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PRONAC 193729Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Plano Anual Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea

BISPO DO ROSARIO ASSOCIACAO CULTURAL
Solicitado
R$ 1,02 mi
Aprovado
R$ 1,02 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição de Artes Visuais
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
19

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2020-01-06
Término
2020-12-31
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Manutenção das atividades, projetos e recursos humanos do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea (mBrac) para o ano de 2020, prevendo: a) projeto de gestão e controle do acervo; b) Exposições e programação cultural; c) Manutenção dos programas da Escola Livre de Artes (ELA).

Sinopse

BISPO E STELA: GARGANTA GRITA Realização de exposição inédita de 6 meses no mBrac com obras de Arthur Bispo do Rosário e outros artistas contemporâneos com curadoria de Diane Lima e curadoria pedagógica de Diana Kolker. Classificação: Livre Bispo do Rosário viveu ao longo de 50 anos, internado em instituições psiquiátricas e, nelas, constituiu sua obra, que hoje figura como uma das mais importantes produções artísticas brasileiras, reconhecida nacional e internacionalmente. Em 2018 o conjunto de sua obra foi catalogado pelo Museu e tombado pelo IPHAN como patrimônio artístico e cultural, tornando ainda mais fundamental a preservação, exposição, pesquisa e difusão da coleção. Sua produção possibilita uma infinidade de leituras, abordagens, relações, que a cada mostra permite ampliar e aprofundar o olhar sobre sua vida-obra, sobre nossa sociedade e sobre nós mesmos. O processo de transcrição realizado na catalogação nos permitiu debruçar sobre as particularidades da escrita contidas na obra. Verificamos, no cerne de sua criação, um forte apelo verbal, explicitado na enunciação: “Eu preciso dessas palavras escrita”, bordada em um de seus estandartes. Bispo converteu a palavra em signo impresso na matéria. Negro, pobre, imigrante nordestino e diagnosticado como esquizofrênico paranoide, Bispo do Rosário reposiciona seu lugar no mundo a partir de um devir criador, no âmbito do qual suas “palavra” disputam uma inserção na ordem do discurso. No já mencionado estandarte “Eu preciso dessas palavras escrita”, Bispo bordou “ Garganta grita. Mas no mesmo manicômio outras gargantas gritaram. Stela do Patrocínio, negra e pobre, viveu (e morreu) por quase trinta anos na Colônia Juliano Moreira. Sua obra se efetuou na materialidade efêmera de seu próprio corpo de mulher negra, em tensão com um mundo que a queria subjugada. Seus “falatórios” foram gravados em fita cassete e, anos depois, transcritos, organizados e publicados em 2001 pela escritora Viviane Mosé no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome. Através de Bispo e Stela, as escrevivências e falatórios da loucura ganham novos sentidos e inserções. Pretende-se colocar em foco a importância da palavra - em suas dimensões escrita, visual, performativa e literária - produzidas na adversidade do confinamento manicomial e dos diversos dispositivos que segregam e silenciam vozes que existem e resistem. Pretende-se evidenciar fatos e traços das ancestralidades e existências afrodescendentes afirmando a relevância de Bispo, Stela e artistas contemporâneos, como Rosana Paulino, Conceição Evaristo, Paulo Nazareth, Jota Mombaça, Patricia Ruth, Arlindo Oliveira, Mariana de Matos, Val Souza, Ana Maria Sen, Yhuri Cruz na produção intelectual e artística da história brasileira. Tais objetivos congregam as diretrizes do mBrac que toma para si o desafio de ampliar a oferta e a garantia do acesso à arte e à cultura fora dos eixos convencionais do Rio, tornando-se uma referência museológica e cultural para a Zona Oeste. Realização da exposição coletiva no mBrac, será resultante do programa de Residência Artística Casa B, com curadoria de Diana Kolker e Ricardo Resende, que apresentará os trabalhos frutos das relações desenvolvidas entre os artistas residentes, o acervo de Bispo do Rosario, a comunidade local e os participantes da Escola Livre de Artes do mBrac. Classificação: livre.

Objetivos

Objetivos Gerais: Visa a manutenção das atividades do mBrac e garantir através de seu funcionamento a promoção do acesso à arte e à cultura para a população da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Situado dentro do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira, na Taquara, Zona Oeste do Rio de Janeiro. É responsável pela preservação, conservação e difusão da obra de Arthur Bispo do Rosario, cuja coleção foi tombada pelo IPHAN em 2018, incorporada ao patrimônio artístico cultural brasileiro. O Plano Anual do mBrac pretende valorizar a cultura local e a memória da Colônia Juliano Moreira e de Arthur Bispo do Rosario. Com suas ações o Museu visa promover o resgate da memória coletiva dessa região e busca estimular nas novas gerações a apropriação da história local para possibilitar a construção identitária e favorecer laços de pertencimento. O projeto visa a implementação das linhas de ação territorial do museu através de 3 eixos fundamentais: Acervo, Exposições e programação; Escola Livre de Artes, que são desenvolvidas nos seguintes espaços: Edifício Sede, onde ficam as galerias expositivas, a Reserva Técnica, o Bistrô do Bispo e a Loja B; Pólo Experimental de Convivência, Educação e Cultura, (Polo) prédio anexo ao museu, onde fica a Casa B, o ateliê Gaia, as oficinas de geração de renda e os cursos livres; o Circuito Histórico da Colônia, que compreende o Centro Histórico Rodrigues Caldas e o Pavilhão 10 do Núcleo Ulysses Vianna, onde está localizada a Cela em que Arthur Bispo do Rosario viveu e desenvolveu sua obra. Objetivos específicos: Acervo Nos anos de 2017 a 2019 avançou-se no cuidado com o acervo do Museu em várias ações: O acervo foi submetido a um tratamento para controle de pragas com recursos próprios da instituição; a reserva técnica foi reformada e readequada para permitir vedação e climatização do espaço; ganhando também mobiliário adequado. A coleção de Arthur Bispo do Rosário foi catalogada e fotografada. em 2018, a obra de Arthur Bispo do Rosario foi tombada pelo IPHAN, reconhecida como parte do patrimônio artístico cultural brasileiro. O Plano Anual 2020 pretende seguir com as ações de cuidado do acervo e, para tanto, prevê manter o banco de dados, continuando uma revisão de dados catalogados e a aplicação de normas e terminologia; manter medidas de conservação preventiva; criar um laboratório de conservação e restauro; fazer a higienização mecânica do acervo; desenvolver embalagens específicas para o acondicionamento das coleções; identificar as obras que necessitam de restauro; e iniciar o processo de arrolamento das obras da coleção histórica da Colônia. Exposições e programação A programação do mBrac tem como cerne a oferta de exposições de arte contemporânea, que têm como referência a obra de Arthur Bispo do Rosario. Como forma de ativar suas exposições, o Museu promove atividades mensais que visam oferecer diferentes linguagens artísticas para seus frequentadores, de modo a contribuir para a formação de público e fomentar o vínculo e o pertencimento com o Museu. Para este projeto o Museu pretende desenvolver: a) Uma exposição coletiva de grande porte de Arte Contemporânea com duração de seis meses. A exposição será concebida por uma curadoria especializada a ser escolhida na ocasião do desenvolvimento da exposição e com a inclusão do acervo do mBrac. b) Uma exposição coletiva, com duração de quatro meses, resultante do programa de Residência Artística Casa B, promovendo relações entre a obra dos artistas residentes, o acervo de Bispo do Rosario, a comunidade local e os participantes da Escola Livre de Artes do mBrac. c) Dez apresentações do programa Mostra +: programação de cunho inclusivo para os "vizinhos do Museu" realizada mensalmente composta por apresentações e ações das mais diversas linguagens artísticas, afirmando a atuação do museu territorial para a Zona Oeste do Rio de Janeiro. d) Realização de um Encontro de Arte e Saúde Mental, que reunirá estudantes de graduação, pós graduação e demais pesquisadores em mesas de debates que terá como tema principal o legado da obra de Bispo do Rosario, em razão do aniversário de 30 anos da morte do artista. Escola Livre de Artes do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea Programa transdisciplinar do mBrac, que integra educação, cultura e saúde no desenvolvimento de ações educativas, artísticas e socioculturais. A ELA é dividida em três programas: Programas públicos; Formação, Geração de Trabalho e Renda. Programas públicos: Visitas mediadas às exposições: diálogo com o público através de encontros mediados pelas exposições e pelo Circuito Cultural Colônia. Com o Plano Anual, o educativo realizará pelo menos 400 visitas mediadas, com oferta de 30 ônibus, além de mediações ao público espontâneo, gerando uma expectativa de 12 mil visitantes por ano.Entrelaços _ Programa de ação continuada que visa criar laços entre o museu e a comunidade. Para o ano de 2020, desenvolverá o projeto No Pátio da minha Escola tem um Museu, através de uma parceria com duas escolas na vizinhança do mBrac, atingindo um total de 985 estudantes. Formação: Curso de formação de mediadores culturais: Oferece a capacitação em mediação cultural. Através do curso serão selecionados os mediadores que atuarão nas ações educativas do mBrac. Serão convidados artistas-educadores com experiência em programas educativos em contextos artísticos para colaborar com a formação através de palestras e ou oficinas.Encontro com Educadores: Serão realizado dois encontros contando com a participação 60 profissionais da educação para debater práticas educacionais através da obra de Arthur Bispo do Rosario e seu contexto de criação. Casa B _ Residência artística: programa de moradia de artistas visitantes, desenvolvido no espaço do Pólo, que visa proporcionar uma imersão no universo de Bispo e da Colônia Juliano Moreira. Serão selecionados 3 artistas que farão parte do programa de residência, para desenvolvimento de projetos artísticos que conversem com os demais programas do mBrac que culminará com uma exposição e publicação das experiências desenvolvidas. Ateliê Gaia: Espaço de arte e criação, situado no Pólo que estimula a prática artística e profissional de seus frequentadores e o ingresso de seus artistas no mercado da arte. É composto majoritariamente por artistas que outrora foram internos do antigo sistema manicomial e hoje vivem de maneira autônoma. O Plano Anual prevê a manutenção do Ateliê ao longo de 2019.Cursos Livres: abertos à comunidade e voltado para diferentes faixas etárias, com viés artístico e cultural, estimulam a criação e possibilitam novas inserções sociais. A grade contempla as práticas de música, rádio, mosaico, culinária, costura e bordado. O Plano Anual prevê a manutenção dos cursos livres com a aquisição de materiais para as atividades ao longo de 2019. Programa de Geração de Trabalho e Renda: O Programa, composto pelas Oficina Bispo do Rosario de Bordado e Costura; Oficina de Mosaico; Oficina de Culinária e o restaurante Bistrô do Bispo e a Loja B, visa desenvolver ações que estimulem a reinserção social através do trabalho. Baseia-se em noções do cooperativismo e a lógica da economia solidária estabelecendo uma rede de sustentabilidade. Comporta a elaboração de produtos, a venda e a prestação de serviços, a partir das oficinas e dos espaços comerciais Bistrô do Bispo, e Loja B. As oficinas funcionam de maneira articulada e em diálogo com o programa de exposições, dando suporte aos eventos e na criação de produtos para serem comercializados na loja. O Plano Anual prevê a manutenção do programa de geração de renda através da aquisição de materiais para as atividades ao longo de 2019 e ampliação da circulação da produção das oficinas através de sua participação na Loja B, no BIstrô do Bispo e eventos externos.

Justificativa

Arthur Bispo do Rosario, artista negro, nordestino e esquizofrênico, viveu ao longo de 50 anos internado em instituições psiquiátricas e nelas constituiu sua obra, que figura como uma das mais importantes produções artísticas brasileiras do século XX, reconhecida nacional e internacionalmente. Bispo criou um mundo de objetos para compor sua catalogação do mundo para se encontrar com Deus. Este acervo, considerado um dos mais importantes patrimônios contemporâneos brasileiros, é integralmente público, tombado pelo INEPAC e pelo IPHAN. Sua extensa produção possibilita uma infinidade de leituras, abordagens e relações poéticas e através de cada nova abordagem ampliamos e aprofundamos os olhares sobre sua vida e obra, sobre a sociedade e sobre nós mesmos, indivíduos sociais. O Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, único museu público da Zona Oeste do Rio, surge com o compromisso de preservar e difundir seu acervo para as gerações futuras e atuar na preservação da memória material e imaterial referente a antiga Colônia Juliano Moreira. O presente Plano Anual de Atividades visa a manutenção e o funcionamento do mBrac. O projeto tem o desafio de ampliar a oferta e a garantia do acesso à arte e à cultura fora dos eixos convencionados do Rio e tornar o Museu uma referência museológica e cultural para a Zona Oeste. Visa também ser um dispositivo para promover a discussão da relação de arte e loucura e, mais amplamente, da Reforma Psiquiátrica. Estar inserido no que fora outrora uma instituição manicomial abre um leque de possibilidades para pensar o papel do Museu e sua vocação cultural e educacional nesse território tão particular. O Museu se propõe a ser esse lugar de encontro, de experimentação, de tensionamento e ativação da arte e cultura. Do acolhimento das diferenças para a produção de novas ressignificações sociais e de convívio. Através da proposição de espaços de criação e colaboração, integrando artistas, estudantes, moradores do território, usuários e trabalhadores dos serviços de saúde mental, novas formas de pertencimento e de estar no mundo podem ser vivenciadas e compartilhadas nesse território de atuação do museu. O projeto, de acordo com os objetivos descritos, visa captar e canalizar recursos de modo a atender os incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 citados abaixo: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; _ Visto que, o acesso ao Museu a as atividades são totalmente gratuitas e a classificação de faixa etária é livre. II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; _ Na qualidade de ser o único Museu Público da Zona Oeste temos o compromisso de estimular a produção cultural e artística na região. III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; _ sendo um dos objetivos principais da Associação Cultural para as atividades e programas que são realizados no Museu. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; _Através das oficinas no Polo experimental e programas do Museu, tem-se garantido que esse florescimento seja uma constante nas práticas e fazeres propostos. VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; _ sendo um dos objetivos principais da Associação e do Museu é preservação do seu acervo e da obra de Arthur Bispo do Rosário tombada pelo IPHAN e INEPAC, a preservação da cela onde todo esse acervo foi criando e a preservação da memória desse lugar, e de toda história da Colônia Juliano Moreira. VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;_ Objetiva-se a difusão do acervo, acesso à pesquisadores, artistas, curadores, público em geral também através das mídias sociais. IX - priorizar o produto cultural originário do País. Prioridade da Associação e do Museu é a conservação e difusão do seu acervo incluindo as obras de Arthur Bispo do Rosario, artista negro, nordestino e esquizofrênico, viveu ao longo de 50 anos internado em instituições psiquiátricas no Brasil e nelas constituiu sua obra, que figura como uma das mais importantes produções artísticas brasileiras do século XX, reconhecida nacional e internacionalmente, sendo seu acervo integralmente público, tombado pelo INEPAC e pelo IPHAN. Tendo em vista ainda o alcance dos objetivos referentes ao Art. 3°, conforme segue: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil; c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos; b) conservação e restauração de prédios, monumentos, logradouros, sítios e demais espaços, inclusive naturais, tombados pelos Poderes Públicos; manutenção c) restauração de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural; d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;

Estratégia de execução

Gerenciamento do acervo. Parte do Plano Anual do mBrac envolve ações continuadas de cuidado do acervo, de modo a garantir sua preservação e possibilitar a difusão das coleções do Museu. Esse eixo de ação é fundamental para o desenvolvimento das demais atividades do Museu, principalmente após a coleção de Arthur Bispo do Rosário ser tombada pelo IPHAN contando com o reconhecimento de que o conjunto da sua obra faz parte do patrimônio artístico brasileiro. Com o tombamento, o mBrac necessita cumprir os critérios estabelecidos pelo referido instituto seguindo as normas de segurança, documentação, manuseio, acondicionamento e conservação da coleção. Para poder atuar com esse rigor o mBrac adquiriu a base de dados inArte da Sistemas do Futuro que possibilita gerenciar a documentação do acervo e as medidas de conservação preventiva. A partir dos dados fornecidos pela base de dados será possível elencar de modo mais preciso a hierarquia de prioridade das ações a serem desenvolvidas no acervo e controlar as rotinas de cuidado das obras, tanto na reserva técnica, quanto nas exposições. Para o gerenciamento de informação o museu deve focar na continuidade da revisão de dados com a implementação de uma normatização de termos e normas de preenchimento da base de dados. Também, em função da particularidade da composição do acervo, principalmente da coleção de Bispo do Rosario, grande parte composta de material de refugo e de fácil decomposição, é imprescindível que o mBrac continue sua política de investimento na adequação da Reserva Técnica, buscando recursos para deixá-la em condições de garantir um acondicionamento de acordo com as normas museológicas que minimizem a ação do tempo sobre as obras. Tivemos êxito em conseguir realizar a descupinização do acervo, através da implementação de uma câmara anóxica para o extermínio de pragas. Agora é preciso continuar esse processo de cuidado; desenvolver embalagens específicas para o acondicionamento das coleções, manter uma rotina de higienização mecânica do acervo; identificar através de um levantamento quais obras necessitam de restauro imediato e iniciar o processo de arrolamento das obras da coleção histórica da Colônia. Residência artística Casa B programa de domicílio de artistas visitantes no qual os participantes são acolhidos no Pólo Experimental de Convivência, Educação e Cultura, para o desenvolvimento de pesquisas poéticas através do diálogo com a comunidade e com outros programas desenvolvidos pelo mBrac. A residência surge pela vocação artístico-cultural da Colônia que registrou na sua história a passagem de importantes artistas como Arthur Bispo do Rosário, Ernesto Nazareth, Stela do Patrocínio, e, atualmente, os artistas que compõem o Ateliê Gaia. Pensando em estimular essa vocação artística e estabelecer uma via de diálogo entre o trabalho artístico produzido pelos participantes dos programas do Pólo e artistas contemporâneos, a Casa B se propõe a ser um programa que promove a interseção entre arte e saúde atuando como um instrumento potente de formação e de experimentação – que culmina com a realização de uma exposição e publicação das experiências desenvolvidas. Ateliê Gaia espaço de arte e criação integrado ao Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea que através da construção de um pensamento estético, estimula a prática artística e profissional de seus participantes. É composto por um coletivo de artistas que foram internos do antigo sistema manicomial e hoje, com a reforma psiquiátrica, possuem autonomia. É um projeto estruturado para promoção do diálogo e da produção, para a formação nas linguagens artísticas, para impulsionar o ingresso de seus componentes no circuito de arte. Participam atualmente os artistas: Arlindo Oliveira, Clóvis dos Santos, Patricia Ruth, Pedro Mota, Leonardo Lobão, Luís Marques, Sebastião, Victor Alexandre Rodrigues. Ações desenvolvidas pelo mBrac junto ao Ateliê Gaia: Exposições e parcerias em projetos artísticos:Agenciar o contato dos artistas com curadores e instituições de arte para abrir novas janelas de exposição para os participantes do coletivo e criar circulação no meio artístico. Programa de Formação: Encontros voltados para a formação continuada dos artistas do Gaia. Através de visitas a exposição, laboratórios de criação, aulas dialogadas em torno das práticas artísticas e sua historicização, tendo como mote os campos e linguagens de interesse dos participantes. Até o presente vemos a proeminência de produções através da pintura, desenho, escultura, instalação e performance. Essas ações irão se desdobrar em 2020 no desenvolvimento de um curso de empreendedorismo em arte Inventariar as produções dos artista com a criação de um banco de dados com as informações sobre as obras de cada artista e de sua comercialização. Publicação de catálogo contendo as trajetórias e a produção dos artistas do atelier.

Especificação técnica

BISPO E STELA: GARGANTA GRITA- Exposição coletiva de Arte Contemporânea inédita, com duração de 6 meses. Catálogo: Ao final da exposição será produzido um catálogo impresso bilíngue português/ inglês que contará com o texto curatorial, texto dos artistas participantes, texto com a descrição das atividades pedagógicas desenvolvidas durante a exposição e as imagens fotográficas da mostra. O catálogo contará com 250 páginas, e o seguinte formato: 1. Capa/ Miolo: 2. páginas, formato aberto 300 x 210 mm; formato fechado 150 x 210 mm; Vitabianco 250g 4/4 cores; Laminação fosca frente; Refile.8 lâminas, 44 páginas formato aberto 300 x 210 mm, formato fechado 150 x 210 mm; papel Offset 150g 4/4 cores; Refile. Acabamento: costura, lombada quadrada. Exposição Casa B - Exposição coletiva de duração de 4 meses. Catálogo: Ao final da exposição será produzido um catálogo impresso bilíngue português/ inglês que contará com o texto curatorial, texto dos artistas participantes, texto com a descrição das atividades pedagógicas desenvolvidas durante a exposição e as imagens fotográficas da mostra. O catálogo contará com 250 páginas, e o seguinte formato: 1. Capa/ Miolo: 2 páginas, formato aberto 300 x 210 mm; formato fechado 150 x 210 mm; Vitabianco 250g 4/4 cores; Laminação fosca frente; Refile.8 lâminas, 44 páginas formato aberto 300x210mm, formato fechado 150x210mm; papel Offset 150g 4/4 cores; Refile.Acabamento: costura, lombada quadrada. Livreto institucional destinados à divulgação institucional e de projetos do Museu com informações para deslocamento na Colônia Juliano Moreira e informações do acervo.

Acessibilidade

Como medidas de acessibilidade para a realização do Plano Anual de Atividades, o Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea será, na Exposição: Deficiência Visual: Além do acesso gratuito, serão adotados a produção de conteúdo de audiodescrição com a narração, em língua portuguesa, disponíveis na própria Exposição e no catálogo virtual compartilhado pelo site do Museu. Serão confeccionadas e disponibilizadas réplicas das obras do acervo do Museu, para acesso tátil. Deficiência auditiva: Serão contratados mediadores habilitados na língua brasileira de sinais com capacitação para realizar atividades educativas na exposição.

Democratização do acesso

TODAS AS ATIVIDADES DO PROJETO SÃO GRATUITAS. 5.1. O público-alvo do projeto inclui pessoas de todas as idades do Rio de Janeiro, principalmente da Zona Oeste, grande Jacarepaguá e bairros adjacentes ao Museu; estudantes e professores dos cursos de artes e humanas do ensino superior e de escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio; artistas, críticos, produtores e demais profissionais da rede de cultura; frequentadores do Museu e usuários dos programas de saúde do Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira.EXPOSIÇÃO: (art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, inciso II - será oferecido transporte para as escolas públicas do Município do Rio de Janeiro, e para os usuários idosos da rede de saúde mental; inciso III - serão disponibilizados na internet, através do site do Museu e das redes sociais, imagens fotográficas e vídeos realizados durante o transcorrer da Exposição; inciso IV - será autorizado a captação de imagens do espaço expositivo, pelos frequentadores da Exposição, mediante cumprimento de regras pré estabelecidas pela museologia (proibido uso de flash e tripés); inciso V - as Exposições serão gratuitas, assim com o Encontro de Arte e Saúde Mental e as dez apresentações do Mostra+; inciso VII - A classificação etária das Exposições é livre. E as programações e produtos possuem ações e mediações específicas voltadas para atender o público infantojuvenil.; 5.2. Catálogo - art. 21 da IN nº 02/2019 do Ministério da Cidadania, inciso I - O projeto prevê a doação de 20% do catálogo produzido para Escolas da rede pública, Museus, Bibliotecas e equipamentos culturais.

Ficha técnica

Presidente da Bispo do Rosário Associação Cultural Ricardo Resende - Proponente do Projeto e Coordenador Geral O proponente é o Coordenador Geral do Projeto sendo o responsável por definir o objetivo geral, objetivos individuais, cronograma de atividades, responsabilidades e recursos do Projeto, além de estabelecer um conjunto de práticas que asseguram a integridade e a qualidade dos produtos de trabalho, tendo ainda como atividades: controlar e adequar os prazos planejados para desenvolvimento das diversas etapas e ações, realizar a gestão de prazos; controlar os custos de desenvolvimento das ações em relação ao planejado; fomentar a comunicação entre os participantes do projeto, coordenar as interfaces e garantir a compatibilidade entre as soluções das várias especialidades envolvidas, garantindo assim que o projeto será concluído e os objetivos, alcançados, e contará com o apoio da equipe na execução do Projeto, porém cabe ao proponente a responsabilidade pela gestão do processo decisório de todas as etapas do Projeto. Ficha técnica: curador do Museu e presidente da Bispo do Rosario Associação Cultural ( BRASS), é responsável pela elaboração e execução da política cultural e artística da instituição e do acervo. Cabe-lhe decidir as mostras que compõem o cronograma anual, assim como articular os diversos setores que dão suporte à realização da exposição: cuidar do Acervo, Educativo, Pesquisa e Memória da obra do artista Arthur Bispo do Rosario e artistas do Ateliê Gaia. Planejar o cuidado, a conservação e a preservação do Acervo e sua consequente exibição e circulação no próprio museu e outras instituições afins, divulgando o Museu e disseminando e ampliando as interpretações sobre o acervo e obra de Arthur Bispo do Rosario. Responsável pela fundamentação artística do Pólo Experimental, na sua diretriz artística e cultural para a Residência Casa B, na orientação e supervisão do Ateliê Gaia e na Escola de Artes – ELA. Mestre em História da Arte pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), tem carreira centrada na área museológica. Trabalhou de 1988 a 2002, entre o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e o Museu de Arte Moderna de São Paulo, quando desempenhou as funções de arte-educador, produtor de exposições, museógrafo, curador assistente e curador de exposições. Foi curador do Projeto Leonilson de 1996 a 2017. De março de 2005 a março de 2007, foi diretor e curador do Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, no Ceará. De Janeiro de 2009 a junho de 2010, foi diretor do Centro de Artes Visuais da Fundação Nacional das Artes, do Ministério da Cultura. De 2010 a 2014, foi Diretor Geral do Centro Cultural São Paulo. Entre as exposições mais recentes a se destacar em seu currículo de curador e organizador de mostras, as retrospectivas Sob o Peso dos Meus Amores, do artista Leonilson, no Itaú Cultural e Sérvulo Esmeraldo, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, ambas em São Paulo, em 2011. No mesmo ano, foi o curador geral do Arte Pará – Ano 30, em Belém do Pará. Em 2012 foi curador da mostra retrospectiva Sob o Peso dos Meus Amores, na Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. Em 2013 organizou a mostra I FotoBienalMASP. Em 2014, organizou a mostra Ateliê Vivo de Sérvulo Esmeraldo no Instituto de Arte Contemporânea, em São Paulo. Em 2015 organizou a mostra Arthur Bispo do Rosario e Leonilson – Os Penélope, no SESC Jundiaí, São Paulo. Ainda em 2015, a mostra Volta ao Mundo – Apanhador de Grãos, do artista Luiz Hermano, na Funarte de Belo Horizonte e Clóvis (Ateliê Gaia), na Galeria Estação, em São Paulo. Em 2016, a se destacar a mostra Mais que humanos, Acervo do Museu Osório César do Juqueri, no Museu de Saúde Pública Emilio Ribas, do Instituto Butantã. Em 2017, a mostra Leonilson: arquivo e memória vivos, comemorativa ao lançamento do catálogo raisonné do artista José Leonilson, em que desempenha a função de editor da publicação. Em 2018 a se destacar a curadoria da 14ª Bienal Naifîs do Brasil, do SESC Piracicaba, de São Paulo. Equipe do Museu e de apoio a Execução do Projeto Diretora Geral do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea Raquel Fernandes, é diretora geral do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea desde fevereiro de 2013. É a responsável pela administração e o funcionamento Institucional do Museu. Tem como atribuições formular e implementar políticas de desenvolvimento institucional; supervisionar, dirigir, coordenar, orientar e controlar a execução de todos os serviços de modo a viabilizar as diretrizes propostas para o mBrac. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e Cinema pela Universidade Estácio de Sá. Possui especialização em psicanálise pela Universidade Santa Úrsula e MBA em Gestão de Museus pela Universidade Cândido Mendes. Coordenação Geral de Ação Educativa do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea Diana Kolker é Educadora, pesquisadora e curadora. Gerente de educação do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea, onde coordena a Escola Livre de Artes. Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF), especialista em Pedagogia da Arte (UFRGS), bacharel e licenciada em História (PUCRS). Fundadora do Coletivo E, concebeu e coordenou diversos cursos e programas voltados para formação de mediadores culturais, professores e artistas, em colaboração com instituições como a Bienal do Mercosul, o MAC Niterói, o Instituto Mesa, a Casa Daros, a Fundação Iberê Camargo, o Museu de Artes do Rio Grande do Sul, etc. Atua como educadora em instituições culturais, coordenando ações educativas. Professora nas disciplinas de História e de Artes em escolas da Rede Pública e Privada de Porto Alegre (RS). Co-coordenou a Ação Educativa Séculos Indígenas no Brasil, premiada pela Comissão dos Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. Recentemente participou como artista em exposições coletivas no espaço Jacarandá (RJ) e Saracura (RJ), e realizou a curadoria de duas exposições no Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea em colaboração com o curador Ricardo Resende. Museologia do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea Fernanda SanSil é museóloga, pesquisadora e produtora. Museóloga do Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea. Graduada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) com especialização em Formação Executiva na pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Foi coordenadora executiva do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, atuou em diversos projetos como: Documentação de Línguas e Culturas Indígenas Brasileiras pela UNESCO com a FUNAI/ Museu do Índio, Discografia Essencial Brasileira, Instituto Memória Musical Brasileira e ECB/ Rádio Nacional. Atuou também com criação e implantação de bases de dados para as instituições: Museu Nacional de Belas Artes, Associação Tempo Glauber, Museu de Imagens do Inconsciente, trabalhando também com procedimentos de conservação, catalogação e digitalização. Como laudista de obra de arte e montagem, trabalhou nas exposições: Ponto de Transição Artes Visuais; Rio Setecentista, quando o Rio virou capital; Do Valongo à Favela: imaginário e periferia; Tarsila e as mulheres modernas; Guignard e o oriente, entre Rio e Minas e Foto Rio: Rio, uma paixão francesa. Como restauradora operou na Restauração da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, da Igreja da ordem Primeira do Carmo/ RJ e Palácio Linneu de Paula Machado, Casa SESI. Como produtora atuou em diversos eventos como: Fórum Cultural Mundial, Festival Internacional Assim Vivemos, Mostra do Filme Livre e diversos shows de artistas como Elza Soares, Carlos Dafé, Projeto Pixinguinha in Jazz e Clube do Vinil/ antigo Canecão.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.