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PRONAC 194063ArquivadoMecenato

PROJETO QUEIMA DO ALHO - CULTURA DE SABOR IMATERIAL

ASSOCIACAO GESTAO CULTURAL NO INTERIOR PAULISTA
Solicitado
R$ 887,7 mil
Aprovado
R$ 887,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Gastronomia de valor cultural
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Pesquisas
Ano
19

Localização e período

UF principal
SP
Município
Monte Alto
Início
2020-08-01
Término
2021-08-31
Locais de realização (1)
Barretos São Paulo

Resumo

A Queima do Alho é o alimento preparado para os peões que marchavam pelosestradões, o almoço boiadeiro que traz em seu entorno várias manifestaçõesculturais que faziam parte da vida caipira pastoril como o toque do berrante, catira, viola, a tradicional bombacha. A Queima do Alho reúne em seu fazer, vários elementos que precisa ser mantida e resgatada, inclusive para explicar às crianças como que o homem estradeiro, peão de comitiva, fazia para se alimentar, se comunicar, numa época onde não havia celular, quanto mais internet. O PROJETO QUEIMA DO ALHO CULTURA DE SABOR IMATERIAL abrirá caminhos para o reconhecimento e valorização dessa manifestação cultural caipira. A pesquisa buscará através dos trabalhos de campo, do material fotográfico, material de vídeos e depoimentos, do livro e compêndio que serão produzidos, do evento da Queima do Alho para cerca de 10050 pessoas, apresentar ao IPHAN o pedido de registro da Queima do Alho com o Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira.

Sinopse

Pesquisa, evento culinário da queima do alho, elabração, produção e publicaçao de livro sobre a pesquisa da Queima do Alho. Enquadramento no artigo 18. SOLICITAÇÃO REENQUADRAMENTO DO PROJETO NO ARTIGO 18. QUEIMA DO ALHO CULTURA DE SABOR IMATERIAL Resumo do Projeto: A UNESCO define como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial “as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural”. Esta distinção foi criada em 1997. A Constituição Brasileira de 1988 já consolida esse tipo de reconhecimento. A Queima do Alho, presente na cultura caipira, com todo o resgate minucioso de seu entorno, urge a necessidade de pesquisar e publicar seu rico patrimônio cultural imaterial, pois se trata de expressão cultural legítima, que ocorre em poucas regiões desse Brasil, em especial no interior Paulista. A “Queima do Alho” é mantida, seguindo os costumes e tradições da época, onde só através de comitivas eram feitas as entregas de boiadas aos frigoríficos. O nome “Queima do Alho” tem duas origens mais aceitas até a presente data, a primeira e mais aceita, é que os tropeiros escolhiam um peão para ser o cozinheiro e comunicava aos demais peões que aquele seria o homem que iria “queimar o alho” para a comitiva ótica machista para evitar quaisquer pensamentos sobre os cuidados “femininos” para se cozinhar. Foi esta versão que se perpetuou entre os peões. A segunda versão é que as mulheres dos peões falavam que os homens não sabiam cozinhar por isto deixariam o alho queimar. Pois bem, o fato é que ao entorno do da Queima do Alho os peões da época enquanto esperavam a “bóia”, tocavam viola, dançavam catira, contavam causos e tocavam o berrante. A Queima do Alho reúne em seu fazer, vários elementos da cultura caipira que precisa ser mantida e resgatada, inclusive para explicar às crianças como que a cerca de 70, 80, 100 anos atrás o homem estradeiro, peão de comitivas, fazia para se alimentar, se comunicar, numa época onde não havia celular, quanto mais internet. Hoje, sabe-se que muitos dos causos de pescador e muitas modas de viola têm origem nos estradões desse Brasil, em especial do Mato Grosso ao interior de São Paulo. Essa pesquisa tem ainda a intenção de dar corpo a LEI FEDERAL: LEI Nº 13.364, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2016. Eleva o Rodeio , a Vaquejada, bem como as respectivas expressões artístico-culturais, à condição de manifestação cultural nacional e de patrimônio cultural imaterial. Reconhece o rodeio, a vaquejada e o laço, bem como as respectivas expressões artísticas e esportivas, como manifestações culturais nacionais; eleva essas atividades à condição de bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro; e dispõe sobre as modalidades esportivas equestres tradicionais e sobre a proteção ao bem-estar animal. (Redação dada pela Lei nº 13.873, de 2019)O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Esta Lei reconhece o rodeio, a vaquejada e o laço, bem como as respectivas expressões artísticas e esportivas, como manifestações culturais nacionais, eleva essas atividades à condição de bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro e dispõe sobre as modalidades esportivas equestres tradicionais e sobre a proteção ao bem-estar animal. (Redação dada pela Lei nº 13.873, de 2019) Art. 2º O rodeio, a vaquejada e o laço, bem como as respectivas expressões artísticas e esportivas, são reconhecidos como manifestações culturais nacionais e elevados à condição de bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro, enquanto atividades intrinsecamente ligadas à vida, à identidade, à ação e à memória de grupos formadores da sociedade brasileira. (Redação dada pela Lei nº 13.873, de 2019) Art. 3º Consideram-se patrimônio cultural imaterial do Brasil o Rodeio, a Vaquejada e expressões decorrentes, como: Art. 3º São consideradas expressões artísticas e esportivas do rodeio, da vaquejada e do laço atividades como: (Redação dada pela Lei nº 13.873, de 2019) I - montarias; II - provas de laço; III - apartação; IV - bulldog; V - provas de rédeas; VI - provas dos Três Tambores, Team Penning e Work Penning; VII - paleteadas; e VIII - outras provas típicas, tais como Queima do Alho e concurso do berrante, bem como apresentações folclóricas e de músicas de raiz. Art. 3º-A. Sem prejuízo do disposto no art. 3º desta Lei, são consideradas modalidades esportivas equestres tradicionais as seguintes atividades: (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) I - adestramento, atrelagem, concurso completo de equitação, enduro, hipismo rural, salto e volteio; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) II - apartação, time de curral, trabalho de gado, trabalho de mangueira; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) III - provas de laço; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) IV - provas de velocidade: cinco tambores, maneabilidade e velocidade, seis balizas e três tambores; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) V - argolinha, cavalgada, cavalhada e concurso de marcha; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) VI - julgamento de morfologia; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) VII - corrida; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) VIII - campereada, doma de ouro e freio de ouro; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) IX - paleteada e vaquejada; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) X - provas de rodeio; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) XI - rédeas; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) XII - polo equestre; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) XIII - paraequestre. (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) Art. 3º-B. Serão aprovados regulamentos específicos para o rodeio, a vaquejada, o laço e as modalidades esportivas equestres por suas respectivas associações ou entidades legais reconhecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) § 1º Os regulamentos referidos no caput deste artigo devem estabelecer regras que assegurem a proteção ao bem-estar animal e prever sanções para os casos de descumprimento. (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) § 2º Sem prejuízo das demais disposições que garantam o bem-estar animal, deve-se, em relação à vaquejada: (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) I - assegurar aos animais água, alimentação e local apropriado para descanso; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) II - prevenir ferimentos e doenças por meio de instalações, ferramentas e utensílios adequados e da prestação de assistência médico-veterinária; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) III - utilizar protetor de cauda nos bovinos; (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) IV - garantir quantidade suficiente de areia lavada na faixa onde ocorre a pontuação, respeitada a profundidade mínima de 40 cm (quarenta centímetros). (Incluído pela Lei nº 13.873, de 2019) Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 29 de novembro de 2016; 195º da Independência e 128º da República. MICHEL TEMERAlexandre de Moraes Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.11.2016 A Lei Rouanet e seu artigo 18 garante que: g) preservação do patrimônio cultural material e imaterial." Sejam enquadrados no artigo 18 e é o caso do projeto em Questão, pois trata-se de um projeto de patrimônio cultural imaterial. O proponente roga que o projeto seja adequado ao enquadramento no artigo 18.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: Pesquisar sobre a Queima do Alho e realizar um evento de Queima do Alho com o fim de criar condições de solicitar no órgão competente da união o Registro como Patrimônio Imaterial. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: · Escrever e lançar 1.500 livros da Queima do Alho com o resultado da pesquisa realizada. · Produzir 5 compêndios com o material de pesquisa (fotos _ áudio visual _ livros _ depoimentos. · Criar página na internet específica para o projeto de pesquisa. · Realizar o evento QUEIMA DO ALHO para 10.050 pessoas para o lançamento oficial do projeto de pesquisa. · Preservar, Manter e valorizar a tradição da Queima do Alho. · Criar um maior registro fotográfico e audiovisual das manifestações que existem da Queima do Alho. · Criar um arquivo e disponibilizar durante 12 meses na página do projeto registro fotográfico e audiovisual com depoimentos ligados a Queima do Alho. · Protocolar o resultado da pesa Queima do Alho como patrimônio imaterial estadual, uma vez que há no CONDEFHAT _ Estado de São Paulo. Contextualização e descrição do evento Queima do Alho A Queima do Alho, enquanto manifestação e evento cultural, faz referência ao momento de parada das comitivas boiadeiras nas longas viagens pelos estradões para descanso dos peões de boiadeiros e também das boiadas. Na época era comum a presença de violeiros e contadores de causos nas comitivas e nas paradas eram frequentes as rodas de violas, a contação de causos, o jogo de baralho, a doma de animais e outras atividades intrínsecas da cultura caipira. Outra referência cultural do evento é a culinária que é denominada como Queima do Alho e se refere à comida com a qual os peões normalmente se alimentavam nas paradas que, geralmente, aconteciam em Pontos de Pouso que deram origem à várias cidades do interior. Neste contexto, o Projeto se propõe a realizar uma grande Queima do Alho com 30 comitivas que atenderão um total de 10.050 pessoas como forma de divulgar e fortalecer ainda mais esta importante manifestação cultural do povo caipira. As comitivas atuais, conhecidas como Comitivas de Queima do Alho, são grupos culturais constituídos unicamente para a preservação da cultura caipira, mais especificamente, da cultura caipira boiadeira. Esses grupos se reúnem regularmente para rememorar a vida dos peões de boiadeiros em eventos sociais, cavalgadas e outras atividades. Os membros das Comitivas se apresentam devidamente trajados com roupas típicas dos boiadeiros e com as chamadas ‘traias’ que são os apetrechos usadas pelos peões de boiadeiros em seu trabalho nas estradas. São os membros das Comitivas de Queima do Alho que preparam a comida a ser servida no evento Queima da Alho que reproduz, num contexto cultural, o modo de vida dos boiadeiros. O evento contará ainda com um palco com estrutura profissional onde se apresentarão duplas caipiras, grupos de catira, folias de Reis entre outras atrações típicas da região. Haverá ainda contação de causos, apresentação de berranteiros, declamação de poemas caipiras, etc. Em paralelo às apresentações, as 30 comitivas prepararão a comida em seus trajes típicos e em meio às ‘traias’ (apetrechos e ferramentas usadas no dia a dia dos peões de boiadeiros) sendo que a própria ação de preparo da comida se constitui num atrativo para o público, pois enquanto preparam a comida, os membros das comitivas conversam com o público presente e explicam o que é Queima do Alho cumprindo assim um papel de formação cultural. Para a realização do evento, cada comitiva receberá um Kit com os mantimentos e condimentos necessários ao preparo da comida para 335 pessoas totalizando 10.050 pessoas. Todo o preparo da comida, exposição das ‘traias’, vestimentas e mesmo comportamento dos membros das comitivas seguem normas próprias que se oficializaram ao longo de décadas depois que o ciclo das grandes boiadas chegou ao fim ainda em meados dos anos 60 e 70. O Kit para preparo da Queima do Alho é constituído dos seguintes itens: · 10k PANCETA PARA TORRESMO · 60 k ALCATRA BOVINA COMPLETA · 15k BACON · 10k CEBOLA · 10k LINGUICA FINA · 10k LINGUICA CALABRESA · 5k ALHO GRANEL KG · 30 PACOTE GARFO PLÁSTICO REFEIÇÃO C/50 UN · 25 PACOTES 500GR DE FARINHA DE MANDIOCA · 10 OLEO SOJA PET 900ML · 50 PACOTE 400GR CHARQUE · 1K PACOTE DE AÇÚCAR REFINADO 1KG · PRATO DESCARTÁVEL C/10 210 MM · 4 PACOTES CAFÉ TRADICIONAL 500GR · 25 PACOTES FARINHA DE MILHO · 20K FEIJÃO CARIOCA O cardápio é composto de arroz carreteiro, feijão gordo, paçoca de carne e churrasco. A comida é feita em fogão improvisado, bem próximo ao chão. Será realizado na forma tradicional, como era realizado em épocas boiadeiras. Poderão participar até 30 comitivas que serão selecionadas pela equipe do projeto e que tenham pelo menos 5 anos de atuação cultural, que declare conhecer, respeitar e seguir as regras minuciosamente, que apresente junto a seu currículo pelo menos uma carta de apresentação de notoriedade pública que ateste o trabalho cultural da comitiva. Todas as comitivas terão que ter pelo menos um berranteira(a) e no máximo 10 pessoas. As comitivas só participarão se estiverem dentro do contexto da tradição. O cozinheiro tem que estar preparado como se estivesse no estradão, pessoa que conhece bem as tradições boiadeiras ou pessoa que esteve na lida. 1. O cozinheiro pode levar no total até 10pessoas, já contando o berranteiro(a). 2. Os seus apetrechos de lida (cargueiros) têm que estar completos. 3. Tem que estar no local do evento no mínimo 5 horas antes. 4. Durante o evento, à comitiva, é proibido qualquer tipo de bebida alcoólica. 5. Atender prontamente às regras impostas pelos coordenadores. 6. Não é admissível vasilhame de plástico ou louça. 7. Após a comida pronta, o Ponteiro anuncia com o seguinte toque do Berrante: Toque "Queima do Alho". 8. Todas as comitivas receberão certificado emoldurado. 9. Relação de utensílios que cada comitiva terá que ter em seu cargueiro. (Apetrechos de lida - que se usa no cargueiro) - Trempe - fogão de chão - Machado para cortar lenha - cabo curto - Panela média - Panela GRANDE para 10 Kg de arroz - Caldeirão pequeno - Caneca para água - Bule com coador e mancebo - Socador de feijão e alho - Chaleira pequena - Frigideira pequena - Caneco pequeno - Tábua de carne pequena - Bacia pequena para lavar arroz (alumínio) - 01 ou 02 espetos para carne - 02 Latas de 20 litros que caibam na Bruaca - 01 Latão de banha pequeno - 01 Lata pequena de paçoca - 06 a 08 Pratos de ferro agate - 01 Chapa de ferro ou lata para fritura de carne - 01 Lamparina - 01 Concha e 01 escumadeira - Talheres - Canequinha para café de ferro agate Obs.: Garrafa térmica, louça e plástico ficam abolidos. O QUE SERÁ O EVENTO QUEIMA DO ALHO: Almço com a culinária caipira denominada Queima do Alho para 1050 pessoas, culinária essa, feita em moldes do início do século passado para que as pessoas conheçam e sintam o sabaor dessa culinária caipira de sabor imaterial. Terá ainda apresentações culturais realcionadas a Queima do Alho.

Justificativa

Sem a lei de incentivo à cultura, patrimônios culturais são desprezados, em especial por governos, empresas que adotam a modernidade que o mundo atual disponibiliza e, com isso, ignora totalmente a história por traz de um patrimônio material e imaterial. A lei de incentivo, aqui, é de forma umbilical um INCENTIVO para que haja recursos e meios para que patrimônios culturais material e imaterial sobrevivam ao tempo e a falta de recursos. A Queima do Alho está presente na cultura caipira desde as últimas décadas do século XIX (com o início do clico das boiadas) e vem se mantendo ao longo dos séculos com força e respeito às tradições, isso graças à força que ela exerce sobre as populações caipiras. Das paradas que os peões de boiadeiros faziam nos estradões para comer até as demonstrações que as atuais "Comitivas de Queima do Alho" fazem por todo o Brasil como forma de celebrar um passado que não se quer esquecer, muito tempo passou, mas a cultura caipira continua, apesar das ressignificações, muito bem representada. Com tanta riqueza cultural em seu entorno, urge pesquisar e publicar sobre a Queima do Alho‎, pois em se tratando de expressão cultural legítima, que ocorre em poucas regiões desse Brasil, em especial no interior Paulista, constitui-se verdadeiro tesouro que poderá ser perdido caso não seja devidamente cuidado, caso não haja a valorização e o reconhecimento da Queima do Alho como algo pertencente a cultura caipira. A "Queima do Alho" é mantida, seguindo os costumes e tradições da época, onde só através de comitivas eram feitas as entregas de boiadas aos frigoríficos. O nome "Queima do Alho" tem duas origens mais aceitas até a presente data, a primeira e mais aceita, é que os tropeiros escolhiam um peão para ser o cozinheiro e comunicava aos demais peões que aquele seria o homem que iria "queimar o alho". Para a comitiva (ótica machista) isso servia para evitar quaisquer pensamentos sobre os cuidados "femininos" para se cozinhar. Foi esta versão que se perpetuou entre os peões. A segunda versão, menos aceita, é que as mulheres dos peões falavam que os homens não sabiam cozinhar e por isto deixariam o alho queimar. O fato é que em torno da "Queima do Alho" os peões da época das boiadas, enquanto esperavam a "bóia", tocavam viola, dançavam catira, contavam causos e tocavam o berrante. A Queima do Alho reúne em seu fazer, vários elementos da cultura caipira que precisa ser mantida e resgatada, inclusive para explicar às crianças como que a cerca de 70, 80, 100 anos atrás o homem estradeiro, peão de comitiva, fazia para se alimentar, se comunicar, numa época onde não havia celular, quanto mais internet. Hoje, sabe-se que muitos dos causos de pescador e muitas modas de viola têm origem nos estradões desse Brasil, em especial do Mato Grosso ao interior de São Paulo. Essa pesquisa abrirá caminhos para o reconhecimento e valorização dessa manifestação cultural, a Queima do Alho. A pesquisa será dividida em dois momentos: · 1º momento: Período em que será realizada toda a pesquisa, pesquisa da origem da Moda de Viola, berrante, dança da Catira, Origem dos Causos e identificar em que momento essas manifestações culturais torna-se presente na cultura caipira, no peão de boiadeiro. Será realizado nesse período visitas a várias cidades do interior paulista, nas cidades já citadas e demais cidades que obviamente surgirão com o andar da pesquisa. Todo o trabalho que for produzido, descoberto será arquivado e já nesse período de pesquisa inicia-se o processo de digitalização da pesquisa. · 2º momento: Período de sistematização da pesquisa realizada, revisão, digitalização do conteúdo, elaboração, edição e entrega dos Compêndios da pesquisa sobre a Queima do Alho, bem como período de todos 1500 livros. Compêndios: No mês de agosto de 2021, já com a prestação de contas o proponente irá já como contrapartida à sociedade disponibilizar a entrega dos 5(cinco) Compêndios com todo o material lapidado da pesquisa sendo que um exemplar vai para a Biblioteca Municipal de Barretos, pois na cidade ocorre anualmente a final do circuito nacional da Queima do Alho com toda sua gama de manifestações cultural caipira e assim o material ficará disponível em um local público para pesquisa, um para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, um para o CONDEPHAAT, um para arquivo junto à prestação de contas e, por fim, um para o proponente desse projeto. Queima do Alho no asfalto: A Queima do Alho ganhou evidência, por ainda ser realizada como verdadeiro resgate cultural. A valorização dessa importante manifestação cultural caipira levou na Assembleia Legislativa, a realização inédita em 2009 de uma Queima do Alho, na qual o proponente deste projeto, enquanto, na época, presidente da AGCIP, coordenou o evento, e uma pauta de programa da TV ALESP, com vistas a sensibilizar a classe política sobre um patrimônio imaterial brasileiro que está em vias de se perder. Os debates vêm sempre avançando, dada a formação diversa, porém complementar, dos integrantes da equipe de pesquisa. A Queima do Alho reúne elementos ligados a saberes e fazeres do caipira paulista, determinados pela necessidade de caipiras de outros estados de chegarem ao estado marchando com seus cavalos, mulas e bois. Essa interação, por cerca de 50 anos, criou o perfil do peão das estradas boiadeiras ou peão de boiadeiro, ligado a raízes culturais muitas vezes ainda presentes, mas não concebidas como patrimônio cultural popular. Tal cultura precisa ser pesquisada, registrada e disponibilizada para pesquisa e promoção da história do povo brasileiro, do povo paulista, do povo caipira. O projeto QUEIMA DO ALHO CULTURA DE SABOR IMATERIAL está em sintonia com a LEI Nº 8.313, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1991, em especial no artigos 1º e 3º da referida lei. O Projeto QUEIMA DO ALHO CULTURA DE SABOR IMATERIAL poderá ser enquadrado no artigo 18, pois "ataca" ações como patrimônio cultural material e imaterial, ação de segurança, preservação de documentação, memória, manutenção ou aquisição de acervos, ação de pesquisa e de educação, exposições e outras atividades, livros, impressos eletrônicos, eventos culturais de vertente imaterial

Estratégia de execução

A prponente pede o arquivamento do projeto, uma vez que o mesmo não foi devidamente enquadrado no artigo 18 que garante que: g) preservação do patrimônio cultural material e imaterial." Sejam enquadrados no artigo 18 e é o caso do projeto em Questão, pois trata-se de um projeto de patrimônio cultural imaterial. O proponente roga que o projeto seja adequado ao enquadramento no artigo 18, como não é mais possível faze-lo nesse momento a proponente pede que seja arquivado esse projeto e a mesma entrará novamente com novo projeto, tentado deixar mais claro, mais conciso de que esse projeto é de patromonio imaterial, portanto, deve ser enquadrado no artigo 18 da Rouanet.

Especificação técnica

Confecção do Livro: Serão confeccionados 1500 livros. Brochura com aproximadamente 200 páginas. Tamanho, 14x21. Capa colorida em papel duplex 250 com orelhas e acabamento fosco. Miolo costurado em papel sulfite 90 gr e impressão em of set. Informações sobre o Livro: O livro Será nos moldes acadêmicos com sistematização de informações, referências bibliográficas e notas de rodapé, o livro apresentará os resultados do projeto sob três focos principais. Título: QUEIMA DO ALHO CULTURA DE SABOR IMATERIAL Compêndio: O Compêndio com todo material lapidado e revisado da pesquisa realizada não poderá ter menos que 300 laudas. Papel couchê, capa dura, tamanho mínimo 36x28. Pesquisa em Campo: Informo que a ideia é partir das cidades já citadas nesse projeto. O Contato será sempre realizado através de comitivas existentes nas cidades e ou pelo departamento de cultura das cidades, somente posterior a esses contatos é que os pesquisadores irão procurar outras referências na cidade. Serão 7 meses de pesquisa, elaboração de relatório, arquivos fotográficos e de áudio visual. A Equipe coordenadora se responsabiliza em providenciar autorização do direito de uso de imagem a todos que forem entrevistas e tiverem sua foto e ou vídeo publicados. Além das cidades já citadas a meta é rodar o maior número possível de cidades do interior paulista onde haja promoção da cultura caipira, obedecendo ao valor previsto na planilha orçamentária. Os gastos de pedágio, alimentação, hospedagem e combustível estão já inclusos no item: Grupo de Despesas de Produção e Execução - Despesas de Viagens. Será provido para cada viagem um relatório com os gastos da viagem, como já foi informado aqui, o montante final dos relatórios de viagem, não poderão ultrapassar o limite lançado na planilha. Pesquisa: Abordagens relevantes sobre o andamento da pesquisa em si com relatos de acontecimentos, descrições de cenários e depoimentos de pessoas pesquisadas. A ideia é, através dos acontecimentos do dia a dia da pesquisa, apresentar personagens e situações da cultura caipira na atualidade e ao mesmo tempo relacionar o presente ao passado destacando os pontos em que a cultura caipira mais e menos se preservou. Evento da Queima do Alho: 30 comitivas tradicionais de queima do alho que irão coninhar para 10050 mil pessoas, em média 335 pessoas por comitiva.

Acessibilidade

Sabe-se que a acessibilidade garante a segurança e integridade física de pessoas com necessidades especiais ou de mobilidade reduzida, assegurando assim o direito de ir e vir, e ainda de usufruir dos mesmos ambientes que uma pessoa sem necessidade especial, seja por espaços projetados já com esse objetivo ou ainda espaços. Portando no dia do evento de lanamento do projeto, evento da Queima do Alho haverá: EVENTO QUEIMA DO ALHO LANÇAMENTO OFICIAL CO PROJETO * acessibilidade fisica: banheiros adptados, rampas de acesso e pavimentação para que as pesosas andem sem dificuldade, cadeiras para idosos, lactantes, pessoas obesas. * acessibilidade auditiva: interprete de libras para explicar o que é uma comitiva da queima do alho * acessibilidade visuais: audiodescrição do que é a queima do alho, do preparo, das traias, das comitivas, visita sensorial a exposição de traias da Queima do Alho. LIVRO * acessibilidade fisica: NÃO SE APLICA * acessibilidade auditiva: NÃO SE APLICA * acessibilidade visuais: SERÃO impressos 100 livres em braille

Democratização do acesso

1 - Publicar - disponibilizar na página do projeto a pesquisa para que as pessoas tenha condições de acessar. 2 - 10050 mil convites para comunidade cultural, pessoas da macro região de Ribeirao Preto através dos departamentos de cultura e de forma gratuita para o evento da Queima do Alho e terem acesso a DEGUSTAÇÃO DA QUEIMA DO ALHO. A Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP) foi institucionalizada em 2016 e reúne 34 municípios, divididos em quatro sub-regiões: Sub-Região 1: Barrinha, Brodowski, Cravinhos, Dumont, Guatapará, Jardinópolis, Luis Antônio, Pontal, Pradópolis, Ribeirão Preto, Santa Rita do Passa Quatro, São Simão, Serrana, Serra Azul e Sertãozinho;Sub-Região 2: Guariba, Jaboticabal, Monte Alto, Pitangueiras, Taiúva e Taquaral;Sub-Região 3: Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Mococa, Santa Cruz da Esperança, Santa Rosa do Viterbo e Tambaú;Sub-Região 4: Altinópolis, Batatais, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Sales Oliveira e Santo Antônio da Alegria Fonte: https://emplasa.sp.gov.br/RMRP 3 - Disponibilização do livro no site sobre o projeto e a pesquisa para que as pessoas possam baixar o livro para leitura. 4 - Encaminhar 10 livros para cada cidade acima mencionda(340 no total) e 150 livros para a Secretaria de Incentivo a Culyura para que encaminhe ao setor comptenete para circulação do livro. Ex Biblioteca Nacional e ou outros órgãos que couber mas apto para receber os livros.

Ficha técnica

Equipe: A equipe que estará envolvida contará com: Edemilson José do Vale - Pesquisador - Escritor - Consultor em projetos: Coordenador Geral que irá acompanhar durante 13 meses todo o projeto, desde a possível aprovação, coordenação geral até a execução final. O Coordenador geral tem ciência de que só será remunerado caso o projeto seja aprovado. Cabe ao coordenador geral acompanhar passo a passo o processo da pesquisa, arquivamento de dados, elaboração dos compêndios e do livro a ser publicado. Luiz Mozzambani Neto e Amarildo Dudu Bolito ambos formados na área de humanas: Pesquisador irão prover durante 12 meses todo trabalho de pesquisa, mapeamento das cidades visitadas. Vai entrevistar as pessoas ligadas à pesquisa, vai montar os relatório mensal e encaminhar ao coordenador e ao responsável pela revisão e arquivamento de todo material pesquisado. Dagoberto Fonseca - Professor Doutor da Unesp de Araraquara: Orientador graduado que que durante 4 meses fará a orientação academia da pesquisa, bemcomo, revisão da matéria para publicação, em especial dos compêndios e do livro. Vai ainda arquivar e revisar o material gráfico para possível publicação em imprensa. Vale ressaltar a equipe do projeto, conforme pode conferir em seus currículos anexos possui vivências ligadas à cultura caipira, por terem nascido e ou crescido no interior de São Paulo, terem sidos gestores de cultura e possuírem trabalhos e realizações ligadas à cultura caipira. RESULTADOS: Apresentação dos resultados com foco nos destaques mais relevantes e que dizem respeito mais diretamente à Queima do Alho. A ideia é fazer um resumo da pesquisa para assim facilitar a compreensão do público em geral e incentivar esses mesmos leitores a aprofundarem-se na questão da cultura caipira. OPINIÕES: Diferentemente do compêndio onde a pesquisa será apresentada de forma isenta, no livro o texto será mais opinativo refletindo as opiniões dos autores e mesmo a defesa de teses. Vale ressaltar, no entanto, que mesmo as opiniões dos autores serão apresentadas nos moldes dos trabalhos acadêmicos com citações de fontes sejam elas acadêmicas ou não. Coordenador Geral: O Coordenador Geral Edemilson José do Vale, irá acompanhar todo o projeto, desde o mapeamento das pesquisas, vai ajudar a pesquisar, sistematizar as informações e, sobretudo, elaborar o livro e os compêndios como resultado final da pesquisa realizada. Caberá ao Coordenador Geral, que é o proponente deste projeto, os serviços de orientar e informar o contador para prestação de contas do mesmo. Currículo Amarildo Dudu Bolito - Dirigente da entidade: Amarildo Dudu Bolito Endereço: Rua 07 de Setembro, 131, Rincão- SP. CEP: 14.830-000 e-mail: dudu.rincao@gmail.com (16) 9-9618-5275 1982: Ingressou via concurso público nos CORREIOS. 1983: Ingressou via concurso público na CPFL. 1983-1990: Cursou Ciências Sociais na UNESP - Universidade Estadual Paulista 1985: Criação do Cine Clube da Piscina em Rincão-SP. 1990 a 2000: Diretor Nacional de Energia da FNU - Diretor fundador da Escola Sindical São Paulo. 2001: Foi eleito prefeito de Rincão e cria a FESTA JUNINA de Rincão (nos dias são 17 anos de festa tradicional junina ininterrupta) 2001: Criação do Festival de Música Raiz em Rincão. 2001: Criação do Projeto: Cinema o Bairro (Cine Clube Itinerante) 2001: Descentraliza ações culturais por todos os bairros do município de Rincão. 2007 a 2012: Federação Nacional dos Urbanitários, Coordenador Institucional do Instituto Observatório Social; diretor fundador do Fórum Amazônia Sustentável 2005 a 2012: Membro do Comitê de Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil; 2014 a 2016: Presidente do Consórcio Intermunicipal Culturando (Primeiro e único Consórcio Público específico de cultura do Brasil), Diretor do Comitê da Bacia do Rio Mogi; Secretário Geral da APREC, Associação dos Municípios da Região Central – SP. 2001 a 2004; 2013 a 2016: Prefeito do Município de Rincão. 2017 – Coordenou Projeto da cultura caipira e Queima do Alho na Festa do Peão em Barretos 2017. 2017 – Assumi a presidência da AGCIP 2017 – 2018 – 2019: Coordena o PALCO CULTURANDO em três anos passaram pelo Palco mais de 5 mil artistas das mais variadas vertentes culturais do Brasil. 2018: Diretor de Convênios do Consórcio Culturando – Primeiro Consórcio Público de Cultura do Brasil.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.