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PRONAC 194087IndeferidoMecenato

A vivência cultural da música Afro-Mineira no Tambor como mecanismo de Transformação: aprendizado, formação social, resgate cultural, arcabouço de experiências positivas e lazer.

Lucas Soares Barreto
Solicitado
R$ 52,9 mil
Aprovado
R$ 0,00
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
19

Localização e período

UF principal
MG
Município
Juiz de Fora
Início
2020-03-02
Término
2020-12-14
Locais de realização (1)
Juiz de Fora Minas Gerais

Resumo

O projeto consiste na realização de duas Oficinas de musicalização, ritmos e cultura Afro-Mineira, e dois Eventos na cidade de Juiz de Fora: 1- Primeira Oficina: destinada a área e indivíduos em situação de vulnerabilidade social; 2- Evento Artístico-Cultural: gratuito com participação e apresentação dos integrantes da Primeira Oficina; 3- Segunda Oficina: aberta a população em geral e interessados de todos os estratos sociais; 4- Evento Artístico-Cultural: gratuito com participação e apresentação dos integrantes da segunda Oficina; 5- Workshop gratuito e duas palestras como Contrapartida Social. O público-alvo das oficinas são jovens e adultos das mais variadas regiões e situações sociais; o público-alvo dos eventos é toda a população da cidade de Juiz de Fora.

Sinopse

As Oficinas Serão duas Oficinas. Ambas serão totalmente gratuitas, terão duração de 4 meses e serão direcionadas aos públicos jovem e adulto. A primeira delas, destinada a Zona Sul da cidade de Juiz de Fora, a comunidades e indivíduos em situação de vulnerabilidade social, compreenderá as comunidades dos Bairros Teixeiras, São Geraldo, Ipiranga, Sagrado Coração, Santa Efigênia e Santa Luzia, e ocorrerá na Escola Municipal Dilermando Martins. A segunda acontecerá em localização central e será destinada a população em geral e interessados de todos os estratos e camadas sociais, e ocorrerá no Clube Caiçaras. A equipe de produção fará o contato com os espaços, a prospecção do público, a divulgação e inscrição dos participantes, sendo o máximo de 40 (quarenta) integrantes por oficina. Qualquer pessoa acima de 15 anos poderá fazer a oficina, estimulando assim o diálogo intergeracional, porém, em caso dos inscritos extrapolarem as vagas, respeitaremos os criterios de seleção. (ver "descrição da atividade do produto"). Os beneficiários deste projeto são todos os jovens e adultos, com idade acima de 15 anos, sendo, na primeira oficina, em situação de vulnerabilidade social, e na segunda, em todas as camadas e siuações sociais. Além de todo público, de todos as faixas etárias e camadas sociais, que serão beneficiados pelos eventos artístico-culturais gratuitos e em espaçõs públicos acessíveis. Eventos Artístico-culturais Serão dois eventos. Ambos serão totalmente gratuitos e serão direcionadas a todos os públicos: crianças, jovens, adultos e idosos. O primeiro deles ocorrerá na Zona Sul da cidade de Juiz de Fora, compreenderá as comunidades dos Bairros Teixeiras, São Geraldo, Ipiranga, Sagrado Coração, Santa Efigênia e Santa Luzia, e ocorrerá na Praça do Bairro Santa Luzia. Evento de realização diurna, com atrações de DJs, recreação para crianças, show do Grupo Ingoma e participação dos alunos da primeira oficina de musicalização, ritmos e cultura Afro-Mineira. O segundo acontecerá no Parque Halfeld. Evento de realização diurna, com atrações de DJs, recreação para crianças, show do Grupo Ingoma e com participação dos alunos da segunda oficina de musicalização, ritmos e cultura Afro-Mineira. A Contrapartida Social: um Workshop e duas palestras Ainda haverão um Workshop e duas palestras como Contrapartida Social. O Workshop terá 60 vagas e reserva de 50 por cento delas para estudantes e professores da rede pública de ensino (especificações em "especificações do produto"). As palestras acontecerão nos Eventos Artístico-culturais, serão totalmente abertas a todo o público presente, com ampla divulgação prévia e direcionada a alunos e professores da rede pública de ensino (especificações em "especificações técnicas do produto").

Objetivos

Objetivo geral: O objetivo geral deste projeto é possibilitar uma vivência artística no universo do Tambor Mineiro, explorando suas potencialidades musicais e reflexivas realizando duas Oficinas e dois Eventos Artístico-Culturais, mais umWorkshop gratuito e duas palestras como Contrapartida Social. Objetivos específicos: · Desenvolver as habilidades específicas, musicais e motoras, para a prática de instrumentos percussivos, advindos da cultura afro-mineira, do Tambor Mineiro, do congado; · Musicalizar jovens e adultos, tendo como referência o próprio corpo, acessível a todas as pessoas, despertando o interesse pela música brasileira e a interação entre gêneros musicais; · Utilizar a música e a arte como potencializadores de transformação da realidade dos indivíduos, como alternativa aos métodos educacionais ortodoxos, possibilitando novas formas de fazer e ver o mundo; · Estreitar laços com pesquisadores formais e mestres do saber popular, dentro das possibilidades espontâneas, e trabalhar alinhado a outros conhecimentos e conteúdos, criando uma teia interdisciplinar que coloque em foco a temática afro-mineira e seus desdobramentos: social, racial e de gênero; · Incentivar o resgate cultural da tradição do Congado Mineiro, praticamente desaparecida da região de Juiz de Fora, fortalecendo a cultura popular e seus verdadeiros donos; · Estimular e fomentar a cultura tradicional do estado de Minas Gerais em todas as gerações, através do diálogo entre música tradicional e cancioneiro popular brasileiro; · Desenvolver uma atividade lúdica e propiciar experiências positivas no cotidiano.

Justificativa

O Tambor Mineiro, instrumento do Congado Mineiro, é uma tradição típica do estado de Minas Gerais. Traz no seu cerne parte constitutiva da mineiridade, da história desse povo, soando seus toques e toadas sempre familiares aos indivíduos imersos na cultura de nosso estado. Artisticamente, apresenta instrumentação rica e extremamente acessível para o aprendizado musical. Suas Caixas de Folia (tambores), Gungas e Patangomes (chocalhos de mão e de pé) misturam o som ancestral, primitivo, às possibilidades musicais modernas. Essencialmente uma atividade de grupo, sua execução coloca todos os participantes em sintonia, seja ela rítmica ou sensível, no momento em que coletivamente partilham a experiência. As experiências e expressões artísticas no geral são ferramentas eficientes de reflexão e transformação de realidades. A criação de um espaço de livre expressão para jovens e adultos, que, muitas vezes, convivem com pressão, violência e com problemas sociais, é uma maneira de dar voz, expandir as possibilidades de se manifestarem, dar vazão a situações e sentimentos, muitas vezes reprimidos. A temática e o recorte sobre a cultura afro-mineira permitem um trabalho de resgate cultural e interação interdisciplinar, englobando as áreas de história, geografia, sociologia, línguas portuguesa e estrangeiras e música. A música, especificamente, possibilita o desenvolvimento da concentração, da coordenação motora, do estímulo intelectual, da expressão corporal, de palavras ou sons, da participação em atividades que despertem a sensibilidade. No caso do Tambor Mineiro, isso é ainda mais profundo. Quem escuta o som de uma falange de tambores quando ela toma uma rua, uma praça ou um palco não ouve apenas o rufar das baquetas no couro, mas acompanha uma conversa profunda. A maneira como um toque no aro complementa um outro na pele, o modo como um groove pergunta e o outro responde, a forma como em cada canto, responsorial, uma voz chama pelas outras, que a seguem e repetem em coro. Tudo isso é música, mas também diálogo: entre passado e presente, entre história e memória, entre tradição e ressignificação, entre manifestação popular e expressão artística, entre a existência e a persistência de um povo na preservação e difusão de sua cultura. A tradição do Congado, no entanto, está praticamente desaparecida da região da cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. Por isso mesmo, a busca por difundi-la, ajudando a mantê-la viva, é uma das missões que se coloca o Ingoma, grupo de tambor mineiro que há 11 anos realiza seu trabalho artístico, musical e cultural no município. Tal trabalho é desenvolvido por meio de uma articulação entre pesquisa (o estudo sobre os ritmos presentes nas raízes das Congadas e Moçambiques no interior de Minas Gerais — símbolos de construção e de luta pela preservação da identidade de matriz africana no estado — e sua mistura com composições próprias e músicas do cancioneiro popular brasileiro), ensino (as oficinas de Tambor Mineiro ministradas pelo grupo) e extensão (as apresentações, shows, rodas de tambor, cortejos, visitas a escolas e demais atividades que possibilitam o compartilhamento, com a comunidade, de toda essa vivência), interagindo e contribuindo para a transformação de pensamentos, concepções e da própria a realidade social. A intenção desta proposta é expandir essa atuação, levando uma Oficina de Tambor Mineiro — que culminará em Evento Artístico-Cultural com apresentação dos alunos e a participação do Ingoma — para bairros de Juiz de Fora que, quer por sua localização geográfica, quer por sua vulnerabilidade social, não têm acesso a essas manifestações, embora grande parte de seus moradores seja negra e, portanto, legítima herdeira da tradição do congado (apesar de, muitas vezes, sequer conhecê-la). Com o propósito de possibilitar o mesmo acesso a toda a população de Juiz de Fora, outra Oficina será ministrada no Centro da cidade, em local de fácil acesso a moradores de todas as regiões da cidade, culminando, mais uma vez, em um Evento Artístico-Cultural gratuito e aberto a todos. Ainda realizaremos um Workshop e duas palestras como Contrapartida Social, também totalmente gratuitos. Todos esses vieses dialogam diretamente com os fins do Programa Nacional de Apoio à Cultura, quais sejam: contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro, como é o caso do congado mineiro; estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; priorizar o produto cultural originário do país. Ainda, O projeto encontra-se em total consonância ao Artigo 1º da Lei 8.313/91 e seus incisos: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;... ...IX - priorizar o produto cultural originário do País. Com isso, os seguintes objetivos serão alcançados, em alinhamento com oArtigo 3 da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;

Estratégia de execução

Informações sobre o plano de divulgação A divulgação é parte fundamental de todo o processo. É nela que se concentra a aquisição de novos alunos para as oficinas e a difusão da cultura afro-mineira na cidade de Juiz de Fora e região. O plano de mídia se divide em quatro objetivos claros: 1) captação de alunos (primeira e segunda oficina); 2) divulgação das atividades realizadas nas oficinas para difusão cultural; 3) divulgação dos shows e da cultura do congado mineiro; 4) divulgação direcionada para alunos e professores da rede pública de ensino, a saber: 1) Em cada oficina a ser realizada, é preciso uma estratégia — a primeira mais direcionada, e a segunda mais generalizada — de divulgação. Na oficina realizada nas comunidades, será desenvolvido um trabalho de comunicação comunitária, envolvendo as associações, escolas e projetos que atuam nesses bairros. Além disso, será feito impulsionamento de mídia online segmentado por geolocalização. Na oficina realizada para o público geral, será realizado um trabalho de mídia online mais abrangente, não se restringindo a uma localização geográfica por bairros, mas alcançando toda a cidade e seu entorno. As peças serão posts nas redes sociais do grupo (que agregam mais de 11 mil seguidores), cartazes, panfletos, releases para imprensa, influenciadores etc.. O prazo para a divulgação das oficinas é de cinco semanas. 2) Durante a realização das oficinas, será realizada a cobertura das atividades e a divulgação dos ritmos e suas origens na cultura mineira. 3) Será realizada a divulgação das apresentações públicas - os shows - do grupo formado em cada oficina, por meio de publicações nas redes sociais, cartazes, releases para a imprensa, influenciadores e envolvimento dos colaboradores do grupo. A divulgação dos eventos artístico-culturais será iniciada com um mês de antecedência do evento artístico de encerramento. 4) Será realizada ampla divulgação prévia direcionada para alunos e professores da rede pública de ensino, através da rede de contatos de escolas, professores e alunos da Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais, por meio da Assessora Pedagógica da mesma Superintendência, Cristiana Quirino Vasconcelos Lacet, com o intuito de permitir a ampla participação deste segmento das etapas do projeto, bem como preencher a reserva de vagas da Contrapartida Social nas Oficinas e nas Palestras. A verba para divulgação é de 3% do valor do projeto, o que dá em torno de R$ 1.400.

Especificação técnica

Oficinas: Ambas serão totalmente gratuitas, terão duração de 4 meses e serão direcionadas aos públicos jovem e adulto. 1) Conteúdo programático e temas a serem abordados: Inicialmente haverá um espaço de interação, onde traremos à tona a experiência musical previamente adquirida do grupo a ser trabalhado, seja ela específica (contato com instrumentos musicais) ou genérica (ouvir música, gosto musical individual, dança, etc), a partir da qual poderemos apontar a variedade de possibilidades musicais que, no primeiro momento, servirá como base. A partir dessa orientação geral, os seguintes temas serão trabalhados: · Instrumentação tradicional da cultura do Tambor Mineiro (Tambor ou Caixa de Folia, Patangomes e Gungas); · Ritmos tradicionais da cultura afro-mineira como a Marcha grave, Moçambique Serra Acima, Moçambique Serra Abaixo, Congo; · Ritmos da cultura afrobrasileira com larga influência na música popular e mineira como Ijexá e Maculelê; · Cantigas provindas da cultura oral, toadas e peças do cancioneiro popular brasileiro; · História e tradição do Congado mineiro, suas origens, expoentes, formas de manifestação e resistência cultural; · Conversa com Mestre de saber popular: · Conversa com pesquisador: · Musicalidade do dia a dia, do corpo, da voz em suas variadas formas. 2) Metodologia: O norte metodológico dar-se-á em duas frentes. A primeira pelo “Método d’O Passo”, método de musicalização desenvolvido pelo brasileiro Lucas Ciavatta, amplamente reconhecido no mundo, adotado como abordagem oficial para o ensino musical em escolas públicas e particulares de várias partes do Brasil. O Passo será utilizado como suporte rítmico e de divisão rítmica para a realização do fazer musical. A segunda frente estará apoiada nas praticas de Percussão Corporal a luz do método do grupo “Barbatuques” criado pelo brasileiro Fernando Barba, hoje reconhecidamente o maior grupo de música corporal do mundo. O sons da voz e do corpo e a experiências que eles propiciam serão usados nos desdobramentos da execução e divisão rítmica, antecedendo o contato com os instrumentos, porém sedimentando o que antes acontecia abstratamente, agora de forma prática. A terceira será calcada na tradição oral, do mestre (músico prático) e aprendiz (músico em formação), tal qual se dá no seio da cultura tradicional do tambor mineiro, onde o saber se faz pela via do exemplo prático, da observação e da dialética desta relação, onde o mestre influencia e é influenciado pelo aluno, gerando novas formas do saber. Nesse sentido, as seguintes etapas serão desenvolvidas: 1. Desvelar a realidade musical do grupo. 2. Musicalizar o grupo, desenvolvendo base sobre o Método d’O Passo, das experiências do próprio corpo e voz dos alunos. 3. Utilizar a base adquirida para o ensino da instrumentação do tambor mineiro e suas canções. Diálogo intergeracional: Qualquer pessoa acima de 15 anos pode se inscrever. A composição da turma com idades eterogêneas permite uma rica troca de experiências entre os alunos. Sob um olhar superficial, pode-se facilmente notar que a jovialidade e enregia dos mais novos alcança os mais velhos, que por sua vez contagiam os primeiros com sua maturidade. De forma mais profunda, sob a regência de um ambiente controlado pelo viés metodológico do ensino artístico-cultural-musical, cria-se uma complexa rede de contatos e trocas, onde experiências de vida são compartilhadas, histórias, sucessos, decepções, universos profissionais possíveis, troca de conhecimentos gerais, afeto e respeito. Eventos Artístico-culturais: Ambos ocorrerão em espaços públicos e serão totalmente gratuitos e destinados a todos os públicos: crianças, jovens, adultos e idosos. Evento de realização diurna, contará com estrutura de som, luz, Técnico de Som (PA), Técnico de som (Palco), Roaddie, Equipamento, Operador de Luz, Produção Técnica, Divulgação, Fotografia e Vídeo. Contará com atrações de DJs, recreação para crianças, show do Grupo Ingoma e participação dos alunos da primeira e segunda oficina de musicalização, ritmos e cultura Afro-Mineira. A Contrapartida Social: um Workshop e duas palestras Workshop O Workshop será ministrado pelo mesmo professor das Oficinas e terá como objetivo iniciar o processo de musicalização dos participantes e lançar um olhar sobre a história, cultura, tradição, músicas/cantigas/toadas, sobre a instrumentação básica e os toques do Tambor Mineiro, advindos do Congado Mineiro. A divulgação será feita: 1- nas redes formadas entre os públicos das próprias Oficinas, englobando os familiares dos participantes e as comunidades onde serão realizadas; 2- nos Eventos Artístico-Culturais, alcançando todo o público presente nas duas edições; 3- nas redes sociais do grupo Ingoma seguindo as mesmas estratégias de divulgação que serão aplicadas nas oficinas; 4- Ampla divulgação direcionada para alunos e professores da rede pública de ensino, através da rede de contatos de escolas, professores e alunos da Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais, por meio da Assessora Pedagógica da mesma Superintendência, Cristiana Quirino Vasconcelos Lacet. As inscrições serão feitas on line, nas redes sociais do grupo Ingoma, e presencialmente, no dia do Workshop, por ordem de inscrição. Serão disponibilizadas 60 vagas, havendo uma reserva de 50 por cento das vagas para estudantes e professores das redes públicas de ensino, que poderá ser preenchida através de procura espontânea e pela parceria com a Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais. Este Worhshop será totalmente gratuito. Palestras Serão duas palestras, ambas realizadas pelo professor das Oficinas, acompanhado pelo Mestre de Saber Popular e pelo Pesquisador, que também participarão das oficinas. O público alvo é o público presente nos eventos que não tenha participado das Oficinas. O intuito dessas palestras é trazer luz ao viés cultural que será apresentado como atração nos Eventos, abordando sua história, cultura, tradição, músicas/cantigas/toadas, sobre a instrumentação básica e os toques do Tambor Mineiro, advindos do Congado Mineiro, sob o olhar de um profissional da área de música, um pesquisador formal/acadêmico e um Mestre imerso nesta tradição, sobre o assunto. Serão ainda apontadas as localidades no entorno da Zona da Mata Mineira onde as festas Tradicionais ainda acontecem e exibidas imagens (fotos e vídeos) dessas festas, para ilustrar e tornar a conversa mais tangível. Este olhar fornecerá a base para a observação das apresentações que ocorrerão em sequência, permitindo um melhor entendimento do ponto de vista artístico-cultural, possibilitando a formações de público para grupos que trabalhem sobre bases de cultura tradicional e fortalecendo as tradições e seu mantenedores/realizadores. As palestras serão gratuitas e completamente abertas ao público dos Eventos Artístico-Culturais, permitindo a participação de todos os presentes e interessados, com ampla divulgação prévia direcionada para alunos e professores da rede pública de ensino, através da rede de contatos de escolas, professores e alunos da Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais, por meio da Assessora Pedagógica da mesma Superintendência, Cristiana Quirino Vasconcelos Lacet.

Acessibilidade

Todas as iniciativas de acessibilidade listas abaixo serão empregadas em todos os produtos deste projeto, Oficinas (curso/oficina), Eventos Artístico-Culturais (apresentação musical) e Contrapartida Social, por este motivo, não estão separadas por produto. Por sua natureza multissensorial, o tambor já se constitui um instrumento inclusivo. No caso da deficiência visual, estudos sobre música e cegueira se inserem em diversos campos de conhecimento, da medicina à psicologia, à antropologia e à própria educação musical, abrangendo até mesmo a formação de neuroimagens como evidência da plasticidade cerebral e partindo principalmente das competências de discriminação de tonalidade, do aprimoramento auditivo, até a capacidade musical de reconhecer e identificar notas ou tonalidades ao ouvir um tom ou acorde musical, conhecida como ouvido absoluto. A exemplo do que acontece com os demais instrumentos, essas questões também se fazem presentes na relação do músico com o tambor, mas a elas se soma a experiência tátil única — o contato com a textura da pele do instrumento, a percepção formato comprimento, diâmetro e rigidez da caixa de madeira que compõe seu e como isso interfere em sua sonoridade, o manuseio das baquetas e a variação de intensidade das batidas. Todos esses são elementos ao alcance de deficientes visuais que suprem a necessidade meramente imagética e tornam as pessoas cegas mais do que aptas para participar de uma Oficina de tambor mineiro e sua consequente apresentação ao público. Essa acessibilidade não se restringe, porém, aos deficientes visuais. Quando tocamos um instrumento musical, a vibração do ar produzida pelo movimento não chega apenas às membranas do ouvido, mas a todo o corpo. E deficientes auditivos conseguem sentir essa vibração corporal — às vezes de forma até mais profunda do que pessoas sem problemas de audição —, “escutando” através dela. No caso do tambor, o grave do instrumento facilita ainda mais a percepção dessa vibração, reverberando tanto no ambiente — os pés conseguem captá-la através do chão, por exemplo — quanto no corpo, sobretudo no peito. Assim, as oficinas de tambor mineiro também são acessíveis e recomendadas a surdos, que podem acompanhar as aulas imitando os movimentos do professor e sentindo a vibração do som. Além disso, todas as publicações de divulgação e acompanhamento do projeto publicadas nas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) terão uma descrição do conteúdo da imagem, de forma que a pessoa cega saiba o que contém na imagem, legendadas com a hashtag #pracegover. Feitas as descrições após a hashtag, estas são reproduzidas em aplicativos de audiodescrição, o que facilita entendimento dos deficientes visuais e os inclui dentro da tecnologia. Com o mesmo objetivo, todos os vídeos publicados nas redes sociais contarão também com legendas para ajudar na acessibilidade dos surdos e deficientes auditivos. Vale destacar ainda que os eventos serão realizados em praças públicas, e as oficinas em locais adequados/adaptados, facilitando o acesso de cadeirantes e deficientes físicos. Todas estas medidas são extremamente importantes para garantir a acessibilidade ao projeto, e fazem parte de uma concepção estratégica da gestão do projeto, etretanto, não acarretam custos extras além dos já planejados para cada produto do projeto.

Democratização do acesso

Oficinas (curso/oficinas) A primeira Oficina será destinada a áreas e indivíduos em situação de vulnerabilidade social, o que contribuiu para a descentralização (levando o tambor mineiro a bairros periféricos) e também para a inclusão. Por sua vez, a segunda Oficina será aberta democraticamente à população em geral e interessados de todos os estratos sociais, em espaço central facilmente acessível a toda a população de Juiz de Fora. Todos os materiais didáticos e instrumentos serão cedidos aos participantes. Ainda adotaremos, seguindo o inciso/medida do Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. Eventos Artístico-Culturais (apresentação musical) Já os eventos Artístico-Culturais ocorrerão em praças públicas, com acesso fácil por meio de transporte público. Ainda adotaremos, seguindo o inciso/medida do Artigo 21 da Instrução Normativa nº 2/2019 do Ministério da Cidadania: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias. Ambos produtos: Todas as ações do projeto, das Oficinas aos Eventos Artístico-Culturais, são totalmente gratuitas, possibilitando a participação de publicos de todas as camadas, bem como a inclusão de pessoas de baixa renda .

Ficha técnica

Lucas Soares—Coordenação geral, coordenação pedagógica e professor Formou-se em Violão Popular pela Bituca—Universidade de Música Popular, onde se pós-graduou em Interpretação para Violão. Com a bolsa da Fundação Wilhelm von Finck, estudou por 3 anos na Universitaet Passau (Alemanha), se aprofundando em composição e música instrumental e atuando como violonista do Combo Jazz da instituição. Apresentou-se na Alemanha, Suíça e Espanha. Cursou História na UFJF. Participou das oficinas de tambor mineiro de Maurício Tizumba e de percussão de samba do Bangalafumenga. Fez curso do método O Passo com Lucas Ciavatta e de Patangomes e Gungas com Raquel Coutinho. Fez todos os 6 módulos da formação em música e percussão corporal com Fernando Barba, do Barbatuques. 2006/2008: Diretor musical, compositor, arranjador e instrumentista das peças Morte e Vida Severina e !Hombres! (Cia de Tearte – Alemanha) e dos curta-metragens Família Christo e Dona Cléria, no qual assina a co-direção com Diego Zanotti, que lhes rendeu a apresentação de trabalho na VI edición del encuentro Ciudad, Imagen y Memória em Cuba em 2009. Participou do show de Maurício Tizumba e do lançamento do CD e DVD Di-Versões Lúdicas do Lúdica Música. Fundou o Ingoma, onde atua como professor e coordenador. Assinou direção musical, composição e arranjos da peça As Bruxas de Salém, com direção de Rodrigo Portella. 2009/2010 Participou com a banda Darandinos do Novos Sons, Todos os Tons em JF. A banda foi selecionada para o 9º Festival Coletânea de Bandas de BH, lançando seu 1° DVD. Venceu o 1° Festival Solo em Cordas em São João Nepomuceno. Foi finalista do 1° Festival de Cenas Curtas de JF. Foi contemplado pela Lei de Incentivo à Cultura Murilo Mendes como membro dos projetos do Ingoma e do disco do compositor Kadu Mauad. Foi selecionado para o Conexão VIVO com os Darandinos (apresentando-se com Marku Ribas, Titane, Noca da Portela, Wilson Dias, Maurício Tizumba, Gilvan de Oliveira), para o 12º Festival da Canção de Andradas e para o Femup de Visconde do Rio Branco. Apresentou-se com o pianista Rafael Castro no projeto Jovem Instrumentista, do BDMG Cultural. 2011/2014: Criou a trilha para o espetáculo Uma História Oficial, de Rodrigo Portella. O duo instrumental SoaresCastro realizou show com Túlio Mourão e participou do BH JAZZ. Foi arranjador, diretor musical, violonista e guitarrista do show Todos os Tons da Paz, em comemoração aos 163 anos de JF. Integrou por 2 anos a Comissão Municipal de Incentivo à Cultura. Lançou CD e DVD dos Darandinos, com participações de Carlos Malta, Túlio Mourão, Márcio Bahia e Dudu Lima. 2015/2016: Apresentou-se no Jazz Mais de São João Nepomuceno e na Sessão Instrumental em JF. Realizou o cortejo de abertura oficial do carnaval 2016. Apresentou-se com o Ingoma na entrega do título de Doutor Honoris Causa ao líder indígena Ailton Krenak. Produziu a websérie Música na Faixa, da revista Avenida Independência. Apresentou-se no 15º Festival Expressão Livre em Monte Sião, com Uiara Leigo. Assumiu o mandato como Conselheiro Municipal de Cultura e presidiu o Fórum da Música de JF. Realizou o show de encerramento do Circuito Música da Cidade. Apresentou-se na 3º FliMinas, com Uiara Leigo. Participou como músico e intérprete do espetáculo Tempo de Amor e Alegria II, com o Lúdica Música. 2017: Produziu o cortejo de carnaval e show do Ingoma convidando os Meninos de Minas de Itabira e Maurício Tizumba. Apresentou-se no Parque da Ruínas, no Rio de Janeiro, com Uiara Leigo. Produziu os cortejo de tambores e shows do Ingoma no Festival São João é Arte e na 4ª FliMinas. Apresentou-se com o Ingoma no Sesc no Tom, no Festival de Arte e Cultura da Reforma Agrária e no espetáculo Gerais e Milton do Coral da UFJF. Lançou o disco Dança de Outono, com Rafa Castro. 2018: Foi coautor e codiretor vocal do disco Parangolé Valvulado 10 Anos. Produziu o cortejo de carnaval e show do Ingoma convidando Rita Benneditto e Fred Ferreira. Apresentou-se com o Ingoma nos 90 anos da Congada e Moçambique de Piedade do Rio Grande e com o Parangolé Valvulado na 5ª FliMinas. Foi convidado com o Ingoma para a 21ª Festa do Divino de São João Del Rei. Arranjou a faixa Senzala, música-título do disco da cantora MC Xuxu, na qual gravou as cordas e os tambores com o Ingoma. Apresentou-se no Sesc Belenzinho com o Ingoma e MC Xuxu. Produziu o festival Arte, Democracia e Amor. Participou do show Tecnomacumba, de Rita Benneditto, em JF. 2019: Apresentou-se com o Ingoma no Tamborzada de Verão. Produziu o cortejo de carnaval e show do Ingoma, com participação de Sérgio Pererê. Ministrou a oficina A Vivência Cultural da Música Afro-Mineira no Tambor como Mecanismo de Aprendizado e Formação Social na Escola Padre Wilson. Apresentou-se com o Ingoma nos 91 anos da Congada e Moçambique de Piedade do Rio Grande. Foi jurado no 3º Canta São João. Produziu o espetáculo Ingoma, 10 Anos de Tambor, com lotação esgotada, no Teatro Paschoal Carlos Magno. Apresentou-se com o Ingoma no Festival de Inverno de Volta Redonda e no 2º Festival Cultural Cesgranrio, no Rio de Janeiro. Táscia Souza—Assistência de produção e coordenação de comunicação Jornalista, mestre em Teoria da Literatura e doutora em Estudos Literários. É integrante e assessora do Ingoma. Foi ganhadora do Troféu Cena Impressa no 7° Niterói em Cena com o texto Fetiche e escreveu, para o teatro, também a peça Canção de Ninar (ou Faça o que tem que fazer). É autora do livro Aqui (não) Jaz, a ser lançado pela Editora UFJF, e do romance Rios Negros, publicado na Amazon. É coautora dos livros de contos 99 Receitas, com recursos da Lei Murilo Mendes, e Pôquer a Seis. Obteve em 2009 o prêmio de Melhor Investigação Jornalística de um Caso de Corrupção na América Latina, concedido pelo Instituto Prensa y Sociedad, com a série Caso Koji, parceria com Daniela Arbex e Ricardo Miranda. Fundadora do projeto Hupokhondría de pesquisa de linguagens narrativas, participou das peças Educandário São Bernardo (produtora, atriz e figurinista), A Linha 2 (produtora e figurinista) e Alguma Coisa Você Tem (produtora, diretora, dramaturga, atriz e figurinista). Em 2019, A Linha 2 recebeu os prêmios de melhor espetáculo de comédia, melhor direção, melhor texto original, melhor cenário, melhor ator e melhor ator coadjuvante no Festival de Teatro Comunitário de Mariana. Com o Teatro Obsessivo Compulsivo, montou Canção de Ninar (premiado como melhor espetáculo de drama, melhor direção e segundo melhor espetáculo geral no Festival Nacional de Teatro de São José Nepomuceno em 2018), Barco Sem Pescador e A Vida Como Ela Foi, premiada em 2102 nos festivais nacionais de teatro de Varginha e de Duque de Caxias. Dirigiu as cenas Rolhas e Cartas de Amor ao Próximo, premiadas com o segundo e o terceiro lugar nos festivais de cenas curtas de JF em 2012 e 2011. Foi integrante do Centro de Estudos Teatrais – Grupo Divulgação de 2000 a 2007, atuando em 14 peças como atriz e 6 como sonotécnica. Virginia Pinto Queiroz da Silva—Secretaria Graduada em Letras e pós-graduada em Estudos Literários e em Ciências da Religião. Graduanda em Música pela Unimes, é integrante do Ingoma desde 2018. Estudou violoncelo no Conservatório Estadual Haydeè França Americano. É professora na Escola Estadual Clorindo Burnier, onde organiza o projeto ENTREARTES, com apresentações de dança, teatro e artes plásticas na escola. Participa da Camerata Arcellor Mittal na E.E. Clorindo Burnier. É bailarina de dança do ventre e professora de dança voluntária no Bairro Vale Verde. Fernando Augusto—Monitoria e roadie Tecnólogo em Informática. Ingressou na Oficina de Tambor Mineiro do Ingoma em 2014 e tornou-se integrante do grupo em 2017. É cofundador e percussionista da banda Margaridas Peludas e percussionista na Banda do Ben, bloco de carnaval criado em 2018 em homenagem a Jorge Ben Jor. Foi fundador e idealizador do bloco Camarão que Dorme a Onda Leva, que teve como intuito resgatar as marchinhas de carnaval em Santana do Deserto.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.