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PRONAC 194216Arquivado - solicitação de desistência do proponenteMecenato

43º Festival de Música de Prados - MG

EDUARDO TONI RAELE
Solicitado
R$ 200,0 mil
Aprovado
R$ 200,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Instrumental
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
19

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2020-03-01
Término
2021-09-30
Locais de realização (1)
Prados Minas Gerais

Resumo

O Festival de Música de Prados-MG ocorre há 42 anos na cidade homônima, cidade histórica e colonial em Minas Gerais. O Festival desenvolve: 1) concertos de música solo, de câmara e orquestral acompanhados de palestras; 2) aulas práticas para jovens profissionais bolsistas selecionados pela direção artística; além das contrapartidas sociais - oficinas para a comunidade de diversos instrumentos musicais e atividades pedagógicas, voltadas à introdução e aprimoramento da linguagem musical no universo infanto-juvenil da população local, através de teatro musical. Todas as atividades previstas, como os concertos, ensaios, palestras e aulas práticas, acontecerão em locais públicos e com entrada gratuita, integrando o público local aos bolsistas do Festival, professores e músicos convidados reconhecidos no cenário musical brasileiro.

Sinopse

O Festival terá como atividades as apresentações musicais, as aulas de instrumento e prática em conjunto, e as oficinas de instrumentos e musicalização em forma de teatro musical. As apresentações musicais serão realizadas pelos professores, bolsistas alunos do Festival e os grupos musicais da cidade, a partir da programação proposta pelo Diretor Artístico. Todos os concertos e atividades ocorrerão em locais públicos adequados à prática musical, com classificação etária livre (exceção oficinas de musicalização), e terão entrada gratuita. BOLSISTAS / AULAS PRÁTICAS O quadro de bolsistas e professores será o seguinte: 8 violinos, 3 violas, 3 violoncelos, 1 contrabaixo, 1 flauta, 1 oboé, 1 clarinete, 1 fagote, 1 trompete, 2 trompas, 1 piano, 1 professor de percussão e 1 professor de musicalização infanto‐juvenil por meio do teatro. Os bolsistas e professores serão selecionados pela direção artísrtica e pedagógica do Festival. APRESENTAÇÕES / ENSAIOS / PALESTRAS As apresentações musicais dos bolsistas e professores serão realizadas quase diariamente, em 15 apresentações, na Casa da Música, Capela Nossa de Senhora do Rosário, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, bairro de Vitoriano Veloso (zona rural de Prados), Coronel Xavier Chaves, Tiradentes e São João del Rei, executando repertório selecionado pelo diretor artístico. Este repertório será formado pelos cânones da música erudita, pelos compositores da região, e por peças definidas entre os músicos e o diretor artístico. Antes do concerto serão realizadas palestras que dissertam sobre os compositores, períodos e gêneros musicais, oferecidas pelo diretor artístico, os próprios músicos, e pesquisadores convidados pela direção pedagógica. Algumas apresentações são tradicionalmente realizadas no mesmo período desde a criação do Festival há 42 anos. No penúltimo dia do Festival, numa sexta‐feira, ocorrerá a apresentação dos alunos que queiram se apresentar, e será quando os alunos terão a possibilidade de mostrar o quanto evoluíram durante o período de aprendizado, e quando também terão a oportunidade de se apresentarem num palco junto a seus professores. Outra apresentação tradicional é a Retreta da Banda da Lira Ceciliana, grupo musical da cidade, que ocorrerá no domingo seguinte à abertura do Festival, na parte da manhã, na praça principal da cidade, quando muitos pradenses estão na praça aproveitando o domingo.

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS O 43º Festival de Prados-MG, que conta com uma programação de música erudita e instrumental, acontecerá entre os dias 19 de julho e 01 de agosto de 2020 em Prados e cidades vizinhas, como São João del Rei, Tiradentes e Coronel Xavier Chaves, em Minas Gerais. Todas as atividades ocorrerão em locais públicos adequados à prática musical, com classificação etária livre, e terão entrada gratuita, contribuindo para o pleno exercício dos direitos culturais e democratização do acesso aos bens de cultura nacionais. A Lira Ceciliana, entidade sem fins lucrativos da cidade de Prados, que existe desde 1858, parceira na realização do Festival juntamente com a Prefeitura Municipal da cidade, é responsável pela agenda musical do município e empresta os instrumentos para que os alunos da cidade possam estudar durante o Festival, em atividades que conduzem à produção, promoção e difusão de bens culturais locais. O 43º Festival de Música de Prados‐MG visa fomentar e divulgar as tradições e o conhecimento desenvolvidos ao longo destes anos na cidade, tanto para a região como em âmbito nacional; e especificamente, durante o período de intensa atividade musical do Festival nas últimas quatro décadas, resgatando e contribuindo para o engrandecimento e conhecimento de nossas raízes culturais e musicais, propiciando condições naturais da prática e apreciação musical e de inclusão sóciocultural de diversas camadas da sociedade, com a contribuição de intelectuais; e através do qual, pretende‐se agir na diminuição da vulnerabilidade cultural comum ao território nacional e na difusão de formas de expressão e criações artísticas, através da linguagem musical. O Festival atinge grande parte da população local, tornando a comunidade pradense a principal beneficiária do projeto. O Festival é realizado durante o período de férias escolares, o que potencializa a participação nas atividades. OBJETIVOS ESPECÍFICOS BOLSAS - O 43º Festival de Música de Prados-MG concederá 17 bolsas de estudos para estudantes de diversos instrumentos musicais pré‐selecionados, que cursam graduação em Bacharelado, Licenciatura ou pós‐graduação em Música, com idade entre 17 a 35 anos. Os alunos receberão aulas de prática em conjunto e atuarão, com a supervisão de 8 professores, na Orquestra do 43º Festival, e em conjuntos menores designados como grupos de câmara. O quadro de bolsistas e professores será o seguinte: 8 violinos, 3 violas, 3 violoncelos, 1 contrabaixo, 1 flauta, 1 oboé, 1 clarinete, 1 fagote, 1 trompete, 2 trompas, 1 piano, percussão e musicalização infanto‐juvenil. Os bolsistas e professores serão selecionados pela coordenação pedagógica do Festival. As bolsas oferecidas proporcionam que os jovens músicos ministrem aulas, se apresentem para a comunidade e tenham aulas com profissionais altamente qualificados, gerando assim um enorme impacto na vida profissional desses jovens selecionados, pois dessa forma o Festival oferece aos bolsistas espaço para estudo de repertório, ensaio em grupo, aulas com grandes profissionais, a oportunidade de eles mesmos darem aulas e praticarem a pedagogia musical, e por fim se apresentarem em espetáculos. APRESENTAÇÕES/Ensaios/Palestras - Durante o Festival serão realizados 15 concertos que ficarão a cargo dos seguintes conjuntos: Orquestra, Banda e Coro da Lira Ceciliana, que são grupos da cidade de Prados; professores e bolsistas da Orquestra do 43º Festival; alunos do Festival e do Teatro, e eventualmente, artistas convidados pela direção artística. Sendo 12 apresentações na cidade de Prados (2 ao ar livre) e 3 apresentações da Orquestra do Festival em outras cidades da região, como Coronel Xavier Chaves, Tiradentes e São João del Rei. A lotação máxima das salas e igrejas é de 100 pessoas. Para os concertos ao ar livre não existe limite de público, porém foi considerado o mesmo número de pessoas para efeitos de Plano de Distribuição. Antes das apresentações musicais ocorrerão palestras abertas para toda a comunidade sobre a música colonial da região e o repertório a ser realizado no dia da apresentação, ministradas pelos próprios músicos e pesquisadores de reconhecido mérito ou com publicações nesse campo de estudo. CONTRAPARTIDAS SOCIAS - Oficinas/Cursos - Também dentro da programação do Festival serão ministradas pelos bolsistas e professores do Festival, 12 oficinas de instrumentos para crianças, jovens e adultos, além de musicalização infanto‐juvenil para crianças de no mínimo 05 anos de idade, por meio do teatro musical. As aulas, que ocorrerão diariamente, serão dos seguintes instrumentos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, clarinete, flauta doce e transversal, oboé, fagote, instrumentos de metal, percussão, piano, violão e musicalização infanto‐juvenil por meio do teatro musical. Durante os 15 dias do Festival ocorrem pela manhã as aulas de instrumentos e de musicalização. Após o almoço a orquestra ensaia até o fim da tarde, e enquanto isso os instrumentistas que não participam da orquestra ensaiam, dão aulas e preparam seus materiais. Após o jantar acontecem as apresentações musicais, sejam nas igrejas, no teatro ou no auditório. O formato do Festival é assim há 42 anos, e nunca mudou. A programação final será definida na etapa de Pré‐Produção e enviada ao Ministério durante a execução do projeto. Estes objetivos serão alcançados por meio de divulgação, e principalmente devido à tradição do Festival, que ocorre há 42 anos em formato semelhante a este projeto, no mesmo período, durante a segunda quinzena de julho, e que desta forma já se encontra incorporado às tradições e calendários culturais das cidades próximas e seus moradores.

Justificativa

A solicitação de apoio ao projeto do 43º Festival de Música de Prados_MG junto ao Ministério da Cidadania e da Secretaria Especial da Cultura, via Lei de Incentivo, é uma importante forma de garantir a realização do Festival, e permitir maior acesso do público brasileiro ao que se produz e se apresenta também no âmbito internacional. Desta forma, o projeto atende aos incisos do Art. 1o da Lei 8.313/91: I ‐ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II ‐ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IV ‐ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII ‐ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Ademais, o projeto tem por finalidade (dentre as elencadas no Art. 3o da Lei 8.313/91): I ‐ incentivo à formação artística e cultural, mediante: a) concessão de bolsas de estudo, pesquisa e trabalho, no Brasil ou no exterior, a autores, artistas e técnicos brasileiros ou estrangeiros residentes no Brasil; c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II ‐ fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV ‐ estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; O Festival ocorre há 42 anos e está enraizado na cultura do município de Prados. Anualmente recebe por volta de 150 alunos de instrumento e as apresentações musicais estão sempre lotadas. A Prefeitura de Prados não tem verba para realizar o Festival, pois é uma cidade pequena, de apenas dez mil habitantes, e o Festival não cabe no orçamento. Os benefícios de aulas de música para as crianças já é tão conhecido pela Academia que nem é preciso destacar sua importância, sendo essas aulas a maior justificativa para que o Festival ocorra. Os resultados das aulas são apresentados pelos alunos do Festival, no penúltimo dia do evento. Essas aulas ocorrem diariamente, e os professores são muito capacitados, sendo escolhidos pela coordenação pedagógica do Festival. Prova disso são os muitos alunos do Festival ingressando em faculdades de música e em orquestras espalhadas pelo país. Durante as apresentações musicais são realizados repertórios com a música colonial da região, ou seja, de compositores brasileiros, repertórios barrocos e clássicos, e repertório contemporâneo. A música popular, principalmente o samba e o choro, também estão presentes em duas apresentações de música de câmara. O uso do mecanismo de incentivo fiscal à projetos culturais é vital para a sobrevivência deste Festival que tem 4 décadas de tradição, pois com o falecimento de seu fundador, Maestro Olivier Toni, o Festival perdeu seu patrocínio, feito até então pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e outros parceiros. Comparando‐se o desempenho atual dos músicos da comunidade de Prados com o verificado por ocasião de nosso primeiro contato com a mesma, pode‐se observar primeiramente, a elevação extraordinária do nível artístico de todos os envolvidos no projeto, como conseqüência da ação direta dos professores e músicos que vêm atuando sistematicamente no Festival. Salienta‐se que vários dos professores envolvidos neste objetivo educacional retornaram a Prados em outras ocasiões, para dar continuidade ao projeto. Sendo um projeto de 42 anos de tradição, a ida à cidade é muito aguardada pelos habitantes de Prados. Com ela, a cidade aproveita das apresentações de música de concerto, permeadas com linguagem acessível para explicar as nuances de um concerto erudito, e principalmente com as aulas de instrumento, ministradas gratuitamente para qualquer nível de aluno. Durante os últimos anos tem‐se assistido um número cada vez maior de interessados. Em Prados, sob a direção de competentes professores, o ensino ministrado nesta cidade por alunos de música escolhidos sempre entre os mais capacitados, resultou na formação de excelentes jovens mestres e pesquisadores, treinados pelo ensino ministrado por eles à população, sendo notório o fato de que dentre estes, inúmeros já se destacaram entre os profissionais mais requisitados do país. Alguns destes, inclusive, iniciaram sua carreira na área musicológica em decorrência da sua participação como docentes nos cursos oferecidos pelo Festival e como pesquisadores junto aos arquivos de música do período colonial existentes na região.

Estratégia de execução

PLANO DE DIVULGAÇÃO As peças gráficas do Festival conterão a programação dos concertos, aulas e oficinas, além dos programas de concerto, com os nomes dos músicos e o repertório utilizado, conforme: Produção e veiculação de outdoors (5 unidades) Confecção de banners c/ ilhos ‐ 2,80m x 2,00 cada (2 unidades) Confecção de banner 1,00m x 1,4m (2 unidades) Confecção de lonas 1,55m x 2,05m (2 unidades) Impressão de folders ‐ A4 dobrado ‐ papel couche 115g (4500 unidades) ‐ Impressão de cartazes ‐ formato A2 ‐ papel couche 115g (300 cartazes) ‐ Impressão de flyers ‐ A4 com 4 imagens (2000 unidades) Além de mídias sociais e mídia espontânea local e na região. Haverá registro de foto e vídeo em todas as apresentações do Festival, que duram em média 80 minutos sem intervalo. Documentos anexados: Carta de anuência da Prefeitura Municipal de Prados. Carta de anuência da entidade Lira Ceciliana. Cartas de anuências da equipe.

Especificação técnica

CONTRAPARTIDAS SOCIAIS - OFICINAS/APRESENTAÇÃO TEATRO MUSICAL Plano de execução e carga horária da área pedagógica do 43º Festival de Música de Prados-MG - Projeto pedagógico O público‐alvo é a comunidade pradense de modo geral, desde crianças a idosos, com todos os níveis, desde iniciante à experiente. Isso se deve à diversidade de professores que são levados para o Festival: especialistas em educação para todas as idades, em crianças iniciantes, em jovens experientes, em pessoas que necessitam atenção especial. Os objetivos principais das aulas de instrumento são: familiarizar os alunos com os instrumentos e suas sonoridades, propor a música como atividade lúdica e de lazer, despertar a curiosidade sobre os diferentes estilos musicais brasileiros e do mundo, tirar proveito de todos os benefícios que o fazer musical traz para os seres humanos e ensinar música para que as pessoas vivam melhor. Para os alunos iniciantes será utilizado o Método Suzuki, de grande fama e eficácia comprovada em todo o mundo, que entende o ensino musical como um outro idioma. Para os alunos mais avançados, as metodologias de ensino serão definidas pelos professores, visto que neste estágio as metodologias devem se adequar ao nível do aluno e o que ele busca com as aulas de música. Para as turmas mais avançadas, aspectos técnico‐interpretativos serão mais trabalhados, como dedilhados, afinação, interpretação historicamente orientada, técnicas de arco, respiração, leitura musical, e outros pontos que se referem à prática mais avançada de instrumentos musicais. As aulas dos alunos mais avançados também envolverão assistir aos ensaios, que são abertos, pois essa é uma atividade importante para entender como funciona uma orquestra. O projeto pedagógico foi organizado pelo Diretor Pedagógico do Festival, que também é o proponente do projeto. Eduardo Toni Raele é formado em Licenciatura em Música pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), passando por escolas como Rodrigues Alves e Escola Nossa Senhora das Graças, e que desde 2012 realiza as oficinas e aulas durante os Festivais de Música de Prados. Durante as inscrições o Diretor Pedagógico e os professores de instrumento dividem os alunos em níveis e interesses, e decidem se as aulas serão coletivas e individuais, a depender do nível e objetivo dos alunos. Como o Festival acontece há 42 anos, a grande maioria dos alunos já teve aulas nos anos anteriores, e a Direção do Festival sempre que possível retorna a Prados com os bolsistas e profissionais que foram no ano anterior, para maior continuidade das atividades. As aulas de instrumento e prática em conjunto para os que se inscreverem nas oficinas serão ministradas pelos professores e bolsistas do Festival, diariamente na parte da manhã, das 9h às 12h, e das 14 às 18h, em turmas coletivas e individuais, a depender do nível dos participantes e de suas necessidades individuais. Todas as atividades pedagógicas serão coordenadas pela direção pedagógica, que dividirá os alunos interessados entre os professores que mais têm o perfil dos alunos matriculados. As atividades de musicalização ocorrerão somente na parte da manhã, portanto os alunos de instrumento também poderão participar das aulas de musicalização. As oficinas ocorrem diariamente durante os 15 dias do Festival. A carga horária é definida entre o aluno, professor e o diretor pedagógico, mediante disponibilidade, interesse, nível e objetivos do aluno. De modo geral, os alunos inscritos têm o compromisso de fazer no mínimo 06 horas de aulas durante o Festival, não podendo passar de no máximo 17 horas de aula durante o Festival. Para se apresentarem, os alunos devem fazer no mínimo 09 horas de aulas. Também é discutido com o aluno se ele deseja se apresentar no final do Festival, na apresentação dos alunos. Após o início dos cursos, o Diretor Pedagógico diariamente visita as aulas para ver como estão ocorrendo e dirimir dúvidas e apontar procedimentos pertinentes às aulas e objetivos dos alunos. Os instrumentos ensinados são os seguintes: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta doce e transversal, oboé, clarinete, saxofone, fagote, trompete, percussão, piano, cravo, órgão e bandolim. Ainda são ministradas a oficina de choro e improvisação, aulas de teoria e história musical e musicalização infanto juvenil por meio de teatro. O conteúdo programático depende do nível do aluno, que pode ser desde iniciante até avançado. Os professores do Festival são capacitados para todo o tipo de ensino. Em todas as aulas de instrumentos são tratadas as seguintes áreas da música, a depender do nível do aluno: timbre, melodia, harmonia, acordes, dedilhado, estética, fraseamento, leitura musical, contraponto, solfejo, afinaçãoe prática em conjunto.

Acessibilidade

Todos os espaços em que as apresentações, aulas e oficinas do 43º Festival de Música de Prados serão realizadas são espaços acessíveis a todos os públicos. BOLSAS e OFICINAS/Cursos - As aulas acontecerão na Escola Estadual Dr. Viviano Caldas, que possui rampa, salas no térreo e banheiros adaptados. APRESENTAÇÕES/Ensaios/Palestras - As apresentações musicais ocorrem nas duas igrejas do centro da cidade (Capela de Nossa Senhora do Rosário e Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição), além do Teatro Municipal de Prados e a Casa da Música, todos também com recursos de acessibilidade. Em Coronel Xavier Chaves, a apresentação acontece na Capela do Rosário. Demais localidades ainda estão sendo reagendadas. Quanto à acessibilidade de conteúdo, antes de todos os concertos serão realizadas palestras sobre o que será executado com intérpretes de Libras. A tradução simultânea em Libras também será realizada em todas as atividades em que sejam demandadas. A proposta se encontra em conformidade com o Decreto 5.761/06, artigo 27, incisos II ‐ proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas e portadoras de deficiência; e IV ‐ desenvolver estratégias de difusão que ampliem o acesso. As pessoas idosas são extremamente bem recebidas no Festival. Temos anualmente alunos idosos inscritos nos cursos de instrumento (algo pouco comum em festivais brasileiros) e são os idosos a maioria dos espectadores dos concertos. Também será oferecido espaço exclusivo para portadores de deficiência mentais, com cursos específicos e professores capacitados no ensino para portadores de deficiências mentais, mediante interesse mínimo de 05 estudantes com deficiências mentais. Como adendo, a música é muito bem recebida por portadores de deficiências mentais, e já houve durante estes anos de Festival muitos casos emocionantes envolvendo esse público. O projeto está de acordo com a IN 2/2019, artigo 18, parágrafo 2o: o material de divulgação dos produtos culturais gerados pelo projeto deverá conter informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade adotadas para o produto.

Democratização do acesso

Todas as atividades do Festival, produtos culturais resultantes conforme Plano de Distribuição, são gratuitas para todos os envolvidos, de todas as faixas etárias, atendendo assim ao Decreto 5.761/06, artigo 27, incisos I ‐ tornar os preços de comercialização de obras ou de ingressos mais acessíveis à população em geral; e III ‐ promover distribuição gratuita de obras ou de ingressos a beneficiários previamente identificados que atendam às condições estabelecidas pelo Ministério da Cidadania, estando em conformidade também com a IN 2/2019, artigo 20, salientando que não haverá comercialização de ingressos. Em relação ao Artigo 21, da referida IN, o projeto atende aos seguintes incisos: APRESENTAÇÔES/Palestras e Ensaios - Inciso III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; e em específico com a Oficina de Musicalização, ao Inciso VII ‐ realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil. BOLSAS - Inciso VI - oferecer bolsas de estudo ou estágio a estudantes da rede pública ou privada de ensino em atividades educacionais, profissionais ou de gestão cultural e artes desenvolvidas na proposta cultural; O público alvo do Festival é a população de Prados, hoje com dez mil habitantes, e das cidades vizinhas, que têm contato com a música desde o século XVIII. A cada edição mais alunos se matriculam nas aulas, também gratuitas, de todos os instrumentos de orquestra, totalizando em 2019, 150 alunos ativos. Todos os ensaios e aulas de instrumentos têm classificação etária livre, exceto oficina de musicalização.

Ficha técnica

PROPONENTE - EDUARDO TONI RAELE Funções no projeto – direção pedagógica, direção geral e de captação, coordenação artística, e responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto. Remunerado como Diretor de produção, custos de administração e captação de recursos. Currículo e relatório de atividades culturais últimos 2 anos anexo. Formado em Licenciatura em Música pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, é produtor do grupo de música Orquestra Moderna e do grupo de música renascentista Camerata Grave, coordenador artístico e pedagógico das últimas seis edições dos Festivais de Música de Prados ‐ MG. Integrou equipes de produção de exposições podendo citar: Mostra São Paulo não é uma Cidade (Sesc 24 de Maio), Amelia Toledo (CCBB SP), Água (Sesc Belenzinho) entre outras. Participou como conferencista das duas últimas edições do Transform Orchestra Leadership do British Council, congresso com foco em gestão orquestral. Realizou o Curso Sesc de Gestão Cultural, oferecido pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. FÁBIO BRUCOLI Funções no projeto – direção artística e instrutor Violinista de destaque no cenário musical brasileiro. Ganhou por duas vezes o concurso “Jovens Solistas da OSESP” durante três anos, bolsa de estudos da Instituição VITAE, seguindo seus estudos na Alemanha, ingressando na classe do renomado violinista russo Roman Nodel. É bacharel em violino e também formado no curso de Künstlerische Ausbildung, pela Escola Superior de Música de Mannheim, na Alemanha. De 1994 a 2002, atuou como spalla e líder da Orquestra de Câmara Solistas do Brasil. Ganhou por duas vezes, em 1995 e 1997, o Prêmio APCA para os melhores músicos de câmara do ano. Juntamente com seus irmãos, forma o Aulustrio, grupo brasileiro que gravou, com reconhecido sucesso,a obra integral de Heitor Villa‐Lobos e de Glauco Velasquez para a formação. Em 2012, ganha o 1o lugar em concurso para o cargo de spalla da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos. Ainda no mesmo ano, inicia participações efetivas como coordenador e solista nos Festivais de Prados – MG. Esse trabalho motivou Olivier Toni a indicar Fabio Brucoli como seu sucessor na Direção Artística desse tradicional festival de música, que em 2019 realizou sua 42º edição. Recentemente lançou em CD e em plataformas digitais, o trabalho Violino Solo, com obras de extrema dificuldade técnica e interpretativa, nunca antes gravadas por um artista brasileiro, como a Sonata para Violino Solo de Béla Bartók . Atualmente atua como 1o violinista da Orquestra Sinfônica Municipal de SP, violinista do Aulustrio e Diretor Artístico dos Festivais de Prados –MG. ANDRÉ MISIARA BACHUR Funções no projeto – maestro da orquestra e instrutor de choro Nascido em São Paulo em 1986, iniciou‐se na música através do violino. Depois dedicou‐se ao estudo do piano e do bandolim. Ingressou em 2006 no Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da USP, no curso de Bacharelado em Regência, onde teve aulas com Sérgio Assumpção, Aylton Escobar e Gil Jardim. Foi, de 2011 a 2014, regente assistente da Orquestra de Câmara da USP onde trabalhou com o Mto. Gil Jardim e com outros regentes convidados como Olivier Toni, Kirk Trevor, Aylton Escobar, Pablo Sabat e Alberto Roque Santana além de ter contato com importantes solistas do Brasil e do mundo. Participa, desde 2013, do Festival de Música de Prados – MG, como regente assistente do Mto. Olivier Toni nas 36º e 37º edições (2013/14) e como regente titular da 38º ao 42º festival (2015‐2018), onde também se apresenta como solista, professor e arranjador. É, atualmente, aluno de regência da Academia de Música da OSESP, onde estuda sob a orientação de Marin Alsop e Valentina Peleggi e participou de masterclasses com importantes nomes do cenário atual brasileiro e mundial como Alexander Shelley (ING), Louis Langreé (FRA), Ricardo Bologna (BRA), Alexander Liebreich (ALE) e Isaac Karabtchevsky (BRA). Dirigiu, em 2018, o concerto de estréia da Orquestra Moderna. Além disso, dedica‐se ao estudo da música popular brasileira, área na qual atua como bandolinista e arranjador e compositor. Dentro da sua intensa atividade como instrumentista destacam‐se o trabalho com o Grupo João de Barro e o duo com Daniel Grajew (piano), no Duo Veredas. MARCELA CARVALHO CAMPOS Funções no projeto – produção executiva e responsável administrativa Bacharel em Relações Públicas, Comunicação Social pela ECA‐USP com especialização em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos pelo CELACC ‐ Centro de Estudos Latinoamericanos sobre Cultura e Comunicação, Pró Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, ECA‐USP. Atuou na área de Relações Públicas de 1988 a 1994 em agência, LVBA Comunicação e entidades corporativas de 3o setor, como Fundação Bienal de São Paulo e Comdex‐SP. Produtora e gestora de projetos, iniciou na área de cultura em 1995 com Yacoff Sarkovas. Foi ombudsman da Mostra do Redescobrimento Brasil +500 em 2000 e gerente de projetos da Associação Brasil +500/BrasilConnects durante 2 anos, dentre os projetos, a exposição 50 Anos de TV e +, de curadoria de Marcelo Dantas. Em 2002 criou empresa própria, e atende entidades de 3o setor, fundações, associações, empresas privadas, além de artistas e curadores. Projetos em destaque, ArteCidadeZonaLeste, Novos olhares sobre a Literatura, no CCBB‐SP, exposição Alex Flemming, curadoria Ana Mae Barbosa, Que Chita Bacana, criação Renato Imbroisi, projeto Edições Acervo Cachuera!, 3 volumes sobre cultura tradicional, contemplado no Programa Petrobras Cultural, categoria Formação para as Artes, publicação do livro A arte visionária de Ranchinho, junto a Galeria Brasiliana. Atualmente é consultora em Lei Roaunet para o Museu Paulista da USP, Museu do Ipiranga, no projeto de Restauro do edifício‐monumento, em SP. PARCEIRA DO PROJETO ‐ LIRA CECILIANA (Presidente Tatiana Aparecida Nascimento) A Lira Ceciliana, sociedade dos músicos de Prados, entidade sem fins lucrativos, cujas origens remontam, segundo a tradição, ao ano de 1858, é herdeira do movimento musical que se desenvolveu em Minas Gerais a partir do século XVIII. Tendo como motivação e objetivo o estudo e o cultivo da música, mantém em funcionamento um coro, uma orquestra, uma banda de música e uma pequena escola de iniciação musical para a formação de novos integrantes. Suas atividades, de caráter contínuo, voltam‐se para o passado de sua tradição ao mesmo tempo em que visam o futuro, tendendo para a diversidade e o ecletismo. Seu vínculo com a comunidade de Prados enraiza‐se ao longo dos cerca de trezentos anos da história local, sendo que a cidade reconhece no cultivo da música um dos traços mais marcantes de sua identidade cultural. Os grupos musicais da Lira Ceciliana participam da maioria das festas religiosas, cívicas e populares de Prados. Toda a comunidade pradense é atingida pelas atividades desenvolvidas pela entidade, que oferece, sempre gratuitamente, aulas de música, concertos e outras apresentações congêneres. A banda de música, a orquestra ou o coral da Lira Ceciliana também se apresentam em outras cidades em diversas ocasiões. Desde 1977, a Lira Ceciliana realiza, em parceria com Olivier Toni (in memorian) e músicos convidados, os Festivais de Música de Prados Tatiana Aparecida Nascimento. Nascida e criada em Prados, Minas Gerais, é formada em Educação Física pela Universidade Federal de São João del Rei. Participa da Lira Ceciliana, entidade da qual é a atual presidente, desde 1996, quando começou a fazer aulas de instrumentos durante o Festival de Música de Prados. Contrabaixista da Orquestra da Lira Ceciliana e cantora do Coral da Lira Ceciliana, colabora para a organização do Festival desde 2012.

Providência

Arquivado conforme solicitação do proponente.