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PRONAC 194258Projeto não executado por insuficiência de captação de recursosMecenato

Ópera Orlando de Händel

ASSOCIACAO CULTURAL RICARDINA STAMATTO
Solicitado
R$ 1,35 mi
Aprovado
R$ 1,35 mi
Captado
R$ 917,80
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.1%

Classificação

Área
—
Segmento
Ópera
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Óperas
Ano
19

Localização e período

UF principal
ES
Município
Vitória
Início
2020-04-05
Término
2023-01-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Realizar, em primeira audição no Brasil, na sua íntegra, a Ópera Orlando de Händel, buscando, através da pesquisa e instrumentos de época, executá-la dentro dos padrões históricos, o mais próximo possível das execuções de época. A Ópera será apresentada com um elenco de especialistas em música barroca, tendo como conjunto executor a orquestra A Trupe Barroca, além de um elenco que mesclará nomes reconhecidos do canto lírico, bem como jovens talentos. As apresentações ocorrerão na cidade de São Paulo (SP), contemplando como produto principal "espetáculo de artes cênicas" e como produto secundário "contrapartida social," através de várias ações de formação.

Sinopse

Sinopse da Obra Música: Georg Friedrich Handel Libreto: G Braccioli a partir da obra Orlando Furioso de Ariosto. Libreto em italiano Primeira performance: Londres, Kings Theatre, 27 de janeiro de 1733. Clássificação etária: 12 anos ATO I O mago Zoroastro prediz que o guerreiro Orlando retornará a uma vida de ação e glória. Orlando entra e Zoroatro exorta-o a abandonar o amor, mas Orlando está apaixonado por Angelica, rainha de Cathay. Em uma floresta, a pastorinha Dorinda pensa estar apaixonada; Orlando entra após ter acabado de resgatar uma princesa. Na mesma floresta, Angélica e Medoro, um príncipe africano, confessam seu amor um pelo outro. Dorinda reaparece, confiando que é Medoro quem ela ama. Medoro expressa carinho por ela, mas Dorinda não acredita nele. Zoroastro alerta sobre a angústia potencial de Angelica por Orlandos. Orlando aparece e declara seu amor por Angélica, que finge ciúmes da princesa que ele resgatou e diz-lhe que renuncie a ela. Quando Dorinda fica inconsolável ao observar Angelica e Medoro se abraçando. ATO II Dorinda está lamentando sua situação quando Orlando entra e a acusa de ligar seu nome à princesa resgatada. Dorinda diz saber que ele ama Angélica. Quando Orlando ouve que Angélica saiu com Medoro, ele se revolta e jura vingança. Enquanto isso, Zoroastro é persuadido para que os amantes se afastassem, mas antes disso Medoro grava seu nome e o de Angelica em uma árvore. Orlando entra no bosque e vê os nomes de Angelica e Medoro nas árvores. Ele corre no bosque em busca de Angélica, mas antes que ele possa alcançá-la, ela é envolvida em uma nuvem mágica por Zoroatro e se ergue no ar. Orlando começa a perder a cabeça, e acreditando no submundo, ele imagina Medoro nos braços de Proserpina. Zoroastro aparece em sua carruagem e leva Orlando. ATO III Separado de Angelica, Medoro vai para a casa de Dorinda. Orlando declara seu amor por Dorinda, mas fica claro que ele está fora de si quando ele a incomoda com a visão do irmão assassinado de Angelica. Angélica chega e Dorinda lhe fala da loucura de Orlando; ela expressa piedade e Dorinda expõe os terríveis efeitos do amor. Zoroastro aparece e muda a cena para uma caverna. Dorinda cai em prantos e conta como Orlando destruiu sua casa causando a morte de Medoro. Orlando ataca Angelica atirando-a violentamente para dentro da caverna que naquele momento se transforma em um templo de Marte. Quando Orlando é superado pelo sono, Zoroastro aparece e polvilha um líquido mágico sobre o rosto de Orlando, que recobra os seus sentidos. Dorinda diz a Orlando que ele matou Angelica e medoro. Orlando está prestes a se matar quando os amantes aparecem. Zoroastro pede misericórdia. Uma estátua de Marte aparece no templo e Orlando declara uma vitória sobre si mesmo e o amor, antes de louvar Angelica a Medoro. Em meio a alegria, Dorinda convida todos de volta para casa para celebrar.

Objetivos

Objetivo Geral: Promover, através do diálogo entre a orquestra A Trupe Barroca (pesquisa musical e execução com instrumentos de época) e diversos profissionais um intercâmbio de linguagens artísticas resultando na montagem pioneira, no Brasil, da Ópera Orlando de G. F. Händel, na cidade de São Paulo-SP. Objetivos Específicos: a) Realizar, na cidade de São Paulo, uma montagem pioneira na América Latina, da ópera Orlando de Händel, através de seis apresentações; b) Beneficiar com o espetáculo, direta e indiretamente um público de, no mínimo, cinco mil pessoas, através do produto principal "espetáculo de artes cênicas" c) Beneficiar através de um ensaio-palestra aberto, master class e uma exposição dos objetos, fotos e instrumentos utilizados na ópera um público de aproximadamente 2.670 pessoas, contemplando o produto secundário "contrapartida social." d) Garantir, a partir do produto secundário "contrapartida social" que o espetáculo cumpra seu papel social de promover também a formação, sobretudo de alunos e professores de escólas públicas e instituições sociais; d) Proporcionar ao público a oportunidade de acesso a uma ópera barroca, executada com instrumentos históricos ou réplicas perfeitas, numa experiência que, embora bastante difundida pelo mundo é, ainda, relativamente nova no Brasil; e) Oferecer um espetáculo de qualidade a todo público interessado, sem distinção de sua condição social, religião, gênero, idade, garantindo, inclusive os mecanismos necessários à acessibilidade de Pessoas em situação de deficiência, como legendas eletônicas, audiodescrição, consultoria de acessibilidade, núcleo de atenção durante o espetáculo e materias impressos em brale; f) Incentivar a renovação e a criação de novos públicos para espetáculos de ópera no Brasil; g) Promover a interação entre artistas locais e de outros países, favorecendo a troca de experiências na execução histórica de uma importante ópera do período barroco; h) Fomentar a produção de espetáculos operísticos, contribuindo para inserir o país na agenda de realizações culturais de qualidade; i) Criar oportunidades para a execução de um trabalho de interação de diversas áreas de conhecimento artístico, possibilitando, inclusive, a abertura de mercado de trabalho; j) Incentivar o estudo e a pesquisa em obras musicais e a montagem de novos espetáculos do gênero; k) criar oportunidades de trabalho para jovens músicos, técnicos e cantores; l) tentar apresentar a ópera como uma linguagem musical acessível ao grande público; m) incentivar a participação de grupos que ainda não tiveram a oportunidade de acompanhar um espetáculo operístico; n) criar uma estratégia de comunicação numa ótica de responsabilidade social pelo nosso público, garantindo acessibilidade para todos, bem como responsabilidade profissional para com os integrantes da mesma produção; o) difundir informações sobre a música barroca, os instrumentos históricos e apresentar o ato artístico musical para além da música: fornecer informações que permitam contextualizar o momento histórico e cultural da época tanto de composição da música, quanto da própria história contada pela mesma. p) facilitar o entendimento da história contada pelo libreto por meio de produção de programa impresso com tradução do libreto original; e q) abrir o acesso às várias etapas de produção de uma ópera, alimentando a curiosidade de saber o que acontece atrás da cortina; r) Divulgar o elenco da equipe musical e técnica envolvidas no projeto, o que além de criar uma relação mais próxima com o público, valoriza, retribui e motiva o trabalho dos nossos profissionais; s) Incentivar o diálogo profissional aberto por meios modernos de comunicação digital para dar visibilidade ao trabalho dos músicos, técnicos e patrocinadores com artigos e entrevistas online;

Justificativa

Um espetáculo operístico ainda é um grande desafio para produtores culturais, pois, diante de sua estrutura e necessidades fundamentais, torna-se, por mais realista que seja a produção, um espetáculo caro e complexo. Uma montagem do porte de uma ópera leva-nos, invariavelmente a nos questionar como seria possível realizar uma produção como essa tornando-a acessível e sustentável, ao mesmo tempo. A realidade socio-cultural do Brasil não contempla, talvez essa possibilidade fora do círculo das parcerias envolvendo produtores, a iniciativa privada e o poder público. Lembrando que a montagem de um espetáculo operístico é uma verdadeira empreitada que, além de envolver uma gama enorme de artistas e técnicos, implica ainda em recursos vultosos para sua viabilização e, considerando, ainda, que produções muito caras e com poucos apoiadores podem ser tornar inviáveis para o público de poucas posses, reconhecemos que a necessidade do fomento a esse tipo de espetáculo é importantíssima, por se tratarem de produções de alto custo e de uma complexidade considerável. Por outro lado, cabe aos produtores que se aventuram por tais veredas, terem a medida exata do senso de realização e criatividade para conseguirem se adequar às limitações que invariavelmente aparecem ao logo de todo trabalho. Ter recursos limitados não significa fatalmente fazer um trabalho primário ou amador, da mesma forma que, nem sempre, se ter à disposição valores expressivos seriam a garantia de um espetáculo de qualidade. A montagem de uma ópera barroca, no Brasil é, ainda, um grande desafio, que traria oportunidades ímpares, tanto para os artistas e a equipe envolvida, quanto para o público. Trata-se de uma chance inédita de se apresentar um espetáculo operístico barroco de uma forma "nova" e surpreendente, combinando o olhar de artistas especializados no processo de construção cênica a execuções que remetem aos originais, resultando em sonoridades e efeitos estéticos totalmente inusitados. No caso específico de "Orlando", a realização ganha viés de ousadia, pois estaremos apresentando não apenas um espetáculo que foge aos padrões cotidianos, mas uma ópera barroca, ainda inédita no Brasil e, segundo pesquisas, a quarta ópera do compositor a ser apresentada na capital paulista. Nesse sentido, a presente proposta, é contemplada nos seguintes incisos do artigo 1°, da Lei 9313/1991: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro (a proposta da montagem prevê uma adaptação regionalista, com elementos de nossa cultura e história); VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - Priorizar o produto cultural originário do País (embora estejamos falando de uma obra universal, sua concepção e adaptação, bem como os saberes de técnicos e artistas envolvidos se dão a partir da realidade brasileira, tanto do ponto de vista da formação da maioria dos envolvidos, quanto da concepção da montagem em si). Diante do exposto, a proposta apresentada atenderá os seguintes objetivos constantes no artigo 3° da Lei 8313/91: I - Incentivo à formação artística e cultural, mediante: (...) c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos (durante o período de ensaios, serão realizadas palestras, oficinas de curta duração e ensaio abertos para estudantes de música de instituição pública ou sem fins lucrativos). II - Fomento à produção cultural e artística, mediante: (...) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore, e (...) e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres (é importante registrar que a presente proposta prevê, após o término dos espetáculos, realizar em local acessível ao público e de forma gratuita uma exposição com os figurinos, adereços, croquis de cenários e outros objetos relativos à ópera Orlando). IV - Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos (a proposta, mediante o que estabelece a legislação, ofertará, de forma gratuita uma parcela dos ingressos, tentando buscar mecanismos para atender aos mais necessitados); b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos (todo o trabalho que lastreia a montagem de uma ópera, respeitando seus rigores formais e históricos é em si um projeto de pesquisa que envolve, além da equipe técnica e artística, o próprio público). V - Apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: (...) b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; (...) c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura.

Estratégia de execução

Efeito Multiplicador do Projeto Não é tarefa simples legitimar um processo de pesquisa sem perpetrar o rodeio à volta do mesmo objeto: o crescimento humano. Pois que num processo onde objeto de estudo e resultados se confrontam à constante limitação humana frente à arte, o ato de pesquisar desencadeia um ciclo de avanços e retomadas ao ponto inicial e, daí, eclodindo em direções multiplicadas, faz-se elemento transformador conduzindo o homem a um caminho de autoconhecimento e de redescobertas. Também o fazer artístico é composto por tentativas e novas tentativas, onde, sobretudo num processo de pesquisa, o percurso construtivo está acima do objeto final, impossibilitando a premeditação de sua forma, mas, oferecendo garantias de sua qualidade - qual seja - através da construção responsável de um sólido mecanismo de produção. A montagem de uma ópera é sempre um grande “mutirão cultural”, seja pelo grande número de artistas de diferentes áreas e técnicos envolvidos, seja pela abrangência de seu público. O processo de socialização do fazer e do consumo da arte passa, invariavelmente, pela ampliação das opções e das possibilidades de acessá-la, seja como público, seja como um profissional que faz parte ou deseja se integrar a um processo como esse. Um novo espetáculo traz sempre consigo novos olhares, e - para muitos - novas possibilidades de encorajar tantas outras produções. Esse não é, de forma alguma (e nunca deveria ser), um processo competitivo, mas sim um grande incentivo à formação e renovação do público e de artistas e técnicos locais. O processo de construção artística não pode ser entendido como algo circunscrito a um grupo de pessoas ou simplesmente a um locus delimitado, mas é, sem dúvida e antes de tudo, um processo colaborativo que compartilha saberes e afetos. Nesse sentido, a oportunidade de colaboração entre artistas e técnicos locais e de fora de São Paulo só colabora para o efetivo crescimento de todos. O projeto de montagem da ópera “Orlando”, numa execução alinhada aos parâmetros estéticos e instrumentais de sua época, é uma oportunidade única de apresentar ao público uma nova experiência de contemplação artística, que se afasta do lugar comum das montagens do repertório romântico, apresentado uma ópera de grande robustez composta no período barroco por um de seus maiores expoentes: Georg Friedric Händel. Além disso, todas as ações complementares, como ensaio aberto, palestra e exposição, contribuirão ainda mais para inserir e preparar o público para uma compreensão do espetáculo proposto. O efeito formador entre os músicos e cantores envolvidos poderá ser sentido na troca de experiências e, também, através da abordagem musical adotada: a música barroca será executada e ouvida com suas vozes e instrumentos que melhor a representam. Dessa interação entre o público, artistas e técnicos, surgirão, seguramente, tantas e tantas outras possibilidades. Observações importantes sobre o presente projeto: a) A Planilha de recolhimento de tributos não está preenchida porque só trabalhamos com profissionais que possam emitir notas fiscais de seus servisços e produtos; b) Alguns itens, com a finalidade de facilitar a logísticas e mesmo minimizar gastos, foram solicitados a serem incluídos no projeto; e c) O detalhamento do plando de distribuição do produto "contrapartida social" se refere a ações de formação como o ensaio aberto-didático, os masters class e, ainda, a exposição que será oferecida para alunos e professores da rede pública e/ou instituições sociais e demais interessados, beneficiando 2.770 pessoas, além das atividades de master class e uma exposição sobre a ópera, depois de finalizadas as récitas do espetáculo. Grande parte dessas ações serão oferecidas pela equipe de forma voluntária, por tanto não gerando custos para o projetos.

Especificação técnica

Introdução A Montagem de uma ópera é um grande esforço que une várias linguagens artísticas e promove um enorme intercâmbio de experiências e renovação de saberes. Especificamente, tratando-se de uma ópera barroca a questão é ainda mais complexa, pois tais gêneros começam a ser mais explorados pelas orquestras e produtores há razoavelmente pouco tempo no Brasil. Em função disso, o desafio de se propor a levar a diante tal feito ganha viés de ousadia e já anuncia que se está embarcando numa árdua jornada. Para concepção de tal trabalho, desde de sua ideia inicial em promovê-lo, os principais membros da equipe precisam mergulhar no processo de pesquisa, buscando desde as partituras mais adequadas (aquelas que não sofreram, ao longo dos anos interferências em suas estruturas), até mesmo os profissionais que mais se adequem e identifiquem com o projeto. Por outro lado, estamos falando de uma ópera barroca, que será encenada em sua primeira audição na América Latina. Qualquer apreciador mais atento ao gênero operístico constatará facilmente que há uma predileção na montagem de espetáculos românticos, em face às óperas clássicas e barrocas. Essa realidade, entretanto, vem, aos poucos, se alterando, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, onde vêm se propondo um trabalho cada vez mais vigoroso de resgate e execução historicamente orientada de obras dos séculos XVII e XVIII. Isso, porém, não impede que haja, ainda, um certo receio e preconceito em se montar óperas desses períodos, no Brasil. Algumas questões, que colaboram para essa resistência, podem saltar aos olhos – e ouvidos, por que não? –, quando o assunto é uma ópera barroca. Em primeiro lugar, falamos de espetáculos complexos e cujas temáticas podem se mostrar distantes das realidades atuais. Tais questões possuem impactos que muitas vezes dificultam a montagem de cenários e figurinos, além de exigir mais da concepção cênica. Porém, por outro lado, nos oferecem vastas possibilidades de adaptação e contextualização com elementos atuais, produzindo efeitos surpreendentes para o público.Em segundo lugar, falamos de um período em que a música era sobretudo elemento de ostentação e orgulho. Nesse período, as obras eram compostas levando, também, em consideração a capacidade técnica e virtuosística dos seus executantes. Portanto, além das qualidades melódicas, os compositores também eram reconhecidos pela capacidade de escrever músicas difíceis, tanto para a orquestra, quanto para os cantores. Por fim, o último elemento a que fazemos menção e que, no nosso entender, também dificulta o avanço da montagem de óperas barrocas no Brasil é o preconceito estético. Podemos afirmar, com total segurança, que o barroco foi o período em que a ópera mais se desenvolveu, produzindo, além disso, o maior número de obras de que se tem notícia. Muitas dessas obras permanecem vivas, hoje em dia, apenas em seus manuscritos, outras foram perdidas e apenas uma pequena parte (o que não significa poucas) foram efetivamente editadas. No Caso específico de "Orlando, " nossa equipe teve que contratar um copista para extrair da partitura geral as partes separadas da orquestra. Todas essas ações, compartilhadas pela equipe técnica e artística, revelam que, para além da montagem do espetáculo, sua concepção responde diretamente a um projeto pedagógico orientado pela pesquisa comprometida com a qualidade e os atributos estéticos da obra em questão. Além disso, estão previstas ações educativas como ensaios abertos para estudantes da rede pública e uma exposição com os elementos utilizados na ópera, bem como os instrumentos de A Trupe Barroca. Tais ações contarão com um roteiro que contribuirá para a compreensão da obra em seus contextos históricos e artísticos, aproximando ainda mais o público do gênero e formando novas plateias. O Espetáculo terá 3 atos e durará cerca de duas horas e quarenta minutos. Os produtos produzidos a partir dele para a sua divulgação serão: 1. Materiais de Divulgação Eletrônico 1.1 Evento virtual vinculado à página oficial de A Trupe Barroca de Facebook; 1.2 Divulgação na página oficial de A Trupe Barroca de Facebook; 1.3 Divulgação no Instagram de A Trupe Barroca; 1.4. Vídeos no canal YouTube de A Trupe Barroca; 1.5 Divulgação no site A Trupe Barroca; 1.6 E-mail marketing; e 1.7 "Lives" nas redes sociais durantes os ensaios e os espetáculos. 2 Material Impresso 2.1 Cartazes (500); 2.2 Flayers (20.000); 2.3 Banners externos (4); 2.4 Programas dos espetáculos, com 18 páginas. (5000); 2.5 Programas em Braile (200); e 2.6 Ingressos em Braile (200) 2.6 Encartes em Jornais nos dias dos Espetáculos (24.000); Ações Pedagógicas do Projeto: Além de representar um enorme esforço de montar e divulgar a ópera barroca, ainda tão pouco apresentada no Brasil, o projeto tem dentro os seus compromissos a formação de plateia e, também, importantes contrapartidas sociais. Através de um ensaio geral aberto, poderemos dar a oportunidade a 600 estudantes de música da rede pública ou de instituições sociais a acompanharem todo o espetáculo da forma como será levado ao público. Essa experiência dará oportunidade a um grupo expressivo de alunos a, talvez, terem seu primeiro contato com um espetáculo dessa natureza. O ensaio aberto também cumprirá o seu papel formativo, uma vez que será precidido de uma pequena introdução explicando os aspectos musicais e cênicos da obra. Além disso estão previstas ainda duas ações importantes. A primeira um mater class para até 20 alunos de canto que se inscreverem para essa ação. As aulas serão ministradas por dois de nossos cantores convidados e poderão ter ainda como ouvintes um público extra de mais 50 alunos. Haverão, ainda, duas oficinas teóricas com capacidade para 50 alunos cada uma: uma sobre o universo da ópera barroca, ministrada pelo maestro de A Trupe Barroca, Prof. Dr. Sérgio Dias e outra sobre concepção cénica de espetáculos de ópera, ministrada pelo diretor cênico do espetáculo, Caetano Vilela. A segunda ação, igual importante, será realizada durante o mês seguinte à apresentação e contemplará uma pequena exposição com instrumentos, figurinos, projetos de cenário e foto, entre outros elementos utilizados na produção e realização da ópera Orlando. A inteção da produção é colocar a exposição em um local de fácil acesso, que conte com segurança e tenha uma grande circulação de visitantes, para proporcionar ao maior número de pessoas a oportunidade de concecer de perto um pouco da dinâmica de montagem de um espetáculo operístico. Para essa última ação esperamos um público em torno de 2000 pessoas.

Acessibilidade

O local escolhido para a montagem da ópera Orlando deverá oferecer toda infraestrutura para receber pessoas com deficiência. Para tanto, a produção do espetáculo manterá, em cada uma das récitas da ópera, um atendimento personalizado para pessoas com deficiência, pessoas idosas ou qualquer outro que possua necessidade de atenção especial. Ao entregar seu ingresso na portaria do teatro esse público poderá reenvindicar um atendimento diferenciado. Tal instrução deverá estar contida nos próprios bilhetes de ingresso ao espetáculo. Além disso, a consultoria especializada em inclusão e acessibilidade garatirá que o local escolhido para a realização do espetáculo contemple, dentro das normas técnicas legais, a existência de banheiros adaptados, rampas, cadeiras exclusivas para obesos, guias especializados, entre outros. O teatro deverá permitir, ainda, a entrada de cães guias e, se possível, manter serviços de audiodescrição audiodescrição, que se não estiver disponível, deverá ser providenciada pela produção do espetáculo. Afim de garantir uma experiência agradável e inclusica a todo o público a produção se responsabilizará em providenciar, ainda, libretos e ingressos em braile, assim como legendas eletrônicas para a ópera. Para o público com deficiência auditiva, será providenciado um interprete de libras e, também, meia hora antes do espetáculo, essas pessoas poderão visitar, acompanhadas por um guia especializado, o fosso da orquestra a fim de participarem de experiências táteis, coonhecendo e tocando nos instrumentos da orquestra. Para tanto haverá músicos prontos para atendê-los. Esta ação durará até 15 minutos.

Democratização do acesso

O projeto da ópera Orlando efetiva o alcance da Lei 8313/91 e democratiza a distribuição dos recursos públicos quando integra uma série de diferentes expressões artísticas em torno de um único projeto, além de contemplar públicos distintos - tanto de imediato na oferta do espetáculo, quanto a médio e longo prazo através do fortalecimento e da qualificação profissional e artística individuais experimentados pelos integrantes do processo - conhecimentos acumulados que se revelarão em seus trabalhos futuros levados à comunidade como um todo. Nesse sentido, o espetáculo, além de se tornar um evento acessível a todo o público, sem exceção de idade, gênero, etnia, credo ou cultura, cumpre também o seu papel social, distribuindo a cota de ingressos gratuitos ao público de baixa renda ou estudantes da rede pública, que comprovarem tal situação e, garantindo, também, um percentual de cobrança inteira a preço popular de R$ 30,00 (Trinta reais), portanto ainda abaixo do valor do vale cultura, conforme plano de distribuição. Tal iniciativa, com efeito, democratiza o acesso ao espetáculo e garante a uma parcela da população o direito ao acesso à cultura, fazendo com que o recurso público, garantido na forma de financiamento indireto, chegue aos seus principais beneficiários. O percentual de 50% dos ingressos restantes será dividido por igual, cobrando-se R$ 60,00 a inteira e R$ 30,00 a meia. Além disso, a proposta da montagem da ópera Orlando, tem como contrapartidas um ciclo de palestras, oficinas de curta duração, ensaios abertos e uma exposição gratuita, durante um mês, após o fim doas apresentações. Todas essas ações serão oferecidas ao público em geram e, em especial a estudantes de instituições públicas ou sem fins lucrativos, gerando, dessa forma a oportunidade desse público se inteirar do processo criativo do espetáculo. Dessa forma, a atividade artística cumpre o seu papel de ser democrática e acessível, mesmo através de um espetáculo complexo e de custo elevado, como uma ópera. Tais iniciativas atenderão plenamente ao art. 21º da Instrução Normativa 2/2019 do Ministério da cidadania a partir dos seus incisos: III - disponibilizar na internet, registros audiovisuaisdos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; e V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estagios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas, além da previsão do art. 22; O Projeto prevê três ações formativas totalmente gratuitas, são elas: a) Um ensaio-palestra aberto para 600 estudantes da rede pública e de instituições sociais, precedido de uma pequena conferência e coletiva de imprensa, da qual participarão os principais integrantes do elenco da ópera, o diretor cênco, o maestro, o diretor artístico e, também, representantes da Secretaria Especial de Cultura e dos principais patrocinadores; b) Um master class de canto de um dia para 20 estudantes de música de instituições públicas, além de mais 50 estudantes como ouvintes, totalizando 70 participantes; e c) Uma exposição de um mês com objetos, desenhos, fotos, instrumentos e informações sobre a óera Orlando e sua montagem em São Paulo. Essa ação espera atrair um público de 2000 pessoas.

Ficha técnica

Atuação da Instituição Proponente: A Associação Ricardina Stamatto é uma instituição sem fins lucrativos que, dentre suas finalidades, tem por objetivo promover, incentivas ou fomentar, por si ou por terceiros, devidamente autorizados, a realização de cursos ou eventos culturais e artísticos, podendo para tanto celebrar parcerias para tal fim com instituições públicas ou privadas, como com pessoas físicas ou jurídicas. Dessa forma, a ACRIS (Associação Cultural Ricardina Stamatto), desenvolve uma série de projetos promovendo atividades artísticas das mais variadas, como concertos, recitais, festivais de música, encontros literários, entre outras. O projeto da ópera Orlando de Händel é uma dessas importantes iniciativas que a ACRIS deseja realizar no ano de 2020. Toda a gestão administrativa, decisória e financeira será exercida pela ACRIS, cabendo a esta a responsabilidade pelas contratações, contratos, custos assumidos, negociações, relatório final e sua devida prestação de contas. Sua participação no projeto se dará através da gestão administrativa, cujos custos serão inceridos na rubrica "custos de administração,", no item "custos vinculados." Ficha Técnica: Isa Virgínia Boechat Povoa - Presidente da Acris É Pianista formada pela Faculdade de música do Espírito Santo, pós-graduada na Academia Lerenzo Fernandez (RJ), na classe do professor Luiz Henrique Senise e pelo Conservatório Santa Marcelina (SP), com o professor Alfredo Cerquinho. Foi aluna, também, da professora Miriam Dauesberg. Na faculdade de Música do Espírito Santo, ocupou as cadeiras de Piano, Música de Câmara, além de ter exercido as funções de Coordenadora dos cursos de teclado e percurção e Assessora Acadêmica. Foi também Diretora Geral da instituição entre os anos de 1996 e 1998. Washington Luiz Sieleman Almeida - Diretor Diretor Geral e Diretor Artístico É músico, produtor cultural e Mestre em Ciências Sociais. Como produtor, organizou e participou de inúmeros concertos, festivais de música, além de vários espetáculos de teatro, merecendo destaque especial as óperas Dido e Enéas (1999), Il Capanello (2008), a peça teatral O Avarento, com Jorge Dória (2004) e a Orquestra Brasileira de Sapateado (2004). Possui artigos publicados nas áreas de inclusão social, antropologia, sociologia e música e sociedade. Foi o fundador e diretor artístico das Orquestras de Câmara da Universidade Federal do Espírito Santo, do grupo Victoria Ensamble e, desde 2017, de A Trupe Barroca, com a qual, tem desenvolvido intensa atividade até o momento, destacando-se concertos, máster classes, exposições, palestras, concertos didáticos e recitais de música antiga. Fernando Coelho Sabino - Produtor Executivo e Coordenador de Produção Com grande experiência em organização de eventos, trabalhou para a Prefeitura Municipal de Vitória, para o Governo do Estado do Espírito Santo, exercendo, a mesma função de Secretário Executivo dos Conselhos Municipal e Estadual de Saúde, nos quais organizou as conferências de saúde. Por seis anos, o cupou a secretaria executiva da Federação das Apaes, sendo o responsável pela organização de eventos como congressos, cursos, festivais, entre outros. Desde 2017, passou a atuar como auxiliar de produção do grupo de música antiga A Trupe Barroca, auxiliando na montagem e realização de espetáculos em Vitória e São Paulo. Sérgio Dias (Regente) Sérgio Dias nasceu em 1961, no Rio de Janeiro. É graduado em Flauta, Composição e Regência, pós-graduado em Educação Musical, em Arte e Cultura Barroca e Mestre em Música (com área de concentração em Musicologia Histórica). Ex-professor do Conservatório Brasileiro de Música, ex-titular de Harmonia e Estruturação Musical da Faculdade de Música do Espírito Santo - FAMES e ex-professor de História do Teatro da Escola de Artes FAFI de Vitória / ES. Ex-professor substituto de História da Música do Conservatório de Coimbra e da Escola Superior de Educação de Lisboa. Atualmente é professor e musicólogo do Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco. Caetano Vilela (Diretor Cênico e Iluminador) Seu nome é destaque no mundo da ópera tendo realizado dezenas de produções em importantes teatros no Brasil e no Exterior. Dentre as óperas que dirigiu, destacam–se A Queda da Casa de Usher de Phillip Glass (2005), Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk de Shostakovich (2007), Ariadne em Naxos de Richard Strauss (2008), Os Troianos de Berlioz (2009) e a estreia no Brasil da ópera Ça Ira de Roger Waters (2008), compositor e fundador do Pink Floyd. Iluminou o musical The Sound of Music, sob a direção de Emilio Sagi, para a temporada 2009–2010, no Théâtre du Châtelet, em Paris. Em 2013, ano do bicentenário de Richard Wagner, iluminou Tannhäuser, sob a regência de Gustavo Dudamel para a temporada de ópera em Bogotá; dirigiu e iluminou, para o Festival de Ópera do Theatro da Paz, a ópera O Navio Fantasma, destaque na crítica especializadcomo uma das melhores produções do ano. Duda Arruk - Cenógrafa Atuou muito tempo como assistente de Felipe Crescenti, desenvolveu trabalhos no Centro de Pesquisas Teatrais (CPT) do SESC, ao lado do próprio Serroni, e recentemente assinou a cenografia de ótimos espetáculos infantis em São Paulo, como Ladrão de Frutas, Pirata na Linha e Motorboy. Olintho Malaquias - Figurinista Um dos grandes figurinistas do Brasil, responsável pelas criações de "O Boca de ouro," "A Terra", "Bacantes" e "Cacilda", entre outros. A Trupe Barroca Criada no ano de 1998, a Trupe Barroca tem uma proposta estética relevante e inovadora. Fundada originalmente com o nome de Victoria Ensamble, o grupo já se apresentou com importantes nomes do cenário musical brasileiro, como Jerzy Milewski (violino), Vanja Ferreira (harpa), Sérgio Dias (flauta), Inácio de Nonno (barítono), Aleida Schweiter (piano), entre outros. A Partir de 2017, a orquestra assumiu a proposta ousada de se dedicar exclusivamente ao repertório dos séculos XVII e XVIII, utilizando-se de instrumentos de época ou cópias perfeitas e investindo em pesquisa e nas sutilezas das interpretações historicamente orientadas. Víctor Jimenez Díaz (Contratenor - Orlando) O catalão Víctor Jímenez Días se destacou em seu país em 2015 entre os contratenores pela prestigiada revista Ópera Real, se tornando desde então um dos mais prestigiados artistas espanhóis de projeção internacional. A imprensa especializada o apresenta como um dos mais importantes jovens cantores do momento. Treinado no Conservatório del Liceu em Barcelona, aperfeiçoou-se como os mestres Frencesca Roing e David Mason, além de Jordi Domènech, Miguel Ortega, Carlos Mena e a grande Montserrat Caballé, que se entsiasmou depois de ouví-lo cantar uma aria de Händel. Victor Lucas Bento (Contratenor - Medoro) Iniciou seus estudos musicais em 2004. É licenciado em música pela Universidade Federal do Paraná e bacharelando em Canto pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná/UNESPAR. Cursa o mestrado em música na Universidade Federal do Paraná sob orientação da Profa. Dra. Zélia Maria Marques Chueke na linha de Musicologia, onde pesquisa a formação de contratenores. Paralelamente se dedica ao estudo de canto lírico como contratenor sob orientação vocal do Prof Me Thiago Montero. Saulo Javan (Baixo - Zoroastro) Saulo tem sido reconhecido pela crítica e público com um dos grandes artistas de ópera do Brasil na atualidade.Em 2012 apresentou-se com a OSESP sob a regência de Isaac Karabtchevsky na Sinfonia X de Villa-Lobos e interpretou Padre José na ópera Magdalena (Villa-Lobos) abrindo a temporada oficial do Theatro Municipal de São Paulo.Saulo integrou o elenco da CIA Brasileira de Ópera, sob direção de John Neschling no papel de D. Bartolo na ópera O Barbeiro de Sevilha em turnê por todo o Brasil. Os demais membros da equipe serão definidos posteriormente.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.