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PRONAC 194182Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Música na Estrada Real

ASSOCIACAO CULTURAL RICARDINA STAMATTO
Solicitado
R$ 603,0 mil
Aprovado
R$ 603,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Erudita
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
19

Localização e período

UF principal
ES
Município
Vitória
Início
2020-06-01
Término
2023-08-31
Locais de realização (5)
Diamantina Minas GeraisOuro Preto Minas GeraisParati Rio de JaneiroRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

O Presente projeto, denominado "Música na Estrada Real" é a tentativa de regate da música composta e executada nas principais cidades que compunham o trecho desde Diamantina-MG, até a cidade do Rio de Janeiro, passando, ainda por Ouro Preto e Parati. O projeto prevê a realização de concertos didáticos e gratuitos, nos quais serão apresentadas obras de autores mineiros, portugueses e napolitanos, dos séculos XVII e XVIII, devidamente executadas em instrumentos de época e com performance estética historicamente orientada. Trata-se de um importante projeto de resgate de nossa cultura musical e, também, de nossa memória cultural e social. Como produto secundário "Contrapartida social", o projeto prevê a realização de ensaios abertos exclusivos para alunos da rede pública e professores. Tais ensaios serão precedidos de uma mesa redonda, onde além de comentar sobre as obras a serem apresentadas, os participantes irão contextualizá-las com o momento social e econômico no qual foram compostas.

Sinopse

A Série "Música na Estrada Real", é uma viagem cultural e social, perpassada pelos hábitos e costumes que ordenavam a vida das pessoas ao longo desse importante trajeto em que fez crescer e se desenvolver mais de 170 cidades, impulsionadas pelo desenvolvimento econômico do "Ciclo do Ouro." Estamos falando, portanto, de uma programação cultural que resgata nossa história cultural e social, em quanto nação. Trata-se de um projeto voltado para todos os públicos independente de suas condições sociais ou de suas faixas etárias. A estrutura da proposta está assim concebida: a) 5 concertos didáticos gratuitos, realizados preferencialmente em imóveis históricos, como igrejas do período, com acessibilidade, nas cidades de São Paulo (lançamento do projeto), Diamantina-MG, Ouro Preto-MG, Paraty-RJ e Rio de Janeiro-RJ; b) Realização de ensaios exclusivos para estudantes da rede pública, em cada uma das cidades visitadas pelo projeto; c) Ações formativas sobre o projeto, divulgadas nos canais sociais da Orquestra, dos patrocinadores e, também, do Ministério da Cidadania e órgãos públicos locais. A Previsão de público total para as ações do projeto é de 6.499 (seis mil e quatrocentas) pessoas atingidas diretamente.

Objetivos

INTRODUÇÃO A Estrada Real: um caminho da riqueza e da cultura do Brasil. A Estrada Real faz parte de um importante capítulo da história colonial do Brasil, revelando-nos nuances econômicas, sociais e culturais daquelas épocas. Seus mais de 1600 quilômetros guardam histórias e revelam acontecimentos importantes sobre o desenvolvimento de cerca de 170 cidades que dela fazem parte, entre os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e, posteriormente, São Paulo. Criada na segunda metade do século XVIII, o caminho foi o resultado do esforço da coroa portuguesa para criar rotas oficiais para escoar a produção de ouro e de pedras preciosas das Minas Gerais para Portugal. Esses caminhos, chancelados pelos monarcas da metrópole portuguesa, foram denominados de Estradas Reais. Seus destinos principais eram os portos de Paraty e do Rio de Janeiro. O primeiro caminho ligava diretamente a cidade de Ouro Preto a Paraty, entretanto, com o passar do tempo, novos caminhos foram abertos para garantir segurança ao transporte das valiosas mercadorias e fugir, também, dos constantes ataques de piratas. Junto com o movimento cada vez mais crescente dessas rotas veio, também, o desenvolvimento em seus entornos de vilarejos, fazendas, pequenos comércios e diversas igrejas, erguidas para levar consolo espiritual às almas daquelas localidades. Em cada uma dessas pequenas vilas, foi surgindo, também, um contingente cada vez mais prósperos de pequenos e grandes burgueses formados por comerciantes, funcionários públicos e fazendeiros, além de representantes da baixa nobreza, que conquistavam seus títulos mais às custas do poder e do dinheiro, que, efetivamente pelo sangue que corria em suas veias. Impulsionado pelo entusiasmo crescente do ciclo do ouro tal desenvolvimento econômico trouxe consigo, também, a necessidade desse contingente de novos cidadãos abastados "civilizarem-se, " importando da metrópole portuguesa os gostos e os hábitos da burguesia e da nobreza daquele país. Nesse sentido, talvez não seja exagero afirmar, que as Minas Gerais se tornaram o centro da produção cultural brasileira, sobretudo na pintura, na escultura e, também, na música. Grande parte dessa produção, incluindo-se a música dos compositores dessas localidades, estava voltada para os ofícios e os adornos religiosos. Entretanto, nas reuniões sociais nas residências das "boas famílias" podia-se ouvir, também e sobretudo, as músicas de compositores portugueses e napolitanos para o deleite daqueles que tinham a sorte de frequentar esses meios. Esse movimento criou o interesse em algumas famílias abastadas de criarem suas próprias pequenas orquestras ou bandas, formadas por escravos, que buscavam desenvolver suas habilidades orientados por diversos mestres de vários instrumentos. Muitos desses músicos se destacavam e tornavam-se, eles também, exímios professores que ensinavam a outros escravos e também a membros das famílias ricas. Esses conjuntos musicais acabavam por representar uma fonte de renda a mais para os senhores desses escravos músicos, que os "alugavam" para entreter festas, reuniões sociais e procissões religiosas, entre outros eventos. Alguns desses músicos que conseguiam suas alforrias comprando-as ou que já nasciam libertos, por serem filhos reconhecidos de um pai português, ingressavam nos regimentos da polícia, integrando suas bandas oficiais, outros, no entanto, iriam servir às igrejas, como sacerdotes, músicos e compositores. Não é à toa que vários importantes compositores mineiros dos séculos VXIII eram mestiços e religiosos. Toda esta breve narrativa nos serve para compreendermos a relação existente entre a Estrada Real e o desenvolvimento dos hábitos sociais e culturais nesse importante circuito. Nesse aspecto, a música se sobressai nesta discussão ainda envolta num véu que precisa ser removido para que possamos entender as relações que encerram em si as influências recebidas pelas obras dos compositores mineiros desse período, as condições em que eles viviam, a valorização que tinham em suas comunidades e, ainda, como se davam os encontros sociais em que a música vinda de fora era apresentada como novidade e um presente, muitas vezes inédito, aos convidados dessas reuniões. O Projeto "Música na Estrada Real", com os seus cinco concertos em cidades importantes dessa história é apenas uma primeira fase para o despertar dessa curiosidade. Não pretendemos, num primeiro momento remover o véu que encobre tantas dúvidas e mistérios dessa história, mas desejamos mostrar ao público que esse véu, de fato, existe e que, por debaixo dele, ainda há muito a ser descoberto. É uma nova história, encoberta pelo nosso passado. No fundo, temos diante de nós um elemento importante para entendermos formação social e cultural do nosso país. OBJETIVO GERAL: O presente projeto tem como objetivo apresentar ao público o trabalho de pesquisa denominado "Música na Estrada Real", através de cinco concertos didáticos e gratuitos que acontecerão respectivamente nas cidades de São Paulo, Diamantina-MG, Ouro Preto-MG, Paraty-RJ e Rio de Janeiro-RJ, com a apresentação de obras de compositores mineiros dos séculos XVII e XVIII e, também, de compositores portugueses e napolitanos que os influenciaram diretamente. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: a) oferecer ao público, através de cinco concertos ditáticos gratuitos, uma nova alternativa de execução da chamada "música antiga"; através de obras vinculadas ao nosso passado histórico; b) Atingir a um público estimado em 3.900 pessoas, através da apresentação dos concertos didáticos; c) promover espetáculos acessíveis e que levem em conta o desejo de, de fato, democratizar a música de concerto; d) incentivar a troca de experiências entre os profissionais da orquestra e seus maestros e solistas, contribuindo para o fortalecimento dos vínculos artísticos e a compreensão de novas abordagens interpretativas; e) propor espaços de conexão com o público, sobretudo aqueles mais carentes, através da realização de ensaio abertos e concertos gratuitos; f) oferecer, um espetáculo de qualidade a todo público interessado, sem distinção de sua condição social, religião, gênero, idade, garantindo, inclusive garantindo os mecanismos necessários à acessibilidade de pessoas idosas e em situação de deficiência; g) incentivar a criação e renovação de novos públicos para espetáculos da chamada música antiga e da tão esquecida música brasileira do período colonial; h) incentivar o interesse de jovens músicos, técnicos e historiadores em aprofundar-se no universo musical e social dos séculos XVII e XVIII, do Brasil Colônia; i) incentivar o estudo e a pesquisa em obras musicais brasileiras dos séculos XVII e XVIII, bem como compreender as influências que tais compositores sofreram; j) Criar um novo olhar sobre a importância histórica da chamada "Estrada Real;" k) Fomentar novas pesquisas sobre o nosso passado histórico-musical; l) fortalecer o movimento de pesquisa da música antiga do e no País. m) Realizar através do produto "contrapartida social" cinco ensaios abertos precedidos de uma mesa redonda, na qual 3 debatedores falarão sobre o projeto e sua conexão com o nosso passado colonial; e n) Contemplar através do produto "contrapartida social" 2500 alunos e professores da rede pública de cada cidade por onde passar o projeto, abravés de ensaios abertos exclusivos para tal público.

Justificativa

O Projeto "Música na Estrada Real" é uma aspiração antiga e que encontrou no trabalho de pesquisa desenvolvido pela orquestra A Trupe Barroca um grande parceiro. O grupo, que conta hoje com um acervo dos maiores e mais importantes instrumentários barrocos do Brasil, desenvolve já há algum tempo, também, a ideia de pesquisar, recuperar e apresentar ao público a música ouvida, executada e composta nesse importante caminho que ligava várias cidades do período conhecido como o "ciclo do ouro" no Brasil à capital da colônia. Esse projeto trata do resgate de nossa própria história cultural e social, pois revela, através da música, os hábitos e gostos da sociedade colonial dos séculos XVII e XVIII e que serviam de referenciais para todo o Brasil, afinal estamos falando de um período em que As Minas Gerais e o Rio de Janeiro possuíam um enorme protagonismo social, político e cultural. Apresentar essas obras ao público é levá-los a entender todo o nosso próprio processo de construção cultural. Trata-se de um projeto que, embora envolva apenas os estados de SP, MG, e RJ, torna-se importante para todo o Brasil e pode suscitar outras pesquisas nesse sentido. Hoje pouco se fala sobre os compositores mineiros dos séculos XVII e XVIII. É importante resgatar essa história, da mesma forma que necessitamos lançar mais luz sobre os hábitos culturais e sociais daquele período. Essa primeira fase do projeto (haverão outras), que se propões a realizar concertos didáticos contextualizando as obras apresentadas com os aspectos políticos e sociais de suas épocas é a oportunidade de chamar a atenção do público para a vida cultural das cidades visitadas e criar a curiosidade sobre todo o processo de ensino da arte, da criação artística e a construção do gosto no período a ser revisitado. Tais aspectos se relacionam diretamente com as políticas culturais preconizadas na Lei de incentivo à Cultura do Governo Federal, uma vez que o resgate e a valorização da cultura brasileira é um dos valores mais caros para as suas iniciativas. Desse modo, a presente proposta se enquadra perfeitamente nos objetivos definidos pela Lei 8313/1991, em seu artigo 1º, através dos incisos: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; (...) VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - Priorizar o produto cultural originário do País. Diante do exposto, a proposta apresentada atenderá os seguintes objetivos constantes no artigo 3° da Lei 8313/91: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: (...) c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos (Os concertos terão um caráter didático e formativo, levando o público, além de conhecer as obras apresentadas, compreender o contexto histórico nos quais eram compostas. Além disso, para cada concerto, haverá um ensaio exclusivo para alunos inscritos, das redes públicas locais). II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: (...) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore, e (...) IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos (a proposta, terá todas as suas atividades ofertadas de forma gratuita); b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos. V - Apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: (...) b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; (...) c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura.

Estratégia de execução

Os Efeitos Multiplicadores do Projeto e as propostas de Continuidade O projeto "Música na Estada Real" é, além de um importante projeto cultural, um instrumento fomentador de novas pesquisar e, também, um projeto de grande abrangência educacional. Uma sociedade melhor é construída a partir da noção que seus membros possuem dos seus valores como nação, bem como da consciência da sua formação como povo e nação. A memória social e cultural é primordial para despertar essa consciência e incentivar, sobretudo nos jovens o interesse pelos nossos valores culturais, a história de nossa formação social e suas relações com os aspectos políticos e econômicos de nosso passado. Nosso projeto é fruto da inquietude de remover as poeiras do passado que encobrem histórias e artistas brasileiros que o desinteresse e a falta de informações legaram ao esquecimento por tantos anos. Ainda são muito recentes as pesquisas que buscaram explorar as histórias, documentos e mistérios que ainda envolvem a produção musical brasileira dos séculos XVII e XVIII. Não há dúvida, entretanto, que as várias cidades existentes ao longo das Estradas Reais, compreendidas principalmente entre as Minas Gerais e o Rio de Janeiro, revelaram e, ainda podem revelar, inúmeros compositores que nos surpreenderiam com suas obras. O trabalho de pesquisa desenvolvido para o presente projeto, apresentará, nessa primeira fase, alguns deles, assim como compositores portugueses e napolitanos que os influenciaram. Existe material disponível para outras séries, ampliando a divulgação das pesquisas e atraindo novos interesses para novas incursões por essa fascinante história. O Projeto "Música na Estrada Real" possui um efeito multiplicador fabuloso, pois além do público que pretende reunir e dos ensaios reservados para estudantes de escolas públicas, pretende esclarecer, através dos concertos didáticos e das palestras com os estudantes que o Brasil possuía já na época da colônia uma produção musical de qualidade e que essas obras se desenvolveram intimamente ligadas ao desenvolvimento econômico do período conhecido como o "ciclo do ouro." É uma nova “antiga” história que se descortinará diante dos olhos e ouvidos de uma plateia de terá contato com uma "nova" música que, embora, desconhecida para a maioria deles, nos revela uma parte importantíssima de nossa história. É certo que essa ação, despertará no público presente nos concertos, bem como naqueles que acompanharão o desenrolar do projeto pelas mídias sociais, a curiosidade de seguir tentando desenrolar esse complexo novelo. Além de se tratar de um projeto que ainda possui material para outras tantas séries de concertos com obras pouco conhecidas e algumas inéditas, é, ainda, intenção da equipe promover a edição de um livro sobre o tema e as experiências do projeto, assim como produzir o registro fonográfico das obras apresentadas. Observações Importantes: a) A planilha de recolhimentos de tributos não foi preenchida pois só trabalharemos com profissionais que emitam nota fiscal pelos seus produtos ou serviços; e b) Algumas atividades do produto secundáriio "contrapartida social" não foram listados na tabela orçamentaria, pois serão oferecodos por parte da equipe de forma voluntária, sem qualquer ônus para o projeto.

Especificação técnica

A Série "Música na Estrada Real", será desenvolvida na forma de concertos didáticos gratuitos, além de promover ensaios/palestras com estudantes da rede pública de cada cidade visitada. Tratam-se de ações de que tem por objetivo a formação de plateia que, além de disseminar a música brasileira dos séculos XVII e XVIII, pretende, também, convidar os envolvidos a conhecerem e desenvolverem a curiosidade sobre o nosso passado colonial, sobretudo em seus aspectos musicais, culturais e sociais. Com essa proposta, o projeto mergulha ainda mais num caráter pedagógico já exercitado nos concertos da orquestra A Trupe Barroca nos quais procura executar obras relevantes da música antiga, além de promover sempre uma pequena palestra antes de suas apresentações para ambientar o público no universo das obras apresentadas. O projeto "Música na Estrada Real" assume, de forma ainda mais estreita, essa função de formação de plateia, pois promove o encontro do nosso passado histórico, contextualizado com a importância das estradas reais das Minas Gerais, para uma plateia inserida diretamente nas cidades que fizeram e fazem parte desse importante circuito cultural e turístico do nosso país. Dentre os materiais e ações produzidos para a divulgação do projeto, podemos citar: 1. Materiais de Divulgação Eletrônico 1.1 Evento virtual vinculado à página oficial de A Trupe Barroca de Facebook; 1.2 Divulgação na página oficial de A Trupe Barroca de Facebook; 1.3 Divulgação no Instagram de A Trupe Barroca; 1.4. Vídeos no canal YouTube de A Trupe Barroca; 1.5 Divulgação no site A Trupe Barroca; 1.6 E-mail marketing; e 1.7 "Lives" nas redes sociais durantes os ensaios e os espetáculos. 2 Material Impresso 2.1 Cartazes (500); 2.2 Encartes (17.000); 2.3 Banners externos (4); 2.4 Programas dos espetáculos, com 18 páginas. (3500); 2.5 Programas em Braile (150); e 2.5 Encartes em Jornais nos dias dos Espetáculos (5000 por espetáculo). Ações Pedagógicas do Projeto: O projeto tem dentro os seus compromissos a formação de plateia e, também, importantes contrapartidas sociais. Através de um ensaio geral aberto precedido de debate sobre o seu próprio conteúdo, poderemos dar a oportunidade a 2500 estudantes e professores da rede pública ou de instituições sociais a acompanharem todo o espetáculo da forma como será levado ao público. Essa experiência dará oportunidade a um grupo expressivo de alunos a, talvez, terem seu primeiro contato com um espetáculo dessa natureza. O ensaio aberto também cumprirá o seu papel formativo, uma vez que será precidido de uma pequena introdução explicando os aspectos históricos, culturais e sociais em que as obras apresentadas foram escritas. Por outro lado, tantando-se de concertos didáticos o seu produto principal também revela-se numa grande ação formativa. É importante lembrar que todas as atividades serão oferecidas ao público de forma gratuita, fazendo com que o projeto atinja seus objetivo e beneficie diretamente a um público de cerca de 6 mil e quinhentas pessoas.

Acessibilidade

Todos os espaços sugeridos para os concertos da série "Música na Estrada Real", bem como suas atividades extras ou complementares, deverão atender às normas oficiais de acessibilidade, contando com rampas, banheiros adaptados, por exemplo, além de outros recursos que se façam necessários. Para tanto, a equipe de produção fará as devidas visitas para escolher os espaços mais adequados, em cada uma das cidades contempladas pelo projeto. Do ponto de vista da acessibilidade de conteúdo, a produção buscará encontrar todos os recursos necessários para que o espetáculo, torne-se, de fato acessível, buscando investir em materiais em Braille, como, em audiodescrição dos espetáculos, quando for possível, tentando, dessa forma, garantir, ao máximo a experiência dos concertos para todo o público. Além disso, a equipe manterá um consultor de acessibilidade durante as fases de pré-produção e execução do projeto.

Democratização do acesso

O projeto "Música na Estrada Real" efetiva o alcance da Lei 8313/91 e democratiza a distribuição dos recursos públicos quando integra uma série de diferentes expressões artísticas em torno de um único projeto, além de contemplar públicos distintos - tanto de imediato na oferta do espetáculo, quanto a médio e longo prazo através do fortalecimento e da qualificação profissional e artística individuais experimentados pelos integrantes do processo - conhecimentos acumulados que se revelarão em seus trabalhos futuros levados à comunidade como um todo. Nesse sentido, o espetáculo, além de se tornar um evento acessível a todo o público, sem exceção de idade, gênero, etnia, credo ou cultura, cumpre também o seu papel social, tendo seus dois produtos oferecidos de forma totalmente gratuita, fazendo com que o seu caráter de "apresentação musical" se confunda na sua intencionalidade de ser um espetáculo realmente abranjente com o seu produto secundário "contrapartida social." Além disso, a proposta do projeto "Música na Estrada Real", tem como contrapartidas um ciclo de palestras precedidas de debate no formato de mesa redonda que serão oferecidas a estudantes e professores das escolas públicas das cinco cidades por onde passará o projeto. Tais iniciativas atenderão plenamente ao art. 21º da Instrução Normativa 2/2019 do Ministério da cidadania a partir dos seus incisos: III - disponibilizar na internet, registros audiovisuaisdos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; e V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estagios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; O Projeto prevê duas ações formativas totalmente gratuitas, são elas: a) Um ensaio aberto com debate no formato de mesa redonda, que atenderá 500 estudantes da rede pública e professores da rede púbica em cada cidade do circuito, totalizando 2500 pessoas; e b) 5 concertos didáticos nas cidades de São Paulo, Diamantina, Ouro Preto, Parati e Rio de Janeiro, para um público total estimado em 3900 pessoas.

Ficha técnica

Atuação da Instituição Proponente: A Associação Ricardina Stamatto é uma instituição sem fins lucrativos que, dentre suas finalidades, tem por objetivo promover, incentivas ou fomentar, por si ou por terceiros, devidamente autorizados, a realização de cursos ou eventos culturais e artísticos, podendo para tanto celebrar parcerias para tal fim com instituições públicas ou privadas, como com pessoas físicas ou jurídicas. Dessa forma, a ACRIS (Associação Cultural Ricardina Stamatto), desenvolve uma série de projetos promovendo atividades artísticas das mais variadas, como concertos, recitais, festivais de música, encontros literários, entre outras. O projeto da ópera Orlando de Händel é uma dessas importantes iniciativas que a ACRIS deseja realizar no ano de 2020. Toda a gestão administrativa, decisória e financeira será exercida pela ACRIS, cabendo a esta a responsabilidade pelas contratações, contratos, custos assumidos, negociações, relatório final e sua devida prestação de contas. Sua participação no projeto se dará através da gestão administrativa, cujos custos serão inceridos na rubrica "custos de administração,", no item "custos vinculados." A Trupe Barroca - Projeto “Música na Estrada Real Ficha Técnica Isa Virgínia Boechat Povoa - Presidente da Acris É Pianista formada pela Faculdade de música do Espírito Santo, pós-graduada na Academia Lerenzo Fernandez (RJ), na classe do professor Luiz Henrique Senise e pelo Conservatório Santa Marcelina (SP), com o professor Alfredo Cerquinho. Foi aluna, também, da professora Miriam Dauesberg. Na faculdade de Música do Espírito Santo, ocupou as cadeiras de Piano, Música de Câmara, além de ter exercido as funções de Coordenadora dos cursos de teclado e percurção e Assessora Acadêmica. Foi também Diretora Geral da instituição entre os anos de 1996 e 1998. Washington Luiz Sieleman Almeida (Diretor Artístico e Produtor Executivo) É Sociólogo, músico e produtor cultural, Mestre em Ciências Sociais pela UFES é, ainda, palestrante. Como produtor, organizou e participou de inúmeros concertos, festivais de música, além de vários espetáculos de teatro, merecendo destaque especial as óperas Dido e Enéas (1999), Il Capanello (2008), a peça teatral O Avarento, com Jorge Dória (2004) e a Orquestra Brasileira de Sapateado (2004). Possui artigos publicados nas áreas de inclusão social, antropologia, sociologia e música e sociedade. Foi o fundador e diretor artístico das Orquestras de Câmara da Universidade Federal do Espírito Santo, do grupo Victoria Ensamble e, desde 2017, de A Trupe Barroca, com a qual, tem desenvolvido intensa atividade até o momento, destacando-se concertos, máster classes, exposições, palestras, concertos didáticos e recitais de música antiga. Sérgio Dias (Regente) Sérgio Dias nasceu em 1961, no Rio de Janeiro. É graduado em Flauta, Composição e Regência, pós-graduado em Educação Musical, em Arte e Cultura Barroca e Mestre em Música (com área de concentração em Musicologia Histórica). Ex-professor do Conservatório Brasileiro de Música, ex-titular de Harmonia, Contraponto, Fuga e Estruturação Musical da Faculdade de Música do Espírito Santo - FAMES e ex-professor de História do Teatro da Escola de Artes FAFI (Prefeitura Municipal de Vitória / ES). Ex-professor substituto de História da Música do Conservatório de Coimbra e da Escola Superior de Educação de Lisboa. Atualmente é professor e musicólogo do Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco. Marcus Held (Spalla e Regente Aulixiar) Natural de São Paulo, é Doutorando e Mestre Música (Musicologia) pela Universidade de São Paulo (2017), cuja pesquisa resultou na primeira tradução no Brasil e à língua portuguesa da obra tratadística completa de Francesco Geminiani (1687-1762). Especializou-se em Música Antiga (Violino Barroco) na Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP), na Escola Municipal de Música de São Paulo (Fundação Theatro Municipal de São Paulo) e na Escola Superior de Música de Catalunya (ESMUC-Barcelona). Foi chefe de naipe da Orquestra Jovem Tom Jobim, violinista da Orquestra de Câmara da USP (OCAM) e da Orquestra Barroca da EMESP. Desde 2012, transita nas cadeiras de chefe de naipe, concertino e spalla do Conjunto de Música Antiga da USP.Com experiência internacional na prática e no estudo da Música Antiga, participou de mais de 30 festivais e cursos de curta duração no Brasil e na Europa, tais como a Oficina de Música Antiga de Curitiba (2014-2019) e La Petite Bande Summer Academy (Itália, 2016).Com diversos artigos sobre a música dos séculos XVII e XVIII publicados em revistas especializadas, dedica-se à performance, à pesquisa e ao ensino da música antiga. Atualmente, é professor de Violino Barroco e História da Música do Conservatório de Tatuí e spalla da Orquestra A Trupe Barroca. Rosemeire Moreira (Soprano) É natural de São Paulo, graduou-se em Canto pelo Instituto de Artes (UNESP). Em 1999 concluiu o curso de pós-graduação pela Royal Academy of Music (Londres), com especialização em Música de Câmara, tendo como professor Ian Partridge (canto). Desde 2014 é Mestre pela ECA - USP sob orientação do prof. Dr. Ricardo Luís B. Ballestero. Nos últimos anos atuou como solista em diversas obras como o Oratório Israel no Egito de G.F. Haendel; ciclo de Cantatas Membra Jesu Nostri de D. Buxtehude; Magnificat e Missa em Si menor de J.S. Bach; Missa em Dó menor, Requiem e Waisenhaus Mass de W.A. Mozart; Requiem do Pe. José Maurício Nunes Garcia; Stabat Mater de G.B. Pergolesi. Atuou também com destaque no Oratório Die Schöpfung de J. Haydn; nas óperas L’ Orfeo de C. Monteverdi (Ninfa). Paulo Mestre (Contratenor) É natural de Curitiba e é considerado uma das grandes vozes do canto lírico brasileiro, desenvolvendo uma importante carreira como camerista e solista, destacando-se em apresentações internacionais como em Washington, com a Camerata Antiqua de Curitiba; em Pau, na França, como convidado pela Unicef. Em Paris e Metz, apresentou-se sob a regência de Ricardo Kanli, durante as comemorações do ano do Brasil na França e em turnê com o grupo Caliope no mesmo país. Atuou na fundação Gulbenkian, em Lisboa e, também, em apresentações na Espanha, além do Festival de Chiquitos na Bolívia. Paulo Mestre apresentou-se, ainda como camerista em recitais no Canadá, Alemanha, Israel, Costa Rica, Uruguai e nas cidades argentinas de Buenos Aires, Mendonza, Rosário e Córdoba. Jabez Lima (Tenor) Membro do Coro da OSESP, iniciou seus estudos em canto com Walter Chamun. Participou da Academia de Ópera do Theatro São Pedro, recebendo orientações de Mauro Wrona, e Festivais em Campos do Jordão e Chorakademie em Lübeck, Alemanha. Foi aluno de Canto Barroco, na EMESP. Na oficina de Música Antiga da EMMSP se especializou com Marília Vargas e Nicolau de Figueiredo. Nos últimos anos atuou como solista junto ao Coro da OSESP e Coral Paulistano, sob regências dos maestros Luis Otávio, Hans Bönisch, Luciano Camargo e maestrinas Naomi Munakata e Valentina Peleggi, passando por casas como Theatro Municipal, Sala São Paulo, Auditório Claudio Santoro e Teatro Guaíra. Sabah Teixeira (Baixo-Barítono) É Baixo-Barítono, natural de Natal (RN), onde estudou piano no início de seus estudos de música e graduou‐se em Canto pela UFRN, instituição na qual lecionou posteriormente as disciplinas da Canto, História da Música e Percepção Musical. Dedica especial atenção ao repertório de Música Barroca, Brasileira e Música de Câmara. Apresentou‐se como solista junto a Orquestra Sinfônica do Estados de São Paulo (OSESP), Orquestra Sinfônica da Paraíba (OSPB), Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN), Musicos de Capella, Orquestra Engenho Barroco, Camerata Fukuda, colaborando com maestros como Celso Antunes, Nathalie Stutzmann, Naomi Munakata e Luis Otávio Santos. Desde 2002 integra o naipe de Baixos do Coro da Osesp, sendo seu atual monitor. Os demais membros da equipe serão selecionados após a aprovação do projeto.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.