaçu. Coordenação de pesquisa para livro. 2016. •Pratos do Brasil - culinária brasileira para crianças. Pesquisa e co-autoria de livro. 2013. •Curitiba e suas frestas. 2010 - Pesquisa e produção. •Com quantas histórias se faz um brinquedo: usos e significados dos brinquedos produzidos artesanalmente em Curitiba como elementos agregadores de tradição, memória e identidade. Pesquisa e documentário em Patrimônio Imaterial 2009 - Coordenação de pesquisa. •Pra Ver a Umbanda Passar: do esquecimento à lembrança. Levantamento e mapeamento dos terreiros umbandistas em Curitiba como elementos constitutivos da memória cultural da cidade. Pesquisa e documentário em Patrimônio Imaterial 2007 - Proponente, pesquisadora e assistente de direção no documentário. •Os lugares da tradição e da inovação na culinária regional. /Luciana Patrícia de Morais, Maria Henriqueta Sperandio Garcia Gimenes. In: Ateliê Geográfico (UFG), v. 6, p. 148-162, 2012. •Comida, identidade e patrimônio: articulações possíveis. In: História. Questões e Debates, v. 54, p. 227, 254, 2011. •Com quantas histórias se faz um brinquedo. Vídeo documentário, coordenação de pesquisa, 2009. •Cultura alimentar e patrimônio: ressignificações do cotidiano. In: BORGES, Maria Eliza Linhares (org.). Campo e cidade na modernidade brasileira. Literatura, vilas operárias, cultura alimentar, futebol, correspondência privada e cultura visual. Belo Horizonte: Argvmentvm Editora, 2008. PRODUÇÃO EXECUTIVA E PESQUISA A produção executiva irá gerenciar a equipe de produção do projeto, bem como realizar planejamento das ações de produção que irão garantir a execução do mesmo. As atividades de produção preveem, ainda, a pesquisa, organização e seleção de fornecedores junto à coordenação geral, bem como a supervisão de produção para assegurar a realização e qualidade de execução das atividades e produtos previstos. A pesquisa irá levantar e organizar todo o material documental e de depoimentos a respeito da temática proposta pelo projeto, bem como trabalhar junto à coordenação geral e organização do texto para garantir a adequação aos objetivos propostos pelo projeto. MARCELA BERTELLI - Formação: Ciências Sociais com ênfase em Antropologia pela UFMG, Pós-graduada em Políticas Culturais e Gestão Cultural pela Universidad Autónoma de Mexico. Atuação: Membro do Grupo Ilumiara, que alia pesquisa, criação e interpretação musical. Editora responsável pela publicação da revista Manzuá, do Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu, com temáticas relacionadas à cultura, meio ambiente, arqueologia, economia local, história e pensamento sobre o sertão norte-mineiro. Coordenadora geral da série de publicações de partituras e livros sobre o universo sonoro de compositores brasileiros, entre eles Elomar Figueira Mello, Tavinho Moura, Antonio Madureira, Heraldo do Monte e Sérgio Santos. Imersão Grande Sertão no Sesc Palladium/MG: Coordenação, curadoria e produção de evento composto de palestras, debates, aulas-espetáculos, mostra de vídeos, projeção de fotos, show e café sertanejo com produtos de cooperativas da região norte-mineira. Oficina de educomunicação no Mosaico Sertão Veredas – Peruaçu: Coordenação e facilitação da oficina, realizada pelo WWF. Mostra Leão do Norte - Sesc Pernambuco: Curadoria e participação como debatedora no Seminário Processos Composicionais na Música Brasileira. Elomar 80 anos: Realização de concertos comemorativos dos 80 anos do compositor Elomar Figueira Mello. Festival Internacional de Música Histórica de Diamantina: Coordenação executiva do evento. Documentário Rio São Francisco: Roteiro e co-direção de documentário para o canal Futura – programa Sala de Notícias. Projeto Cinema no Rio São Francisco: Pesquisadora antropóloga e colaboradora do projeto realizado pela Cinear Produções. Semana de Música Antiga da UFMG: Coordenação executiva do evento. CONSULTORIA TÉCNICA - A consultoria técnica será responsável por identificar as espécies utilizadas pelas receitas com frutos típicos do cerrado, apontando seu nome científico, suas propriedades alimentícias e medicinais, além de levantar os saberes e usos tradicionais destas espécies, garantindo que a obra possa, conforme os objetivos do projeto, contribuir para a articulação e diálogo entre saberes tradicionais e científicos em torno de espécies do cerrado mineiro. ANA CIMBLERIS ALKMIN: Farmacêutica (UFMG), Mestre em Ciências Farmacêuticas (UFMG), Especialista em Plantas Medicinais (UFLA), Especialista em Paisagismo e Revitalização Ambiental (INAP). Fundadora da Vernalis. Fitoterapeuta e sommelier de chás medicinais. Membro da Comissão Assessora em Fitoterapia do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais entre 2010 e 2017. Paisagista de jardins medicinais e gastronômicos, sendo colunista da coluna “Jardim Medicinal” da “Revista Natureza”. Ministrante de cursos, oficinas e palestras para profissionais de saúde e leigos na área de plantas medicinais e fitoterapia desde 2003, incluindo nesse período mais de 200 cursos ministrados em universidades federais e particulares, Conselhos Regionais de profissões da área de saúde, Sistema Único de Saúde, organizações não governamentais, dentre outros. Docente em disciplinas de Plantas Medicinais, Fitoterapia e Saúde em cursos de graduação e pós-graduação, incluindo o curso de Formação Intercultural de Educadores Indígenas da UFMG (nível licenciatura), desenvolvendo também orientação de trabalhos acadêmicos, pesquisas e atividades de campo em territórios indígenas. Pesquisadora do uso tradicional e popular de plantas medicinais, com destaque para a pesquisa de recuperação de dados e imagens de plantas medicinais no entorno da estrada real (2003-2005) e a pesquisa de utilização de plantas medicinais em assentamento rural (2004-2007). Atuou como Coordenadora Técnica/Executiva da Área Socioambiental do Instituto Kairós entre 2009 e 2017, com foco principal no programa de pesquisa de tecnologia social para a Fitoterapia no SUS “Farmácia Viva: Rede Colaborativa de Saberes”, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, a Fundep e a Secretaria Municipal de Saúde de Nova Lima / MG, com financiamento da FINEP.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.