| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 42566752000164 | Villares Metals SA | 1900-01-01 | R$ 232,0 mil |
| 13501187000159 | J.M.C. Materiais para Construção Ltda | 1900-01-01 | R$ 95,0 mil |
| 61150348000150 | Companhia Nitro Química Brasileira | 1900-01-01 | R$ 67,5 mil |
| 75400218000132 | Cassol Materiais de Construção Ltda | 1900-01-01 | R$ 43,1 mil |
| 83648477000105 | GIASSI & CIA LTDA | 1900-01-01 | R$ 26,0 mil |
| 04100556000100 | ENGIE BRASIL ENERGIA COMERCIALIZADORA LTDA | 1900-01-01 | R$ 20,0 mil |
| 84683481000177 | CIA Latino Americana de Medicamentos | 1900-01-01 | R$ 20,0 mil |
| 83932418000164 | Clemar Engenharia Ltda | 1900-01-01 | R$ 15,0 mil |
| 82643537000134 | Electro Aço Altona S.A | 1900-01-01 | R$ 13,0 mil |
| 82516949000103 | DVA - Veículos S.A | 1900-01-01 | R$ 8,0 mil |
O projeto prevê a continuação em 2020 do projeto Arte nas Escolas que viabiliza desde 2016 aulas de música, teatro e desenho para crianças e adolescentes em duas escolas públicas de Florianópolis. Será realizada apresentações musicais, de teatro e exposições de desenho duas vezes por ano em teatro e apresentações internas temáticas, além da Semana Cultural e Gincana Artística. Como contrapartida social será realizado uma série de apresentações da peça O Pequeno Principe e escolas públicas da Grande Florianópolis.
Sinopse Peça Teatral O Pequeno Principe ROTEIRO PEÇA TEATRAL O PEQUENO PRICIPE- Censura livreObra Antoine de Saint ExupéryTurma Fundamental de Teatro B - VespertidoAdaptação – Professora Tayná Borges LISTA DE PERSONAGENS:PILOTO-NARRADORPILOTO NO PASSADO PEQUENO PRÍNCIPE 1 PEQUENO PRÍNCIPE 2- NARRADOR PEQUENO PRÍNCIPE 3 FLOR (Rosa) RAPOSA SERPENTE REI HOMEM DE NEGÓCIOS ACENDEDOR DE LAMPIÃO GEOGRAFO DEMAIS ROSAS SINOPSEO Pequeno Príncipe é um dos maiores clássicos da literatura infantil universal. Escrita em 1943 pelo francês Antoine de Saint-Exupéry, a obra permanece atual e atrai leitores jovens e adultos de todo mundo, embora tenha sido escrita para o público infantil. Além de haver produzido a narrativa, o autor é responsável também pelas aquarelas que ilustram a história do garotinho de cabelos dourados que caiu no espaço. Um piloto de avião, após uma pane em sua aeronave, é obrigado a fazer um pouso forçado no meio do deserto do Saara. O aviador, solitário, tem pouco tempo para fazer os reparos necessários antes que seu estoque de água termine. É nesse cenário tenso que surge, inesperadamente, um menino em busca de um carneiro. Aos poucos, o pequeno príncipe revela, ao surpreso piloto, sua fantástica história: sua vida no pequeno asteróide B-612, suas viagens antes da chegada à Terra e, especialmente, suas preocupações e reflexões. O Pequeno Príncipe é uma narrativa repleta de emoção e revela ao leitor a história de um homem que reencontra a sensibilidade que tinha quando criança e que havia sido reprimida pelos adultos. O encontro e a convivência com o misterioso menino do deserto fazem esse adulto repensar a própria vida, seus valores pessoais, levando-o a acreditar que as relações afetivas são o grande vínculo entre os seres.CENÁRIOS1. O deserto do Saara, onde o avião está pousado e onde acontecerão a maioria das cenas, com o aviador e o Pequeno Príncipe.2. O Asteróide B-612, onde o Pequeno Príncipe vive com sua rosa.3. Os planetas habitados pelo Rei, Geógrafo, Homem de Negócios, Acendedor de lampiões.4. O poço onde o Pequeno Príncipe encontrará a Serpente.5. O jardim, onde ele verá as rosas, iguais a sua, e onde ele conhecerá a Raposa.3CENA I – ATO I – O CHAPÉUPILOTO(Entrando com um caderno de desenho em mãos, fala com o público)(Entra várias pessoas andando de um lado para o outro- Adultos ocupados-)PILOTO-NARRADOR: Boa noite! (Ou bom dia, ou boa tarde) Certa vez, quando eu tinha seis anos, vi num livro uma impressionante gravura. Ela representava uma jibóia engolindo um animal. Refleti muito sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho.PILOTO: O meu desenho número 1. Ele era assim: (mostra à plateia) Mostrei minha obra prima às pessoas grandes e perguntei se o meu desenho lhes dava medo. E me responderam-me:ADULTOS: Por que é que um chapéu daria medo?PILOTO: (Olhando o desenho) Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jibóia digerindo um elefante. Desenhei então, o interior da jibóia, a fim de que as pessoas grandes pudessem entender melhor. Elas têm sempre necessidade de explicações detalhadas. Meu desenho número 2 era assim: (mostra ao público e as pessoas grandes)ADULTO 1: Se quer um conselho, deixe de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas e se dedique a algo realmente importante!ADULTO 2: Preferência à geografia.ADULTO 3: à história ADULTO 4: à matemáticaADULTO 5: à gramática.PILOTO-NARRADOR: (Suspira triste) Foi assim que abandonei, quando jovem, uma promissora carreira de pintor. Fui desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar a toda hora explicando. Tive então, que escolher outra profissão e aprendi a pilotar aviões. (Orgulhoso) Voei por quase todas as regiões do mundo. E a geografia, é claro, me serviu muito. Sabia distinguir, num relance, a China e o Arizona. Isso é muito útil quando se está perdido na noite. Desta forma, ao longo da vida, tive vários contatos com muita gente séria. Convivi com as pessoas grandes. Via-as bem de perto. (À parte, como se contasse um segredo) Isso não melhorou muito a minha antiga opinião. Quando encontrava uma que me parecia um pouco esclarecida, fazia a experiência do meu desenho número 1, que sempre trazia comigo. Eu queria saber se ela era na verdade uma pessoa inteligente. Mas a resposta era sempre a mesma:ADULTOS: (gritam da cochia) “É um chapéu.”AVIADOR-NARRADOR: Então eu não falava nem de jibóias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Colocava-me no meu nível. Falava de golfe, de política, de roupas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer uma pessoa tão versátil. Vivi, portanto, só, sem alguém com quem pudesse realmente conversar, até o dia em que uma pane obrigou-me a fazer um pouso de emergência no deserto do Saara, há anos atrás...PILOTO-NARRADOR: Alguma coisa se quebrou no motor. E como não trazia comigo nem mecânico nem passageiros, preparei-me para executar sozinho aquele difícil conserto.(Se dirige ao avião. Larga as coisas no chão e se volta ao público, com sua garrafa de água nas mãos)4PILOTO-NARRADOR: Era, para mim, questão de vida ou morte. A água que eu tinha para beber só dava para oito dias. Na primeira noite adormeci sobre a areia, a milhas e milhas de qualquer terra habitada. Estava mais isolado do que um naufrago numa tábua perdido no meio do mar. Imaginem então a minha surpresa, quando ao despertar do dia, uma vozinha estranha me acordou...CENA II – ATO I – O PRINCIPEZINHO(Abre a cortina, surge o outro aviador do passado com seu o avião. Pega uma caixa de ferramentas e começa a remexê-la a procura de ferramentas. Surge o Pequeno Príncipe.)PEQ. PRINCIPE: Por favor, desenha-me um carneiro!PILOTO (Sentado, olha-o assustado): Hein? O quê?PEQ PRINCIPE: Desenha-me um carneiro...(Aviador se levanta num salto, como que atingido por um raio. Esfrega bem os olhos. Olha a seu redor. E se vira para o ser que o observa seriamente. Olha aquela aparição com olhos arregalados de espanto.)PILOTO: Mas... Que fazes aqui?PEQ. PRINCIPE (Repete, lentamente, como que dizendo algo muito sério): Por favor... Desenha-me um carneiro...PILOTO (Sorri. Pega seu caderno de desenho e uma caneta. Mas, antes de começar, resmunga um pouco mal-humorado): Olha, eu sinto muito. Eu sou péssimo para desenhar. Eu só estudei geografia, história, matemática, gramática...PEQ.PRINCIPE: Não tem importância... Desenha-me um carneiro.PILOTO (Como jamais desenhou um carneiro, refaz para ele um dos dois únicos desenhos que sabe: o da jibóia fechada): Tá bom! Vamos ver o que eu consigo fazer... Vamos lá... Isso... Mais um detalhe e... Pronto. (Mostra a figura) É o melhor que eu consigo, certo?PEQ.PRINCIPE: Não! Não! Eu não quero um elefante numa jibóia. A jibóia é perigosa e o elefante toma muito espaço. Tudo é pequeno onde eu moro. Desenha-me um carneiro.PILOTO (Surpreso com a explicação, desenha novamente): Tá bom, garoto!... Tá bom!... Vamos lá novamente, não é?... Saindo um carneiro especial pra esse garoto que mora num lugar pequeno e que não tem muito espaço. Pronto... O que acha?PEQ.PRINCIPE (Olha atentamente): Não! Esse já está muito doente. Desenha outro. (Aviador desenha outro.)PEQ.PRINCIPE (Sorri paciente): Bem vês que isto não é um carneiro. É um bode... Olha os chifres... (Aviador desenha novamente.)PEQ.PRINCIPE: Esse aí é muito velho. Quero um carneiro que viva muito tempo.PILOTO (Perdendo a paciência, rabisca outro desenho e arrisca): Tá bom! Tá bom!... Mas, olha! Você esta atrasando o meu serviço, viu?... Eu tenho muito trabalho para fazer. Pronto! Esta é a caixa. O carneiro que queres está aí dentro.PEQ.PRINCIPE (Com a face iluminada de felicidade): Era assim mesmo que eu queria! Será preciso muito capim para esse carneiro?PILOTO: Por quê?PEQ.PRINCIPE: Porque é muito pequeno onde eu moro...PILOTO: Não se preocupe, qualquer coisa chega. Eu te dei um carneirinho de nada!5PEQ.PRINCIPE (Inclina a cabeça sobre o desenho): Não é tão pequeno assim... Olha! Ele adormeceu... (Aviador se dirige novamente ao seu avião. O principezinho continua com suas milhares de perguntas, mas, parece nunca escutar as do piloto. Ele vai pronunciando palavras ao acaso, que vão aos poucos, revelando sua história! O príncipe acompanha o aviador, e pára quando avista o avião.)PEQ.PRINCIPE: Que coisa é aquela?PILOTO (Orgulhoso de lhe dizer que voa): Não é uma coisa. Aquilo voa. É um avião. O meu avião.PEQ.PRINCIPE (Assustado): Como? Tu caíste do céu?PILOTO (Humildemente, responde): Sim.PEQ.PRINCIPE (Rindo): Como é engraçado! (Dá uma bela risada)PILOTO (Profundamente irritado): Se não se importa... Gosto que levem as minhas desgraças a sério!PEQ.PRINCIPE (Rindo): Então, tu também vens do céu! De que planeta és tu?PILOTO (Assustado, pergunta repentinamente): Tu vens então de outro planeta?PEQ.PRINCIPE (Ainda sorridente): É verdade que, nisto aí, não podes ter vindo de muito longe... (O Pequeno Príncipe mergulha em seus pensamentos, sempre olhando as estrelas. Aviador o observa, abismado. Depois, tira do bolso o carneiro desenhado pelo piloto e o contempla, como se fosse um tesouro guardado.)PILOTO (Intrigado ): De onde vens, meu caro? Onde é tua casa? Para onde queres levar meu carneiro?PEQ.PRINCIPE (Fica algum tempo em silêncio, e depois responde): O bom é que a caixa que me deste poderá, de noite, servir de casa para ele.PILOTO: Sem dúvida. E se fores um bom menino, te darei também uma corda para amarrá-lo durante o dia. E uma estaca para prendê-lo.PEQ.PRINCIPE (Chocado): Amarrar? Que idéia estranha!PILOTO: Mas se tu não o amarras, ele vai-se embora e se perde...PEQ.PRINCIPE: Mas onde queres que ele vá?PILOTO (Rindo): Não sei... Por aí... Andando sempre pra frente.PEQ.PRINCIPE (Fala muito sério): Não faz mal, é tão pequeno onde moro! (Com um tom melancólico, acrescenta) Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe... (Como que mudando de assunto, sorri) Gosto muito do pôr-do-sol. Vamos ver um...PILOTO: Mas é... Preciso esperar...PEQ.PRINCIPE: Esperar o quê?PILOTO (Rindo): Esperar que o sol se ponha.PEQ.PRINCIPE: De onde eu venho, basta apenas recuar um pouco a cadeira. E assim, contemplar o crepúsculo todas as vezes que eu desejar... Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes! (Dá uma pequena pausa e depois acrescenta) Quando a gente está muito triste, gosta de admirar o pôr-do-sol...PILOTO: Estavas tão triste assim no dia em que contemplaste os quarentas e três?(O principezinho não responde. Se afasta devagar e senta. Aviador se lembra de voltar ao seu avião e executar o conserto. Pequeno Príncipe o observa, mas, também de olho em seu carneiro na caixa. Depois de um tempo, volta a fazer perguntas.)6PEQ.PRINCIPE (Depois de uma longa reflexão, pergunta): Um carneiro se come arbusto, como também as flores?PILOTO (Consertando o motor, responde sem se dirigir a ele): Um carneiro come tudo encontra.PEQ.PRINCIPE: Mesmo as flores que tenham espinhos?PILOTO: Sim, mesmo as que têm.PEQ.PRINCIPE: Então... Para que servem os espinhos?(Aviador não sabe a resposta. Está ocupadíssimo naquele instante tentando desatarraxar do motor um parafuso muito apertado. Está bastante preocupado, pois a pane está começando a parecer muito grave, e a água que tem para beber é tão pouca que ele teme o pior.)PEQ.PRINCIPE (Que jamais renuncia a uma pergunta, uma vez que a faz, repete): Para que servem os espinhos?PILOTO (Irritado com o parafuso, responde qualquer coisa): Espinhos não servem pra nada. São pura maldade das flores.PEQ.PRINCIPE: Oh!... (Fala com uma espécie de rancor) Não acredito! As flores são tão fracas. Ingênuas. Defendem-se como podem. Elas se julgam poderosas com os seus espinhos... (Aviador nada responde. Naquele instante pensa: “Se esse parafuso não afrouxar, vou fazê-lo soltar com uma martelada.” O principezinho perturba de novo seus pensamentos:PEQ.PRINCIPE: E tu pensas então que as flores...PILOTO: Ora! Eu não penso nada. Eu respondi qualquer coisa. Eu só me ocupo com coisas sérias!PEQ.PRINCIPE (O olha surpreso): Coisas sérias! (Olha pro aviador, de martelo em punho, dedos sujos de graxa, curvado sobre um objeto que lhe parece muito feio) Tu falas como as pessoas grandes!(Aviador pára e o escuta meio envergonhado.)PEQ.PRINCIPE (Implacável): Tu confundes todas as coisas... Misturas tudo! (Continua irritado, de pé, sacudindo ao vento seus cabelos dourados) Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo ele repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!”. E isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!PILOTO: Um o quê?PEQ.PRINCIPE: Um cogumelo! (Agora pálido de cólera) Há milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões de anos que, apesar disso, os carneiros as comem. E não será uma coisa séria, procurar saber por que elas perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? (Triste, pensativo) E seu eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta e que um belo dia um carneirinho pode destruir num só golpe, sem saber o que faz – isto não tem importância? (Cora um pouco, mas continua, olhando o céu, como se avistasse sua rosa) Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando a contempla. Ele pensa: “Minha flor está lá, em algum lugar...” Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! (Chorando) E isto não tem importância?!7(O principezinho não consegue dizer mais nada. Imediatamente, se põe a soluçar. O aviador larga as ferramentas. Se ri do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Há numa estrela, num planeta, o seu, a Terra, um principezinho a consolar! Se aproxima devagar, com receio.)PILOTO: A flor que tu amas não está em perigo... Eu vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Hum?! Uma cerca para sua flor... Eu... (Aviador fica sem palavras. Sente-se envergonhado. Não sabe como consolá-lo, como se aproximar dele. Acha misterioso o país das lágrimas! A luz apaga sobre os dois.)CENA I - ATO II – A FLOR(Luz. O príncipe se aproxima de uma flor que dorme. Ela acorda com a presença dele. É uma flor vaidosa, muito bonita.)FLOR: Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa... Estou ainda toda despenteada...PEQ.PRINCIPE (Espantado, com tanta beleza): Como és bonita!FLOR: É verdade. (Fala docemente) E nasci ao mesmo tempo que o sol... (O Pequeno Príncipe percebe logo que a flor não é modesta. Mas ela é muito envolvente!)FLOR: Creio que é hora do café da manhã. Tu poderias cuidar de mim.(O principezinho, atordoado, pega um regador com água fresca e aguoa a flor, e ela começa a atormentálo com sua doentia vaidade.)FLOR: Tá vendo os meus espinhos? Com eles eu posso me defender dos tigres e suas garras.PEQ.PRINCIPE: Não há tigres no meu planeta. Além disso, tigres não comem ervas.FLOR (Ofendida): O quê? Não sou uma erva!PEQ.PRINCIPE: Perdoa-me...FLOR: Não tenho receio dos tigres, mas tenho horror das correntes de ar. Não terias por acaso um pára-vento?pensa o Pequeno Príncipe: (“Horror das correntes de ar... Isso não é bom para uma planta”,. “É bem complicada essa flor...”)FLOR: A noite me colocará sob a redoma de vidro. Faz muito frio no teu planeta. Não é nada confortável. De onde eu venho... (De repente, cala-se. Viera em forma de semente. Não pudera conhecer nada dos outros mundos. Encabulada por ter sido pega com uma mentira tão tola, tosse duas ou três vezes e, para fazê-lo se sentir culpado, pede) E o pára-vento?PEQ.PRINCIPE: Ia buscá-lo. Mas tu me falavas!(A Rosa força a tosse para causar remorso no príncipe. Ele se afasta, lentamente, triste, reflexivo. Apesar da boa vontade do seu amor, ele logo duvida dela, toma a sério palavras sem importância e se torna infeliz. Fala para o público.)PEQ.PRINCIPE - NARRADOR: Não devia tê-la escutado. Não se deve nunca escutar as flores. Basta admirálas, sentir seu aroma. A minha embalsamava todo o meu planeta (Olha de longe a flor, se volta para público), mas eu não me contentava com isso. Aquela história das garras, que tanto me irritava, devia ter-me enternecido... Não soube compreender coisa alguma! Deveria tê-la julgado por seus atos, não pelas palavras. Ela exalava perfume e me alegrava... Não podia jamais tê-la abandonado. Não deveria ter fugido. Deveria ter percebido sua ternura por trás daquelas tolas mentiras. As flores são tão contraditórias! Mas eu era jovem demais para saber amá-la.(A luz cai sobre eles e acende sobre a Rosa. O Narrador observa enquanto o Pequeno Principe 3 se aproxima da rosa, lentamente. Ele a rega novamente e pela última vez, logo em seguida, traz uma redoma. Quando se prepara para colocá-la sobre ela, percebe tem vontade de chorar.)8PEQ.PRINCIPE: Adeus! (A flor não responde.)PEQ.PRINCIPE (Repetindo): Adeus!FLOR (Tosse, mas não por causa do resfriado): Eu fui uma tola. Peço perdão. Procura ser feliz. (príncipe olha para traz)FLOR: Eu te amo! É claro que eu te amo! Foi minha culpa não perceberes isto. Mas não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Tenta ser feliz... Larga esta redoma, não preciso mais dela.PEQ.PRINCIPE: Mas o vento?FLOR: Bobagem... Não estou tão resfriada assim... O ar fresco da noite me fará bem. Eu sou uma flor.PEQ.PRINCIPE: Mas os bichos...FLOR: É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas... Dizem que são tão belas! Do contrário, quem virar visitar-me? Tu estarás longe... (Triste, escondendo os olhos com lágrimas) Bem longe. Quanto aos bichos grandes, não tenho medo deles. Eu tenho minhas garras. (Mostra ingenuamente seus quatros espinhos, e em seguida acrescenta) Não demores assim, que é exasperante. Tu decidiste partir. Então vai!PEQ.PRINCIPE: Então, adeus!(Ela não quer que ele a veja chorar. É uma flor muita orgulhosa. Príncipe sai lentamente sem olhar para trás. A luz cai sobre a Rosa que chora, baixinho. Luz cai sobre ela.)CENA I – ATO III – O REIPEQ.PRINCIPE - NARRADOR: Segui então viagem pela região dos asteróides 325, 326, 327, 328, 329 e 330, afim de encontrar uma ocupação e de instruir para ficar mais sábio. A cada visita, fui me convencendo que as pessoas grandes são muito estranhas.(A luz acende sobre um Rei, sentado num trono muito simples, embora majestoso. Ele está vestido de púrpura e arminho. Entra o príncipe.)REI (Avistando o príncipe): Ah! Eis um súdito!PEQ.PRINCIPE: Como pode reconhecer-me, se jamais me viu?PEQ.PRINCIPE - NARRADOR: Nessa hora eu ainda não sabia que, para os reis, o mundo é muito mais simples. Todos os homens são súditos.REI: Aproxima-te, para que eu te veja melhor.(Príncipe como está cansado, boceja.)REI: Mas o que é isso? É contra a etiqueta real bocejar na frente do rei. Eu o proíbo!PRINCIPE (Meio sem jeito): Desculpe, meu senhor!... Não pude evitar. Fiz uma longa viagem e não dormi ainda...REI: Então, eu te ordeno que bocejes! Há anos que eu não vejo ninguém bocejar. Os bocejos são uma raridade pra mim. Vamos, boceja! É uma ordem!PRINCIPE (Enrubescido): Isso me intimida... Assim eu não consigo...REI (Gaguejando, um pouco envergonhado): Hum... Hum... Então... Então eu te ordeno ora bocejares e ora...PRINCIPE (Timidamente): Eu posso sentar-me?REI: Eu te ordeno que te sentes!PRINCIPE: Obrigado, majestade. Eu vos peço perdão de ousar interrogar-vos...9REI (Apressadamente): Eu te ordeno que me interrogues!PRINCIPE: Majestade... Sobre quem é que reinais?REI (Responde com muita simplicidade): Sobre tudo.PRINCIPE: Sobre tudo?(O Rei, com um gesto simples, indica seu planeta, os outros planetas, e também as estrelas.)PRINCIPE: Sobre tudo isso?REI: Sobre tudo isso...PRINCIPE: E as estrelas vos obedecem?REI: Sem dúvida. Obedecem prontamente. Eu não tolero indisciplina.PRINCIPE: Então posso ver o pôr-do-sol quantas vezes eu quiser?REI: Teu pôr-do-sol, tu o terás. Eu o exigirei. Mas eu esperarei, na minha sabedoria de governante, que as condições sejam favoráveis.PRINCIPE: Quando serão?REI (Consultando um enorme calendário): Hum... Será lá por volta de... Por volta de sete e quarenta, esta noite. E tu verás como sou bem obedecido. Até pelo sol.PRINCIPE (Boceja. Sente falta de seu pôr-do-sol e fala aborrecido): Não tenho mais nada que fazer aqui. Vou prosseguir minha viagem.REI: Não partas. Não partas! Eu te faço ministro!PRINCIPE: Ministro de quê, majestade?REI: Da... Da justiça!PRINCIPE: Mas não há ninguém aqui pra ser julgado!REI: Nunca se sabe. Ainda não dei a volta no meu reino. Estou muito velho, não tenho espaço para uma carruagem, nem cavalos pra puxá-la, e andar cansa-me muito!PRINCIPE: Oh! Mas eu já vi. (Se inclinando para dar uma olhada no outro lado do planeta) Não consigo ver ninguém...REI: Então, como ministro da justiça, tu julgarás a ti mesmo! É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.PRINCIPE: Mas eu posso julgar a mim próprio em qualquer lugar. Não preciso, para isso, ficar morando aqui.REI: Ah! Eu tenho quase certeza de que há um velho rato no meu planeta. Eu o escuto de noite. Tu poderás julgar esse rato! Tu condenarás à morte de vez em quando: assim a vida dele dependerá da tua justiça. Mas tu o perdoarás sempre, para poupá-lo. Pois só temos um.PRINCIPE: Eu... Eu não gosto de condenar à morte, e acho que vou mesmo embora.REI: Não! EU ORDENO QUE FIQUE!PRINCIPE (Sem querer afligir o velho monarca): Se Vossa Majestade deseja ser prontamente obedecido, poderá dar-me uma ordem razoável. Poderia ordenar-me, por exemplo, que partisse em menos de um minuto. Parece que as condições são favoráveis...(O Rei não diz nada. O Príncipe hesita um pouco; depois suspira e parte.)REI (Apressado, grita): Eu te faço meu embaixador!10(Luz abaixa sobre o Rei. O Príncipe sai de fininho resta o príncipe narrador.)PRINCIPE-NARRADOR (Para a platéia): As pessoas grandes são muito esquisitas.CENA I – ATO III – O HOMEM DE NEGÓCIOS(O Príncipe avista e se aproxima de um empresário. Ele está tão ocupado, que não levanta sequer a cabeça à chegada do pequeno príncipe)PRINCIPE: Bom dia! O que fazes aqui no seu planeta?HOMEM DE NEGOCIOS (Ignorando-o): Três e dois são cinco. Cinco e sete, doze. Doze e três, quinze. Bom dia. Quinze e sete, vinte e dois. Vinte e dois e seis, vinte e oito. Não tenho tempo para acendê-lo de novo. Vinte e seis e cinco, trinta e um. Ufa! São quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.PEQ.PRINCIPE: Quinhentos milhões de quê?HOMEM DE NEGOCIOS: Hein? Ainda está aí? Quinhentos e um milhões de... Eu não sei mais... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com futilidades! Dois e cinco, sete...PEQ.PRINCIPE (Repetindo a pergunta): Quinhentos milhões de quê?HOMEM DE NEGOCIOS (Levantando a cabeça): Há cinqüenta e quatro anos habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez foi há vinte e dois anos por um besouro que veio não sei de onde. Fazia um barulho terrível, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há onze anos, quando tive uma crise de reumatismo. Por falta de exercício. Não tenho tempo para passear. Sou um sujeito sério! Não posso perder tempo com besteiras. A terceira... É esta agora! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões...PEQ.PRINCIPE (Repetindo novamente a pergunta, sem dar ouvidos a reclamação dele): Milhões de quê?HOMEM DE NEGOCIOS (Compreendendo que não haverá chance de ter paz): Milhões dessas coisinhas que a se vêem às vezes no céu.PEQ.PRINCIPE: Moscas?HOMEM DE NEGOCIOS: Não, não. Essas coisinhas que brilham.PEQ.PRINCIPE: Vaga-lumes?HOMEM DE NEGOCIOS: Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar preguiçosos... Que brilham no céu... Que fazem muitos desocupados sonhar e escrever poemas sobre elas. Mas eu, sou uma pessoa séria! Não tenho tempo pra essas bobagens de escrever poemas e poesias.PEQ.PRINCIPE: Ah! Estrelas?HOMEM DE NEGOCIOS: Isso mesmo! Estrelas. Eu até tinha me esquecido do nome delas. Mas eu não tenho tempo para ficar me lembrando desses detalhes de nomes...PEQ.PRINCIPE: E que fazes com quinhentos milhões de estrelas?HOMEM DE NEGOCIOS: Quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e duas mil, setecentos e trinta e uma. Eu sou um sujeito sério! Gosto de exatidão!PEQ.PRINCIPE: E que fazes com essas estrelas?HOMEM DE NEGOCIOS: Que faço com elas?PEQ.PRINCIPE: Sim.HOMEM DE NEGOCIOS: Nada. Eu as possuo.PEQ.PRINCIPE: Tu possuis as estrelas?11HOMEM DE NEGOCIOS: Sim, é isso mesmo. Elas são minhas!PEQ.PRINCIPE: Mas eu já vi um rei que...HOMEM DE NEGOCIOS: Os reis não possuem nada... Eles “reinam” sobre as coisas e pessoas. É muito diferente.PEQ.PRINCIPE: E de que te serve possuir as estrelas?HOMEM DE NEGOCIOS: Serve-me para ser rico.PEQ.PRINCIPE: E para que te serve ser rico?HOMEM DE NEGOCIOS: Para comprar outras estrelas, se alguém achar. Essa é a minha vida: Ficar cada vez mais rico, cada vez mais rico... (Vai saindo) Retornando a minha soma, 501.622.731 com mais 11 são...PEQ.PRINCIPE (Chamando sua atenção para mais perguntas): Como pode a gente possuir estrelas?HOMEM DE NEGOCIOS (Voltando, exaltado): De quem são elas?PEQ.PRINCIPE: Eu não sei. De ninguém.HOMEM DE NEGOCIOS: Logo, são minhas, porque pensei nisso primeiro.PEQ. PRINCIPE: Basta isso?HOMEM DE NEGOCIOS: Sem dúvida. Quando achas um diamante que não é de ninguém, ele é teu. Quando achas uma ilha que não é de ninguém, ela é tua. Quando tens uma idéia antes dos outros, tu a registras: ela é tua. Portanto, eu possuo as estrelas, pois ninguém antes de mim teve a ideia de as possuir.PEQ.PRINCIPE: Isso é verdade. E que fazes tu com elas?HOMEM DE NEGOCIOS: Eu as administro. Eu as conto e reconto. É complicado! Mas, eu sou um homem sério!PEQ.PRINCIPE (Ainda insatisfeito): Eu, se possuo um lenço de seda, posso amarrá-lo em volta do pescoço e levá-lo comigo. Se possuo uma flor, posso colhê-la e levá-la comigo. Mas tu não podes levar as estrelas.HOMEM DE NEGOCIOS: Não. Mas posso colocá-las no banco.PEQ.PRINCIPE: Que quer dizer isso?HOMEM DE NEGOCIOS: Isso quer dizer que eu escrevo num pedaço de papel o número de estrelas que possuo. Depois tranco o papel à chave numa gaveta.PEQ.PRINCIPE: Só isso?HOMEM DE NEGOCIOS: Isso basta...PEQ.PRINCIPE-NARRADOR: É divertido... É bastante poético, mas sem utilidade. Eu (Relembra saudoso)... Possuo uma flor que rego todos os dias. Possuo três vulcões que revolvo toda semana. Porque revolvo também o que está extinto. A gente nunca sabe! É útil para os meus vulcões, é útil para a minha flor que eu os possua. (Para o empresário) Mas tu não és útil às estrelas... (O empresário abre a boca, mas não encontra nenhuma resposta. Sai, sem jeito.) As pessoas grandes são mesmo extraordinárias.CENA II – ATO III – O LAMIPIONEIRO(Passa um homem com um lampião numa mão e um acendedor na outra. Ele apaga o lampião. Pequeno Príncipe o observa.)12PEQ. PRINCIPE (À platéia novamente): Talvez esse homem seja mesmo um tolo. No entanto, é menos tolo que o rei, que o empresário. Seu trabalho ao menos tem um sentido. Quando acende o lampião, é como se fizesse nascer mais uma estrela, ou uma flor. Quando o apaga, porém, faz adormecer a estrela ou a flor. É um belo trabalho. E sendo belo, tem sua utilidade. (Se aproximando, saúda educadamente o acendedor) Bom dia! Por que acabas de apagar teu lampião?ACENDEDOR: É o regulamento. Bom dia. PEQ. PRINCIPE: Qual é o regulamento?ACENDEDOR: É apagar meu lampião. Boa noite. (Torna a acender)PEQ. PRINCIPE: Mas por que acabas de acendê-lo de novo?ACENDEDOR: É o regulamento.PEQ. PRINCIPE: Eu não compreendoACENDEDOR: Não é para compreender. Regulamento é regulamento. Bom dia. (Apaga o lampião. Em seguida, enxuga a testa com um lenço de losangos vermelhos) Eu executo uma tarefa difícil! No passado, era mais sensato. Apagava de manhã e acendia à noite. Tinha o resto do dia para descansar e toda a noite para dormir...PEQ. PRINCIPE: E depois disso, mudou o regulamento?ACENDEDOR: O regulamento não mudou. Aí é que está o problema! O planeta a cada ano gira mais depressa, e o regulamento não muda!PEQ. PRINCIPE: Então?ACENDEDOR: Agora, que ele dá uma volta por minuto, não tenho mais um segundo de repouso. Acendo e apago uma vez por minuto!PEQ. PRINCIPE (Sorrindo): Ah! Que engraçado! Os dias aqui duram um minuto!ACENDEDOR: Nada é engraçado! Já faz um mês que estamos conversando.PEQ. PRINCIPE (Pára de rir): Um mês?ACENDEDOR: Sim. Trinta minutos. Trinta dias. Boa noite. (Acende o lampião) (O pequeno príncipe respeita e gosta daquele acendedor tão fiel ao regulamento. Lembra-se dos poresdo-sol que ele mesmo provocava, apenas recuando sua cadeira. Decide ajudar seu amigo.)PEQ. PRINCIPE: Sabes... Conheço uma maneira de descansares quando quiseres...ACENDEDOR (Suspirando): Eu sempre quero descansar. Pois a gente pode ser, ao mesmo tempo, fiel e preguiçoso.PEQ. PRINCIPE: Teu planeta é tão pequeno, que podes, com três passos, contorná-lo. Basta andares bem lentamente, de modo a ficares sempre ao sol. Quando desejares descansar, tu caminharás... E o dia durará o tempo que quiseres!ACENDEDOR (Responde triste): Isso não adianta muito! O que eu mais gosto na vida é de dormir.PEQ. PRINCIPE: Então, não há solução.ACENDEDOR: Não há solução. Bom dia. (Apaga o lampião e segue viagem)PEQ. PRINCIPE-NARRADOR: (À platéia): Esse aí... Seria desprezado pelos outros... O Rei... O empresário. No entanto, é o único que não me parece ridículo. Talvez por ser o único que se ocupa de outra coisa que não seja ele próprio. (Suspira, lamentando) Era o único com quem eu poderia ter feito amizade. Mas seu planeta é mesmo pequeno demais.CENA IV- ATO III (Se aproxima um velho, trazendo consigo um livro enorme.)GEOGRAFO (Avistando o principezinho): Ora vejam! Eis um explorador!13(O Geógrafo senta-se em sua mesa e abre seu enorme livro. O príncipe também senta-se, meio ofegante. Está cansado de tanto viajar.)GEOGRAFO: De onde vens?PEQ. PRINCIPE: Que livro é esse? Que faz o senhor aqui?GEOGRAFO: Sou um Geógrafo.PEQ. PRINCIPE: Que é um geógrafo?GEOGRAFO: É um especialista que sabe onde se encontram os mares, os rios, as cidades, as montanhas, os desertos...PEQ. PRINCIPE: Isto é bem interessante! Eis, afinal, uma profissão!(Lança um olhar, ao seu redor, no planeta do geógrafo. Nunca havia visto planeta tão grandioso)PEQ. PRINCIPE: O seu planeta é muito bonito! Há oceanos nele?GEOGRAFO: Não sei te dizer.PEQ. PRINCIPE (Decepcionado): Ah! E montanhas?GEOGRAFO: Não sei te dizer.PEQ. PRINCIPE: E cidades, e rios, e desertos?GEOGRAFO: Também não sei te dizer.PEQ. PRINCIPE: Mas o senhor é geógrafo!GEOGRAFO: É verdade. Mas não sou explorador. Faltam-me exploradores! Não é o geógrafo quem vai contar as cidades, os rios, as montanhas, os mares, os oceanos, os desertos. O geógrafo é muito importante para estar passeando. Nunca abandona a sua escrivaninha. Mas recebe os exploradores, interroga-os, e anota seus relatos de viagem. E quando algum lhe parece mais interessante, o geógrafo faz um inquérito sobre a moral do explorador.PEQ. PRINCIPE: Por quê?GEOGRAFO: Porque um explorador que mentisse, produziria catástrofes nos livros de geografia.PEQ. PRINCIPE: Conheço alguém... Que seria um mau explorador.GEOGRAFO: É possível. Pois bem, quando a moral do explorador parece boa, faz-se uma investigação sobre a sua descoberta.PEQ. PRINCIPE: Vai-se vê-la?GEOGRAFO: Não. Seria muito complicado. Mas, exige-se do explorador que ele forneça provas. Tratando-se, por exemplo, da descoberta de uma grande montanha, é essencial que ele traga grandes pedras. (De repente, se entusiasma) Mas tu... Tu vens de longe. Certamente, és explorador! Portanto, vais descrever-me o teu planeta! (Aponta um lápis) Então?PEQ. PRINCIPE: Oh! Onde eu moro... Não é interessante: é muito pequeno. Eu tenho três vulcões. Dois vulcões em atividade e um vulcão extinto. A gente nunca sabe...GEOGRAFO (Repetindo): A gente nunca sabe.PEQ. PRINCIPE: Tenho também uma flor.GEOGRAFO: Nós não anotamos as flores.PEQ. PRINCIPE: Por que não? É o mais bonito!GEOGRAFO: Porque as flores são efêmeras.14PEQ. PRINCIPE: Que quer dizer “efêmera”?GEOGRAFO: Os livros de geografia são os mais exatos. Nunca ficam ultrapassados. É muito raro que uma montanha mude de lugar. É muito raro um oceano secar. Nós escrevemos coisas eternas...PEQ. PRINCIPE (Interrompendo): Mas os vulcões extintos podem voltar à atividade. Que quer dizer “efêmera”?GEOGRAFO: Que os vulcões estejam extintos ou não, isso dá no mesmo para nós. O que nos interessa é a montanha. Ela não muda.PEQ. PRINCIPE (Preocupado, insiste): Mas que quer dizer “efêmera”?GEOGRAFO: Quer dizer “ameaçada de desaparecer brevemente”.PEQ. PRINCIPE: Minha flor está ameaçada de desaparecer brevemente?GEOGRAFO: Sem dúvida.PEQ. PRINCIPE-NARRADOR: Minha flor é efêmera... E não tem mais que quatro espinhos para defender-se do mundo! E eu a deixei sozinha!PEQ. PRINCIPE: Qual planeta me aconselha a visitar?GEOGRAFO: A Terra. Esse planeta tem boa reputação...(Pequeno Príncipe olha platéia. Respira fundo e sai. Luz se apaga sobre geógrafo.)CENA I – ATO IV – A SERPENTE(O Pequeno Príncipe chega então a Terra. Fica muito surpreso de não ver ninguém. Já receia ter se enganado de planeta, quando surge uma Serpente.)PEQ. PRINCIPE (Avistando-a): Boa noite!SERPENTE (Se aproximando): Boa noite!PEQ. PRINCIPE: Em que planeta me encontro?SERPENTE: Na Terra.PEQ. PRINCIPE: Ah!... E não há mais ninguém na Terra?SERPENTE: Aqui é o deserto. Não há ninguém nos desertos. A Terra é grande!PEQ. PRINCIPE (Senta-se numa pedra e ergue os olhos para o céu): As estrelas são todas iluminadas... Será que elas brilham para que cada um possa um dia encontrar a sua? Olha o meu planeta. Está bem acima de nós... Mas como ele está longe!SERPENTE (Se aproximando mais): Teu planeta é belo! Que vens fazer aqui?PEQ. PRINCIPE (Triste): Tive problemas com uma flor.SERPENTE: Ah! (Os dois se calam por uns instantes. A Serpente o observa, ainda olhando o céu.)PEQ. PRINCIPE (Se voltando pra ela, torna a perguntar): Onde estão os seres humanos? A gente se sente um pouco só no deserto.SERPENTE: Entre os seres humanos também nos sentimos só.PEQ. PRINCIPE (A olha por um longo tempo. Sorri): Tu és um bichinho engraçado!...SERPENTE (Ofendida, ameaça): Mas sou mais poderosa do que podes imaginar!PEQ. PRINCIPE (Sorrindo): Tu não és tão poderosa assim... Não podes sequer viajar...15SERPENTE (Em tom ameaçador): Eu posso levar-te mais longe que um navio! (O cerca, como se enrolasse nele) Aquele que eu toco, eu o devolvo à terra de onde veio! Mas tu és puro... E vens de uma estrela...(O Principezinho não responde.)SERPENTE (Ainda ameaçando): Tenho pena de ti, tão fraco, nessa Terra de granito. Posso ajudar-te um dia, se tiveres muita saudade do teu planeta. Posso...PEQ. PRINCIPE (Interrompendo-a, se afasta): Oh! Eu te compreendo muito bem. Mas por que falas sempre por enigmas?SERPENTE (Encara, cruel): Eu os resolvo! Todos!(Os dois se calam novamente. A luz cai sobre eles.)CENA II – ATO IV – As Rosas(Luz. O Príncipe chega a um jardim. É cercado por vários rosas, que cantam e dançam, o acolhendo, felizes.)ROSAS (Simpáticas, sorrindo): Bom dia!ROSAS: O que procuras?PEQ. PRINCIPE: Procuro pelos seres humanos deste planeta. Onde eles estão?ROSAS: IHHHH... Aqui só vemos de longe... Acho que no máximo uns 6 ou 7 até hoje. Os homens são diferentes de nós. Eles não criam raízes.PEQ. PRINCIPE (Admirado): Quem são vocês?ROSAS: Somos rosas!PEQ. PRINCIPE (Desnorteado, disfarça): Ah! E quantas vocês são?ROSA 1 (Simpática, sorrindo): 3...ROSA 2: 4...ROSA 3: 5!ROSAS: 5 mil !(Saem cantando, felizes)PEQ. PRINCIPE (Triste, fala com platéia): Minha flor me disse que era a única de sua espécie em todo o Universo. E eis que aqui na Terra há... Cinco mil, iguaiszinhas, num só jardim!... Ela teria se envergonhado se as tivesse visto. Começaria a tossir, simularia morrer, para escapar ao ridículo. E eu seria obrigado a fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ele seria bem capaz de morrer de verdade. (Reflete um pouco e continua) Eu me julgava rico por ter uma flor única, e possuo apenas uma rosa comum. Uma rosa e três vulcões que não passam do meu joelho, estando um, talvez, extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito poderoso...(A Raposa que o observava de longe, resolve se aproximar, mas logo desaparece.)RAPOSA (Fala e se esconde): Bom dia!PEQ. PRINCIPE (Responde educadamente, olhando a sua volta, sem nada ver): Bom dia!RAPOSA (Fala e se esconde): Eu estou aqui!PEQ. PRINCIPE: Quem és tu?...RAPOSA (Fala e se esconde): Sou uma raposa.PEQ. PRINCIPE (Triste): Vem brincar comigo! Estou tão triste...16RAPOSA (Fala e se esconde): Eu não posso brincar contigo. Não me cativaram ainda.PEQ. PRINCIPE: Ah! Desculpa! (Reflete um pouco e acrescenta) Que quer dizer “cativar”?RAPOSA (Olhando por mais tempo): Tu não és daqui. Que procuras?PEQ. PRINCIPE: Procuro os seres humanos. Que quer dizer “cativar”?RAPOSA: Os seres humanos... Têm fuzis e caçam! É assustador! Criam galinhas também! É a única coisa que fazem de interessante. (Entusiasmada, sorrindo) Tu também gostas de galinhas?PEQ. PRINCIPE: Não. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?RAPOSA (Ainda de longe): É algo quase sempre esquecido. Significa “criar laços”...PEQ. PRINCIPE: Criar laços?RAPOSA: Exatamente. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...PEQ. PRINCIPE: Começo a compreender... Existe uma flor... Eu creio que ela me cativou...RAPOSA: É possível. Vê-se tanta coisa na Terra...PEQ. PRINCIPE: Oh! Não foi na Terra.RAPOSA (Intrigada): Num outro planeta?PEQ. PRINCIPE: Sim.RAPOSA (Curiosa): Há caçadores nesse planeta?PEQ. PRINCIPE: Não.RAPOSA (Aliviada): Que bom! (Esperançosa) E galinhas?PEQ. PRINCIPE: Também não.RAPOSA (Decepcionada, suspira): Nada é perfeito. (Retomando o raciocínio) Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me aborrece um pouco. (Muda o semblante) Mas... Se tu me cativas, minha vida será como cheia de sol. (Sorri, feliz) Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar para debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. Por favor... Cativa-me!PEQ. PRINCIPE: Eu até gostaria... Mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.RAPOSA: A gente só conhece bem, as coisas que cativou. Os seres humanos não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os seres humanos não tem mais amigos. Se tu queres um amigo... Cativa-me!PEQ. PRINCIPE: O que é preciso fazer?RAPOSA: (Se afastando dele) Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim na relva. (Vai exemplificando o que diz) Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas cada dia... Te sentarás um pouco mais perto... E todo dia tu virás à mesma hora. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde... Desde as três eu começarei a ser feliz!(Os dois vão se aproximando. Estão felizes. Sorriem. A luz sobre eles vão caindo. E subindo em seguida. Os dois estão se olhando, tristes.)17PEQ. PRINCIPE: Preciso partir agora.RAPOSA (Chorosa): Ah! Eu vou chorar.PEQ. PRINCIPE (Preocupado): A culpa é tua. Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...RAPOSA (Chorando, baixinho): Quis.PEQ. PRINCIPE: Mas, tu vais chorar!RAPOSA: Vou.PEQ. PRINCIPE: Então, não terás ganho nada!RAPOSA (Enxugando as lágrimas): Terei sim... Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.(A luz cai sobre eles. O Príncipe caminha um pouco. Logo as rosas se aproximam. São carinhosas, sorridentes. Ele conversa com elas.)PEQ. PRINCIPE: Vocês não são absolutamente iguais à minha rosa. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Vocês são como era a minha amiga raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo. (Percebe que as rosas ficam desapontadas)ROSAS: Obrigada Pequeno príncipe! Vamos procurar alguém para cativar! Adeuus!(chega a Raposa em seguida)PEQ. PRINCIPE (Para a raposa): Eu finalmente compreendi. Obrigado. Adeus Raposa.RAPOSA: Adeus... Eis o meu segredo. É muito simples: SÓ SE VÊ BEM COM O CORAÇÃO. O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS.PEQ. PRINCIPE (Repetindo para não esquecer. Fala para a platéia): O essencial é invisível aos olhos.RAPOSA: FOI O TEMPO QUE DEDICASTE À TUA ROSA, QUE FEZ TUA ROSA TÃO IMPORTANTE.PEQ. PRINCIPE: Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Que a fez tão importante.RAPOSA: Os seres humanos esqueceram essa verdade. Mas tu não a deves esquecer. TU TE TORNA ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS. Tu és responsável pela tua rosa...PEQ. PRINCIPE (Repetindo para não esquecer, emocionado): Eu sou responsável pela minha rosa... (A luz cai sobre eles.)CENA III – ATO IV- O AVIADOR E O PRINCIPE(Luz. O Aviador se aproxima do príncipe. Fala como se tivesse acabado de escutar toda a história de sua viagem.)AVIADOR: Ah! São bens bonitas as tuas lembranças, mas eu não consertei meu avião, não tenho mais nada para beber, e eu também seria feliz se pudesse ir caminhando calmamente em direção a uma fonte!PEQ. PRINCIPE: Minha amiga raposa me disse...AVIADOR (Interrompendo): Meu caro, não se trata mais da raposa!18PEQ. PRINCIPE: Por quê?AVIADOR: Porque vamos morrer de sede...PEQ. PRINCIPE (Sem compreender o raciocínio do aviador): É bom ter tido um amigo, mesmo se a gente vai morrer. Eu estou muito contente de ter tido uma raposa como amiga... E ter tido a sua amizade também me foi importante!AVIADOR (fala para si): Você não pode avaliar o perigo. Não tem nunca fome ou sede. Um raio de sol lhe basta...PEQ. PRINCIPE: Sabe... As estrelas são belas por causa de uma flor que não se pode ver...AVIADOR: Ah é verdade! (olha para a areia do deserto) Sabe, nos resta ficar aqui sentados. O deserto é belo... Mas o que torna sua beleza é invisível!... É que ele esconde um poço em algum lugar.PEQ. PRINCIPE (Sorri para o aviador, satisfeito): Estou contente que esteja de acordo com a minha raposa. (Levantando) Os seres humanos do teu planeta... Cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim... E não encontram o que procuram...AVIADOR (De pé, ao seu lado): É verdade!PEQ. PRINCIPE: E, no entanto, o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa, ou num poço de água...AVIADOR: É essa é a mais pura verdade! (Aviador se sente triste de repente. Presente a despedida) Me assusta a tua fidelidade em tua simples rosa!PEQ. PRINCIPE: Mas os olhos são cegos. É preciso ver com o coração... (Fala baixinho) É preciso que cumpras a tua promessa.AVIADOR: Que promessa meu amigo?PEQ. PRINCIPE: Tu sabes... A mordaça do meu carneiro... Eu sou eternamente responsável por aquela flor!(O aviador tira do bolso os esboços de desenho.)AVIADOR: O que achas de meus desenhos?PEQ. PRINCIPE: (ri) Teus desenhos são engraçados...AVIADOR: Ora... Não ria! Isso não é justo amigo. Eu só sei desenhar jiboias.PEQ. PRINCIPE: Não faz mal... As crianças entendem seus desenhos! Isso é que importa. Sabe... Amanhã é aniversário do meu pouso na terra, bem aqui perto!AVIADOR: Então não foi ao caso que te encontrei ontem aqui? Estás aqui por queres voltar ao local de onde chegasse?PEQ. PRINCIPE: (ri) Se concentre em concertar teu motor. Preciso ir...(Aviador volta a arrumar seu avião e vai atrás de uma peça e sai de cena)(Surge a serpente, que estava ouvindo tudo)SERPENTE: Então queresssss, voltar?PEQ. PRINCIPE: Quanto tempo! És mesmo engraçada, somes por um ano, e de repente surges de novo!SERPENTE: Engraçaaaada? Eu? Posso te ajudar! Lembra? Basta uma picada e voltaras num instante para tua flor!(música) (surge o aviador assim que a cobra dá o bote no pequeno príncipe)19AVIADOR: (desespero) Meu amigo! Cuidado! Afasta-se dela!(o Pequeno príncipe cai no chão, a serpente sai correndo)AVIADOR (chorando): Meu amigo! Não vá! O que será de mim sem tua companhia?PEQ. PRINCIPE: Não fiques triste! Eu vou, mas a noite, tu olhará as estrelas. Aquela onde moro é muito pequena, para que eu possa te mostrar. É melhor assim. Minha estrela será para ti qualquer uma das estrelas. Assim, gostarás de olhar todas elas... Serão, todas, tuas amigas. E, também, eu te darei um presente... (Ri outra vez)AVIADOR: Ah! Meu caro, meu querido amigo, como eu gosto de ouvir esse riso!PEQ. PRINCIPE: Pois é ele o meu presente...AVIADOR: Que queres dizer?PEQ. PRINCIPE (Se aproxima do público e fala seriamente): As pessoas vêem estrelas de maneira diferente. Para aqueles que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, eram ouro. (Se volta para o aviador) Mas todas essas estrelam se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém nunca as teve...AVIADOR: Que queres dizer então que quando eu olhar o céu de noite, você estará habitando uma delas, e de lá estaras rindo; então será, para mim, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, eu, e somente eu, terei estrelas que sabem rir!PEQ. PRINCIPE (Ri mais uma vez): E quando estiveres consolado, tu ficarás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo! Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás tua janela apenas pelo simples prazer... E teus amigos ficarão espantados de ver-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!” E eles te julgarão louco. Será como uma peça que te prego... (Ri de novo) Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montes de pequenos guizos que sabem rir... (Ri de novo. Depois fica sério)(Aviador chora sob o Pequeno príncipe, baixa a luz)AVIADOR-NARRADOR: Já se passaram anos... Jamais contei esta história.AVIADOR: Os companheiros que me encontraram quando voltei ficaram contentes de me ver são e salvo. Eu estava triste, mas lhes dizia: “É o cansaço...”AVIADOR-NARRADOR: Agora já me conformei um pouco. Tenho certeza que ele voltou ao seu planeta, mas me sinto triste...AVIADORES E PEQUENOS PRINCIPES: A gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixa cativar...(Os aviadores e pequenos príncipes se olham se afastam lentamente em direções opostas e toca a música)Fim...
Objetivo GeralPromover a continuação no ano de 2020 e 2021 ensino gratuito de música, teatro e desenho em duas escolas públicas da grande Florianópolis e no primeiro semestre de 2021 em uma escola pública de Sumaré- SP. Tem por finalidade proporcionar em médio prazo grupos de teatros, artistas plásticos, e possíveis profissionais de música, assim contribuindo para trazer novas oportunidades para essas crianças e adolescentes de camadas sociais menos favorecidas. Serão ofertadas 300 vagas de violão, piano, canto, desenho e teatro. O projeto tem repercussão Regional.- Apresentar como contrapartida social palestras sobre história da Música Erudita Brasileira em cinco escolas da rede publica de ensino beneficiando 1.000 pessoas.OBJETIVOS ESPECÍFICOS- Fomentar a prática da cultura, beneficiando 600 alunos, nas escolas com o objetivo do crescimento a nível nacional desta ação;- Oportunizar as 600 crianças e adolescentes o acesso gratuito a educação musical de excelente nível;- Formar 8 monitores de música e teatro;- Gerar futuros possíveis profissionais de arte;- Promover a terceira gincana artística estimulando assim o estudo do instrumento e teatro, beneficiando 900 pessoas, entre alunos e pais.- Realizar recitais temáticos de Festa Junina e Halloween com os alunos do projeto para um público de 900 pessoas.- Realizar dois espetáculos anuais no teatro Alvaro de Carvalho para um público de 400 pessoas em cada apresentação e um espetáculo na cidade de Sumaré para 300 pessoas.- Apresentar como contrapartida social palestras sobre história da Música Erudita Brasileira em cinco escolas da rede publica de ensino beneficiando 1.000 pessoas.
O projeto Arte nas Escolas foi implantado com sucesso na Escola Estadual Oscar Manoel da Conceição em 2016. Em 2017 o projeto começou a ser executado também na escola Porto do Rio Tavares, beneficiando assim mais alunos de ensino fundamental. Atualmente está com 300 alunos que estão participando dos cursos de teatro, desenho, música nos instrumentos de piano, violão, Violino e coral. O Arte nas Escolas tem alcançado um grande sucesso nesses anos de atividade ininterruptas. Ano passado uma aluna de 13 anos tirou primeiro lugar no Concurso Nacional de piano em Uberlandia- Minas Gerais na categoria 11 á 13 anos e esse ano dois alunos foram premiados no Concurso Latino Americano de Piano Rosa Mística em Curitiba. Também em 2018 seis alunos prestaram vestibular para bacharelado em piano, licenciatura em música e teatro. Se pensarmos que o projeto na época tinha apenas dois anos e meio de execução e os alunos alcançaram um excelente nível a ponto de estar preparados para realizar a prova prática do instrumento com peças que em média leva uns seis anos de estudo para poder tocar. Esse ano mais seis alunos irão prestar vestibular para música. Nesses anos de trabalho o tem constatado ótimos resultados: Os Alunos de Teatro: · Recebem constantemente elogios de outros professores em relação a desenvoltura e melhoria na apresentação de trabalhos em classe; · Melhoria no vocabulário; · Ampliaram e desenvolveram o potencial criativo; · Alunos tímidos apresentam estar mais autoconfiantes e desinibidos; · Mostram mais atenção em sala de aula; · Respeitam mais o próximo e trabalham melhor em equipe; · Apresentam mais facilidade de se relacionar com o próximo; · Falam mais abertamente sobre seus problemas e suas soluções; · Melhoraram a capacidade da memória; · Mais facilidade em interpretação de texto; · Expandiram o repertorio cultural; · Mostram mais interesse na área artística (abrangendo principalmente, música, dança e poesia). Os Alunos de Música: · Rebem elogios frequentemente em sala de aula por estarem mais concentrados; · Alunos mostram-se mais disciplinados. · Melhoraram a coordenação motora; · Mostram-se mais responsáveis; · Alunos dizem que sentem-se menos estressados; · Melhoraram a capacidade da memória; · Melhoraram na desenvoltura social; · Expandiram seu conhecimento musical; · Alunos que nunca ouviram música clássica, hoje ouvem todos os dias e pesquisam a vida de muitos compositores eruditos; · Aumentaram a habilidade de ouvir; · Alunos se expressam melhor; · Expandiram o repertório cultural. Alunos de Desenho - Rebem elogios frequentemente na escola por capricharem mais em seus trabalhos; - Alunos mostram-se mais criativos. - Melhoraram sua percepção visual; - Mostram-se com mais iniciativa; - Alunos ampliaram seu conhecimento sobre artes plásticas; - Desenvolvem mais a calma e paciência; - Melhoraram sua desenvoltura social; - Alunos dizem que se sentem mais tranquilos e relaxados; - Cada vez mais livram-se do medo de errar; - Alunos se expressam melhor; - Soltam a imaginação. - Expandiram sua sensibilidade artística. Para a continuidade de um projeto com essas características é fundamental ter o apoio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. A transformação social se faz mais nítida para aqueles que adotam a arte para suas vidas, buscando na arte, além do entretenimento, mas a essência do ser humano. O Projeto Arte nas Escolas, tem como seu maior objeto, além de introduzir os alunos de Escolas públicas de Florianópolis no mundo artístico e cultural, tem também, o dever de fazer a diferença e abrir os horizontes na vida de crianças e adolescentes desta geração. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do artigo 1: I- contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Quanto as finalidades no artigo III o projeto atende: II - fomento à produção cultural e artística, mediante c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos
O proponente vai realizar no projeto a atividade de professor de piano, coordenador pedagógico e gestor .
Proponente – Julian Tainã Guimarães Vieira da Silva Projeto – Arte nas Escolas 2020 Projeto Pedagógico Objetivos Ministrar os cursos de música, teatro, pintura-desenho para os alunos em escolas públicas de Florianópolis. Corpo Docente – professores da grande Florianópolis, com larga experiência no ensino da musica, teatro, pintura-desenho e circo. Quadro de professores: - 02 professor de violão; - 03 professores de piano; - 01 professor de coral; - 01 professor de teatro; - 01 professor de pintura-desenho; - 01 professor de violino; - 03 professores de Teoria e História da Música. Quantidade de vagas oferecidas – 300 -40 vagas de piano -30 vagas de violão -60 vagas de coral infantil -60 vagas de teatro -20 vagas para violino -50 vagas de História da Música -40 vagas de desenho Carga Horária - 4 aulas de teatro ( 4 turmas de 15 alunos) – mensais; Duração de 120 (cento e vinte minutos) cada hora aula de teatro; - 4 aulas de História da Música ( 2 turmas de 25 alunos) – mensais; Duração de 60 (sessenta minutos) cada hora aula; - 4 aulas de pintura-desenho (4 turmas de 10 alunos) – mensais; Duração de 60 (sessenta minutos) cada hora aula de desenho; - 4 aulas de violão(individual) - mensais; - 4 aulas de violino(individual) – mensais; -4 aulas de Percepção – mensais; - 4 aulas de piano (individual) – mensais; Duração de 40 (quarenta minutos) cada hora aula de piano e violão. - 4 aulas de coral e teoria musical– mensais. Duração de 60 (sessenta minutos) cada hora aula de coral. Clientela – Crianças e Adolescentes de uma escola pública da cidade de Florianópolis. Metodologia – Música: Será utilizado para o ensino de instrumentos o Método Suzuki (Método da Educação do Talento), complementado por elementos técnicos dos métodos Hans Sitt, Dont, Kreutzer e Sevcic. A percepção e teoria musical serão baseadas em trabalhos de solfejo rítmico e melódico, exercícios de canto coral, percepção auditiva, história da música, rítmica e princípios de harmonia. Teatro: Será inserido o sistema de Jogos Teatrais da metodologia de ensino Viola Spolin, com o objetivo de estimular o aluno a descobrir sua criatividade. Os alunos na escola são incentivados a ler, a vivenciar jogos e improvisações dramáticas e a interpretar personagens ao mesmo tempo em que desenvolvem a imaginação e a sensibilização corporal e vocal. Atividades didáticas – Cada um dos alunos de instrumentos terá semanalmente uma aula individual, uma aula de percepção e teoria musical. Os alunos de coral farão aulas em grupo. Os alunos de teatro participarão de turmas 15 alunos. Recursos físicos – As aulas serão ministradas na escola onde os alunos estudam. O instrumental completo será comprado pelo projeto. AULAS PRÁTICAS (INSTRUMENTO) Será dada prioridade aos alunos com indicação das escolas (que faça por merecer através de bons rendimentos escolares), e/ou, pela carência sócio-econômica, e/ou pela ordem de inscrição, ficando a critério da equipe pedagógica tal admissão. Os alunos não admitidos ficarão em uma lista de espera para ocuparem vagas remanescentes (de alunos desistentes). Os instrumentos serão cedidos aos alunos sem custos de locação durante o período da aula enquanto o aluno participar das atividades do projeto. Caso haja desistência do aprendizado de música por parte do aluno, fica este, comprometido em devolver o instrumento cedido pelo projeto, no mesmo estado em que se encontrava quando recebeu; Cada aluno devera assinar um termo de matricula, onde se compromete com suas obrigações, e se responsabiliza pelo bom uso dos materiais do projeto, inclusive instrumentos. AULAS PRÁTICAS TEATRO As atividades ministradas nas aulas de teatro seguem uma metodologia que envolve canto e brincadeiras tradicionais, jogos livres, dramáticos e com regras (individuais e cooperativos). As relações criadas neste ambiente de ludicidade viabilizam o desenvolvimento global da criança envolvendo as esferas social, afetiva e intelectual. Tudo com uma metodologia que tem a diversão como princípio fundamental no trabalho em sala junto às crianças. Atuando de maneira individual nos obstáculos, o professor passa a conhecer, através da ludicidade e de uma relação de plena confiança, a raiz dos conflitos que atrapalham o bom desenvolvimento de cada participante, mediando suas dificuldades em direção à superação e ajudando a formar pessoas mais seguras de si. No final de cada semestre será apresentada uma peça na qual os alunos se dedicarão e irão adquirir experiência de palco e trabalho em equipe. Observações- Os alunos receberão gratuitamente todas as aulas, bem com lhe será emprestado um instrumento, equipamentos, acessórios, material didático e de reposição, ou seja, tudo o que for necessário para um efetivo progresso na educação musical ou teatral. - Procura-se uma efetiva integração das famílias de nossa clientela com o trabalho proposto. Julian Tainã Guimarães Vieira da Silva Coordenador Pedagógico do Projeto Diretor Musical da Allegro Vivace BREVE HISTÓRICO Bacharelando em música, opção piano na UDESC especializou-se na Metodologia Suzuki, tendo aulas com Álvaro Guimarães vieira da Silva, Guilherme Ferreira Amaral. Participou de diversos congressos do Método Suzuki entre eles Encontro Nacional na cidade de Porto Alegre na Escola Tio Zequinha, Encontro de pianistas em Gramado, Semana da Música em Chapecó. Participou como integrante do grupo de dança e música Allegro Vivace entre os anos de 2011 e 2012. Participou da produção do espetáculo Sonhos com a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Marcia Jaqueline e o pianista Guilherme Tomaselli. Em 2013 e 2014 participou como professor de piano do projeto Educacional e Social Música e Cidadania nas cidades de Campos novos e Celso Ramos. Em 2013 ingressou no curso de bacharelado em piano. Em 2017 fez o curso sobre as novas didáticas do Método Suzuki com o Dr. Em Piano da Universidade Mcgill – Canadá, Marcelo Thys. Em 2016 fundou o projeto Arte nas escolas onde continua coordenando até hoje com grande sucesso. Com o projeto teve uma aluna vencedora no concurso nacional de piano em Uberlândia – MG e dois alunos premiados no Concurso Latino Americano de Piano Rosa Mística em Curitiba. Joice Santos Dela Rocca Produtora cultural do projeto BREVE HISTÓRICO Natural de São Carlos, Santa Catarina. Reside em Florianópolis desde 1981. Em 1985 participou do workshop sobre roteiro de cinema e televisão com o roteirista Leopold Serran. Cursou quatro anos de Pedagogia pela UDESC. Em 1990 participou de mais um curso de direção de cinema no Centro Integrado de Cultura. Em 1990 foi uma das fundadoras da escola de música Allegro Vivace no qual atua até hoje como sócia e diretora artística . Em 1991 participou da organização do congresso nacional do método Suzuki com a professora Naomi Picoti (Japão). Em 1993 participou do congresso do método Suzuki em Curitiba com a professora Nehama Patkin (Austrália). Em 1996 participou do congresso nacional do método Suzuki em Florianópolis com cinco professores do exterior. A escola Allegro Vivace tornou-se uma grande força em Florianópolis com 44 prêmios dos seus alunos em concursos de piano nacionais e internacionais. Em 1997 em parceria com Alvaro G.V da Silva promoveu o recital de piano e violino dos músicos Guilherme Ferreira Amaral e Vinícius Amaral. Em 2000 produziu o recital de piano com o concertista Eduard Shulkin. Em 2002 participou da produção do espetáculo BWV. BACH. SHOW. BR - Um Concerto Diferente em 2003 produziu a Série Ciclo Jovens Talentos Catarinenses e a turnê do espetáculo BWV.Bach.show.BR do Grupo Allegro Vivace..Trabalha em parceria com Maria Elita Pereira na coordenação financeira dos grupos Polyphonia Koros, Camerata Florianópolis e Pró Música de Florianópolis. Trabalha na produção da Orquestra de Caçador. Em 2008 fez a produção do Projeto Edino Krieger 80 anos. Em 2009 foi uma das fundadoras da Cia Ópera de Santa Catarina. Exerceu o cargo de produtora nas óperas La Traviata em 210, O Barbeiro de Sevilha em 2012, A Flauta Mágica em 2013, Ópera Carmen em 2013 e março 2014, Ópera As Bodas de Fígaro em 2010. Em 2013 fez a produção da Turnê pelo Estado de Santa Catarina do espetáculo Sonhos.
Produto Oficinas O projeto tem atualmente dez alunos com necessidades especiais ( autistas, síndrome de down e paralisia infantil)participando dos cursos de música e teatro e está com vagas abertas para beneficiar ainda um número maior. As escolas onde o projeto é realizado apresenta toas as normas para facilitar o acesso de deficientes e idosos, como vagas de estacionamento reservadas, rampa de acesso. Produto Aprsentações dos alunos/Gincana Artística/ Semana Cultural Nos espetáculos no teatro,Gincana Musical e Semana Cultural os estabelecimentos atendem a todas as normas, estacionamento próprio, rampas de acesso, cadeiras na plateia especificas em localizações boas. Para as amostras culturais que serão realizadas no teatro Álvaro de Carvalho, as apresentações temáticas e Gincana Artística, será contratado um tradutor de libras. Produto Contrapartida Social Nas apresentações da contrapartida social, a peça de teatro O Pequeno Principe, serão escolhidas escolas que estejam de acordo com as medidas mínimas para facilitar a entrada de deficientes e idosos como estacionamento reservado, rampas de acesso e cadeiras de facil acesso. O tradutor de libras também vai auxiliar durante os espetáculos da peça O Pequeno Príncipe nas cinco escolas públicas que serão visitadas como contrapartida social.
Produto Oficinas Os cursos serão gratuitos e abertos à população de baixa renda beneficiando 300 crianças e adolescentes. Produto Apresentações/Gincana Artística/Semana Cultural As apresentações em teatros, gincana Artística, Semana Cultural e audições temáticas terão entrada gratuita e livre benefiando 2300 pessoas. Os eventos serão divulgados de forma direta no centro e nos bairros de Florianópolis, como também através dos veículos direcionados a este público, como jornais de bairro, rádios comunitárias e programas de televisão populares. De acordo com o artigo 21 foi escolhida como complemento a ação: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; Será disponibilizada na internet a filmagem completa das duas grandes apresentações didáticas, beneficiando mais de 10.000 pessoas. O projeto realiza e continuará em 2020 um trabalho de Formação de Plateia e ensino a apreciação da música e teatro, levando os alunos do projeto, em espetáculos que serão apresentadas em Florianópolis de grupos consagrados, como Camerata Florianópolis, Polyphonia Khoros, Musicais O Sitio do Pica pau Amarelo, O Rei Leão, Frosen e outros bons espetáculos do gênero. Em cada evento tem uma média de 20 alunos beneficiados que se deslocam para os teatros através de transporte fornecido pela prefeitura e governo do Estado.
FICHA TÉCNICA Ficha Técnica Coordenador Pedagógico- Julian Tainã Guimarães Vieira da Silva Produtor- Joice Dela Rocca Assistente de Produção- Jordain Silva Assistente de Teatro- Mauricio Santos da Costa Junior Cenógrafo- Edmundo Neto Designer e diretora cênica- Tayna de Oliveira Borges Professores Piano Julian Tainã Guimarães Vieira da Silva Leonardo Barbi Teatro Tayna de Oliveira Borges Violão Igor tomé Pedro Oliveira Coral Guilherme Albanaes Desenho Luiz Ricardo Almeida Violino Raiza Diatel CURRÍCULO DA EQUIPE: Julian Tainã Guimarães Vieira da Silva Função-Coordenador pedagógico e professor de piano- Proponente Iniciou seus estudos musicais aos quatro anos com Álvaro Guimarães, em Florianópolis. Participou do congresso Método Suzuki no Escola Tio Zequinha em Porto Alegre em outubro de 2002, do encontro de pianistas em Gramado em 2004, do concurso de piano nacional da UDESC, onde foi premiado com Menção Honrosa. Em 2012 participou da Semana da Música de Chapecó, onde fez máster Class com o compositor Alberto Heller e o concertista Marcelo Thys. Em 2013 participou da produção do espetáculo Sonhos, com a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Marcia Jaqueline e o pianista Guilherme Tomaselli. De 2012 á 2014 participou como professor do piano do projeto Educacional e Social Música e Cidadania nas cidades de Campos novos e Celso Ramos. Em 2013 ingressou no curso de bacharelado em piano. Atualmente é professor de piano da Escola de Musica Allegro Vivace e coordenador do projeto Sócio Cultural Arte nas Escolas. Desde 2016 é professor de piano e coordenador pedagógico do projeto Arte nas Escolas Igor Leal Tomé Função-Professor de Violão Iniciou seus estudos no violão popular aos treze anos, em 2014 passou a estudar violão clássico com o professor Julio Cordoba. Participou de cursos de técnica violonistica com o professor André De Moura na UDESC. Participou de máster class com o professor Antonio Guedes e o professor Robert Trent da Universidade Radford dos Estados Unidos. Como músico popular participou da banda de musica autoral Telíma e da banda cover Tom de Anis, que foi destacada como talento juvenil do Instituto federal de Educação(IFSC) pelo Jornal Diário Catarinense. Participou da Oficina de choro promovida pelo SC Choro no qual realizou o encerramento com uma apresentação no SESC. Está cursando bacharelado em Violão na UDESC. É professor de violão do projeto Arte nas Escolas desde sua implantação em 2016. Leonardo Barbi Função-Professor de Piano Natural de Itajaí é bacharel em piano pela UDESC. Atualmente estuda com Masami Ganev. De 2005 à 2015 foi cantor do Polyphonia Khoros regido pela Maestrina Mércia Mafra Ferreira e pianista dos ensaios de 2007 à 2015, tendo participado de turnês municipais, estaduais, nacionais e sul americana, além de montagens de ópera e obras com orquestra, tendo algumas participações como solista, destacando o sexteto solista da Fantasia Coral de Beethoven, e nas óperas La Traviata, como mensageiro; O Barbeiro de Sevilha, como Fiorello e A Flauta Mágica, como segundo guarda. Participou do Projeto Sonora Brasil do SESC, com o Octeto do Polyphonia Khoros (2013 e 2014) percorrendo todo o país. Em setembro deste ano recebeu o prêmio de “Melhor voz masculina” no IX Concurso Estímulo para Jovens Cantores Líricos em Campinas – SP.a Jovens Cantores. Desde 2016 é professor de piano do projeto Arte nas Escolas Guilherme Albanaes Função-Professor de Canto/coral Natural de São José (SC) é Bacharel em Piano UDESC. Durante sua formação esteve em diversas masterclasses ministradas por importantes professores da cena lírica nacional e internacional, tais como Neyde Thomas, Eiko Senda, Rodrigo del Pozzo e Denise Sartori. Participa como cantor, pianista e preparador vocal do Polyphonia Khoros (Florianópolis). Com a Camerata Antiqua de Curitiba realizou obras de Mozart sob regencia de Cláudio Cruz e Emmanuele Baldini (OSESP). Junto a Camerata Florianópolis interpretou obras como Cantata Maçônica (Mozart) e Fantasia Coral op.80 (Beethoven). Protagonizou personagens nas óperas Così Fan Tutte e La Finta Giardiniera, Os Contos de Hoffmann, As Sete Caras da Verdade e O Morcego. Em montagens feitas pela Cia Opera de Santa Catarina interpretou Remendado em Carmen e Basilio em Le Nozze. Desde 2016 é professor de canto coral do projeto Arte nas Escolas Pedro de Oliveira Função- Professor de Violão Iniciou os estudos de Violão desde a Infância e com o violão erudito mais tarde, na escola de Música da UEM(Universidade Estadual de Maringá), até que em 2014 começou a Cursar Bacharelado em Violão na UDESC(Universidade Estadual de SC) tendo aula com grandes professores, Bruno Madeira, Luiz Mantovani, André Moura, Andrei Uller, participando de Master Class com Antônio Guedes, Robert Trant, Fabio Zanon. Como Camerista Pedro foi membro do quarteto de Violões UDESC, de Duo de Violão e Viola, e no momento faz parte do Duo de Violões da Universidade(UDESC). Atua como fotografo de família e eventos. Raiza Diatel Função-Professora de Violino Iniciou seus estudos aos 9 anos de idade com o maestro José Minczuk em teoria musical. Fez aulas particulares de piano e logo após iniciou seu estudo de violino no projeto Acorde para as Cordas do Instituto Pão de Açúcar, com os professores Daniel Misiuk e Renata Jaffé ao qual se apresentou em diversos locais importantes de São Paulo como Theatro Municipal, Memorial da América Latina entre outros. participa da Orquestra Sinfônica do Estado de Santa Catarina, Sinfônica de Florianópolis, Orquestra Unisul, Orquestra de Câmara de Blumenau. Cursa o Bacharelado em Violino pela UDESC sob orientação do prof. João Titton. É integrante da Orquestra Acadêmica UDESC e do projeto de extensão Quarteto UDESC. Atualmente é professora da Escola de Música Allegro Vivace. Luiz Ricardo da Silva Almeida Função-Professor de desenho Desenvolveu o interesse por desenho aos 7 anos, aos 11 participou de um concurso em Florianópolis organizado pela escola João Gonçalves Pinheiro, e veio a ganhar como melhor desenho. Em 2013 iniciou os estudos no SENAI/SC no curso técnico de Desenho de Animação, concluindo e se formando como desenhista de animação no final do mesmo ano. Em 2013/2014 participou do Desenhe Aqui na UDESC. Em 2014 iniciou os estudos na faculdade UNIESP no curso de Arquitetura e Urbanismo, tendo como interesse inicial na parte de desenho (croqui). Em 2015 fez estágio de 7 meses no Studio de tatuagem, Tattoo & Arte em Florianópolis. Desde 2016 é professor de desenho do projeto Arte nas Escolas Alvaro Vieira da Silva Função-Professor de Percepção e Historia da Música Bacharel em música, opção piano na UDESC especializou-se na Metodologia Suzuki, tendo inclusive, aulas com S. Suzuki, criador do método em Adelaide, Austrália. Foi pioneiro em Santa Catarina na utilização deste método para piano. Nos seus 25 anos de atividades letivas, seus alunos conquistaram 63 prêmios em concursos nacionais e internacionais de piano. Possui grande experiência com crianças pequenas (a partir de 3 anos de idade). Ministrou aulas de musicalização para a educação infantil de 2005 à 2007, na escola de Música Allegro Vivace Edmundo Meira Neto Função-Cenografo Engenheiro, iniciou os trabalhos para espetáculos teatrais em 2005, como aderecista de figurino na montagem da ópera A Flauta Mágica para a Pró-Música em Florianópolis. Participou também, dentre outros, como aderecista de figurino e cenografia das óperas Rigoletto, La Traviata, Elixir do Amor e O Barbeiro de Sevilha para a Cia. Opera de SC; dos espetáculos Auto da Conquista para o Estudio Vozes; Xica da Silva, o musical, de Charles Prochnow e dos balés Don Quixote e Giselle para o Bolshoi Brasil. Fez os projetos das alegorias para a Escola de Samba Unidos da Coloninha nos anos de 2009,2011 e 2014. Em 2012 fez parte da equipe de cenógrafos da ópera Carmen, apresentada no Teatro Castro Alves em Salvador. Elaborou os cenários das óperas A Flauta Mágica para a Cia Ópera de SC, apresentada em 2013 em Chapecó, ópera Carmen em 2013 e 2014 em Florianópolis e La Traviata em 2016 em Chapecó. Tayna de Oliveira Borges Função-Diretora e professora Teatro Iniciou seus estudos teatro aos quatro anos em Florianópolis. Aos doze anos ingressou no Grupo de Teatro Independente do Valdir Dutra onde participou como atriz principal de diversas peças infantis, como O Gato de Botas, Chapeuzinho Vermelho, Alice no País das Maravilhas, João e Maria, O Lobo Mau e os Cabritinhos, Os três Porquinhos entre outras. Em 2013 entrou na Cia Ópera de santa Catarina como assistente de produção, onde participou da organização das óperas Carmen e As Bodas de Fígaro, La Traviata. Ainda em 2013 foi assistente de produção do espetáculo Sonhos com a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro Marcia Jaqueline. Em 2014 ingressou na UDESC no curso de Licenciatura em Teatro. Atualmente trabalha na equipe de produção da Cia Ópera e Pró Música de Florianópolis. Desde 2016 é professora e diretora de cena do projeto Arte nas Escolas. Joice Dela Rocca Função- Produção Trabalha com produção cultural desde o ano de 2000.Participou da produção dos espetáculos do pianista russo Eduard Shulkin,BWV.BACH.SHOW.BR – Um Concerto Diferente do Grupo Allegro Vivace, Série Ciclo Jovens Talentos Catarinenses, Momentos com Franklin Cascaes do Grupo Allegro Vivace, do projeto Edino Krieger 80 anos e a Orquestra de Câmara de Caçador. Atuou como coordenadora de negócios da Pró-Música de Florianópolis de 2003 a dezembro 2008. Desenvolve um importante trabalho junto a grupos de câmara de Florianópolis e coordenou o projeto educacional Música e Cidadania na região dos Lagos de SC. Atualmente é produtora da Cia Ópera de Santa Catarina, da qual participou da fundação em 2009, da Pró- Música de Florianópolis, do Grupo Allegro Vivace e do projeto Sócio Cultural Arte nas escolas.
Prestação de Contas final apresentada, aguardando análise.