| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 18459628000115 | Bayer S/A | 1900-01-01 | R$ 248,7 mil |
| 60561800000103 | NOVELIS DO BRASIL LTDA. | 1900-01-01 | R$ 200,0 mil |
A presente proposta tem o objetivo de promover a sexta edição do Festival da Melanina Acentuada em 2021. O projeto tem como foco dar visibilidade e estimular o surgimento de novos autores e autoras negros, e investigar e atualizar suas multiplicidades temáticas, estéticas e poéticas de escrita, assim como consolidar um momento de encontros de profissionais que têm em comum o interesse em rastrear e estudar a escrita assinada por dramaturgos (as) negros. Dessa forma, são previstas além dos espetáculos, contrapartidas sociais correspondentes a: encontros para compartilhamento de processos, entrevistas públicas e consultorias.
A) Apresentações espetáculos: Por se tratar de um Festival-Pesquisa que visa catalogar a dramaturgia desenvolvida por autores de ascendência predominantemente africana, o conceito curatorial privilegia as assinaturas e autorias negras dos textos dramáticos dos espetáculos. É importante ressaltar que o recorte se dará somente na assinatura dos textos dramáticos, não valendo o mesmo recorte para as outras funções do espetáculo como direção, atores, atrizes, iluminador, cenógrafo e demais técnicos. B) Ateliês de Criação Dramatúrgica, que consiste em oficinas de escrita criativa e dramatúrgica. C) Ateliês de Compartilhamento de Processos: consistem em encontros com autores e atores negros de espetáculos presentes na programação do Festival, com foco no processo de construção dramatúrgica destes. D) Ateliê de Ideias: mesas redondas compostas por pesquisadores, teóricos e artistas que têm a dramaturgia negra como objeto de estudo e reflexão. E) Ateliês de Consultoria Dramatúrgica: nesta atividade o público aplica seus roteiros ou textos dramáticos através de inscrição eletrônica, e seis obras serão selecionadas para serem analisadas publicamente. F) Entrevistas Públicas: o público se encontrará com autores/dramaturgos de diferentes regiões do país, que estejam compondo a programação do Festival. O tema da entrevista extrapolará o processo de escrita da obra apresentada no Festival, e abordará o percurso e carreira do dramaturgo/a. G) Noites Dramáticas: consistem em leituras dramáticas de cinco textos inéditos de autores negros e contemporâneos também selecionados por um Conselho Curatorial através de chamada pública.
A) Objetivo Geral: Realização da sexta edição do Festival Dramaturgias da Melanina Acentuada, com ações distribuídas ao longo de dez dias na cidade de Salvador. B) Objetivos específicos: · Viabilizar a investigação de novos autores da escrita teatral afro-brasileira, sua autoria e assinatura; · Fomentar a criação de novas obras de dramaturgos(as); · Promover a apresentação de 14 espetáculos teatrais adultos e infanto-juvenis, cuja dramaturgia foi desenvolvida por autores descendência predominantemente africana; · Realizar dois Ateliês de Criação Dramatúrgica · Realizar dois Ateliês de Compartilhamento de Processos · Realizar três Ateliês de Ideias · Realizar dois Ateliês de Consultoria Dramatúrgica · Realizar três Entrevistas Públicas · Realizar quatro Noites Dramáticas
O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91 (negrito): II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. O projeto se justifica pela necessidade de uma reflexão sobre essa escrita teatral afro-brasileira, sua autoria e assinatura, através da continuidade de uma investigação de novos autores dramáticos e a disponibilização dessa dramaturgia através de espetáculos teatrais, leituras dramáticas, oficinas, consultorias, entrevistas públicas com autores negros atuantes nos palcos brasileiros e compartilhamentos de processo. Existe uma lacuna de registros e estudos sobre a dramaturgia de autores negros-brasileiros. Os últimos projetos que analisavam e davam visibilidade a ficcionistas afro-brasileiros foram realizados nos anos 70 e 80 (Cadernos Negros -1978, Quilombhoje-1980- São Paulo e Negrícia 1984-1992 no Rio de Janeiro). Esses eventos trouxeram grandes reflexões sobre a escrita do negro, ainda que detendo-se na linguagem romanceada. O Festival Dramaturgias da Melanina Acentuada detém-se somente na escrita dramatúrgica (assinatura do dramaturgo afro-brasileiro), assunto ainda pouco explorado em mesas de debates de diversos Festivais de Teatro, inclusive no âmbito acadêmico. Textos canônicos de autores como Abdias do Nascimento (ator/dramaturgo fundador do Teatro Experimental do Negro - 1944) e de Ubirajara Fidalgo (Dramaturgo do TEPRON nos anos 70) tiveram forte influência sobre a escrita de novos autores brasileiros de ascendência africana. No entanto, poucos são os nomes atualmente conhecidos de dramaturgos de "melanina acentuada". Dessa forma, para a edição de 2021, são previstas sete (07) vertentes de atividades: 1. Apresentações de sete espetáculos convidados e sete selecionados por um Conselho Curatorial através de convocatória pública, totalizando 14 apresentações. Por se tratar de um Festival-Pesquisa que visa catalogar a dramaturgia desenvolvida por autores de ascendência predominantemente africana, o conceito curatorial privilegia as assinaturas e autorias negras dos textos dramáticos dos espetáculos. É importante ressaltar que o recorte se dará somente na assinatura dos texto dramáticos, não valendo o mesmo recorte para as outras funções do espetáculo como direção, atores, atrizes, iluminador, cenógrafo e demais técnicos. 2. Realização de dois (02) Ateliês de Criação Dramatúrgica, que consiste em oficinas de escrita criativa e dramatúrgica. 3. Realização de dois (02) Ateliês de Compartilhamento de Processos, que consistem em encontros com autores e atores negros de espetáculos presentes na programação do Festival, com foco no processo de construção dramatúrgica destes. 4. Realização de três (03) Ateliê de Idéias que são mesas redondas compostas por pesquisadores, teóricos e artistas que têm a dramaturgia negra como objeto de estudo e reflexão.. Todos os Ateliês terão um mediador. 5. Realização de dois Ateliês de Consultoria Dramatúrgica com profissionais da área de dramaturgia e roteiro. O público aplica seus roteiros ou textos dramáticos através de inscrição eletrônica, e seis obras serão selecionadas para serem analisadas publicamente. 6. Realização de três (03) Entrevistas Públicas onde o público se encontrará com autores/dramaturgos de diferentes regiões do país, que estejam compondo a programação do Festival. O tema da entrevista extrapolará o processo de escrita da obra apresentada no Festival, e abordará o percurso e carreira do dramaturgo/a. A distribuição dos mesmos se dará em três (03) dias diferentes de acordo com o agendamento disponibilizado pelos espetáculos escolhidos para a programação a partir de chamada pública. 7. Realização de quatro Noites Dramáticas, que consistem em leituras dramáticas de cinco textos inéditos de autores negros e contemporâneos também selecionados por um Conselho Curatorial através de chamada pública. As leituras serão dirigidas e coordenadas por diretores convidados que convidarão também atores/atrizes locais de Salvador, promovendo intercâmbio artístico entre profissionais de diferentes localidades do país. Todas as atividades e produção de conhecimento e conteúdo gerado pelo Festival alimentam no formato de artigos, fotos e vídeos o portal "Melanina Digital" (www.melaninadigital.com.br). A documentação dessas atividades reforça a importância da ação na contemporaneidade de propostas que incentivam a difusão dos trabalhos realizados na dramaturgia negra. Além disso, haverá medidas de acessibilidade (tradução em libras e audiodescrição) para duas sessões de espetáculos. A curadoria do Festival será composta por três (03) profissionais de conceituada atividade no meio ficcional brasileiro, são eles: o dramaturgo e multi-artista Aldri Anunciação (Prêmio Jabuti de Literatura 2012) - também idealizador do Festival; a escritora e dramaturga Ana Maria Gonçalves (Um Defeito de Cor, Ed. Record e Prêmio Casa de Las América_Cuba); e a dramaturga-atriz Grace Passô (Prêmio Shell 2006). É importante dizer que o projeto aqui proposto também se justifica pelo fato de focar no material dramatúrgico desses novos autores negros, explicitando seus temas, estéticas e questões humanas/sociais. Outro aspecto que potencializa a continuidade do Festival é a característica de intercâmbio com diversos grupos que se apresentam. Ademais, as atividades aqui propostas contribuem para o estímulo do surgimento de novos autores afro-brasileiros e para a redefinição sobre o que se configura nos dias de hoje, a Dramaturgia (Escrita) Negra.
Não se aplica.
1) PRODUTO: FESTIVAL/MOSTRA ACESSIBILIDADE FÍSICA: rampas, corrimões, etc.DEFICIENTES AUDITIVOS: legendagem em duas sessões de espetáculos a serem selecionados.DEFICIENTES VISUAIS: audiodescrição em duas sessões de espetáculos a serem selecionados. 2) PRODUTO: CONTRAPARTIDAS SOCIAIAS ACESSIBILIDADE FÍSICA: rampas, corrimões, etc.DEFICIENTES AUDITIVOS: legendagem em duas entrevistas públicas.DEFICIENTES VISUAIS: audiodescrição em duas entrevistas públicas.
A) PRODUTO: FESTIVAL/MOSTRA - ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Será disponibilizada uma cota de 20% da capacidade dos espaços para ações de formação de plateia, dando preferência a instituições públicas de ensino. Além disso, duas sessões (a serem selecionadas) da programação terão ingressos distribuídos ao público mediante a doação de 1kg de alimento quais serão revertidos para uma instituição que possua trabalho voltado para jovens da periferia, sobretudo através das artes cênicas e literatura. B) PRODUTO: CONTRAPARTIDAS SOCIAIS Todas as ações correspondentes a contrapartidas sociais serão gratuitas e abertas ao público interessado.São elas: - Ateliês de Criação Dramatúrgica, que consiste em oficinas de escrita criativa e dramatúrgica. - Ateliês de Compartilhamento de Processos: consistem em encontros com autores e atores negros de espetáculos presentes na programação do Festival, com foco no processo de construção dramatúrgica destes. - Ateliê de Ideias: mesas redondas compostas por pesquisadores, teóricos e artistas que têm a dramaturgia negra como objeto de estudo e reflexão. - Ateliês de Consultoria Dramatúrgica: nesta atividade o público aplica seus roteiros ou textos dramáticos através de inscrição eletrônica, e seis obras serão selecionadas para serem analisadas publicamente. - Entrevistas Públicas: o público se encontrará com autores/dramaturgos de diferentes regiões do país, que estejam compondo a programação do Festival. O tema da entrevista extrapolará o processo de escrita da obra apresentada no Festival, e abordará o percurso e carreira do dramaturgo/a. - Noites Dramáticas: consistem em leituras dramáticas de cinco textos inéditos de autores negros e contemporâneos também selecionados por um Conselho Curatorial através de chamada pública.
A) Aldri Antonio Alves da Anunciação/Proponente Funções/rubricas orçamentárias: Curador | Coordenação geral Aldri Anunciação é um dramaturgo/ator/apresentador de TV baiano, Bacharel em Teorias Teatrais na UNIRIO (Universidade do Rio de Janeiro-2006) com a monografia final intitulada Dramaturgia Brasileira no Teatro Alemão– Tradução e Encenação. Recebe a Comenda do Mérito Cultural do Governo do Estado da Bahia em 2014. Primeiro lugar no Prêmio Jabuti de Literatura 2012. Desenvolve uma carreira de ator desde 1996, quando estreou no teatro profissional no espetáculo do diretor mineiro Gabriel Vilela, O Sonho, de August Strindberg, e no espetáculo Os Negros de Jean Genet com direção de Carmen Paternostro. Seus mais recentes trabalhos como ator foram Dom Quixote (2007/08) de Ruy Guerra, Um Homem Célebre (2008/09) de Wladimir Pinheiro, opereta baseada em conto de Machado de Assis e dirigida por Pedro Paulo Rangel, e o longa-metragem Revoada do cineasta José Humberto Dias. Desde 2007, vem realizando pesquisas na área de dramaturgia de óperas, através de estágios em direção artística nas montagens das obras Fidélio, de Ludiwig Van Beethoven, no Teatro Municipal de Klagenfurt –Áustria; Tosca, de Giacomo Puccini, no Teatro Federal de Salzburgo–Áustria e Os Mestres Cantores de Nuremberg, de Richard Wagner, no Komische Oper Berlim, na Alemanha, com apoio do Ministério da Cultura do Brasil (MINC). Atualmente faz a Direção Geral do primeiro programa de TV baiano sobre Ecologia e Educação Ambiental. Em 2010, seu texto Namíbia, Não! foi selecionado para o II Ciclo NegroOlhar, no Rio de Janeiro-RJ, e foi um dos ganhadores do Prêmio FAPEX de Dramaturgia Teatral. Com recursos do Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro, Aldri Anunciação estreou em 17 março de 2011 na Sala do Coro do Teatro Castro Alves (Salvador-BA) a primeira montagem do texto Namíbia, Não! sob a direção artística de Lázaro Ramos, produzindo e dividindo a cena com o ator Flávio Bauraqui. O espetáculo torna-se a peça de maior público de 2011 em Salvador-BA (20.000 espectadores), realiza temporada com êxito de crítica e público no Teatro Oi Futuro Ipanema no Rio de Janeiro-RJ, e ganha 03 indicações nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Direção e Melhor Texto na edição 2012 do Prêmio Braskem de Teatro da Bahia, além de repercutir positivamente nos Festivais de Curitiba, Festival de Inverno de Petrópolis e Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis. Aldri Anunciação ganhou o Prêmio Braskem de Melhor Texto de 2011 e participou da Comissão Julgadora de Seleção de Projetos para o Núcleo de Produção do Teatro Castro Alves – FUNCEB em 2012. Atualmente Aldri Anunciação apresenta o programa Conexão Bahia que vai ao ar todos os sábados na TV Bahia. B) Ana Maria Gonçalves Função: Curadora Nasceu em 1970 em Ibiá, Minas Gerais. Publicitária por formação, em viagem à Bahia, encantou-se com a Ilha de Itaparica, onde fixou moradia por cinco anos e descobriu sua veia de ficcionista, passando a se dedicar integralmente à literatura e ao multifacetado universo cultural da diáspora africana nas Américas. Sua estreia no romance se dá em 2002, com a publicação de Ao lado e à margem do que sentes por mim – “livro terno, íntimo, vivido e escrito em Itaparica”, segundo o depoimento de Millor Fernandes. O texto teve circulação restrita, em primorosa edição artesanal. Em 2006, a autora torna-se conhecida em todo o país com o lançamento de Um defeito de cor, narrativa monumental de 952 páginas. O romance encena em primeira pessoa a trajetória de Kehinde, nascida no Benin (atual Daomé), desde o instante em que é escravizada, aos oito anos, até seu retorno à África, décadas mais tarde, como mulher livre, porém sem o filho, vendido pelo próprio pai a fim de saldar uma dívida de jogo. O texto dialoga com o modelo pós-moderno da metaficção historiográfica e remete às biografias de Luiza Mahin – celebrada heroína do Levante dos Malês, ocorrido em Salvador em 1835 – e do poeta Luiz Gama – líder abolicionista e um dos precursores da literatura negra no Brasil, também vendido como escravo pelo próprio pai. Um defeito de cor conquistou o importante Prêmio Casa de Las Américas de 2006 como melhor romance do ano. C) Grace Passô Função: Curadora Atriz, diretora e dramaturga brasileira, formada pelo Centro de Formação Artística Tecnológica da Fundação Clóvis Salgado, em Belo Horizonte, Minas Gerais. No teatro, desenvolve seu trabalho em parceria com diversos artistas e companhias teatrais brasileiras. Dentre seus trabalhos, dirigiu "Contrações" (Grupo 3 de Teatro, SP), "Os Bem Intencionados" (LUME Teatro, SP); atua nas peças "Krum" (Companhia Brasileira de Teatro, PR) e em espetáculos do repertório do grupo Espanca!, grupo mineiro fundado em 2004 e que permaneceu, por dez anos, assinando a dramaturgia de espetáculos como "Marcha para Zenturo" (em parceria com o Grupo XIX de Teatro, SP), "Amores Surdos", "Congresso Internacional do Medo" e "Por Elise", sendo Grace diretora destes dois últimos trabalhos. Em 2016, estreou o espetáculo solo "Vaga Carne", no qual atua e assina o texto. D) Maré Produções Culturais Função: Direção de produção A Maré Produções Culturais é uma empresa com mais de cinco anos de experiência no desenvolvimento de projetos culturais. Dirigida pela produtora Fernanda Bezerra. Fernanda Bezerra é formada pela Universidade Federal da Bahia, turma de 2008.1, no curso de Comunicação com Habilitação em Produção em Cultura. Ao longo de 10 anos, concebeu e coordenou diversos projetos nas áreas de música, artes visuais, cinema, literatura e teatro, totalizando mais de 120 ações e projetos executados.
EXPIROU O PRAZO DE APRESENTAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO.