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O projeto trata da elaboração de um livro bilíngue que abre ao conhecimento o trabalho de três artistas contemporâneos, já reconhecidos na arte brasileira, Romy Pocztaruk, Marina Camargo e Michel Zózimo. Os três artistas abordam um tema amplamente discutido hoje, em assuntos da cultura contemporânea: trata dos esquecimentos históricos e culturais mostrados através da arte. O projeto também também vai contemplar ações de contrapartida social na forma de capacitação.
Trata-se de um livro que se abre ao conhecimento o trabalho de três jovens artistas visuais contemporâneos, Romy Pocztruk , Marina Camargo e Michel Zózimo, já reconhecidos no circuito da arte contemporânea brasileira. Os três abordam um tema amplamente discutido hoje, em assuntos da cultura contemporânea: trata dos esquecimentos históricos e culturais mostrados através da arte. A proposta tem como objetivo analizar e documentar a obra dos três artistas, suas práticas artísticas e sua profundas relações com a memória. A autora Mônica Zielinski interroga sobre o modo como ocorrem essas relações no trabalho desses artistas, ao levarem em consideração vários vestígios da história plasmados em suportes visuais passíveis de resgistros fotográficos, suas referências a materiais soterrados e omitidos em meio às agudas transformações vividas na história e culturas recentes. Os trabalhos decorrem e ao mesmo tempo estimulam novas percepções profundamente aceleradas dos espaços e dos tempos, assim como os surpreendentes intercâmbios culturais, ao deslocarem os quadros espaço-temporais conhecidos na história, na geografia, na arte e na memória.
Objetivo Geral _ A proposta tem como objetivo geral analisar e documentar a obra de três artistas contemporâneos, suas práticas em suas profundas relações com a memória. Os trabalhos decorrem e, ao mesmo tempo, estimulam novas percepções profundamente aceleradas dos espaços e dos tempos, assim como os surpreendentes intercâmbios culturais, ao deslocarem os quadros espaço-temporais anteriormente conhecidos na história, na geografia, na arte e na memória. Os contornos da arte, em meio a essas mutações, oferecem novas leituras do mundo _ em especial sobre os ocultamentos mnemônicos que emergem vivamente nesses trabalhos, impulsionados por seus enfrentamentos aos conflitos de poder e pelas subterrâneas políticas da memória que os envolvem. Ao considerar as cambiantes relações espaço-temporais do presente sob o foco de práticas de artistas do Rio Grande do Sul, este projeto indaga os contornos da memória em relação às progressivas falências dos imaginários locais e das suas possíveis confluências com os transnacionais. No processo de desenvolvimento das práticas artísticas, os artistas evidenciam, em seus trabalhos, a força política de suas percepções dos fatos contextuais que envolvem a memória, também os direitos humanos, porém expõem a mesma força a um modo sensível e estético, sempre inserida na geopolítica local e de vocação global. Cabe ao trabalho documentar fartamente este processo, guiado por um princípio racional entre essas ideias e as múltiplas imagens das produções. Consideramos a edição deste livro como uma contribuição muito atual para a área da arte e das culturas hoje, como um instrumento difusor de ideias e de acesso público dos temas tratados. Objetivos Específicos _ - publicar um livro bilíngue fartamente ilustrado com tiragem de 1.000 exemplares; - documentar as obras de modo fotográfico, porém ao ser esta ação acompanhada por um processo profundamente reflexivo sobre as relações entre arte e memória e suas representações hoje entre os três artistas; - contar com a elaboração de textos críticos por parte da autora proponente sobre o tema e a produção dos artistas, além, de três textos de autores diversos, em menor extensão e destinados um para cada artista em particular; - elaborar entrevistas com os artistas a serem publicadas no livro, conduzidas pelo historiador da arte Eduardo Ferreira Veras; - produzir 50 áudiobooks para garantir acessibilidade de conteúdo da obra; - Nas contrapartidas sociais alcancar um público de 600 pessoas, sendo 100 em palestra presencial e 500 com transmissão via internet. Com esse trabalho pretende-se documentar e difundir o processo de desenvolvimento das práticas artísticas que esses artistas evidenciam em seus trabalhos, as percepções dos fatos que envolvem a vida hodierna, não somente no que diz respeito à a memória, mas também aos direitos humanos. Busca-se selecionar registros fotográficos significativos, analisar criticamente e difundir, através do livro, o modo como os jovens artistas contemporâneos se expressam artisticamente, ora de um modo sensível, porém também fortemente críticos sobre as novas conformações das sociedades, das culturas e do próprio mundo em suas mutações históricas aceleradas e visivelmente incessantes.
Esta publicação trata das questões da memória, sempre centrais nos estudos da arte e da sua história, em especial no Brasil. O projeto busca expor o modo como os artistas expressam, em suas produções de arte, o esquecimento cultural, como um mote crucial de seus trabalhos e o modo como este fato se delineia, através da arte, no mundo cultural contemporâneo. O livro possibilita uma extensão das ideias nele contidas de interesse às diferentes comunidades, em seus diversos níveis de complexidade e de públicos, conforme os lugares e métodos adotados em sua exposição. Estes poderão gerar novos comportamentos de aprendizagem sobre o tema em questão. A história da arte local poderá ser revista a partir dessa publicação, no apontamento de lacunas e denúncias de omissões sobre as quais a história da arte tradicional silencia. Novos métodos pedagógicos e pensamentos na área artística podem surgir a partir dessa publicação, em programas educativos em museus, no ensino da arte em colégios e universidades. Ainda, o pensamento contido neste livro pode estimular o surgimento de programações culturais inovadoras nas instituições ou em ações artísticas em centros urbanos, tanto locais como em suas relações transnacionais, ao assumirem novos desenhos. Essas ações visam contemplar perspectivas de diferentes naturezas, ao tratarem das distintas políticas da memória que a arte pode apontar. Um dos motes fundamentais que emerge na publicação faz avançar a própria produção de arte, através de iniciativas relacionais entre os trabalhos de tantos artistas com preocupações semelhantes. Os debates decorrentes, os estudos que acompanham essas produções, assim como o desenvolvimento de diversas curadorias possíveis sobre essas obras abrem caminhos públicos importantes para frutíferas revisões sobre as omissões da memória, suas políticas e apagamentos. O surgimento de exposições, seminários, acordos nacionais e internacionais, publicações de outros livros, audiovisuais a partir das questões levantadas virão a auxiliar e, ao mesmo modo, fazer repercutir, de modo valioso, a proposta desta publicação. Todas essas ações, em seus trânsitos mais recentes nas culturas hoje, levam a repensar a compreensão da própria história, assim como a memória e as conformações mais recentes das experiências da arte, entre os distintos extratos de tempo e nas articulações de novos espaços emergentes, em um contexto cultural brasileiro que exige abraçar, com ousadia, as suas inegáveis transformações. Para conseguir viabilizar a produção de um livro, que não tem atrativos de venda comercial, mas é necessário para a sociedade mais especificamente na área cultural a fim de veicular as ideias e obras do meio artístico e acadêmico, precisamos lançar mão das Leis de Incentivo. O projeto está de acordo com os seguintes incisos do Art. 1º a Lei 8313/1991: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto está de acordo com os objetivos constantes do Art 3º da Lei 8313/1991: Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes.
Áudiobooks - 50 exemplares - com 250 páginas e 150 imagens
Produto - LIVRO 304 págs + Guardas + Capa [CP dura] Formato : Fechado 210 x 290 cm e Aberto 420 x 290 cm Capa: 4 x 0 Papel Masterblank Linho LD 135 gr Guardas: Colorplus 180 gr escuro Miolo: 4 x 4 Papel Munken Lynx Rough, 120 gr Acabament Geral: Cadernos dobrados, refilados e costurados com Shirink idividual Tiragem: 1.000 exemplares. Áudiobooks - 50 exemplares - com 250 páginas e 150 imagens Contrapartidas Sociais - encontro para 100 estudantes e professores
Produto Livro – Produção de 50 áudiobooks para acessibilidade de conteúdo Contrapartidas Sociais - O encontro com 100 estudantes e professores, previsto nas Contrapartidas Sociais, contará com tradução de Libras
Produto Livro – 20% dos exemplares do livro serão doados para escolas de arte, bibliotecas e Universidades. Art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22. Contrapartidas Sociais Será realizada uma ação de capacitação/ seminário para lançamento do livro com a presença dos artistas e da autora, em local a ser definido. Essa ação atenderá presencialmente um público de 100 pessoas entre professores de arte, estudantes e artistas. A conversa da autora sobre o conteúdo do livro será ilustrada com projeções de imagens das obras. O conteúdo deste evento será gravado e disponibilizado pela UFRGS e pelo Instituto Goethe para pesquisadores interessados. Art. 21. Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22.
Autora - Mônica Zielinsky É historiadora da arte e crítica de arte, curadora independente e professora titular em História, Teoria e Crítica da Arte no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul , no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais. É Doutora em Arte e Ciências da Arte pela Universidade de Paris 1- Panthéon-Sorbonne, com tese sobre a crítica de arte contemporânea no Brasil (1998). Foi consultora no International Center for the Arts of the Americas at the Museum of Fine Arts (Houston-Texas). Coordenou durante 15 anos a catalogação da obra completa de Iberê Camargo, na Fundação Iberê Camargo, assim como o Centro de Documentação e Pesquisa no Instituto de Artes da UFRGS. Representou o Brasil no Arts Vistors Program da República Federal da Alemanha, indicada pelo Instituto Goethe de Berlim (2010). Publicou, entre outras, Espaços do Corpo - Aspectos das Artes Visuais no Rio Grande do Sul-1977-1985» UFRGS (1995) em co-autoria, Fronteiras: arte, crítica e outros ensaios, (org.), UFRGS. (2003), Iberê Camargo - Catálogo raisonné: gravuras / volume I (org.), Cosac y Naify, (2006) e Heloisa Schneiders da Silva. Obra e escritos (org.), MARGS, (2010). Foi curadora da exposição inaugural da Fundação Iberê Camargo, Iberê Camargo-Moderno no Limite, 1914-1994, em co-autoria (2008), da mostra A gravura de Iberê Camargo em expansão, no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo (2007) e, entre diversas outras, de Quero Outros Espaços. A obra de Heloisa Schneiders da Silva, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (2009). Foi Coordenadora do Curso de Formação na 4ª Bienal do Mercosul (2003) e integrou o Conselho Curador da Fundação Iberê Camargo de 2001 até sua abertura em 2008 e o Conselho Consultivo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul de 2008 a 2010. Integrou este conselho em continuidade, na gestão de 2011 a 2013. Fez parte igualmente da Comissão de Acervo da mesma instituição nesta mesma gestão e do assumiu o Conselho Curatorial do projeto RS Contemporâneo - 2014 no Santander Cultural de Porto Alegre. Recebeu diversos prêmios e indicações a prêmios, tais como: Prêmio Açorianos de Literatura da SMC de Porto Alegre (2006), categoria especial, pelo Catálogo Raisonné de gravuras de Iberê Camargo, Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade do IPHAN (fase regional) pelo Catálogo Raisonné de gravuras de Iberê Camargo (2009), Prêmio Açorianos de Melhor Curadoria, pela exposição Espaços Desdobrados, na Fundação Iberê Camargo (2010) V Prêmio Açorianos em Artes Plásticas pela obra Heloisa Schneiders da Silva. Obra e escritos (2011), indicação ao Prêmio Gonzaga Duque da ABCA, pela obra Heloisa Schneiders da Silva. Obra e escritos (2011), indicação ao II e ao IV Prêmios Açorianos de Artes Plásticas (2008 e 2010). Recebeu o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico (UFRGS, 2011), e os Prêmio de Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese da CAPES (orientação de tese em Artes Plásticas de Marilice Corona) em 2010 e de Eduardo Veras (2011). Artistas Romy Pocztaruk (1983) – Bienal de São Paulo, Mercosul (2)- trabalhos internacionais – http://romypocz.com - Reside atualmente em São Paulo (SP); Marina Camargo (1980) – Bienal do Mercosul, trabalhos internacionais- - http://marinacamargo.com - Reside entre o Brasil (RS) e a Alemanha Michel Zózimo (1981) – Bienais do Mercosul (2), trabalhos internacionais http://michelzozimo.com - Reside em Porto Alegre (RS) Produtora Executiva e Gestão - Christina Gabaglia Penna - Representante legal Hólos Graduada em História da Arte [Uerj], mestranda em Museologia (UNIRIO). Responsável pela catalogação da obra de Oswaldo Goeldi e de Belmiro de Almeida. De 1979 a 2005, trabalhou no Projeto Portinari, como responsável pela catalogação das 5.000 obras de Candido Portinari [1903-1962] e 30.000 documentos, e pela organização da publicação “Candido Portinari - Catálogo Raisonné, primeira no gênero na América Latina. Como curadora, idealizou e produziu diversas exposições, no Brasil e no exterior, além publicações sobre o artista. Desde 2006, é sócia da Hólos Consultoria e Assessoria, que desenvolve projetos nas áreas de conservação bens culturais (restauro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Palácios Guanabara e Laranjeiras, painéis Guerra e Paz, Sítio Burle Marx, Estações Ferroviárias de Barra do Piraí e de Paulo de Frontin, Moldagens do Museu Nacional de Belas Artes); exposições (Eliseu Visconti, Facchinetti, Amador Perez); catalogação de acervos (Eliseu Visconti, Arthur Bispo do Rosario, Roberto Burle Marx); publicações (Aves do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, As Flores do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Eliseu Visconti) e programas educativos (Igreja da Sé; Theatro Municipal do Rio de Janeiro; Tom Jobim – Música e Natureza). Produz há quase 10 anos a PULSAR – Cia de Dança. Desde 2012, é colaboradora do Museu de Imagens do Inconsciente, sendo hoje Secretária geral da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente. Jornalista – Eduardo Veras Jornalista e Dr. em Artes pela UFRGS. Design gráfico - projeto do livro, coordenação editorial e gráfica - Elaine Ramos Designer atuante na área cultural e sócia da editora Ubu, fundada em 2016. Formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UUSP (Fau-Usp), Elaine foi diretora de arte da editora Cosac Naify por 11 anos (de 2004 a 2015), onde projetou centenas de livros. Alguns desses projetos receberam prêmios como o Aloisio Magalhães (Fundação Biblioteca Nacional), Jabuti (Câmara Brasileira do Livro), Max Feffer de Design Gráfico (Cia Suzano de Papel e Celulose), American Institute of Graphic Arts (Aiga) e Art Directors Club Annual Awards (ADC), e participaram de exposições no Brasil e no exterior.
PROJETO ARQUIVADO.