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O projeto que encaminhamos consiste em apresentações gratuitas da ópera cômica "Bastien und Bastienne" em comunidades carentes de ações culturais e é voltado à difusão da ópera com o propósito de fomentar, criar plateia e permitir a inclusão cultural através da música clássica.
Na trama da ópera, Bastião parte de seu povoado e termina por conhecer uma cidade maior, com seus castelos e belas casas, e não pode evitar comparações entre ela e seu pequeno vilarejo de origem. Com garbo e charme, conquistou olhares e agrados das moçoilas da cidade, que logo chegaram aos ouvidos de Bastiana, camponesa como ele, que se vê tomada por um ciúme doentio e pelo medo de perder seu enamorado para alguma outra bela moça. Sofrendo, ela sai em busca de consolo junto aos seus bem cuidados carneiros. No entanto, a caminho do pasto ela cruza com Don Colas, uma espécie de mágico e adivinho, e suplica sua ajuda para trazer de volta o amor de sua vida, Bastião. O mago diz a Bastiana que ela não havia perdido seu amor, sua cara metade apenas andava meio distraída (disse ele como que dissimulando), e que ela deveria jogar uma brincadeira de amor: que tentasse ignorá-lo, sendo até fria, se necessário fosse à desejada reconquista. A seguir, Bastião dela se aproxima, mas Bastiana, matreira, dele se oculta. Bastião resolve proclamar em alta voz seu grande amor pela jovem, mas o feiticeiro Colas lhe conta que Bastiana, infelizmente, já havia encontrado um novo par. Por sua vez, desconsolado, Bastião pede ajuda ao mago, que abre um livro e recita uma ária sem sentido, com citações em latim, sílabas soltas e palavras desconexas, talvez antecipando a marca registrada das cartas de amor que Mozart, já casado, escreveria para sua bela esposa Constanze Weber. O feiticeiro conta então que sua magia foi um sucesso e que Bastião e Bastiana voltaram a se amar novamente, em toda a plenitude de uma paixão juvenil. Bastiana, sem conter um certo sabor de vingança nos lábios, tenta levar o jogo ainda mais adiante e despreza Bastião, testando-o. Desesperado, Bastião tenta o suicídio, mas sua amada, indiferente, dá de ombros. Por fim... Bastião e Bastiana, afinal, concordam que levaram as brincadeiras de casal muito longe, e se reconciliaram em júbilo, juntando-se ao mago Colas para com ele cantar em agradecimento pelos passes que lhes trouxe de volta a felicidade.
O projeto tem como objetivo principal introduzir o público em geral - especialmente aos carentes de ações culturais - ao universo da música clássica e formar plateia, através de 16 apresentações da ópera cômica "Bastien und Bastienne", do compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), "o predileto dos deuses", como era conhecido entre os austríacos. No intuito de atingir o público alheio ao gênero operístico, e na pretenção de inserir um novo valor cultural, o projeto é realizado em escolas públicas. As apresentações são gratuitas sem causar qualquer ônus às escolas e sem cobrança de ingresso, ou seja, gratuitamente. Após a apresentação do espetáculo é aberto um espaço para perguntas e observações acerca da obra com o público. O espetáculo é apresentado acompanhado de um piano elétrico. Para cada apresentação contaremos, em média, com 400 expectadores. Ou seja, ao longo das 16 apresentações, pretendemos apresentar o espetáculo para 6.400 pessoas.
Em São Paulo, o Ópera na Escola já teve 8 temporadas, com grande aceitação e sucesso. Há uma enorme demanda por novos valores culturais e espetáculos de qualidade. Será muito importante expandir o Ópera na Escola para novos estados do Brasil. Todas as comunidades aonde apresentamos as produções anteriores do Projeto ficaram extasiadas e felizes pelo contato que puderam ter com o universo da ópera. Os diretores das escolas ficaram maravilhados e agradecidos pela oportunidade oferecida às comunidades tão carentes de ações culturais como esta. Em algumas escolas as direções frisaram a importância do projeto pois tiveram muitas crianças, que pela primeira vez, puderam apreciar um espetáculo de música clássica. Numa época em que as artes são tão pouco estimuladas, acredita-se que o espetáculo cênico e que a narrativa teatral sejam um convite para o conhecimento à arte. Além disso, o espetáculo em si, oferece ao público, através de suas múltiplas linguagens, possibilidades de infinitas leituras e reflexões sobre as relações humanas tanto no âmbito sentimental, quanto social. Antes da apresentação, será enviado à coordenação pedagógica material informativo sobre o espetáculo, e antes do início da apresentação, um dos integrantes do elenco fará uma breve explicação sobre as origens da ópera, da música clássica e sobre o enredo. No fim do espetáculo será feito um debate com os alunos, professores e comunidade coordenado pelos integrantes da equipe. A ópera é um dos gêneros mais completos de arte, pois une a música, o drama e a cena. Chegando à apoteose, o grande Richard Wagner usava uma palavra enorme e complicada para defini-la: Gesamtkunstwerk, ou Obra de Arte Total. Muito embora Wagner (1813-1883) tenha sido um compositor de tempos bem mais recentes, a ideia pode ser aplicada a todas as óperas de todos os tempos. Quase todas as cidades alemãs e de boa parte da Europa, por menores que sejam, têm suas casas de ópera sempre lotadas - a cultura operística faz parte da vida dos cidadãos desde o distante passado (início do séc. 17), quando passou a ser senão a única, a principal diversão. O ideal é democratizar o acesso à pessoas carentes de ações como esta e produções culturais que constituem patrimônio cultural da sociedade, tendo em vista uma formação plural e a inserção social.
Será oferecido, como contrapartida social, aulas de canto para interessados da rede pública de ensino (professores e alunos) em cada escola que receberá o projeto.
Se trata de uma peça de ópera apresentada por 3 cantores solistas, 1 pianista e 1 apresentdor/locutor. O espetáculo tem 40 minutos de duração e o tempo do debate pós apresentação termina quando todas as perguntas são esclarecidas.
O projeto é realizado em escolas públicas e todas elas dispõem de acessibilidade, rampas, guias, etc. Em geral fazemos a apresentação no pátio ou quadra coberta, de acordo com a necessidade disponibilidade de cada unidade escolar. No que se refere à acessibilidade de conteúdo, antes da aprentação é realizada uma visita técnica, disponibilizado material sobre a ópera, enredo, produção operísticas, profissionais da ópera, para que cada escola possa trabalhar em sala de aula, ampliando assim o aproveitamento da apresentação. Se houver demanda da unidade escolar, providenciamos também a audiodescrição, recurso mais comum para assistir a um espetáculo.
O projeto é realizado integralmente em espaços públicos, escolas públicas, sem cobrança de ingresso. No ensaio geral, que na ópera é como a pré estreia, temos por hábito fazer numa ONG aberta às crianças, jovens e adultos, ou seja, ao público em geral. Todos que frequentam esses espaços tem acesso gratuito ao projeto. Além de ampliarmos o acesso às unidades que se encontram no entorno da escola aonde será realizada a apresentação. De acordo com o artigo 21, alínea III, nos comprometemos a disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; Bem como permitiremos a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizaremos sua veiculação por redespúblicas de televisão e outras mídias; E por fim iremos realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos.
Espetáculo: Bastien und Bastienne Adaptação da Obra e Direção Cênica: Mauricio Veloso Direção Artística/Técnica: Cléia Mangueira Direção Musical: Fábio Bezuti Cantores Solistas: Ramon Mundin, Raíssa Amaral e Márcio Marangon Mauricio Veloso, diretor cênico Mauricio Veloso, 43 anos, paulistano, trabalha como diretor, dramaturgo, preparador corporal e performer em teatro e dança. Graduado em direção teatral pela USP em 2003, mestre pela Freie Universität Berlin em 2013, e concluindo o doutorado pela FAU Erlangen/Nürnberg em 2018. Foi o fundador e diretor da Companhia Auto Retrato entre 2001 e 2005, na qual dirigiu, entre outros, os espetáculos Vôo Solo (premiado pelo público como melhor espetáculo no V Festival de Monólogos de Vitória, ES), Retornarse e O Silêncio dos Mortos (vencedor do X Projeto Nascente USP/ Editora Abril), além de ter coordenado em conjunto com Andréa Tedesco o projeto comemorativo de dez anos da Companhia que, em 2012, resultou no espetáculo itinerante Origem-Destino. Além disso, Mauricio Veloso desenvolve uma pesquisa baseada na percepção do indivíduo e do resgate da memória que resultou diversos espetáculos, dentre as quais se destacam o solo de Érika Cunha Ne Me Quitte Pas (Brasil, Alemanha e Itália, 2005-2009) e foi assistente de direção em ópera (entre outros para Livia Sabag em Madame Butterfly, Belo Horizonte, 2013. Trabalha desde 2009 como dramaturgo da companhia La Opera Transposta. Em 2018, adaptou e dirigiu a ópera Bastien und Bastienne apresentada em escolas públicas dos estado de São Paulo. Cléia Mangueira Graduada em Comunicação Social, trabalha há mais de 20 anos na administração, gestão e direção de produção de projetos culturais. Destacando-se nas áreas de música clássica, ópera, teatro, cinema e artes plásticas. Realizou em Portugal, Espanha e França pesquisa para o documentário Fora do Figurino, de Paulo Pélico. Produziu em parceria com Eddynio Rossetto as óperas O homem que confundiu sua mulher com um chapéu em São Paulo e Belo Horizonte e Il Matrimonio Segreto em São Paulo. Durante os anos de 1999, 2006, 2007 e 2008 foi convidada como produtora executiva no Festival Amazonas de Ópera, em Manaus. Em 2008, 2009 e 2010 produziu as óperas A Water Bird Talk, The Bear, Pagliacci e Rigoletto. Em 2010, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018 assumiu a direção geral do projeto Ópera na Escola. Realizou em 2011 o projeto A Serva Patroa – espetáculo teatral apresentado para mais de 3.000 alunos da rede pública de ensino de Santo André e a ópera L’Enfant et les Sortilèges para comemoração do Centenário do Theatro Municipal de São Paulo, espetáculo indicado ao prêmio Carlos Gomes como melhor produção de ópera de 2011. Fábio Bezuti, diretor musical Radicado nos Estados Unidos desde 2005, o pianista paulista Fábio Bezuti atua como colaborador e preparador na arte do repertório vocal. Detém o título de Mestre em Piano Acompanhamento e Repertório Vocal (Westminster Choir College) e Professional Studies Certificate (Manhattan School of Music). Ao longo de sua trajetória, destacam-se as participações como diretor musical e pianista do Songbook da ópera Haroun and the sea of stories, de Charles Wuorinen, e como regente das óperas A dinner engagement, de Lennox Berkeley, e Maroquinhas Fru-Fru, de Ernest Mahle. Como pianista ensaiador e preparador vocal, atuou em diversos títulos, dentre eles: Falstaff e Rigoletto de Verdi, Pagliacci de Leoncavallo, Il barbiere di Siviglia de Rossini, L’enfant et les sortilèges de Ravel, Les contes d’Hoffmann de Hoffenbach, Der ring des Nibelungen de Wagner, Oedipus Rex de Stravinsky, O castelo do Barba Azul de Bartók. Foi pianista de aulas, festivais na França, Itália, Suíça, Espanha, Brasil e Estados Unidos, onde teve a oportunidade de colaborar com grandes nomes, como Lorin Maazel, Benita Valente, Richard Leech, Catherine Malfitano, Mignon Dunn, Mark Oswald, Richard Stilwell, Sharon Sweet, Deborah Birnbaum, Ashley Putnam, Nova Thomas, Edith Bers e o diretor cênico Marc Verzat. Desde 2010, é pianista e preparador vocal na Manhattan School of Music. Além dessa atividade, Fábio Bezuti tem atuado regularmente como pianista colaborador em recitais com cantores em Nova Iorque, Filadelfia, assim como em outras cidades dos Estados Unidos, Brasil, Espanha e Suíça. Em janeiro de 2013 fez sua estréia na Weill Recital Hall - Carnegie Hall, e em abril de 2014, retornou à mesma casa, para o auditório Isaac Stern. Ramon Mundin Natural de Ribeirão Preto, dedicou-se ao estudo de música desde tenra idade, formou-se no Conservatório W. Mozart e foi membro da Cia Minaz. Atualmente cursa Canto Lírico na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e é membro do Coro Contemporâneo de Campinas Como solista cantou: L’Elisir d’amore- Gaetano Donizetti, Die Zauberflöte- W.Mozart, La Traviata- G.Verdi, Die Schöpfung- Haydn, Missa in Angustiis- Haydn; Gala dei vincitore Spiros Argiris(ITA), Concerto in Piazza Modena(ITA), Recital dos Vencedores Maria Callas (Jacareí) e Concerto dos Vencedores Maria Callas (Theatro São Pedro- Orthesp), Abertura da Temporada da Osu (2015). Obteve premiações em concursos nacionais e internacionais: Concurso Maria Callas (BR). Concurso Sarzana Opera Festival(ITA) e Premio Fondazione Luciano Pavarotti(ITA). Cantou sob regência de Angelo J.Fernandes, André Dos Santos, Abel Rocha e Cinthia Alireti, entre outros. Raíssa Amaral É graduada, mestra e doutoranda em música com habilitação em canto lírico e práticas interpretativas (análise e performance) pelo Instituto de Artes da Unicamp, onde teve como orientador o Prof. Dr. Angelo José Fernandes. Ainda pela Unicamp, se formou em Cordas Popular (violão) sob a orientação de Ulisses Rocha. Estudou violão clássico com Sergio Napoleão Belluco e piano com Dna. Cidinha Mahle. Integra o Coro de Câmera de Piracicaba, atuando como solista e coralista sob regência do maestro Ernst Mahle e o Coro Contemporâneo de Campinas sob regência de Angelo Fernandes. Com o Ópera Studio da Unicamp atuou nas óperas de Mozart "Don Giovanni" no papel de Donna Anna (sob regência de Abel Rocha, em comemoração aos 50 anos de Unicamp), "Die Zauberflöte" como Pamina, "Le Nozze di Figaro" como Condessa de Almaviva e em "Der Schauspieldirektor" como Mademoiselle Silberklang. Em "Dido and Aeneas" de H. Purcell, interpretou Belinda e foi Adina em “L'elisir d'amore” de Gaetano Donizetti. Protagonizou Carolina em “A Moreninha”, ópera de Ernst Mahle sob regência do próprio autor. Participou de concertos com diversas orquestras como a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM) sob regência do maestro Roberto Minczuk, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais sob regência do maestro Silvio Viegas, ORTHESP, entre outras. Na temporada de 2016, no Theatro de Ópera São Pedro, entre os vários trabalhos destaca-se a estreia paulistana da ópera "O Anão" de Alexander von Zemlisky, onde atuou como Ghita. Marcio Marangon Natural de São Paulo, é bacharel em canto pela Faculdade Mozarteum. Desde 1997, vem se apresentando como solista em vários teatros do Brasil, sob a regência de importantes maestros. Foi duas vezes vencedor do Concurso Aldo Baldim, que lhe rendeu participação nas montagens de“Cavalleria Rusticana”(Alfio) e“Madamma Butterfly”(Sharpless) no Teatro CIC (Florianópolis). Dentre seus trabalhos, destacam-se suas apresentações na “164ª Edizione Stagione Lirica” no Teatro di Adria (Itália),nas óperas“Don Giovanni”(Leporello) e“La Bohème”( Shaunard), no Teatro São Pedro, em“La Traviata”(Germont) e“Il Matrimonio Segreto”(Conde Robson). Participou na montagem da ópera “Le Donne Cambiate”, (Conde Fricandò), realizada no Paço Imperial (RJ) e Palácio Imperial (Petrópolis), em homenagem ao bicentenário da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil.
PROJETO ARQUIVADO.